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	<title>Comentários em: «Por dentro tenho 20 anos»</title>
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	<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 04:18:13 +0000</pubDate>
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		<title>Por: slots</title>
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		<dc:creator>slots</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Dec 2006 02:44:37 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/%c2%abpor-dentro-tenho-20-anos%c2%bb/#comment-13291</link>
		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2006 16:37:41 +0000</pubDate>
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		<description>Suponho que não é bem essa morte.
A morte de António Gedeão
Agora é melhor morrer...
Com estas palavras Rómulo de Carvalho, lúcido como sempre, explica que a morte de Gedeão significava que o autor havia tomado consciência de que já tinha dito tudo. De facto, esta atitude não poderia ser mais característica da concepção pragmática que tinha acerca do objectivo da sua poesia—ser útil: a partir de certa altura, repete-se tudo, então, já não vale a pena.
Diário de Notícias - Poemas Póstumos significam o fim da sua poesia?
Rómulo de Carvalho - Significou que o autor já havia tomado consciência (que nem todos os autores têm) de que já tinha dito tudo. Poderia tornar a escrever, mas para repetir. Especialmente na poesia, a partir de dado momento, os poetas passam a dizer as mesmas coisas.
D.N. - Será de mais repeti-las?
R.C. - Querendo ouvi-las de novo, torna-se a ler o que já está escrito. O meu conceito é esse: a partir de certa altura, repete-se tudo, então já não vale a pena.
D.N. - O pensamento e a capacidade esgotam-se?
R.C. - Se a vida da pessoa foi longe e teve tempo para dizer tudo, não lhe vão surgir sentimentos novos. Poderá variar a maneira de dizer. Isso para mim já não adiantava. De modo que resolvi morrer. Era melhor. Morri e cá estou


&lt;b&gt;Por dificuldades em entrar na caixa de comentários, insiro resposta aqui.&lt;/b&gt;

Anónimo,

Desconhecia essa - interessante - conversa no DN.

Mas aquela que refiro (de novo, suponho que na Visão) é como eu disse. RdeC afirmava aí que desejava ansiosamente morrer.

Fernando Venâncio

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		<content:encoded><![CDATA[<p>Suponho que não é bem essa morte.<br />
A morte de António Gedeão<br />
Agora é melhor morrer&#8230;<br />
Com estas palavras Rómulo de Carvalho, lúcido como sempre, explica que a morte de Gedeão significava que o autor havia tomado consciência de que já tinha dito tudo. De facto, esta atitude não poderia ser mais característica da concepção pragmática que tinha acerca do objectivo da sua poesia—ser útil: a partir de certa altura, repete-se tudo, então, já não vale a pena.<br />
Diário de Notícias - Poemas Póstumos significam o fim da sua poesia?<br />
Rómulo de Carvalho - Significou que o autor já havia tomado consciência (que nem todos os autores têm) de que já tinha dito tudo. Poderia tornar a escrever, mas para repetir. Especialmente na poesia, a partir de dado momento, os poetas passam a dizer as mesmas coisas.<br />
D.N. - Será de mais repeti-las?<br />
R.C. - Querendo ouvi-las de novo, torna-se a ler o que já está escrito. O meu conceito é esse: a partir de certa altura, repete-se tudo, então já não vale a pena.<br />
D.N. - O pensamento e a capacidade esgotam-se?<br />
R.C. - Se a vida da pessoa foi longe e teve tempo para dizer tudo, não lhe vão surgir sentimentos novos. Poderá variar a maneira de dizer. Isso para mim já não adiantava. De modo que resolvi morrer. Era melhor. Morri e cá estou</p>
<p><b>Por dificuldades em entrar na caixa de comentários, insiro resposta aqui.</b></p>
<p>Anónimo,</p>
<p>Desconhecia essa - interessante - conversa no DN.</p>
<p>Mas aquela que refiro (de novo, suponho que na Visão) é como eu disse. RdeC afirmava aí que desejava ansiosamente morrer.</p>
<p>Fernando Venâncio</p>
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