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	<title>Comentários em: Liberdade condicionada</title>
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	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 16:12:09 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32105</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 15:39:38 +0000</pubDate>
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		<description>Lia, agradeço os parabéns. E informo que são merecidos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lia, agradeço os parabéns. E informo que são merecidos.</p>
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		<title>Por: Lia</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32104</link>
		<dc:creator>Lia</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 15:37:44 +0000</pubDate>
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		<description>Gostei da "chave hermenêutica", porque a metáfora vem comprovar que sempre há uma hierarquia de sábios.
Parabéns,Valupi, você é um deles.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei da &#8220;chave hermenêutica&#8221;, porque a metáfora vem comprovar que sempre há uma hierarquia de sábios.<br />
Parabéns,Valupi, você é um deles.</p>
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	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32100</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 14:21:34 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, concordo. É um assunto complicado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, concordo. É um assunto complicado.</p>
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		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32096</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 13:53:41 +0000</pubDate>
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		<description>Bem, vou entender isso como um elogio...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, vou entender isso como um elogio&#8230;</p>
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		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32095</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 13:43:30 +0000</pubDate>
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		<description>Valupi, estás a complicar cada vez mais. Desisto.
Elypse, os factos não são comparáveis. Nos casos que relatei trata-se de poetas muito conhecidos, para não falar do Vieira, claro.
C
Às vezes tento. Raramente. E já deixei por aqui umas amostras.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Valupi, estás a complicar cada vez mais. Desisto.<br />
Elypse, os factos não são comparáveis. Nos casos que relatei trata-se de poetas muito conhecidos, para não falar do Vieira, claro.<br />
C<br />
Às vezes tento. Raramente. E já deixei por aqui umas amostras.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32089</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 11:54:19 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, se a Lia foi a única a meter a chave hermenêutica na fechadura, isso confirma o primeiro diagnóstico. Porque ela começa por louvar os que tanto sabem. Depois limita o uso da palavra ao esclarecimento. E a estes que só falam para "esclarecer" atribui o estatuto de sábios. Ou seja, propõe uma hierarquia de poder com constrangimentos óbvios e cerrados para a liberdade de expressão.

Caminho cada vez mais perigoso, amigo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, se a Lia foi a única a meter a chave hermenêutica na fechadura, isso confirma o primeiro diagnóstico. Porque ela começa por louvar os que tanto sabem. Depois limita o uso da palavra ao esclarecimento. E a estes que só falam para &#8220;esclarecer&#8221; atribui o estatuto de sábios. Ou seja, propõe uma hierarquia de poder com constrangimentos óbvios e cerrados para a liberdade de expressão.</p>
<p>Caminho cada vez mais perigoso, amigo.</p>
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	<item>
		<title>Por: C</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32083</link>
		<dc:creator>C</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 10:54:09 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, escreveu poesia? E não é coisa para se mostrar? Pois, o plágio é um facto, quer dizer acho que, agora, um facto não é um facto, é um fato. Estranhíssimo. Descansei, 'homem' ainda mantém o seu h. Isto no dicionário do acordo ortográfico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, escreveu poesia? E não é coisa para se mostrar? Pois, o plágio é um facto, quer dizer acho que, agora, um facto não é um facto, é um fato. Estranhíssimo. Descansei, &#8216;homem&#8217; ainda mantém o seu h. Isto no dicionário do acordo ortográfico.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32080</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 10:05:05 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, quando relatei o que relatei, sobre o poeta/tradutor/iraniano, fi-lo por partilha com o que tinhas deixado escrito:

"Elypse, no ano passado umas pequenas licenciadas em não sei quê fizeram uns jogos florais infantis. Atribuíram a vitória a um miúdo que apresentou o poema “O Beijo”, do João de Deus."

Mostrei que também tinha desconhecimento e que podia ser iludido. Por isso, se reparares, deixei um sorriso :) logo a seguir ao teu texto, que queria dizer: como te compreendo ;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, quando relatei o que relatei, sobre o poeta/tradutor/iraniano, fi-lo por partilha com o que tinhas deixado escrito:</p>
<p>&#8220;Elypse, no ano passado umas pequenas licenciadas em não sei quê fizeram uns jogos florais infantis. Atribuíram a vitória a um miúdo que apresentou o poema “O Beijo”, do João de Deus.&#8221;</p>
<p>Mostrei que também tinha desconhecimento e que podia ser iludido. Por isso, se reparares, deixei um sorriso :) logo a seguir ao teu texto, que queria dizer: como te compreendo ;)</p>
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	<item>
		<title>Por: jcfrancisco</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32075</link>
		<dc:creator>jcfrancisco</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 08:51:58 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Daniel de Sá. Essa faz lembrar o António Silva dirigindo-se à Amália Rodrigues: «Ó Amália tu com a tua voz e eu com a minha garganta, podemos ir longe!» Mas não vão longe esses pobres diabos. O que eles fazem vale menos que o peido de um cigano...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Daniel de Sá. Essa faz lembrar o António Silva dirigindo-se à Amália Rodrigues: «Ó Amália tu com a tua voz e eu com a minha garganta, podemos ir longe!» Mas não vão longe esses pobres diabos. O que eles fazem vale menos que o peido de um cigano&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32071</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 01:52:57 +0000</pubDate>
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		<description>Vocês são tramados. Escangalharam-me o discursozinho de fio a pavio. Salvou-me a Lia, que talvez me tenha lido como eu gostava de ser entendido. Pois então o Chico Estaca partiu-me a loucinha toda. Chico, o pensamento a que me refiro não é o pensamento só pensado, é o pensamento dito. Valupi, é tão perigoso eu decidir pelo meu próprio critério como pelo teu, do Kant, do Kiergegaard, do Sartre, seja lá de quem for. É sempre uma escolha, não é?
Elypse, pensas que não tenho mais histórias de concursos literários e que me admiro do falso poeta iraniano, que afinal era uma poetisa? Nos meus tempos de moço ainda, recebi um segundo prémio de soneto. Por acaso até me pareceu que o terceiro classificado era melhor que o meu. Vim a saber que se tratava nada mais nada menos do que de Manuel Augusto de Amaral, belíssimo poeta cá da ilha, que morrera uma porrada de anos antes. Para cúmulo do azar, o jornal que organizou esses jogos florais publicara pouco tempo antes um poema do mesmo autor, assinado por um rapaz que se despedia para ir para a guerra do Ultramar. E houve um emigrante que publicou uma grande série de artigos num jornal do Canadá, assinados por ele, claro, e que eram excertos de sermões do padre António Vieira. Incluindo um que todos estudávamos antigamente "É a guerra aquele monstro..." Há mais, mas ficam de reserva.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês são tramados. Escangalharam-me o discursozinho de fio a pavio. Salvou-me a Lia, que talvez me tenha lido como eu gostava de ser entendido. Pois então o Chico Estaca partiu-me a loucinha toda. Chico, o pensamento a que me refiro não é o pensamento só pensado, é o pensamento dito. Valupi, é tão perigoso eu decidir pelo meu próprio critério como pelo teu, do Kant, do Kiergegaard, do Sartre, seja lá de quem for. É sempre uma escolha, não é?<br />
Elypse, pensas que não tenho mais histórias de concursos literários e que me admiro do falso poeta iraniano, que afinal era uma poetisa? Nos meus tempos de moço ainda, recebi um segundo prémio de soneto. Por acaso até me pareceu que o terceiro classificado era melhor que o meu. Vim a saber que se tratava nada mais nada menos do que de Manuel Augusto de Amaral, belíssimo poeta cá da ilha, que morrera uma porrada de anos antes. Para cúmulo do azar, o jornal que organizou esses jogos florais publicara pouco tempo antes um poema do mesmo autor, assinado por um rapaz que se despedia para ir para a guerra do Ultramar. E houve um emigrante que publicou uma grande série de artigos num jornal do Canadá, assinados por ele, claro, e que eram excertos de sermões do padre António Vieira. Incluindo um que todos estudávamos antigamente &#8220;É a guerra aquele monstro&#8230;&#8221; Há mais, mas ficam de reserva.</p>
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	<item>
		<title>Por: Lia</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32032</link>
		<dc:creator>Lia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 19:08:06 +0000</pubDate>
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		<description>Bem-aventurados aqueles que tanto sabem e que usam a palavra para esclarecer , porque deles é o reino dos sábios.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem-aventurados aqueles que tanto sabem e que usam a palavra para esclarecer , porque deles é o reino dos sábios.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32025</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 17:32:42 +0000</pubDate>
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		<description>Mais uma para alimentar a fogueira:

a liberdade será sempre condicionada
porque estamos &lt;strong&gt;presos à liberdade de pensar&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma para alimentar a fogueira:</p>
<p>a liberdade será sempre condicionada<br />
porque estamos <strong>presos à liberdade de pensar</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32023</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 17:26:01 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, há aqui uma situação que não vou poder deixar passar - pelo caricato e gravidade.

Organizei 3 concursos literários - não oficiais. 

Num deles, um poeta iraniano, que exerce medicina presentemente, ganhou com o poema que se segue:

rosa vermelha 
rosa vermelha 
rosa vermelha 

eu, 
levei-a 
ao jardim das rosas vermelhas 
e às suas tranças rebeldes 
atei uma rosa vermelha 
e deitei-me com ela enfim 
sobre uma rosa vermelha 

agora 
oiçam-me 
pombos apaixonados sem destino 
oiçam-me árvores inexperientes 
e janelas cegas 
debaixo do meu coração 
e no fundo do meu ventre 
cresce agora uma rosa vermelha 
vermelha 
como um pôr-do-sol no Outono 

grávida 
grávida 
grávida 

Mohsen Rostami


Mais tarde, soube, através do Rodrigo de Matos, que o Eduardo Pitta, tinha publicado um texto sobre um tradutor iraniano. Qual não foi o meu espanto, quando vim a saber que uma das poetisas que ele (Mohsen Rostami) traduzira era a autora do poema que ganhara um dos concursos...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, há aqui uma situação que não vou poder deixar passar - pelo caricato e gravidade.</p>
<p>Organizei 3 concursos literários - não oficiais. </p>
<p>Num deles, um poeta iraniano, que exerce medicina presentemente, ganhou com o poema que se segue:</p>
<p>rosa vermelha<br />
rosa vermelha<br />
rosa vermelha </p>
<p>eu,<br />
levei-a<br />
ao jardim das rosas vermelhas<br />
e às suas tranças rebeldes<br />
atei uma rosa vermelha<br />
e deitei-me com ela enfim<br />
sobre uma rosa vermelha </p>
<p>agora<br />
oiçam-me<br />
pombos apaixonados sem destino<br />
oiçam-me árvores inexperientes<br />
e janelas cegas<br />
debaixo do meu coração<br />
e no fundo do meu ventre<br />
cresce agora uma rosa vermelha<br />
vermelha<br />
como um pôr-do-sol no Outono </p>
<p>grávida<br />
grávida<br />
grávida </p>
<p>Mohsen Rostami</p>
<p>Mais tarde, soube, através do Rodrigo de Matos, que o Eduardo Pitta, tinha publicado um texto sobre um tradutor iraniano. Qual não foi o meu espanto, quando vim a saber que uma das poetisas que ele (Mohsen Rostami) traduzira era a autora do poema que ganhara um dos concursos&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Chico Estaca</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32022</link>
		<dc:creator>Chico Estaca</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 17:21:35 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, podes querer isto, por exemplo,


Quando te li, sério,  pensava que hoje era Quinta-feira da Citação. Lowell, S. Paulo, Frei Daniel.. Palavras para pensar, pois claro. Mas doem mais no teu  remate, pois fico sem saber o que fazer , atarantado com tanta rectidão para assimilar.  

Dizes: “As palavras são as armas dos pacíficos. E também podem ser usadas como pedras de arremesso”.  Mesmo fazendo um esforço razoável para não me precipitar, não posso fugir à tentação de concluir que as pessoas fisicamente violentas  ou devem ser mudas, ou surdas ou as duas coisas,  ou então não gostam de escrever.

Depois: “A liberdade de expressão  (não) consiste ... em querer (usá-la de modo a) que os outros pensem como nós” Não. A isso chama-se lavagem de cérebro, que pressupõe a existência de fulanos com a liberdade de ouvir a expressão dos outros. Não achas?

Por último: “..a qualidade do discurso ....define-se pela maneira como respeita o pensamento alheio”. Boa. Mas como é que o orador, ou escriba,  sabe aquilo que os outros estão a pensar quando  o ouvem ou lêem? 

A citação do Lowell é ainda mais tenebrosa, porque incompreensível. Uma espécie de problema com várias soluções. Se encontraste a mais feliz das soluções para esse enigma, compara-a com esta. “Aqueles que nada têm a dizer sobre uma coisa são os que nos fazem perder mais tempo a ouvi-los não falar dela”  (inspirada num dito semelhante do mesmo  Lowell).. 

Abraço e sorte com as menássimas futuras.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, podes querer isto, por exemplo,</p>
<p>Quando te li, sério,  pensava que hoje era Quinta-feira da Citação. Lowell, S. Paulo, Frei Daniel.. Palavras para pensar, pois claro. Mas doem mais no teu  remate, pois fico sem saber o que fazer , atarantado com tanta rectidão para assimilar.  </p>
<p>Dizes: “As palavras são as armas dos pacíficos. E também podem ser usadas como pedras de arremesso”.  Mesmo fazendo um esforço razoável para não me precipitar, não posso fugir à tentação de concluir que as pessoas fisicamente violentas  ou devem ser mudas, ou surdas ou as duas coisas,  ou então não gostam de escrever.</p>
<p>Depois: “A liberdade de expressão  (não) consiste &#8230; em querer (usá-la de modo a) que os outros pensem como nós” Não. A isso chama-se lavagem de cérebro, que pressupõe a existência de fulanos com a liberdade de ouvir a expressão dos outros. Não achas?</p>
<p>Por último: “..a qualidade do discurso &#8230;.define-se pela maneira como respeita o pensamento alheio”. Boa. Mas como é que o orador, ou escriba,  sabe aquilo que os outros estão a pensar quando  o ouvem ou lêem? </p>
<p>A citação do Lowell é ainda mais tenebrosa, porque incompreensível. Uma espécie de problema com várias soluções. Se encontraste a mais feliz das soluções para esse enigma, compara-a com esta. “Aqueles que nada têm a dizer sobre uma coisa são os que nos fazem perder mais tempo a ouvi-los não falar dela”  (inspirada num dito semelhante do mesmo  Lowell).. </p>
<p>Abraço e sorte com as menássimas futuras.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32021</link>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 17:20:21 +0000</pubDate>
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		<description>Uma perspectiva cartunística sobre o tema da liberdade de expressão (ideia enviada por um dos nossos leitores): http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&#38;op=view&#38;fokey=ex.stories/255737</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma perspectiva cartunística sobre o tema da liberdade de expressão (ideia enviada por um dos nossos leitores): <a href="http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/255737" rel="nofollow">http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/255737</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32019</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 16:56:33 +0000</pubDate>
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		<description>:)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>:)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-32017</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 16:49:57 +0000</pubDate>
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		<description>O Valupi, contrariando aqueles que dzem que aqui só nos bajulamos uns aos outros, discordou. A ajuda veio inesperadamente elíptica. Que agradeço. Bendita Susana, do Venâncio fico-me com o "eu não diria melhor". Que mais posso querer?
Elypse, no ano passado umas pequenas licenciadas em não sei quê fizeram uns jogos florais infantis. Atribuíram a vitória a um miúdo que apresentou o poema "O Beijo", do João de Deus.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Valupi, contrariando aqueles que dzem que aqui só nos bajulamos uns aos outros, discordou. A ajuda veio inesperadamente elíptica. Que agradeço. Bendita Susana, do Venâncio fico-me com o &#8220;eu não diria melhor&#8221;. Que mais posso querer?<br />
Elypse, no ano passado umas pequenas licenciadas em não sei quê fizeram uns jogos florais infantis. Atribuíram a vitória a um miúdo que apresentou o poema &#8220;O Beijo&#8221;, do João de Deus.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-31972</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 12:12:16 +0000</pubDate>
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		<description>Bem, nada como ir até à rua passear o cão que não tenho</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, nada como ir até à rua passear o cão que não tenho</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-31971</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 12:09:40 +0000</pubDate>
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		<description>É inevitável Valupi, que acabe por haver discordância para bem da dinâmica. O estarmos de acordo (uns com os outros) é uma fraqueza. 

Uma vez, tentei explicar isto da seguinte maneira:

Dizes-me: ter pena, é uma fraqueza.
Digo-te: ter ódio o que é, senão outra fraqueza?

Olham-se momentaneamente – pareciam estar de acordo. Até que se apercebem que estar de acordo implicava fraqueza (consistia numa cedência de ambas as partes – e que ninguém anda aqui para perder/ceder.

Um ser verdadeiramente independente nunca irá aceitar um acordo. Aliás, acordo de quê e para quê? Isto é estresbuchar até ao último suspiro...

Direi mais: o estar de acordo fica bem àqueles casalitos (de namorados), que pouco sabem em que consiste o fingimento das relações :)

Eh eh eh</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É inevitável Valupi, que acabe por haver discordância para bem da dinâmica. O estarmos de acordo (uns com os outros) é uma fraqueza. </p>
<p>Uma vez, tentei explicar isto da seguinte maneira:</p>
<p>Dizes-me: ter pena, é uma fraqueza.<br />
Digo-te: ter ódio o que é, senão outra fraqueza?</p>
<p>Olham-se momentaneamente – pareciam estar de acordo. Até que se apercebem que estar de acordo implicava fraqueza (consistia numa cedência de ambas as partes – e que ninguém anda aqui para perder/ceder.</p>
<p>Um ser verdadeiramente independente nunca irá aceitar um acordo. Aliás, acordo de quê e para quê? Isto é estresbuchar até ao último suspiro&#8230;</p>
<p>Direi mais: o estar de acordo fica bem àqueles casalitos (de namorados), que pouco sabem em que consiste o fingimento das relações :)</p>
<p>Eh eh eh</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-31968</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 11:35:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/daniel-de-sa/liberdade-condicionada/#comment-31968</guid>
		<description>Discordo, Daniel. Estás a fazer uma abstracção. Lembras-me o Kant e a famosa crítica de que ele tinha desenvolvido uma moral para anjos. Na verdade, aqui pelos lados da antropologia e da História, falar é um acto político. E, sendo político, está sempre relacionado com a hierarquia do poder. Repara nisto: a fala de um implica o silêncio dos restantes. Por essa razão, fala mais, e fala "melhor", quem tem mais e "melhor" poder.

Diria que a tua posição é, afinal, também ela política. E das mais intrincadamente subtis, fingindo uma partilha do poder... Ao rematares com considerandos sobre a "qualidade" do discurso, estás a reclamar um critério que fica subjectivo: passa a depender do que tu concebas como "respeito" do pensamento alheio.

Perigoso caminho, amigo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Discordo, Daniel. Estás a fazer uma abstracção. Lembras-me o Kant e a famosa crítica de que ele tinha desenvolvido uma moral para anjos. Na verdade, aqui pelos lados da antropologia e da História, falar é um acto político. E, sendo político, está sempre relacionado com a hierarquia do poder. Repara nisto: a fala de um implica o silêncio dos restantes. Por essa razão, fala mais, e fala &#8220;melhor&#8221;, quem tem mais e &#8220;melhor&#8221; poder.</p>
<p>Diria que a tua posição é, afinal, também ela política. E das mais intrincadamente subtis, fingindo uma partilha do poder&#8230; Ao rematares com considerandos sobre a &#8220;qualidade&#8221; do discurso, estás a reclamar um critério que fica subjectivo: passa a depender do que tu concebas como &#8220;respeito&#8221; do pensamento alheio.</p>
<p>Perigoso caminho, amigo.</p>
]]></content:encoded>
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