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	<title>Comentários em: Tavares obrigatório</title>
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	<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 02:19:47 +0000</pubDate>
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		<title>Por: anonimo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22360</link>
		<dc:creator>anonimo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Sep 2007 13:55:11 +0000</pubDate>
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		<description>O Massacre de Lisboa de 1506 ficou como que apagado da memória colectiva, um pedaço de vergonha esquecida que não está nos livros de História, caiu no esquecimento e são poucos os historiadores que lhe fazem referência. O horror e a violência foram descritos e reproduzidos por Damião de Góis, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Garcia de Resende, Salomon Ibn Verga e Samuel Usque.

Damião de Góis in «Chronica do Felicissimo Rey D. Emanuel da Gloriosa Memória»:

«No mosteiro de São Domingos da dita cidade estava uma capela a que chamava de Jesus, e nela um crucifixo, em que foi então visto um sinal, a que davam cor de milagre, com quanto os que na igreja se acharam julgavam ser o contrário dos quais um cristão-novo disse que lhe parecia uma candeia acesa que estava posta no lado da imagem de Jesus, o que ouvindo alguns homens baixos o tiraram pelos cabelos de arrasto para fora da igreja, e o mataram, e queimaram logo o corpo no Rossio. Ao qual alvoroço acudiu muito povo, a quem um frade fez uma pregação convocando-os contra os cristãos-novos, após o que saíram dois frades do mosteiro, com um crucifixo nas mãos bradando, heresia, heresia, o que imprimiu tanto em muita gente estrangeira, popular, marinheiros de naus, que então vieram da Holanda, Zelândia, e outras partes, ali homens da terra, da mesma condição, e pouca qualidade, que juntos mais de quinhentos, começaram a matar todos os cristãos-novos que achavam pelas ruas, …tirando-os delas de arrasto pelas ruas, com seus filhos, mulheres, e filhas, os lançavam de mistura vivos e mortos nas fogueiras, sem nenhuma piedade, e era tamanha a crueza que até nos meninos, e nas crianças que estavam no berço a executavam, tomando-os pelas pernas fendendo-os em pedaços, e esborrachando-os de arremesso nas paredes. …tornaram terça-feira este danados homens a prosseguir a sua crueza, mas não tanto quanto nos outros dias porque já não achavam quem matar, pois todos os cristãos-novos que escaparam desta tamanha fúria, serem postos a salvo por pessoas honradas, e piedosas que nisto trabalharam tudo o que neles foi.»


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		<content:encoded><![CDATA[<p>O Massacre de Lisboa de 1506 ficou como que apagado da memória colectiva, um pedaço de vergonha esquecida que não está nos livros de História, caiu no esquecimento e são poucos os historiadores que lhe fazem referência. O horror e a violência foram descritos e reproduzidos por Damião de Góis, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Garcia de Resende, Salomon Ibn Verga e Samuel Usque.</p>
<p>Damião de Góis in «Chronica do Felicissimo Rey D. Emanuel da Gloriosa Memória»:</p>
<p>«No mosteiro de São Domingos da dita cidade estava uma capela a que chamava de Jesus, e nela um crucifixo, em que foi então visto um sinal, a que davam cor de milagre, com quanto os que na igreja se acharam julgavam ser o contrário dos quais um cristão-novo disse que lhe parecia uma candeia acesa que estava posta no lado da imagem de Jesus, o que ouvindo alguns homens baixos o tiraram pelos cabelos de arrasto para fora da igreja, e o mataram, e queimaram logo o corpo no Rossio. Ao qual alvoroço acudiu muito povo, a quem um frade fez uma pregação convocando-os contra os cristãos-novos, após o que saíram dois frades do mosteiro, com um crucifixo nas mãos bradando, heresia, heresia, o que imprimiu tanto em muita gente estrangeira, popular, marinheiros de naus, que então vieram da Holanda, Zelândia, e outras partes, ali homens da terra, da mesma condição, e pouca qualidade, que juntos mais de quinhentos, começaram a matar todos os cristãos-novos que achavam pelas ruas, …tirando-os delas de arrasto pelas ruas, com seus filhos, mulheres, e filhas, os lançavam de mistura vivos e mortos nas fogueiras, sem nenhuma piedade, e era tamanha a crueza que até nos meninos, e nas crianças que estavam no berço a executavam, tomando-os pelas pernas fendendo-os em pedaços, e esborrachando-os de arremesso nas paredes. …tornaram terça-feira este danados homens a prosseguir a sua crueza, mas não tanto quanto nos outros dias porque já não achavam quem matar, pois todos os cristãos-novos que escaparam desta tamanha fúria, serem postos a salvo por pessoas honradas, e piedosas que nisto trabalharam tudo o que neles foi.»</p>
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	<item>
		<title>Por: rui tavares</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22359</link>
		<dc:creator>rui tavares</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Sep 2007 01:57:51 +0000</pubDate>
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		<description>a correcção sai no Público na minha crónica de quarta feira.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>a correcção sai no Público na minha crónica de quarta feira.</p>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22358</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Sep 2007 12:29:25 +0000</pubDate>
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		<description>já agora,

&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2007/09/21/opiniao/dra_zezinha_importase_a_mande_passea.html" rel="nofollow"&gt;http://dn.sapo.pt/2007/09/21/opiniao/dra_zezinha_importase_a_mande_passea.html&lt;/a&gt;

eu aproveito é para dizer que queria o Terreiro do Paço devidamente reabilitado, como a nossa principal praça monumental. Praça do Comércio sem comércio é que é um paradoxo que deixa a pensar...
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>já agora,</p>
<p><a href="http://dn.sapo.pt/2007/09/21/opiniao/dra_zezinha_importase_a_mande_passea.html" rel="nofollow">http://dn.sapo.pt/2007/09/21/opiniao/dra_zezinha_importase_a_mande_passea.html</a></p>
<p>eu aproveito é para dizer que queria o Terreiro do Paço devidamente reabilitado, como a nossa principal praça monumental. Praça do Comércio sem comércio é que é um paradoxo que deixa a pensar&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22357</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Sep 2007 11:29:49 +0000</pubDate>
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		<description>concordo que se deve poder falar do Estado Novo e do salazarismo sem preconceitos, mas não sem conceitos

Não concordo que se diga que o salazarismo era lusófono, a não ser num sentido muito estreito do termo: 'o orgulhosamente sós' e o defender Goa até ao último homem.

O meu conceito de lusofonia  é de ordem mais integrativa

Entre 4000 e 6000 não há erro de ordem de grandeza, embora eu também não goste que se exagere nos números, além de que se volta sempre contra o autor
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>concordo que se deve poder falar do Estado Novo e do salazarismo sem preconceitos, mas não sem conceitos</p>
<p>Não concordo que se diga que o salazarismo era lusófono, a não ser num sentido muito estreito do termo: &#8216;o orgulhosamente sós&#8217; e o defender Goa até ao último homem.</p>
<p>O meu conceito de lusofonia  é de ordem mais integrativa</p>
<p>Entre 4000 e 6000 não há erro de ordem de grandeza, embora eu também não goste que se exagere nos números, além de que se volta sempre contra o autor</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22356</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 18:31:56 +0000</pubDate>
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		<description>Pois, Fernando e zazie, eu também não sei quem é que se dá mal.

Quanto às palminhas, todas para a zazie - conteúdo e forma.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, Fernando e zazie, eu também não sei quem é que se dá mal.</p>
<p>Quanto às palminhas, todas para a zazie - conteúdo e forma.</p>
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		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22355</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 18:25:55 +0000</pubDate>
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		<description>ahahahaha

Este "dar mal" virtual é tão gratuito e abstracto que nem conta

":O)))
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ahahahaha</p>
<p>Este &#8220;dar mal&#8221; virtual é tão gratuito e abstracto que nem conta</p>
<p>&#8220;:O)))</p>
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		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22354</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 18:24:36 +0000</pubDate>
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		<description>dar mal= nós os 2

palminhas ao texto= FV
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<p>palminhas ao texto= FV</p>
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		<title>Por: fv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22353</link>
		<dc:creator>fv</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 18:23:35 +0000</pubDate>
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		<description>Valupi,

Não sei quem se dá mal. As «palminhas que se escapam» é que devem (bom, podem) ser as minhas.

Mas a Zazie deu aqui um belíssimo espectáculo. Acho que as palminhas têm de voltar ao sítio. Pelo caminho feito na vinha vindimada.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Valupi,</p>
<p>Não sei quem se dá mal. As «palminhas que se escapam» é que devem (bom, podem) ser as minhas.</p>
<p>Mas a Zazie deu aqui um belíssimo espectáculo. Acho que as palminhas têm de voltar ao sítio. Pelo caminho feito na vinha vindimada.</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22352</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 18:16:57 +0000</pubDate>
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		<description>Quem é que se dá mal e de que palminhas falas?
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Quem é que se dá mal e de que palminhas falas?</p>
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		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22351</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 17:57:00 +0000</pubDate>
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		<description>Pois é, Valupi, também nos damos mal, mas o espírito críico faz muito melhor à saúde que as palminhas que se escapam como cão por vinha vindimada.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, Valupi, também nos damos mal, mas o espírito críico faz muito melhor à saúde que as palminhas que se escapam como cão por vinha vindimada.</p>
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		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22350</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 17:54:58 +0000</pubDate>
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		<description>Quanto ao resto, o dos censores do salazarismo até nem me preocupo.

Vou ser mais cínica. Ainda bem que o Tavares até se dedica apenas ao Marquês e ao anti-fascismo actual.

Mal seria se, por azar da natureza, tivesse querido ser medievalista e alcançado cargo na conservação do Património.

É que aí não havia foral com mouro degolado que escapasse. As massas populares teriam todo o direito de retirar estas afrontas xenófobas quando o quisessem- assim o explicou uma vez nos barnabés.

Ia dar num novo Afonso Costa; agora sob o manto diáfano do multiculturalismo.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto ao resto, o dos censores do salazarismo até nem me preocupo.</p>
<p>Vou ser mais cínica. Ainda bem que o Tavares até se dedica apenas ao Marquês e ao anti-fascismo actual.</p>
<p>Mal seria se, por azar da natureza, tivesse querido ser medievalista e alcançado cargo na conservação do Património.</p>
<p>É que aí não havia foral com mouro degolado que escapasse. As massas populares teriam todo o direito de retirar estas afrontas xenófobas quando o quisessem- assim o explicou uma vez nos barnabés.</p>
<p>Ia dar num novo Afonso Costa; agora sob o manto diáfano do multiculturalismo.</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22349</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 17:44:12 +0000</pubDate>
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		<description>Muito bem, zazie. Não ficou pedra sobre pedra.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bem, zazie. Não ficou pedra sobre pedra.</p>
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		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22348</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 17:36:02 +0000</pubDate>
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		<description>correcção- judiarias desde o século XII.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>correcção- judiarias desde o século XII.</p>
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		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22347</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 17:34:30 +0000</pubDate>
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		<description>De tudo isto apenas foi reconhecido o erro dos 6 mil mortos para o qual não existe qualquer fonte.

Muito sinceramente espero que venha a correcção na próxima crónica.
Pelo menos deste ponto- mais era dizer que o texto estava todo errado.

E digo que deve ser corrigido com toda a naturalidade, porque a blogosfera também serve para isto.

Já aconteceu um debate idêntico com o Carlos Lima da Grande Lona do Queijo Limiano, onde se detectou outro erro em texto de jornal.
Ele perdeu uma tarde em debate, raciocinou, depois foi pesquisar, chegou à mesma conclusão que nós-  que tinha escrito um erro e corrigiu-o na crónica seguinte.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De tudo isto apenas foi reconhecido o erro dos 6 mil mortos para o qual não existe qualquer fonte.</p>
<p>Muito sinceramente espero que venha a correcção na próxima crónica.<br />
Pelo menos deste ponto- mais era dizer que o texto estava todo errado.</p>
<p>E digo que deve ser corrigido com toda a naturalidade, porque a blogosfera também serve para isto.</p>
<p>Já aconteceu um debate idêntico com o Carlos Lima da Grande Lona do Queijo Limiano, onde se detectou outro erro em texto de jornal.<br />
Ele perdeu uma tarde em debate, raciocinou, depois foi pesquisar, chegou à mesma conclusão que nós-  que tinha escrito um erro e corrigiu-o na crónica seguinte.</p>
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	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22346</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 17:29:26 +0000</pubDate>
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		<description>Já que se insiste então vamos à síntese:

1- Invoca-se um suposto racismo e xenofobia ao dizer-se que se vai descriminalizar chinocas em guetos.

2- Para isso faz-se uma comparação absolutamente desastrosa com os guetos medievais

2.a) Nessa comparação deduz-se um perigo de racismo e confrontos étnicos com base nas judiarias do século XI- que foram o melhor exemplo da possibilidade de convívio pacífico entre religiões e raças diferentes (incluindo o bom entendimento entre judeus e mouros, que viviam essencialmente em bairros de artesãos)

2. b) Esse bom entendimento é deturpado apenas à custa de uma semântica errónea da moda: a palavra gueto.

3. Ainda se consegue outro erro, ao ligar as judiarias medievais a um massacre depois de as judiarias de gueto até terem acabado (uma vez que os judeus foram convertidos ao catolicismo e o gueto só ficou por tradição dessa alteração ser recente na altura.

4- Passa-se por cima de um real problema de motim e mortandade, quando a miscigenação até foi obrigatória e uma das causas, para além da principal- a peste, até foi um excesso de imigrantes não integrados em guetos que já nem tinham essa forma com portas fechadas e separação racial ou religiosa (apenas a mantinham por natural permanência no mesmo local)

5- Daqui consegue-se fazer a pirueta para outro racismo xenófobo da ditadura salazarista com mais um erro teórico- o salazarismo foi lusófono

6- E depois vende-se a mensagem básica de bestunto ideológico e desconhecimento de tudo: a MJNP é uma facista; o facismo anda a levantar a cabeça- quer criar um gueto em Lisboa por ser racista, só falta agora mais outro gueto de descriminalização social para os muçulmanos (possivelmente por serem potenciais terroristas).

E foi este um portentoso texto aplaudido aqui como reflexão acerca da reabilitação do comércio da Baixa. Pergunto-me se alguém que desconhecesse o tema dava conta dele.



</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já que se insiste então vamos à síntese:</p>
<p>1- Invoca-se um suposto racismo e xenofobia ao dizer-se que se vai descriminalizar chinocas em guetos.</p>
<p>2- Para isso faz-se uma comparação absolutamente desastrosa com os guetos medievais</p>
<p>2.a) Nessa comparação deduz-se um perigo de racismo e confrontos étnicos com base nas judiarias do século XI- que foram o melhor exemplo da possibilidade de convívio pacífico entre religiões e raças diferentes (incluindo o bom entendimento entre judeus e mouros, que viviam essencialmente em bairros de artesãos)</p>
<p>2. b) Esse bom entendimento é deturpado apenas à custa de uma semântica errónea da moda: a palavra gueto.</p>
<p>3. Ainda se consegue outro erro, ao ligar as judiarias medievais a um massacre depois de as judiarias de gueto até terem acabado (uma vez que os judeus foram convertidos ao catolicismo e o gueto só ficou por tradição dessa alteração ser recente na altura.</p>
<p>4- Passa-se por cima de um real problema de motim e mortandade, quando a miscigenação até foi obrigatória e uma das causas, para além da principal- a peste, até foi um excesso de imigrantes não integrados em guetos que já nem tinham essa forma com portas fechadas e separação racial ou religiosa (apenas a mantinham por natural permanência no mesmo local)</p>
<p>5- Daqui consegue-se fazer a pirueta para outro racismo xenófobo da ditadura salazarista com mais um erro teórico- o salazarismo foi lusófono</p>
<p>6- E depois vende-se a mensagem básica de bestunto ideológico e desconhecimento de tudo: a MJNP é uma facista; o facismo anda a levantar a cabeça- quer criar um gueto em Lisboa por ser racista, só falta agora mais outro gueto de descriminalização social para os muçulmanos (possivelmente por serem potenciais terroristas).</p>
<p>E foi este um portentoso texto aplaudido aqui como reflexão acerca da reabilitação do comércio da Baixa. Pergunto-me se alguém que desconhecesse o tema dava conta dele.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22345</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 16:35:03 +0000</pubDate>
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		<description>Há um outro aspecto onde o texto do Tavares me é abominável. É na parte em que vai respigar as declarações da Maria ao Expresso. Nelas, lêem-se umas banalidades, sem qualquer relevância. No entanto, o fanático historiador vê ocasião de purga por causa da charla ter terminado com chiste: "Deus, Pátria, Família".

Esta fórmula aparece-lhe como a manifestação de uma "estratégia política" que, no mínimo, estaria destinada a provocar outros 6.000 mortos. Por isso a denuncia no texto, por isso nos lembra de massacres de malvados da mesma cor (no seu daltonismo sem remissão), salazares de quinhentos com as mãos a escorrer sangue. Para lá da imbecilidade de quem assim se expõe na sua miséria intelectual, vejo nisto também uma estratégia outra - e esta sim - de anulação de um qualquer debate sobre o salazarismo que se pretenda  democrático. Para esta gentalha, só se pode falar do Estado Novo a partir do ponto de vista moral de Nuremberga.

É um péssimo serviço prestado à Nação, causa também do seu subdesenvolvimento. Porque precisamos de entrar cientificamente na História de Portugal no século XX, e estes censores continuam a fogachar ódio sempre que alguém se apresenta diferente no acesso a essa temática.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há um outro aspecto onde o texto do Tavares me é abominável. É na parte em que vai respigar as declarações da Maria ao Expresso. Nelas, lêem-se umas banalidades, sem qualquer relevância. No entanto, o fanático historiador vê ocasião de purga por causa da charla ter terminado com chiste: &#8220;Deus, Pátria, Família&#8221;.</p>
<p>Esta fórmula aparece-lhe como a manifestação de uma &#8220;estratégia política&#8221; que, no mínimo, estaria destinada a provocar outros 6.000 mortos. Por isso a denuncia no texto, por isso nos lembra de massacres de malvados da mesma cor (no seu daltonismo sem remissão), salazares de quinhentos com as mãos a escorrer sangue. Para lá da imbecilidade de quem assim se expõe na sua miséria intelectual, vejo nisto também uma estratégia outra - e esta sim - de anulação de um qualquer debate sobre o salazarismo que se pretenda  democrático. Para esta gentalha, só se pode falar do Estado Novo a partir do ponto de vista moral de Nuremberga.</p>
<p>É um péssimo serviço prestado à Nação, causa também do seu subdesenvolvimento. Porque precisamos de entrar cientificamente na História de Portugal no século XX, e estes censores continuam a fogachar ódio sempre que alguém se apresenta diferente no acesso a essa temática.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22344</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 02:50:16 +0000</pubDate>
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		<description>Quanto à questão de não existirem judiarias porque era proibido ser-se judeu é mais um problema de palavras.

Não existiam como judiarias com sinagogas e culto livre porque era proibido ser-se judeu. Mas é claro que as ruas não mudaram de sítio e os que ficaram, passe a lapalissada, foram os que não foram expulsos.

Na altura, a grande barbaridade foi mesmo a obrigação ao culto católico. Que era semi-cumprido com prática do judaismo às escondidas e gosto de achincalhamento do catolicismo obrigatório. Esse achincalhamento até era bem mais antigo e recíproco, mas depois tornou-se reacção provocatória por parte da minoria. Foi daqui que o mal estar se desenvolveu, pelo menos em termos de fundo religiosos e não apenas entre elites ou vinganças por impostos contra os marranos de elite.

Para se entender a longevidade desse trauma há textos e estudos com testemunhos ainda recentes dos judeus de Belmonte.

Sendo que acerca destes nem há prova que sejam descendentes de medievais.
De resto, todos os textos confirmam que houve um grave problema de marginalidade com judeus que nem eram portugueses e muito menos Lisboetas tradicionais- é o tal clima dos refugiados mal recebidos pelos que cá estavam e segregados pelos próprios. Questão que até se torna comum, sendo posteoriormente muitos marranos os próprios denunciantes.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto à questão de não existirem judiarias porque era proibido ser-se judeu é mais um problema de palavras.</p>
<p>Não existiam como judiarias com sinagogas e culto livre porque era proibido ser-se judeu. Mas é claro que as ruas não mudaram de sítio e os que ficaram, passe a lapalissada, foram os que não foram expulsos.</p>
<p>Na altura, a grande barbaridade foi mesmo a obrigação ao culto católico. Que era semi-cumprido com prática do judaismo às escondidas e gosto de achincalhamento do catolicismo obrigatório. Esse achincalhamento até era bem mais antigo e recíproco, mas depois tornou-se reacção provocatória por parte da minoria. Foi daqui que o mal estar se desenvolveu, pelo menos em termos de fundo religiosos e não apenas entre elites ou vinganças por impostos contra os marranos de elite.</p>
<p>Para se entender a longevidade desse trauma há textos e estudos com testemunhos ainda recentes dos judeus de Belmonte.</p>
<p>Sendo que acerca destes nem há prova que sejam descendentes de medievais.<br />
De resto, todos os textos confirmam que houve um grave problema de marginalidade com judeus que nem eram portugueses e muito menos Lisboetas tradicionais- é o tal clima dos refugiados mal recebidos pelos que cá estavam e segregados pelos próprios. Questão que até se torna comum, sendo posteoriormente muitos marranos os próprios denunciantes.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22343</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 02:31:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/tavares-obrigatorio/#comment-22343</guid>
		<description>Mas, ficando apenas pela mera intromissão medieval e nem indo ao descabido da sua extrapolação para o presente, também há outro erro na formulação dos ditos conflitos que levariam ao massacre da Pascoela. Não é possível atribuir um massacre daquela ordem (mesmo ficando por 2 mil vítimas) como culminar de desgaste de confrontos que se explicariam por rivalidades imobiliárias. Se assim fosse tinham existido muitíssimos mais e muito antes. E apenas existem referências a conflitos menores sem qualquer paralelo com este.
Foi daqui, deste erro histórico que se partiu para a analogia com uma ficção contemporânea e nessa nem vou tocar, porque já disse tudo o que tinha a dizer. Mas aí a História nem vem ao caso.



</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, ficando apenas pela mera intromissão medieval e nem indo ao descabido da sua extrapolação para o presente, também há outro erro na formulação dos ditos conflitos que levariam ao massacre da Pascoela. Não é possível atribuir um massacre daquela ordem (mesmo ficando por 2 mil vítimas) como culminar de desgaste de confrontos que se explicariam por rivalidades imobiliárias. Se assim fosse tinham existido muitíssimos mais e muito antes. E apenas existem referências a conflitos menores sem qualquer paralelo com este.<br />
Foi daqui, deste erro histórico que se partiu para a analogia com uma ficção contemporânea e nessa nem vou tocar, porque já disse tudo o que tinha a dizer. Mas aí a História nem vem ao caso.</p>
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	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22342</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 02:24:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/tavares-obrigatorio/#comment-22342</guid>
		<description>Eu não disse que foram criação livre e espontânea. Porque nem começaram assim. Quando foram guetos nem houve problema, porque esse até é o período de convívio pacífico (de acordo com o sentido de pacífico para época). Pouco tempo antes do motim ainda eram todos os judeus convidados por D. João II para as festas do casamento do filho com a princesa espanhola. Com toda a estadia paga, fatos para bailarinas e gigantesco banteque oferecido pela cidade de Évora. E era assim em todo o lado. Judeus e mouros estavam integrados precisamente com essas demarcações de território.

As próprias sinagogas eram uma forma de lhes permitir um culto privado, não uma "guetização" no sentido em que o texto quer empregar e que é uma adulteração moderna.

Eu apenas falei na criação "natural" das ditas "chinatowns". E aqui estava a pensar na inspiração da MJNP nos bairros étnicos europeus. Em Londres, por exemplo, não é só a Chinatown, também existe Camden Town que tem essa função de comércio alternativo e, ao mesmo tempo, turístico.

O próprio Eduardo Nogueira Pinto, quando foi o atentado no metro Londrino, a primeira ideia que lhe ocorreu foi lembrar-se de Berwick street. O que faz todo o sentido.
Deu-me ideia que seria mais este o modelo que a mãe tinha na mente e que nada tem a ver com ditadura e papões do "faxismo". Sendo que mesmo aí existe um preconceito que comete mais outro erro teórico: o salazarismo foi lusófono, não foi xenófobo.

Mas fiquemos por aqui. A única questão que penso que deveria ser feita era um acrescento no Jornal, com a correcção dos números.

Corrigir o blogue não tem significado proporcional.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não disse que foram criação livre e espontânea. Porque nem começaram assim. Quando foram guetos nem houve problema, porque esse até é o período de convívio pacífico (de acordo com o sentido de pacífico para época). Pouco tempo antes do motim ainda eram todos os judeus convidados por D. João II para as festas do casamento do filho com a princesa espanhola. Com toda a estadia paga, fatos para bailarinas e gigantesco banteque oferecido pela cidade de Évora. E era assim em todo o lado. Judeus e mouros estavam integrados precisamente com essas demarcações de território.</p>
<p>As próprias sinagogas eram uma forma de lhes permitir um culto privado, não uma &#8220;guetização&#8221; no sentido em que o texto quer empregar e que é uma adulteração moderna.</p>
<p>Eu apenas falei na criação &#8220;natural&#8221; das ditas &#8220;chinatowns&#8221;. E aqui estava a pensar na inspiração da MJNP nos bairros étnicos europeus. Em Londres, por exemplo, não é só a Chinatown, também existe Camden Town que tem essa função de comércio alternativo e, ao mesmo tempo, turístico.</p>
<p>O próprio Eduardo Nogueira Pinto, quando foi o atentado no metro Londrino, a primeira ideia que lhe ocorreu foi lembrar-se de Berwick street. O que faz todo o sentido.<br />
Deu-me ideia que seria mais este o modelo que a mãe tinha na mente e que nada tem a ver com ditadura e papões do &#8220;faxismo&#8221;. Sendo que mesmo aí existe um preconceito que comete mais outro erro teórico: o salazarismo foi lusófono, não foi xenófobo.</p>
<p>Mas fiquemos por aqui. A única questão que penso que deveria ser feita era um acrescento no Jornal, com a correcção dos números.</p>
<p>Corrigir o blogue não tem significado proporcional.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/tavares-obrigatorio/#comment-22341</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Sep 2007 23:12:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/tavares-obrigatorio/#comment-22341</guid>
		<description>Pois é, afinal acabámos por ficar de acordo no essencial. E refiro-me à Zazie, ao Rui Tavares e a mim mesmo. Cometemos erros pela pressa de escrever (decerto por razões semelhantes: outras coisas para fazer), mas não vejo já pontos de desacordo importantes. Só me faltou corrigir algo que agora, fazendo a releitura geral da discussão, notei. Eu deveria ter dito que muitos dos assassinados já não viviam em guetos, e não falar como se já nenhuns houvesse lá. Nisto parece que a Zizie concorda comigo, e o Rui Tavares não. Mas a minha conclusão parte do interesse de D. João II e de D. Manuel, bem como dos próprios judeus, em que estes não parecessem ser o que de facto eram. Posso estar errado, mas o Rui exagera ao confinar à judiaria as perseguições. E talvez a Zazie exagere também ao dizer que as judiarias foram criação livre ou espontânea dos judeus. Então por que razão havia "recolher obrigatório" e portas das judiarias fechadas durante a noite? Mas gostei da conversa.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, afinal acabámos por ficar de acordo no essencial. E refiro-me à Zazie, ao Rui Tavares e a mim mesmo. Cometemos erros pela pressa de escrever (decerto por razões semelhantes: outras coisas para fazer), mas não vejo já pontos de desacordo importantes. Só me faltou corrigir algo que agora, fazendo a releitura geral da discussão, notei. Eu deveria ter dito que muitos dos assassinados já não viviam em guetos, e não falar como se já nenhuns houvesse lá. Nisto parece que a Zizie concorda comigo, e o Rui Tavares não. Mas a minha conclusão parte do interesse de D. João II e de D. Manuel, bem como dos próprios judeus, em que estes não parecessem ser o que de facto eram. Posso estar errado, mas o Rui exagera ao confinar à judiaria as perseguições. E talvez a Zazie exagere também ao dizer que as judiarias foram criação livre ou espontânea dos judeus. Então por que razão havia &#8220;recolher obrigatório&#8221; e portas das judiarias fechadas durante a noite? Mas gostei da conversa.</p>
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