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	<title>Comentários em: Dar os Buns Anos</title>
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	<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 19:04:42 +0000</pubDate>
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		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/dar-os-buns-anos/#comment-29651</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 18:23:51 +0000</pubDate>
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		<description>Bem, eu... ãã....bom....ãã.....hum... Pois.

(Foi bom termos tido esta conversa.)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, eu&#8230; ãã&#8230;.bom&#8230;.ãã&#8230;..hum&#8230; Pois.</p>
<p>(Foi bom termos tido esta conversa.)</p>
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		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/dar-os-buns-anos/#comment-29643</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 16:02:04 +0000</pubDate>
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		<description>Lia, não me compete responder pelo Onésimo, mas, quando não souberes alguma coisa que não se encontre nem nas enciclopédias nem na quase omnisciente Internet, o Onésimo sabe. E eu posso servir de intermediário. É das pessoas mais cultas que conheço.
Onésimo, obrigado por me teres lembrado que era o Guimarães Rosa. Como eu não tinha a certeza, não quis arriscar. E, já agora, para ficar completa a informação, o livro em que usou a palavra pela primeira vez foi "Primeiras estórias, de 1962.
Dos outros sabia e, de ti, claro, nabo como navegador talvez, mas perito em contar "casos", é óbvio que sim.
Um abraço a uma e outro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lia, não me compete responder pelo Onésimo, mas, quando não souberes alguma coisa que não se encontre nem nas enciclopédias nem na quase omnisciente Internet, o Onésimo sabe. E eu posso servir de intermediário. É das pessoas mais cultas que conheço.<br />
Onésimo, obrigado por me teres lembrado que era o Guimarães Rosa. Como eu não tinha a certeza, não quis arriscar. E, já agora, para ficar completa a informação, o livro em que usou a palavra pela primeira vez foi &#8220;Primeiras estórias, de 1962.<br />
Dos outros sabia e, de ti, claro, nabo como navegador talvez, mas perito em contar &#8220;casos&#8221;, é óbvio que sim.<br />
Um abraço a uma e outro.</p>
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		<title>Por: Lia</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/dar-os-buns-anos/#comment-29637</link>
		<dc:creator>Lia</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 14:55:16 +0000</pubDate>
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		<description>Olha a aula que o meu comentário desencadeou! Muito obrigada ao Daniel e ao Onésimo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olha a aula que o meu comentário desencadeou! Muito obrigada ao Daniel e ao Onésimo.</p>
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		<title>Por: onésimo</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/dar-os-buns-anos/#comment-29634</link>
		<dc:creator>onésimo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 13:26:49 +0000</pubDate>
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		<description>Caríssimo Daniel:
Um verdadeiramente "empedernido 'tradicionalista'" da língua (nunca eu!) dir-te-ia que escreves demasiados regionalismos. Mas enfim.
Antes de mais, já te disse em privado que me deliciei com esta gostosa estória. Desculpa, história.
Quanto ao escritor brasileiro que usou o termo'estória', não foi um qualquer. Foi nada menos que Guimarães Rosa. Depois dele, Luandino Vieira, num livro de contos angolanos, não me recordo se ainda nos anos 60. A seguir Mia Couto, no seu "Estórias Abensonhadas". Pelo menos esses usaram o termo.
Influenciado pelo inglês, admito, usei-o também na introdução ao meu  "(Sapa)teia Americana" (1983) para classificar os contos.  Não creio que nessa altura soubesse do uso de Guimarães Rosa, nem de Luandino (o Mia veio depois). Fi-lo porque a palavra 'conto' tem um sentido específico em português e 'história' também (este aliás tem dois). Achei que a distinção inglesa entre 'history' e 'story' fazia algum sentido. Em vez de usar a palavra 'história' em dois sentidos,  prefiro que um fique para história propriamente dita e o outro para uma história (não necessariamente 'conto') em que o contador tem toda a liberdade de mandar os factos às malvas. É só isso. Não se trata de adoptar um termo desnecessariamente.
E, já agora, num lançamento do meu recente "Aventuras de um Nabogador", que subintitulei de "Estórias-em-sanduíche", o Prof. Arnaldo Saraiva veio dizer que o termo era usado no português do século XVI. Se calhar com essa protecção histórica eu fico perante ti um pouco mais tradicionalista.
Deixando-me de classificações, peço-te que continues  a escrever histórias como tu eximiamente sabes fazer.
O velho abraço do amigo e admirador que há muitas décadas sabe que contigo se pode sempre discordar, algo que entre nós até raramente acontece.
onésimo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssimo Daniel:<br />
Um verdadeiramente &#8220;empedernido &#8216;tradicionalista&#8217;&#8221; da língua (nunca eu!) dir-te-ia que escreves demasiados regionalismos. Mas enfim.<br />
Antes de mais, já te disse em privado que me deliciei com esta gostosa estória. Desculpa, história.<br />
Quanto ao escritor brasileiro que usou o termo&#8217;estória&#8217;, não foi um qualquer. Foi nada menos que Guimarães Rosa. Depois dele, Luandino Vieira, num livro de contos angolanos, não me recordo se ainda nos anos 60. A seguir Mia Couto, no seu &#8220;Estórias Abensonhadas&#8221;. Pelo menos esses usaram o termo.<br />
Influenciado pelo inglês, admito, usei-o também na introdução ao meu  &#8220;(Sapa)teia Americana&#8221; (1983) para classificar os contos.  Não creio que nessa altura soubesse do uso de Guimarães Rosa, nem de Luandino (o Mia veio depois). Fi-lo porque a palavra &#8216;conto&#8217; tem um sentido específico em português e &#8216;história&#8217; também (este aliás tem dois). Achei que a distinção inglesa entre &#8216;history&#8217; e &#8217;story&#8217; fazia algum sentido. Em vez de usar a palavra &#8216;história&#8217; em dois sentidos,  prefiro que um fique para história propriamente dita e o outro para uma história (não necessariamente &#8216;conto&#8217;) em que o contador tem toda a liberdade de mandar os factos às malvas. É só isso. Não se trata de adoptar um termo desnecessariamente.<br />
E, já agora, num lançamento do meu recente &#8220;Aventuras de um Nabogador&#8221;, que subintitulei de &#8220;Estórias-em-sanduíche&#8221;, o Prof. Arnaldo Saraiva veio dizer que o termo era usado no português do século XVI. Se calhar com essa protecção histórica eu fico perante ti um pouco mais tradicionalista.<br />
Deixando-me de classificações, peço-te que continues  a escrever histórias como tu eximiamente sabes fazer.<br />
O velho abraço do amigo e admirador que há muitas décadas sabe que contigo se pode sempre discordar, algo que entre nós até raramente acontece.<br />
onésimo</p>
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		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/dar-os-buns-anos/#comment-29611</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 23:54:56 +0000</pubDate>
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		<description>Querida amiga
Eu sou um empedernido "tradicionalista" da Língua. A palavra "estória" apareceu pela primeira vez a meados do século XX num livro de contos de um escritor brasileiro de que não lembro o nome. Levou tempo a pegar, mas acabou por ser muito usada lá. Depois, deu-se o inevitável: saltou o oceano. Tem analogia com o "story" inglês, mas creio que não necessitamos dela para a distinguir da História. Se assim não fosse, teríamos de inventar uma palavra nova, ou várias, por cada homónimo dos muitos que há em Português. Percebe-se perfeitamente a que me refiro quando digo: "Em criança, eu lia muitos livros de aventuras" ou "Jacob casou-se com Lia e, uma semana mais tarde, com Raquel também".</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Querida amiga<br />
Eu sou um empedernido &#8220;tradicionalista&#8221; da Língua. A palavra &#8220;estória&#8221; apareceu pela primeira vez a meados do século XX num livro de contos de um escritor brasileiro de que não lembro o nome. Levou tempo a pegar, mas acabou por ser muito usada lá. Depois, deu-se o inevitável: saltou o oceano. Tem analogia com o &#8220;story&#8221; inglês, mas creio que não necessitamos dela para a distinguir da História. Se assim não fosse, teríamos de inventar uma palavra nova, ou várias, por cada homónimo dos muitos que há em Português. Percebe-se perfeitamente a que me refiro quando digo: &#8220;Em criança, eu lia muitos livros de aventuras&#8221; ou &#8220;Jacob casou-se com Lia e, uma semana mais tarde, com Raquel também&#8221;.</p>
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		<title>Por: Lia</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/dar-os-buns-anos/#comment-29598</link>
		<dc:creator>Lia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 21:38:09 +0000</pubDate>
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		<description>Mas que engraçado e pitoresco e tão mesmo popular na linguagem e nessa alma do povo incomparável.Ainda continuo a rir desta anedota Acho que vou ver se fixo os meandros da linguagem para a contar em geito artístico e´com o humor que exige.
Não sei se recebeste o meu comentário, pois o mail veio devolvido.
Obrigada pelo sol que escreveste que me vai fazer adormecer com sorrisos. 
Eu tenho mesmo de fixar esta história. Ou é estória, senhor professor?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas que engraçado e pitoresco e tão mesmo popular na linguagem e nessa alma do povo incomparável.Ainda continuo a rir desta anedota Acho que vou ver se fixo os meandros da linguagem para a contar em geito artístico e´com o humor que exige.<br />
Não sei se recebeste o meu comentário, pois o mail veio devolvido.<br />
Obrigada pelo sol que escreveste que me vai fazer adormecer com sorrisos.<br />
Eu tenho mesmo de fixar esta história. Ou é estória, senhor professor?</p>
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