Como de costume, neste país treslê-se o que se ouve e escreve. Disse no “Expresso” e no “Eixo do Mal” que “dou” aos muçulmanos todo o direito de se indignarem (desde que pacíficamente) da mesma maneira que “dou” aos jornais europeus todo o direito a parodiar Maomé. Dito isto, fui acusado de defender a violência dos muçulmanos (apesar das vezes que repeti que esse protesto só é aceitável se for pacífico) e de defender a limitação da liberdade de expressão (apesar das vezes que repeti a defesa da publicação dos cartoons, de quaisquer cartoons).
O que não aceito é que, só porque alguém usa da sua liberdade de expressão, não possa ser criticado. O que não aceito é que os muçulmanos, se reagem, são fanáticos, mas se os judeus reagem e chamam a meio mundo de anti-semita logo se explique que têm boas razões para isso. O que não aceito é que Cristo e Moisés sejam intocáveis na Europa e Maomé motivo recorrente de galhofa. O que não aceito é que se alguém que não seja judeu mande uma piada sobre judeus seja imediatamente suspeito de simpatias nazis e quem maltrate os muçulmanos apenas esteja a usar da sua liberdade de expressão. O que não aceito é que uma manifestação de muçulmanos seja sempre uma manifestação de “fundamentalistas”, uma manifestação de cristãos seja uma manifestação de “conservadores” e uma manifestação de judeus seja uma manifestação de “judeus”. O que não aceito é que haja “judeus ortodoxos”, “cristãos conservadores” e “islâmicos” (por isso, sempre “ortodoxos” e “conservadores”).
Sou contra a criminalização da liberdade de expressão. Sou contra a criminalização de opiniões homofóbicas, racistas, fascistas, negacionistas do Holocausto. Sou contra a proibição de ofender símbolos nacionais e de os destruir. Sou por toda a liberdade de expressão. Mas toda. E lamento que tantos só se lembrem dela quando se trata dos muçulmanos. Que tantos só se lembrem dos direitos da mulher quando se fala de muçulmanos, só se lembrem da separação entre Estado e Igreja quando se fala de muçulmanos.
Sei apenas o tempo em que vivo. E sei que a islamofobia é um dos maiores perigos que a Europa vive. Defendo a liberdade de todos os islamofóbicos. Mas não estou do lado deles. Como defenderia, nos anos 20 e 30, toda a liberdade aos anti-semitas para falar. Mas estaria na primeira linha contra eles. Infelizmente, faltou então quem se lhes opusesse. Como falta agora quem defenda os muçulmanos do preconceito.
PS: Uma associação islâmica belga está a publicar cartoons anti-semitas e a brincar com o Holocausto. E agora? Com nojo, digo que têm liberdade para isso. Com nojo, nojo, nojo. Espero que me caiam em cima os mesmos que antes, pelo nojo que agora sinto.

Pobre Daniel Oliveira.
Jacobinismo anti-islâmico ?
Já pensaram os nossos colaboracionistas caseiros com o eixo busho-blairdalhoco, que os jornais dos EU e do Reino Unido não alinharam na provocação blasfema ? Então já não seguem os vossos bem amados líderes ? Logo agora que eles tem razão ? Sim, nem tudo é mau na tradição anglo-saxónica. Eles têm um conceito a que atribuem muito valor, o common sense, que julgam dever temperar todas as posições políticas. E defender “à outrance” a liberdade de expressão, sejam quais forem as ofensas e fossos daí resultantes, tem muito pouco a ver com a sabedoria anglo-saxónica. Releva antes do mais puro jacobinismo “sans culotte”. Quelle horreur !
Leio que o D.O. escreve “Sei apenas o tempo em que vivo”, e fico baralhada. Então não eras tu que lá em baixo, no post com o cartoon do “vermelho” me ameaçavas de me vires a explicar “um destes dias” uma data de coisas?
Mas aproveito a tua confissão para te lembrar dois artigos da “Declaração Universal dos Direitos do Homem”
Artigo 18.º
Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum,
tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.
Artigo 19.º
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e
difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.
(http://www.fd.uc.pt/hrc/enciclopedia/onu/textos_onu/dudh.pdf)
Margarida,
Ainda bem que escreves isso.
Um dia destes falamos sobre Cuba.
A nossa agenda começa a ficar cheia.
Daniel
Não ponho em causa a defesa da liberdade de expressão. O que já considero estranho é que se “compreenda” o direito à indignação quando esse mesmo direito já se transformou numa força de retaliação. só nesse sentido é que a história das bandeiras é importante: quem visse aquilo perceberia claramente qual seria o passo seguinte. ao contrário do que dizes, Cristo e Moisés não são intocáveis: há muito mm que o deixaram de ser Não vale a pena dar exemplos: são muitos, (mesmo sem ir aos “clássicos”), desde a “vida de brian” ao “god knows” de heller, passando por “life from golgotha” de Gore Vidal. Qt à islamofobia, não me parece que seja um problema da sociedade ocidental. Mas isso é outra questão.
Um abraço
constança
Outra vez o “um dia destes”…Pois!
Só mesmo o Daniel para me fazer voltar a escrever no aspirinaB.
Falemos pois de Cuba, de uma vez… porque depois disso não tens mais assunto…
Qual a tua opinião sobre Cuba, a China, a Coreia do Norte e o Vietnam?
Qual a tua opinião sobre o Marxismo, o Leninismo, o comunismo e a social-democracia?
Estou a ficar encantado não com as tuas opiniões mas com a tua falta delas…
E já agora qual a tua opinião sobre o BE e os seus resultados eleitorais?
Os teus argumentos estão a ficar bem “expresso”s…
Constança,
Na ficção as paródias com Maomé tb são corriqueiras. Eu falei de jornais portugueses de referência.
Por exemplo, a imagem de Maomé a espancar um palestiniano, seria pulicada na Alemanha, em França ou na Áustria?
Um abraço e, já agora, com um vergonhoso atraso, parabéns pelo blogue.
Daniel
Mas, e para ser justo tenho que reconhecer, o teu post, alarga um bocadinhoos horizontes áqueles que só olham os telejornais…
O teu anti-pc é que já roça o ridiculo…
podes pensar sei lá, talvez, psicodrama..
João,
Uma coisa de cada vez.Sobre os resultados do B já aqui escrevi. Sobre Cuba, ponho aqui um (de 3) textos que escrevi no Expresso. Diz tudo o que quero dizer sobre o assunto:
“As Ruínas
AS TRÊS grandes vitórias da revolução cubana? A educação, a saúde e o desporto. Os três grandes fracassos? O pequeno-almoço, o almoço e o jantar. Ouvida em Havana, de onde escrevo, a piada ganha um sabor amargo. Educados e saudáveis, os cubanos estão no entanto condenados à miséria e à frustração. Sitiados na sua própria ilha e massacrados com propaganda e doutrinação permanente, aos cubanos já não parece chegar a memória de uma revolução falhada e o ódio a um inimigo externo. Nas lojas do Estado - em Cuba até as vacas são do Estado - podemos ler pomposas declarações sobre os direitos dos consumidores, só não vemos nada para consumir. O sistema vive de um amontoado de mentiras. Até a economia paralela foi oficializada com a criação de uma segunda moeda (o peso convertível) que, sendo para os turistas, serve, na realidade, para comprar tudo o que falta nas lojas oficiais.
Das filas para os supermercados, os cubanos podem ver alegres cartazes em que Fidel lhes diz que «todo va bien». Enquanto vêem as suas mulheres prostituírem-se nos hotéis, em troca de um punhado da moeda desejada, os cubanos ouvem, nos três canais estatais, na íntegra, os intermináveis delírios de Fidel, sempre impecavelmente mascarado de guerrilheiro. A revolução cubana, hoje, é isto: um monte de palavras, «T-shirts» para turistas que gostam mais de sonhos do que de pessoas, presos políticos, censura e autismo.
Basta falar com um jovem cubano para saber que mais uma queda de Castro e tudo se desmoronará. O regime está como Havana, em ruínas. E para a grande maioria dos cubanos mais velhos, gente cheia de dignidade e que ainda se lembra de Batista, virá o que sempre temeram: o desembarque da escumalha do passado, desejosa de receber o seu quinhão num renascido bordel americano. Todas as esperanças desfeitas por um homem que, tendo o povo com ele, pronto para tudo, preferiu a solidão dos tiranos.”
Isto é o que pensas de Cuba.
Continuo, no entanto, a aconselhar-te o psicodrama.
A tua análise está correcta se soubermos que olhas para cuba com olhos de social-democrata…
Um social democrata que acredita em evoluções e não em revoluções…
porque as revoluções podem colocar em causa os nossos jantares nos melhores restaurantes…
A miséria que falas de cuba encontra-la em qualquer esquina deste Portugal moderno.
Abraço, até sempre.
João, você só diz disparates e insulta o povo cubano com a sua insensibilidade. Não há comparação possível entre o Portugal, onde o ordenado médio deve andar pelos 700 dólares, e Cuba em que é 9 dólares ! E um prato com um pouco de frango custa no mínimo 2. E a prostituição em massa das suas filhas , ou as remessas de familiares de Miami, é o que permite às famílias cubanas sobreviverem. Para não falar dos fuzilamentos (17.000 desde 1959) dos presos duranrte 30 anos por delito de opinião. Você é um palhaço estalinista que devia ser pendurado com o Grande Fuzilador SENIL…
os muçulmanos que se defendam do preconceito de se usar Alah para se fazer explodir.
Se em nome do cristianismo andassem cristãos a fazer o mesmo o mais que eu tinha era de calar se se fizessem cartoons com cristo feito Pierrot le Fou
A diferença é só esta. Só se torna religiosa uma questão por preconceito de menoridade mental.
Daniel Oliveira disse: “Sou contra a criminalização da liberdade de expressão. Sou contra a criminalização de opiniões homofóbicas, racistas, fascistas, negacionistas do Holocausto. Sou contra a proibição de ofender símbolos nacionais e de os destruir. Sou por toda a liberdade de expressão. Mas toda.”
É assim mesmo! A liberdade de expressão é como a gravidez: ou sim ou sopas. Não há meio-termo.
Mas se quiser ver contra que religião é que não há liberdade de expressão nenhuma, veja, por exemplo, aqui. Excerpto:
*********
«[...] sur plainte d’une association internationale, la LICRA (Ligue Internationale contre le Racisme et l’Antisémitisme), un tribunal civil français s’est, pour la première fois, arrogé le droit de fixer des limites à la liberté d’interprétation et de commentaire d’un texte biblique. Pour avoir osé écrire “Dieu [... ] ne peut pas nous enfermer dans des obligations folkloriques de circoncision ou de chapeau, ni s’enfermer lui-même dans les problèmes de notre cuisine et de nos temps de prière.” deux honorables disciples d’Ignace de Loyola ont été traînés sur le banc d’infamie, condamnés à une amende, et à revoir leur texte!
«Le tribunal a estimé que “Le fait de qualifier de folklorique des obligations strictement observées par les Juifs depuis des générations comme étant le signe de leur appartenance à leur religion, ne peut être assimilé à une simple maladresse de style, mais est un manque de respect à l’égard de la religion juive dont les prescriptions essentielles sont ainsi tournées en dérision”.
«En conséquence, le tribunal a ordonné la suppression du mot “folklorique” dans le passage incriminé par la LICRA. Il est évident que cette interdiction de “tourner en dérision” les us et coutumes de la religion juive est susceptible de s’étendre aux pratiques de toutes les religions. Désormais, les athées devront s’abstenir, à peine de sanctions pénales, de brocarder n’importe quel polichinelle sacralisé des religions qui prospèrent sous le drapeau de notre laicité.»
*********
E disse ainda Daniel Oliveira: “Uma associação islâmica belga está a publicar cartoons anti-semitas e a brincar com o Holocausto. E agora? Com nojo, digo que têm liberdade para isso. Com nojo, nojo, nojo. Espero que me caiam em cima os mesmos que antes, pelo nojo que agora sinto.”
Não tenha tanto nojo e observe de mais perto. Pode ficar surpreendido. Experimente estas sugestões:
Institute for Historical Review:
IHR Homepage
Alguns textos curtos, mas muito informativos (eye-openers, se quiser):
Short texts
Informação sobre tópicos concretos:
IHR Articles”
Por exemplo, suponha que quer saber como se explicam os montes de corpos em Bergen-Belsen (onde morreu de tifo a Anne Frank, depois de ter estado no campo “de extermínio” de Auschwitz), o que andou a fazer o comandante Kramer nas semanas anteriores à libertaçao etc. Procure primeiro dentro da página com o search do seu browser para a referência no título a “Bergen-Belsen”. Use o search da página apenas depois disso para procurar referências dentro de artigos do site por “Bergen-Belsen”, “Kramer”, “Anne Frank”, outras referências relevantes etc.
Arquivo de som com entrevistas de grande interesse:
IHR Sound
Recomendo, em especial, as entrevistas com Mark Weber e Ingrid Rimland.
Pode também solicitar uma neswsletter gratuita que lhe é enviada (frequência de 1 ou 2 por semana) com links a artigos e notícias internacionais relevantes.
*********
CODOH
A “original home page” (esquerda) contém uma enorme quantidade de informação. A da direita contém links para artigos mais recentes, páginas pessoais do autor etc.
*********
AAARGH francês
Praticamente todos os textos proibidos em francês e outras línguas. Arquivos Faurisson, Rassinier, os processos, polémicas etc. O “Dictionnaire biographique et thématique” (em cima) funciona muito bem como índice de pesquisa. Na janela inferior direita, tem “La Gazette du golfe et des banlieues” e o “Conseils de révision” com notícias e comentários recentes.
*********
HHP
Pode começar por esta:
Nonsense
*********
Arthur Butz:
Butz
Excelentes resumos, a partir da perspectiva global:
Short introduction
Context and Perspective
*********
David Irving, preso na Áustria:
Irving
*********
Zundelsite, homenagem a Ernst Zündel, preso na Alemanha:
Zundel
*********
Germar Rudolf, autor do relatório Rudolf, preso na Alemanha:
Rudolf
*********
Air Photo Evidence (John Ball)
Ball
e sim, que se goze com marchinhas de judeus mascarados à holocausto só por causa de um filme, também. Não há nada mais estúpido que andar com pezinhos de lã em questões de paranóias.
A religião não devia ter nada a ver com elas.
Quanto á política essa é outra história.
Se calhar a mais importante… e aí todos negociam porque todos andam ao mesmo- ao negócio
Não resisti a “revisitar” um antigo post do Daniel De oliveira no Barnabé e ler os comentários: tanta virgem ofendida naquela altura. Qtas dessas virgens estarão, neste momento, a proclamar alto e bom som o seu amor à liberdade de expressão?
Espreitem, vale a pena:
http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/050990.html
Ah! E sim, TODAS as sátiras são permitidas!
A começar no título (”As Ruínas”), um reportório dos preconceitos do costume. Com algumas contradições interessantes. Vejamos:
“Educados e saudáveis, os cubanos estão no entanto condenados à miséria e à frustração”. Educados, saudáveis, miseráveis e frustrados, tudo ao mesmo tempo?
“Sitiados na sua própria ilha”, será o que acontece a quem está sujeito a um bloqueio, não será?
“Nas lojas do Estado (…) não vemos nada para consumir” mas há “filas para os supermercados” para comprar nada? E vendem-se vacas nas lojas do Estado?
“O regime está como Havana, em ruínas”, mas Fidel tem “o povo com ele”? E apesar do bloqueio já alguns bairros de Havana e (doutras capitais de província) já estão impecavelmente remodelados, ou só visitou os que não estão?
Claro que o mais importante o D. O. não disse: que o país está organizado em 14 regiões, que cada região tem o seu complexo universitário e decide dos seus investimentos económicos e que portanto por lá não há o fenómeno de regiões desertificadas, subdesenvolvidas, que por lá se fez a reforma agrária e que há os mais diversos tipos de estruturas agrícolas e que se algumas vacas são proprietárias de unidades de produção estatais, outras serão de unidades cooperativas e bastantes até serão de agricultores individuais…; que Cuba é dos raros países com soberania alimentar – não propriamente por escolha mas porque nem vacas os USA autorizam que Cuba importe -; que de facto em Cuba a educação, a saúde, o desporto, a cultura e…uma caderneta mínima de subsistência são direitos de todos e cada um dos cubanos, do nascimento à morte.
Mas tudo isto para o D.O. são peanuts…
Senhor Oliveira, quando passaram no programa mais estupidificante da Sic Notícias (não é coisa fácil)imagens de um protesto de extremistas de direita, foste um típico ditadorzeco relativamente aos manifestantes, aliás como em vários textos (idiotas, como é apanágio)no Expresso (lembro-te aquele comentário ao caso do A.J.Jardim e o comércio chinês). Tu, tolerante? A mim não me enganas, pá. Cheio de histórias do Enver Hoxha ando eu. E para quando uma análise à Albânia da década de 70?
Relativamente à religião, aqui é que se vê um dos grandes paradoxos dos transgender do Bloco. São (pseudo)tolerantes mas quando é para atacar o sionismo parecem do PNR e o quando é o catolicismo parecem da Maçonaria. Com a agravante, de, no teu caso, fazeres piadas mesquinhas e fáceis. E esses teus tiques e a defesa acintosa do “casamento” homossexual… Valha-nos o facto de desses genes sexualmente molestados não vir mais do mesmo, se assim for. Faz-te um homem, vai-te cultivar e vê se me pões esse Complexo de Édipo para trás das costas.
Relativamente ao comentário de “moi”: uma vez mais, “busted”.
É possivel ser educado e saudável e frustrado. A frustração vem aliás disso mesmo. Apesar da educação, não futuro.
Sou ontra o bloqueio, mas não é o bloqueio que os impede de partir. É Fidel.
Os bairros de Havana que estão restaurados são alguns dos turisticos. Para inglês ver. Afaste-se do centro e conheça Beirute nas caraibas.
Fidel teve o povo com ele. Já não tem. Sobretudo não tem os jovens.
O bloqueio é apenas americano. Os europeus exportam e investem em Cuba. O bloquio é péssimo, mas já começa a ter as costas largas. A incompetência de Fidel é tão danosa como o bloqueio.
Só há filas em supermercados quando há pouco para vender. Quando há muito, geralmente as pessoas não percisam de esperar.
Margarida, talvez lhe fizesse bem um banho de socialismo real.
Eu estive em Praga durante e depois do comunismo (até lá vivi depois). Conheço Cuba. conheço a Hungria. Comigo, não precisa de debitar a propaganda. A RDA também era excelente, comiam imensa carne e democracia melhor não havia.
Engane-se o tempo que quiser. Só lhe garanto que não faltará em Cuba quem queira trocar de lugar consigo.
Por fim, recordo-lhe que o que escreveu ali (Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.” não tem qualquer aplicação em Cuba. Mas isso são pormenores, não é?
Quando só queremos ver uma realidade tudo é possível até ter educação e não ter futuro, como agora defendes!
Só mesmo do D.O. dizer que é o Fidel que não os deixa partir. É então o Fidel que tem os vistos que os USA não passam? Apesar dos acordos assinados entre Cuba e os USA, mas que os USA não cumpre?
No centro, na parte velha de Havana, mesmo ao lado de bairros degradados há bairros restaurados. Aliás o plano de restauração da cidade até ganhou um prémio da UNESCO, já esqueceste?
Tu dizes que não tem os jovens, eu digo que muitos terá e venha alguém que desempate! Pelo menos reconheces que “Fidel teve o povo com ele”. Já é um avanço…
O bloqueio é contra todas as empresas de qualquer país que venham a negociar com Cuba. Até o banco suíço que comprou os dólares ao governo cubano foi sancionado. Há alguns governos europeus (e norte e sul-americanos, e africanos e asiáticos) que têm tido “tomates” para fazer acordos com Cuba, mas Cuba não tem liberdade de negociar livremente com qualquer empresa de qualquer país, porque quem o fizer não pode “estabelecer-se” nos USA. O bloqueio existe e até está muito mais refinado e apertado do que quando foi imposto há quarenta e tal anos. Ou nem sequer lês os documentos da EU ou da ONU?
Afinal os supermercados às vezes até têm muitas coisas para vender? Estou a ficar ainda mais baralhada…
Banho de capitalismo real apanho eu todos os dias quando vou e regresso para o trabalho, a maior parte das vezes, em pé nos transportes públicos, ou a pé quando eles tardam a aparecer. Já para não falar à noite quando me apetece ir a um cinema e desisto porque no regresso tenho que vir de táxi e a vida não dá para além do bilhete do cinema ter de pagar ao táxi.
Eu confesso que tenho vivido por cá. Muitos anos com contractos de trabalho a prazo, mais de vinte anos sem médico de família, sempre a contar os tostões, três anos a poupar se quero viajar nas férias, mas não desgosto de todo pois tenho cá a família e os amigos.
O que escrevi mais em cima são dois artigos da Declaração Universal dos Direitos do Homem. E ambos são aplicados em Cuba. Mas Cuba também aplica as leis sobre a segurança interna que por acaso são iguaizinhas às espanholas e bem mais benignas que as do Patriot Act.
E não são pormenores, são coisas muito sérias, pois a própria CIA já admitiu um enormíssimo número de operações secretas para sabotar e derrubar o regime. E o plano para “regime change” em Cuba é actualizado todos os anos e é quatro vezes mais extenso que o plano de “ragime change” que fizeram para o Iraque. É mesmo muito sério e devia ser muito preocupante para quem se gaba de ter vivido nos ex-países socialistas e devia ter o sentido crítico para ao menos reconhecer que para os trabalhadores e a generalidade da população a vida “antes” era de facto melhor.
Margarida
Em Cuba a censura é completa e não há qualquer liberdade de imprensa.
“Banho de capitalismo real apanho eu todos os dias quando vou e regresso para o trabalho, a maior parte das vezes, em pé nos transportes públicos, ou a pé quando eles tardam a aparecer. Já para não falar à noite quando me apetece ir a um cinema e desisto porque no regresso tenho que vir de táxi e a vida não dá para além do bilhete do cinema ter de pagar ao táxi.
Eu confesso que tenho vivido por cá. Muitos anos com contractos de trabalho a prazo, mais de vinte anos sem médico de família, sempre a contar os tostões, três anos a poupar se quero viajar nas férias, mas não desgosto de todo pois tenho cá a família e os amigos.”
Tenta apanhar um autocarro em Havana. Não podias ter escolhido pior exemplo.
Todos os tostões que contes são bem mais dos que tostões que um médico cubano tenha para contar.
Viajar é um sonho a que nem sequer se dão ao luxo. Não é verdade que a saida para a Europa dependa de vistos americanos.
De facto, as pessoas acreditam no que querem acreditar.
O burro do Euroliberal fugiu para aqui. Continuas a dizer asneiras.
Já agora,
é verdade que digo que Fidel não tem o povo com ele e tu dizes que sim. Só eleições livres poderiam esclarecer qual de nós os dois tem razão. Só que não há disso em Cuba, pois não?
Cuba é um paraiso. Porque é que não vais viver para lá, ó Daniel. Atenção: para o meio do povo e não para as zonas de luxo !
Historiador,
Tu sabes ler?
Historiador,
Tu sabes ler?
Oliveira….no se pueden decir más tonterías en menos espacio……
pois, o problema e: os judeus não destroem as embaixadas dos outros países nem amaeçam raptar e matar os seus habitantes… Cristo e Moisés não são intocáveis (presumo que viva neste mundo e leia jornais e vá ao cinema…)… o que está em causa não é ser simpatizante nazi… ou anti muçulmano, mas sim a resposta (democrática e civilizada, pois claro…) de inúmeros muçulmanos, a destruirem embaixadas, centros culturais e a ameçar de morte tudo o que seja Dinamarquês, Francês… Europeu em geral.
os cartoons até poderão ser de mau gosto (alguns estão bem conseguidos, por sinal…), mas de mau gosto mesmo é o seu relativismo, que ainda não percebeu que só pode escrever este tipo de textos porque vive num Mundo que lhe dá a liberdade para tal, sem ser perseguido.
Vai trabalhar malandro
Ó Daniel, lembras-te de ter disto isto?
“Cristo não é familiar ou amigo de ninguém aqui. É uma personagem histórica. Pode ser gozada, sem que isso tenha de ofender ninguém.” http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/050990.html
Se calhar foi um clone, só assim se compreende.
És o maior, pá. Carreira de sucesso, é o que te desejo. LOL
Por tudo e por nada o Euroliberal justifica o injustificável e desculpa o indesculpável. Está sempre a destilar veneno contra os judeus. Dá-me a impressão que fica contente de cada vez que morrem judeus em atentados. Nunca li nada dele a condenar os terroristas palestinianos, nem os atentados. Portanto, se lhe dessem as condições, penso que seria capaz de ir mais longe. Já disse em palavras o que fará em actos, se tiver oportunidade. Mas vem logo gritar contra as acções militares do Estado de Israel. Sendo assim, está com os monstros que colocam bombas nos autocarros repletos de crianças judias. Qual é a diferença entre esses autocarros a arderem com gente lá dentro e os fornos crematórios de Hitler? Nenhuma diferença!
Chama-me malandro. Acha que essa é a reacção “democrática e civilizada” a uma diferença de opinião? Não é pois não?
Qual o significado de escreveres 2 vezes, ó Daniel ?
O que tu dizes é fumo. Num vi o Bloco dizer mal do regime de Cuba !
Fui eu e digo o mesmo sobre Maomé. Relê lá o meu post aqui. Mas também me lembro da reacção de muita gente a esse meu post. Reacção livre e que ficou publicada e escrita. A de muita gente que, aliás, agora chora pela liberdade da blasfémia.
Então, manda uma carta para o Bloco.
ai, ficou ofendido porque lhe chamei malandro! espero que não se ache no direito de me queimar a casa… como acredito que não és ignorante de todo e já leste um pouco de história, penso que não és só malandro mas também um aldrabão populista. Já agora, porque não vais para um desses paraísos escrever os teus blogues? ah, não deixam?, pois…
Publica os cartoons! Vê lá se tens coragem. Põe-os todos aqui. Há vários blogs a publicá-los. Tens medo ?
“”dou” aos muçulmanos todo o direito de se indignarem” é igual a “Cristo não é familiar ou amigo de ninguém aqui. É uma personagem histórica. Pode ser gozada, sem que isso tenha de ofender ninguém.”
Só se indignam os ofendidos, não? Porém, nas tuas palavras, mutatis mutandis, Maomé não é familiar ou amigo de ninguém aqui. É uma personagem histórica. Pode ser gozada, sem que isso tenha de ofender ninguém. Ou não?
Medo, só vejo medo! Conversa fiada dos cobardes.
E se lesses bem as notícias já sabias que as imagens que estão a aparecer nos países muçulmanos mostram o Maomé em actos sexuais. Foram feitas pelos próprios extremistas para incendiarem os ânimos!
Sou contra a proibição de ofender símbolos nacionais e de os destruir. Sou por toda a liberdade de expressão
À luz das palavras de Daniel Oliveira, queimar bandeiras nacionais de outros países é uma forma de indignação pacífica.
Estamos esclarecidos nesta matéria.
Relidas as suas afirmações no Aspirina B e devo afirmar que corrijo a interpretação anterior que tinha da sua argumentação/pensamento resultante da sua exposição na SIC Notícias.
Somos uma nação pobre (estéril) e castrada (infecunda) … somos um povo descaracterizado, humilhado e cobarde cujos ídolos são uns, alguns de nós, a correr atrás de uma bola num campo relvado.
“Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os “cartoons”, mas de quem os publica.”
http://sal-portugal.blogspot.com/
JAC - Sal de Portugal
Dizes que a “censura é completa” e que “não há qualquer liberdade de imprensa.” Deve-te ter escapado o artigo desta semana do Mário Bettencourt Resende sobre a imprensa nos USA. Aconselho-te a leitura. Aliás, basta pensar um pouco na nossa imprensa para ver a favor de quem por cá há “liberdade de imprensa”…
“Tenta apanhar um autocarro em Havana.” Mas quem te disse que não apanhei? Aliás há alguém que não conheça a “frota” automóvel e rodoviária de Cuba? Já para não falar das bicicletas, motorizadas, motas, charrettes, etc. de tudo que por lá se movimenta com duas, três, quatro rodas, sem faróis, barulhentos e poluidores? Claro que se não fossem os brasileiros que para lá vendem autocarros de turismo, nem esta indústria se conseguia por lá desenvolver…mas só mesmo tu podias achar que eu viesse aqui defender o sistema de transportes cubano. E tanto quanto sei nem a Ford escapa ao bloqueio..
Cada um de nós tem prioridades nos gastos, pelo menos os médicos, professores, empregados, agricultores, estudantes, reformados cubanos não têm que optar entre comprar os remédios, ou ir ao médico e comprar o leite e o pão do mês…
Viajar é de facto um sonho, mas não poder visitar todos os anos a família é um pesadelo. Imagina só se o governo francês impusesse aos nossos emigrantes que vêm cá todos os anos nas férias (e ás vezes também no Natal) as restrições que o governo dos USA impuseram aos emigrantes cubanos, que agora, só de três em três anos podem visitar os familiares na Ilha?
E sabes, governar implica opções e governar sob um bloqueio implica especiais restrições. É que a opção do governo cubano em manter abertas todas as escolas e todas as camas hospitalares depois da “queda do muro” e até em desenvolver outras questões sociais custa dinheiro e exige investimentos. Não se pode ter tudo, há prioridades e a abertura de viagens ao estrangeiro não é uma prioridade em nenhum país sujeito ao bloqueio. E tanto quanto sei na Europa há cada vez mais restrições à emigração.
Há eleições livres em Cuba todos os cinco anos. Que elegem vereadores, Assembleias Municipais, Assembleias Regionais e a Assembleia Nacional. E são os eleitos que depois elegem os governos regionais e o governo nacional. É tanto quanto percebo um sistema complexo, mas não haverá dois sistemas iguais pois não? E nalguns países até há sistemas monárquicos, alguns até absolutistas, como no Nepal…
Ainda sobre o post original:
É legítimo elaborar cartoons por mais estapafúrdios que estes sejam, é legitimo queimar bandeiras (desde que sejam os proprietários a fazê-lo), já não me parece legítimo queimar embaixadas visto que se trata de destruir património alheio.
Não me identifico com movimentos xenófobos que parecem estar a tirar proveito da situação, nomeadamente radicais Islâmicos, extrema direita dinamarquesa e restantes religiões que viram aqui uma bela oportunidade para questionar a laicidade do Estado.
Não me agrada a posição hipócrita dos E.U.A., agora mostram-se compreensivos mas foram eles que puseram em prática a confusão entre o mundo árabe e terrorismo, foram eles que assassinaram imensos inocentes para poderem controlar mais uma zona estratégica petrolífera.
Acho que o Islão tem no mínimo as prioridades trocadas, desconheço manifestações deste volume em protesto à situação em guantanamo, no entanto quando o Corão vai para a retrete e se fazem cartoons do profeta é o fim do mundo. Estão claramente mais ligados aos símbolos, aos ícones do que ligados solidariamente entre si enquanto seres humanos.
Acho obviamente que os cartoons estão sujeitos a críticas, é isso mesmo liberdade de expressão.
Quanto ao cartoon de Maomé com uma bomba na cabeça, eu interpreto, e tenho esse direito, como uma visão crítica da interpretação que o Islão faz do seu Deus. No entanto não sou xenófobo nem faço confusões do todo com a parte.
Havana. 1 Fevereiro de 2006
EUA retira licença a uma agência de viagens a Cuba
POR NAVIL GARCÍA ALFONSO — do Granma Internacional
A estrita vigilância que o governo dos EUA mantém sobre o cumprimento das restrições contra Cuba se radicalizou com a retirada da licença a uma agência sediada na Flórida, encarregada de organizar viagens à Ilha.
Segundo o porta-voz do Gabinete de Controle de Bens Estrangeiros (OFAC), Molly Millenvise, estes controles visam fortalecer as disposições do OFAC para o cumprimento do programa de medidas contra Cuba.
Desde 2004 a administração Bush decretou o tempo mínimo de três anos entre uma e outra visita dos cubano-americanos residentes nos Estados Unidos a Cuba. Esta medida afeta uma das agências que mais viagens negociava é ainda mais a familiares e turistas com destino à Ilha.
Por ser a primeira vez que a OFAC retira uma das licenças se cria uma grande expectativa, pois segundo foi anunciado por esse escritório, realizará 25 auditorias similares a cada ano. Tamanha previsão põe em alerta 250 agências que em todo o território norte-americano enviam pessoas a Cuba.
O controle das atividades que suponham qualquer interação com Cuba é ponto permanente na agenda da Casa Branca. Quanto às restrições das viagens, o governo norte-americano arrecadou, em 2004, mais de US$ 1,5 milhão em multas a cidadãos norte-americanos por viajarem a Cuba sem autorização do Tesouro. Cada sanção significa US$ 7.500 por pessoa. Isto sem contar as outras limitações para aqueles que conseguirem o visto especial, como são a proibição de levar consigo, de retorno ao território norte-americano, qualquer bem adquirido em Cuba, segundo consta no texto das medidas restritivas.
Também não podem gastar mais de US$ 50 diários nem consumir rum nem charutos cubanos durante a estada na Ilha.
O OFAC retirou a licença à agência Estrela de Cuba, alegando irregularidades na entrega de autorizações para viajar por motivos religiosos. Nos últimos tempos, segundo alguns meios de imprensa da Flórida, o índice de salvo-condutos outorgados pelo Departamento do Tesouro se inclina para as licenças especiais aos religiosos.
O congressista do estado da Flórida, Lincoln Díaz-Balart, um dos inimigos mais ferrenhos de Cuba, tem utilizado sua influência política e aproximação ao governo para denunciar as “supostas viagens de santeiros que o que realmente perseguem é uma viagem turística”. Outros membros de bandos contra-revolucionários de Miami têm enviado cartas e inclusive se reuniram com funcionários do OFAC para que mantenham a política de mão dura.
Ileana Ros-Lethinen, também congressista de origem cubana, apóia a posição de Díaz-Balart, conhecido por suas atividades na Câmara para promover e fortalecer sanções contra Cuba.
Contudo, enquetes realizadas afirmam que a maioria dos cubanos residentes nos EUA são contra as regulamentações que cada dia afastam mais os familiares de ambos os países.
A tarefa do OFAC afeta aproximadamente 10 mil pessoas que buscam alternativas para viajar, desde que Washington estabeleceu as proibições.
Várias organizações que tentam acabar com o bloqueio norte-americano contra Cuba como é o caso de Pastores pela Paz e a Brigada Venceremos, são controladas também pelo OFAC, na busca de pretextos para impedir o direito dos cidadãos norte-americanos a viajarem livremente. Aproximadamente 200 membros desses grupos progressistas foram notificados e devem prestar conta ante o Departamento do Tesouro sobre suas últimas saídas do país.
Havana. 3 Fevereiro de 2006
Médicos cubanos partem para zonas inundadas da Bolívia
SANTA CRUZ, BOLÍVIA, 3 de fevereiro (PL).– Os integrantes da brigada médica cubana que chegou à Bolívia para ajudar os danificadas pelas inundações, partiram hoje para as zonas atingidas e iniciar seus trabalhos.
Assim foi informado por Prensa Latina, por Daniel Posadas, chefe do grupo, a tempo de precisar que os 140 profissionais serão destinados a 47 povoados do departamento de Santa Cruz.
A cada uma das comunidades chegaram pelo menos dois médicos e se formaram grupos maiores para as localidades mais povoadas.
Explicou também que cada um dos brigadistas levará consigo duas mochilas com 13 quilos de medicamentos e material de trabalho, destacando a acolhida dispensada pelos bolivianos.
Os profissionais cubanos chegaram ontem a esta cidade do oriente boliviano, com o embaixador de Cuba na Bolívia, Luis Felipe Vázquez e foram recebidos pela vice-ministra de Relações Econômicas Internacionais, Maria Luisa Ramos e pelo vereador de Santa Cruz, Oswaldo Peredo, do partido do governo, Movimento ao Socialismo (MAS).
O embaixador se entrevistou depois, com o presidente Evo Morales, e lhe entregou uma doação do governo cubano de US$ 100 mil.
O chefe de Estado agradeceu emocionado ao presidente Fidel Castro e ao povo de Cuba, e o prefeito de Santa Cruz, Rubén Costas, declarou-se emocionado pela ajuda e pediu ao diplomata que transmitisse a seu governo o agradecimento dos santa-cruzenses.
Durante as boas-vindas aos médicos, no aeroporto de Santa Cruz, o vereador Peredo, irmão mais jovem dos legendários Inti e Coco, combatentes da guerrilha do comandante Ernesto Che Guevara, manifestou seu agradecimento pela solidariedade cubana, em sua qualidade de “bolivariano e guevariano”.
O embaixador Vázquez, de sua parte, assinalou que os médicos cubanos têm ampla experiência pois, atuaram no Paquistão, na Venezuela, na Guatemala, em El Salvador, no Haiti e em outros países. Informou também que eles trouxeram 20 hospitais de campanha prontos para serem instalados onde for necessário.
Margarida, já podes parar, já toda a gente percebeu que Cuba é o paraíso na terra…
Quanto à questão de publicar ou não os cartoons neste blog: defender a liberdade de publicação dos cartoons não significa defender esses cartoons.
Eu acho que os cartoons devem ser publicados em blogues que concordem com eles, com a sua mensagem. Quem não gosta ou não concorda com eles pode defender o direito à sua publicação mas não deve publicá-los, não faz sentido.
Rui Mateus: como pode alguém dizer que um país sujeito a bloqueio é um paraíso na terra?
Estou em completa e total sintonia com o amigo Daniel.
Já toda a gente opinou em público neste país; Escutei opiniões doutas e sapientes, opiniões da ralé de pé descalço e, claro, tomei notas.
Estou a referir-me concretamente ao problema dos cartoons “ofensivos” à Nação do Islão.
Na minha modesta opinião, nós Ocidentais temos o mau costume de medir os conceitos da virtude e da ignomínia do mundo pelos nossos próprios conceitos, o que a meu ver é tão ou mais intolerante que tudo o resto.
Se alguma cultura tem a “ousadia” de pensar de modo diferente, está “feita ao bife” connosco: Selvagens, bandalhos etc…, são apelidados de tudo a mais umas botas! Mas que arrogância do caraças!
O Islão é conservador a roçar o reaccionarismo no que ao conceito religioso diz respeito segundo os nossos olhos Ocidentais? Se calhar é! Mas isso dá-nos o direito de os ofender maliciosamente como fizeram esses “jornalistas”? Não dá! A nossa tão apregoada liberdade deve sempre PARAR ONDE A DOS OUTROS COMEÇA!
Que diriam os Judeus se os Árabes fizessem um cartoon com a Tora a servir de vibrador a um rabi?
Ou o que diria o Ocidente Católico se eles fizessem um cartoon com Jesus Cristo a posar para a Playboy?
A verdade é que anda por aí muita gente interessada em acirrar os ânimos contra os povos do Médio Oriente, e nós, se não formos todos uma cambada de parvos, até sabemos quem são eles.
Bom Domingo para todos, com o meu @bração, e tenhamos juízo, que para problemas já bem bastam os que bastam.
Zecatelhado
Estou em completa e total sintonia com o amigo Daniel.
Já toda a gente opinou em público neste país; Escutei opiniões doutas e sapientes, opiniões da ralé de pé descalço e, claro, tomei notas.
Estou a referir-me concretamente ao problema dos cartoons “ofensivos” à Nação do Islão.
Na minha modesta opinião, nós Ocidentais temos o mau costume de medir os conceitos da virtude e da ignomínia do mundo pelos nossos próprios conceitos, o que a meu ver é tão ou mais intolerante que tudo o resto.
Se alguma cultura tem a “ousadia” de pensar de modo diferente, está “feita ao bife” connosco: Selvagens, bandalhos etc…, são apelidados de tudo a mais umas botas! Mas que arrogância do caraças!
O Islão é conservador a roçar o reaccionarismo no que ao conceito religioso diz respeito segundo os nossos olhos Ocidentais? Se calhar é! Mas isso dá-nos o direito de os ofender maliciosamente como fizeram esses “jornalistas”? Não dá! A nossa tão apregoada liberdade deve sempre PARAR ONDE A DOS OUTROS COMEÇA!
Que diriam os Judeus se os Árabes fizessem um cartoon com a Tora a servir de vibrador a um rabi?
Ou o que diria o Ocidente Católico se eles fizessem um cartoon com Jesus Cristo a posar para a Playboy?
A verdade é que anda por aí muita gente interessada em acirrar os ânimos contra os povos do Médio Oriente, e nós, se não formos todos uma cambada de parvos, até sabemos quem são eles.
Bom Domingo para todos, com o meu @bração, e tenhamos juízo, que para problemas já bem bastam os que bastam.
Zecatelhado
Daniel para alem dos teus inimigos de estimação, que não perdem uma para te cascar, e de um outro comentário mais sério, este debate sobre as caricaturas de Maomé, deveria ser visto á luz da batalha que se tem travado nos últimos anos, entre o racionalismo, e o fanatismo religioso.
Depois das ilusões que todos tivemos de construir um mundo novo, muitos países de religião miçulmana foram governados por aquilo que se chamou socialismo arabe.
Ideias mal aprendidas e pior postas em pratica, conduziram á corrupção ao desemprego, á revolta de uma população que via neses estrangeirados LAICOS a fonte de todos os males.
È nessa brecha que penetram os religiosos, que se munidos do ALCORÂO e interpretando-o á sua maneira apontaram o Ocidente como o grande Satã o grande causador da estagnação da nação arabe, apelando aquilo que eles chamavam o retorno aos valores da tradição.
A forma como o conflito israelo-arabe foi conduzido sobretudo por europeus e pelos EUA só acirrou o ódio, tudo era permitido a Israel em nome da sua defesa, tudo era condenado aos palestinos.
A forma como os EUA lidaram com o problema do Afeganistão, do Iraque , as ameaças que pairam em cima da Siria e do Irão, são benesses para os fanaticos muçulmanos deitarem achas para a fogueira.
Estou de acordo contigo, que fanáticos são fanáticos, o Bush diz-se ungido de Deus , seja lá o que isso fôr, e está em luta contra o inpério do mal, os fanáticos judeus querem o Grande Israel e se pudessem fariam uma total limpeza étnica dos palestinos, O Vaticano esse centro mundial do obscurantismo, e do reino das trevas, tenta controlar a vida de todos os cidadãos nos paises onde governantes cobardes se sujeitam aos seus ditames.
Como dizia o Marx a religião continua a ser o ópio do povo.
Lutar contra todas as ideias que defendam a intolerância, exigir o respeito pelo outro, e sobretudo defender a LIBERDADE, é a nossa tarefa do dia a dia.
Brincar com crenças pode ser de mau gosto, e até repugnante, mas nada justifica que se possa apelar á censura.
PS Margarida e João CUBA e a Coreia Do Norte são duas ditaduras, tenho a certeza que o PCP não defende hoje esses modelos para Portugal, ou estarei enganado…..
“…o que a meu ver é tão ou mais intolerante que tudo o resto.”
É verdade que somos intolerantes, demais até, agora tão ou mais que tudo o resto é que já me parece algo exagerado. É nestas coisas que eu não me identifico com a extrema esquerda, mesmo sendo eu de extrema esquerda.
Desisto Daniel. Por mim acabou… que o teu sectarismo te faça muito feliz… No futuro talvez nos tornemos a ver… Continua a maravolhar-te com o teu umbigo.
Quanto a mim, não mais comentarei os teus posts…
Fica bem com os comentários do José Tim e companhia… eu, por mim não te faço nem mais um…
Combate cuba até não poderes mais. Tenta por todos os meios combater o pc. Alia-te ao ps e arranja um emprego no psd ou nos empresários que o sustentam. Janta nos melhores restaurantes lisboetas e apela ao voto dos operários… (mas eles já não vão na tua conversa.)
Abraço
João
Factos:
A Agência Internacional de Energia Atómica remeteu para o Conselho de Segurança da ONU a análise do programa nuclear iraniano. Como retaliação, o Irão suspendeu unilateralmente o TNP (Tratado de Não Proliferação). Final da estória: o chefe da AIEA a fazer uma declaração não para explicar o sucedido, mas para justificar-se perante o Irão a opção tomada;
Uns cartoonistas dinamarqueses, de um jornal tablóide lá do sítio, publicaram em Setembro umas caricaturas do profeta Maomé. Passados quatro meses, uma onda de protesto assola as virgens ofendidas muçulmanas, com destruição de embaixadas, queima de bandeiras, etc….Final da estória: As autoridades europeias vêm a público defender, não a liberdade de imprensa, mas o direito à indignação dos muçulmanos. (Os mesmos que aquando de Londres e Madrid nos pediram para não confudir o terrorismo islâmico e o islamismo…). Por outro lado, o Grande Ayatollah Ali al-Sistani, o líder do clérigo iraniano, condenou ontem as caricaturas e a «acção horrenda» dos jornais ocidentais. (Nota – este último período foi a concretização de um sonho há muito adiado: ter neste estaminé a presença de um Grande Ayatollah…dá logo outra seriedade à coisa);
Conclusões:
Ó meus amigos líderes europeus, se quereis ser serventis perante o poder do petróleo, façam muito bom proveito. Agora que eu - e mais uns milhões de gatos e gatas pingados - defendemos que a liberdade de imprensa é um pilar da nossa civilização, e que o Tratado de Não Proliferação Nuclear é uma das (poucas) boas coisas que V.exas se lembraram , é um facto que não podeis negar. Entendido?
Ó meus amigos líderes muçulmanos, aprendei de uma vez por todas que eu prefiro – e mais uns milhões de gatos e gatas pingados - que façam uma caricatura do deus que a maioria da Europa segue, do que ter de receber um telefonema a meio de uma manhã qualquer a dizer que um familiar, amigo, colega ou filho ficou esfrangalhado no metro ou no comboio só porque cometeu o pecado capital de ir trabalhar…E nós, também estamos entendidos?
Carlos Malmoro
Pacheco: sabe perfeitamente que o regime que o PCP defende é o que está consignado na Constituição da República Portuguesa que é diferente
dos regimes consignados nas constituições cubana e coreana. Mas não era isto que estava em discussão com o D.O.
Caro João,
Desculpa se para te parecer de esquerda devo defender uma ditadura. Já o disse várias vezes: entre um tipo de direita, democrata, e Fidel, escolho o primeiro. Estranhas? Eu não estranho que tu estranhes. Prioridades.
Daniel, o melhor é ter cuidado com o que escreve, ou ainda vai acabar a fazer companhia ao Irving, Zundel e companhia. Um conselho de amigo :)
Liga Árabe Europeia responde com desenhos anti-semitas
A organização Liga Árabe Europeia reagiu às caricaturas do profeta Maomé com a publicação, via Internet, de desenhos anti-semitas, que, considera o movimento, «romperá com muitos tabus na Europa». A iniciativa faz parte de uma «campanha» lançada na sexta- feira, dia em que anunciou a «publicação sistemática de desenhos atrevidos» para «romper tabus e cruzar todas as linhas vermelhas», numa referência às caricaturas de Maomé.
Na sua página na Internet, a organização publica um desenho de Hitler deitado na cama com Anne Frank, um símbolo judaico do Holocausto, e uma segunda imagem que questiona o extermínio de judeus.
«Depois da lição que árabes e muçulmanos receberam dos europeus sobre liberdade de expressão e tolerância e depois de muitos diários europeus voltarem a publicar as caricaturas dinamarquesas do profeta Maomé, a Liga decidiu entrar no negócio das imagens e fazer uso do seu direito à expressão artística», refere a organização.
«Tal como os diários europeus asseguram que apenas querem defender a liberdade de expressão e estigmatizar os muçulmanos, nós também destacamos que os nossos desenhos não pretendem ser uma ofensa a ninguém e não devem ser encarados como uma declaração contra nenhum grupo, comunidade ou acontecimento histórico», acrescenta.
Margarida eu que sempre condenei as ditaduras de Salazar e Caetano, e as chapeladas que eram as eleições feitas nesse tempo, só posso dizer que quando houver eleições LIVRES em Cuba e na Coreia do Norte então esses paises poderão ser considerados democracia, até lá são ditaduras em que prevalece a opinião do partido único.
Liga Árabe Europeia responde com desenhos anti-semitas!?
Qual é a URL?
Também quero ver (para me inspirar.
Para já depois da alusão ao tio Adolfo na cama com a sobrinha já estou a imaginar o Maomé na cama com o Buda.
Será iconoclasta?
Demos graças a Marx e a Freud nossos pais.
Daniel Oliveira escreve sobre liberdade de expressão, cartoons e islamofobia europeia a propósito de “tresleituras” do que escreveu no Expresso ou disse no Eixo do Mal. O seu texto é tão paradigmático de uma esquerda “amiga de seus próprios coveiros”, segundo a expressão de Milan Kundera, quanto, e precisamente por isso, de crítica fácil e óbvia.
Quando D.O. diz que não aceita que só porque alguém usa da sua liberdade de expressão, não possa ser criticado defende o seu enquadramento (e não vale a pena negar que ele tentou este enquadramento) das críticas islâmicas aos cartoons dinamarqueses ao mesmo nível que estes últimos. Primeiro, os cartoons são cartoons, não são ameaças de morte, nem incitamentos ao assassinato ou declarações de guerra religiosa, tão pouco são ataques a edificíos religiosos, embaixadas, etc. Segundo, os cartoons dinamarqueses são publicados por um jornal privado em um país europeu, enquanto as críticas islamistas são feitas pela comunidade muçulmana por todo o mundo, de forma popular e institucional, e são feitas, muitas vezes em tom de grave ameaça, contra países inteiros senão mesmo contra todo o Ocidente.
Depois diz: O que não aceito é que os muçulmanos, se reagem, são fanáticos, mas se os judeus reagem e chamam a meio mundo de anti-semita logo se explique que têm boas razões para isso. Falar dos judeus aqui é absurdo e, pelo menos, suspeito. Não se conhece nenhuma reacção das comunidades judias se quer comparável ao que está ocorrendo agora a propósito de qualquer “cartoons anti-semitas”.
O que não aceito é que Cristo e Moisés sejam intocáveis na Europa e Maomé motivo recorrente de galhofa. Outra vez: D.O. recorre ao absurdo e a mentira. Constança Cunha e Sá dá os exemplos mais óbvios em comentário ao próprio post no Apirina B, e Vasco Pulido Valente a completa.
Em seguida D.O. realiza uma declaração, delocalizadamente quixotesca, de príncipios em favor da liberdade de expressão, para dizer: sei que a islamofobia é um dos maiores perigos que a Europa vive. O que esta crise toda eventualmente serve para comparar é, precisamente, o grau de islamofóbica que é Europa agora mesmo, comparativamente ao grau de antiocidental que é o Islão actual. Queira ou não D.O. o resultado da comparação é claro.
Depois, finalmente ou quase, D.O. se transforma em último guardião dos direitos humanos e nos reserva a todos os demais o estatuto de colaboradores nazis, activos ou passivos. Como defenderia, nos anos 20 e 30, toda a liberdade aos anti-semitas para falar. Mas estaria na primeira linha contra eles. Infelizmente, faltou então quem se lhes opusesse. Como falta agora quem defenda os muçulmanos do preconceito. Em primeiro lugar não tenho tão claro como D.O. o direito de liberdade de expressão de autênticos islamofóbicos, anti-semitas, anti-ocidentais, ou quaisquer outros. Incitações ao ódio, violentas, puras e explícitas podem perfeitamente não ser abarcadas no conceito de liberdade de expressão de uma sociedade democrática, e sempre na medida em que esta, querendo preservar-se como democrática, creia que proibir a liberdade de expressão de anti-democratas a coloca menos em risco que, permitindo-a. E, por outro lado, os cartoons sobre Maomé não podem ser consideradas incitações explícitas ou violentas ao ódio anti-islâmico. Tal como um preservativo no nariz do Papa tão pouco o é. O discurso nazi dos anos 20 e 30 esse sim estava plegado de infinitas incitações ao ódio, violentas e explícitas até a exaustão. É absurdo querer comparar uma coisa com a outra. O que talvez não seja tão absurdo é comparar o ódio contra Ocidente nos discursos dos imanes radicais do mundo muçulmano com o discurso da propaganda hitleriana contra o sionismo. Pode que não seja de todo uma coincidência que desde Irão se afirme, neste exacto momento, dúvidas sobre a existência do Holocausto. Como diz Vasco Pulido Valente: Daniel Oliveira que pense bem.
O que é curioso no texto de D.O. é a defesa, defesa pouco hábil e sólida mas ainda assim uma defesa, que ele realiza de um tipo de visão do mundo que vai precisamente em contra do que o seu discurso é. Um discurso que precisamente na blogosfera o tornou conhecido pela sua imediatez, pelo uso da caricatura, do tudo vale, no ataque de idéias eventualmente pré-concebidas. Um exemplo explícito de uma herança fundamental da cultura ocidental, a do bobo da corte, o único que possuía o direito de ridicularizar até mesmo o rei. Este elogio do bobo da corte, tal como se entende no mundo Ocidental, se formou tardiamente em Europa, principalmente com o Iluminismo, em França com Voltaire e Diderot, e o Oriente seja ele Médio ou Extremo não o conhecem e nunca chegaram a incorporar, nem mesmo por empréstimo do Ocidente, em suas visões do mundo. Quando Salman Rushdie se defendia da fatwa de Komeini pelo seu livro “Versículos Satânicos” utilizou este bobo da corte, como uma reinvidicação dos romancistas e artistas em geral. Reinvindicou a imunidade do bobo da corte, este herói intelectual europeu essencial. Mas esta imunidade é alheia aos valores culturais não ocidentais e nunca poderia ser assimilada pelos que lhe condenavam à morte.
(Na televisão entrevistam um jovem magrebí em Madrid, e lhe perguntam sobre as caricaturas de Maomé, o jovem responde que para os ocidentais é normal brincar com as suas autoridades, o Papa, Cristo, etc, mas para um muçulmano, “para nós”, isso não é assim. )
É curioso, e de certa forma previsível, que fosse precisamente ele, o bobo da corte, quem viesse tornar, da forma mais explícita possível, definitivamente visível a fractura que separa o mundo muçulmano do mundo ocidental. Ao contrário do que previa Huntignton em The Clash of Civilizations (leiam, nem que seja, se se consideram capazes, para criticar), o Ocidente se enfrenta contra Maomé não apresentando Cristo como estandarte, mas este anão, deformado, defeituoso, e ele mesmo irrisório, que é o bobo da corte. Não se trata de uma ressurreição dos valores cristãos e tão pouco seria justo reduzir o episódio a uma suposta degeneração moral do mundo ocidental. É muito mais realista perceber que é o bobo da corte, este anti-herói, anti-gigante, deus fundamental da cultura laica ocidental moderna, quem é o verdadeiro odiado pela cegueira do fanatismo religioso muçulmano. Que depois venha um dos seus herdeiros lusos tentar defender o fanatismo islâmico e ofender de maneira tão ingrata o seu deus, chamando-lhe de islamofóbico…, só demonstra a voracidade deste deus, capaz do canibalismo ele mesmo.
http://www.bfg-bayern.de/images/jesus.gif
http://www.jesus-christus-kirche.de/assets/images/Cartoon2a.jpg
Caetera, se não conhece reacções dessas de judeus e outros cristãos, é ver as opiniões do Reverendo Pat robertson, ou dos extremistas que veneram o túmulo de Baruch Goldstein.
“O Vaticano esse centro mundial do obscurantismo, e do reino das trevas, tenta controlar a vida de todos os cidadãos nos paises onde governantes cobardes se sujeitam aos seus ditames”.
A. Pacheco, estou a ver que em algumas matérias ainda não está a par dos factos nem das políticas. Pensar que o Vaticano é “o reino das Trevas”, além deser uma imagem também ela mística, é patético. E a tal sujeição dos governantes é pura ilusão, a Igreja não tem intenções de alcançar o poder político, apenas de influenciar as sociedades com os seus ensinamentos e princípios. Ou, ao contrário de outras correntes, isso está-lhe vedado?
Ó Caetera, tanto bla-bla para não dizer nada. O pasquim blasfemo dinamarquês é de extrema-direita xenófoba e encomendou os cartoons para ilustrar um livro sacrílego em que Maomé era acusado de pedófilo. A maior parte dos políticos e autoridades religiosas ocidentais consideram os cartoons provocatórios e altamente desrespeitosos do mundo islâmico. Quem é você para dizer o contrário ? Também é você um porco nazi-bushista que apoiou a carnificina do Iraque ? É anti-semita histérico ? Mas sobretudo, meta isto na cabeça: quem decide se tais desenhos satânicos são ou não blasfemos para o Islão, são os muçulmanos, não é você. E eles já decidiram esmagadoramente que o eram. Logo, os porcos antisemitas como você, só têm é de se calar. Não é interessse da Europa entrar em cruzadas. Já demos para esse peditório. Esse é desígnio dos colaboracionistas com a Coboilândia e o seu Mini-me, o estado pária de Israel.
João Pedro concordarás comigo que comparar as reacções de um reverendo americano por mais famoso que seja ou “dos extremistas que veneram o túmulo de Baruch Goldstein” com a reacção da comunidade islâmica radical que temos visto acontecer no mundo islâmico é um pouco absurdo.
Daniel,
de acordo com o que dizes no post, mas a questão fundamental não é de grau de reacção (sempre me irritou também o facto de irem esperar o Le Penn e fazer algazarra e não o fazerem, por exemplo, com outros propagandistas de ideias xenofobas ou totalitárias) a questão essencial é a da desproporcionalidade dos meios de reacção, destruir as embaixadas dos paises mais tolerantes, solidários e fraternos é uma declaração de guerra da barbárie contra a civilização. Tudo o que dizes no post e disseste no eixo do mal é a nota de rodapé, mas faltou o texto. E o texto é que marcava uma posição sobre a coisa.
Bom, pode não ser grave nem definitivo, acho que com o decorrer das discussões com a Margarida lá chegarás, é um tirocínio que estavas a precisar, acho até que quem te a enviou não foi o Comité Central para ajustar contas antigas, foi o Jorge Coelho para garantir ganhos futuros ;)
“discurso da propaganda hitleriana contra o sionismo”
Duvido que o Hitler alguma vez tenha feito algum discurso contra o sionismo (ou, já agora, que Luis XIV tenha feito algum discurso contra a politica de Bush).
Aliás, quando os nazis ainda estavam a discutir o que faze com os judeus, uma ideia até foi mandá-los para a Palestina.
Hoje um dos contactos que fiz por obrigação profissional encontrou do outro lado o Abdul, um português que professa a religião islâmica que herdou dos seus avós moçambicanos. Não sem pensar duas vezes, a primeira teria sido desnecessária se eu não tivesse sido educado na religião católica apostólica romana, decidi questioná-lo sobre o caso do momento. A curiosidade foi facilitada pela fama e pelo proveito do tipo estar sempre de bom-humor e de ser conhecido por ter uma carteira recheada de piadas que às vezes deixam os companheiros de profissão e de destino à procura do sentido de um “non-sense” bem refinado.
Abdul, que me dizes do que se passa à volta dos “cartoons”? “Uma provocação” - respondeu-me, “não lhe dou importância”. Ponto final.
Quando eu o provoquei, à espera de ouvir um comentário mais veemente, ele lembrou-me o Contexto (esta palavrinha importante em Comunicação), fala da ocupação do Iraque, da situação humilhante da Palestina e de umas eleições filhas de uma democracia menor, “não teria votado neles, mas estou aqui” e sentenciou que “houve quem se aproveitasse de um lado e do outro e a situação não serve nenhum dos lados”.
A verdade é que a ira do outro lado das têvês fez saltar a tampa liberal e a musa inspiradora a uns tantos que trataram de debitar piedosos editoriais em defesa da liberdade de imprensa, escritos com a mesma tinta que aviltou há anos Saramago pelo seu “Evangelho Segundo Jesus Cristo” e que procurou crucificar o cartonista que enfiou um inocente preservativo no nariz do Papa - em que outro sítio poderia ele ser respeitosamente inserido?
Voltando ao Abdul. Depois de falar sobre a importância da religião em zonas do globo onde ela é o que sobra do despojo, em que representa (estranhamente, para mim) o elo que sobra de identidade das pessoas, onde serve para resistir (e para oprimir, não são também muçulmanos os califas da Arábia Saudita que exploram até ao tutano os trabalhadores sauditas e dos países vizinhos? - atirei-lhe), o Abdul quis saber qual é a minha religião. Não acredito, “Agnóstico?, não sou agnóstico sou ateu, não acredito na existência de deus. Procurando desfazer o estereótipo, acrescentei que combatendo a ideia de deus sou a favor da liberdade religiosa porque defendo a liberdade de pensamento e de expressão tenha ela o mau gosto que tiver.
“Para mim, isso basta-me e tens razão nessa da Arábia Saudita”. Fiquei a pensar se quem proferiu as últimas sentenças foi o islâmico ou o electricista, mas rapidamente mandei o pensamento às urtigas quando me apercebi do preconceito.
O Abdul é o segundo islâmico que conheço, conheci outro e era um respeitado presidente de uma associação de estudantes. Não vejo nenhum deles a queimar bandeiras da Dinamarca. Da mesma forma que não detectei na minha mãe que quis salvar a infantil alma do filho obrigando-o a sentar os ossos na catequese qualquer tentativa de se apoderar do evangelho do Saramago da minha estante para o queimar em acto de fé.
Algo sobre Cuba. É em nome das universidades, do número de médicos por habitante e sobretudo do sonho dos guerrilheiros da Sierra Maestra que admiro a Revolução Cubana.
Talvez seja por ser ateu e não acreditar em deuses e desconfiar de profetas, não tenho a cegueira suficiente para esquecer que a Revolução (as revoluções) na sua competição com a democracia burguesa só são melhores se não encararem o ser humano apenas como um intestino. Isto é, a Revolução Cubana estaria mais saudável, defender-se-ia melhor, se o “social-democrata” Daniel Oliveira pudesse publicar as suas críticas no “Gramma”. Garanto que, mais bairros recuperados menos autocarros cheios, Cuba estaria mais próximo do paraíso.
Não ando de Che (”o herói dos pequeno-burgueses”, como me dizia uma activista da UEC nos idos de 1975) estampado na camisola, apesar há 30 anos ver daqui uma medalha que reproduz a célebre fotografia do cristo comunista.
Eu ateu me confesso: não gosto que faleis de Revolução de forma vã.
Caetera: não vejo onde está o absurdo. são tão fanáticos como os que queimaram a bandeira de Dinamarca. Assentam todos no mesmo pressuposto da sua crença ser a única verdadeira e não ser susceptível de sofrer a mínima contestação e a dos outros, os infieis, ser mera blasfémia. Fizessem uma graça semelhante no Texas ou na parte judia de Jerusalém (talvez já não em Haifa ou Telavive)a cristo ou Moisés e as reacções eriam certamente semelhantes, com “fatwas” e “éditos” semelhantes.
além disso, houve igualmente manifestações pacíficas na europa. Mas parece que as TVs preferiram o folclore sírio e libanês(não, não estou a desculpar os ataques aos consulados).
Tens razão Miguiel Madeira.
não é fantástico que depois da publicação dos cartoons haja já (mais) milhentos muçulmanos prontos a dar razão ao cartoon de maomé com um turbante explosivo?
acho que um grande desafio que o mundo tem pela frente é evitar a subida do fanatismo muçulmano. acho que os muçulmanos no geral sabem onde/como/quem/quando se criam os fanáticos. e tal como diz o presidente eleito é preciso que os bons muçulmanos expulsem os maus muçulmanos senão muito rapidamente vão ficar indiferenciáveis.
sem querem entrar em comparação de guerras, acções em nome de ou número de mortos, acho que uma grande diferença que é logo um mau começo é que o profeta que joga pelo ocidente tem um currículo de perdão,dar a outra face, amizade e respeito pelo próximo enquanto o profeta dos muçulmanos é um mártir e difusor da jihad?.
Daniel, Eu admiro a tua paciencia para aturares algumas coisas. nem me dava ao trabalho de responder. Não se pode propor um intercambio entre paises e mandar uns quantos para Cuba e para a Coreia e dar a hipotese a outros tantos de viver em Liberdade?
Quanto ao post estou de acordo contigo, por muitas contardições entre posições semelhantes que alguns queiram encontrar entre pessoas de pensamento igual.
Só uma nota: A blogosfera ficou mais interessante contigo. Os teus arqui inimigos que estavam orfãos saíram todos outra vez dos armários. Mesmo assim não aprenderam nada durante a espera.
A prova de que os cartoons são obra da escumalha da extrema-direita dinamarquesa que apoia a criminosa cruzada dos terroristas bushistas no Iraque e que pretendia humilhar o Islão (do blogue Da Literatura):
“Toger Seidenfaden, director do jornal dinamarquês Politiken, título de referência, entrevistado por Ana Navarro Pedro: «No Verão de 2005 [...] um polemista dinamarquês, Kaare Bluitgen, muito conhecido pela sua islamofobia [...] escreveu um livro sobre a vida de Maomé, destinado às crianças e à juventude dinamarquesa, que apresenta o Profeta como um pedófilo e um criminoso de guerra. O livro é provocante e, na minha opinião, vulgar. [...] Bluitgen queixou-se publicamente que um ou dois desenhadores tinham recusado ilustrar o seu livro. Até hoje, não sabemos se isso foi um facto — o que sabemos é que publicou o livro, e com ilustrações.» Cf. Público de anteontem, página 5.
2. O Jyllands-Posten, jornal popular de grande circulação — «o mais lido» da Dinamarca, segundo Seidenfaden —, deu eco às queixas de Bluitgen e convidou 40 caricaturistas a fazer cartoons de Maomé. Doze aceitaram o desafio. Os 12 cartoons foram publicados na edição de 30 de Setembro, acompanhados de um editorial que reivindica o direito a «desafiar, blasfemar e humilhar o Islão».
A EUROPA CIVILIZADA NADA TEM A VER COM as actividades criminosas desta ralé nazi. Os muçulmanos têm todo o direito de defenderem a sua honra contra estes Van Gogh’s…
Tenho medo de concordar com o Daniel. As (outras) fatwas abundam por aí.
“O que não aceito é que uma manifestação de muçulmanos seja sempre uma manifestação de “fundamentalistas”, uma manifestação de cristãos seja uma manifestação de “conservadores” e uma manifestação de judeus seja uma manifestação de “judeus”.”
Pura demagogia. O que temos assistido nos últimos dias é a manifestações violentas por parte de radicais muçulmanos, os quais, no entanto, não representam a maioria dos muçulmanos. Não queira, porém, comparar o incomparável- Diga-me lá qual a última manifestação de cristãos que tenha assumido as proporções que estas têm assumido? E mesmo de Judeus? É pena que os seus anti-semitismo e anti-cristianismo primários não lhe permitam pensar e escrever de forma isenta e não sectária deste problema.
(por lapso, pus o comentário como anónimo!)
“O que não aceito é que uma manifestação de muçulmanos seja sempre uma manifestação de “fundamentalistas”, uma manifestação de cristãos seja uma manifestação de “conservadores” e uma manifestação de judeus seja uma manifestação de “judeus”.”
Pura demagogia. O que temos assistido nos últimos dias é a manifestações violentas por parte de radicais muçulmanos, os quais, no entanto, não representam a maioria dos muçulmanos. Não queira, porém, comparar o incomparável- Diga-me lá qual a última manifestação de cristãos que tenha assumido as proporções que estas têm assumido? E mesmo de Judeus? É pena que os seus anti-semitismo e anti-cristianismo primários não lhe permitam pensar e escrever de forma isenta e não sectária deste problema.
Os cartoons nem sequer têm assim tanta piada… Os tais da liga árabe estão bastante mais mordazes! Como diz a minha amiga Rain, levam-se demasiado a sério! E é tão confortável ser selvagem em nome de um ente superior qualquer que seja!
Onde é que isto vai parar?
Qualquer dia ainda publicam um cartune no Expresso com um papa com um preservativo no nariz
D.O. Estou espantada! Tu que no teu post escreveste “Sou por toda a liberdade de expressão. Mas toda“ ainda não te apercebeste do autoritarismo e do despropósito da sugestão do teu correligionário Arruda (“ Não se pode propor um intercambio entre paises e mandar uns quantos para Cuba e para a Coreia e dar a hipotese a outros tantos de viver em Liberdade?”)? e se sim, ainda não o desautorizaste?
Ou afinal a liberdade de expressão que tu defendes é tão somente aquela que melhor serve os propósitos dos coveiros das revoluções socialistas?
” que melhor serve os propósitos dos coveiros das revoluções socialistas?”
Cara Margarida, aqui também está o Daniel ou não ? é que se estiver você está de parabéns o seu trabalho tem sido profícuo eh eh eh
Daniel,
acreditas mesmo nisso que escreves, rapaz?…
É verdadeiramente inusitado verificar como de uma penada só os comentadores e analistas das declarações do Daniel entendem não atingir o autor da mensagem (originalmente, o jornal dinamarquês), nem o transportador da mensagem (os jornais que republicaram os cartoons e a restante imprensa e blogosfera que lhes deram eco), mas, a par desse monstro que é, aparentemente, o Islão, o próprio comentador residente do Aspirina B. Curiosamente, o mesmo que se mostra indignado não só com os cartoons, mas também com as reacções selvagens dos extremistas muçulmanos.
É impressão minha ou em vosso entender a liberdade de expressão devia ter limites para o Daniel Oliveira?
Esta é ideia que os defendidos pelos defensores dos casamentos gay têm do acto.
http://www.arabeuropean.org/newsimages/1139228401animalmarriage.JPG
É tão bom ter amigos assim, daqueles que nos compreendem porque conhecem o nosso mais produndo ser.
PQP isto já é mariquice a mais, vou mas é incendiar uma embaixada.
Caro Solvstag,
Para nós - inusitados - a liberdade de expressão do DO não devia ter limites, o que não nos impede de sermos críticos relativamente à forma como ele (ab)usa dessa mesma liberdade.
Bom, o Rui sempre reconhece que a liberdade de expressão tem limites ou, por outra, que pode ser usada abusadamente.
O que eu pergunto é se foi isso que os cartoonistas fizeram.
Caro Solvstag,
Penso que não percebeu o que eu quis dizer, mas também é irrelevante em face das coisas mais importantes que por aqui se têm escrito.
Caro Rui,
Penso que percebi, penso aliás que nos percebemos todos uns aos outros, e isso é importante.
E concordo consigo quando escreve que a melhor forma de entender os problemas é tratá-los de forma isenta e não sectária.
Por outro lado, este nosso diálogo é de facto uma questão de somenos no meio da maré dialéctica que por aqui vai crescendo.
Caro João Pedro , eu vivi na ditadura de Salazar e Caetano e sei o papel de apoio que a hierarquia da Igraja Catolica deu a essa ditadura, a começar por esse odre de corrupção chamado Cardeal Cerejeira.
Sei do atentado há bomba contra um cinema do quartier latin que passava A Ultima Tentação do Cristo.
Sei dos ataques á bomba contra clinicas de interrupção de gravidez assistida nos EUA que já levram ao assassinato de medicos.
Sei o poder da Opus Dei, mais uma estrutura tenebrosa fundada por um fascista apoiante de Franco, que impôe regras e consegue através do enorme poder financeiro levar os governos a apoiar leis restritivas dos direitos e liberdades dos cidadãos, o caso actual da Letónia e da Polonia é paradigmatico.
O que está em causa, não é as religiões praticarem o seu Humus, o que está em causa é elas quererem impôr ás sociedades onde são maioritárias, a sua visão do que que se deve e pode fazer.
Em suma dar a Cesar o que é de Cesar e ás religiões o que é das religiões.
Não sei se me fiz entender…
Pacheco: aí em cima, disse que “quando houver eleições LIVRES em Cuba e na Coreia do Norte então esses paises poderão ser considerados democracia, até lá são ditaduras”.
Agora, mistura o papel da Igreja na ditadura portuguesa, com um atentado num cinema em Paris, com atentados contra clínicas que praticam IVG nos USA, com acções da Opus Dei na Letónia e na Polónia, para nos mostrar que as religiões querem “impôr ás sociedades onde são maioritárias, a sua visão do que se deve e pode fazer.”
Contudo nunca o vi a pôr em causa as eleições em Portugal, em França, nos USA, na Letónia ou na Polónia, pelo que deduzo que acha que nestes países as eleições são LIVRES e que em todos eles vigora a verdadeira democracia. Só em Cuba (e na Coreia) é que não, tanto que as classifica de “ditaduras”.
Fiquei portanto com a curiosidade de saber qual o seu critério para definir “eleições livres”. Se quiser fazer o favor de explicar…
Tal como aconteceu no BdEII também estão a ver se batem o record de comentários da blog