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	<title>Comentários em: É proibido ensinar. Aprender é vergonha.</title>
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		<title>Por: Jorge Carvalheira</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8186</link>
		<dc:creator>Jorge Carvalheira</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Apr 2006 05:49:49 +0000</pubDate>
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		<description>Excelentíssimos senhores, alto aí e pára o baile, que tudo o que é demais parece mal! Sobretudo parece mal gastar tanto latim a repetir o que já foi dito mil vezes em vão. Só pode ser um exercício de desobriga de consciência. Está de acordo com a quadra, mas não deixa de ser uma vilania.
Deixem-se por isso de gestos de virgens ofendidas, como se fosse cair o carmo e a trindade, como se a tragédia da educação nacional fosse algo de surpreendente, de inesperado e único. É que a pátria inteira é feita de gestos tais há muitos anos, mas os senhores não querem saber disso, porque todos nós assobiamos para o ar e não queremos ver isso, porque é demasiado mau de ver, e porque nos fizeram assim.
Os senhores são cidadãos dum país que já tinha dignidade e alma, num tempo em que suecos, helvétivos, finlândios e dinamarcos ainda não tinham saltado a cancela do curral da barbárie. No tempo do rei Dinis os portugueses arroteavam terras, afiavam as lanças, construíam castelos e não se queixavam de ser pobres.
Os senhores pertencem a um povo que um dia foi levado para a Índia &quot;ao cheiro desta canela&quot;, ao serviço de interesses que nunca foram os dele, mas que por lá ficou até hoje.
Os senhores viram este povo gastar 500 anos a fazer filhos às pretas debaixo do embondeiro exactamente como os cafres, a merecer o estatudo de cafre da Europa, exactamente como se cafre fosse. Isto enquanto a Europa ia à escola e à oficina, e experimentava, e inventava, e progredia.
Os senhores viram este povo, ao longo de séculos, ser conduzido por elites crapulosas que sempre o cavalgaram com desprezo, e como alimento da barriga só lhe serviram mitos de fumo e nevoeiro. Os senhores viram o que foi feito de tanta riqueza que chegou nas caravelas, e puderam ver já que o mesmo destino tiveram os fundos que vieram da Europa, sem proveito nenhum para o país. Os senhores viram este povo, no séc.XIX, no tristíssimo papel do urso de feira, governado por estrangeiros, comido vivo por ingleses e outros filhos da puta civilizados, tentando apenas e sempre sobreviver à miséria.
Os senhores viram este povo a pagar as facturas da ìndia em La Lys, viram-no a pagar as facturas do império na guerra das colónias, viram-no a fugir da fome, a salto, para a Europa, aos milhões, com a alma atulhada de mitos heróicos e putrefactos. Os senhores viram este povo a meter à força na cabeça que o ponto mais alto da pátria era o pico do Ramelau, na parte leste da ilha de Timor.
Os senhores viram este povo um dia fazer em desespero as atrasadas contas com a história e tomar o freio nos dentes. Tão bem tomado ele foi, e tão grande era a culpa histórica, que a clique dos poderosos, dos inteligentes, dos cosmopolitas, fugiu toda para o Brasil e ainda hoje não anda muito à vontade por aí. Tão bem tomado ele foi que o Moreira Baptista se borrou pelas calças abaixo no quartel do Carmo. Os senhores viram este povo voltar a casa, depois de 500 anos de forrobodó, e encontrar a casa em ruínas e a horta por cavar. E viram como, em oportuna manobra de recurso, este povo foi levado a integrar-se na Europa, que era afinal a sua terra, mas onde não teria lugar sem sofrer uma aturada catequese.
Depois disso o que fizeram os senhores, o que fizemos nós todos, o que fez este povo de si mesmo, da vida, da liberdade que tinha? O que fizemos da pouca indústria, o que fizemos das pescas, o que fizemos da agricultura, o que fizemos da justiça, o que fizemos da saúde, o que fizemos do dinheiro alemão, o que fizemos nós da educação?
Pois fizemos o que somos capazes de fazer. Pusemos tudo num pandemónio, levámos a banca à glória, porque desde a Índia (de Ceuta?) havíamos trocado uma boa capa por um mau capelo.
Somos óptimos, individualmente, e a trabalhar sob um capataz alemão. Colectivamente, não sabemos governar-nos, não temos capacidade para gerar uma elite que nos dirija. Somos desorganizados, corruptos, irresponsáveis, infantis, cafres, cafres, cafres. Os espanhóis viram-se livres da gangrena imperial, que também os aniquilou, há 100 anos. Nós apenas ontem. É o tempo que nos falta, para atingir a modernidade.
E o que fizemos nós da educação? Entregámo-la ao &quot;génio&quot; do PPD durante mais de 20 anos consecutivos. Demos-lhe o Deus Pinheiro, e a Manuela Leite, e um tal Couto dos Santos, e outros tantos. Demos-lhe a Weltanschauung do Cavaco, e demos-lhe o Roberto Carneiro, que talvez soubesse o que fazia e por isso mesmo se demitiu. Só nos faltou dar-lhe o saber do Dias Loureiro, porque esse fazia falta na polícia. E a subtilieza de catrapilo do Jorge Coelho, atarefado a construir o túnel por baixo da Serra da Estrela.
Agora, 1200 criancinhas por ano vão aos fagotes à professora na sala de aula. E nós queixamo-nos de quê?
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelentíssimos senhores, alto aí e pára o baile, que tudo o que é demais parece mal! Sobretudo parece mal gastar tanto latim a repetir o que já foi dito mil vezes em vão. Só pode ser um exercício de desobriga de consciência. Está de acordo com a quadra, mas não deixa de ser uma vilania.<br />
Deixem-se por isso de gestos de virgens ofendidas, como se fosse cair o carmo e a trindade, como se a tragédia da educação nacional fosse algo de surpreendente, de inesperado e único. É que a pátria inteira é feita de gestos tais há muitos anos, mas os senhores não querem saber disso, porque todos nós assobiamos para o ar e não queremos ver isso, porque é demasiado mau de ver, e porque nos fizeram assim.<br />
Os senhores são cidadãos dum país que já tinha dignidade e alma, num tempo em que suecos, helvétivos, finlândios e dinamarcos ainda não tinham saltado a cancela do curral da barbárie. No tempo do rei Dinis os portugueses arroteavam terras, afiavam as lanças, construíam castelos e não se queixavam de ser pobres.<br />
Os senhores pertencem a um povo que um dia foi levado para a Índia &#8220;ao cheiro desta canela&#8221;, ao serviço de interesses que nunca foram os dele, mas que por lá ficou até hoje.<br />
Os senhores viram este povo gastar 500 anos a fazer filhos às pretas debaixo do embondeiro exactamente como os cafres, a merecer o estatudo de cafre da Europa, exactamente como se cafre fosse. Isto enquanto a Europa ia à escola e à oficina, e experimentava, e inventava, e progredia.<br />
Os senhores viram este povo, ao longo de séculos, ser conduzido por elites crapulosas que sempre o cavalgaram com desprezo, e como alimento da barriga só lhe serviram mitos de fumo e nevoeiro. Os senhores viram o que foi feito de tanta riqueza que chegou nas caravelas, e puderam ver já que o mesmo destino tiveram os fundos que vieram da Europa, sem proveito nenhum para o país. Os senhores viram este povo, no séc.XIX, no tristíssimo papel do urso de feira, governado por estrangeiros, comido vivo por ingleses e outros filhos da puta civilizados, tentando apenas e sempre sobreviver à miséria.<br />
Os senhores viram este povo a pagar as facturas da ìndia em La Lys, viram-no a pagar as facturas do império na guerra das colónias, viram-no a fugir da fome, a salto, para a Europa, aos milhões, com a alma atulhada de mitos heróicos e putrefactos. Os senhores viram este povo a meter à força na cabeça que o ponto mais alto da pátria era o pico do Ramelau, na parte leste da ilha de Timor.<br />
Os senhores viram este povo um dia fazer em desespero as atrasadas contas com a história e tomar o freio nos dentes. Tão bem tomado ele foi, e tão grande era a culpa histórica, que a clique dos poderosos, dos inteligentes, dos cosmopolitas, fugiu toda para o Brasil e ainda hoje não anda muito à vontade por aí. Tão bem tomado ele foi que o Moreira Baptista se borrou pelas calças abaixo no quartel do Carmo. Os senhores viram este povo voltar a casa, depois de 500 anos de forrobodó, e encontrar a casa em ruínas e a horta por cavar. E viram como, em oportuna manobra de recurso, este povo foi levado a integrar-se na Europa, que era afinal a sua terra, mas onde não teria lugar sem sofrer uma aturada catequese.<br />
Depois disso o que fizeram os senhores, o que fizemos nós todos, o que fez este povo de si mesmo, da vida, da liberdade que tinha? O que fizemos da pouca indústria, o que fizemos das pescas, o que fizemos da agricultura, o que fizemos da justiça, o que fizemos da saúde, o que fizemos do dinheiro alemão, o que fizemos nós da educação?<br />
Pois fizemos o que somos capazes de fazer. Pusemos tudo num pandemónio, levámos a banca à glória, porque desde a Índia (de Ceuta?) havíamos trocado uma boa capa por um mau capelo.<br />
Somos óptimos, individualmente, e a trabalhar sob um capataz alemão. Colectivamente, não sabemos governar-nos, não temos capacidade para gerar uma elite que nos dirija. Somos desorganizados, corruptos, irresponsáveis, infantis, cafres, cafres, cafres. Os espanhóis viram-se livres da gangrena imperial, que também os aniquilou, há 100 anos. Nós apenas ontem. É o tempo que nos falta, para atingir a modernidade.<br />
E o que fizemos nós da educação? Entregámo-la ao &#8220;génio&#8221; do PPD durante mais de 20 anos consecutivos. Demos-lhe o Deus Pinheiro, e a Manuela Leite, e um tal Couto dos Santos, e outros tantos. Demos-lhe a Weltanschauung do Cavaco, e demos-lhe o Roberto Carneiro, que talvez soubesse o que fazia e por isso mesmo se demitiu. Só nos faltou dar-lhe o saber do Dias Loureiro, porque esse fazia falta na polícia. E a subtilieza de catrapilo do Jorge Coelho, atarefado a construir o túnel por baixo da Serra da Estrela.<br />
Agora, 1200 criancinhas por ano vão aos fagotes à professora na sala de aula. E nós queixamo-nos de quê?</p>
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		<title>Por: random</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8185</link>
		<dc:creator>random</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Apr 2006 23:54:26 +0000</pubDate>
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		<description>Carlos Silva:

Tanta humildade é excessivo. Eu mesmo fui humilde neste debate (o da educação) no BdEII com o resultado que se sabe. Por vezes, mais vale ser-se duro para com quem fala do que não sabe. Eu quando não sei calo-me. E por isso ando muitas vezes calado. Era bom que as pessoas procedessem sempre assim. Evitaria-se muita confusão.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Silva:</p>
<p>Tanta humildade é excessivo. Eu mesmo fui humilde neste debate (o da educação) no BdEII com o resultado que se sabe. Por vezes, mais vale ser-se duro para com quem fala do que não sabe. Eu quando não sei calo-me. E por isso ando muitas vezes calado. Era bom que as pessoas procedessem sempre assim. Evitaria-se muita confusão.</p>
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		<title>Por: random</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8184</link>
		<dc:creator>random</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Apr 2006 23:50:53 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Anónimo,

It&#039;s funny ter escrito um comentário a &quot;descascar&quot; uma tal banana (usando a sua linguagem) e não ter contribuido, nem com um cêntimo, para o debate em causa.

Desviar atenções é mais fácil. Oh well, e então fala-se do 11/9 e de conspirações globais.

Por que raio estou a escrever tugainglês?
Oh shit...
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Anónimo,</p>
<p>It&#8217;s funny ter escrito um comentário a &#8220;descascar&#8221; uma tal banana (usando a sua linguagem) e não ter contribuido, nem com um cêntimo, para o debate em causa.</p>
<p>Desviar atenções é mais fácil. Oh well, e então fala-se do 11/9 e de conspirações globais.</p>
<p>Por que raio estou a escrever tugainglês?<br />
Oh shit&#8230;</p>
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		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8183</link>
		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Apr 2006 14:52:30 +0000</pubDate>
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		<description>Entrar no fim é que sabe bem porque agora pelo menos já ninguem precisa de chapéu de chuva.

E, para começar, vai uma proposta de louvorzito registado para o Euroliberal, o símio que roubou uma cimitarra ao miralmuminim de Marco de Canavezes e chega aqui com “mainadas” rascas a querer passar atestados  de  óbito aos sonhos e direitos dos filhos dos pobres a uma educação decente? Granted.

A sobrevivência do mais forte, na educação e comércio de laranjas, lema de muitas aplicações na selva euroliberalesca de deitar um olho à humanidade rastejante, assenta, pois então,  como uma luva no lombo largo do senhor Europorranenhuma. Tudo vai bem vertiginosamente à medida que as suas certezas pingam. E se não fosse, teriamos aqui à mão uma espécie de  pau de cabeleira  ou claquista, chamem-no do que quizerem que a mim não me fere, um tal monsieur De Random, que nunca se cansa de estar de acordo com o tresloucado comentador, nem mesmo quando o dito tem a ousadia de cagar  “excentricidades”  provocatórias como aquela de nos anunciar outro dia que vai haver mais 9-11s se o imperialismo americano não se portar na linha. Casem-se estas análises do Europorranenhuma com os podres que ele vê na educação e depois digam-me lá se há alguma diferença entre isso e o estado em que uma banana fica depois dum camião lhe passar por cima. Se encontrarem alguma diferença postem aqui na volta do correio.

E mudando de pessoa. O Fernando tem alguma razão naquilo que disse ou do que não disse mas disseram por ele. É uma reacção natural. Basta ler os jornais depois de cuidadosamente expurgarmos as propagandas descaradas. As coisas não andam bem no campo da educação. Ponto final. Mas nem o Fernando nem ninguém, se bem li, se debruçou sobre as iniquidades demo-capitalistas nesta área, nomeadamente sobre o papel da educação privada paga pelos pais mais endinheirados, as flores do sistema, os felizes e tradicionais dez por cento. Pense-se nas grandes vantagens do filho da operária da fábrica de biscoitos que compete com outro menino  que aprendeu a soletrar aos quatros anos porque o seu papá juristão também era uma pessoa muito inteligente. Terá isto alguma influência no estado das coisas condenáveis? Eu estou em crer que sim.

Um aspecto ainda mais alarmante, quiça duro de roer para as maiorias que andam a boiar à deriva no lago dos cisnes de pescoço alto, é o de sabermos o que é que no meio disto tudo poderá não ser produto de meras incompetências profissionais ou falhanços de programas partidários.. Haverá ou não razão para pensarmos que pelo menos em parte muitos destes descalabros nas fainas pedagógicas são cuidadosamente provocados e planeados de acordo com certas agendas globalistas? O mal é  europeu, se não for universal, transversal e longitudinal. Coincidência  ou transparência?

É pena o Luis Rainha pensar da maneira que pensa sobre esta matéria. Oh well, as pessoas também não podem esbanjar quilate em todas as disciplinas. A teoria, equitativamente dispersa entre a esquerda e a direita,  de que a dedicação e o esforço mais tarde ou mais cedo compensarão os que a ela aderirem sem fazerem perguntas, nunca me ajudou a entrar em relações amistosas com aqueles que rebentaram com os coirões um vida inteira  e nunca passaram da cepa torta.



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		<content:encoded><![CDATA[<p>Entrar no fim é que sabe bem porque agora pelo menos já ninguem precisa de chapéu de chuva.</p>
<p>E, para começar, vai uma proposta de louvorzito registado para o Euroliberal, o símio que roubou uma cimitarra ao miralmuminim de Marco de Canavezes e chega aqui com “mainadas” rascas a querer passar atestados  de  óbito aos sonhos e direitos dos filhos dos pobres a uma educação decente? Granted.</p>
<p>A sobrevivência do mais forte, na educação e comércio de laranjas, lema de muitas aplicações na selva euroliberalesca de deitar um olho à humanidade rastejante, assenta, pois então,  como uma luva no lombo largo do senhor Europorranenhuma. Tudo vai bem vertiginosamente à medida que as suas certezas pingam. E se não fosse, teriamos aqui à mão uma espécie de  pau de cabeleira  ou claquista, chamem-no do que quizerem que a mim não me fere, um tal monsieur De Random, que nunca se cansa de estar de acordo com o tresloucado comentador, nem mesmo quando o dito tem a ousadia de cagar  “excentricidades”  provocatórias como aquela de nos anunciar outro dia que vai haver mais 9-11s se o imperialismo americano não se portar na linha. Casem-se estas análises do Europorranenhuma com os podres que ele vê na educação e depois digam-me lá se há alguma diferença entre isso e o estado em que uma banana fica depois dum camião lhe passar por cima. Se encontrarem alguma diferença postem aqui na volta do correio.</p>
<p>E mudando de pessoa. O Fernando tem alguma razão naquilo que disse ou do que não disse mas disseram por ele. É uma reacção natural. Basta ler os jornais depois de cuidadosamente expurgarmos as propagandas descaradas. As coisas não andam bem no campo da educação. Ponto final. Mas nem o Fernando nem ninguém, se bem li, se debruçou sobre as iniquidades demo-capitalistas nesta área, nomeadamente sobre o papel da educação privada paga pelos pais mais endinheirados, as flores do sistema, os felizes e tradicionais dez por cento. Pense-se nas grandes vantagens do filho da operária da fábrica de biscoitos que compete com outro menino  que aprendeu a soletrar aos quatros anos porque o seu papá juristão também era uma pessoa muito inteligente. Terá isto alguma influência no estado das coisas condenáveis? Eu estou em crer que sim.</p>
<p>Um aspecto ainda mais alarmante, quiça duro de roer para as maiorias que andam a boiar à deriva no lago dos cisnes de pescoço alto, é o de sabermos o que é que no meio disto tudo poderá não ser produto de meras incompetências profissionais ou falhanços de programas partidários.. Haverá ou não razão para pensarmos que pelo menos em parte muitos destes descalabros nas fainas pedagógicas são cuidadosamente provocados e planeados de acordo com certas agendas globalistas? O mal é  europeu, se não for universal, transversal e longitudinal. Coincidência  ou transparência?</p>
<p>É pena o Luis Rainha pensar da maneira que pensa sobre esta matéria. Oh well, as pessoas também não podem esbanjar quilate em todas as disciplinas. A teoria, equitativamente dispersa entre a esquerda e a direita,  de que a dedicação e o esforço mais tarde ou mais cedo compensarão os que a ela aderirem sem fazerem perguntas, nunca me ajudou a entrar em relações amistosas com aqueles que rebentaram com os coirões um vida inteira  e nunca passaram da cepa torta.</p>
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		<title>Por: carlos silva</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8182</link>
		<dc:creator>carlos silva</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Apr 2006 14:40:02 +0000</pubDate>
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		<description>Neste momento julgo ter-vos compreendido, a si, random, e ao meu censor. Já enfiei a viola no saco, aceitem ambos as minhas desculpas.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Neste momento julgo ter-vos compreendido, a si, random, e ao meu censor. Já enfiei a viola no saco, aceitem ambos as minhas desculpas.</p>
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		<title>Por: random</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8181</link>
		<dc:creator>random</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Apr 2006 11:42:33 +0000</pubDate>
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		<description>Fernando Venâncio: Essa nota relativamente ao Ensino Superior é verdadeira e a consequência é o elevado número de maus &quot;ensinantes&quot;, como você lhe chama. O Ensino Superior, de forma contrária à generalidade das universidades estrangeiras, não acompanhou os Centros de Investigação. Estes  últimos melhoraram muito nos últimos 20 anos, enquanto que o ensino, nas faculdades que os suportam, ficou em estado de águas paradas.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando Venâncio: Essa nota relativamente ao Ensino Superior é verdadeira e a consequência é o elevado número de maus &#8220;ensinantes&#8221;, como você lhe chama. O Ensino Superior, de forma contrária à generalidade das universidades estrangeiras, não acompanhou os Centros de Investigação. Estes  últimos melhoraram muito nos últimos 20 anos, enquanto que o ensino, nas faculdades que os suportam, ficou em estado de águas paradas.</p>
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		<title>Por: random</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8180</link>
		<dc:creator>random</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Apr 2006 11:37:49 +0000</pubDate>
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		<description>Politikos:

A culpa não é simplesmente «dos professores». Como discutido no BdEII uma grande parte da «culpa» é das pessoas responsáveis pelos programas e dos professores universitários do ramo das ciências da educação.

Carlos Silva:

A humildade é uma questão de estilo. Preocupo-me mais com os factos. E o facto é que o ensino está pior. Claro que logo vai ouvir pessoas a criticar quem diz que &quot;o antigamente é que era bom&quot;. Pede-se para fundamentar a crítica a essas pessoas. Dizem que hoje em dia há mais licenciados, etc. Que o ensino está melhor por isso. Nada mais disparatado. É óbvio que antigamente não havia acesso à educação para todos. A questão hoje em dia não é tanto do acesso (que é quase universal) mas da qualidade. E esta tem diminuido nas disciplinas principais nos últimos vinte anos (nas outras não tenho estado atento, mas as ciências de educação devem-nas ter influenciado de igual forma).
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Politikos:</p>
<p>A culpa não é simplesmente «dos professores». Como discutido no BdEII uma grande parte da «culpa» é das pessoas responsáveis pelos programas e dos professores universitários do ramo das ciências da educação.</p>
<p>Carlos Silva:</p>
<p>A humildade é uma questão de estilo. Preocupo-me mais com os factos. E o facto é que o ensino está pior. Claro que logo vai ouvir pessoas a criticar quem diz que &#8220;o antigamente é que era bom&#8221;. Pede-se para fundamentar a crítica a essas pessoas. Dizem que hoje em dia há mais licenciados, etc. Que o ensino está melhor por isso. Nada mais disparatado. É óbvio que antigamente não havia acesso à educação para todos. A questão hoje em dia não é tanto do acesso (que é quase universal) mas da qualidade. E esta tem diminuido nas disciplinas principais nos últimos vinte anos (nas outras não tenho estado atento, mas as ciências de educação devem-nas ter influenciado de igual forma).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Sílvia</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8179</link>
		<dc:creator>Sílvia</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Apr 2006 09:52:01 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Após ter arrancado o aluno às suas pulsões de vida, o sistema educativo passa a empanturrá-lo artificialmente, com vista a conduzi-lo ao mercado de trabalho, onde há-de continuar a recitar até à náusea o refrão aprendido nos verdes anos: que ganhe o melhor!
Mas ganhe o quê? Mais inteligência sensível, mais afeição, mais serenidade, mais lucidez sobre si mesmo e sobre as circunstâncias, mais meios de agir sobre a sua própria existência, mais criatividade? Não senhor! Mais dinheiro e mais poder, num universo qu deteriorou o dinheiro e o poder à força de por eles ser deteriorado.&quot;
Aviso aos alunos do básico e do secundário, Raoul Vaneigem,Antígona,Lisboa, 1996, pág.35
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Após ter arrancado o aluno às suas pulsões de vida, o sistema educativo passa a empanturrá-lo artificialmente, com vista a conduzi-lo ao mercado de trabalho, onde há-de continuar a recitar até à náusea o refrão aprendido nos verdes anos: que ganhe o melhor!<br />
Mas ganhe o quê? Mais inteligência sensível, mais afeição, mais serenidade, mais lucidez sobre si mesmo e sobre as circunstâncias, mais meios de agir sobre a sua própria existência, mais criatividade? Não senhor! Mais dinheiro e mais poder, num universo qu deteriorou o dinheiro e o poder à força de por eles ser deteriorado.&#8221;<br />
Aviso aos alunos do básico e do secundário, Raoul Vaneigem,Antígona,Lisboa, 1996, pág.35</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: e-konoklasta</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8178</link>
		<dc:creator>e-konoklasta</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Apr 2006 09:20:54 +0000</pubDate>
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		<description>Numa sociedade, que cada vez menos pode propor trabalho (meio de subsistência, direito humano) de acordo com a formação dos seus &quot;cidadãos&quot;, incapazes de rebelar-se.
Estaremos sempre certos se apostarmos na sólida aquisição de conhecimentos fundamentais, no desenvolvimento da curiosidade e da inventividade, ou criatividade se se quiser. Fazer cabeças bem feitas em vez de cabeças cheias de tralha ou ocas de todo.  Que as empresas não criem os postos de trabalhos necessários, ou se desloquem para a Conchinchina, hoje em dia, mesmo para se ser vigarista ou bandido, é necessário ter um bom nível de instrução e de educação... veja-se a criminalidade de colarinho branco, dá mais que as prestações sociais e de desemprego...
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Numa sociedade, que cada vez menos pode propor trabalho (meio de subsistência, direito humano) de acordo com a formação dos seus &#8220;cidadãos&#8221;, incapazes de rebelar-se.<br />
Estaremos sempre certos se apostarmos na sólida aquisição de conhecimentos fundamentais, no desenvolvimento da curiosidade e da inventividade, ou criatividade se se quiser. Fazer cabeças bem feitas em vez de cabeças cheias de tralha ou ocas de todo.  Que as empresas não criem os postos de trabalhos necessários, ou se desloquem para a Conchinchina, hoje em dia, mesmo para se ser vigarista ou bandido, é necessário ter um bom nível de instrução e de educação&#8230; veja-se a criminalidade de colarinho branco, dá mais que as prestações sociais e de desemprego&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: map</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8177</link>
		<dc:creator>map</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 23:46:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8177</guid>
		<description>Meus senhores, estão todos enganados. O que precisamos é de algumas disciplinas novas como por exemplo, ganadaria extensiva, tecnologia dos curtumes, micologia prática, caça a laço... porque serão esses os conhecimentos de que precisaremos no dia em que os camiões deixarem de chegar ao Continente.
Oxalá eu me engane, e os tais camiões nunca parem, mas tendo conhecido um país em que para fazer 300 km se levavam 6 horitas bem contadas, mais o almoço ou o jantar, com poucas estradas e muitas árvores, e vendo o país que agora é, com muitas estradas e quase sem árvores, pergunto-me onde é que esta obsessão dos economistas - esses sábios para quem todos os recursos são infinitos excepto um, o dinheiro - pelo crescimento contínuo, sem o qual estamos de tanga, à beira do abismo, etc, nos vai levar. E como, que eu saiba, a superfície do planeta e os seus recursos não estão em expansão e os economistas sim, parece-me, por uma questão de simples aritmética para a compreensão da qual não é precisa sequer a escola básica, que o aumento dos últimos e o decréscimo dos dois primeiros é insustentável.
Pergunto-me, portanto, para que serve uma escola que tem como finalidade produzir actores para os papéis da tragicomédia do crescimento contínuo, quando, ainda por cima, a peça tem cada vez mais personagens virtuais, autómatos.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meus senhores, estão todos enganados. O que precisamos é de algumas disciplinas novas como por exemplo, ganadaria extensiva, tecnologia dos curtumes, micologia prática, caça a laço&#8230; porque serão esses os conhecimentos de que precisaremos no dia em que os camiões deixarem de chegar ao Continente.<br />
Oxalá eu me engane, e os tais camiões nunca parem, mas tendo conhecido um país em que para fazer 300 km se levavam 6 horitas bem contadas, mais o almoço ou o jantar, com poucas estradas e muitas árvores, e vendo o país que agora é, com muitas estradas e quase sem árvores, pergunto-me onde é que esta obsessão dos economistas &#8211; esses sábios para quem todos os recursos são infinitos excepto um, o dinheiro &#8211; pelo crescimento contínuo, sem o qual estamos de tanga, à beira do abismo, etc, nos vai levar. E como, que eu saiba, a superfície do planeta e os seus recursos não estão em expansão e os economistas sim, parece-me, por uma questão de simples aritmética para a compreensão da qual não é precisa sequer a escola básica, que o aumento dos últimos e o decréscimo dos dois primeiros é insustentável.<br />
Pergunto-me, portanto, para que serve uma escola que tem como finalidade produzir actores para os papéis da tragicomédia do crescimento contínuo, quando, ainda por cima, a peça tem cada vez mais personagens virtuais, autómatos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Fernando Venâncio</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8176</link>
		<dc:creator>Fernando Venâncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 22:22:55 +0000</pubDate>
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		<description>Calma, Politikos, calma. Não é por haver uma máfia eduquesa que todos os outros são santos. Veja-me lá essa lógica.

Há-de haver professores deploráveis, senão a máfia não se aguentava tanto. E, quanto a universidades, podemos ser sucintos: há nelas um excesso de gente incompetente para transmitir conhecimentos. Alguns são óptimos investigadores, isso sim. Mas a universidade, decerto a  portuguesa, teve sempre pouca coragem para ser exigente com os seus ensinantes.

Se está particularmente interessado no meio universitário, leia o romance O PROFESSOR SENTADO, de Carlos Ceia, e divirta-se.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Calma, Politikos, calma. Não é por haver uma máfia eduquesa que todos os outros são santos. Veja-me lá essa lógica.</p>
<p>Há-de haver professores deploráveis, senão a máfia não se aguentava tanto. E, quanto a universidades, podemos ser sucintos: há nelas um excesso de gente incompetente para transmitir conhecimentos. Alguns são óptimos investigadores, isso sim. Mas a universidade, decerto a  portuguesa, teve sempre pouca coragem para ser exigente com os seus ensinantes.</p>
<p>Se está particularmente interessado no meio universitário, leia o romance O PROFESSOR SENTADO, de Carlos Ceia, e divirta-se.</p>
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	<item>
		<title>Por: Politikos</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8175</link>
		<dc:creator>Politikos</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 22:05:28 +0000</pubDate>
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		<description>A culpa é de todos menos dos professores, não é, FV?! Porque, como tb é evidente, são os os outros que dão aulas?! E menos ainda dos professores universitários, é claro?! Que é gente de «muitos estudos» e não apenas de «alguns estudos», como a classe média que lê este blogue. Haja paciência, FV! Haja, paciência!
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A culpa é de todos menos dos professores, não é, FV?! Porque, como tb é evidente, são os os outros que dão aulas?! E menos ainda dos professores universitários, é claro?! Que é gente de «muitos estudos» e não apenas de «alguns estudos», como a classe média que lê este blogue. Haja paciência, FV! Haja, paciência!</p>
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	</item>
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		<title>Por: carlos santos</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8174</link>
		<dc:creator>carlos santos</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 21:32:56 +0000</pubDate>
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		<description>E a um menino como o random ainda fica melhor (a humildade, claro).
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E a um menino como o random ainda fica melhor (a humildade, claro).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: carlos santos</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8173</link>
		<dc:creator>carlos santos</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 21:26:07 +0000</pubDate>
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		<description>Random,

Um bocadinho de humildade fica bem a toda a gente. Pense nisso!

(assim já passa no crivo?)
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Random,</p>
<p>Um bocadinho de humildade fica bem a toda a gente. Pense nisso!</p>
<p>(assim já passa no crivo?)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: latinoamericana em atraso</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8172</link>
		<dc:creator>latinoamericana em atraso</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 21:18:39 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;(...) Será que a educação serve apenas para desenvolver competências no saber fazer? E o saber ser? E o Homem?
Às vezes, parece que vivemos num país da América Latina em vias de desenvolvimento...&quot;

Cara Sílvia,
quanto ao saber ser e ao Homem, ensino-os eu mesma, orgulhosamente, à minha cria. Por tê-la colocado no mundo é o mínimo privilégio que exijo, o de ensinar a ela meus valores. Quanto à América Latina, ao que parece a senhora supõe que o tal ensino de técnicas para suporte do sistema econômico é que a tem mantido atrasada... É muito engraçado. O que mantém a AL no buraco onde está é precisamente o  discurso oficial (e muito moderno e charmoso) &quot;pró ser e pró Homem&quot;, que acaba por não ensinar nem o ser, nem o homem, já que nada se substitui à família, e muito menos a matemática, a gramática, a história ou como consertar corretamente um fogão.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;(&#8230;) Será que a educação serve apenas para desenvolver competências no saber fazer? E o saber ser? E o Homem?<br />
Às vezes, parece que vivemos num país da América Latina em vias de desenvolvimento&#8230;&#8221;</p>
<p>Cara Sílvia,<br />
quanto ao saber ser e ao Homem, ensino-os eu mesma, orgulhosamente, à minha cria. Por tê-la colocado no mundo é o mínimo privilégio que exijo, o de ensinar a ela meus valores. Quanto à América Latina, ao que parece a senhora supõe que o tal ensino de técnicas para suporte do sistema econômico é que a tem mantido atrasada&#8230; É muito engraçado. O que mantém a AL no buraco onde está é precisamente o  discurso oficial (e muito moderno e charmoso) &#8220;pró ser e pró Homem&#8221;, que acaba por não ensinar nem o ser, nem o homem, já que nada se substitui à família, e muito menos a matemática, a gramática, a história ou como consertar corretamente um fogão.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sergio Lima</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8171</link>
		<dc:creator>Sergio Lima</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 20:14:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8171</guid>
		<description>Pergunta o José:
&quot;Então, o que é que falha?
Depois responde:
&quot;Quanto a mim, falha a transmissão de conhecimentos, pois os professores não estão tão bem preparados como dantes estavam.&quot;
É essa a questão josé.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pergunta o José:<br />
&#8220;Então, o que é que falha?<br />
Depois responde:<br />
&#8220;Quanto a mim, falha a transmissão de conhecimentos, pois os professores não estão tão bem preparados como dantes estavam.&#8221;<br />
É essa a questão josé.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: random</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8170</link>
		<dc:creator>random</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 19:56:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8170</guid>
		<description>LR: Nada mais errado. Este assunto já foi discutido no BdEII e Klepsydra. Todos os que pareciam saber alguma coisa sobre educação em portugal concordariam com este  ponto de vista. As ditas ciências da educação é uma praga que corroi a qualidade de ensino.

Euroliberal: D&#039;accord.

Sílvia: Nem você tem noção do que quer dizer com &quot;será sempre uma utopia&quot;. O que não é utopia é o ensino do Português e da Matemática ser pior hoje em dia.

E-konoklasta: Há muito a aprender com França. Portugal é uma imitação de França (no que respeita à Educação), portanto convém saber o que vamos imitar a seguir.

José: Até estava a gostar do seu comentário, até que mencionou Narciso Miranda; um primata que nem sabe falar.

Caramelo: Por vezes, quando não se sabe nada, é melhor não comentar...

Sílvia: Muito para pedalar? Então, na sua linguagem, a Escola já tropeçou muitas vezes, ficando para trás...

Euroliberal: Esse exemplo de notícias do jornal é, infelizmente, verdade. O nível dos textos tem descido de forma notória desde há vinte anos para cá.

(...) Perdi a paciência para o resto.

Luís Raínha: As propostas foram apresentadas no seu antigo blogue na &quot;famosa&quot; série de posts que se iniciaram citando um post meu. O problema não é os portugueses não apresentarem propostas, mas antes terem memória curta...
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>LR: Nada mais errado. Este assunto já foi discutido no BdEII e Klepsydra. Todos os que pareciam saber alguma coisa sobre educação em portugal concordariam com este  ponto de vista. As ditas ciências da educação é uma praga que corroi a qualidade de ensino.</p>
<p>Euroliberal: D&#8217;accord.</p>
<p>Sílvia: Nem você tem noção do que quer dizer com &#8220;será sempre uma utopia&#8221;. O que não é utopia é o ensino do Português e da Matemática ser pior hoje em dia.</p>
<p>E-konoklasta: Há muito a aprender com França. Portugal é uma imitação de França (no que respeita à Educação), portanto convém saber o que vamos imitar a seguir.</p>
<p>José: Até estava a gostar do seu comentário, até que mencionou Narciso Miranda; um primata que nem sabe falar.</p>
<p>Caramelo: Por vezes, quando não se sabe nada, é melhor não comentar&#8230;</p>
<p>Sílvia: Muito para pedalar? Então, na sua linguagem, a Escola já tropeçou muitas vezes, ficando para trás&#8230;</p>
<p>Euroliberal: Esse exemplo de notícias do jornal é, infelizmente, verdade. O nível dos textos tem descido de forma notória desde há vinte anos para cá.</p>
<p>(&#8230;) Perdi a paciência para o resto.</p>
<p>Luís Raínha: As propostas foram apresentadas no seu antigo blogue na &#8220;famosa&#8221; série de posts que se iniciaram citando um post meu. O problema não é os portugueses não apresentarem propostas, mas antes terem memória curta&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: era bom</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8169</link>
		<dc:creator>era bom</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 18:19:21 +0000</pubDate>
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		<description>«&lt;i&gt;Sim, porque não reinventar, com os meios e a visão de hoje, o mestre-escola?&lt;/i&gt;»

era bom, era... mas a natureza tem horror ao vazio. Primeiro seria preciso exterminar o que está à vista. O &quot;eduquês&quot; que existe pela Europa fora mas que por já cá ganhou direito a causa e a bandeira.

Um erro ou uma pedagogia errada ainda se emenda, uma ideologia enquistada e muitas carreiras, é praticamente impossível

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«<i>Sim, porque não reinventar, com os meios e a visão de hoje, o mestre-escola?</i>»</p>
<p>era bom, era&#8230; mas a natureza tem horror ao vazio. Primeiro seria preciso exterminar o que está à vista. O &#8220;eduquês&#8221; que existe pela Europa fora mas que por já cá ganhou direito a causa e a bandeira.</p>
<p>Um erro ou uma pedagogia errada ainda se emenda, uma ideologia enquistada e muitas carreiras, é praticamente impossível</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sílvia</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8168</link>
		<dc:creator>Sílvia</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 17:51:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8168</guid>
		<description>Se as nossas crianças e jovens encontrarem, no seu percurso escolar, afectividade, bons modelos e identificação com as práticas dos seus educadores, eu acho que 2/3 do problema da educação fica resolvido.
A relação professor/aluno na sala de aula é fundamental para o sucesso do ensino/aprendizagem e, para isso, o professor precisa de também ser actor, no sentido pedagógico, de forma a poder despertar e desenvolver a chama da curiosidade pelo saber. Eu acho que motivar os alunos a aprender é um acto de amor. E nem todos estão vocacionados para dar, mas antes a trocar, num toma lá, dá cá, imposto pelas circunstâncias da vidinha de cada um.
Leiam &quot;O Diário&quot; de Sebastião da Gama e depois digam-me alguma coisa.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se as nossas crianças e jovens encontrarem, no seu percurso escolar, afectividade, bons modelos e identificação com as práticas dos seus educadores, eu acho que 2/3 do problema da educação fica resolvido.<br />
A relação professor/aluno na sala de aula é fundamental para o sucesso do ensino/aprendizagem e, para isso, o professor precisa de também ser actor, no sentido pedagógico, de forma a poder despertar e desenvolver a chama da curiosidade pelo saber. Eu acho que motivar os alunos a aprender é um acto de amor. E nem todos estão vocacionados para dar, mas antes a trocar, num toma lá, dá cá, imposto pelas circunstâncias da vidinha de cada um.<br />
Leiam &#8220;O Diário&#8221; de Sebastião da Gama e depois digam-me alguma coisa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Venâncio</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8167</link>
		<dc:creator>Fernando Venâncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 16:41:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/e-proibido-ensinar-aprender-e-vergonha/#comment-8167</guid>
		<description>Gibel,

O meio familiar pode ser determinante. Pode. Mas nem sempre se tem sorte. Nem sempre há, aos cinco ou aos dez anos, o livro exacto, o filme exacto, a viagem exacta, o interlocutor exacto.

A escola é feita para ser tudo isso. Para despertar, e alimentar, a curiosidade, para dar forma à capacidade expressiva, para acumular conhecimentos, não decerto o das linhas de comboio, mas por exemplo uma breve história das vias de comunicação em Portugal, desde as vias romanas até às autoestradas cavaquistas.

Há lá coisa que as crianças ouçam mais avidamente, e que mais lhes desenvolva a orientação neste mundo, do que as histórias da História.

Sim, porque não reinventar, com os meios e a visão de hoje, o mestre-escola?


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gibel,</p>
<p>O meio familiar pode ser determinante. Pode. Mas nem sempre se tem sorte. Nem sempre há, aos cinco ou aos dez anos, o livro exacto, o filme exacto, a viagem exacta, o interlocutor exacto.</p>
<p>A escola é feita para ser tudo isso. Para despertar, e alimentar, a curiosidade, para dar forma à capacidade expressiva, para acumular conhecimentos, não decerto o das linhas de comboio, mas por exemplo uma breve história das vias de comunicação em Portugal, desde as vias romanas até às autoestradas cavaquistas.</p>
<p>Há lá coisa que as crianças ouçam mais avidamente, e que mais lhes desenvolva a orientação neste mundo, do que as histórias da História.</p>
<p>Sim, porque não reinventar, com os meios e a visão de hoje, o mestre-escola?</p>
]]></content:encoded>
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