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	<title>Comentários em: Shemah, Israel!</title>
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	<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 01:38:52 +0000</pubDate>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32628</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 11:46:18 +0000</pubDate>
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		<description>Bom dia Daniel, pois eu já estava à espera que fosse um problema de calendários. Quanto ao 'horror ao vazio' creio que tinha um significado anímico mais profundo, como negação de que não existe nada para lá da morte. Os hindús, como têm aquele ciclo indeterminado de reencarnações pela frente, conceberam o seu término através do nada (nós em português podemos aproveitar para dar um mergulho). Para os budistas, que eu saiba, não há definição positiva de Nirvana, e mesmo a definição negativa não é suficiente para comportar toda a vacuidade da coisa. Mas também nisso sou estudante.

Bom é que está Sol.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia Daniel, pois eu já estava à espera que fosse um problema de calendários. Quanto ao &#8216;horror ao vazio&#8217; creio que tinha um significado anímico mais profundo, como negação de que não existe nada para lá da morte. Os hindús, como têm aquele ciclo indeterminado de reencarnações pela frente, conceberam o seu término através do nada (nós em português podemos aproveitar para dar um mergulho). Para os budistas, que eu saiba, não há definição positiva de Nirvana, e mesmo a definição negativa não é suficiente para comportar toda a vacuidade da coisa. Mas também nisso sou estudante.</p>
<p>Bom é que está Sol.</p>
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		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32614</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 00:35:23 +0000</pubDate>
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		<description>Z, creio que essa do "horror ao vazio" se refere apenas ao vácuo, que se enchia sem que as pessoas entendessem que forças "empurravam" o ar para dentro do recipiente onde se gerasse vácuo. Daí a célebre experiência de Otto von Guericke, com os "anéis de Magdeburgo", que a gente aprendia no nosso tempo, embora nos poupassem ao nome do homem.
Sobre Euclides, gostei de ler o que escreveste. Recordei umas coisas, aprendi outras. Por isso te poupo a teres de explicar a diferença real de onze dias entre a morte de Shakespeare e a de Cervantes, que aperecem como tendo morrido no mesmo dia. O que até dá um certo tom dramático à maneira como teriam acabado os dois geniais criadores. Siplesmente o que aconteceu foi que a Inglaterra não tinha adoptado ainda o calendáro gregoriano. E foi pela mudança de calendário que Santa Teresa de Ávila, que morreu no dia 4 de Outubro de 1582, foi enterrada no dia 15... que foi, afinal, o dia seguinte.
Obrigado ela tua paciência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Z, creio que essa do &#8220;horror ao vazio&#8221; se refere apenas ao vácuo, que se enchia sem que as pessoas entendessem que forças &#8220;empurravam&#8221; o ar para dentro do recipiente onde se gerasse vácuo. Daí a célebre experiência de Otto von Guericke, com os &#8220;anéis de Magdeburgo&#8221;, que a gente aprendia no nosso tempo, embora nos poupassem ao nome do homem.<br />
Sobre Euclides, gostei de ler o que escreveste. Recordei umas coisas, aprendi outras. Por isso te poupo a teres de explicar a diferença real de onze dias entre a morte de Shakespeare e a de Cervantes, que aperecem como tendo morrido no mesmo dia. O que até dá um certo tom dramático à maneira como teriam acabado os dois geniais criadores. Siplesmente o que aconteceu foi que a Inglaterra não tinha adoptado ainda o calendáro gregoriano. E foi pela mudança de calendário que Santa Teresa de Ávila, que morreu no dia 4 de Outubro de 1582, foi enterrada no dia 15&#8230; que foi, afinal, o dia seguinte.<br />
Obrigado ela tua paciência.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32611</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 23:33:10 +0000</pubDate>
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		<description>parece que o zero como número demorou muitos séculos a internalizar-se Daniel, porque é interpretado como o símbolo do nada, mais propriamente o cardinal do conjunto vazio, e havia o postulado de que a Natureza tinha horror ao vazio, bem enraizado. Que eu saiba como conceito veio dos hindús e foi internalizado no sistema de numeração árabe muito depois, agora como algarismo posicional já era usado pelos maias e talvez por outros.

a provocação 'vai-te multiplicar por zero' só faz sentido há pouco tempo, e até o chamam de elemento absorvente...

no entanto confesso que os únicos esboços de matemática antiga que vi eram caldeus, com símbolos cuneiformes em tabuinhas de argila num sistema sexagesimal. mais tarde vi uns gatafunhos dos maias mas não pesquei quase nada

em princípio a geometria de Euclides dispensava o zero, porque incidia sobre o que tinha forma, portanto existência virtual e representação icónica - o Michel Serres diz que a amior invenção grega, que subtende tantas outras, é o conceito de proporção, que tem a sua expressão mais operacional no Teorema de Tales: em triangulos semelhantes, a angulos iguais opoem-se lados proporcionais

essa do salário e do sal já sabia, mas fizeste bem recordar-me, até porque mais uma vez, e voltando ao conceito de valor, o sal tinha muitas valências: temperar, conservar os alimentos, combater a desidratação, portabilidade, homogeneidade e compactação, e outras - mas com uma inundação lá se ia o valor...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>parece que o zero como número demorou muitos séculos a internalizar-se Daniel, porque é interpretado como o símbolo do nada, mais propriamente o cardinal do conjunto vazio, e havia o postulado de que a Natureza tinha horror ao vazio, bem enraizado. Que eu saiba como conceito veio dos hindús e foi internalizado no sistema de numeração árabe muito depois, agora como algarismo posicional já era usado pelos maias e talvez por outros.</p>
<p>a provocação &#8216;vai-te multiplicar por zero&#8217; só faz sentido há pouco tempo, e até o chamam de elemento absorvente&#8230;</p>
<p>no entanto confesso que os únicos esboços de matemática antiga que vi eram caldeus, com símbolos cuneiformes em tabuinhas de argila num sistema sexagesimal. mais tarde vi uns gatafunhos dos maias mas não pesquei quase nada</p>
<p>em princípio a geometria de Euclides dispensava o zero, porque incidia sobre o que tinha forma, portanto existência virtual e representação icónica - o Michel Serres diz que a amior invenção grega, que subtende tantas outras, é o conceito de proporção, que tem a sua expressão mais operacional no Teorema de Tales: em triangulos semelhantes, a angulos iguais opoem-se lados proporcionais</p>
<p>essa do salário e do sal já sabia, mas fizeste bem recordar-me, até porque mais uma vez, e voltando ao conceito de valor, o sal tinha muitas valências: temperar, conservar os alimentos, combater a desidratação, portabilidade, homogeneidade e compactação, e outras - mas com uma inundação lá se ia o valor&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32607</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 22:34:11 +0000</pubDate>
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		<description>Z e Chico
Vocês querem pôr-me a cabeça a andar à roda! Bem pensada a questão do bem, que tem dado muito que fazer ao longo dos séculos. E aquela "esperadanca" tem muito que se lhe diga. Vou guardar o endereço para reler tudo com mais calma. Mas, ó Z, decerto saberás que tal como cálculo é isso mesmo (é óptimo quando não é renal), "salário" deriva de "sal", em que muitos dos tais legionários das coortes recebiam o pagamento. Mas há uma questão ali que julgo confundir a falta do símbolo com a falta da sua noção. É certo que um símbolo para o zero só surgiu nos primórdios já da nossa era, mas até então era representado por um espaço vazio ou um traço. Se não houvesse maneira de resolver essas questões, como é que os pitagóricos teriam alcançado tal perfeição numérica? E os Hebreus, que usavam também letras, não se safavam nada mal a fazer contas. Nem monumentos!
A questão das séries de datas simétricas merece mais atenção. Embora isso das datas seja tão óbvio como no exemplo da morte de Shakespeare e Cervantes. Experimentem vocês procurar a data em que morreu um e outro. Quase de certeza que encontram 23 de Abril de 1616 para ambos. Pois eu digo que o William morreu onze dias antes do Miguel. Só para me "vingar" do trabalho mental a que o Chico me obrigou, deixo como jogo histórico a vossa justificação para a discrepância.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Z e Chico<br />
Vocês querem pôr-me a cabeça a andar à roda! Bem pensada a questão do bem, que tem dado muito que fazer ao longo dos séculos. E aquela &#8220;esperadanca&#8221; tem muito que se lhe diga. Vou guardar o endereço para reler tudo com mais calma. Mas, ó Z, decerto saberás que tal como cálculo é isso mesmo (é óptimo quando não é renal), &#8220;salário&#8221; deriva de &#8220;sal&#8221;, em que muitos dos tais legionários das coortes recebiam o pagamento. Mas há uma questão ali que julgo confundir a falta do símbolo com a falta da sua noção. É certo que um símbolo para o zero só surgiu nos primórdios já da nossa era, mas até então era representado por um espaço vazio ou um traço. Se não houvesse maneira de resolver essas questões, como é que os pitagóricos teriam alcançado tal perfeição numérica? E os Hebreus, que usavam também letras, não se safavam nada mal a fazer contas. Nem monumentos!<br />
A questão das séries de datas simétricas merece mais atenção. Embora isso das datas seja tão óbvio como no exemplo da morte de Shakespeare e Cervantes. Experimentem vocês procurar a data em que morreu um e outro. Quase de certeza que encontram 23 de Abril de 1616 para ambos. Pois eu digo que o William morreu onze dias antes do Miguel. Só para me &#8220;vingar&#8221; do trabalho mental a que o Chico me obrigou, deixo como jogo histórico a vossa justificação para a discrepância.</p>
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	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32606</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 21:52:16 +0000</pubDate>
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		<description>bem, eles faziam os cálculos com pedrinhas, e daí o nome de cálculo, e só usavam os numerais romanos para representar os resultados, é a versão corrente

mas de facto fizeram pontes que duram dois mil anos

(não era para mim mas uma kpk é ultima ratio)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>bem, eles faziam os cálculos com pedrinhas, e daí o nome de cálculo, e só usavam os numerais romanos para representar os resultados, é a versão corrente</p>
<p>mas de facto fizeram pontes que duram dois mil anos</p>
<p>(não era para mim mas uma kpk é ultima ratio)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Chico Estaca</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32604</link>
		<dc:creator>Chico Estaca</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 21:40:12 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, 

Adoras história. Muito bonito. Só que histórias há muitas.

Porque que penso que as coisas que citas da Biblia se devem aos esforços e suores dos dois Eusébios, dou-te a oportunidade de leres um post doutro Daniel, este de Viana. Se tiveres pachorra para o ler, ficarás com uma ideia muito aproximada do que eu gostaria de te dizer.

 http://esperadanca.blogspot.com/2006/02/historic-stories.html#comments</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, </p>
<p>Adoras história. Muito bonito. Só que histórias há muitas.</p>
<p>Porque que penso que as coisas que citas da Biblia se devem aos esforços e suores dos dois Eusébios, dou-te a oportunidade de leres um post doutro Daniel, este de Viana. Se tiveres pachorra para o ler, ficarás com uma ideia muito aproximada do que eu gostaria de te dizer.</p>
<p> <a href="http://esperadanca.blogspot.com/2006/02/historic-stories.html#comments" rel="nofollow">http://esperadanca.blogspot.com/2006/02/historic-stories.html#comments</a></p>
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	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32602</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 20:37:26 +0000</pubDate>
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		<description>andei a pensar, também é verdade que se Ele ressuscita dentro de nós o problema fica resolvido, ou pelo menos indecidível, embora eu não desista de que haja por aí uns Cristos pós-cruz em imagens e estátuas, afinal estamos no terceiro milénio, tem que se inovar alguma coisa

outros tratam disso, parece, que também temos de saber descansar

meu caro: andei para aqui num cogitatio intenso (com ó) a propósito do valor do bem - se podemos definir o valor de algo como o seu conjunto de valências, é claro que o valor do bem é enorme, para não entrar nos infinitos, porque se relaciona com tudo, ou muito, já que o princípio do bem é o da conformidade, enquanto que o valor do mal é muito baixo, porque o princípio do mal é o bloqueio, a desconformidade

achei que esta estava bem engerocada como ovo de páscoa</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>andei a pensar, também é verdade que se Ele ressuscita dentro de nós o problema fica resolvido, ou pelo menos indecidível, embora eu não desista de que haja por aí uns Cristos pós-cruz em imagens e estátuas, afinal estamos no terceiro milénio, tem que se inovar alguma coisa</p>
<p>outros tratam disso, parece, que também temos de saber descansar</p>
<p>meu caro: andei para aqui num cogitatio intenso (com ó) a propósito do valor do bem - se podemos definir o valor de algo como o seu conjunto de valências, é claro que o valor do bem é enorme, para não entrar nos infinitos, porque se relaciona com tudo, ou muito, já que o princípio do bem é o da conformidade, enquanto que o valor do mal é muito baixo, porque o princípio do mal é o bloqueio, a desconformidade</p>
<p>achei que esta estava bem engerocada como ovo de páscoa</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32597</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 15:43:51 +0000</pubDate>
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		<description>Z
O modo como encaras a cruz não me parece uma maneira de ver mas uma maneira de sentir. Respeito muito as maneiras de ver e mais ainda as maneiras de sentir.
Não conheço essa história dos empalamentos em série, mas há um empalado que eu admiro pela forma como encarou a tortura. Trata-se de um capitão de Pedro, o Grande, que o czar suspeitava de ter aventuras amorosas com a mulher. O homem esteve no pau cerca de 24 horas, e o czar andou horas e horas na sua frente a tentar que ele confessasse. Negou sempre e escarneceu de Pedro. Creio mesmo que lhe cuspiu na cara.
Mas ponhamos as torturas de parte, tanto mais que a Igreja preza tanto a Ressurreição que tornou o Domingo o dia santificado da semana. E concordo contigo, claro. A humanidade deve muito a Cristo e a gente inspirada por Ele.
Continuação de bom Domingo de Páscoa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Z<br />
O modo como encaras a cruz não me parece uma maneira de ver mas uma maneira de sentir. Respeito muito as maneiras de ver e mais ainda as maneiras de sentir.<br />
Não conheço essa história dos empalamentos em série, mas há um empalado que eu admiro pela forma como encarou a tortura. Trata-se de um capitão de Pedro, o Grande, que o czar suspeitava de ter aventuras amorosas com a mulher. O homem esteve no pau cerca de 24 horas, e o czar andou horas e horas na sua frente a tentar que ele confessasse. Negou sempre e escarneceu de Pedro. Creio mesmo que lhe cuspiu na cara.<br />
Mas ponhamos as torturas de parte, tanto mais que a Igreja preza tanto a Ressurreição que tornou o Domingo o dia santificado da semana. E concordo contigo, claro. A humanidade deve muito a Cristo e a gente inspirada por Ele.<br />
Continuação de bom Domingo de Páscoa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32595</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 13:04:57 +0000</pubDate>
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		<description>a idéia de que Jesus aceitou ou até se induziu a morrer na cruz, pela salvação dos homens, é válida aqui na Terra, nem é preciso invocar o transcendente. Basta atentar no 'amai-vos uns aos outros como a vós próprios', e no 'quem não tiver pecado que atire a primeira pedra' que ficaram connosco e por certo que salvaram já muita gente</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>a idéia de que Jesus aceitou ou até se induziu a morrer na cruz, pela salvação dos homens, é válida aqui na Terra, nem é preciso invocar o transcendente. Basta atentar no &#8216;amai-vos uns aos outros como a vós próprios&#8217;, e no &#8216;quem não tiver pecado que atire a primeira pedra&#8217; que ficaram connosco e por certo que salvaram já muita gente</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32592</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 12:08:43 +0000</pubDate>
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		<description>ressuscitex</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ressuscitex</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32587</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 02:26:29 +0000</pubDate>
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		<description>Ora, gosto é ler-te! Sim, gosto de aprender. Amanhã digo algo que agora já estou ko, mas repara eu não ponho em causa nada disso, acho que o exemplo de Cristo de se levar a sacrificar em nome duma melhor conviviabilidade entre os homens e as mulheres do seu tempo é História e não mito, e gosto do homem pois claro. Aliás é por isso que intervenho.

Agora acho que era mais saudável para quem tem fé na ressureição não parar aí e apresentá-lo ressurecto por ali e por aqui... E se Ele está algures difuso entre nós, e isso está, quanto mais não seja em pensamento e motivação, creio que gostaria mais de ser louvado noutras poses do que na vergonha da Cruz a que foi obrigado, e onde sossobrou na dúvida: "Pai, porque me abandonaste?".

Mas repara que não quero impôr nada, sou a favor do culto livre, agora também é verdade que me obrigam a conviver com esse e portanto vou ladrando pelo caminho.

Creio que é em A Criação de Gore Vidal que é apresentado o relato de uma batalha entre reis indianos, no sec. V a. C., em que o vencedor manda empalar e castrar milhares de vencidos em estacas erguidas ao longo de quilómetros, para o que abateu uma floresta. As mulheres do reino do vencedor usavam porta-moedas feito dos escrotos dos castrados. A barbárie sempre foi prolixa e obscena. Ainda hoje. Enfim, tristezas da condição sapiens porque os outros bichos não fazem isso uns aos outros, dentro da mesma espécie. Abraço e amanhã lá ressuscitamos todos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ora, gosto é ler-te! Sim, gosto de aprender. Amanhã digo algo que agora já estou ko, mas repara eu não ponho em causa nada disso, acho que o exemplo de Cristo de se levar a sacrificar em nome duma melhor conviviabilidade entre os homens e as mulheres do seu tempo é História e não mito, e gosto do homem pois claro. Aliás é por isso que intervenho.</p>
<p>Agora acho que era mais saudável para quem tem fé na ressureição não parar aí e apresentá-lo ressurecto por ali e por aqui&#8230; E se Ele está algures difuso entre nós, e isso está, quanto mais não seja em pensamento e motivação, creio que gostaria mais de ser louvado noutras poses do que na vergonha da Cruz a que foi obrigado, e onde sossobrou na dúvida: &#8220;Pai, porque me abandonaste?&#8221;.</p>
<p>Mas repara que não quero impôr nada, sou a favor do culto livre, agora também é verdade que me obrigam a conviver com esse e portanto vou ladrando pelo caminho.</p>
<p>Creio que é em A Criação de Gore Vidal que é apresentado o relato de uma batalha entre reis indianos, no sec. V a. C., em que o vencedor manda empalar e castrar milhares de vencidos em estacas erguidas ao longo de quilómetros, para o que abateu uma floresta. As mulheres do reino do vencedor usavam porta-moedas feito dos escrotos dos castrados. A barbárie sempre foi prolixa e obscena. Ainda hoje. Enfim, tristezas da condição sapiens porque os outros bichos não fazem isso uns aos outros, dentro da mesma espécie. Abraço e amanhã lá ressuscitamos todos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32585</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 01:42:38 +0000</pubDate>
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		<description>Z
Dá gosto conversar contigo, porque pões questões interessantes, por vezes difíceis, e não escondes o interesse de saber coisas novas. Deves pertencer àquele grupo de pessoas que gostam de aprender pelo menos uma em cada dia. Como já percebeste, com certeza, uma das minhas paixões é a História. E a da cruz faz parte de quase dois mil anos de Cristianismo. A tua dúvida é comum a muitos outros que não percebem o significado da presença da cruz na Igreja Católica, e mesmo no protestantismo. Faz uma busca na Net, em imagens, sobre Caspar Friedrich, e vê que tratamento poético ele deu ao tema. É que o que se exalta não é a cruz e aquele martírio atroz, um dos mais horríveis de sempre, provavelmente inventado pelos sírios, e que os Romanos utilizaram de modo absolutamente bárbaro. Só Quintílio Varo, governador da Síria, mandou crucificar dois mil judeus de uma vez, expondo-os por todas as colinas da Judeia, para reprimir uma revolta quando Jesus era criança ainda. E Tito, durante o cerco de Jerusalém, chegou a mandar crucificar quinhentos por dia, no que gastou, juntamente com o estrago de madeira para as rampas de acesso à cidade, todas as árvores em seu redor, vinhas incluídas. Ora obviamente que a cruz não exalta esse tormento horroroso, mas o Homem que, sabendo que estava sujeito a tal suplício, não recuou na sua pregação. E aqui não importa considerar se Cristo era ou não Filho de Deus. Inteligente como era, não podia, ainda que fosse apenas humano, desconhecer ao que se expunha. Por isso, meu caro, ainda que eu deixasse de acreditar em Cristo como Messias, Ele continuaria a ser a minha figura maior de referência. Outros antes dele foram mortos por se dizerem o Messias. E um dos problemas dos sacerdotes e fariseus era precisamente o temor de que Ele fosse mesmo tomado como Messias, e os Judeus deixassem de esperar outro. É que Cristo era o contrário do que eles esperavam. 
Como sabes, certamente, uma das provas de que um acontecimento é histórico são as discrepâncias que possa haver entre os vários que o relatam. Por isso a falta de sintonia entre os evangelistas é uma prova de que falam de alguém que de facto existiu e de algo que aconteceu. O aparentemente ilógico pode ser outra prova da historicidade de um documento. Dou-te só um exemplo. Nenhum judeu no seu juízo perfeito e consciente das leis e costumes do seu povo seria capaz de inventar a cena da samaritana. É que Jesus quebra uma série de tabus com aquele encontro e aquela conversa. Primeiro, os homens não deveriam falar com uma mulher que estivesse sozinha; segundo, os Judeus não falavam com os Samaritanos (questão do primado do Templo de Jerusalém, que os Samaritanos negavam); terceiro, um judeu só deveria beber água viva (não estagnada) e em vasos de barro judeu e fabricado por oleiros judeus, e Jesus pede-a à samaritana. (Claro que, fora da Judeia, tinham de conformar-se com a que houvesse...) Quarto, é àquela mulher, pecadora, que Jesus revela pela primeira vez a sua condição de Messias. Demasiado, meu caro, para ser inventado.
Já escrevi de mais. Desculpa, mas puxas-me pelas palavras... e a Lia também.
Um abraço a ambos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Z<br />
Dá gosto conversar contigo, porque pões questões interessantes, por vezes difíceis, e não escondes o interesse de saber coisas novas. Deves pertencer àquele grupo de pessoas que gostam de aprender pelo menos uma em cada dia. Como já percebeste, com certeza, uma das minhas paixões é a História. E a da cruz faz parte de quase dois mil anos de Cristianismo. A tua dúvida é comum a muitos outros que não percebem o significado da presença da cruz na Igreja Católica, e mesmo no protestantismo. Faz uma busca na Net, em imagens, sobre Caspar Friedrich, e vê que tratamento poético ele deu ao tema. É que o que se exalta não é a cruz e aquele martírio atroz, um dos mais horríveis de sempre, provavelmente inventado pelos sírios, e que os Romanos utilizaram de modo absolutamente bárbaro. Só Quintílio Varo, governador da Síria, mandou crucificar dois mil judeus de uma vez, expondo-os por todas as colinas da Judeia, para reprimir uma revolta quando Jesus era criança ainda. E Tito, durante o cerco de Jerusalém, chegou a mandar crucificar quinhentos por dia, no que gastou, juntamente com o estrago de madeira para as rampas de acesso à cidade, todas as árvores em seu redor, vinhas incluídas. Ora obviamente que a cruz não exalta esse tormento horroroso, mas o Homem que, sabendo que estava sujeito a tal suplício, não recuou na sua pregação. E aqui não importa considerar se Cristo era ou não Filho de Deus. Inteligente como era, não podia, ainda que fosse apenas humano, desconhecer ao que se expunha. Por isso, meu caro, ainda que eu deixasse de acreditar em Cristo como Messias, Ele continuaria a ser a minha figura maior de referência. Outros antes dele foram mortos por se dizerem o Messias. E um dos problemas dos sacerdotes e fariseus era precisamente o temor de que Ele fosse mesmo tomado como Messias, e os Judeus deixassem de esperar outro. É que Cristo era o contrário do que eles esperavam.<br />
Como sabes, certamente, uma das provas de que um acontecimento é histórico são as discrepâncias que possa haver entre os vários que o relatam. Por isso a falta de sintonia entre os evangelistas é uma prova de que falam de alguém que de facto existiu e de algo que aconteceu. O aparentemente ilógico pode ser outra prova da historicidade de um documento. Dou-te só um exemplo. Nenhum judeu no seu juízo perfeito e consciente das leis e costumes do seu povo seria capaz de inventar a cena da samaritana. É que Jesus quebra uma série de tabus com aquele encontro e aquela conversa. Primeiro, os homens não deveriam falar com uma mulher que estivesse sozinha; segundo, os Judeus não falavam com os Samaritanos (questão do primado do Templo de Jerusalém, que os Samaritanos negavam); terceiro, um judeu só deveria beber água viva (não estagnada) e em vasos de barro judeu e fabricado por oleiros judeus, e Jesus pede-a à samaritana. (Claro que, fora da Judeia, tinham de conformar-se com a que houvesse&#8230;) Quarto, é àquela mulher, pecadora, que Jesus revela pela primeira vez a sua condição de Messias. Demasiado, meu caro, para ser inventado.<br />
Já escrevi de mais. Desculpa, mas puxas-me pelas palavras&#8230; e a Lia também.<br />
Um abraço a ambos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32580</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 21:06:45 +0000</pubDate>
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		<description>http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=86048</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=86048" rel="nofollow">http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=86048</a></p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32579</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 20:55:14 +0000</pubDate>
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		<description>Páscoa feliz para si, Lia, desculpe a omissão, tinha deixado noutro comentário noutro post mas não aqui</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Páscoa feliz para si, Lia, desculpe a omissão, tinha deixado noutro comentário noutro post mas não aqui</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32578</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 20:53:01 +0000</pubDate>
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		<description>eh pá ainda bem que esse artista foi sensato, há alturas em que o único gesto digno desse nome é não fazer. Mesmo assim, conservando essas imagens todas, e a sua memória, não achas que podiam semear para aí uns ressuscitados, uns Jesus sorridentes?

mesmo aqui ao meu lado, numa igreja moderna, tenho um enorme de bronze pregado na cruz o ano todo, na fachada exterior da igreja ...

não desisto até dar um jeito

repara que o meu problema é com Ele, e com ele dentro de nós, sei de experiência própria que todos os bichos quando estão a morrer escondem-se do mundo, portanto matar alguém em exposição pública é uma humilhação brutal, e perpetuar essa adoração é prolongar a agonia, isso apesar das boas intenções de muita gente. Infelizmente consigo dissecar isso psicanaliticamente até à perfídia extrema, mas não acredito que as pessoas estejam conscientes disso, nem vou cobrar-lhes essa desumanidade, agora aos líderes sim

não sabia disso dos ingleses não, que vergonha pagarem menos impostos que os nacionais, sempre se cobraram bem do tratado foi o que foi, até já ouvi dizer que a baixela de ouro do Buckingham era feita com ouro português, ou brasileiro se preferes. E também foi às custas das reservas de Portugal que eles recuperaram o padrão-ouro para o esterlino, no início dos anos vinte do século passado, depois da Grande Guerra, levando a I Republica à falência e à emergência do Salazar, depois da retaliação Alves Reis</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eh pá ainda bem que esse artista foi sensato, há alturas em que o único gesto digno desse nome é não fazer. Mesmo assim, conservando essas imagens todas, e a sua memória, não achas que podiam semear para aí uns ressuscitados, uns Jesus sorridentes?</p>
<p>mesmo aqui ao meu lado, numa igreja moderna, tenho um enorme de bronze pregado na cruz o ano todo, na fachada exterior da igreja &#8230;</p>
<p>não desisto até dar um jeito</p>
<p>repara que o meu problema é com Ele, e com ele dentro de nós, sei de experiência própria que todos os bichos quando estão a morrer escondem-se do mundo, portanto matar alguém em exposição pública é uma humilhação brutal, e perpetuar essa adoração é prolongar a agonia, isso apesar das boas intenções de muita gente. Infelizmente consigo dissecar isso psicanaliticamente até à perfídia extrema, mas não acredito que as pessoas estejam conscientes disso, nem vou cobrar-lhes essa desumanidade, agora aos líderes sim</p>
<p>não sabia disso dos ingleses não, que vergonha pagarem menos impostos que os nacionais, sempre se cobraram bem do tratado foi o que foi, até já ouvi dizer que a baixela de ouro do Buckingham era feita com ouro português, ou brasileiro se preferes. E também foi às custas das reservas de Portugal que eles recuperaram o padrão-ouro para o esterlino, no início dos anos vinte do século passado, depois da Grande Guerra, levando a I Republica à falência e à emergência do Salazar, depois da retaliação Alves Reis</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lia</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32577</link>
		<dc:creator>Lia</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 20:20:23 +0000</pubDate>
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		<description>Muito se aprende de D para Z.
Páscoa Feliz!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se aprende de D para Z.<br />
Páscoa Feliz!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32576</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 20:15:54 +0000</pubDate>
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		<description>Z
D. João V gastou o dinheiro do Brasil com obras de prestígio, e cobrou impostos para o Aqueduto das Águas Livres, por exemplo. Aliás pagava-se o "real de água" para a ter nos chafarizes. E, como talvez saibas, a maior parte do oiro do Brasil foi parar a mãos de ingleses. Os comerciantes estrangeiros pagavam 36% de impostos sobre os produtos do Brasil, os portugueses 16% e os ingleses 15%. Isso foi assim durante algum tempo, depois os ingleses passaram a pagar igual aos nossos, que reclamaram da situação.
A Sé de Angra é dedicada ao Santíssimo Salvador, portanto em honra de Jesus ressuscitado. E, incluída na Ribeira Grande desde que esta foi elevada a cidade, a igreja da Ribeirinha tem o mesmo patrono. A minha paróquia é dedicada ao Espírito Santo, tal como várias igrejas do Alentejo e do Ribatejo, e este é um culto voltado para a alegria da vida.
Quanto ao Santo Cristo, nome dado normalmente em memória desse momento da Paixão do "Ecce Homo", há vários lugares que o comemoram, como S. Mateus, no Pico, ou Santa Cruz, na Graciosa.
Já agora, deixo-te com a introdução a um texto que escrevi para um DVD sobre o Santo Cristo e a sua festa.
"Que mãos terão esculpido este rosto?... Que espírito concebeu assim o olhar humano de Deus?... Que umas vezes parece triste, dramaticamente triste, outras vezes apenas resignado...
	Houve um artista que foi encarregado de substituir estes olhos por outros, de vidro. Com o cinzel pronto para o primeiro golpe, sentiu chegar-lhe à alma aquele estranho olhar. Reteve o gesto, e disse: “Não posso.”
	Por isso os olhos do Senhor Santo Cristo dos Milagres continuam a ser os mesmos de sempre."</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Z<br />
D. João V gastou o dinheiro do Brasil com obras de prestígio, e cobrou impostos para o Aqueduto das Águas Livres, por exemplo. Aliás pagava-se o &#8220;real de água&#8221; para a ter nos chafarizes. E, como talvez saibas, a maior parte do oiro do Brasil foi parar a mãos de ingleses. Os comerciantes estrangeiros pagavam 36% de impostos sobre os produtos do Brasil, os portugueses 16% e os ingleses 15%. Isso foi assim durante algum tempo, depois os ingleses passaram a pagar igual aos nossos, que reclamaram da situação.<br />
A Sé de Angra é dedicada ao Santíssimo Salvador, portanto em honra de Jesus ressuscitado. E, incluída na Ribeira Grande desde que esta foi elevada a cidade, a igreja da Ribeirinha tem o mesmo patrono. A minha paróquia é dedicada ao Espírito Santo, tal como várias igrejas do Alentejo e do Ribatejo, e este é um culto voltado para a alegria da vida.<br />
Quanto ao Santo Cristo, nome dado normalmente em memória desse momento da Paixão do &#8220;Ecce Homo&#8221;, há vários lugares que o comemoram, como S. Mateus, no Pico, ou Santa Cruz, na Graciosa.<br />
Já agora, deixo-te com a introdução a um texto que escrevi para um DVD sobre o Santo Cristo e a sua festa.<br />
&#8220;Que mãos terão esculpido este rosto?&#8230; Que espírito concebeu assim o olhar humano de Deus?&#8230; Que umas vezes parece triste, dramaticamente triste, outras vezes apenas resignado&#8230;<br />
	Houve um artista que foi encarregado de substituir estes olhos por outros, de vidro. Com o cinzel pronto para o primeiro golpe, sentiu chegar-lhe à alma aquele estranho olhar. Reteve o gesto, e disse: “Não posso.”<br />
	Por isso os olhos do Senhor Santo Cristo dos Milagres continuam a ser os mesmos de sempre.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32573</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 18:38:51 +0000</pubDate>
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		<description>aproveitei e fui ver na internet, o Santo Cristo daí é um Ecce Homo. Também já vi aí uns tantos 'dos Passos', no ano passado estava um grandão na matriz do Faial, no Verão

portanto: há a caminho da cruz, na cruz, mas falta depois da cruz

felizmente estamos no novo milénio e anda tudo muito criativo, passo a bola às gerações mais novas prá ressuscitação</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>aproveitei e fui ver na internet, o Santo Cristo daí é um Ecce Homo. Também já vi aí uns tantos &#8216;dos Passos&#8217;, no ano passado estava um grandão na matriz do Faial, no Verão</p>
<p>portanto: há a caminho da cruz, na cruz, mas falta depois da cruz</p>
<p>felizmente estamos no novo milénio e anda tudo muito criativo, passo a bola às gerações mais novas prá ressuscitação</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32572</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 18:19:50 +0000</pubDate>
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		<description>obrigado Daniel, isso dos patriarcados é engraçado, 

olha que li, que mesmo no tempo do ouro do Brasil os pagamentos da Coroa às pessoas, sobretudo aos funcionários coloniais, andava também tudo atrasado e só a muito custo é que lá se conseguia, isto é um problema congénito parece</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>obrigado Daniel, isso dos patriarcados é engraçado, </p>
<p>olha que li, que mesmo no tempo do ouro do Brasil os pagamentos da Coroa às pessoas, sobretudo aos funcionários coloniais, andava também tudo atrasado e só a muito custo é que lá se conseguia, isto é um problema congénito parece</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/shemah-israel/#comment-32571</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 17:44:42 +0000</pubDate>
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		<description>Z
Desculpa a pressa de há pouco. Resumo o essencial. A figura de patriarca é inspirada nos patriarcas bíblicos, que foram os principais transmissores da fé. Por isso se criaram patriarcas nas dioceses que tinham grande responsabilidade na evengelização. Obviamente a começar por Roma, pelo que o Papa é o patriarca da Igreja Ocidental. Havia os de Jerusalém e (espero não errar) Constantinopla, Alexandria e Antioquia. Depois foi criado o patriarcado das Índias Ocidentais (embora posto em Toledo com residência do titular em Madrid) e o das Índias Orientais (o tal de que falei, com sede em Goa.)
A questão do patriarcado de Lisboa é uma das muitas manias da grandeza do pateta do D. João V. Que, não sei se sabes, também conseguiu dividir Lisboa em duas dioceses, a oriental, com sede na velha Sé, e a ocidental, patriarcal, com sede na capela real. (O oiro do Brasil dava para tudo.)
RVN
Bem bom que puseste aquele riso de orelha a orelha. Caso contrário, pensaria que me levaras a sério.
Feliz Páscoa também para ti.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Z<br />
Desculpa a pressa de há pouco. Resumo o essencial. A figura de patriarca é inspirada nos patriarcas bíblicos, que foram os principais transmissores da fé. Por isso se criaram patriarcas nas dioceses que tinham grande responsabilidade na evengelização. Obviamente a começar por Roma, pelo que o Papa é o patriarca da Igreja Ocidental. Havia os de Jerusalém e (espero não errar) Constantinopla, Alexandria e Antioquia. Depois foi criado o patriarcado das Índias Ocidentais (embora posto em Toledo com residência do titular em Madrid) e o das Índias Orientais (o tal de que falei, com sede em Goa.)<br />
A questão do patriarcado de Lisboa é uma das muitas manias da grandeza do pateta do D. João V. Que, não sei se sabes, também conseguiu dividir Lisboa em duas dioceses, a oriental, com sede na velha Sé, e a ocidental, patriarcal, com sede na capela real. (O oiro do Brasil dava para tudo.)<br />
RVN<br />
Bem bom que puseste aquele riso de orelha a orelha. Caso contrário, pensaria que me levaras a sério.<br />
Feliz Páscoa também para ti.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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