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	<title>Comentários em: Uma Península, cinco selecções nacionais</title>
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	<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 02:51:13 +0000</pubDate>
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		<title>Por: iViva o Celta</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26817</link>
		<dc:creator>iViva o Celta</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 00:18:54 +0000</pubDate>
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		<description>E a única coisa que diferencia a Espanha de Portugal é que nós não perdemos tempo a olhar para o vizinho. Entre um producto espanhol e um inglês , a gente escolhe o espanhol , entre um andaluz e um galego , a gente escolhe um galego. Temos um certo orgulho e carinho pelos "productos del pais", e é traição pura escolher outros. E já agora , quantos ingleses falam bem espanhol? Era sá o que faltava , aprender a falar bem a língua de quem não sabe falar a nossa. Quando os ingleses falarem espanhol , a gente aprende o inglês , está prometido.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E a única coisa que diferencia a Espanha de Portugal é que nós não perdemos tempo a olhar para o vizinho. Entre um producto espanhol e um inglês , a gente escolhe o espanhol , entre um andaluz e um galego , a gente escolhe um galego. Temos um certo orgulho e carinho pelos &#8220;productos del pais&#8221;, e é traição pura escolher outros. E já agora , quantos ingleses falam bem espanhol? Era sá o que faltava , aprender a falar bem a língua de quem não sabe falar a nossa. Quando os ingleses falarem espanhol , a gente aprende o inglês , está prometido.</p>
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		<title>Por: iViva o Celta</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26816</link>
		<dc:creator>iViva o Celta</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 00:05:15 +0000</pubDate>
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		<description>Bom , deixo-vos aqui a opinião de uma galega. Suponho que muitos de nós( e por isso os partidos independentistas serem pouco votados)  galegos , adoram afirmar na Espanha a sua identidade galega. Mas não nos importamos nada de a nível internacional sermos espanhois da Galiza. Mesmo que em casa andemos com essas conversas , não gostamos nada que outros discutam assuntos que só a nós dizem respeito( e por isso , repito , os partidos independentistas nunca ganharam em lado nenhum). E quanto mais forcinha façam de fora , menos a gente o vai querer. Dividir para reinar é ditado conhecido. E pronto , eu percebo que em vez de um grande vizinho , tinham vários pequeninos , mas a gente compara-se é com França e não queremos ter menos território que ela .
Agora , os do Norte  de Portugal são bem vindos à Federação Ibérica , dizem carago e tal , e têm ainda uma ligação à terra. De Coimbra para baixo ,nem pensar , depressão pura. Fado na Espanha, choradeira? não estou a ver.
De futebol não percebo nada. Mas ainda me lembro quando o Celta meteu 7 golos ao  Benfica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom , deixo-vos aqui a opinião de uma galega. Suponho que muitos de nós( e por isso os partidos independentistas serem pouco votados)  galegos , adoram afirmar na Espanha a sua identidade galega. Mas não nos importamos nada de a nível internacional sermos espanhois da Galiza. Mesmo que em casa andemos com essas conversas , não gostamos nada que outros discutam assuntos que só a nós dizem respeito( e por isso , repito , os partidos independentistas nunca ganharam em lado nenhum). E quanto mais forcinha façam de fora , menos a gente o vai querer. Dividir para reinar é ditado conhecido. E pronto , eu percebo que em vez de um grande vizinho , tinham vários pequeninos , mas a gente compara-se é com França e não queremos ter menos território que ela .<br />
Agora , os do Norte  de Portugal são bem vindos à Federação Ibérica , dizem carago e tal , e têm ainda uma ligação à terra. De Coimbra para baixo ,nem pensar , depressão pura. Fado na Espanha, choradeira? não estou a ver.<br />
De futebol não percebo nada. Mas ainda me lembro quando o Celta meteu 7 golos ao  Benfica.</p>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26706</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 21:19:38 +0000</pubDate>
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		<description>ja me estragastes a piada antónio, ia dizer que não deverias estranhar a "forma crispada e deprimente" com que se tratam os portugueses entre si quando os vês tão parecidos com os romenos e os ucranianos... que a coisa se resolvia com a imigração de mais brasileiros... eu acho um pouco desagradavel o teu desprezo pelos brasileiros, sou sincero, mas isso nao quer dizer que te considere desagradavel, o grau de simpatia do teu discurso tem melhorado nos ultimos comentarios. sera que te estas embrasileirando? eu trabalhei com uns quantos brasileiros em portugal (sai do brasil demasiado jovem para ter experiencia laboral com eles lá), a impressao com que fiquei deles foi de uma gente preparada, eficiente e trabalhadora, pelo nao menos que outros portugueses que la trabalhavam. mas era uma area "erudita" (nao eram medicos, nem musicos...), o problema, suponho, da tua comparaçao é que comparas imigrantes com formacao totalmente distintas, ja que es engenheiro civil, suponho que falas  de trabalhadores da construçao civil, e é um luxo ter realmente alguns trabalhadores vindo de leste com a formaçao que possuem a "trabalhar nas obras". os brasileiros com a mesma formaçao em geral nao emigram ou quando o fazem é em geral para trabalhar na area em que estao formados, ou se vao para ionglaterra, estados unidos, etc, para aprender a lingua, como os casos que conheci. assim que comparas  coisas distintas, na romenia também existem muitos "ciganos sem formaçao e sem vontade de trabalhar", e o digo com o menor tom de condenaçao possivel, e na ucrania tem muita "gente bebada que falta ao trabalho"...os lugares comuns sao um perigo e lugares indignos de colocar pessoas dentro. nao fostes ao brasil mas deverias ir, estou seguro de que vais gostar. brasileiriza-te, ou seja, camoniza-te. de uma coisa aviso-te ja, os espanhois sao muito mais parecido com os brasileiros do que possas pensar, e isso em geral é reconhecido tanto por brasileiros em espanha como por espanhois que conhecem o brasil. os negros deram aos portugueses no brasil em parte o que os ciganitos deram aos paios em espanha, a alegria de viver que os indios nao tiveram para dar, pelo menos na mesma dimensao, na maior parte da america latina. foi jorge amado que disse uma vez que os negros foram ao brasil para salvar-lo do suicidio colectivo nascido do encontro entre a tristeza lusa e a tristeza indigena. mas isso tambem sao lugares comuns, mas pelo menos sao lugares comuns mais bonitos desde onde partir para conhecer o outro, que no final se revela sempre muito mais parecido conosco do que pensavamos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ja me estragastes a piada antónio, ia dizer que não deverias estranhar a &#8220;forma crispada e deprimente&#8221; com que se tratam os portugueses entre si quando os vês tão parecidos com os romenos e os ucranianos&#8230; que a coisa se resolvia com a imigração de mais brasileiros&#8230; eu acho um pouco desagradavel o teu desprezo pelos brasileiros, sou sincero, mas isso nao quer dizer que te considere desagradavel, o grau de simpatia do teu discurso tem melhorado nos ultimos comentarios. sera que te estas embrasileirando? eu trabalhei com uns quantos brasileiros em portugal (sai do brasil demasiado jovem para ter experiencia laboral com eles lá), a impressao com que fiquei deles foi de uma gente preparada, eficiente e trabalhadora, pelo nao menos que outros portugueses que la trabalhavam. mas era uma area &#8220;erudita&#8221; (nao eram medicos, nem musicos&#8230;), o problema, suponho, da tua comparaçao é que comparas imigrantes com formacao totalmente distintas, ja que es engenheiro civil, suponho que falas  de trabalhadores da construçao civil, e é um luxo ter realmente alguns trabalhadores vindo de leste com a formaçao que possuem a &#8220;trabalhar nas obras&#8221;. os brasileiros com a mesma formaçao em geral nao emigram ou quando o fazem é em geral para trabalhar na area em que estao formados, ou se vao para ionglaterra, estados unidos, etc, para aprender a lingua, como os casos que conheci. assim que comparas  coisas distintas, na romenia também existem muitos &#8220;ciganos sem formaçao e sem vontade de trabalhar&#8221;, e o digo com o menor tom de condenaçao possivel, e na ucrania tem muita &#8220;gente bebada que falta ao trabalho&#8221;&#8230;os lugares comuns sao um perigo e lugares indignos de colocar pessoas dentro. nao fostes ao brasil mas deverias ir, estou seguro de que vais gostar. brasileiriza-te, ou seja, camoniza-te. de uma coisa aviso-te ja, os espanhois sao muito mais parecido com os brasileiros do que possas pensar, e isso em geral é reconhecido tanto por brasileiros em espanha como por espanhois que conhecem o brasil. os negros deram aos portugueses no brasil em parte o que os ciganitos deram aos paios em espanha, a alegria de viver que os indios nao tiveram para dar, pelo menos na mesma dimensao, na maior parte da america latina. foi jorge amado que disse uma vez que os negros foram ao brasil para salvar-lo do suicidio colectivo nascido do encontro entre a tristeza lusa e a tristeza indigena. mas isso tambem sao lugares comuns, mas pelo menos sao lugares comuns mais bonitos desde onde partir para conhecer o outro, que no final se revela sempre muito mais parecido conosco do que pensavamos.</p>
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		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26700</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 19:13:57 +0000</pubDate>
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		<description>Digamos que poderá haver algum exagero da minha parte quanto à questão dos eslavos, mas o facto é que há exagero ainda maior na ideia feita, ou lugar-comum, de que o nosso povo irmão é o brasileiro. Não é, é o espanhol, mas o nosso complexo de inferioridade se calhar há-de sempre conseguir negá-lo, como Pedro negou a Cristo, contra as mais óbvias evidências.


      Conheço Espanha só como turista e tenho alguns (poucos) amigos espanhóis. Nunca fui ao Brasil, se bem que tenha uns quantos amigos brasileiros e muitos familiares radicados lá, sobretudo em S. Paulo.


       Mas já vivi o suficiente para perceber que não é apenas a língua que se fala que afasta ou aproxima os Povos, se bem que tenha, claro, uma grande influência. Sinto-me perfeitamente em casa na Espanha ou na Itália, como me senti estranhamente também no México. Até posso dizer que achei a Turquia e a Roménia muito mais parecidas com Portugal do que imaginava (lembraram-me até bastante o meu Alentejo dos anos sessenta...)! Pelo que me contam os meus amigos que viveram no Rio, ou que visitam a Baía e o Natal regularmente, ou os familiares da minha consorte que me falam de Angola, não sei se me sentiria por lá tão em casa como me senti nestes Países que citei...


        E a verdade, nua e crua, é que em Portugal se preferem os empregados (e os VIZINHOS) espanhóis, ou mesmo ucranianos, ou romenos, aos brasileiros. E não é só nas profissões "eruditas" (médico, músico...)!


        Quanto aos nacionalismos, aí estamos, por uma vez, totalmente de acordo! Só trazem consigo mal e mais mal. E mesmo o tal "nacionalismo" de resistência de que falas para mim tem um nome diferente, chama-se PATRIOTISMO! Que já acho um sentimento muito salutar.


          Ao contrário do que provavelmente pensas, eu próprio me considero muito patriota (e não acho, obviamente, que tudo deva ser visto à luz da Regionalização, que disparate...), se bem que o meu patriotismo se possa descrever com esta lapidar frase de um jovem húngaro (beneficiário do programa "Erasmus"), que um dia tive que ouvir e engolir em Budapeste: "Portugal é um País belíssimo, os portugueses é que não o merecem"...


         Muitos deles, pelo menos...


         Um abraço,


          António das Neves Castanho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Digamos que poderá haver algum exagero da minha parte quanto à questão dos eslavos, mas o facto é que há exagero ainda maior na ideia feita, ou lugar-comum, de que o nosso povo irmão é o brasileiro. Não é, é o espanhol, mas o nosso complexo de inferioridade se calhar há-de sempre conseguir negá-lo, como Pedro negou a Cristo, contra as mais óbvias evidências.</p>
<p>      Conheço Espanha só como turista e tenho alguns (poucos) amigos espanhóis. Nunca fui ao Brasil, se bem que tenha uns quantos amigos brasileiros e muitos familiares radicados lá, sobretudo em S. Paulo.</p>
<p>       Mas já vivi o suficiente para perceber que não é apenas a língua que se fala que afasta ou aproxima os Povos, se bem que tenha, claro, uma grande influência. Sinto-me perfeitamente em casa na Espanha ou na Itália, como me senti estranhamente também no México. Até posso dizer que achei a Turquia e a Roménia muito mais parecidas com Portugal do que imaginava (lembraram-me até bastante o meu Alentejo dos anos sessenta&#8230;)! Pelo que me contam os meus amigos que viveram no Rio, ou que visitam a Baía e o Natal regularmente, ou os familiares da minha consorte que me falam de Angola, não sei se me sentiria por lá tão em casa como me senti nestes Países que citei&#8230;</p>
<p>        E a verdade, nua e crua, é que em Portugal se preferem os empregados (e os VIZINHOS) espanhóis, ou mesmo ucranianos, ou romenos, aos brasileiros. E não é só nas profissões &#8220;eruditas&#8221; (médico, músico&#8230;)!</p>
<p>        Quanto aos nacionalismos, aí estamos, por uma vez, totalmente de acordo! Só trazem consigo mal e mais mal. E mesmo o tal &#8220;nacionalismo&#8221; de resistência de que falas para mim tem um nome diferente, chama-se PATRIOTISMO! Que já acho um sentimento muito salutar.</p>
<p>          Ao contrário do que provavelmente pensas, eu próprio me considero muito patriota (e não acho, obviamente, que tudo deva ser visto à luz da Regionalização, que disparate&#8230;), se bem que o meu patriotismo se possa descrever com esta lapidar frase de um jovem húngaro (beneficiário do programa &#8220;Erasmus&#8221;), que um dia tive que ouvir e engolir em Budapeste: &#8220;Portugal é um País belíssimo, os portugueses é que não o merecem&#8221;&#8230;</p>
<p>         Muitos deles, pelo menos&#8230;</p>
<p>         Um abraço,</p>
<p>          António das Neves Castanho.</p>
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	<item>
		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26698</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 18:39:05 +0000</pubDate>
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		<description>um ultimo conselho por mais que deseje a regionalizaçao nao deveria utilizar-la como explicação do mundo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>um ultimo conselho por mais que deseje a regionalizaçao nao deveria utilizar-la como explicação do mundo</p>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26697</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 18:27:31 +0000</pubDate>
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		<description>as diferenças em espanha nao sao tanto entre litoral e interior sao entre regioes e sao maiores que em portugal, imagine-se. tente comparar catalunha ou pais basco com extremadura, e depois faça a comparaçao entre o norte e lisboa, vera quem ganha. a sua conversa de que em portugal as pessoas sao grosseiras umas com outras, etc, corresponde a um portugal que graças ao deus que nao existe eu nunca conheci eolha que tento ir a portugal uma boa meia duzia de vezes ao ano, passo ferias, etc. assim que nao é acontecimento recente e deve ser do lugar. mude de casa, ha muitos lugares com gente boa em portugal, tal como em espanha. nao vejo tanta diferença ai. te vejo dermasiado deslumbrado com espanha, deveria te levar a conhecer uns madrilenhos que eu ca sei, ou por-te a lara em castelhano com uns bascos de san sebastian que eu tambem ca sei, mudavas de opiniao em dois tempos amigo. mas fazias mal, pois ha gente boa e ma dos dois lados da fronteira. o que eu continuo sem entender é que digas que te identificas mais com romenos e ucranianos que com brasileiros. nada contra romenos e ucranianos, mas é que estive na russia, estive no brasil, e nao entendo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>as diferenças em espanha nao sao tanto entre litoral e interior sao entre regioes e sao maiores que em portugal, imagine-se. tente comparar catalunha ou pais basco com extremadura, e depois faça a comparaçao entre o norte e lisboa, vera quem ganha. a sua conversa de que em portugal as pessoas sao grosseiras umas com outras, etc, corresponde a um portugal que graças ao deus que nao existe eu nunca conheci eolha que tento ir a portugal uma boa meia duzia de vezes ao ano, passo ferias, etc. assim que nao é acontecimento recente e deve ser do lugar. mude de casa, ha muitos lugares com gente boa em portugal, tal como em espanha. nao vejo tanta diferença ai. te vejo dermasiado deslumbrado com espanha, deveria te levar a conhecer uns madrilenhos que eu ca sei, ou por-te a lara em castelhano com uns bascos de san sebastian que eu tambem ca sei, mudavas de opiniao em dois tempos amigo. mas fazias mal, pois ha gente boa e ma dos dois lados da fronteira. o que eu continuo sem entender é que digas que te identificas mais com romenos e ucranianos que com brasileiros. nada contra romenos e ucranianos, mas é que estive na russia, estive no brasil, e nao entendo&#8230;</p>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26696</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 18:09:20 +0000</pubDate>
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		<description>Primeiro amigo, vivi muitos anos em Portugal, uns quinze anos, estudei em Lisboa, conheço Portugal bastante aceitavelmente, cheguei a viver un ano no norte, e não foi no Porto foi quase em tras-os-montes... Não sou mulato, talvez que a  meu pesar. Ou até sou se tiver em conta uns prováveis ancestrais bereberes por linha paterna, mas se calhar isso é querer guardar demasiado mundo no sangue. 
É verdade Espanha tem mais museus mas não deixe confundir, que a maior parte dos madrilenhos nunca foi ao prado... Lá estas tu a querer ser erudito e depois diz que nao.... Os espanhóis mesmo em Madrid, barcelona, sevilha (cidades que conheço bastanete bem, chegando a viver um ano em madrid) não falam inglês, se fizeres uma amostragem de jovens das mesmas idades nas grandes cidades espanholas com Lisboa e Porto, os espanhóis ficam realmente mal parados. 
A assimetria litoral-interior portuguesa é algo que espanha não conhece, pois antes de mais tem muito mais interior que portugal, e não só em territorio mas também em habitantes e cidades importantes e desde muito tempo. Como exemplos maiores madrid e sevilha são cidades razoavelmente interiores. Ha zonas em Espanha mais deprimidas, basta ter em conta que muito proximo da fronteira com portugal no norte existe um lugar, fabuloso por outra parte, chamado ancares unico sitio da peninsula iberica onde ate pouco mais de uma decada haviam muitas pessoas que viviam em condiçoes pre-romanicas. E muito engraçado como uma vez um velhote, que doze anos atras dormia ali numa dessas casotas ao mesmo nivel e a escassos metros de porcos e mais animais, sem parede de por meio, me disse com o maior descaramento que nos os portugueses estavamos muito atrasados... engoli em seco e sorri amigavelmente que o respeito pelos maiores é muito bom e da saude. é incrivel o que uma decada de bonança economica pode fazer por um pais e por uma gente. aconteceu a espanha pode acontecer a portugal. e se acha possivel que em uma decada se mude mentalidades nacionais tanto assim, entao tambem pode acontecer com portugal. mas olhe que nao vai ser por ser autonomia de uma iberia imaginaria que isso vai acontecer. quanto ao camoers falar em sotaque brasileiro, nao sou eu que o digo (sei la eu que sotaque tinha o caolho) é academia portuguesa... como é que eles sabem nao me perguntes. o nacionalismo é sempre tragico, ver tanto empenho pessoal em convençoes historicas é para mim das maiores tragedias que nos é dado assistir. ali esta a semente de tudo que de realmente criminoso depois se pode fazer em seu nome. o nacionalismo de resistencia a tirania é o unico que pode ainda ter algum sentido moral para mim. por isso as democracias retiram do meu ponto de vista justificaçao etica aos nacionalismos, se bem que alguns casos que cita se tratam para mim de nacionalismo de resistencia mais que do outro... a tua inspiraçao para revisar fronteiras tao anti-nacionalista, mesmo que te custe admitir, me faz graça mas sei como tu sabes que é totalmente utopica. que se sinta mais proximo da mentalidade romena e ucraniana que da tropical mentalidade brasileira é demasiado triste e tragico para que eu seja capaz de acreditar ser verdade... por fim por mais que tentem eu evito sempre sentir-me envegonhado ou embevecido de "ser portugues", eu sou muito pouco isso e muito mais que isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro amigo, vivi muitos anos em Portugal, uns quinze anos, estudei em Lisboa, conheço Portugal bastante aceitavelmente, cheguei a viver un ano no norte, e não foi no Porto foi quase em tras-os-montes&#8230; Não sou mulato, talvez que a  meu pesar. Ou até sou se tiver em conta uns prováveis ancestrais bereberes por linha paterna, mas se calhar isso é querer guardar demasiado mundo no sangue.<br />
É verdade Espanha tem mais museus mas não deixe confundir, que a maior parte dos madrilenhos nunca foi ao prado&#8230; Lá estas tu a querer ser erudito e depois diz que nao&#8230;. Os espanhóis mesmo em Madrid, barcelona, sevilha (cidades que conheço bastanete bem, chegando a viver um ano em madrid) não falam inglês, se fizeres uma amostragem de jovens das mesmas idades nas grandes cidades espanholas com Lisboa e Porto, os espanhóis ficam realmente mal parados.<br />
A assimetria litoral-interior portuguesa é algo que espanha não conhece, pois antes de mais tem muito mais interior que portugal, e não só em territorio mas também em habitantes e cidades importantes e desde muito tempo. Como exemplos maiores madrid e sevilha são cidades razoavelmente interiores. Ha zonas em Espanha mais deprimidas, basta ter em conta que muito proximo da fronteira com portugal no norte existe um lugar, fabuloso por outra parte, chamado ancares unico sitio da peninsula iberica onde ate pouco mais de uma decada haviam muitas pessoas que viviam em condiçoes pre-romanicas. E muito engraçado como uma vez um velhote, que doze anos atras dormia ali numa dessas casotas ao mesmo nivel e a escassos metros de porcos e mais animais, sem parede de por meio, me disse com o maior descaramento que nos os portugueses estavamos muito atrasados&#8230; engoli em seco e sorri amigavelmente que o respeito pelos maiores é muito bom e da saude. é incrivel o que uma decada de bonança economica pode fazer por um pais e por uma gente. aconteceu a espanha pode acontecer a portugal. e se acha possivel que em uma decada se mude mentalidades nacionais tanto assim, entao tambem pode acontecer com portugal. mas olhe que nao vai ser por ser autonomia de uma iberia imaginaria que isso vai acontecer. quanto ao camoers falar em sotaque brasileiro, nao sou eu que o digo (sei la eu que sotaque tinha o caolho) é academia portuguesa&#8230; como é que eles sabem nao me perguntes. o nacionalismo é sempre tragico, ver tanto empenho pessoal em convençoes historicas é para mim das maiores tragedias que nos é dado assistir. ali esta a semente de tudo que de realmente criminoso depois se pode fazer em seu nome. o nacionalismo de resistencia a tirania é o unico que pode ainda ter algum sentido moral para mim. por isso as democracias retiram do meu ponto de vista justificaçao etica aos nacionalismos, se bem que alguns casos que cita se tratam para mim de nacionalismo de resistencia mais que do outro&#8230; a tua inspiraçao para revisar fronteiras tao anti-nacionalista, mesmo que te custe admitir, me faz graça mas sei como tu sabes que é totalmente utopica. que se sinta mais proximo da mentalidade romena e ucraniana que da tropical mentalidade brasileira é demasiado triste e tragico para que eu seja capaz de acreditar ser verdade&#8230; por fim por mais que tentem eu evito sempre sentir-me envegonhado ou embevecido de &#8220;ser portugues&#8221;, eu sou muito pouco isso e muito mais que isso.</p>
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		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26692</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 17:30:39 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Rui Fernandes, caramba pá, você é economista? Ou merceeiro? É que vê tudo sempre e só sob uma perspectiva contabilística (e, além do mais, escreve rápido "pa caraças"...)!


       Não sei se tenho fôlego e poder de síntese suficiente para lhe replicar, mas cá vai.


      Se vive em Espanha, então certamente saberá muitíssimo bem ao que me refiro quando falo em evoluír "por dentro" (metáfora algo rebuscada, concedo...). Significa precisamente aquela evolução mental, imaterial e não quantificável (não tem a haver com "défices", "índices" ou "ciclos", mas sim com a superação de atavismos e bloqueios ancestrais): olhe e veja com olhos menos "contabilísticos" a realidade espanhola actual - e olhe que "há muito mais vida em Espanha para além da sua Economia"... - e compare com a portuguesa. Veja as diferenças na Justiça, por exemplo. Veja as diferenças na Educação. Na Saúde. Mas sobretudo atente nas mentalidades. Na forma urbana e distendida como se vive em Espanha e na forma crispada e deprimente, ou arrogante e mal-criada como os portugueses se tratam. Veja as diferenças (mínimas) entre os espanhóis urbanos e rurais e tente perceber o que é uma verdadeira democratização da cultura e do nível de vida. Depois compare com Portugal.


     Conhece Portugal? Já vi que veio de Angola para o Brasil e que presentemente assentou arraiais em Espanha. Se não conhece, aconselho-lhe vivamente uma visita à Pátria. Não à "west coast of Europe", nem ao "Allgarve" - isso pode sempre conhecer através da televisão, ou da "literatura" que mais se vende por cá -, mas mergulhe mesmo na nossa realidade, tome um banho na Caparica, almoce numa tasquinha em Corroios, frequente uma tertúlia em Santa Catarina, vá ao cinema ao "Corte Inglês" e às compras ao "Colombo". Jante numa "pizzaria" de Agualva e assista a um concerto na Casa da Música. A seguir tome um copo num bar de Esposende.


       Depois tente alugar uma casa no sítio mais pretendido de Portugal: perto do seu local de trabalho! Se o conseguir, será um felizardo...


       Já se considera pronto para navegar no pretenso "cosmopolitismo" português, o tal que nos permite ter políticos e jornalistas que falam muito bem o "inglês internacional" nos mídia (linda palavra anglo-latina...)? Então decerto irá descobrir que ele pára abruptamente nos limites físicos e mentais do eixo Lisboa-Cascais e da Foz do Douro: chegados a Odivelas ou à Baixa da Banheira já estaremos mergulhados no provincianismo suburbano mais americanóide que se possa imaginar; e se conseguirmos atingir a Brandoa, S. Julião do Tojal, ou as cercanias da Porcalhota ou de Ramalde, na mais pura realidade terceiro-mundista que se pode visitar em toda a Europa!


       Ainda considera Portugal mais cosmopolita do que a Espanha? Então aproveite os seus fins-de-semana para conhecer Barcelona, os Museus de Madrid, o Metro de Superfície (e a Catedral) de Sevilha, a Jovem Orquestra Nacional de Espanha (JONDE), as infra-estruturas de esqui dos Pirinéus ou da Serra Nevada, ou seja o que for que se relacione com o Turismo e sinta-se justamente envergonhado de ser português.


     Chegados ao parágrafo 3.2 (o do "entende?"), deixe-me esclarecê-lo que defendo, obviamente, a Regionalização para Portugal como medida imediata (e urgente), enquanto que a perspectiva de uma União Federal Ibérica apenas a coloco num nível de evolução a longo prazo, nunca para discutir no futuro próximo, por claramente inoportuna e prematura. Portugal, como Estado regionalizado (Regiões Administrativas, não Autónomas), não desapareceria nessa eventual União, apenas aceitaria voluntariamente integrar-se num Estado Federal de nível superior, no mesmo plano de igualdade dos outros Estados ibéricos que viessem a existir nessa altura (e para os quais aponta com indisfarçável nitidez, presentemente, a evolução das Autonomias basca e catalã).


        Quanto à "Europa económica livre" e aos "equívocos de todo e não sómente em parte como noutras partes" confesso que me falece o ânimo para abordar. É deixar passar e enfardar esse "frango"...


       Se são justificáveis ou não novas fronteiras em Democracia, então não se percebe como é que, com a implosão das Ditaduras comunistas, explodiram tantas rectificações de fronteiras na Europa Central e Oriental, ainda longe do seu fim (Kosovo, Moldova, quem sabe a Transilvânia húngara, um dia...). Até na Bélgica a questão é actual...


       Eis-nos agora no patamar dos erros de palmatória: desengane-se com a rapidez da escrita, sei bem que os acentos denunciadores são complementares das típicas construções gramaticais que usa, não fazem parte delas (mas admito que a minha redacção não foi clara). Em todo o caso, longe de mim invocar esse aspecto como credencial de autoridade para a minha argumentação (para evitar quaisquer dúvidas, então retiro mesmo tudo o que disse a respeito da sua forma de escrever).


       E não me dói absolutamente nada que o Camões fale com sotaque brasileiro (se bem que me pareça que devia ser bem mais próximo do castelhano, ou do leonês, do marroquino até...), ou com pronúncia da Cochinchina (influências da Dinamene?...). Agora não me venha é com essa de que alentejanos, beirões ou transmontanos estão culturalmente mais próximos dos brasileiros do que dos espanhóis: podem não se entender bem na língua, mas entender-se-ão infinitamente melhor no viver e no pensar. Ou pensa que eu não lido diariamente com brasileiros em Lisboa?  que não me sinto, sinceramente, bem mais próximo de romenos e de ucranianos do que da sua "tropical" mentalidade?


       E não me interprete mal: quem me conhece na blogosfera já sabe que a minha mulher descende de luandenses (negros e mulatos) e que, portanto, o nosso Filho é um belo mestiço...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Rui Fernandes, caramba pá, você é economista? Ou merceeiro? É que vê tudo sempre e só sob uma perspectiva contabilística (e, além do mais, escreve rápido &#8220;pa caraças&#8221;&#8230;)!</p>
<p>       Não sei se tenho fôlego e poder de síntese suficiente para lhe replicar, mas cá vai.</p>
<p>      Se vive em Espanha, então certamente saberá muitíssimo bem ao que me refiro quando falo em evoluír &#8220;por dentro&#8221; (metáfora algo rebuscada, concedo&#8230;). Significa precisamente aquela evolução mental, imaterial e não quantificável (não tem a haver com &#8220;défices&#8221;, &#8220;índices&#8221; ou &#8220;ciclos&#8221;, mas sim com a superação de atavismos e bloqueios ancestrais): olhe e veja com olhos menos &#8220;contabilísticos&#8221; a realidade espanhola actual - e olhe que &#8220;há muito mais vida em Espanha para além da sua Economia&#8221;&#8230; - e compare com a portuguesa. Veja as diferenças na Justiça, por exemplo. Veja as diferenças na Educação. Na Saúde. Mas sobretudo atente nas mentalidades. Na forma urbana e distendida como se vive em Espanha e na forma crispada e deprimente, ou arrogante e mal-criada como os portugueses se tratam. Veja as diferenças (mínimas) entre os espanhóis urbanos e rurais e tente perceber o que é uma verdadeira democratização da cultura e do nível de vida. Depois compare com Portugal.</p>
<p>     Conhece Portugal? Já vi que veio de Angola para o Brasil e que presentemente assentou arraiais em Espanha. Se não conhece, aconselho-lhe vivamente uma visita à Pátria. Não à &#8220;west coast of Europe&#8221;, nem ao &#8220;Allgarve&#8221; - isso pode sempre conhecer através da televisão, ou da &#8220;literatura&#8221; que mais se vende por cá -, mas mergulhe mesmo na nossa realidade, tome um banho na Caparica, almoce numa tasquinha em Corroios, frequente uma tertúlia em Santa Catarina, vá ao cinema ao &#8220;Corte Inglês&#8221; e às compras ao &#8220;Colombo&#8221;. Jante numa &#8220;pizzaria&#8221; de Agualva e assista a um concerto na Casa da Música. A seguir tome um copo num bar de Esposende.</p>
<p>       Depois tente alugar uma casa no sítio mais pretendido de Portugal: perto do seu local de trabalho! Se o conseguir, será um felizardo&#8230;</p>
<p>       Já se considera pronto para navegar no pretenso &#8220;cosmopolitismo&#8221; português, o tal que nos permite ter políticos e jornalistas que falam muito bem o &#8220;inglês internacional&#8221; nos mídia (linda palavra anglo-latina&#8230;)? Então decerto irá descobrir que ele pára abruptamente nos limites físicos e mentais do eixo Lisboa-Cascais e da Foz do Douro: chegados a Odivelas ou à Baixa da Banheira já estaremos mergulhados no provincianismo suburbano mais americanóide que se possa imaginar; e se conseguirmos atingir a Brandoa, S. Julião do Tojal, ou as cercanias da Porcalhota ou de Ramalde, na mais pura realidade terceiro-mundista que se pode visitar em toda a Europa!</p>
<p>       Ainda considera Portugal mais cosmopolita do que a Espanha? Então aproveite os seus fins-de-semana para conhecer Barcelona, os Museus de Madrid, o Metro de Superfície (e a Catedral) de Sevilha, a Jovem Orquestra Nacional de Espanha (JONDE), as infra-estruturas de esqui dos Pirinéus ou da Serra Nevada, ou seja o que for que se relacione com o Turismo e sinta-se justamente envergonhado de ser português.</p>
<p>     Chegados ao parágrafo 3.2 (o do &#8220;entende?&#8221;), deixe-me esclarecê-lo que defendo, obviamente, a Regionalização para Portugal como medida imediata (e urgente), enquanto que a perspectiva de uma União Federal Ibérica apenas a coloco num nível de evolução a longo prazo, nunca para discutir no futuro próximo, por claramente inoportuna e prematura. Portugal, como Estado regionalizado (Regiões Administrativas, não Autónomas), não desapareceria nessa eventual União, apenas aceitaria voluntariamente integrar-se num Estado Federal de nível superior, no mesmo plano de igualdade dos outros Estados ibéricos que viessem a existir nessa altura (e para os quais aponta com indisfarçável nitidez, presentemente, a evolução das Autonomias basca e catalã).</p>
<p>        Quanto à &#8220;Europa económica livre&#8221; e aos &#8220;equívocos de todo e não sómente em parte como noutras partes&#8221; confesso que me falece o ânimo para abordar. É deixar passar e enfardar esse &#8220;frango&#8221;&#8230;</p>
<p>       Se são justificáveis ou não novas fronteiras em Democracia, então não se percebe como é que, com a implosão das Ditaduras comunistas, explodiram tantas rectificações de fronteiras na Europa Central e Oriental, ainda longe do seu fim (Kosovo, Moldova, quem sabe a Transilvânia húngara, um dia&#8230;). Até na Bélgica a questão é actual&#8230;</p>
<p>       Eis-nos agora no patamar dos erros de palmatória: desengane-se com a rapidez da escrita, sei bem que os acentos denunciadores são complementares das típicas construções gramaticais que usa, não fazem parte delas (mas admito que a minha redacção não foi clara). Em todo o caso, longe de mim invocar esse aspecto como credencial de autoridade para a minha argumentação (para evitar quaisquer dúvidas, então retiro mesmo tudo o que disse a respeito da sua forma de escrever).</p>
<p>       E não me dói absolutamente nada que o Camões fale com sotaque brasileiro (se bem que me pareça que devia ser bem mais próximo do castelhano, ou do leonês, do marroquino até&#8230;), ou com pronúncia da Cochinchina (influências da Dinamene?&#8230;). Agora não me venha é com essa de que alentejanos, beirões ou transmontanos estão culturalmente mais próximos dos brasileiros do que dos espanhóis: podem não se entender bem na língua, mas entender-se-ão infinitamente melhor no viver e no pensar. Ou pensa que eu não lido diariamente com brasileiros em Lisboa?  que não me sinto, sinceramente, bem mais próximo de romenos e de ucranianos do que da sua &#8220;tropical&#8221; mentalidade?</p>
<p>       E não me interprete mal: quem me conhece na blogosfera já sabe que a minha mulher descende de luandenses (negros e mulatos) e que, portanto, o nosso Filho é um belo mestiço&#8230;</p>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26673</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 03:45:49 +0000</pubDate>
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		<description>Uma última coisinha. O cosmopolitismo português é um dos aspectos em que mais claramente portugal se destaca com relação a espanha. A abertura a falar outras línguas e interessar-se por outras cultura é para mim uma enorme qualidade estatística média dos portugueses principalmente nas gerações mais jovens. Espanha na sua maior parte não é tanto assim e isso também é um problema, identificado aliás pelo próprio governo que começa a financiar cursos de formação de línguas nas empresas, e também na sociedade com a moda inclusive em centros de ensino públicos de currículos bilingues. O outro lado da questão é que a cultura nacional espanhola é infinitas vezes mais forte ou mais resistente a influências externas que a portuguesa. Não há almoços grátis. Os países com culturas fortes altamente influenciadores e menos influenciáveis são tendencialmente menos cosmopolitas. Cada um fica com o lado da moeda qualidade-defeito/defeito-qualidade que mais gosta. Neste aspecto a minha opinião é que portugal leva vantagem, mas isso sou eu e meus botões.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma última coisinha. O cosmopolitismo português é um dos aspectos em que mais claramente portugal se destaca com relação a espanha. A abertura a falar outras línguas e interessar-se por outras cultura é para mim uma enorme qualidade estatística média dos portugueses principalmente nas gerações mais jovens. Espanha na sua maior parte não é tanto assim e isso também é um problema, identificado aliás pelo próprio governo que começa a financiar cursos de formação de línguas nas empresas, e também na sociedade com a moda inclusive em centros de ensino públicos de currículos bilingues. O outro lado da questão é que a cultura nacional espanhola é infinitas vezes mais forte ou mais resistente a influências externas que a portuguesa. Não há almoços grátis. Os países com culturas fortes altamente influenciadores e menos influenciáveis são tendencialmente menos cosmopolitas. Cada um fica com o lado da moeda qualidade-defeito/defeito-qualidade que mais gosta. Neste aspecto a minha opinião é que portugal leva vantagem, mas isso sou eu e meus botões.</p>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26672</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 03:19:04 +0000</pubDate>
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		<description>5.2 Eu não sou descendente de alentejanos (que eu saiba...) mas sou de gente do douro, da beira baixa, quase do ribatejo, nasci em angola, vivi no brasil e vivo em espanha. Digo isso no caso de que aquela "tua boca" dos descedentes alentejanos e dos acentos brasileiros tivesse sido enfiada como credencial de autoridade para a discussão, se não foi desculpas e apaque de sua cabeça o que acabei de dizer porque não vem ao caso, ou atñe vem mas só para aqueles interessados em descortinar psicologismos por detrás do meu anti-nacionalismo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>5.2 Eu não sou descendente de alentejanos (que eu saiba&#8230;) mas sou de gente do douro, da beira baixa, quase do ribatejo, nasci em angola, vivi no brasil e vivo em espanha. Digo isso no caso de que aquela &#8220;tua boca&#8221; dos descedentes alentejanos e dos acentos brasileiros tivesse sido enfiada como credencial de autoridade para a discussão, se não foi desculpas e apaque de sua cabeça o que acabei de dizer porque não vem ao caso, ou atñe vem mas só para aqueles interessados em descortinar psicologismos por detrás do meu anti-nacionalismo.</p>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26671</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 03:13:32 +0000</pubDate>
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		<description>5. O que é erro de palmatória é não saber distinguir acentos de semántica.... Mas pronto, é verdade que vivi uns quantos de anos no brasil e isso se nota sem grande incómodo da minha parte. peço desculpas pelo meu descaramento mas alguma coisa de bom devo ter ganhado dos brasileiros, ou isso espero. é verdade que a dia de hoje a cultura dos países colonizados se distanciou da portuguesa actual, sendo que em inumeros aspectos eles estão mais proximos de traços da nossa cultura passada que nós. por mais que lhe doa há até quem diga que camões falava com sotaque bastante brasileiro...  mas não exagere nas semelhanças entre cultura espanhola e portuguesa. mesmo que em zonas fronteiriças um alentejano tenha muito em comum com um extremenho, digo-lhe eu que vivi em qualquer um dos dois lados que um alentejano se entenderá infinitas vezes melhor com um brasileiro. por causa da língua e não só. esta língua e este não só também são cultura e para nada erudita.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>5. O que é erro de palmatória é não saber distinguir acentos de semántica&#8230;. Mas pronto, é verdade que vivi uns quantos de anos no brasil e isso se nota sem grande incómodo da minha parte. peço desculpas pelo meu descaramento mas alguma coisa de bom devo ter ganhado dos brasileiros, ou isso espero. é verdade que a dia de hoje a cultura dos países colonizados se distanciou da portuguesa actual, sendo que em inumeros aspectos eles estão mais proximos de traços da nossa cultura passada que nós. por mais que lhe doa há até quem diga que camões falava com sotaque bastante brasileiro&#8230;  mas não exagere nas semelhanças entre cultura espanhola e portuguesa. mesmo que em zonas fronteiriças um alentejano tenha muito em comum com um extremenho, digo-lhe eu que vivi em qualquer um dos dois lados que um alentejano se entenderá infinitas vezes melhor com um brasileiro. por causa da língua e não só. esta língua e este não só também são cultura e para nada erudita.</p>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26670</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 03:04:36 +0000</pubDate>
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		<description>4. A. castanho não imaginava que não percebesse que europa económica se refere a economia europeia livre. O que não há ainda, e cada vez duvido mais que algum dia haja, é precisamente uma europa política. Aí te equivocastes todo e não somente em parte como noutras partes.  O redefinir fronteiras é realmente sempre possível, na verdade se fez ao longo de toda a história em toda parte, e é verdade que a democracia pode possibilitar redesenhos de fronteiras mais indolores mas por outra parte os torna também mais dificilmente justificáveis.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>4. A. castanho não imaginava que não percebesse que europa económica se refere a economia europeia livre. O que não há ainda, e cada vez duvido mais que algum dia haja, é precisamente uma europa política. Aí te equivocastes todo e não somente em parte como noutras partes.  O redefinir fronteiras é realmente sempre possível, na verdade se fez ao longo de toda a história em toda parte, e é verdade que a democracia pode possibilitar redesenhos de fronteiras mais indolores mas por outra parte os torna também mais dificilmente justificáveis.</p>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26669</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 02:58:36 +0000</pubDate>
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		<description>3.2. A dotação de capacidade faz 30 anos realizada pelo governo central espanhol às autonomias do ponto de vista de portugal se trata de retirar capacidade já que este tem maior capacidade que qualquer autonomia espanhola. ou seja que nos situamos na tal possibilidade inviabiliadde da auto-gestão só solucionável por meio de retirar capcidade de decisão. essa não é minha opinião. Outra hipótese é que esteja a ver a coisa do ponto de vista de outras zonas do país, que fossem elas mesmas autonomias independentes. ou seja que no processo de integração não só nos integrássemos como nos desintegrássemos dentro de espanha. acredito na possibilidade, se bem tenha enormes dúvidas de que o problema actual mais importante seja esse, que uma regionalização em portugal fosse saudável mas acho que ela pode acontecer sem integração em uma federação ibérica, esperar desta integração tal coisa é que seria absurdo, pois ela apenas reduziria os poderes disponíveis para regionalizar e quase obrigaria portugal a não se regionalizar de facto, no sentido em que nem a galiza, nem catalunha, etc, estão realmente internamente regionalizadas. entende?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>3.2. A dotação de capacidade faz 30 anos realizada pelo governo central espanhol às autonomias do ponto de vista de portugal se trata de retirar capacidade já que este tem maior capacidade que qualquer autonomia espanhola. ou seja que nos situamos na tal possibilidade inviabiliadde da auto-gestão só solucionável por meio de retirar capcidade de decisão. essa não é minha opinião. Outra hipótese é que esteja a ver a coisa do ponto de vista de outras zonas do país, que fossem elas mesmas autonomias independentes. ou seja que no processo de integração não só nos integrássemos como nos desintegrássemos dentro de espanha. acredito na possibilidade, se bem tenha enormes dúvidas de que o problema actual mais importante seja esse, que uma regionalização em portugal fosse saudável mas acho que ela pode acontecer sem integração em uma federação ibérica, esperar desta integração tal coisa é que seria absurdo, pois ela apenas reduziria os poderes disponíveis para regionalizar e quase obrigaria portugal a não se regionalizar de facto, no sentido em que nem a galiza, nem catalunha, etc, estão realmente internamente regionalizadas. entende?</p>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26668</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 02:50:42 +0000</pubDate>
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		<description>3. A questão do "absurdo" tem toda razão, se bem que seja pouca glória pois se aproveita de um lapso na construção do discurso de pouca importância e derivada da impossibilidade e falta de pachorra de revisar o texto antes de apertar no botão. coisas dos comentários. De qualquer forma o que queria dizer é que situar a integração portuguesa na possibilidade de uma espanha futura federal é absurdo na medida em que a espanha federal já está aí e seus defeitos visíveis.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>3. A questão do &#8220;absurdo&#8221; tem toda razão, se bem que seja pouca glória pois se aproveita de um lapso na construção do discurso de pouca importância e derivada da impossibilidade e falta de pachorra de revisar o texto antes de apertar no botão. coisas dos comentários. De qualquer forma o que queria dizer é que situar a integração portuguesa na possibilidade de uma espanha futura federal é absurdo na medida em que a espanha federal já está aí e seus defeitos visíveis.</p>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26667</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 02:45:43 +0000</pubDate>
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		<description>2. Realmente não sei o que quer dizer com ecoluir para dentro ou para fora, apenas suponho que possa a estar a se referir a questões estructurais da economia. Sobre isso o que disse antes é em boa parte a explicação mais importante, se bem que não se deve exagerar no avanço espanhol neste aspecto pois ainda está muito longe dos primeiros países europeus em aspectos muito importantes. O que importa realçar é que o remédio se sabe provavelmente qual é, dói, está doendo, e a portugal vai doer mais que em seu momento a espanha porque lhe chega estando já mais doente que esta estava e em período de maior escassez de paliativos, mas se sabe qual é.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>2. Realmente não sei o que quer dizer com ecoluir para dentro ou para fora, apenas suponho que possa a estar a se referir a questões estructurais da economia. Sobre isso o que disse antes é em boa parte a explicação mais importante, se bem que não se deve exagerar no avanço espanhol neste aspecto pois ainda está muito longe dos primeiros países europeus em aspectos muito importantes. O que importa realçar é que o remédio se sabe provavelmente qual é, dói, está doendo, e a portugal vai doer mais que em seu momento a espanha porque lhe chega estando já mais doente que esta estava e em período de maior escassez de paliativos, mas se sabe qual é.</p>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26666</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 02:39:04 +0000</pubDate>
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		<description>Para A. Castanho:

1. A disparidade entre portugal e espanha só é destacável a partir da última década do século passado, quer isso dizer, que tem poucos anos e vem de uma história de medidas políticas do governo português que em seu momento não foram criticadas, muitas vezes foram até elogiadas, e que anquilosaram as capacidades de crescimento do país em um momento quiçá fulcral de chegada de fundos europeus. Falo do aumento salarial e liberalização da economia que sim se realizou em espanha pela mão do governo de Felipe Gonzalez (e foram continuadas por Aznar) e que não se fez em portugal, que levou a falência das empresas espanholas "inviáveis" no final do seu mandato e ao disparo do desemprego, enquanto cavaco silva se auto-elogiava de que havia construído um oásis no panorama europeu. Pois o oásis sobrevivia de empresas baseadas em uma economia de terceiro-mundo que não estava preparada para o que ia chegar. Guterres veio depois e não se preocupou em resolver nada. O que se passa em portugal hoje é em boa parte o que aconteceu em espanha em um momento mais equivocado. A diferença actual vem deste último período em que espanha crescia contra-corrente de europa enquanto portugal acompanha o pelotão da frente do estagnamento do qual mostra ter compreensíveis maiores dificuldades de sair.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para A. Castanho:</p>
<p>1. A disparidade entre portugal e espanha só é destacável a partir da última década do século passado, quer isso dizer, que tem poucos anos e vem de uma história de medidas políticas do governo português que em seu momento não foram criticadas, muitas vezes foram até elogiadas, e que anquilosaram as capacidades de crescimento do país em um momento quiçá fulcral de chegada de fundos europeus. Falo do aumento salarial e liberalização da economia que sim se realizou em espanha pela mão do governo de Felipe Gonzalez (e foram continuadas por Aznar) e que não se fez em portugal, que levou a falência das empresas espanholas &#8220;inviáveis&#8221; no final do seu mandato e ao disparo do desemprego, enquanto cavaco silva se auto-elogiava de que havia construído um oásis no panorama europeu. Pois o oásis sobrevivia de empresas baseadas em uma economia de terceiro-mundo que não estava preparada para o que ia chegar. Guterres veio depois e não se preocupou em resolver nada. O que se passa em portugal hoje é em boa parte o que aconteceu em espanha em um momento mais equivocado. A diferença actual vem deste último período em que espanha crescia contra-corrente de europa enquanto portugal acompanha o pelotão da frente do estagnamento do qual mostra ter compreensíveis maiores dificuldades de sair.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: «República Federal Ibérica» at Aspirina B</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26626</link>
		<dc:creator>«República Federal Ibérica» at Aspirina B</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 18:41:09 +0000</pubDate>
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		<description>[...] de meia noite &#60;a href=&#8221;http://aspirinab.com/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comments&#8221;targe...&#62; entre os bloguistas Rui Fernandes e A. Neves Castanho.         Feed for this Entry Trackback [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] de meia noite &lt;a href=&#8221;http://aspirinab.com/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comments&#8221;targe&#8230;&gt; entre os bloguistas Rui Fernandes e A. Neves Castanho.         Feed for this Entry Trackback [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26618</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 17:44:08 +0000</pubDate>
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		<description>Ao Rui Fernandes (só para deixar clara uma coisinha):


         - estou a falar de Cultura, não de cultura erudita, ou académica...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao Rui Fernandes (só para deixar clara uma coisinha):</p>
<p>         - estou a falar de Cultura, não de cultura erudita, ou académica&#8230;</p>
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		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26616</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 17:42:33 +0000</pubDate>
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		<description>Ao Rui Fernandes (lamento, mas discordamos em toda a linha...):


«5. Por fim dizer que ligar o futuro da cultura portuguesa ao futuro de Portugal é de uma enorme mania de grandeza. O futuro da cultura portuguesa faz tempo que para efeitos reais se joga muito pouco na west coast of europe mas lá do outro lado, depois do charco e mais a sul, e não parece haver razões para preocupar-se (...)»


     Já estava à espera desta, depois de tantas vezes ler, entre outras construções semânticas, "idéia" e "econômico"...


       Mania de grandeza, e não é pouca, é pretender que a Cultura do Brasil, de Angola ou até de Timor sejam Cultura portuguesa.


        Cultura portuguesa é a que se faz em Portugal, ou por portugueses. Sim, ponto final, viu bem. E digo-lhe eu, que sou descendente de alentejanos, tem muito, mas infinitamente muito mais a ver com a Cultura espanhola, do que com a do Brasil, a da Guiné, a de S. Tomé e Príncipe, ou a de Macau...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao Rui Fernandes (lamento, mas discordamos em toda a linha&#8230;):</p>
<p>«5. Por fim dizer que ligar o futuro da cultura portuguesa ao futuro de Portugal é de uma enorme mania de grandeza. O futuro da cultura portuguesa faz tempo que para efeitos reais se joga muito pouco na west coast of europe mas lá do outro lado, depois do charco e mais a sul, e não parece haver razões para preocupar-se (&#8230;)»</p>
<p>     Já estava à espera desta, depois de tantas vezes ler, entre outras construções semânticas, &#8220;idéia&#8221; e &#8220;econômico&#8221;&#8230;</p>
<p>       Mania de grandeza, e não é pouca, é pretender que a Cultura do Brasil, de Angola ou até de Timor sejam Cultura portuguesa.</p>
<p>        Cultura portuguesa é a que se faz em Portugal, ou por portugueses. Sim, ponto final, viu bem. E digo-lhe eu, que sou descendente de alentejanos, tem muito, mas infinitamente muito mais a ver com a Cultura espanhola, do que com a do Brasil, a da Guiné, a de S. Tomé e Príncipe, ou a de Macau&#8230;</p>
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		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/uma-peninsula-cinco-seleccoes-nacionais/#comment-26613</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 17:34:18 +0000</pubDate>
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		<description>Ao Rui Fernandes:


«4. Tudo isso são contos da carochinha. Enquanto houver uma europa econômica a idéia de uma federação ibérica é não só impraticável como um pouco tonta (...)»


       Bem, parece-me que Europa económica sempre houve, o que não havia era Europa política...


       Por isto esta frase, pese embora a sua diplomacia, me parece totalmente inóqua e estéril: a ideia de uma Federação Ibérica torna-se, finalmente, muito mais viável e desdramatizada precisamente sob o manto protector de uma Europa pacificada, unida e solidificada por compromissos que garantem o respeito dos Direitos Humanos e dos Povos, tornando possível o traçar de novas fronteiras, como já aconteceu na Alemanha (e pode voltar a acontecer um dia, nomeadamente com a questão da Silésia), na ex-Checoslováquia, na ex-Jugoslávia, até na própria ex-União Soviética (da qual hoje já há parcelas integradas na União Europeia!), e desvanecendo os velhos fantasmas de um passado nacionalista e imperial, que desde a Baixa Idade Média inquinaram a História da Ibéria. Mas apenas até ao Séc. XX: agora estamos livres para falar de Futuro!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao Rui Fernandes:</p>
<p>«4. Tudo isso são contos da carochinha. Enquanto houver uma europa econômica a idéia de uma federação ibérica é não só impraticável como um pouco tonta (&#8230;)»</p>
<p>       Bem, parece-me que Europa económica sempre houve, o que não havia era Europa política&#8230;</p>
<p>       Por isto esta frase, pese embora a sua diplomacia, me parece totalmente inóqua e estéril: a ideia de uma Federação Ibérica torna-se, finalmente, muito mais viável e desdramatizada precisamente sob o manto protector de uma Europa pacificada, unida e solidificada por compromissos que garantem o respeito dos Direitos Humanos e dos Povos, tornando possível o traçar de novas fronteiras, como já aconteceu na Alemanha (e pode voltar a acontecer um dia, nomeadamente com a questão da Silésia), na ex-Checoslováquia, na ex-Jugoslávia, até na própria ex-União Soviética (da qual hoje já há parcelas integradas na União Europeia!), e desvanecendo os velhos fantasmas de um passado nacionalista e imperial, que desde a Baixa Idade Média inquinaram a História da Ibéria. Mas apenas até ao Séc. XX: agora estamos livres para falar de Futuro!</p>
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