Vamos lá a saber

Se Belmiro tivesse perdido o conflito judicial com a família de Afonso Pinto de Magalhães, ou se tivesse optado pelo negócio da construção civil, ou se tivesse preferido abrir um restaurante e aí fazer a sua fama, ou se tivesse sentido o apelo religioso e fosse de Tuias para o seminário em Braga, Portugal hoje estaria pior, melhor ou na mesma?

10 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. O negócio de mercearia deixa pouco valor acrescentado nacional. É diferente de pegar, por exemplo, numa matéria prima que quase só existe em Portugal e transformá-la num produto muito valorizado em todo o Mundo. Portugal seria mais pobre sem a corticeira Amorim do que sem os supermercados Continente.

  2. É, tão somente, a parolice ignorante ou a bajulice corrupta dos serventuários que pululam nos media afanosamente a criar a ideia no povão que sem tais homens “génios” actuais como os belmiros, amorins, jeróninos martins, queirós pereira que hoje vendem tal como ontem venderam os melos e os champalimãos Portugal e os portugueses ainda hoje estariam na pré-história da economia e da civilização.
    Uma vigarice histórica que corruptos vendem ao zé-povinho de que são tais homens os intermediários do povo que fazem as nações e o progresso das civilizações quando é, precisamente. ao contrário de resto no rasto da cultura e moral religiosa que vê o progresso da vida intermediada pelos santos.
    Elite grande, grande é o povo que move o mundo e pela coragem na luta e no trabalho cria as nações, as tradições, a cultura e constói a paz quando o reconhecem ou a revolta face àqueles que o querem domesticar para o dominar.
    Pode haver uma pequena e menor “história dos empresários” como há dos “feiticeiros” ou dos “sapateiros”, etc. mas, a que conta e deixa marcas como referencial é a História dos povos, da cultura, da ciência, do conhecimento e jamais a história dos negócios e seus negociadores.
    Chega-se a empresário ou homem de negócios por espertesas e trafulhices e a grande empresário por grandes e manifestas trafulhices, contudo, ninguém chega a reconhecido cientista, pintor, escritor, inventor que não seja pelas qualidades de inteligência e são estes que formam a identidade das nações e jamais os jogadores de negócios.
    E os trafulhas que vendem a ideia de que o mundo e a civilização é feita pelos “génios” empresários e empreendedores cuja criatividade se limita ao jogo de engano dos negócios com o outro ou o Estado de preferência (veja-se o caso Trump) são, duplamente, outro tanto trafulhas e corruptos pois sabem mas ocultam que com ou sem tais “génios” dos negócios o mundo e as nações seriam sempre o mesmo pois outros semelhantes ou melhores os substituiriam ou, mesmo até, seria melhor que não existissem nem eles nem o seu exemplo de grandes predadores de outros homens.

  3. Zé Neves, nunca li um comentário teu nesta casa tão disparatado como este. Há tantos trafulhas entre os empresários como há entre os artistas, os políticos de esquerda, os políticos de direita, os juízes, os jornalistas ou os blogueiros. A vigarice não se concentra por geografias ou ramos de actividade. E sim. É diferente ter a distribuição de consumíveis controlada e gerida por um humilde nativo de Tuias do que por uma equipa de jogadores de casino comissionando fundos de pensões americanos.

  4. peço desculpa , José , mas hoje chega-se a grande cientista através de fraudes….manipulam dados , vendem-se às empresas , fazem trinta por uma linha por uma bolsita do estado …há o recente caso famoso da japonesa Haruko Obokat. , que se deixou apanhar , a tolinha.
    também se chega a grande artista , nem sei bem , publicidade? o rei vai nu? temos a joana vasconcelos que não passa dum gulliver parolo e há-de haver muito mais” instaladores” que não valem um chavo ; escritores? isso então , se o josé rodrigues dos santos é escritor , veja lá como vai a literatura. ; pintura ? há uma história engraçada : na Arco , em Madrid , uns tipos , à socapa , penduraram uma tela pintada num infantário pelos miúdo e era vê-los , aos intelectuais , a meditar ,extasiados , à frente da
    ” obra prima” :)

    a minha mãe dizia que o ti belmiro tinha roubado o patrão , pelos vistos , tinha razão. enfim , e eu a achar que era tipo amancio ortega.

  5. Caro Lucas Galuxo,
    Parece que não leste o que escrevi. Claro que trafulhas e gente desonesta há em todas as classes sociais e em nenhuma linha do que digo sugiro o contrário. Digo é que o empresário é, sobretudo, um negociador e o negócio é um jogo de enganos e trafulhices propício aos espertos traficantes de influências e corrupções várias e quase nunca efeito de elevada inteligência ou trabalho honrado.
    O próprio Belmiro deve, segundo consta, a sua grandeza à triste história de pouco sérias manipulações familiares.
    O merceeiro sempre foi olhado como o que “rouba” no peso e na medida e se puder engana-se nos preços e nas contas. Para o grande merceeiro a tradição já não e o que era?

    Yo,
    Estás a forçar a nota pois quando falo de artista, cientista ou escritor falo daqueles que deixaram obra consagrada e ficaram na História. Ora tu falas de algum caso de trafulhice ou falsa “criação” de qualidades nessa áreas mas são casos isolados e são sempre desmascarados pois tu até falas neles, precisamente, por tal motivo de falsidade.
    É-se cientista, artista ou escritor quem inovou ou deixou marca de trabalho científico ou reconhecido nas respectivas áreas e não é por escrever tijolos de prosa que se é escritor, quem trabalha com pipetas nos laboratórios que é cientista ou quem pinta paredes que é pintor artístico.
    Penso eu, sei lá!

  6. “o negócio é um jogo de enganos e trafulhices propício aos espertos traficantes de influências e corrupções várias e quase nunca efeito de elevada inteligência ou trabalho honrado.”
    É. Na economia planificada, sem propriedade privada, sem negociantes e industriais, só com povo trabalhador e elite dirigente, há muito menos trafulhice.
    Zé Neves, de poeta e de louco todos temos um pouco, tal como de negociante ou de vendedor. Podemos utilizar essas qualidades para arriscar a pele, e ter a satisfação de criar riqueza, empregos e receitas fiscais que beneficiam o próprio e a comunidade, ou apenas para regatear o preço de um par de sapatos numa barraca de feira. Essas competências podem também servir para fazer greves, de modo a obter um preço mais elevado pelo trabalho. Cada um o procura valorizar com a forma de persuasão que lhe parece mais adequada.

  7. Se Belmiro tivesse adquirido a PT( e não o conseguiu porque o primeiro ministro, sr. sócrates do PS fazia “panelinha” com o Zeinal Bava), a PT, nos dias de hoje ainda seria uma empresa de sucesso.

  8. Se Belmiro tivesse adquirido a PT tinha-a vendido logo a seguir à Telefonica pelo dobro do preço. Se Passos Coelho fosse responsável e não desse pontapés em bancos com dificuldades, a pedido de familiares desavindos, a PT e a Oi estariam de pé. E muitas empresas, imóveis, vários bancos e seguradoras não andariam a engordar negociantes de créditos pôdres estrangeiros e seus advogados comissionistas locais.

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