Blogger’s Digest

Uma selecção das melhores opiniões da semana, traduzidas para português corrente. Edição especial OE2012

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Carlos Botelho, Cachimbo de Magritte
Pinho Cardão, Quarta República
Rui Crull Tabosa, Corta-Fitas
Vasco Campilho, Forte Apache
Fernando Moreira de Sá, Forte Apache
João Gonçalves, Portugal dos pequeninos
Luis M. Jorge, Vida breve
Nuno Gouveia, 31 da armada
Luis Naves, Forte Apache
Paulo Pinto Mascarenhas, ABC do PPM
Todos em coro agora: Sócrates! Sócrates! A culpa é do Sócrates. Ele é que faliu o país, ele é que chamou o FMI, ele é que é o responsável pelo orçamento de 2012. Quando é que o prendem?

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Rui a, Blasfémias
I love the smell of napalm in the morning.

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João Miranda, Blasfémias
The smell, you know that gasoline smell, the whole hill. Smelled like victory.

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Alexandre Homem Cristo, Cachimbo de Magritte
A malta que protesta contra o orçamento é a mesma que defendia as obras públicas que nos arruinaram, incluindo as que ainda não saíram do papel. E como todos sabem, as obras que ainda não sairam do papel foram as que  nos conduziram até aqui. Isso, as estradas de Cavaco, e os spas que Sócrates construiu para os miudos.

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Henrique Raposo, Expresso
Não gosto da ideia de se criminalizar a governação e a politica, como propõe Medina Carreira. Por isso, vou sugerir aqui uma maneira de fazê-lo de outra forma. Resume-se assim: Freeeport, Paulo Campos. Perceberam, ou é preciso um desenho?

15 thoughts on “Blogger’s Digest”

  1. Percebe-se a retracção do Henrique Raposo. Criminalizar políticos governantes colocava os “seus” na primeira leva de criminosos. De modo que o expediente é exactamente o que foi desenhado e posto em prática com sucesso ao londo de oito longos anos: a calúnia sistemática, com a total e pronta colaboraçâo de uma justiça que carrega os genes da santa inquisição.
    Este Raposo tem uma pinta do caralho! Nem sei como não chegou a ministro da justiça deste esplendoroso governo.

  2. Os tipos de direita são como os portistas, não conheço nenhum que tenha vergonha na cara. Criminalizar os políticos?! Como se pode ser tão demagogo!!!Têm lá um espécime, este sim, desobedeceu às leis do país, num momento dramático para o mesmo, e nem sequer tiveram a coragem de o expulsar do partido.Aliás, era apresentado como um bom exemplo de governação. Mas esta gente é capaz de tudo, na oposição boicotavam o governo no corte de despesas, como o fecho de hospitais e escolas, não podiam aumentar o iva do leite com chocolate, não se podia baixar o financiamento ao ensino privado, não se podia cortar um professor em EVT, e etc. Tinha que se cortar nas gorduras do estado. Eu só me pergunto é como uns trafulhas destes, que são tão transparentes, são postos novamente no poder pelo povo. Bem sei que dominam totalmente os media. Mas as aldrabices e vigarices são tantas ao longo destas dezenas de anos de democracia. Jardins, muitos; Isaltinos, alguns; Duartes, mais que muitos; Portas, várias; Loureiros, que nunca mais acabam; cavacos e oliveiras. Ah! Também servem Belmiros e Amorins.

  3. Caros,
    Todo este frenesim de apontar e acusar um “culpado” urgentemente, revela limpidamente o cagasso em que vive esta gente. Já estão vendo as coisas pretas por todo lado, já se aperceberam que não têm saída (também sem inteligência ninguém tem saída) por meio da governação do ppc e seus patarecos ministros, portanto a única saída que vislumbram é, mais uma vez, a calúnia e acusações insinuadas afim de arranjar um “bode expiatório” que lhes tape a incomensurável mediocridade e anti-democracia.
    Os media e outras altas figuras da alta incompetência e mediocracia cantam no mesmo coro. Tendo os poderes todos na mão podem tramar o que convém à sua manutenção no poder. Podem avançar para uma sociedade do estilo Chinês: uma super-estrutura jurídica de comunismo estalinista-denguista, que subscreva e apoie uma parceria com uma super-estrutura de capitalismo económico selvagem. O PC anda manso e alguns altos quadros andam a beijar ou a lamber a mão ao poder: que trama anda esta gente perigosa a tecer?

  4. Mas ainda há quem leia esses atrasados mentais?
    Esses Cavacos, Oliveiras e Costa, Valentins, Isaltinosd, Loureiros, Manuela Ferreira Leite, Duão Barroso, Santana Lopes, Relvas, Ferreira do Amaral, Catroga, tudo farinha do mesmo saco. O saco da roubalheira, a que este príncipe do fananço Passos se veio juntar. Está o elenco quase completo. Ainda está a chegar o Ângelo Correia, o Meneses, o Macário, o cabrão das Caldas, o Ruas, e o resto da pandilha que desde 25 de Abril vem saqueando este país.

  5. Caro Joaquim Rato, o melhor é não meter os seus conhecidos na conversa, pois poderei concluir que não tem grandes conhecimentos ou que conhece muito poucos portistas.
    Há portistas com vergonha na cara do mesmo modo que há adeptos em todos os clubes, religiões e partidos com a dita.
    As generalizações pecam por isso mesmo.
    Vega, esse passatempo de ler humoristas é de louvar. Noutros tempos, escreviam em verso, e o seu trabalho apelidava-se de cantigas de escárnio e maldizer, hoje em dia dizem que são opiniões e factos. Até há alguns que há custa dessas opiniões e factos comem à mesa do orçamento.
    Ver arrivistas emproados e a armar aos cágados a atirar as culpas ao próximo faz-me sempre lembrar aquele homem do bigodinho que era pintor.
    Pelos espécimes que trouxe vê-se que seguidores não lhe faltam, embora alguns admirem a pose do que foi amante da Caretta Petacci.

  6. Teofilo, os portistas que eu conheço não têm vergonha na cara, nos media ainda não vi nenhum. E também nunca ouvi nenhum portista dizer que tinha vergonha de ter um presidente mafioso. Dito isto, onde é que o teófilo põe a vergonha.

  7. Assalto:
    As palmas dadas ao 1º. Ministro na Assembleia da República após a declaração do orçamento do estado pelos deputados da maioria, PSD e CDS, fez-me recordar o tempo do faroeste, o assalto a diligências, em que havia senhoras, dada a elegância e educação dos salteadores, regozijavam e sentiam admiração por quem as assaltava.
    Havia código de honra nos salteadores. Saltavam-lhes logo às vistas quem ia ser espoliado dos seus bens. Procuravam entre os passageiros, ou já tinham conhecimento, de quem se fazia transportar naquela diligência, regra geral, era a fina flor da sociedade dos vários Estados Americanos. Um roubo em nada piorava as suas condições económicas. Por isso sentiam admiração – as senhoras – pelos salteadores, tendo algumas se enamorado.
    Do maior salteador que temos no País, não há memória de outro, os Portugueses, não se sentem atraídos por tal figura. Falta-lhe carisma e honestidade. Prometeu mundos e fundos. Mas desde o início da sua governação só nos manda para o fundo. É um Eduardo Mãos-de-Tesoura ao contrário. Não tem jeito para a coisa. A culpa não é dele mas… de quem votou nele.
    Dos maiores fenómenos a que assisti na minha vida foi no dia 14 de Outubro na Assembleia da República. Sempre que alguém é prejudicado, burlado ou roubado é normal manifestar-se com indignação ou apresentar queixa. Alguns, a minoria, contestaram. Os outros, a maioria, bateram palmas de regozijo e puseram-se de pé a aclamar o salteador.
    Foi aqui que me fez recordar as damas americanas a sentirem-se felizes por serem roubadas e sentirem-se apaixonadas pelos salteadores.

  8. Todos os injustiçados em Portugal estão a unir-se numa luta sem tréguas para sanear os efeitos perversos da desgovernação dos últimos seis a dez anos de descalabro moral, orçamental, ético, político, que o socratismo representou. Temos de limpar Portugal dos crimes que esses anos representaram, colocar as coisas nos seus devidos lugares. Um Povo habituado à bufaria e à desconfiança preventiva do outro, coisa herdada em séculos de medo, terror, conformação às sucessivas formas de inquisição cá estabelecidas, exige libertação através da concertação das ruas com o que se impõe a partir da governação e está efectivamente a ser decretado: o socratismo poluiu todos os vectores da vida pública, ameaçou, chantageou, meteu no bolso de trás a Justiça, furtou-se a qualquer escrutínio público. Os principais videirinhos socialistas deixaram por cá as suas relíquias e as suas viúvas da assessoria língua-de-pau, enquanto se exilaram a salvo disto. Outros videirinhos socialistas continuam a exalar esterco e insolência nos cargos que ainda ocupam no Parlamento, por exemplo. Limpe-se Portugal desse lastro comprovadamente inescrupuloso com os dinheiros públicos. O Poder político não poderia continuar na mão desses arrivistas de meia-tijela, ávidos espertalhões bem-falantes como Sócrates, vendedor de farturas e grande semeador de merda. Quando a maior tempestade financeira do século se abatia sobre o mundo, ele a potenciou precisamente contra nós. Sobejaram laivos de sociopática persistência e demente teimosia khadafiana. As consequências estão à vista. O que se fez cá dentro foi agravar a tempestade, destelhar o nosso edifício de quaisquer hipóteses de sustentabilidade. Se Cavaco foi um monumento de calculismo e impotência, nunca encalacrando tais agentes políticos, até que a reeleição estivesse garantida, quem desgovernou risonha e optimisticamente não pode continuar em paz, gozando os seus duvidosos proventos. Cace-se o lixo. Imputem-se responsabilidades. Quem engordou indevidamente, deve-nos explicações a nós que roçamos o pó sem qualquer culpa. É por isso que não poderia ser mais estranho que, num País sem justiça ou com ela desproporcional para com o grau de ladroagem do ladrão, o constitucionalista José Joaquim Gomes Canotilho alerte, não para a impunidade grosseira no País, mas para os perigos dos “justiceiros”, e para “a ideia, que está muito no povo, que temos de colocar no pelourinho” aqueles que “fizeram mal ao país”. Ó José Joaquim, qual é a alternativa? Ficar tudo como dantes enquanto empobrecemos e sofremos e os autores morais e factuais da nossa miséria se cevam e locupletam? Por amor de Deus, façamos justiça, crivemos, analisemos os pecados governamentais dos anos mais recentes. Exijamos uma Justiça corajosa, finalmente, ousada. Inove-se em coragem, por favor. Há quem esteja na prisão por muito menos comparado com a extensa incúria, ladroagem e dano político dos últimos anos socratistas.

  9. Caro Rato (com letra maiúscula), as minhas vergonhas meto-as onde me dá mais jeito. Tendo a colocá-las em locais diferentes que variam com os propósitos e as ocasiões.
    Não sei se o presidente do FCP é mafioso, pois não sou polícia, nem juiz, nem pertenço à máquina de segurança do estado. Se o sabe, denuncie os seus crimes npois é esse o seu dever de cidadão. Se eu soubesse era o que fazia.
    Quanto aos seus conhecimentos, também não me pronuncio, pois conheço também muita gente que, não sendo portista, é capaz das maiores alarvidades e comete crimes gravíssimos estando muitos distribuídos pelas prisões deste País.
    Mas fique satisfeito por verificar que os portistas o incomodam, não que eu pertença a tão prestigiada agremiação, mas não sofro do mal de só ver o argueiro no olho do vizinho e esquecer-me da trave que tenho em frente ao meu.
    Espero que continue a conhecer gente honesta e trabalhadora que só o é por não ser simpatizante do FCP, caso contrário, de imediato, segundo a sua esclarecida opinião passariam a ser apenas uns desavergonhados.
    Tem razão, afinal eu é que estou enganado! É por isto que há por aí muita gente que se diz de esquerda porque pensa que a intolerância é uma virtude…

  10. “Quem engordou indevidamente, deve-nos explicações a nós que roçamos o pó sem qualquer culpa.”

    Não tens culpa? Há quanto tempo não procuras trabalho, dinossauro rei dos mandriões? Para vires aqui perorar sobre os dinheiros públicos, primeiro paga imposto!

    “Há quem esteja na prisão por muito menos” – falou rex, o pidesco jurássico desempregado, a concluir a sua caganeira verbal de domingo.

    Davas um bom PIDE no coelhismo, mas podes tirar o cavalinho da chuva, porque o Sócrates não deixou verba para isso. Gastou-a a construir escolas, cabrãozote.

  11. Teófilo, denunciar na justiça portuguesa, esta é para rir. Os factos são mais que conhecidos, só Muiguel Sousa Tavares, um bom exemplo da espécie é que não os conhece. É evidente que em todas as instituições existem pessoas sem vergonha na cara, mas existem algumas onde estas pessoas são combatidas e não são motivo de orgulho porque ofendem a instituição. Eu também me referi à direita não o indignou?!
    Intolerância perante a mentira e a canalhice, sempre!!!!!

  12. Já uma vez aqui escrevi: o Raposo é um dos tipos mais repelentes que habitam o Expresso.
    Daquela cabeça só sai odio a Sócrates e aos socialistas,e para lhe dar forma usa todo o tipo de argumentos intelecualmente desonestos.

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