<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>
<channel>
	<title>Comentários em: Pimenta e pão de milho</title>
	<atom:link href="http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/</link>
	<description></description>
	<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 13:07:34 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.5.1</generator>
		<item>
		<title>Por: João Paulo Esperança</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32622</link>
		<dc:creator>João Paulo Esperança</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 04:57:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32622</guid>
		<description>O tipo de dificuldades retratadas era ainda comum na infância dos meus pais, que são de Ílhavo, no continente. Mas não sei como dividiam a sardinha... Hei-de lhes perguntar.
Daniel, gostei do texto. Vim parar a este blogue hoje pela primeira vez, mas vou passar a ser frequentador.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O tipo de dificuldades retratadas era ainda comum na infância dos meus pais, que são de Ílhavo, no continente. Mas não sei como dividiam a sardinha&#8230; Hei-de lhes perguntar.<br />
Daniel, gostei do texto. Vim parar a este blogue hoje pela primeira vez, mas vou passar a ser frequentador.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32418</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 20:01:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32418</guid>
		<description>"Zeca", sempre havia a pista que se segue, entre outras: 

"Por isso mesmo, não vejo porque seja tão difícil de acreditar no que aqui se deu a ler"

A pessoa que andava a discordar dos textos do Daniel era o "Chico". Depois, respondo a seguir a ele, etc. 

Enfim, quanto a uma eventual ensaboadela (e a valer), só podes estar a brincar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Zeca&#8221;, sempre havia a pista que se segue, entre outras: </p>
<p>&#8220;Por isso mesmo, não vejo porque seja tão difícil de acreditar no que aqui se deu a ler&#8221;</p>
<p>A pessoa que andava a discordar dos textos do Daniel era o &#8220;Chico&#8221;. Depois, respondo a seguir a ele, etc. </p>
<p>Enfim, quanto a uma eventual ensaboadela (e a valer), só podes estar a brincar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32401</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 16:51:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32401</guid>
		<description>Chico, finalmente, homem! Já não era sem tempo que tivesses uma conversa a sério, com a qual estou plenamente de acordo. Eu não excluí o resto de Portugal e mesmo do mundo ocidental (porque o outro ainda é mais miserável do que por cá se era), pelo facto de falar da realidade da minha ilha. E acrescenta-lhe os anos da guerra, em que tudo piorou. Haverei de falar disso, com as especificidades insulares, que incluíam essa coisa incompreensível de haver alfândega e passaporte entre as ilhas.
Que te tenha feito bom proveito, a dourada. Eu vou deliciar-me com uns chicharros (carapaus, já o sabes) grelhados com guelras e tripas, como o salmonete, acompanhados de inhame e batata-doce. E um bom vinho do Alentejo ou da Beira, conforme a inspiração do momento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Chico, finalmente, homem! Já não era sem tempo que tivesses uma conversa a sério, com a qual estou plenamente de acordo. Eu não excluí o resto de Portugal e mesmo do mundo ocidental (porque o outro ainda é mais miserável do que por cá se era), pelo facto de falar da realidade da minha ilha. E acrescenta-lhe os anos da guerra, em que tudo piorou. Haverei de falar disso, com as especificidades insulares, que incluíam essa coisa incompreensível de haver alfândega e passaporte entre as ilhas.<br />
Que te tenha feito bom proveito, a dourada. Eu vou deliciar-me com uns chicharros (carapaus, já o sabes) grelhados com guelras e tripas, como o salmonete, acompanhados de inhame e batata-doce. E um bom vinho do Alentejo ou da Beira, conforme a inspiração do momento.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zeca Diabo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32400</link>
		<dc:creator>Zeca Diabo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 16:49:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32400</guid>
		<description>Elypse, para a próxima dar-te-ei uma ensaboadela a valer. Como queres que entenda o "contexto" se não indicas a quem estás a responder? Já agora era diabo e adivinho também.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Elypse, para a próxima dar-te-ei uma ensaboadela a valer. Como queres que entenda o &#8220;contexto&#8221; se não indicas a quem estás a responder? Já agora era diabo e adivinho também.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Chico Estaca</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32377</link>
		<dc:creator>Chico Estaca</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 13:13:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32377</guid>
		<description>Daniel,

Não acrescentaste nada, com eu  cinicamente calculava. Afinal, uns deixaram amores desiludidos e outros ficaram por aí e, desses, uns quantos até se tornaram gente de destaque. A mim não me parece que isso sirva para alijar acusações de más famas nos costados dos visitantes.É até um interessante equilibrio, que eu chamaria natural e normalíssimo. 

E vives numa ilha bonita, sim senhor. E a pesca é a maior indústria dos Açores, mas poderia não ter sido durante os tempos amargos e difíceis que foram recordados neste post cheio de testemunhos. 

Nem só de peixe vive o homem. Concordo. Mas também vejo que se uma população cresce, como me informas,  é porque existem condições naturais para a sustentar, especialmente numa ilha.

Os reparos qjue fiz nos meus comentários andavam à volta dum, principal, e que nem é assim tão complicado e que  permanece: há uma tendência para sobredramatizarmos as penúrias do passado no que concerne aos quinhões de cada um dos pratos do dia à base de peixes ded barrica importados de Lisboa. 

E persisto: tempos de fomes salazaristas dos anos trinta  eram também tempos de fomes internacionais, na Europa, nos USA, basta ler a literatura de ficção desses tempos. Não há confinações geográficas para os heroismos das magras refeições.

O resto é folclore muito duvidoso  quwe se ajuda de psitacismos que de resto também se vêem noutras áreas das discussões solenes.  Não fiques zangado.  


PS  Dentro de minutos vou-me agarrar a uma cabeça de dourada. Não a vou comer com o gosto dos tempos salazaristas. Esta é de viveiro e provavelmente terá ingerido restos de tripas de boi com  sangue do mesmo animal. Quem é que disse que mar não rima com abattoir?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel,</p>
<p>Não acrescentaste nada, com eu  cinicamente calculava. Afinal, uns deixaram amores desiludidos e outros ficaram por aí e, desses, uns quantos até se tornaram gente de destaque. A mim não me parece que isso sirva para alijar acusações de más famas nos costados dos visitantes.É até um interessante equilibrio, que eu chamaria natural e normalíssimo. </p>
<p>E vives numa ilha bonita, sim senhor. E a pesca é a maior indústria dos Açores, mas poderia não ter sido durante os tempos amargos e difíceis que foram recordados neste post cheio de testemunhos. </p>
<p>Nem só de peixe vive o homem. Concordo. Mas também vejo que se uma população cresce, como me informas,  é porque existem condições naturais para a sustentar, especialmente numa ilha.</p>
<p>Os reparos qjue fiz nos meus comentários andavam à volta dum, principal, e que nem é assim tão complicado e que  permanece: há uma tendência para sobredramatizarmos as penúrias do passado no que concerne aos quinhões de cada um dos pratos do dia à base de peixes ded barrica importados de Lisboa. </p>
<p>E persisto: tempos de fomes salazaristas dos anos trinta  eram também tempos de fomes internacionais, na Europa, nos USA, basta ler a literatura de ficção desses tempos. Não há confinações geográficas para os heroismos das magras refeições.</p>
<p>O resto é folclore muito duvidoso  quwe se ajuda de psitacismos que de resto também se vêem noutras áreas das discussões solenes.  Não fiques zangado.  </p>
<p>PS  Dentro de minutos vou-me agarrar a uma cabeça de dourada. Não a vou comer com o gosto dos tempos salazaristas. Esta é de viveiro e provavelmente terá ingerido restos de tripas de boi com  sangue do mesmo animal. Quem é que disse que mar não rima com abattoir?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32360</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 01:29:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32360</guid>
		<description>"Zeca" da próxima, procura perceber o contexto. Respondia ao "Chico", e como tal, referia-me a certas regiões de África...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Zeca&#8221; da próxima, procura perceber o contexto. Respondia ao &#8220;Chico&#8221;, e como tal, referia-me a certas regiões de África&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32350</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 00:31:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32350</guid>
		<description>a senda dos dragoeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>a senda dos dragoeiros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32349</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 00:30:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32349</guid>
		<description>Macaronésia,

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&#38;id_news=323811</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Macaronésia,</p>
<p><a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&amp;id_news=323811" rel="nofollow">http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&amp;id_news=323811</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jose f valério</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32346</link>
		<dc:creator>jose f valério</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 00:16:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32346</guid>
		<description>Daniel ainda não percebeste que este chico esperto não pega de estaca.
Só mesmo com a tua paciência...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel ainda não percebeste que este chico esperto não pega de estaca.<br />
Só mesmo com a tua paciência&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zeca Diabo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32342</link>
		<dc:creator>Zeca Diabo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 00:05:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32342</guid>
		<description>Elypse, essa de haver gente que não tem água para beber é para ser levada a sério ou é para nós percebermos que o Portugal que tu conheces é uma entidade poética que só existe na tua cabeça?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Elypse, essa de haver gente que não tem água para beber é para ser levada a sério ou é para nós percebermos que o Portugal que tu conheces é uma entidade poética que só existe na tua cabeça?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32324</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 23:08:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32324</guid>
		<description>Chico, não me recuso nunca a explicações. Nem me admiro de que não conheças a minha terra. Antes disso, uma única referência às marcas mais profundas deixadas pelos militares continentais. Os inevitáveis amores esquecidos depois da partida. Outros ficaram por cá, alguns gente de grande qualidade. Amores e suas consequências mais visíveis, anátema terrível nesse tempo.
	A Maia é uma freguesia da ilha de S. Miguel. Fica na costa Norte, e faz parte do concelho da Ribeira Grande. Em 1900 já tinha ultrapassado os dois mil habitantes. Em 1950 tinha mais de três mil e seiscentos. Foi fundada nos finais do século XV, por um grupo de povoadores chefiados por uma tal Inês da Maia, provavelmente oriunda das Terras da Maia. 
	S. Miguel actualmente tem cerca de 130 000 habitantes. Antes da emigração da década de 1950 tinha cerca de 240 000. A sua superfície é de 747 km2. 
	Como facilmente se percebe, era difícil alimentar tanta gente só com lapas e peixe. Ainda assim, era uma das freguesias com mais empregos garantidos, sobretudo para mulheres, na Fábrica de Tabaco, que já não funciona, e na do Chá Gorreana (colheita e transformação), a única que nunca deixou de laborar o chá desde 1889.
	Se tiveres curiosidade de saber mais, consulta o sítio criado por emigrantes:
http://www.amigosdamaia.com/
	Se ligares o som, ouvirás música regional.
	(Se tiveres mais curiosidade ainda, no álbum de fotos nº. 17 há lá uma do meu casamento. Não foi posta por mim, como nenhuma das outras, aliás. É o par que está de costas para o fotógrafo ao pé do altar-mor. )</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Chico, não me recuso nunca a explicações. Nem me admiro de que não conheças a minha terra. Antes disso, uma única referência às marcas mais profundas deixadas pelos militares continentais. Os inevitáveis amores esquecidos depois da partida. Outros ficaram por cá, alguns gente de grande qualidade. Amores e suas consequências mais visíveis, anátema terrível nesse tempo.<br />
	A Maia é uma freguesia da ilha de S. Miguel. Fica na costa Norte, e faz parte do concelho da Ribeira Grande. Em 1900 já tinha ultrapassado os dois mil habitantes. Em 1950 tinha mais de três mil e seiscentos. Foi fundada nos finais do século XV, por um grupo de povoadores chefiados por uma tal Inês da Maia, provavelmente oriunda das Terras da Maia.<br />
	S. Miguel actualmente tem cerca de 130 000 habitantes. Antes da emigração da década de 1950 tinha cerca de 240 000. A sua superfície é de 747 km2.<br />
	Como facilmente se percebe, era difícil alimentar tanta gente só com lapas e peixe. Ainda assim, era uma das freguesias com mais empregos garantidos, sobretudo para mulheres, na Fábrica de Tabaco, que já não funciona, e na do Chá Gorreana (colheita e transformação), a única que nunca deixou de laborar o chá desde 1889.<br />
	Se tiveres curiosidade de saber mais, consulta o sítio criado por emigrantes:<br />
<a href="http://www.amigosdamaia.com/" rel="nofollow">http://www.amigosdamaia.com/</a><br />
	Se ligares o som, ouvirás música regional.<br />
	(Se tiveres mais curiosidade ainda, no álbum de fotos nº. 17 há lá uma do meu casamento. Não foi posta por mim, como nenhuma das outras, aliás. É o par que está de costas para o fotógrafo ao pé do altar-mor. )</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32305</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 20:52:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32305</guid>
		<description>Ainda que alguns textos tenham o condão da metáfora, a pobreza que se sentiu naqueles tempos não pode ter deixado de ser uma realidade para muitos, com ou sem sardinhas. 

Actualmente, é como dizes, temos gente bem pior, que nem água tem para beber. Por isso mesmo, não vejo porque seja tão difícil de acreditar no que aqui se deu a ler.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda que alguns textos tenham o condão da metáfora, a pobreza que se sentiu naqueles tempos não pode ter deixado de ser uma realidade para muitos, com ou sem sardinhas. </p>
<p>Actualmente, é como dizes, temos gente bem pior, que nem água tem para beber. Por isso mesmo, não vejo porque seja tão difícil de acreditar no que aqui se deu a ler.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Chico Estaca</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32302</link>
		<dc:creator>Chico Estaca</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 20:22:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32302</guid>
		<description>Daniel, 


Começo, agora que o cheiro do tal peixe se foi, e ainda bem, a ficar curioso em relação aos portadores do tal espírito "atoleimado e velhaco" que tão má fama deram aos Açores. Desenvolve isso, com detalhes, se puderes. Confesso a minha completa igmorância da História da tua terra, mas pode ser que me descubra nela quando começares a caracterizar os alvos das tuas queixas. Small world, perhaps. 

E retiro as referências às ostras e mexilhões. Falei disso, como poderia ter falado em linguarões ou pichas, porque de piscicultura não percebo nada. 

Manda fava, sou de casca dura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, </p>
<p>Começo, agora que o cheiro do tal peixe se foi, e ainda bem, a ficar curioso em relação aos portadores do tal espírito &#8220;atoleimado e velhaco&#8221; que tão má fama deram aos Açores. Desenvolve isso, com detalhes, se puderes. Confesso a minha completa igmorância da História da tua terra, mas pode ser que me descubra nela quando começares a caracterizar os alvos das tuas queixas. Small world, perhaps. </p>
<p>E retiro as referências às ostras e mexilhões. Falei disso, como poderia ter falado em linguarões ou pichas, porque de piscicultura não percebo nada. </p>
<p>Manda fava, sou de casca dura.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32300</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 19:48:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32300</guid>
		<description>Uma das pessoas com quem falei esta tarde foi com um homem de oitenta e tal anos que comia no trabalho muito pão de milho com uma laranja, incluindo casca e tudo.
Havia e há mar. Nasci a cerca de trinta metros da rebentação das ondas, em noite de grande temporal. Tomo como mais uma piada essa das ostras e mexilhões, para não a atribuir à ignorância do tipo de mares onde existem umas e outros. Se me tivesses falado de lapas, aí sim, muita gente matou a fome com pão e lapas, aliás coisa deliciosa. Mas meta-se-te nessa cabeça que os homens não podiam dar-se ao luxo de ir pescar, porque não podiam viver de peixe somente. Tinham de dar o dia, percebes? Ou pensas que muitos não pescavam sempre que podiam? Ou pensas que isto era tudo gente tola como tu mesmo finges ser? Ou ainda não percebeste que a propriedade estava mal dividida, apenas pertencendo a meia dúzia de senhores, e com uns poucos mais a terem terras suas? 
Foi gente com espírito atoleimado ou velhaco como o teu que deixou má fama nos Açores durante a guerra. Na memória do povo ficaram as patifarias de vária ordem dos soldados continentais, e isso criou nele, povo, uma grande desconfiança quanto às gentes de "Lisboa". Soldados iguais a quaisquer outros em qualquer parte do Mundo, mas aqui ninguém conhecera antes essa realidade. Houve alguns que por cá ficaram, excelentes pessoas, mas o mal deixa mais marcas.
Não sei se voltarei a ter paciência para te responder. Já aqui disse que contra mim aceito tudo sem me aborrecer, mas tu estás a passar para além da minha pessoa. Não faltará muito para que tenha vontade de te mandar à fava. Quando o farei? Sabê-lo-ás pelo meu silêncio.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das pessoas com quem falei esta tarde foi com um homem de oitenta e tal anos que comia no trabalho muito pão de milho com uma laranja, incluindo casca e tudo.<br />
Havia e há mar. Nasci a cerca de trinta metros da rebentação das ondas, em noite de grande temporal. Tomo como mais uma piada essa das ostras e mexilhões, para não a atribuir à ignorância do tipo de mares onde existem umas e outros. Se me tivesses falado de lapas, aí sim, muita gente matou a fome com pão e lapas, aliás coisa deliciosa. Mas meta-se-te nessa cabeça que os homens não podiam dar-se ao luxo de ir pescar, porque não podiam viver de peixe somente. Tinham de dar o dia, percebes? Ou pensas que muitos não pescavam sempre que podiam? Ou pensas que isto era tudo gente tola como tu mesmo finges ser? Ou ainda não percebeste que a propriedade estava mal dividida, apenas pertencendo a meia dúzia de senhores, e com uns poucos mais a terem terras suas?<br />
Foi gente com espírito atoleimado ou velhaco como o teu que deixou má fama nos Açores durante a guerra. Na memória do povo ficaram as patifarias de vária ordem dos soldados continentais, e isso criou nele, povo, uma grande desconfiança quanto às gentes de &#8220;Lisboa&#8221;. Soldados iguais a quaisquer outros em qualquer parte do Mundo, mas aqui ninguém conhecera antes essa realidade. Houve alguns que por cá ficaram, excelentes pessoas, mas o mal deixa mais marcas.<br />
Não sei se voltarei a ter paciência para te responder. Já aqui disse que contra mim aceito tudo sem me aborrecer, mas tu estás a passar para além da minha pessoa. Não faltará muito para que tenha vontade de te mandar à fava. Quando o farei? Sabê-lo-ás pelo meu silêncio.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: claudia</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32294</link>
		<dc:creator>claudia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 19:01:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32294</guid>
		<description>Chico, vou dignar-me a responder-te. Outros terão inteligência suficiente para te ignorarem, mas se tivesses que dividir uma sardinha neste preciso momento, não virias para aqui com tanta retórica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Chico, vou dignar-me a responder-te. Outros terão inteligência suficiente para te ignorarem, mas se tivesses que dividir uma sardinha neste preciso momento, não virias para aqui com tanta retórica.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Chico Estaca</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32291</link>
		<dc:creator>Chico Estaca</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 18:04:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32291</guid>
		<description>Daniel, 


Arriscando um pouco: eu acho que tu é que serás o produto dessa batata doce a que a senhora tua mãe não poude resistir.

Falas com tanto sentimento ao coração deste pseudónimo aparvalhado que até começo a ficar com pena de ti. Então  vocês não semeavam uma batatita, um nabito ou coisa que valesse para amortecer as arranhadelas da fome nas entranhas? Não ias à pesca, não havia caranguejo,nem ostra, ou mexilhão nas águas de mar mais próximas? Não havia uva, nem fruta para roubar? O que é que vocês faziam às cascas das laranjas? Não me digas que ai nos Açores ainda não aprenderam a fazer english marmalade?

Não devias ter-te assustado nesses tempos. O regime de 38 calorias diárias se calhar até salvou muita gente de ter contraído diabetes II e diabetes III (Alzheimers). Alem disso, desde que haja água, o corpo humano está preparado para aguentar jejuns de trinta dias ou mais,  o que é preciso é disciplina mental. 

E até podias ter aprendido a respirar fundo. Que é o que as árvores fazem e vê lá se elas não crescem. Isto é tudo CO2 com uma chuvazita.

E quantas vezes é que o povo aí se revoltou contra essa situação de apertar o cinto de sol a sol.

Queres falar de fomes a preceito, então  fala-me de fomes que dizimaram milhões  ou fala-me da África de hoje, não me fales de teatro de revista. Para bife de sardinha do lado do peito não tenho paciência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, </p>
<p>Arriscando um pouco: eu acho que tu é que serás o produto dessa batata doce a que a senhora tua mãe não poude resistir.</p>
<p>Falas com tanto sentimento ao coração deste pseudónimo aparvalhado que até começo a ficar com pena de ti. Então  vocês não semeavam uma batatita, um nabito ou coisa que valesse para amortecer as arranhadelas da fome nas entranhas? Não ias à pesca, não havia caranguejo,nem ostra, ou mexilhão nas águas de mar mais próximas? Não havia uva, nem fruta para roubar? O que é que vocês faziam às cascas das laranjas? Não me digas que ai nos Açores ainda não aprenderam a fazer english marmalade?</p>
<p>Não devias ter-te assustado nesses tempos. O regime de 38 calorias diárias se calhar até salvou muita gente de ter contraído diabetes II e diabetes III (Alzheimers). Alem disso, desde que haja água, o corpo humano está preparado para aguentar jejuns de trinta dias ou mais,  o que é preciso é disciplina mental. </p>
<p>E até podias ter aprendido a respirar fundo. Que é o que as árvores fazem e vê lá se elas não crescem. Isto é tudo CO2 com uma chuvazita.</p>
<p>E quantas vezes é que o povo aí se revoltou contra essa situação de apertar o cinto de sol a sol.</p>
<p>Queres falar de fomes a preceito, então  fala-me de fomes que dizimaram milhões  ou fala-me da África de hoje, não me fales de teatro de revista. Para bife de sardinha do lado do peito não tenho paciência.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32290</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 17:01:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32290</guid>
		<description>ciclo_z_tomo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ciclo_z_tomo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32288</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 16:21:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32288</guid>
		<description>Chico
O peixe de nome científico "Sarda sarda" aqui é chamado serra. Se tivesses comido uma serra assada no forno â moda do Sr. Pereira, terias ficado amansado para o resto da vida. Fui eu que tratei do almoço do Salgado Zenha e comitiva, aqui na Maia, quando em campanha eleitoral. Cerca de setenta pessoas. Uns dos pratos foi serra assada no forno mais ou menos como o Sr. Pereira fazia. Até os continentais se deliciaram, apesar de ser novidade para eles.
Quanto às mulheres, meu caro, vou contar-te uma história da própria família. Minha Mãe teve toda a vida remorsos porque, estando grávida (não sei se para nascer eu se a minha irmã), levantou-se de noite, cheia de fome, e comeu uma das batatas-doces assadas que era para os homens levarem para o trabalho no dia seguinte.
Elas, as mulheres, foram as mais sacrificadas, de certo modo. Os homens penavam no trabalho, de sol a sol, pela tal meia dúzia de quilos de milho (raramente mais e com frequência menos), e elas sofriam que só Deus sabe. Imagina o que é ter uma rebanhada de filhos com fome e não ter nada para lhes dar. Se tiveres um mínimo de decência, mesmo escondido num pseudónimo meio aparvalhado, não voltarás a gozar com situações dramáticas como se viveram em Portugal de Norte a Sul, ilhas incluídas. Foi o distanciamento dos gabinetes de Lisboa que permitiu imaginar que Portugal era um país decente. Ver, sentir as coisas, não é o mesmo que idealizá-las.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Chico<br />
O peixe de nome científico &#8220;Sarda sarda&#8221; aqui é chamado serra. Se tivesses comido uma serra assada no forno â moda do Sr. Pereira, terias ficado amansado para o resto da vida. Fui eu que tratei do almoço do Salgado Zenha e comitiva, aqui na Maia, quando em campanha eleitoral. Cerca de setenta pessoas. Uns dos pratos foi serra assada no forno mais ou menos como o Sr. Pereira fazia. Até os continentais se deliciaram, apesar de ser novidade para eles.<br />
Quanto às mulheres, meu caro, vou contar-te uma história da própria família. Minha Mãe teve toda a vida remorsos porque, estando grávida (não sei se para nascer eu se a minha irmã), levantou-se de noite, cheia de fome, e comeu uma das batatas-doces assadas que era para os homens levarem para o trabalho no dia seguinte.<br />
Elas, as mulheres, foram as mais sacrificadas, de certo modo. Os homens penavam no trabalho, de sol a sol, pela tal meia dúzia de quilos de milho (raramente mais e com frequência menos), e elas sofriam que só Deus sabe. Imagina o que é ter uma rebanhada de filhos com fome e não ter nada para lhes dar. Se tiveres um mínimo de decência, mesmo escondido num pseudónimo meio aparvalhado, não voltarás a gozar com situações dramáticas como se viveram em Portugal de Norte a Sul, ilhas incluídas. Foi o distanciamento dos gabinetes de Lisboa que permitiu imaginar que Portugal era um país decente. Ver, sentir as coisas, não é o mesmo que idealizá-las.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32287</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 16:18:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32287</guid>
		<description>estas histórias, com ou sem sotaque, são belíssimos documentos. ou documentários, quase; as tuas descrições têm o mérito de serem muito vívidas. 

não liguem ao chico, ele anda só a cravar umas palmadas no rabo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>estas histórias, com ou sem sotaque, são belíssimos documentos. ou documentários, quase; as tuas descrições têm o mérito de serem muito vívidas. </p>
<p>não liguem ao chico, ele anda só a cravar umas palmadas no rabo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32286</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 15:58:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/pimenta-e-pao-de-milho/#comment-32286</guid>
		<description>de volta à saúde eléctrica e antes ainda de ler tudo o que tenho em atraso:

margarida! que bom ver-te aqui, minha querida. :-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>de volta à saúde eléctrica e antes ainda de ler tudo o que tenho em atraso:</p>
<p>margarida! que bom ver-te aqui, minha querida. :-)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
