<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>
<channel>
	<title>Comentários em: «Faz-me o favor&#8230;»</title>
	<atom:link href="http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/%c2%abfaz-me-o-favor%c2%bb/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/%c2%abfaz-me-o-favor%c2%bb/</link>
	<description></description>
	<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 03:00:30 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.5.1</generator>
		<item>
		<title>Por: py</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/%c2%abfaz-me-o-favor%c2%bb/#comment-13744</link>
		<dc:creator>py</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2006 16:41:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/%c2%abfaz-me-o-favor%c2%bb/#comment-13744</guid>
		<description>Voz numa pedra

Não adoro o passado
não sou três vezes mestre
não combinei nada com as furnas
não é para isso que eu cá ando
decerto vi Osíris porém chamava-se ele nessa altura Luiz
decerto fui com Isis mas disse-lhe eu que me chamava João
nenhuma nenhuma palavra está completa
nem mesmo em alemão que as tem tão grandes
assim também eu nunca te direi o que sei
a não ser pelo arco em flecha negro e azul do vento

Não digo como o outro: sei que não sei nada
sei muito bem que soube sempre umas coisas
que isso pesa
que lanço os turbilhões e vejo o arco íris
acreditando ser ele o agente supremo
do coração do mundo
vaso de liberdade expurgada do menstruo
rosa viva diante dos nossos olhos

Ainda longe longe essa cidade futura
onde «a poesia não mais ritmará a acção
porque caminhará adiante dela»
Os pregadores de morte vão acabar?
Os segadores do amor vão acabar?
A tortura dos olhos vai acabar?

Passa-me então aquele canivete
porque há imenso que começar a podar
passa não me olhas como se olha um bruxo
detentor do milagre da verdade
a machadada e o propósito de não sacrificar-se não construirão ao sol coisa nenhuma
nada está escrito afinal

Mário Cesariny
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Voz numa pedra</p>
<p>Não adoro o passado<br />
não sou três vezes mestre<br />
não combinei nada com as furnas<br />
não é para isso que eu cá ando<br />
decerto vi Osíris porém chamava-se ele nessa altura Luiz<br />
decerto fui com Isis mas disse-lhe eu que me chamava João<br />
nenhuma nenhuma palavra está completa<br />
nem mesmo em alemão que as tem tão grandes<br />
assim também eu nunca te direi o que sei<br />
a não ser pelo arco em flecha negro e azul do vento</p>
<p>Não digo como o outro: sei que não sei nada<br />
sei muito bem que soube sempre umas coisas<br />
que isso pesa<br />
que lanço os turbilhões e vejo o arco íris<br />
acreditando ser ele o agente supremo<br />
do coração do mundo<br />
vaso de liberdade expurgada do menstruo<br />
rosa viva diante dos nossos olhos</p>
<p>Ainda longe longe essa cidade futura<br />
onde «a poesia não mais ritmará a acção<br />
porque caminhará adiante dela»<br />
Os pregadores de morte vão acabar?<br />
Os segadores do amor vão acabar?<br />
A tortura dos olhos vai acabar?</p>
<p>Passa-me então aquele canivete<br />
porque há imenso que começar a podar<br />
passa não me olhas como se olha um bruxo<br />
detentor do milagre da verdade<br />
a machadada e o propósito de não sacrificar-se não construirão ao sol coisa nenhuma<br />
nada está escrito afinal</p>
<p>Mário Cesariny</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zé Pincél</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/%c2%abfaz-me-o-favor%c2%bb/#comment-13743</link>
		<dc:creator>Zé Pincél</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2006 11:46:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/%c2%abfaz-me-o-favor%c2%bb/#comment-13743</guid>
		<description>O Cesariny não valia nada como pintor. Os quadros são umas autênticas bostas. Só num país do terceiro mundo como o nosso é que um maluco consegue ser considerado um génio. A única utilidade que o velho talvez tivesse é terem-lhe deixado o cu de fora para podermos estacionar a bicicleta.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Cesariny não valia nada como pintor. Os quadros são umas autênticas bostas. Só num país do terceiro mundo como o nosso é que um maluco consegue ser considerado um génio. A única utilidade que o velho talvez tivesse é terem-lhe deixado o cu de fora para podermos estacionar a bicicleta.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Mao</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/%c2%abfaz-me-o-favor%c2%bb/#comment-13742</link>
		<dc:creator>Mao</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2006 11:19:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/%c2%abfaz-me-o-favor%c2%bb/#comment-13742</guid>
		<description>
Homem livre foste
O mais duro dos tormentos
Nem exemplos
Ou complementos da arte maior

Mas foste
Sem livro como os agrestes
Único como os grandes mestres
E ficaste

Como um pequeno fio de água disponível
Correndo as ideias e o amor


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Homem livre foste<br />
O mais duro dos tormentos<br />
Nem exemplos<br />
Ou complementos da arte maior</p>
<p>Mas foste<br />
Sem livro como os agrestes<br />
Único como os grandes mestres<br />
E ficaste</p>
<p>Como um pequeno fio de água disponível<br />
Correndo as ideias e o amor</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/fernando-venancio/%c2%abfaz-me-o-favor%c2%bb/#comment-13741</link>
		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Nov 2006 15:02:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/%c2%abfaz-me-o-favor%c2%bb/#comment-13741</guid>
		<description>Aqui fica a homenagem sentida, feita por Jorge de Sena, seu grande amigo e admirador.

Ó Maria Cesarina,
ó Botta surrealista,
quantas piças esquentadas
te tem rendido essa alpista?

Quanta água de cu lavado
foi que tu deste a beber
a tantos que nem teu cu
pensaram nunca em foder?

Os vasconcelos encantos
que a todos fazem calar
são versos mal traduzidos
e fáceis de copiar.

A mais da tua maldade
com que os tens por tua prol
- que a tua língua maligna
onde toca... cancro mol'.

Que a sífilis surrealista
de que és supra-sumo esgoto
só não se pega à distância,
ó Breton de merda e escroto.

30 de Setembro de 1970

(Dedicácias, edição da Três Sinais, 1999)

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui fica a homenagem sentida, feita por Jorge de Sena, seu grande amigo e admirador.</p>
<p>Ó Maria Cesarina,<br />
ó Botta surrealista,<br />
quantas piças esquentadas<br />
te tem rendido essa alpista?</p>
<p>Quanta água de cu lavado<br />
foi que tu deste a beber<br />
a tantos que nem teu cu<br />
pensaram nunca em foder?</p>
<p>Os vasconcelos encantos<br />
que a todos fazem calar<br />
são versos mal traduzidos<br />
e fáceis de copiar.</p>
<p>A mais da tua maldade<br />
com que os tens por tua prol<br />
- que a tua língua maligna<br />
onde toca&#8230; cancro mol&#8217;.</p>
<p>Que a sífilis surrealista<br />
de que és supra-sumo esgoto<br />
só não se pega à distância,<br />
ó Breton de merda e escroto.</p>
<p>30 de Setembro de 1970</p>
<p>(Dedicácias, edição da Três Sinais, 1999)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
