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	<title>Comentários em: A sombra luminosa</title>
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	<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 20:57:49 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34162</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 15:15:03 +0000</pubDate>
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		<description>Mas, pois. Somos feitos desses  momentos e experiências. Chamar-lhes egoístas, como eu fiz, não lhes retira valor - devia ir sem justificar. Até porque não passa da minha subjectiva abstracção, e neste preciso contexto. Mais importante é a alegria que qualquer momento oferece.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, pois. Somos feitos desses  momentos e experiências. Chamar-lhes egoístas, como eu fiz, não lhes retira valor - devia ir sem justificar. Até porque não passa da minha subjectiva abstracção, e neste preciso contexto. Mais importante é a alegria que qualquer momento oferece.</p>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34161</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 14:54:17 +0000</pubDate>
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		<description>eu acho que lá no fundo pensamos bem próximo, compincha, não seremos tal e qual e ainda bem, assim acrescentamo-nos algo. Creio que com_paixão é a experiência do sofrimento de outrem, sentida em nós, por ressonância, mesmo que algo adulterada, como ponto de partida; porque, como ponto de chegada, gera uma espécie de ternura ou carinho geral, pela fragilidade e robustez da condição humana, pela grandeza e pequenez dos nossos gestos, medos e coragem

eu gosto quando ando assim por aí, sinto-me forte e vivo, sem sequer pensar nisso

talvez seja um egoísmo volátil, porque não?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eu acho que lá no fundo pensamos bem próximo, compincha, não seremos tal e qual e ainda bem, assim acrescentamo-nos algo. Creio que com_paixão é a experiência do sofrimento de outrem, sentida em nós, por ressonância, mesmo que algo adulterada, como ponto de partida; porque, como ponto de chegada, gera uma espécie de ternura ou carinho geral, pela fragilidade e robustez da condição humana, pela grandeza e pequenez dos nossos gestos, medos e coragem</p>
<p>eu gosto quando ando assim por aí, sinto-me forte e vivo, sem sequer pensar nisso</p>
<p>talvez seja um egoísmo volátil, porque não?</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34159</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 14:30:49 +0000</pubDate>
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		<description>Certo, mas a compaixão é - e etimologicamente - a experiência do sofrimento de outrem. Nesse sentido, ela pede uma acção, um querer que esse sofrimento acabe, ou diminua, se altere. Daí o bem querer como realização do amor (como exemplo a propósito da compaixão, mas não esgotando as possibilidades amorosas, obviamente).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Certo, mas a compaixão é - e etimologicamente - a experiência do sofrimento de outrem. Nesse sentido, ela pede uma acção, um querer que esse sofrimento acabe, ou diminua, se altere. Daí o bem querer como realização do amor (como exemplo a propósito da compaixão, mas não esgotando as possibilidades amorosas, obviamente).</p>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34155</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 14:20:27 +0000</pubDate>
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		<description>então Valupi, mas é nesse 'outros' - indistinto e generalizado - que se foca a compaixão

seja como fôr não refuto algum egoísmo nas propensões e actos de qualquer um, comigo à cabeça, como manifestação do ego, pois se é daí que se forma a palavra

mas também confesso que hoje estou com problemas de iluminação,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>então Valupi, mas é nesse &#8216;outros&#8217; - indistinto e generalizado - que se foca a compaixão</p>
<p>seja como fôr não refuto algum egoísmo nas propensões e actos de qualquer um, comigo à cabeça, como manifestação do ego, pois se é daí que se forma a palavra</p>
<p>mas também confesso que hoje estou com problemas de iluminação,</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34152</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 14:07:22 +0000</pubDate>
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		<description>Tens razão, mas estás, agora, a entender egoísmo como manifestação do ego. E ego como sinónimo de consciência. Não foram esses os meus significados e implicações.

Para mim, o egoísmo de uma contemplação sentimental da realidade resulta de receber o nome de amor. Sem dúvida, poderá ser alguma forma de "amor", mas ao ir por aí, pela absoluta relativização do conceito, perde-se o fio à meada. Para mim não é amor, o tal Amor, porque só implica uma pessoa. Onde estão os outros? É para eles que eu guardo o amor, o tal Amor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tens razão, mas estás, agora, a entender egoísmo como manifestação do ego. E ego como sinónimo de consciência. Não foram esses os meus significados e implicações.</p>
<p>Para mim, o egoísmo de uma contemplação sentimental da realidade resulta de receber o nome de amor. Sem dúvida, poderá ser alguma forma de &#8220;amor&#8221;, mas ao ir por aí, pela absoluta relativização do conceito, perde-se o fio à meada. Para mim não é amor, o tal Amor, porque só implica uma pessoa. Onde estão os outros? É para eles que eu guardo o amor, o tal Amor.</p>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34151</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:58:53 +0000</pubDate>
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		<description>sim, acho que para síntese, ou essência, mesmo avulsa, está bem, mas radica sempre num ego: és tu o sujeito da enunciação, és tu que bem queres a outrem, singular ou plural

não vejo inconveniente que no amor se articulem egoísmos, desde que se transcendam na mistura aberta que daí resulta; nem vejo aliás como se pode sequer escapar a isso, embora nesse estado de compaixão generalizada de que falava a fusão com o ar que se respira é tal que o ego fica muito sublimado, agradavelmente perdido e encontrado</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>sim, acho que para síntese, ou essência, mesmo avulsa, está bem, mas radica sempre num ego: és tu o sujeito da enunciação, és tu que bem queres a outrem, singular ou plural</p>
<p>não vejo inconveniente que no amor se articulem egoísmos, desde que se transcendam na mistura aberta que daí resulta; nem vejo aliás como se pode sequer escapar a isso, embora nesse estado de compaixão generalizada de que falava a fusão com o ar que se respira é tal que o ego fica muito sublimado, agradavelmente perdido e encontrado</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34143</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:26:52 +0000</pubDate>
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		<description>Estás a perguntar-me pela minha definição do amor? Se o teu interesse é por uma resposta avulsa, cá vai: é o bem querer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estás a perguntar-me pela minha definição do amor? Se o teu interesse é por uma resposta avulsa, cá vai: é o bem querer.</p>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34140</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 12:54:12 +0000</pubDate>
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		<description>e então qual é a tua enunciação?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>e então qual é a tua enunciação?</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34139</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 11:58:50 +0000</pubDate>
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		<description>z, aquilo que descreves, e a que chamas "amor", o tal "estado de compaixão generalizada", é um egoísmo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>z, aquilo que descreves, e a que chamas &#8220;amor&#8221;, o tal &#8220;estado de compaixão generalizada&#8221;, é um egoísmo.</p>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34132</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 09:15:20 +0000</pubDate>
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		<description>Mas Valupi eu também acho que o amor é a forma mais perfeita da sabedoria. Quando me dá um daqueles estados de compaixão generalizada e prolongada ando para aí derretido com tudo, com um sorrisinho interior quase esculpido, e tudo faz sentido na lógica do dom, recíproco e universal. Pena é que não dá sempre, por causa desta coisa da impermanência</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas Valupi eu também acho que o amor é a forma mais perfeita da sabedoria. Quando me dá um daqueles estados de compaixão generalizada e prolongada ando para aí derretido com tudo, com um sorrisinho interior quase esculpido, e tudo faz sentido na lógica do dom, recíproco e universal. Pena é que não dá sempre, por causa desta coisa da impermanência</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34065</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 17:04:01 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, foste tu que viste "frases feitas em fanicos", e és tu que vês "exigência de claridade imediata", e serás ainda tu a ver a inutilidade de "escrever para além do que só tem interpretação literal", dadas as anteriores condições (as quais, por sua vez, são da tua exclusiva lavra). Tudo isto porque eu te pedi uma explicação sobre uma frase. Creio que a inusitada reacção só se explica por um qualquer mal-estar, caso contrário já teríamos avançado no diálogo. Mas posso estar enganado, pois claro.

Verdade, porém, que nada és obrigado a explicar. Eu é que fiquei muito interessado em conhecer o que estaria por dentro daquela frase. Ao te interrogar, revelava o meu interesse pela temática e pelo autor. É simples, e não é mais do que é.

O amador que se transforma na cousa amada será um fingidor. Completamente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, foste tu que viste &#8220;frases feitas em fanicos&#8221;, e és tu que vês &#8220;exigência de claridade imediata&#8221;, e serás ainda tu a ver a inutilidade de &#8220;escrever para além do que só tem interpretação literal&#8221;, dadas as anteriores condições (as quais, por sua vez, são da tua exclusiva lavra). Tudo isto porque eu te pedi uma explicação sobre uma frase. Creio que a inusitada reacção só se explica por um qualquer mal-estar, caso contrário já teríamos avançado no diálogo. Mas posso estar enganado, pois claro.</p>
<p>Verdade, porém, que nada és obrigado a explicar. Eu é que fiquei muito interessado em conhecer o que estaria por dentro daquela frase. Ao te interrogar, revelava o meu interesse pela temática e pelo autor. É simples, e não é mais do que é.</p>
<p>O amador que se transforma na cousa amada será um fingidor. Completamente.</p>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-34001</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 20:39:58 +0000</pubDate>
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		<description>Lembro-me que no Banquete o belo Alcibíades dizia que Socrates era um maroto, porque sendo suposto ser o amante (erastes) afinal ocupava o lugar do amado</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro-me que no Banquete o belo Alcibíades dizia que Socrates era um maroto, porque sendo suposto ser o amante (erastes) afinal ocupava o lugar do amado</p>
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		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33995</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 19:44:15 +0000</pubDate>
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		<description>Valupi, se és capaz de explicar o verso “Transforma-se o amador na cousa amada”, no seu sentido literário, filosófico, psicológico, subjectivo ou outro, por que razão não entendes que sentir é uma forma de conhecer e conhecer é uma forma de saber? Só isto, meu caro. Nem mais nem menos.
Não preciso de análises secretas para curar um mal-estar que não percebo como te foi possível imaginar. Ou eu deveria ter acrescentado um desses sinais de bom humor tão habituais nas mensagens por esta via?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Valupi, se és capaz de explicar o verso “Transforma-se o amador na cousa amada”, no seu sentido literário, filosófico, psicológico, subjectivo ou outro, por que razão não entendes que sentir é uma forma de conhecer e conhecer é uma forma de saber? Só isto, meu caro. Nem mais nem menos.<br />
Não preciso de análises secretas para curar um mal-estar que não percebo como te foi possível imaginar. Ou eu deveria ter acrescentado um desses sinais de bom humor tão habituais nas mensagens por esta via?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33990</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 17:00:10 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, foste tu que escreveste o passo:

"E sentir o objecto do amor é conhecê-lo, e o conhecimento é sabedoria."

Quererás, então, que te explique o que escreves? Esta tua frase, na sua sintaxe, não se me afigura ambígua. Nadinha.

Quanto a "Transforma-se o amador na cousa amada", terei todo o gosto em apresentar a minha interpretação. Preciso, porém, que contextualizes o repto: é literário?; filosófico?; psicológico?; subjectivo?; outro? Venham daí as tuas regras do jogo.

Encontro muito interesse no erro que elaboras por motivos emocionais. Isto: 

"Raios, se cada frase que se escreve tivesse de ser feita em fanicos pela exigência da claridade imediata, não valeria a pena escrever para além do que só tem interpretação literal."

Isto é o sintoma de um mal-estar que vou deixar para tua secreta análise.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, foste tu que escreveste o passo:</p>
<p>&#8220;E sentir o objecto do amor é conhecê-lo, e o conhecimento é sabedoria.&#8221;</p>
<p>Quererás, então, que te explique o que escreves? Esta tua frase, na sua sintaxe, não se me afigura ambígua. Nadinha.</p>
<p>Quanto a &#8220;Transforma-se o amador na cousa amada&#8221;, terei todo o gosto em apresentar a minha interpretação. Preciso, porém, que contextualizes o repto: é literário?; filosófico?; psicológico?; subjectivo?; outro? Venham daí as tuas regras do jogo.</p>
<p>Encontro muito interesse no erro que elaboras por motivos emocionais. Isto: </p>
<p>&#8220;Raios, se cada frase que se escreve tivesse de ser feita em fanicos pela exigência da claridade imediata, não valeria a pena escrever para além do que só tem interpretação literal.&#8221;</p>
<p>Isto é o sintoma de um mal-estar que vou deixar para tua secreta análise.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33987</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 16:25:57 +0000</pubDate>
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		<description>"Por fim, avanças impante para a afirmação de que o “conhecimento” do “objecto” do “amor” é consequência da “sensação”. "
Valupi, como tiraste esta conclusão? Explico tudo o que quiseres se me explicares a falta de sentido deste famoso verso "Transforma-se o amador na cousa amada". Raios, se cada frase que se escreve tivesse de ser feita em fanicos pela exigência da claridade imediata, não valeria a pena escrever para além do que só tem interpretação literal.
(Pensando melhor, quando tiver tempo explicar-te-ei o que pedes. Do meu ponto de vista, é óbvio.)
JCF
O livro teve uma tiragem reduzida, e destinou-se apenas a familiares e amigos, não tendo sido posto à venda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Por fim, avanças impante para a afirmação de que o “conhecimento” do “objecto” do “amor” é consequência da “sensação”. &#8221;<br />
Valupi, como tiraste esta conclusão? Explico tudo o que quiseres se me explicares a falta de sentido deste famoso verso &#8220;Transforma-se o amador na cousa amada&#8221;. Raios, se cada frase que se escreve tivesse de ser feita em fanicos pela exigência da claridade imediata, não valeria a pena escrever para além do que só tem interpretação literal.<br />
(Pensando melhor, quando tiver tempo explicar-te-ei o que pedes. Do meu ponto de vista, é óbvio.)<br />
JCF<br />
O livro teve uma tiragem reduzida, e destinou-se apenas a familiares e amigos, não tendo sido posto à venda.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jcfrancisco</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33982</link>
		<dc:creator>jcfrancisco</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 15:49:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33982</guid>
		<description>O texto da jovem poetisa está em livro? Ou circulou apenas em circuito da Ilha Verde? Gostaria de saber. Obrigado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O texto da jovem poetisa está em livro? Ou circulou apenas em circuito da Ilha Verde? Gostaria de saber. Obrigado.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33974</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 13:38:25 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, todas as frases, quer se queira ou não, são abandonadas à interpretação livre de quem as lê (e até de quem as escreve... porque também as lê!). É por isso que, ao longo da História, vimos tanta maldade por parte de alguns que não aceitaram interpretações diferentes das suas para as mesmas frases e palavras.

Quanto ao que explicas, não (me) ajudas. Começas, e terminas, por identificar "sabedoria" com "conhecimento", o que daria água pela barba aos fiéis seguidores da tradição sapiencial. Depois, colocas um Evereste no meio da fala, a noção de "identidade". Sobre ela, nem dois mil anos de discussão chegariam para apaziguar as ambiguidades e escarpas escorregadias que tal conceito convoca. Por fim, avanças impante para a afirmação de que o "conhecimento" do "objecto" do "amor" é consequência da "sensação". 

Duvido que venhas a discutir as implicações que apenas afloro de forma sumariada, mas não poderás negar que os fundamentos do que se considera religioso, filosófico e poético no Ocidente remetem para o modo como se pensaram, e recriaram, estas questões.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, todas as frases, quer se queira ou não, são abandonadas à interpretação livre de quem as lê (e até de quem as escreve&#8230; porque também as lê!). É por isso que, ao longo da História, vimos tanta maldade por parte de alguns que não aceitaram interpretações diferentes das suas para as mesmas frases e palavras.</p>
<p>Quanto ao que explicas, não (me) ajudas. Começas, e terminas, por identificar &#8220;sabedoria&#8221; com &#8220;conhecimento&#8221;, o que daria água pela barba aos fiéis seguidores da tradição sapiencial. Depois, colocas um Evereste no meio da fala, a noção de &#8220;identidade&#8221;. Sobre ela, nem dois mil anos de discussão chegariam para apaziguar as ambiguidades e escarpas escorregadias que tal conceito convoca. Por fim, avanças impante para a afirmação de que o &#8220;conhecimento&#8221; do &#8220;objecto&#8221; do &#8220;amor&#8221; é consequência da &#8220;sensação&#8221;. </p>
<p>Duvido que venhas a discutir as implicações que apenas afloro de forma sumariada, mas não poderás negar que os fundamentos do que se considera religioso, filosófico e poético no Ocidente remetem para o modo como se pensaram, e recriaram, estas questões.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33955</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 23:54:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33955</guid>
		<description>Valupi
Não acreditas em frases que se escrevem para deixar a interpretação livre a quem as lê? Esta é uma delas, mas vou dizer-te como a interpretaria eu mesmo se mo pedissem.
Diz-se que ninguém ama o que não conhece. Esta verdade é ierrefutável, penso. Ora aqui trata-se de chegar ao conhecimento pelo amor, ou seja, o amor cria identidade entre o amador e a coisa amada. E sentir o objecto do amor é conhecê-lo, e o conhecimento é sabedoria.
Serviu?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Valupi<br />
Não acreditas em frases que se escrevem para deixar a interpretação livre a quem as lê? Esta é uma delas, mas vou dizer-te como a interpretaria eu mesmo se mo pedissem.<br />
Diz-se que ninguém ama o que não conhece. Esta verdade é ierrefutável, penso. Ora aqui trata-se de chegar ao conhecimento pelo amor, ou seja, o amor cria identidade entre o amador e a coisa amada. E sentir o objecto do amor é conhecê-lo, e o conhecimento é sabedoria.<br />
Serviu?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33949</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 22:43:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33949</guid>
		<description>CRÓTALO, estás em forma. É um gosto.
__

Daniel, que podes explicar da frase "Mas a forma suprema da sabedoria é o amor."?

É uma frase complexa, e de grande responsabilidade. Daí, pedir-te ajuda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>CRÓTALO, estás em forma. É um gosto.<br />
__</p>
<p>Daniel, que podes explicar da frase &#8220;Mas a forma suprema da sabedoria é o amor.&#8221;?</p>
<p>É uma frase complexa, e de grande responsabilidade. Daí, pedir-te ajuda.</p>
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		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33937</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 16:39:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/daniel-de-sa/a-sombra-luminosa/#comment-33937</guid>
		<description>Crótalo
Demorei mais de quinze segundos, muito mais, a perceber o que querias dizer. Aliás, ainda estou demorando.
Desculpa que não te dê os bordados que pedes. Sei que não devo obrigar os meus pacientes leitores a coisas do género, mas que tal a gente vingar-se de vez em quando da nebulosidade voluntária de alguns comentários?
Vai um abraço?
Daniel</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Crótalo<br />
Demorei mais de quinze segundos, muito mais, a perceber o que querias dizer. Aliás, ainda estou demorando.<br />
Desculpa que não te dê os bordados que pedes. Sei que não devo obrigar os meus pacientes leitores a coisas do género, mas que tal a gente vingar-se de vez em quando da nebulosidade voluntária de alguns comentários?<br />
Vai um abraço?<br />
Daniel</p>
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