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	<title>Comentários em: Quando Ferreira Fernandes mordeu a própria língua</title>
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	<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 21:38:44 +0000</pubDate>
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		<title>Por: galaicoportugues</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22138</link>
		<dc:creator>galaicoportugues</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 17:46:49 +0000</pubDate>
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		<description>Quen dubide da unidade do galego e o portugues que olhe isto:
&lt;a href="http://es.youtube.com/watch?v=vJ0zQ-eXLiw" rel="nofollow"&gt;http://es.youtube.com/watch?v=vJ0zQ-eXLiw&lt;/a&gt;
que é un fragmento de isto:
&lt;a href="http://video.google.es/videoplay?docid=8384521364641041210" rel="nofollow"&gt;http://video.google.es/videoplay?docid=8384521364641041210&lt;/a&gt;
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Quen dubide da unidade do galego e o portugues que olhe isto:<br />
<a href="http://es.youtube.com/watch?v=vJ0zQ-eXLiw" rel="nofollow">http://es.youtube.com/watch?v=vJ0zQ-eXLiw</a><br />
que é un fragmento de isto:<br />
<a href="http://video.google.es/videoplay?docid=8384521364641041210" rel="nofollow">http://video.google.es/videoplay?docid=8384521364641041210</a></p>
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		<title>Por: Bieito</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22137</link>
		<dc:creator>Bieito</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Sep 2007 23:58:11 +0000</pubDate>
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		<description>ESTULTÍCIAS CONTRA GALIZA

Como galego queria manifestar a minha indignação polas manifestações vertidas polo senhor Ferreira Fernandes no seu artigo do passado dia 3 sob o título "Modernices filhas de reaccionários".
Seria interminável comentar em poucas linhas os muitos exemplos de ignorância sobre a realidade de Galiza que nesse artigo se podem ver. Mas é suficiente com o desejo que parece ter este senhor no que diz respeito à desaparição da nossa Língua de Galiza e a sua substituição polo castelhano. Uma pessoa que ataca desta maneira a sua própria cultura e as suas raizes já está a dizer muito de si própria ( e nada bom, na verdade)
O hino de Galiza di "só os imbecis e escuros não nos entendem" e não o que o senhor Ferreira Fernandes transcreve: e no século XIX isso queria dizer que só pessoas de má fé e ignorantes podiam rejeitar os desejos de regenerar Galiza e as suas demandas de um melhor trato por parte do governo de Madrid...estamos já no século XXI e para alguns pouco mudou.
Também comentar para corrigir a desinformação do citado senhor que, nas provas de acesso à Universidade, os resultados na matéria de Língua Castelhana alcançados polo alunado de Catalunha e do País Basco são muito melhores que os do alunado de Madrid...talvez polo elevado nível de desenvolvimento cultural e educativo dessas duas nações orgulhosas de conservar o seu acervo próprio e de potenciar as suas Línguas e Culturas
Por último, que dizer da sua grosseira comparação da nossa Língua com um crioulo? Crioulo de que idioma, senhor Ferreira Fernandes, ou talvez preferiria chamar-se Herrera Hernández?
Enfim, ficaria muito por comentar mas chegue o anterior para exemplo e evidência do que pode ser a ignorância e de quão absurdas podem ser as conclusões nela alicerçadas.
Bieito Seivane Tápia - Docente de Ensino Secundário
Viana do Bolo (GALIZA)
bieitoseivane@iol.pt
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ESTULTÍCIAS CONTRA GALIZA</p>
<p>Como galego queria manifestar a minha indignação polas manifestações vertidas polo senhor Ferreira Fernandes no seu artigo do passado dia 3 sob o título &#8220;Modernices filhas de reaccionários&#8221;.<br />
Seria interminável comentar em poucas linhas os muitos exemplos de ignorância sobre a realidade de Galiza que nesse artigo se podem ver. Mas é suficiente com o desejo que parece ter este senhor no que diz respeito à desaparição da nossa Língua de Galiza e a sua substituição polo castelhano. Uma pessoa que ataca desta maneira a sua própria cultura e as suas raizes já está a dizer muito de si própria ( e nada bom, na verdade)<br />
O hino de Galiza di &#8220;só os imbecis e escuros não nos entendem&#8221; e não o que o senhor Ferreira Fernandes transcreve: e no século XIX isso queria dizer que só pessoas de má fé e ignorantes podiam rejeitar os desejos de regenerar Galiza e as suas demandas de um melhor trato por parte do governo de Madrid&#8230;estamos já no século XXI e para alguns pouco mudou.<br />
Também comentar para corrigir a desinformação do citado senhor que, nas provas de acesso à Universidade, os resultados na matéria de Língua Castelhana alcançados polo alunado de Catalunha e do País Basco são muito melhores que os do alunado de Madrid&#8230;talvez polo elevado nível de desenvolvimento cultural e educativo dessas duas nações orgulhosas de conservar o seu acervo próprio e de potenciar as suas Línguas e Culturas<br />
Por último, que dizer da sua grosseira comparação da nossa Língua com um crioulo? Crioulo de que idioma, senhor Ferreira Fernandes, ou talvez preferiria chamar-se Herrera Hernández?<br />
Enfim, ficaria muito por comentar mas chegue o anterior para exemplo e evidência do que pode ser a ignorância e de quão absurdas podem ser as conclusões nela alicerçadas.<br />
Bieito Seivane Tápia - Docente de Ensino Secundário<br />
Viana do Bolo (GALIZA)<br />
<a href="mailto:bieitoseivane@iol.pt">bieitoseivane@iol.pt</a></p>
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	<item>
		<title>Por: placido</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22136</link>
		<dc:creator>placido</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Sep 2007 18:36:12 +0000</pubDate>
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		<description>Parabéns mais uma vez para o Fernando por escrever tranquilo e claro.

Saiba que estive este verão de férias lá por Leiria-São Martinho do Porto a fazer reintegração prática. E que por volta de uma ou duas semanas espero ter tempo para escrever no PGL uns apontamentos de impressões desses dias. Passamo-lo muito bem a minha família e eu.

Abraço
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns mais uma vez para o Fernando por escrever tranquilo e claro.</p>
<p>Saiba que estive este verão de férias lá por Leiria-São Martinho do Porto a fazer reintegração prática. E que por volta de uma ou duas semanas espero ter tempo para escrever no PGL uns apontamentos de impressões desses dias. Passamo-lo muito bem a minha família e eu.</p>
<p>Abraço</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22135</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 22:05:20 +0000</pubDate>
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		<description>Bela lição nos deu o FV. Esta é uma das razões que me fizeram vir passear de vez em quando ao Aspirina, acabando por recebr de oferta um lugar cativo. Dificilmente o aceitaria em outro que não este estádio da palavra. E com muito agrado, confesso.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bela lição nos deu o FV. Esta é uma das razões que me fizeram vir passear de vez em quando ao Aspirina, acabando por recebr de oferta um lugar cativo. Dificilmente o aceitaria em outro que não este estádio da palavra. E com muito agrado, confesso.</p>
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	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22134</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 19:02:19 +0000</pubDate>
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		<description>olha vocês continuam a discutir isso, eu Nikita gosto mais de ser patriota que nacionalista, mas também não me repugna a nação, a terra e cultura onde se nasce.

Seja como fôr não quero cá a Espanha a tutelar-nos institucionalmente, sobe-me uma coisa vermelha e não há nada a fazer.

Agora essa coisa toda ainda vai beber no Carlos V, não?  Filho de Filipe de Habsburgo e de Joana, Infanta de Castela, dita a Louca. Louca de amor por Filipe. Mas também há quem diga que o pai Fernando e Carlos a encarceraram em Tordesilhas para seguir a senda do Império.

Carlos I de Espanha, Carlos V do Sacro Império
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>olha vocês continuam a discutir isso, eu Nikita gosto mais de ser patriota que nacionalista, mas também não me repugna a nação, a terra e cultura onde se nasce.</p>
<p>Seja como fôr não quero cá a Espanha a tutelar-nos institucionalmente, sobe-me uma coisa vermelha e não há nada a fazer.</p>
<p>Agora essa coisa toda ainda vai beber no Carlos V, não?  Filho de Filipe de Habsburgo e de Joana, Infanta de Castela, dita a Louca. Louca de amor por Filipe. Mas também há quem diga que o pai Fernando e Carlos a encarceraram em Tordesilhas para seguir a senda do Império.</p>
<p>Carlos I de Espanha, Carlos V do Sacro Império</p>
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	<item>
		<title>Por: fv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22133</link>
		<dc:creator>fv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 18:29:12 +0000</pubDate>
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		<description>Não tem que agradecer. Trabalho ao computador, em casa, traduzindo do neerlandês uma belíssima história para crianças. Que vida mais perfeita podia ter-me calhado? Venho ao Aspirina arejar a mente. Ajuda à perfeição da tradução. Digo-me eu.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não tem que agradecer. Trabalho ao computador, em casa, traduzindo do neerlandês uma belíssima história para crianças. Que vida mais perfeita podia ter-me calhado? Venho ao Aspirina arejar a mente. Ajuda à perfeição da tradução. Digo-me eu.</p>
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		<title>Por: MPS</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22132</link>
		<dc:creator>MPS</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 18:06:30 +0000</pubDate>
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		<description>Que prontidão na resposta. Muito obrigada!


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que prontidão na resposta. Muito obrigada!</p>
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		<title>Por: fv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22131</link>
		<dc:creator>fv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 17:15:33 +0000</pubDate>
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		<description>MPS,

Boa pergunta. A língua do Estado vizinho chama-se «espanhol» mas também «castelhano». Podem usar-se um pelo outro, sem que uma opção ou a outra traga uma mensagem cifrada.

Mas elas permitem um 'understatement'. Assim, chamando-a «espanhol», vinca-se o seu estatuto imperial. Chamando-a «castelhano», faz-se dela uma das quatro línguas autóctones do Estado, casualmente a dominante politicamente. Os galegos chamam-na quase sistematicamente «castelhano» (castelá), assim acentuando trata-se do idioma da Meseta. Mas outros galegos chamam-na sempre «espanhol», assim sublinhando ser ela uma língua estrangeira, imposta.

Acrescente-se que na América de fala espanhola é, muitas vezes, chamada «castelhano» (ou castejano, isto lido à nossa maneira). É um modo de internacionalizá-la, de exprimir que não é só dos espanhóis...

Ah, sim, e «espanhol» é também uma pessoa. Masculina, no caso. A maioria delas são um amor. Estou a falar a sério. Em poucos sítios do mundo me sinto tão bem como em Espanha. Falo da Espanha castelhana. Grande povo, bela gente. Honra-me ter tais vizinhos.

Vizinhos. Isso e não mais. Nem menos.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>MPS,</p>
<p>Boa pergunta. A língua do Estado vizinho chama-se «espanhol» mas também «castelhano». Podem usar-se um pelo outro, sem que uma opção ou a outra traga uma mensagem cifrada.</p>
<p>Mas elas permitem um &#8216;understatement&#8217;. Assim, chamando-a «espanhol», vinca-se o seu estatuto imperial. Chamando-a «castelhano», faz-se dela uma das quatro línguas autóctones do Estado, casualmente a dominante politicamente. Os galegos chamam-na quase sistematicamente «castelhano» (castelá), assim acentuando trata-se do idioma da Meseta. Mas outros galegos chamam-na sempre «espanhol», assim sublinhando ser ela uma língua estrangeira, imposta.</p>
<p>Acrescente-se que na América de fala espanhola é, muitas vezes, chamada «castelhano» (ou castejano, isto lido à nossa maneira). É um modo de internacionalizá-la, de exprimir que não é só dos espanhóis&#8230;</p>
<p>Ah, sim, e «espanhol» é também uma pessoa. Masculina, no caso. A maioria delas são um amor. Estou a falar a sério. Em poucos sítios do mundo me sinto tão bem como em Espanha. Falo da Espanha castelhana. Grande povo, bela gente. Honra-me ter tais vizinhos.</p>
<p>Vizinhos. Isso e não mais. Nem menos.</p>
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	<item>
		<title>Por: MPS</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22130</link>
		<dc:creator>MPS</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 16:59:15 +0000</pubDate>
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		<description>Desculpem a ignorância, mas "Espanhol" é língua? Não é uma pessoa?
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desculpem a ignorância, mas &#8220;Espanhol&#8221; é língua? Não é uma pessoa?</p>
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		<title>Por: fv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22129</link>
		<dc:creator>fv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 15:44:51 +0000</pubDate>
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		<description>Continuando, ó Nikita, a desopilada reflexão sobre o nosso nacionalismo:

Entretanto, andamos a tomar, de há séculos, opções essencialmente nacionalistas. Para ficar onde estávamos: os nossos linguistas decidiram que os escritos medievais produzidos em território português eram documentos da língua &lt;b&gt;portuguesa&lt;/b&gt;, quando o que os distinguia dos produzidos em território galego se diferenciavam por microscópicos traços, nitidamente insuficientes para criar um dialecto, mas mais que suficientes para criar... uma língua. Era galego do mais puro. Mas tinha por força que chamar-se português.

E ainda há dois anos um parvo escreveu, num livro, que o português derivava do que era falado em território «lusitano». Este era nacionalista. Mas era também asno. Não por ser nacionalista. Só por ser asno.


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando, ó Nikita, a desopilada reflexão sobre o nosso nacionalismo:</p>
<p>Entretanto, andamos a tomar, de há séculos, opções essencialmente nacionalistas. Para ficar onde estávamos: os nossos linguistas decidiram que os escritos medievais produzidos em território português eram documentos da língua <b>portuguesa</b>, quando o que os distinguia dos produzidos em território galego se diferenciavam por microscópicos traços, nitidamente insuficientes para criar um dialecto, mas mais que suficientes para criar&#8230; uma língua. Era galego do mais puro. Mas tinha por força que chamar-se português.</p>
<p>E ainda há dois anos um parvo escreveu, num livro, que o português derivava do que era falado em território «lusitano». Este era nacionalista. Mas era também asno. Não por ser nacionalista. Só por ser asno.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22128</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 15:37:17 +0000</pubDate>
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		<description>Belíssima resposta, Fernando.

Nikita, sejas bem-revindo.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Belíssima resposta, Fernando.</p>
<p>Nikita, sejas bem-revindo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: fv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22127</link>
		<dc:creator>fv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 15:08:13 +0000</pubDate>
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		<description>Nikita,

Espero falar, hoje, com um homem mais sóbrio, e logo também mais simpático.

O nacionalismo... Mas, meu caro, ele há muitos, e o português - que é o que mais me interessa - já é complexo que chegue. Tão complexo que one liners do género do teu («o chulé mental...») pecam por longo defeito.

Se alguma coisa o nosso nacionalismo tem de estranho, mas também de fascinante, é ser ele de todo implícito. Somos nacionalistas - já o disse acima - até ao tutano. Mas nunca nos chamamos assim. Somos nacionalistas sem fazer disso um brado de alma. Em princípio, até negaríamos sê-lo. O que é o sumo do refinamento. Somo-lo na melhor das consciências. Ou mais exactamente: somos nacionalistas mas não temos nome para isso.

Por isso, Nikita, não atinges nunca um português - nem pelo bem, nem pelo mal - chamando-lhe «nacionalista», menos ainda «seu parvo, cabrão nacionalista» (é um falar) ou lembrando-lhe o «chulé mental» de que ele seria portador.

O teu castigo será sempre o mais simples imaginável: o ele não saber de que estás a falar.


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nikita,</p>
<p>Espero falar, hoje, com um homem mais sóbrio, e logo também mais simpático.</p>
<p>O nacionalismo&#8230; Mas, meu caro, ele há muitos, e o português - que é o que mais me interessa - já é complexo que chegue. Tão complexo que one liners do género do teu («o chulé mental&#8230;») pecam por longo defeito.</p>
<p>Se alguma coisa o nosso nacionalismo tem de estranho, mas também de fascinante, é ser ele de todo implícito. Somos nacionalistas - já o disse acima - até ao tutano. Mas nunca nos chamamos assim. Somos nacionalistas sem fazer disso um brado de alma. Em princípio, até negaríamos sê-lo. O que é o sumo do refinamento. Somo-lo na melhor das consciências. Ou mais exactamente: somos nacionalistas mas não temos nome para isso.</p>
<p>Por isso, Nikita, não atinges nunca um português - nem pelo bem, nem pelo mal - chamando-lhe «nacionalista», menos ainda «seu parvo, cabrão nacionalista» (é um falar) ou lembrando-lhe o «chulé mental» de que ele seria portador.</p>
<p>O teu castigo será sempre o mais simples imaginável: o ele não saber de que estás a falar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nikita Blogin</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22126</link>
		<dc:creator>Nikita Blogin</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 13:56:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22126</guid>
		<description>Somos dois a rir em conjunto, geralmente, mas também gosto de amenizar a minha solidão. Desculpa se me excedi, mas ontem entornei o vinho, como diria o Valupy. Só queria defender a ideia de que o nacionalismo é o chulé mental das tribos contemporâneas.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Somos dois a rir em conjunto, geralmente, mas também gosto de amenizar a minha solidão. Desculpa se me excedi, mas ontem entornei o vinho, como diria o Valupy. Só queria defender a ideia de que o nacionalismo é o chulé mental das tribos contemporâneas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: fv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22125</link>
		<dc:creator>fv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 01:34:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22125</guid>
		<description>Nikita,

Não insistas, meu. Só confirmas essa tua foronha de fedelho mal desmamado.

Já sabemos que és tremendamente ibérico, e que seres português, ou não sê-lo, tanto se te dá, quequezinho. Diluis-te hispanicamente e, dessa moleza de bicho-da-seda, mandas umas bocas de que te ris &lt;em&gt;en solitario&lt;/em&gt;.

Poupa-nos, palhaço. Esta história não é contigo. Não percebeste ainda?
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nikita,</p>
<p>Não insistas, meu. Só confirmas essa tua foronha de fedelho mal desmamado.</p>
<p>Já sabemos que és tremendamente ibérico, e que seres português, ou não sê-lo, tanto se te dá, quequezinho. Diluis-te hispanicamente e, dessa moleza de bicho-da-seda, mandas umas bocas de que te ris <em>en solitario</em>.</p>
<p>Poupa-nos, palhaço. Esta história não é contigo. Não percebeste ainda?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nikita Blogin</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22124</link>
		<dc:creator>Nikita Blogin</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 00:31:25 +0000</pubDate>
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		<description>A canalha naxionalista purtugueja é mesmo patareca e num bale a pena perder tempo cu'ela. Xão portuguinhas balentes, mas a imaginação só lhes chega até à Galija. Têm complecxos de bascos, apesar de naxidos em Purtugal. Têm verguenza adelante de los castellanos, me cago en la hostia! Beneram galos de Barcelos na xala de jantar e oubem fado na retrete. Andam com orelhas de bacalhau e febras de leitão nos bolxos do cajaco embrulhadas na bandeira purtugueja. Bão a Fátima rejar pela xeléxão naxional e dão quecas a cantar o hino, mas não labam os pés todos os dias.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A canalha naxionalista purtugueja é mesmo patareca e num bale a pena perder tempo cu&#8217;ela. Xão portuguinhas balentes, mas a imaginação só lhes chega até à Galija. Têm complecxos de bascos, apesar de naxidos em Purtugal. Têm verguenza adelante de los castellanos, me cago en la hostia! Beneram galos de Barcelos na xala de jantar e oubem fado na retrete. Andam com orelhas de bacalhau e febras de leitão nos bolxos do cajaco embrulhadas na bandeira purtugueja. Bão a Fátima rejar pela xeléxão naxional e dão quecas a cantar o hino, mas não labam os pés todos os dias.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22123</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 23:26:52 +0000</pubDate>
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		<description>Conheci uma senhora galega que tivera por vizinhos um pai e um filho que foram assassinados pela Guardia Civil quando saíam de uma cave onde ensinavam galego. Só no País Basco, na Catalunha e no Levante é que Franco nunca conseguiu dobrar as vontades. Em Barcelona, por exemplo, havia uma emissora que transmitia em catalão, e uma universidade cujas aulas eram dadas na língua própria. Em Valência havia a sociedade do Rat Penat (morcego, o seu símbolo) que transmitia e defendia a cultura “valencià”.
Ao contrário de Portugal, Espanha é um conjunto de várias nações, como toda a gente sabe. E se o cronista pode ter a opinião que quiser ou puder a respeito de dever cada qual manter ou não a sua cultura própria, o que não é de modo nenhum admissível é considerar a língua galega como um castelhano corrompido.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Conheci uma senhora galega que tivera por vizinhos um pai e um filho que foram assassinados pela Guardia Civil quando saíam de uma cave onde ensinavam galego. Só no País Basco, na Catalunha e no Levante é que Franco nunca conseguiu dobrar as vontades. Em Barcelona, por exemplo, havia uma emissora que transmitia em catalão, e uma universidade cujas aulas eram dadas na língua própria. Em Valência havia a sociedade do Rat Penat (morcego, o seu símbolo) que transmitia e defendia a cultura “valencià”.<br />
Ao contrário de Portugal, Espanha é um conjunto de várias nações, como toda a gente sabe. E se o cronista pode ter a opinião que quiser ou puder a respeito de dever cada qual manter ou não a sua cultura própria, o que não é de modo nenhum admissível é considerar a língua galega como um castelhano corrompido.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jcfrancisco</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22122</link>
		<dc:creator>jcfrancisco</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 19:28:39 +0000</pubDate>
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		<description>Infelizmente é assim. Quando o conheci no jornal «O Ponto» em 1982 algures no Bairro Alto ele não era isto. Há pessoas que mudam e para pior. E jornais também. O D.N. está cada vez mais Correio da Manhã. Uma tristeza.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Infelizmente é assim. Quando o conheci no jornal «O Ponto» em 1982 algures no Bairro Alto ele não era isto. Há pessoas que mudam e para pior. E jornais também. O D.N. está cada vez mais Correio da Manhã. Uma tristeza.</p>
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		<title>Por: Galego do sul</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22121</link>
		<dc:creator>Galego do sul</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 18:38:43 +0000</pubDate>
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		<description>De facto este sr. dá um perfeito tiro no pé. Podia juntar esta sua imbecilidade ao Saramago. Sim sr, atribua-se-lhe a medalha de defensor do espanholismo e já!
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De facto este sr. dá um perfeito tiro no pé. Podia juntar esta sua imbecilidade ao Saramago. Sim sr, atribua-se-lhe a medalha de defensor do espanholismo e já!</p>
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	<item>
		<title>Por: João Norte</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22120</link>
		<dc:creator>João Norte</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 17:50:38 +0000</pubDate>
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		<description>Fui ver o texto do Sr Ferreira, e o que me espanta é que esse sr. não tenha percebido que o galego é português, e mais ainda se tenha arvorado em crítico linguista, confundindo o galego com espanhol mal falado. Qual será a cultura desse sr.?
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fui ver o texto do Sr Ferreira, e o que me espanta é que esse sr. não tenha percebido que o galego é português, e mais ainda se tenha arvorado em crítico linguista, confundindo o galego com espanhol mal falado. Qual será a cultura desse sr.?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: fv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22119</link>
		<dc:creator>fv</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 17:31:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/quando-ferreira-fernandes-mordeu-a-propria-lingua/#comment-22119</guid>
		<description>Nikita,

O Espanhol é a língua oficial em todo o território de Espanha, portanto também na Galiza. Todo o espanhol tem, pela Constituição, obrigação de conhecê-lo. O Estado zelará sempre por que assim seja. E eu até acho perfeito. Se fosse galego, quereria conhecer bem a língua oficial do meu Estado.

O que tu não percebes, Nikita, é que uma coisa é a &lt;b&gt;língua do Estado&lt;/b&gt; e outra a &lt;b&gt;língua materna&lt;/b&gt;. E tremes, julgando que a existência em Espanha de várias e importantes línguas maternas faça perigar a unidade do Estado.

Até há pouco tempo, na Galiza regida pelo PP, pensava-se um tanto como tu. Hoje, com um governo de coligação com os nacionalistas (muito moderados, meu caro, muito moderados!), as coisas começam a mudar. O próprio PP, quando no Governo em Santiago, era favorável ao ensino em galego. Hoje a lei diz que 50% terá de ser assim. Não mais. (E mesmo esses jardins-escola são uma minoria na totalidade da Galiza. O Sr. Ferreira Fernandes ouviu cantar o galo, mas não foi saber onde.)

O galego terá agora um pouco mais de chance, é tudo. Mas logo surgem os Nikitas a darem brado. Fatal como o destino. Sabes que recentemente, na Galiza, apareceram movimentos à Direita, exigindo o poder de escolha dos pais? Pasmoso. Fizeram sempre tudo para secundarizar o galego. Hoje deram nisto: umas almas lavadas.


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nikita,</p>
<p>O Espanhol é a língua oficial em todo o território de Espanha, portanto também na Galiza. Todo o espanhol tem, pela Constituição, obrigação de conhecê-lo. O Estado zelará sempre por que assim seja. E eu até acho perfeito. Se fosse galego, quereria conhecer bem a língua oficial do meu Estado.</p>
<p>O que tu não percebes, Nikita, é que uma coisa é a <b>língua do Estado</b> e outra a <b>língua materna</b>. E tremes, julgando que a existência em Espanha de várias e importantes línguas maternas faça perigar a unidade do Estado.</p>
<p>Até há pouco tempo, na Galiza regida pelo PP, pensava-se um tanto como tu. Hoje, com um governo de coligação com os nacionalistas (muito moderados, meu caro, muito moderados!), as coisas começam a mudar. O próprio PP, quando no Governo em Santiago, era favorável ao ensino em galego. Hoje a lei diz que 50% terá de ser assim. Não mais. (E mesmo esses jardins-escola são uma minoria na totalidade da Galiza. O Sr. Ferreira Fernandes ouviu cantar o galo, mas não foi saber onde.)</p>
<p>O galego terá agora um pouco mais de chance, é tudo. Mas logo surgem os Nikitas a darem brado. Fatal como o destino. Sabes que recentemente, na Galiza, apareceram movimentos à Direita, exigindo o poder de escolha dos pais? Pasmoso. Fizeram sempre tudo para secundarizar o galego. Hoje deram nisto: umas almas lavadas.</p>
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