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	<title>Comentários em: Carta a Marina por causa do galego &#8211; 4</title>
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		<title>Por: Eugénio Calado</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-50993</link>
		<dc:creator>Eugénio Calado</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 22:35:31 +0000</pubDate>
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		<description>Lanho eu conheço. Quer dizer golpe. Não creio que seja estranha para os portugueses.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lanho eu conheço. Quer dizer golpe. Não creio que seja estranha para os portugueses.</p>
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		<title>Por: Estevo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-35916</link>
		<dc:creator>Estevo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 19:53:19 +0000</pubDate>
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		<description>Já no tema de teorias de conspiraçao, convido-o, se nom fixo já, a ver o documental Fronteiras (apenas procure pola palavra &quot;fronteiras&quot; em video ponto google ponto com). Ai podera observar paralelismos entre a absurda negaçom da academia da língua asturiana em admitir que o que se fala entre Eo e Návia é galego e a da academia da galega em fazer o mesmo com o que se fala de Minho para baixo.

Nom contesto que haja gente paranoica e exagerada, mas como di vostede, as teorias da conspiraçom tenhem umha parte de razom. A castelhanizaçom do galego no Rexurdimento é explicada bem abondo pola alfabetizaçom em castelhano da gente que começou a escrever em galego no século XIX, sem necessidade de inventar mais mans escuras, mas a consagraçom desta dependência cultural no século XXI nom é inocente.

O senhor Fraga diz isso em Portugal onde a demagógia era inofensiva, mas coidou-se bem de dizi-lo na Galiza, e sobretodo de atuar conseqüentemente. Veja as suas declaraçons no mesmo vídeo que refiro acima. Parafraseando, el cita umhas palavras: &quot;Os galegos e portugueses somos povos irmáns, e como irmáns nom podemos casar&quot;. Acrescenta, crípticamente, que &quot;é umha boa frase para entender moitas cousas&quot;.

Achego-lhe outra anedota galeguíssima, só indirectamente relacionada. Em Santiago de Chile, falando do golpe de Pinochet: &quot;Para pescar rodabalho hai que molhar o caralho&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já no tema de teorias de conspiraçao, convido-o, se nom fixo já, a ver o documental Fronteiras (apenas procure pola palavra &#8220;fronteiras&#8221; em video ponto google ponto com). Ai podera observar paralelismos entre a absurda negaçom da academia da língua asturiana em admitir que o que se fala entre Eo e Návia é galego e a da academia da galega em fazer o mesmo com o que se fala de Minho para baixo.</p>
<p>Nom contesto que haja gente paranoica e exagerada, mas como di vostede, as teorias da conspiraçom tenhem umha parte de razom. A castelhanizaçom do galego no Rexurdimento é explicada bem abondo pola alfabetizaçom em castelhano da gente que começou a escrever em galego no século XIX, sem necessidade de inventar mais mans escuras, mas a consagraçom desta dependência cultural no século XXI nom é inocente.</p>
<p>O senhor Fraga diz isso em Portugal onde a demagógia era inofensiva, mas coidou-se bem de dizi-lo na Galiza, e sobretodo de atuar conseqüentemente. Veja as suas declaraçons no mesmo vídeo que refiro acima. Parafraseando, el cita umhas palavras: &#8220;Os galegos e portugueses somos povos irmáns, e como irmáns nom podemos casar&#8221;. Acrescenta, crípticamente, que &#8220;é umha boa frase para entender moitas cousas&#8221;.</p>
<p>Achego-lhe outra anedota galeguíssima, só indirectamente relacionada. Em Santiago de Chile, falando do golpe de Pinochet: &#8220;Para pescar rodabalho hai que molhar o caralho&#8221;.</p>
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		<title>Por: Estevo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-35814</link>
		<dc:creator>Estevo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 May 2008 03:29:18 +0000</pubDate>
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		<description>Como galego de Minho para acima,

&quot;Case me poño de xeonllos, acougoume as dúbidas, anque non todas. Deu un laño tan grande no meu latricar que quedei avergonzada. Unha chafalleira, cavilou vostede cando me leu.&quot;

- &quot;cuase&quot; e &quot;cuando&quot; (quase, quando) tamém se escoitam em algumhas zonas da Galiza (v.gr. Valdeorras),
- &quot;xoellos&quot; (joelhos) tamém é galego válido,
- &quot;anque&quot; é castelhanismo (aunque),
- &quot;laño&quot; é umha palavra que desconhecia; é tam estranha para portugueses como para moitos galegos.


&quot;Desculpem-me, mas o argumento do “usa-se” não me convence. Para mim, essa construção de frase é feia e errada, não tem que ver com a nossa matriz, cheira a uma contaminação qualquer que ainda não consegui identificar,,,&quot;

As construçons que vostede denuncia e que Fernando defende compartem a particularidade de serem as próprias do castelhano. Na fala coloquial da Galiza essas formas som usadas principalmente por gente nova e por locutores de televissom e rádio. Aos meus ouvidos sonam como castelhanismos.

O meu teste para isso é bem pouco científico: apenas tento imaginar a minha avoa dizendo essas cousas. Nom pretendo, portanto, apresentar isto como argumento sério; apenas como pequena curiosidade.

Tamém é certo que o galego perdeu moitos registos cultos nos séculos escuros, e portanto é possível que essa seja umha construçom genuinamente galega que foi perdida, ou umha genuinamente portuguesa que em Galiza nom se chegou a desenvolver.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como galego de Minho para acima,</p>
<p>&#8220;Case me poño de xeonllos, acougoume as dúbidas, anque non todas. Deu un laño tan grande no meu latricar que quedei avergonzada. Unha chafalleira, cavilou vostede cando me leu.&#8221;</p>
<p>- &#8220;cuase&#8221; e &#8220;cuando&#8221; (quase, quando) tamém se escoitam em algumhas zonas da Galiza (v.gr. Valdeorras),<br />
- &#8220;xoellos&#8221; (joelhos) tamém é galego válido,<br />
- &#8220;anque&#8221; é castelhanismo (aunque),<br />
- &#8220;laño&#8221; é umha palavra que desconhecia; é tam estranha para portugueses como para moitos galegos.</p>
<p>&#8220;Desculpem-me, mas o argumento do “usa-se” não me convence. Para mim, essa construção de frase é feia e errada, não tem que ver com a nossa matriz, cheira a uma contaminação qualquer que ainda não consegui identificar,,,&#8221;</p>
<p>As construçons que vostede denuncia e que Fernando defende compartem a particularidade de serem as próprias do castelhano. Na fala coloquial da Galiza essas formas som usadas principalmente por gente nova e por locutores de televissom e rádio. Aos meus ouvidos sonam como castelhanismos.</p>
<p>O meu teste para isso é bem pouco científico: apenas tento imaginar a minha avoa dizendo essas cousas. Nom pretendo, portanto, apresentar isto como argumento sério; apenas como pequena curiosidade.</p>
<p>Tamém é certo que o galego perdeu moitos registos cultos nos séculos escuros, e portanto é possível que essa seja umha construçom genuinamente galega que foi perdida, ou umha genuinamente portuguesa que em Galiza nom se chegou a desenvolver.</p>
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	<item>
		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-30016</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 17:28:04 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigado a ambos.


     E retribuo o prazer da boa conversa, que não se encontra muito facilmente nestes &quot;cibercafés&quot;...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado a ambos.</p>
<p>     E retribuo o prazer da boa conversa, que não se encontra muito facilmente nestes &#8220;cibercafés&#8221;&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29629</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 11:41:13 +0000</pubDate>
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		<description>Meu Caro A. Castanho
Você é um homem com quem dá gosto conversar. Já demonstrou claramente que tem grande cultura, além de que continua disposto a aprender. Pelo menos nisto somos iguais. Mas haverá mais coisas. Não o conheço, mas se, de facto, faz um óptimo trabalho com a educação para a Regionalização, merece o meu maior respeito. Porque quem não ama o que conhece não pode amar o que não conhece.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu Caro A. Castanho<br />
Você é um homem com quem dá gosto conversar. Já demonstrou claramente que tem grande cultura, além de que continua disposto a aprender. Pelo menos nisto somos iguais. Mas haverá mais coisas. Não o conheço, mas se, de facto, faz um óptimo trabalho com a educação para a Regionalização, merece o meu maior respeito. Porque quem não ama o que conhece não pode amar o que não conhece.</p>
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	<item>
		<title>Por: fmv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29627</link>
		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 10:59:22 +0000</pubDate>
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		<description>Ok, Castanho. Até ao próximo tema de conversa.

E continue, você e os seus amigos, com a educação para a Regionalização. Fazem um óptimo trabalho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ok, Castanho. Até ao próximo tema de conversa.</p>
<p>E continue, você e os seus amigos, com a educação para a Regionalização. Fazem um óptimo trabalho.</p>
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		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29623</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 10:27:57 +0000</pubDate>
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		<description>De facto, &quot;repare em que&quot; soou-me francamente mal, mas a explicação do F. Venâncio fez-me ver que, afinal, o que já me pareceu um erro crasso, pela prática da Língua, está de facto gramaticalmente correcto! Isto de usar correctamente uma língua, mesmo a materna, afinal pode ser tão exigente como navegar numa tempestade...


        Devo, por isso, um pedido de desculpas ao Fernando. Daí que se confirme também a minha afirmação de que o aprender deverá ser o principal objectivo destas insólitas conversas de café com desconhecidos...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De facto, &#8220;repare em que&#8221; soou-me francamente mal, mas a explicação do F. Venâncio fez-me ver que, afinal, o que já me pareceu um erro crasso, pela prática da Língua, está de facto gramaticalmente correcto! Isto de usar correctamente uma língua, mesmo a materna, afinal pode ser tão exigente como navegar numa tempestade&#8230;</p>
<p>        Devo, por isso, um pedido de desculpas ao Fernando. Daí que se confirme também a minha afirmação de que o aprender deverá ser o principal objectivo destas insólitas conversas de café com desconhecidos&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29613</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 00:10:46 +0000</pubDate>
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		<description>Meus caros A. Castanho e Fernando Venâncio
Eu não dou pelos calcanhares do Fernando, que é um teórico da Língua com muita prática também. Quanto a mim, sou apenas um prático. Mas por isso talvez tenha arranjado uns truques simples para ensinar às crianças... e que têm servido até para gente licenciada, mestrada e doutorada. Por exemplo, depois de em vão explicar a diferença gramatical entre &quot;há&quot; e &quot;à&quot; a um amigo com um diploma desses, acabei por usar o exemplo em princípio dstinado às crianças. Levou para aí meia hora ao telefone, e ele ainda hoje erra...
Não será para si, claro, mas no caso do &quot;reparar&quot; talvez sirva. Tal como para &quot;ter a certeza&quot;, &quot;duvidar&quot; e outros que tais. Constrói-se uma frase em que apareça a seguir ao verbo um pronome demonstrativo, por exemplo &quot;isso&quot;. Dirá &quot;eu reparei nisso&quot;, não é? Portanto, lá está, contraído, o tal &quot;em&quot; que o incomodou na frase do Fernando.
A respeito do verbo &quot;haver&quot; e da contracção da preposição com o artigo, basta pôr no plural (repito que a explicação não é para si, mas pode ser útil para ensinar algum amigo) o que vem a seguir. Exemplos: &quot;Eu vou à cidade&quot;, se for plural a seguir, o &quot;à&quot; passa a plural também. &quot;Foi há muito tempo&quot;, &quot;Foi há tempos&quot;, não varia, é com &quot;h&quot;. Mas isto é só para quem estudou tanto que não teve tempo de aprender, como diz minha mulher.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meus caros A. Castanho e Fernando Venâncio<br />
Eu não dou pelos calcanhares do Fernando, que é um teórico da Língua com muita prática também. Quanto a mim, sou apenas um prático. Mas por isso talvez tenha arranjado uns truques simples para ensinar às crianças&#8230; e que têm servido até para gente licenciada, mestrada e doutorada. Por exemplo, depois de em vão explicar a diferença gramatical entre &#8220;há&#8221; e &#8220;à&#8221; a um amigo com um diploma desses, acabei por usar o exemplo em princípio dstinado às crianças. Levou para aí meia hora ao telefone, e ele ainda hoje erra&#8230;<br />
Não será para si, claro, mas no caso do &#8220;reparar&#8221; talvez sirva. Tal como para &#8220;ter a certeza&#8221;, &#8220;duvidar&#8221; e outros que tais. Constrói-se uma frase em que apareça a seguir ao verbo um pronome demonstrativo, por exemplo &#8220;isso&#8221;. Dirá &#8220;eu reparei nisso&#8221;, não é? Portanto, lá está, contraído, o tal &#8220;em&#8221; que o incomodou na frase do Fernando.<br />
A respeito do verbo &#8220;haver&#8221; e da contracção da preposição com o artigo, basta pôr no plural (repito que a explicação não é para si, mas pode ser útil para ensinar algum amigo) o que vem a seguir. Exemplos: &#8220;Eu vou à cidade&#8221;, se for plural a seguir, o &#8220;à&#8221; passa a plural também. &#8220;Foi há muito tempo&#8221;, &#8220;Foi há tempos&#8221;, não varia, é com &#8220;h&#8221;. Mas isto é só para quem estudou tanto que não teve tempo de aprender, como diz minha mulher.</p>
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	<item>
		<title>Por: fmv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29577</link>
		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 18:05:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29577</guid>
		<description>Castanho,
Desista de mim. Desista já depressa de mim, antes que lhe dê alguma coisa mazinha.

Para outros que aqui vêm, lembrarei:

«Reparar alguma coisa» é consertá-la. «Reparar &lt;b&gt;em&lt;/b&gt; alguma coisa» é dar-se conta dela. Assim posso dizer, &lt;b&gt;«Reparei o rádio»&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;«Não reparei &lt;em&gt;no&lt;/em&gt; passeio»&lt;/b&gt;.

A preposição é, com toda a naturalidade, comunicada à conjunção integrante: &lt;b&gt;«Reparei &lt;em&gt;em&lt;/em&gt; que estava a ser enganado»&lt;/b&gt;. Mas, como em bastantes outros casos, simplificamos, eliminando a preposição, e dizemos: &lt;b&gt;«Reparei que estava a ser enganado»&lt;/b&gt;. Assim também, 

em vez de &lt;b&gt;«Confio &lt;em&gt;em&lt;/em&gt; que saberás distinguir»&lt;/b&gt;, 
um número crescente de pessoas diz &lt;b&gt;«Confio que saberás distinguir»&lt;/b&gt;, 

em vez de &lt;b&gt;«Duvido &lt;em&gt;de&lt;/em&gt; que ela saiba»&lt;/b&gt;, 
um número crescente de pessoas diz &lt;b&gt;«Duvido que ela saiba»&lt;/b&gt;. 

Esta eliminação é cada vez mais aceite. Pessoas apressadas ou superficiais (como é A. Castanho) pensam que já é de preceito. Talvez um dia o venha a ser. 

A. «Ticháu» Castanho é já um habitante do futuro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Castanho,<br />
Desista de mim. Desista já depressa de mim, antes que lhe dê alguma coisa mazinha.</p>
<p>Para outros que aqui vêm, lembrarei:</p>
<p>«Reparar alguma coisa» é consertá-la. «Reparar <b>em</b> alguma coisa» é dar-se conta dela. Assim posso dizer, <b>«Reparei o rádio»</b>, <b>«Não reparei <em>no</em> passeio»</b>.</p>
<p>A preposição é, com toda a naturalidade, comunicada à conjunção integrante: <b>«Reparei <em>em</em> que estava a ser enganado»</b>. Mas, como em bastantes outros casos, simplificamos, eliminando a preposição, e dizemos: <b>«Reparei que estava a ser enganado»</b>. Assim também, </p>
<p>em vez de <b>«Confio <em>em</em> que saberás distinguir»</b>,<br />
um número crescente de pessoas diz <b>«Confio que saberás distinguir»</b>, </p>
<p>em vez de <b>«Duvido <em>de</em> que ela saiba»</b>,<br />
um número crescente de pessoas diz <b>«Duvido que ela saiba»</b>. </p>
<p>Esta eliminação é cada vez mais aceite. Pessoas apressadas ou superficiais (como é A. Castanho) pensam que já é de preceito. Talvez um dia o venha a ser. </p>
<p>A. «Ticháu» Castanho é já um habitante do futuro.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29572</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 17:02:28 +0000</pubDate>
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		<description>«P.S. Repare em que a minha abordagem da questão é, como dizer, simpática. Outros seriam tentados a ver na sua proposta - tipo «Presumo que ela seja rica» - uma deriva analógica por contaminação com casos como «esperar». Ou como uma hipercorrecção, coisa de snobs ou inseguros, ou de snobs inseguros. 

Mas não precisa de agradecer. Isto já é de natureza.»


          REPARE EM QUE, reparou? Está tudo dito...


         Caro Venâncio, lamento desgostá-lo, mas você não consegue escrever um único texto sem dar um erro de Português (você dirá &quot;fazer respirar o idioma&quot;...)!

          Por isso não me interessa continuar a conversar consigo. Dispenso os seus conselhos, paternalistas, de sabedoria de banha-da-cobra, contorno as suas gratuitas e vis insinuações sobre o meu carácter, desdenho da sua imodéstia balofa. Você, de facto, parece-me uma pessoa bastante lamentável.


           Ticháu...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«P.S. Repare em que a minha abordagem da questão é, como dizer, simpática. Outros seriam tentados a ver na sua proposta &#8211; tipo «Presumo que ela seja rica» &#8211; uma deriva analógica por contaminação com casos como «esperar». Ou como uma hipercorrecção, coisa de snobs ou inseguros, ou de snobs inseguros. </p>
<p>Mas não precisa de agradecer. Isto já é de natureza.»</p>
<p>          REPARE EM QUE, reparou? Está tudo dito&#8230;</p>
<p>         Caro Venâncio, lamento desgostá-lo, mas você não consegue escrever um único texto sem dar um erro de Português (você dirá &#8220;fazer respirar o idioma&#8221;&#8230;)!</p>
<p>          Por isso não me interessa continuar a conversar consigo. Dispenso os seus conselhos, paternalistas, de sabedoria de banha-da-cobra, contorno as suas gratuitas e vis insinuações sobre o meu carácter, desdenho da sua imodéstia balofa. Você, de facto, parece-me uma pessoa bastante lamentável.</p>
<p>           Ticháu&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29553</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 01:45:54 +0000</pubDate>
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		<description>Marina, permita-me que seja eu a responder, sim?
Molho (pronunciado &quot;môlho&quot;) respeita à culinária. A castelhana &quot;salsa&quot;, claro. Já vi traduções do Castelhano para Português que tomam essa &quot;salsa &quot; pela nossa, que obviamente só é salsa quando for &quot;peregil&quot; no lado de lá da fronteira...
Quanto ao outro molho (dito &quot;mólho&quot;), se for pesado custa a levar às costas. A não ser que seja um simples &quot;manojo&quot;. De peregil, por exemplo.
Minha amiga, &quot;haverão dias&quot; está errado. O verbo &quot;haver&quot;, no sentido de &quot;existir&quot;, só se conjuga na terceira pessoa do singular.
Outro pormenor: &quot;à séria&quot; é erro. Deve dizer-se é &quot;a sério&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Marina, permita-me que seja eu a responder, sim?<br />
Molho (pronunciado &#8220;môlho&#8221;) respeita à culinária. A castelhana &#8220;salsa&#8221;, claro. Já vi traduções do Castelhano para Português que tomam essa &#8220;salsa &#8221; pela nossa, que obviamente só é salsa quando for &#8220;peregil&#8221; no lado de lá da fronteira&#8230;<br />
Quanto ao outro molho (dito &#8220;mólho&#8221;), se for pesado custa a levar às costas. A não ser que seja um simples &#8220;manojo&#8221;. De peregil, por exemplo.<br />
Minha amiga, &#8220;haverão dias&#8221; está errado. O verbo &#8220;haver&#8221;, no sentido de &#8220;existir&#8221;, só se conjuga na terceira pessoa do singular.<br />
Outro pormenor: &#8220;à séria&#8221; é erro. Deve dizer-se é &#8220;a sério&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: marina</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29544</link>
		<dc:creator>marina</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 00:46:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29544</guid>
		<description>E outra : Haverão días , ou haverá días? Haverão días suena fatal , mas penso que é o correcto , apesar de o haverá ser o mais frequentemente escrito. É um erro à séria , ou também se pode dizer?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E outra : Haverão días , ou haverá días? Haverão días suena fatal , mas penso que é o correcto , apesar de o haverá ser o mais frequentemente escrito. É um erro à séria , ou também se pode dizer?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: marina</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29543</link>
		<dc:creator>marina</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 00:33:33 +0000</pubDate>
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		<description>Ora , cheguei ao local adecuado para me esclarecerem uma dúvida , se é que não se importam : porque é que o &quot;molho bechamél&quot; se lê diferente de um &quot;molho de agriões&quot;?

Ps) é verdade aquilo do verbo &quot;despejar&quot; em espanhol. Logo após escrever o comentário , lembrei-me &quot; cuando el cielo se despeje&quot; (cosa rara en mi tierra , de hecho)e outras formas de conjugação desse verbo. Às vezes já confundo as duas línguas , de tão parecidas. Deixo de saber o que é correcto em qual. Já dei por mim a escrever &quot;conflicto&quot; e coisas parecidas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ora , cheguei ao local adecuado para me esclarecerem uma dúvida , se é que não se importam : porque é que o &#8220;molho bechamél&#8221; se lê diferente de um &#8220;molho de agriões&#8221;?</p>
<p>Ps) é verdade aquilo do verbo &#8220;despejar&#8221; em espanhol. Logo após escrever o comentário , lembrei-me &#8221; cuando el cielo se despeje&#8221; (cosa rara en mi tierra , de hecho)e outras formas de conjugação desse verbo. Às vezes já confundo as duas línguas , de tão parecidas. Deixo de saber o que é correcto em qual. Já dei por mim a escrever &#8220;conflicto&#8221; e coisas parecidas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: fmv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29455</link>
		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 20:24:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29455</guid>
		<description>Ah, Castanho.

Você tem uma concepção do idioma como conjunto de &lt;b&gt;imposições&lt;/b&gt;. Para mim, ele é um conjunto de &lt;b&gt;possibilidades&lt;/b&gt;. E acredite que eu não sou nada permissivo... O erro existe, e eu detesto-o tanto como você. 

Fiquemos no caso do conjuntivo, quer você acha obrigatório em frase dependente de «presumir». Não é.

&lt;b&gt;«Presumo que ela &lt;em&gt;é&lt;/em&gt; rica»&lt;/b&gt; é português perfeito.

&lt;b&gt;«Presumo que ela &lt;em&gt;seja&lt;/em&gt; rica»&lt;/b&gt; é português aceitável, mas desnecessariamente complexo. Trata-se duma redundância, o que nunca - em si - constitui erro, mas que coloca a frase nas margens da gramaticalidade. 

A redundância está em que «presumir» já contém, semanticamente, uma inflexão no sentido da «sugestão», da «suposição». Utilizar, em seguida, o modo verbal que exprime essa inflexão duplica o investimento semântico. O mesmo se dá em «Acredito que ela &lt;em&gt;seja&lt;/em&gt; rica», «Concluo que ela &lt;em&gt;seja&lt;/em&gt; rica». E você conhecerá quem (talvez você próprio) diga &lt;b&gt;«Acho que &lt;em&gt;seja&lt;/em&gt; melhor»&lt;/b&gt; - expressivo, mas nos rebordos do admissível.

Existe, até, uma variante desta redundância, com utilização do futuro de dúvida. Género «Acredito que ela &lt;em&gt;seja&lt;/em&gt; rica» - que, julgo, admitirá igualmente. Está a ver como isto funciona? 

Só em casos muito particulares o conjuntivo é a única saída, com o de «esperar». Assim, teremos de dizer sempre &lt;b&gt;«Espero que ela &lt;em&gt;seja&lt;/em&gt; rica»&lt;/b&gt;.

Um conselho: tente libertar-se dessa obsessão do idioma como espaço limitativo, claustrofóbico. Seja vigilante. Isso é bom. Mas deixe o idioma respirar.

P.S. Repare em que a minha abordagem da questão é, como dizer, simpática. Outros seriam tentados a ver na sua proposta - tipo «Presumo que ela &lt;em&gt;seja&lt;/em&gt; rica» - uma deriva analógica por contaminação com casos como «esperar». Ou como uma hipercorrecção, coisa de snobs ou inseguros, ou de snobs inseguros. 

Mas não precisa de agradecer. Isto já é de natureza.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, Castanho.</p>
<p>Você tem uma concepção do idioma como conjunto de <b>imposições</b>. Para mim, ele é um conjunto de <b>possibilidades</b>. E acredite que eu não sou nada permissivo&#8230; O erro existe, e eu detesto-o tanto como você. </p>
<p>Fiquemos no caso do conjuntivo, quer você acha obrigatório em frase dependente de «presumir». Não é.</p>
<p><b>«Presumo que ela <em>é</em> rica»</b> é português perfeito.</p>
<p><b>«Presumo que ela <em>seja</em> rica»</b> é português aceitável, mas desnecessariamente complexo. Trata-se duma redundância, o que nunca &#8211; em si &#8211; constitui erro, mas que coloca a frase nas margens da gramaticalidade. </p>
<p>A redundância está em que «presumir» já contém, semanticamente, uma inflexão no sentido da «sugestão», da «suposição». Utilizar, em seguida, o modo verbal que exprime essa inflexão duplica o investimento semântico. O mesmo se dá em «Acredito que ela <em>seja</em> rica», «Concluo que ela <em>seja</em> rica». E você conhecerá quem (talvez você próprio) diga <b>«Acho que <em>seja</em> melhor»</b> &#8211; expressivo, mas nos rebordos do admissível.</p>
<p>Existe, até, uma variante desta redundância, com utilização do futuro de dúvida. Género «Acredito que ela <em>seja</em> rica» &#8211; que, julgo, admitirá igualmente. Está a ver como isto funciona? </p>
<p>Só em casos muito particulares o conjuntivo é a única saída, com o de «esperar». Assim, teremos de dizer sempre <b>«Espero que ela <em>seja</em> rica»</b>.</p>
<p>Um conselho: tente libertar-se dessa obsessão do idioma como espaço limitativo, claustrofóbico. Seja vigilante. Isso é bom. Mas deixe o idioma respirar.</p>
<p>P.S. Repare em que a minha abordagem da questão é, como dizer, simpática. Outros seriam tentados a ver na sua proposta &#8211; tipo «Presumo que ela <em>seja</em> rica» &#8211; uma deriva analógica por contaminação com casos como «esperar». Ou como uma hipercorrecção, coisa de snobs ou inseguros, ou de snobs inseguros. </p>
<p>Mas não precisa de agradecer. Isto já é de natureza.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29453</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 19:40:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29453</guid>
		<description>«Presumo que o A. Castanho não sabe nada do meu trabalho nalguma imprensa nossa (nem precisa de saber) acerca exactamente destas questões. Mas agora saberá que elas me preocupam também a mim. 

Não lhe vou expor o meu currículo. Já sabe que sou formado em linguística. Mas poderia ser-lhe esclarecedor, além de eventualmente agradável, ler alguma das coisinhas que, em ensaio e ficção, lancei por aí. 

Pois bem: para cada erro no nosso idioma que conseguir apontar-me (gralhas excluídas, desculpe), fica aqui a promessa dum rebuçado e, mais, de alguma forma de enxovalho público que você terá a gentileza de impor-me e que deixo à sua inteira discrição.»




        Caro Fernando Venâncio,


muito obrigado, mas não quero rebuçados, fazem-me cáries. Nem, muito menos, pretendo inflingir-lhe enxovalhos públicos, sob qualquer forma. Não entro nestas discussões para competir, ou ensinar seja o que for, apenas para aprender. Sempre. E aprendo muito consigo.


         Se o incomoda o facto de lhe apontar defeitos de Português, prometo ficar-me por estes dois últimos, apenas por ilustrarem mais dois fenómenos que me esqueci de mencionar no relambório anterior:


           «Presumo que o A. Castanho não sabe nada do meu trabalho nalguma imprensa nossa (...)»


          No &quot;meu tempo&quot; esta frase seria considerada gramaticalmente incorrecta por não usar o verbo no modo conjuntivo, ou seja, &quot;Presumo que o A. Castanho não SAIBA (...)&quot;. Outro desvio assustador e cada vez mais frequente: pressinto que o conjuntivo VÁ mesmo desaparecer, a breve trecho, da nossa língua mediática (e, quiçá, até escolar...)!


           «Pois bem: para cada erro no nosso idioma que conseguir apontar-me (gralhas excluídas, desculpe), fica aqui a promessa dum rebuçado e, mais, de alguma forma de enxovalho público que você terá a gentileza de impor-me (...)»


           Fechamos como abrimos. Mais uma vez eu diria (seguindo inocentemente aquilo que me ensinaram) &quot;(...) que você terá a gentileza de me impor&quot;.


             E prontos, espero que não considere ter-lhe apontado gralhas. Quanto ao parágrafo do meio, publicidade à parte, pois vou tentar encontrar vestígios da sua obra e seguir-lhe a pista, pois, como facilmente terá depreendido, temos interesses comuns e, consequentemente, sou um potencial leitor seu...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Presumo que o A. Castanho não sabe nada do meu trabalho nalguma imprensa nossa (nem precisa de saber) acerca exactamente destas questões. Mas agora saberá que elas me preocupam também a mim. </p>
<p>Não lhe vou expor o meu currículo. Já sabe que sou formado em linguística. Mas poderia ser-lhe esclarecedor, além de eventualmente agradável, ler alguma das coisinhas que, em ensaio e ficção, lancei por aí. </p>
<p>Pois bem: para cada erro no nosso idioma que conseguir apontar-me (gralhas excluídas, desculpe), fica aqui a promessa dum rebuçado e, mais, de alguma forma de enxovalho público que você terá a gentileza de impor-me e que deixo à sua inteira discrição.»</p>
<p>        Caro Fernando Venâncio,</p>
<p>muito obrigado, mas não quero rebuçados, fazem-me cáries. Nem, muito menos, pretendo inflingir-lhe enxovalhos públicos, sob qualquer forma. Não entro nestas discussões para competir, ou ensinar seja o que for, apenas para aprender. Sempre. E aprendo muito consigo.</p>
<p>         Se o incomoda o facto de lhe apontar defeitos de Português, prometo ficar-me por estes dois últimos, apenas por ilustrarem mais dois fenómenos que me esqueci de mencionar no relambório anterior:</p>
<p>           «Presumo que o A. Castanho não sabe nada do meu trabalho nalguma imprensa nossa (&#8230;)»</p>
<p>          No &#8220;meu tempo&#8221; esta frase seria considerada gramaticalmente incorrecta por não usar o verbo no modo conjuntivo, ou seja, &#8220;Presumo que o A. Castanho não SAIBA (&#8230;)&#8221;. Outro desvio assustador e cada vez mais frequente: pressinto que o conjuntivo VÁ mesmo desaparecer, a breve trecho, da nossa língua mediática (e, quiçá, até escolar&#8230;)!</p>
<p>           «Pois bem: para cada erro no nosso idioma que conseguir apontar-me (gralhas excluídas, desculpe), fica aqui a promessa dum rebuçado e, mais, de alguma forma de enxovalho público que você terá a gentileza de impor-me (&#8230;)»</p>
<p>           Fechamos como abrimos. Mais uma vez eu diria (seguindo inocentemente aquilo que me ensinaram) &#8220;(&#8230;) que você terá a gentileza de me impor&#8221;.</p>
<p>             E prontos, espero que não considere ter-lhe apontado gralhas. Quanto ao parágrafo do meio, publicidade à parte, pois vou tentar encontrar vestígios da sua obra e seguir-lhe a pista, pois, como facilmente terá depreendido, temos interesses comuns e, consequentemente, sou um potencial leitor seu&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29443</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 16:46:50 +0000</pubDate>
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		<description>hum</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>hum</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: fmv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29418</link>
		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 14:31:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29418</guid>
		<description>Teresa,

Tentar convencer alguém de que o seu idioma é mais vasto, mais elástico, mais rico, do que essoutro julga, eis uma tarefa frustrante. 

Eu sou pelas normas, sou pelos preceitos, ganhei até fama de «polícia da língua». Garanto-lhe que, nessa pouco invejável fama, vai ser-lhe difícil (ou, claro: vai-lhe ser difícil...) competir comigo. Mas, aonde o meu idioma permita ir, eu vou.

Fique bem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Teresa,</p>
<p>Tentar convencer alguém de que o seu idioma é mais vasto, mais elástico, mais rico, do que essoutro julga, eis uma tarefa frustrante. </p>
<p>Eu sou pelas normas, sou pelos preceitos, ganhei até fama de «polícia da língua». Garanto-lhe que, nessa pouco invejável fama, vai ser-lhe difícil (ou, claro: vai-lhe ser difícil&#8230;) competir comigo. Mas, aonde o meu idioma permita ir, eu vou.</p>
<p>Fique bem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Teresa</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29414</link>
		<dc:creator>Teresa</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 14:15:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29414</guid>
		<description>Tem razão. Tenho um raio dum teclado &quot;estrangeiro&quot; que me obriga a manobras enviesadas para escrever os acentos e as cedilhas, e por vezes os dedos tropeçam nas teclas erradas. 
Não sou professora, mas tive uma espantosa professora de Português do 1.0 ao 7.0 ano do Liceu que me deixou o gosto pelas coisas da Língua e...algumas convicções. 
Como não me apetece continuar esta troca de convicções com o FMV, termino aqui a minha intervenção, não sem lhe dizer, a si, que também a mim muitos fenómenos linguísticos me soam a novo (e calamitoso para a própria genuinidade da Língua), ao FMV que é minha convicção caber aos gramáticos fixar as normas. São os linguistas que constatam usos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tem razão. Tenho um raio dum teclado &#8220;estrangeiro&#8221; que me obriga a manobras enviesadas para escrever os acentos e as cedilhas, e por vezes os dedos tropeçam nas teclas erradas.<br />
Não sou professora, mas tive uma espantosa professora de Português do 1.0 ao 7.0 ano do Liceu que me deixou o gosto pelas coisas da Língua e&#8230;algumas convicções.<br />
Como não me apetece continuar esta troca de convicções com o FMV, termino aqui a minha intervenção, não sem lhe dizer, a si, que também a mim muitos fenómenos linguísticos me soam a novo (e calamitoso para a própria genuinidade da Língua), ao FMV que é minha convicção caber aos gramáticos fixar as normas. São os linguistas que constatam usos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: fmv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29407</link>
		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 13:35:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29407</guid>
		<description>Caro Castanho,

Não me diga que este procedimento é para manter: Ai não te convenço com uma (a agramaticalidade de, por exemplo, &lt;em&gt;Nunca consegui convencê-&lt;b&gt;lo&lt;/b&gt; a deixar as drogas&lt;/em&gt;)? Pois apanhas com outras!

Presumo que o A. Castanho não sabe nada do meu trabalho nalguma imprensa nossa (nem precisa de saber) acerca exactamente destas questões. Mas agora saberá que elas me preocupam também a mim. 

Não lhe vou expor o meu currículo. Já sabe que sou formado em linguística. Mas poderia ser-lhe esclarecedor, além de eventualmente agradável, ler alguma das coisinhas que, em ensaio e ficção, lancei por aí. 

Pois bem: para cada erro no nosso idioma que conseguir apontar-me (gralhas excluídas, desculpe), fica aqui a promessa dum rebuçado e, mais, de alguma forma de enxovalho público que você terá a gentileza de impor-me e que deixo à sua inteira discrição.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Castanho,</p>
<p>Não me diga que este procedimento é para manter: Ai não te convenço com uma (a agramaticalidade de, por exemplo, <em>Nunca consegui convencê-<b>lo</b> a deixar as drogas</em>)? Pois apanhas com outras!</p>
<p>Presumo que o A. Castanho não sabe nada do meu trabalho nalguma imprensa nossa (nem precisa de saber) acerca exactamente destas questões. Mas agora saberá que elas me preocupam também a mim. </p>
<p>Não lhe vou expor o meu currículo. Já sabe que sou formado em linguística. Mas poderia ser-lhe esclarecedor, além de eventualmente agradável, ler alguma das coisinhas que, em ensaio e ficção, lancei por aí. </p>
<p>Pois bem: para cada erro no nosso idioma que conseguir apontar-me (gralhas excluídas, desculpe), fica aqui a promessa dum rebuçado e, mais, de alguma forma de enxovalho público que você terá a gentileza de impor-me e que deixo à sua inteira discrição.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29404</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 11:52:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/carta-a-marina-por-causa-do-galego-4/#comment-29404</guid>
		<description>Caríssima (Prof.ª?) Teresa,


 não se preocupe com o Alzheimer, ouvi dizer que não bate facilmente à porta de quem tem as meninges bem oleadas.


     Tenha cuidado é com o seu teclado, olhe que &quot; (...) ainda não me bateu á porta&quot; é uma vingançazinha muito maldosa da sua parte (isto é, da parte dele, teclado)...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssima (Prof.ª?) Teresa,</p>
<p> não se preocupe com o Alzheimer, ouvi dizer que não bate facilmente à porta de quem tem as meninges bem oleadas.</p>
<p>     Tenha cuidado é com o seu teclado, olhe que &#8221; (&#8230;) ainda não me bateu á porta&#8221; é uma vingançazinha muito maldosa da sua parte (isto é, da parte dele, teclado)&#8230;</p>
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	</item>
</channel>
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