Uma vitória é uma vitória é uma vitória

O triunfo de Cavaco não se discute. Entra em Belém à primeira volta e com a direita às costas (uma coisa nunca vista), enquanto a esquerda perde em toda a linha e por culpa própria (uma coisa vista demais).
Convém, no entanto, sublinhar o óbvio: vencer com 50,6% não é a mesma coisa que ganhar com 56%. Na primeira quinta-feira de “cooperação estratégica”, José Sócrates recordará decerto ao novo Presidente esta evidência.

4 thoughts on “Uma vitória é uma vitória é uma vitória”

  1. Não estou a ver de onde vêm os 56% de Socrates…
    Consultando o Stape e a CNE, o que encontro é:

    Eleições para a AR 2005, resultado do PS:
    2.588.312 (45.03%)(121 deputados)
    Resultados Oficiais

    Eleições para PR 2006, resultado de Cavaco Silva:
    2.745.491( 5,059.00%)

    Será que Cavaco vai recordar ao PM “esta evidência”? Julgo que não, que estará acima dessa forma baixa de política…

    (Convém procurar as fontes oficiais antes de embarcar em demagogias…
    Procurar diminuir e desvalorizar a vitória do adversário é pouco edificante)

  2. Vencer por 50,6%, pelos vistos, é pouco menos que perder.
    Ó pá, vai dar uma volta ao bilhar grande ou dar banho ao cão.
    Não faz passar a estupidez, mas disfarça.

  3. Anonymous e Da_se:

    Acaso repararam no título?
    A vitória de Cavaco é inquestionável. Só quis dizer que não é a mesma coisa ganhar com 56% (como ameaçavam a certa altura as sondagens) ou por uma unha negra, como acabou por se verificar.
    A votação do Sócrates não tem nada a ver com este assunto. E por muito que agora cantem de galo, a verdade é que Cavaco é o presidente eleito por margem mais curta desde o 25 de Abril. Mais curta ainda que a de Soares contra Freitas do Amaral.
    Dêem as voltas que derem, este facto pesa (e vai pesar, garanto-vos).

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