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	<title>Comentários em: Carta a Marina por causa do galego &#8211; 1</title>
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		<title>Por: Cousas da Língua &#171; Cambapé Blogue Galiza</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-65252</link>
		<dc:creator>Cousas da Língua &#171; Cambapé Blogue Galiza</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 06:00:54 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Carta a Marina por causa do galego [...]</description>
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		<title>Por: Estevo</title>
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		<dc:creator>Estevo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 17:48:26 +0000</pubDate>
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		<description>Alguns apontamentos tangenciais:

Nom sei se &quot;espeja&quot; existe em castelhano, mas difícilmente será visto num jornal. Mais provávelmente, verá &quot;refleja&quot;. O mesmo para &quot;con base en&quot;; antes lerá &quot;en base a&quot;.

Infelizmente, em Corunha poucos miúdos querem já um &quot;coelhinho&quot;. Os mais dos rapaces das cidades galegas dizem &quot;conejito&quot; ou, mais provavelmente, &quot;playstation&quot;. O galego aínda é a lingua maioritária no pais, mas o uso é baixo nas cidades, especialmente entre os novos. A excepçom é quiçá a capital Santiago, onde a língua está a ser recuperada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns apontamentos tangenciais:</p>
<p>Nom sei se &#8220;espeja&#8221; existe em castelhano, mas difícilmente será visto num jornal. Mais provávelmente, verá &#8220;refleja&#8221;. O mesmo para &#8220;con base en&#8221;; antes lerá &#8220;en base a&#8221;.</p>
<p>Infelizmente, em Corunha poucos miúdos querem já um &#8220;coelhinho&#8221;. Os mais dos rapaces das cidades galegas dizem &#8220;conejito&#8221; ou, mais provavelmente, &#8220;playstation&#8221;. O galego aínda é a lingua maioritária no pais, mas o uso é baixo nas cidades, especialmente entre os novos. A excepçom é quiçá a capital Santiago, onde a língua está a ser recuperada.</p>
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		<title>Por: fmv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-29412</link>
		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 14:04:00 +0000</pubDate>
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		<description>Ai, Efe, se soubesse o quanto «teased» um gajo já é aqui!

Mas mande sempre. Abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ai, Efe, se soubesse o quanto «teased» um gajo já é aqui!</p>
<p>Mas mande sempre. Abraço.</p>
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		<title>Por: efe</title>
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		<dc:creator>efe</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 13:52:55 +0000</pubDate>
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		<description>ao fmv
&quot;Ah, Efe. Você é um bom fotógrafo, mas um péssimo leitor. A citação completa é:&quot;

Eu li tudo (e tb concordo). Não citei todo o parágrafo, propositadamente. O uso dos teasers não cabe apenas ao mundo da imagem.

;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ao fmv<br />
&#8220;Ah, Efe. Você é um bom fotógrafo, mas um péssimo leitor. A citação completa é:&#8221;</p>
<p>Eu li tudo (e tb concordo). Não citei todo o parágrafo, propositadamente. O uso dos teasers não cabe apenas ao mundo da imagem.</p>
<p>;)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: fmv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28794</link>
		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2008 12:42:47 +0000</pubDate>
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		<description>Z,

Eu engano-me sempre em ti. Tu escapas-te, por esse vasto mundo. 

Tem calma. Volta bem. E abusa, daqui, o que te apetecer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Z,</p>
<p>Eu engano-me sempre em ti. Tu escapas-te, por esse vasto mundo. </p>
<p>Tem calma. Volta bem. E abusa, daqui, o que te apetecer.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28787</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2008 12:23:15 +0000</pubDate>
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		<description>obrigado amigos. Eu estou com umas horas a menos do que aí na Europa, Fernando, ou és despistado ou andas a assobiar para o lado a querer sacar uma georeferenciação mais exacta aqui de moi. Mas o Daniel já tem a palavra-chave.

eu não resisto a perguntar a quem sabe, mas as respostas são facultativas, sempre

e prometo tentar não abusar</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>obrigado amigos. Eu estou com umas horas a menos do que aí na Europa, Fernando, ou és despistado ou andas a assobiar para o lado a querer sacar uma georeferenciação mais exacta aqui de moi. Mas o Daniel já tem a palavra-chave.</p>
<p>eu não resisto a perguntar a quem sabe, mas as respostas são facultativas, sempre</p>
<p>e prometo tentar não abusar</p>
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	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28775</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2008 02:38:35 +0000</pubDate>
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		<description>Fernando, costumo consultar é o segundo &quot;este&quot;. Que também não é grande coisa. Mas, pelo preço que no-lo dão, não há razão de queixa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando, costumo consultar é o segundo &#8220;este&#8221;. Que também não é grande coisa. Mas, pelo preço que no-lo dão, não há razão de queixa.</p>
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	<item>
		<title>Por: fmv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28774</link>
		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2008 02:17:20 +0000</pubDate>
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		<description>Z,

Os galegos dizem, tal como nós, «investimento», «investir». 

Compreendo, meu malandreco, que gozes - e logo tu - com a coisa castelhana. E sim: também «inversión» tem uma acepção sexual, como consta do Diccionario de la Academia Española (RAE), que podes consultar &lt;a href=&quot;http://tradu.scig.uniovi.es/busca.html&quot;target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.‏

*

Estás a ver? A esta hora da noite, estão duas pessoas a trabalhar para ti. O Daniel, com uma hora menos que tu no relógio. Eu, com uma a mais.

*

Daniel,

Conheço na rede &lt;a href=&quot;http://www.edu.xunta.es/diccionarios/index.html&quot;target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;este&lt;/a&gt;‏ dicionário de galego, útil mas fracote. 

O melhor é, ainda na rede, &lt;a href=&quot;http://www.agal-gz.org/estraviz/&quot;target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;este&lt;/a&gt;, o de Isaac Estraviz. É ortografado na «Norma Agal» do galego, mas podes procurar também pela ortografia autonómica, e até em padrão português.

 


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Z,</p>
<p>Os galegos dizem, tal como nós, «investimento», «investir». </p>
<p>Compreendo, meu malandreco, que gozes &#8211; e logo tu &#8211; com a coisa castelhana. E sim: também «inversión» tem uma acepção sexual, como consta do Diccionario de la Academia Española (RAE), que podes consultar <a href="http://tradu.scig.uniovi.es/busca.html"target="_blank" rel="nofollow">aqui</a>.‏</p>
<p>*</p>
<p>Estás a ver? A esta hora da noite, estão duas pessoas a trabalhar para ti. O Daniel, com uma hora menos que tu no relógio. Eu, com uma a mais.</p>
<p>*</p>
<p>Daniel,</p>
<p>Conheço na rede <a href="http://www.edu.xunta.es/diccionarios/index.html"target="_blank" rel="nofollow">este</a>‏ dicionário de galego, útil mas fracote. </p>
<p>O melhor é, ainda na rede, <a href="http://www.agal-gz.org/estraviz/"target="_blank" rel="nofollow">este</a>, o de Isaac Estraviz. É ortografado na «Norma Agal» do galego, mas podes procurar também pela ortografia autonómica, e até em padrão português.</p>
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	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28773</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2008 02:07:49 +0000</pubDate>
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		<description>Z
É como em Português. (Não penses que eu sei Galego. Há é um dicionário na rede que podes consultar.)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Z<br />
É como em Português. (Não penses que eu sei Galego. Há é um dicionário na rede que podes consultar.)</p>
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	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28766</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2008 00:59:30 +0000</pubDate>
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		<description>em castelhano &#039;investimento&#039; diz-se &#039;inversion&#039;, o que sempre me fez abrir um sorriso. E como é em galego?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>em castelhano &#8216;investimento&#8217; diz-se &#8216;inversion&#8217;, o que sempre me fez abrir um sorriso. E como é em galego?</p>
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	<item>
		<title>Por: AGIL</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28716</link>
		<dc:creator>AGIL</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 14:20:14 +0000</pubDate>
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		<description>Por sinal: Se no conto ou, antes, relato curto de Castelão ficarmos apenas na face gráfica, então nada entendemos da mensagem que procura dar o escritor e político (acho que mais político do que escritor): o olho de vidro não projeta a mesma realidade -GALEGA- colocado na &quot;calivera&quot; dum esquelete de cidade, urbano (castelhanizado) que colocano na dum esquelete soterrado no adro duma igreja de vila ou rural (galego-utente).
Essa é uma possível leitura... &quot;filológica&quot;. Há outras, aparentemente contraditórias, mas não menos retranqueiras: A vila (Rianjo?) está dominada pelo cacique; a cidade não, ou não tanto, ou doutro jeito.
...
Curiosa a referência à causa da morte do amigo: a gripe de 1918... Enfim. Cousas, que diria Castelão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por sinal: Se no conto ou, antes, relato curto de Castelão ficarmos apenas na face gráfica, então nada entendemos da mensagem que procura dar o escritor e político (acho que mais político do que escritor): o olho de vidro não projeta a mesma realidade -GALEGA- colocado na &#8220;calivera&#8221; dum esquelete de cidade, urbano (castelhanizado) que colocano na dum esquelete soterrado no adro duma igreja de vila ou rural (galego-utente).<br />
Essa é uma possível leitura&#8230; &#8220;filológica&#8221;. Há outras, aparentemente contraditórias, mas não menos retranqueiras: A vila (Rianjo?) está dominada pelo cacique; a cidade não, ou não tanto, ou doutro jeito.<br />
&#8230;<br />
Curiosa a referência à causa da morte do amigo: a gripe de 1918&#8230; Enfim. Cousas, que diria Castelão.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: fmv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28715</link>
		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 14:20:11 +0000</pubDate>
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		<description>Ligações a este «post»:

&lt;strong&gt;Pedro Oliveira&lt;/strong&gt;, &lt;a href=&quot;http://santamargarida.blogspot.com/2008/02/1200-cada-cavadela-minhoca.html&quot;target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ligações a este «post»:</p>
<p><strong>Pedro Oliveira</strong>, <a href="http://santamargarida.blogspot.com/2008/02/1200-cada-cavadela-minhoca.html"target="_blank" rel="nofollow">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: AGIL</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28714</link>
		<dc:creator>AGIL</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 14:08:45 +0000</pubDate>
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		<description>Isto dizia &quot;marina&quot; (Fev 11th, 2008 at 0:53):
...
1.- «Bem, não fique zangado, mas eu, galega, que até passou uns anos numa faculdade em Santiago, onde, é verdade, chove como o caraças, percebi que o Manel falava do Chile e não da minha terra.»
COM.- Que a &quot;galega&quot; Marina passasse uns anos numa faculdade da universidade &quot;española&quot; (sic) de Compostela explica o que abaixo diz sobre Castelão e como é que interpreta o &quot;post&quot; castelaniano.
...
2.- «Ponha em post “Un ollo de vidro” do Castelao, para que toda a gente perceba que galego não é castelhano, e muito menos, português.»
COM.- Não vou copiar todo o texto, mas apenas o &quot;post&quot; a UN OLLO DE VIDRO (UM OLHO DE VIDRO):
«Leutor:
»Xa que liches as memorias do esquelete soterrado n&#039;un dimeterio de cibdade e xa que te regalaches deprendendo cousas do Alén que non sabías, bem podes escoitarme un anaquiño á mín e pra rematar axiña.
»Unha cousa que fixen [fiz] con premeditación e nouturnidade podería levarme á cadea habendo testigos [castelhanismos: testemunhas]; mais eu asegúroche que non foi por mal. Atende.
»Co ollo de vidro mercado ô [ao] enterrador de cibdade pillei o camiño da parroquia de Tal e alí, no adro da Eirexa [igreja] e axudado por um home valente, pasada medeanoite, abrín a sepultura onde repousa pra sempre xamais un amigo meu. ¡Medo papeino!
»O meu amigo foi rapz de grande intelixencia e d&#039;un esprito superior á toda loubanza. Estudeamos xuntos na vella Compostela e a gripe escamoteouno da miña vista. Como derradeira proba de fonda amistade quixen faguerlle o regalo [presente] do ollo de vidro. Dispois de todo eu non-o quería pra nada!
»Abrimos a tapa da caixa bem amodiño pra non escangallal-o [sic: e não &quot;escangalla-lo...&quot; como querem os &quot;señores&quot; do &quot;galego&quot; em Compostela...] esquelete. Ou, leutor: meu amigo conservaba o seu traxe e os seus zapatos novos, proba de que o enterrador da aldea é mellor cristiano que o seu colega da cibdade.
»Na cunca direita da sua calivera pousei o ollo de vidro, riba das suas maus [mãos] pousei un bloque de papel máis un lápiz. E arrechegándome ô buraco do ouvido díxenlle así:
»-Querido Pedro: Velahí che deixo un ollo de vidro pra que vexas, papel e lápiz pra qu&#039;escribas. Serás o rey n&#039;iste cimeterio; mais eu p´regoche que non te fagas cacique. Pasados alguns meses virei recoller canto tí escribas. Perdóname, amantiño, que non che dea [dê] un bico [beijo]. Adeus e deica logo.
»Se canto escriba o meu amigo é dino de intrés asegúroche que será publicado pra que compares e vexas que non é o mesmo ser soterrado no adro d&#039;unha Eirexa que n&#039;un cimeterio de cibdade.
»Regálate como poidas, leutor, e non che digo mais.
»Castelao».
Se trás o galego que Castelão utiliza não está a língua que mantém o Português, que venha São Pedro ou Santo António de Lisboa e no-lo esclareça.
Deve ter-se em conta que, quando Castelão escrevia para o Povo (sic: a coleção Céltiga e outras eram caderninhos semanais dirigidos ao Povo), nem o escritor nem sobretudo o Povo galego fora alfabetizado em nenhum galego dos escritos hoje: nem no &quot;galego&quot; que hoje impõe o reino de españa, nem no galego da Associaçom Galega da Língua nem, menos ainda, no Português galego. Apenas eram alfabetizados, os que o eram (mais dum 50% da população era analfabeta, bastante mais; obrigatório era o ensino primário, dos 6 aos 9 anos, mas obrigatório dessa maneira...), só e unicamente no castelhano &quot;normativo&quot;.
Eis o motivo da &quot;ortografia&quot; castelhanizada e dos castelhanismos no Galego, tanto de Castelão, quanto do Povo. Onde é que se &quot;escribía&quot;? Apenas nos âmbitos dominados pelo castelhano institucional: Na escola, na Administração... na Igreja. Porque até a Igreja, católica ela (também dessa maneira), foi a &quot;longa manus&quot; do nacionalismo castelhano, primeiro, e do espanhol, a a partir do séc. XIX.
...
3.- «Fico lixada com essa cena do integracionismo. Penso que só pessoas que sabem escrever e falar castelhano e português correctamente estamos avalizadas para falar do assunto. Com essa coisa do integracionismo, já não precisava de dicionário sempre que leio o Rivas, ou o Suso de Toro. O galego de Castelao, do Rivas, da Rosalia, é lindo, esquisito [= refinado, fmv], rural, e não quero que seja portunhol.»
COM.- Deixo a opinião da senhora assim. Mas não dá nenhuma prova do que diz, salvo o uso castelhano de &quot;exquisito&quot;, bem diferente do &quot;esquisito&quot; português. Quanto à pretensão de conhecer corretamente as línguas em causa para poder &quot;falar&quot; (eu melhor diria &quot;opinar&quot;) do assunto, se for válida à totalidade, exigiria da senhora calar até conhecer bem o que procura o reintegracionismo. Mas esse é outro tema.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Isto dizia &#8220;marina&#8221; (Fev 11th, 2008 at 0:53):<br />
&#8230;<br />
1.- «Bem, não fique zangado, mas eu, galega, que até passou uns anos numa faculdade em Santiago, onde, é verdade, chove como o caraças, percebi que o Manel falava do Chile e não da minha terra.»<br />
COM.- Que a &#8220;galega&#8221; Marina passasse uns anos numa faculdade da universidade &#8220;española&#8221; (sic) de Compostela explica o que abaixo diz sobre Castelão e como é que interpreta o &#8220;post&#8221; castelaniano.<br />
&#8230;<br />
2.- «Ponha em post “Un ollo de vidro” do Castelao, para que toda a gente perceba que galego não é castelhano, e muito menos, português.»<br />
COM.- Não vou copiar todo o texto, mas apenas o &#8220;post&#8221; a UN OLLO DE VIDRO (UM OLHO DE VIDRO):<br />
«Leutor:<br />
»Xa que liches as memorias do esquelete soterrado n&#8217;un dimeterio de cibdade e xa que te regalaches deprendendo cousas do Alén que non sabías, bem podes escoitarme un anaquiño á mín e pra rematar axiña.<br />
»Unha cousa que fixen [fiz] con premeditación e nouturnidade podería levarme á cadea habendo testigos [castelhanismos: testemunhas]; mais eu asegúroche que non foi por mal. Atende.<br />
»Co ollo de vidro mercado ô [ao] enterrador de cibdade pillei o camiño da parroquia de Tal e alí, no adro da Eirexa [igreja] e axudado por um home valente, pasada medeanoite, abrín a sepultura onde repousa pra sempre xamais un amigo meu. ¡Medo papeino!<br />
»O meu amigo foi rapz de grande intelixencia e d&#8217;un esprito superior á toda loubanza. Estudeamos xuntos na vella Compostela e a gripe escamoteouno da miña vista. Como derradeira proba de fonda amistade quixen faguerlle o regalo [presente] do ollo de vidro. Dispois de todo eu non-o quería pra nada!<br />
»Abrimos a tapa da caixa bem amodiño pra non escangallal-o [sic: e não "escangalla-lo..." como querem os "señores" do "galego" em Compostela...] esquelete. Ou, leutor: meu amigo conservaba o seu traxe e os seus zapatos novos, proba de que o enterrador da aldea é mellor cristiano que o seu colega da cibdade.<br />
»Na cunca direita da sua calivera pousei o ollo de vidro, riba das suas maus [mãos] pousei un bloque de papel máis un lápiz. E arrechegándome ô buraco do ouvido díxenlle así:<br />
»-Querido Pedro: Velahí che deixo un ollo de vidro pra que vexas, papel e lápiz pra qu&#8217;escribas. Serás o rey n&#8217;iste cimeterio; mais eu p´regoche que non te fagas cacique. Pasados alguns meses virei recoller canto tí escribas. Perdóname, amantiño, que non che dea [dê] un bico [beijo]. Adeus e deica logo.<br />
»Se canto escriba o meu amigo é dino de intrés asegúroche que será publicado pra que compares e vexas que non é o mesmo ser soterrado no adro d&#8217;unha Eirexa que n&#8217;un cimeterio de cibdade.<br />
»Regálate como poidas, leutor, e non che digo mais.<br />
»Castelao».<br />
Se trás o galego que Castelão utiliza não está a língua que mantém o Português, que venha São Pedro ou Santo António de Lisboa e no-lo esclareça.<br />
Deve ter-se em conta que, quando Castelão escrevia para o Povo (sic: a coleção Céltiga e outras eram caderninhos semanais dirigidos ao Povo), nem o escritor nem sobretudo o Povo galego fora alfabetizado em nenhum galego dos escritos hoje: nem no &#8220;galego&#8221; que hoje impõe o reino de españa, nem no galego da Associaçom Galega da Língua nem, menos ainda, no Português galego. Apenas eram alfabetizados, os que o eram (mais dum 50% da população era analfabeta, bastante mais; obrigatório era o ensino primário, dos 6 aos 9 anos, mas obrigatório dessa maneira&#8230;), só e unicamente no castelhano &#8220;normativo&#8221;.<br />
Eis o motivo da &#8220;ortografia&#8221; castelhanizada e dos castelhanismos no Galego, tanto de Castelão, quanto do Povo. Onde é que se &#8220;escribía&#8221;? Apenas nos âmbitos dominados pelo castelhano institucional: Na escola, na Administração&#8230; na Igreja. Porque até a Igreja, católica ela (também dessa maneira), foi a &#8220;longa manus&#8221; do nacionalismo castelhano, primeiro, e do espanhol, a a partir do séc. XIX.<br />
&#8230;<br />
3.- «Fico lixada com essa cena do integracionismo. Penso que só pessoas que sabem escrever e falar castelhano e português correctamente estamos avalizadas para falar do assunto. Com essa coisa do integracionismo, já não precisava de dicionário sempre que leio o Rivas, ou o Suso de Toro. O galego de Castelao, do Rivas, da Rosalia, é lindo, esquisito [= refinado, fmv], rural, e não quero que seja portunhol.»<br />
COM.- Deixo a opinião da senhora assim. Mas não dá nenhuma prova do que diz, salvo o uso castelhano de &#8220;exquisito&#8221;, bem diferente do &#8220;esquisito&#8221; português. Quanto à pretensão de conhecer corretamente as línguas em causa para poder &#8220;falar&#8221; (eu melhor diria &#8220;opinar&#8221;) do assunto, se for válida à totalidade, exigiria da senhora calar até conhecer bem o que procura o reintegracionismo. Mas esse é outro tema.</p>
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		<title>Por: fmv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28713</link>
		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 14:04:03 +0000</pubDate>
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		<description>Ah, Efe. Você é um bom fotógrafo, mas um péssimo leitor. A citação completa é:

«&lt;b&gt;La doctrina oficial a día de hoy&lt;/b&gt; es: el gallego es una lengua independiente del portugués, aunque comparte con la &quot;lengua hermana&quot; un origen común.»

E, se lesse mais um bocadinho do artigo, daria com isto:

«Dentro de la corriente clásica de la filología románica, &lt;b&gt;siempre se tuvo muy claro que gallego y portugués eran y son la misma lengua&lt;/b&gt; [...] y cualquiera que sepa un poco la realidad dialectológica del español o del portugués puede comprobar que &lt;b&gt;no hay más diferencias entre el brasileiro y el portugués europeo o entre el argentino y el español que entre el gallego y el portugués&lt;/b&gt;».

Que tal?

Repare: eu não quero valer-me da autoridade de Santiago Alba Rico (o autor do texto, magnífico estilista e comunicador), embora concorde com o que afirma. Prefiro é que você (ou qualquer outro) aprenda a ler. Ou a pensar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, Efe. Você é um bom fotógrafo, mas um péssimo leitor. A citação completa é:</p>
<p>«<b>La doctrina oficial a día de hoy</b> es: el gallego es una lengua independiente del portugués, aunque comparte con la &#8220;lengua hermana&#8221; un origen común.»</p>
<p>E, se lesse mais um bocadinho do artigo, daria com isto:</p>
<p>«Dentro de la corriente clásica de la filología románica, <b>siempre se tuvo muy claro que gallego y portugués eran y son la misma lengua</b> [...] y cualquiera que sepa un poco la realidad dialectológica del español o del portugués puede comprobar que <b>no hay más diferencias entre el brasileiro y el portugués europeo o entre el argentino y el español que entre el gallego y el portugués</b>».</p>
<p>Que tal?</p>
<p>Repare: eu não quero valer-me da autoridade de Santiago Alba Rico (o autor do texto, magnífico estilista e comunicador), embora concorde com o que afirma. Prefiro é que você (ou qualquer outro) aprenda a ler. Ou a pensar.</p>
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		<title>Por: efe</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28712</link>
		<dc:creator>efe</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 13:31:21 +0000</pubDate>
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		<description>el gallego es una lengua independiente del portugués, aunque comparte con la &quot;lengua hermana&quot; un origen común. 

e muito mais sobre o assunto aqui: http://www.lapaginadefinitiva.com/politica/peun/7-2.htm</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>el gallego es una lengua independiente del portugués, aunque comparte con la &#8220;lengua hermana&#8221; un origen común. </p>
<p>e muito mais sobre o assunto aqui: <a href="http://www.lapaginadefinitiva.com/politica/peun/7-2.htm" rel="nofollow">http://www.lapaginadefinitiva.com/politica/peun/7-2.htm</a></p>
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		<title>Por: fmv</title>
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		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 11:25:15 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Gerardo Uz,

A sua atribuição do artigo é perfeita. De resto, o nome do autor estava ali em cima, não reparou?

E é um facto: nós todos (galegos, portugueses, brasileiros, espanhóis, italianos, franceses, etc., etc.) falamos dialectos do latim. O meu exemplo do chinês tinha a ver com isso: dentro do «chinês» a diversidade, que é grande, não é maior. 

Mas digo mais: um português ou um italiano entendem-se tão bem, ou tão mal, como dois aldeões de fala flamenga vivendo a 50 km de distância. Na moderníssima e rica Bélgica.

Um abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Gerardo Uz,</p>
<p>A sua atribuição do artigo é perfeita. De resto, o nome do autor estava ali em cima, não reparou?</p>
<p>E é um facto: nós todos (galegos, portugueses, brasileiros, espanhóis, italianos, franceses, etc., etc.) falamos dialectos do latim. O meu exemplo do chinês tinha a ver com isso: dentro do «chinês» a diversidade, que é grande, não é maior. </p>
<p>Mas digo mais: um português ou um italiano entendem-se tão bem, ou tão mal, como dois aldeões de fala flamenga vivendo a 50 km de distância. Na moderníssima e rica Bélgica.</p>
<p>Um abraço.</p>
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		<title>Por: Uz</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28706</link>
		<dc:creator>Uz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 09:31:36 +0000</pubDate>
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		<description>Bom, no comentário anterior atribuí ao senhor Venâncio o artigo, mas afinal tampouco tenho bem claro quem é o autor... :p

- gerardo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, no comentário anterior atribuí ao senhor Venâncio o artigo, mas afinal tampouco tenho bem claro quem é o autor&#8230; :p</p>
<p>- gerardo</p>
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		<title>Por: Uz</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28705</link>
		<dc:creator>Uz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 09:29:35 +0000</pubDate>
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		<description>Polêmico, é polêmico sempre o senhor Venâncio... mira que pôr em causa no último parágrafo a identidade linguística do português... :D

Como galego, sempre tive a mesma dúvida sobre as línguas, sobretudo após conhecer há uns anos um russo (que viera estudar a Compostela ao abeiro do programa Erasmus) tinha dificuldades para identificar uma pessoa galego-falante de um italo-falante. Como tudo era mais o menos latim, para ele soavam quase à mesma cousa. Decerto para um chinês devem soar igual o francês, o português ou o catalão ;-)

Por outra parte, todo o anterior no seu texto reaviva, reconfirma e reconforta o meu reintegracionismo linguístico. Conhecia a frase da minhoca, mas a outra embora nunca a escuitara não deixa de ter menos razão ;)

- gerardo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Polêmico, é polêmico sempre o senhor Venâncio&#8230; mira que pôr em causa no último parágrafo a identidade linguística do português&#8230; :D</p>
<p>Como galego, sempre tive a mesma dúvida sobre as línguas, sobretudo após conhecer há uns anos um russo (que viera estudar a Compostela ao abeiro do programa Erasmus) tinha dificuldades para identificar uma pessoa galego-falante de um italo-falante. Como tudo era mais o menos latim, para ele soavam quase à mesma cousa. Decerto para um chinês devem soar igual o francês, o português ou o catalão ;-)</p>
<p>Por outra parte, todo o anterior no seu texto reaviva, reconfirma e reconforta o meu reintegracionismo linguístico. Conhecia a frase da minhoca, mas a outra embora nunca a escuitara não deixa de ter menos razão ;)</p>
<p>- gerardo</p>
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		<title>Por: fmv</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28703</link>
		<dc:creator>fmv</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 08:25:19 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel,

Não, os parênteses são-me úteis. Desconhecia «truenos». E mesmo «airada» tinha-me feito espécie. Sei que o nosso «vida airada» é um castelhanismo (já patrimonial), mas ignorava que «airada» valesse por «irada».

Já o raciocínio da compreensão pela leitura me parece mais tortuoso. O galego, se ortografado de feição tradicional (e não castelhana), é-nos mais perceptível que na actual grafia. Mas isso é conversa seguinte.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel,</p>
<p>Não, os parênteses são-me úteis. Desconhecia «truenos». E mesmo «airada» tinha-me feito espécie. Sei que o nosso «vida airada» é um castelhanismo (já patrimonial), mas ignorava que «airada» valesse por «irada».</p>
<p>Já o raciocínio da compreensão pela leitura me parece mais tortuoso. O galego, se ortografado de feição tradicional (e não castelhana), é-nos mais perceptível que na actual grafia. Mas isso é conversa seguinte.</p>
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		<title>Por: Tita</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/carta-a-marina-por-causa-do-galego-1/#comment-28702</link>
		<dc:creator>Tita</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 07:47:54 +0000</pubDate>
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		<description>“INEM chega mais depressa a Timor do que a Bragança”

Tita dos Pés Sujos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>“INEM chega mais depressa a Timor do que a Bragança”</p>
<p>Tita dos Pés Sujos</p>
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