30 comentários a “Vamos lá a saber”

  1. Dois tipos de incendiário: o maluquinho (percutido também pelas horas de incêndios televisivos) e o que tem outro tipo de incentivo, seja económico, politico, vingativo.

    Para o primeiro, pode pôr-se a cumprir penas intercaladas (todos os anos, de Junho a Setembro), o que lhe garantia o afastamento por umas quatro ou cinco anos. Pode também, por essa altura, usar pulseira eletrónica com gps. Imagino que sendo maluquinho pode ter a pulseira prescrita durante décadas. Aproxime-se de um malmequer que seja e a guarda florestal (que entretanto foi reactivada por se ter visto como o barato sai caro) vai buscá-lo para o trancar. Claro que em sítios como Vila de Rei é difícil dar um passo sem entrar na mata, mas há-de haver maneira modo de lhe delimitar os percursos sem de ser demasiado radical.

  2. Bem, se estás a falar de incendiários em sentido literal, sugiro que acompanhes durante uns quantos dias o site fogos.pt e depois me digas se achas que a distribuição geográfica das centenas de ignições diárias tem mesmo a ver com incendiários. É que a ser assim terías de internar por piromania a população do litoral norte , que é claramente a região do país onde há maior numero de ignições diárias.
    Além disso, este hábito de dar muita atenção aos incendiários, poderá ajudar a explicar como é que os fogos começam; mas não ajuda nada a perceber porque é que alguns deles só se extinguem quando querem.

  3. Eheheh prendam-se os culpados habituais, indigentes, loucos e bêbados de aldeia. O Costa é um santo dai o racional não poder incluir nem responsabilidade nem culpa, isso seria o caso se por exemplo os fogos lavrassem nos states, ai funcionaria o racional perfeito da culpa e da malvadez, um presidente louco e inimigo do aquecimento global. Mas como responsabilizar Costa que é um santo que por definição e inimputável e defensor do aquecimento global? Não cabe na formatação do racional porque perante estas premissas o aquecimento global não pode acontecer por cá nem que o inverno tivesse sido anormalmente seco, haja temperaturas anormalmente altas e tivesse havido uma clamorosa falta de preparaçao com a época de fogos. Na, na, na…não nos fodam, foram prendam lá os maluquinhos mas não toquem no Costa caralho, o gajo e um santo que por vício de análise não tem culpa de nada em tempo algum, não se mencione o seu nome sequer, não sejam blasfemos de esquerda. Nesta época de calor não há nada como o auto-condicionado de esquerda.

  4. 90% da área ardida é provocada por 1% das ignições. Tanto faz enforcar os incendiários como deixá-los a monte. O problema é a floresta produzir ou não rendimentos suficientes para pagar a eliminação do excesso de material combustível que nela prolifera. O tempo que Verdes, comunas, Bloco de Esquerda e a franja de rabo de cavalo do PS andam aos gritos a vociferar contra o eucalipto e a fazer aprovar leis, sob chantagem, que proibem a sua cultura seria melhor utilizado a investigar e demonstrar com consistencia uma alternativa mais eficaz.

  5. mais um ataque terrorista do islão, alguém notou ou já se começam a habituar ao modo de vida islâmico nas principais cidades europeias? quando o islão está por toda a parte e entra em massa na europa com o apoio quase unânime das elites democráticas bem pensantes, produz-se esse milagre lindo que comove as valericas e as penélopes desta vida e que consiste afinal em trazermos para as grandes cidades europeias aquele viver maravilhoso das de bagdade e de cabul, aquele sempre-em-festa, a tal magia de bombas a explodir por toda a parte, e braços e pernas e cabeças pelos ares em nome desse grande desígnio que é o multiculturalismo. o que comove os valericos não são os mortos, mas sim o sonho quase realizado de saber que se o ocidente não conseguiu chegar a maomé então fez.se maomé entrar pelo ocidente adentro. as penélopes também vibram e comovem.se com os mártires que no ocidente dão a vida como vítimas de ataques terroristas para que maomé possa entrar vibrante e vitorioso pelo ocidente adentro num futuro estupidamente próximo. deixem-nos entrar, deixem-nos pregar livremente essa ideologia radical chamada islão da paz. depois, comprem velinhas, metam-nas no cú, e vão para as redes sociais guinchar #prayforparis #prayforbarcelona #prayformaomecoitadinho e chorem muito, porque é no chorar e na emoção e nos beijinhos que está o futuro e que rico futurinho que aí vem.

  6. aquela de negritude da paz que chega nos botes são coitadinhos que vêm fazer o bem… e caminhetas a varrer população branca são coisas normais a que nos temos de habituar… e ver os enormes progressos legislativos no domínio da paneleiragem, do lgbt e dos animais, e os recursos colocados à disposição dos animais vítimas de maus tratos, num país que arde como uma tocha todos os verões, não é uma perversão de prioridades políticas e de valores éticos promovida pela extrema-esquerda, não, nada disso, chama-se a isto o novo normal e temos de levar com esta xaropada. ai salazar, salazar, cada vez mais me convences, mesmo estando já mudo e na tumba.

  7. eu , se mandasse , já estava em conversações secretas a amanhar um batalhao europeu de carrinhas atropeladoras de muçulmanos : a cada ataque terrorista um contra ataque , a matar o dobro ou mais , num bairro de muçulmanos. mas não , vão chorar para a televisão . e fazer leis para acolher muitos muçulmanos num instantinho.

  8. Talvez pôr uma anilha, de Maio a Setembro, aos que já tenham sido condenados por esse crime, teriam de ficar em casa ou no trabalho ou em ambos.
    Deixar de fazer telenovelas televisivas de verão com os incêndios, noticias curtas e não ligações de 15 minutos a explicar tudo timtim por timtim. às vezes só falta a musica de fundos tão do agrado dos programas da manhã e da tarde enquanto um desgraçadinho dá conta das suas misérias.

  9. Lucas Galuxo disse:

    «O problema é a floresta produzir ou não rendimentos suficientes para pagar a eliminação do excesso de material combustível que nela prolifera. »

    Esta é mais uma daquelas afirmações que, remetendo para um suposto senso-comum, põe toda a gente de acordo. E em parte está certa. Mas ignora um detalhe. É que se eliminas os “excessos de combustível” que referes, ficas sem matéria orgânica para repor os níveis de fertilidade que permitem à floresta produzir.
    A questão da “limpeza” é qualquer coisa que entra facilmente nas lógicas discursivas, mas cujo debate é tão pouco profícuo como o dos “incendiários”. Tira os incendiários da equação e acrescenta-lhe uma “limpeza” cinco estrelas, que nem assim resolves o problema de fundo.

    Com efeito continuamos a pensar nos fogos florestais alinhados por uma dupla mitologia que se instalou no espaço público. A primeira é pensar que se pode viver sem fogos. É um mito. Os fogos em paisagens mediterrânicas habitadas, são uma inevitabilidade probabilística. A segundo é pensar os fogos florestais como um problema de ocorrência e não como um problema de escala, quando é este o grande busílis da questão . Com a morte do mundo rural, os espaços florestados ocuparam na “quadricula” do território as descontinuidades ( agricolas e pastoris ( baldios…)) que antes limitavam naturalmente a progressão dos fogos. Ora quando há concelhos que escolhem orgulhosamente, como slogan promocional, o facto de constituírem “a maior mancha de pinhal da Europa”, não se deveriam admirar quando um dia constatam ter ardido 90% da sua área.

  10. J Rodrigues, os terrenos mais férteis do país, a lezíria ribatejana, não precisam de mato como fonte de matéria organica para manter a sua fertilidade. Apenas precisam de gestão de culturas rentáveis.

  11. Galuxo,

    Se v me está a dizer que há floresta na lezíria ribatejana, está a reforçar o meu argumento: o problema é de ordenamento e não de limpeza. Floresta nos terrenos mais férteis do país, será sempre uma aberração ! Mas, já agora, veja lá e não confunda o aluvião da leziria com as areias pliocénicas que coexistem na mesma bacia hidrográfica ( Ota, p.e ), pois essas de fértil têm mt pouco.

  12. não obstante todas as outras condicionantes voláteis do fogo, o incendiário é alguém com uma desordem mental grave. vão presos e continuam doentes. saem e doentes são. tem de haver um rastreio obrigatório, e rígido e científico, aos cidadãos pelo menos uma vez por ano , sob pena de multa avultada, para se aferir – não todos os tolinhos porque isso somos todos – os tolos que sabotam a harmonia na Cidade. e estes últimos têm de ser tratados e inibidos de nos oferecerem o mal gratuito. dava-se emprego a psicólogos e terapeutas e diminuía-se o crime.

    uma espécie de obsrevatório da loucura perante a civilização.

  13. mas Olinda ,quem vai para psicólogo e psiquiatra normalmente tem uma grande panca , d aí a atraçõ pelas doenças mentais :) quem é que avalia os avaliadores ?

  14. É fazer como algures: Usar métodos pouco tradicionais para saber QUEM MANDOU.
    Pois na maioria dos casos não é o maluquinho, pode até TAMBÉM ser.
    Se alguém for ver o que aconteceu com as áreas ardidas verá que muitas foram reclassificadas de reservas para URBANIZÁVEIS. Quem tem interesse nisto?
    Já alguém entrevistou os proprietários de florestas ardidas para saber quanto recebem pelo
    pinheiro, eucalipto ou pela cortiça após parcialmente afetados pelo fogo?
    BIG BUSINESS, MY FRIEND!

  15. MIGUEL: Boa sugestão! Já foi feita várias vezes, uma delas numa reunião da Liga dos Bombeiros
    em Viseu em 2012. Mas é preciso mudar a constituição (mesmo com ‘c’, pois precisa ser revista)
    que considera a pulseira electrónica uma forma de condenação que o juiz só pode decretar com
    provas de crime. E suspeita de crime não é suficiente.
    Noutros países usam drones para localizar o telemóvel desses suspeitos e enviar a GNR lá
    para indagar o que ele faz por ali. Isto a constituição aqui ainda permite.
    O que é necessário é “apertar” os que forem apanhados para delatar os mandantes, os quais são poucos.
    Para isso precisamos modernizar a constituição, usar a “delação premiada”, como em muitos outros
    países (até o Brasil) para reduzir em muito a pena do delator. Precisamos também reclassificar
    ‘atear fogo’ para CRIME CONTRA A SEGURANÇA DO ESTADO, o que elevaria a pena em muito.
    Precisamos ainda permitir que o apanhado seja condenado com apenas ‘fortes indícios’ em
    vez de ‘provas materiais’.
    MIGUEL: O mais fácil é uma nova Revolução dos Cravos, mudar tudo, pois desde 1974 criaram
    leis e regulamentos a partir do que é bom para os poderosos, em detrimento do cidadão como nós.

  16. Estatístico, quando falava no cumprimento de penas, eu equacionava haver há condenações. Nunca o faria sem condenação. Apenas cumpriram as penas faseadamente, de modo a afastá-los da floresta.

    Os que fossem dados como pirómanos teriam depois de cumprida a pena a restrição judicial de terem de se afastar da floresta, como se faz para os hooligans, impedidos de entrar em estádios de futebol.

    Tudo dentro da constituição.

  17. J. Rodrigues, não há floresta nenhuma na lezíria, há milho e tomate. Se não fornecer os nutrientes necessários não produz. Com uma cultura florestal a mesma coisa. Há floresta e há culturas florestais. Floresta propriamente dita é coisa para parques naturais com propriedade e manutenção pagos com dinheiro público. E usufruto público. Uma cultura florestal é uma actividade económica. Só existe enquanto proporciona rendimento. Proibir a obtenção dos rendimentos para viabilizar essa actividade económica é condenar uma grande parte do território a um gigantesco matagal. Mais ainda do que já está.

  18. Sem credenciais científicas baseada na observação (assisti ao grande incêndio de 2003 no Ribatejo ) estou segura ao afirmar que a configuração do terreno de vales cavados faz agitar correntes de ar gigantescas e animadas pelas altas temperaturas alimentam em contínuo as grande fogueiras.
    Também percebi que pinheiros bravos e eucaliptos ardem rápido como tochas envoltas óleo.
    As chamas sobem rápido pelas árvores mesmo que pouca rama exista.
    São espécies altamente combustíveis.
    Vi também como um montado de sobreiros se defende e não pega fogo facilmente.
    Resiste mesmo em terreno com matagal. O fogo não os devora facilmente.
    Não é científico mas :
    – pinheiro bravo e eucalipto arde sim senhor rápido e propaga o fogo de copa em copa.
    – não precisam da desculpa do mato rasteiro.
    – vivem encostados uns aos outros e ardem por simpatia todos, a partir do topo como tochas bem oleadas.
    Já vi e entendi assim.
    Os incendiários devem saber muito bem por onde começar um fogo e sabem também da ajuda a sua insana malvadez das espécies que cobrem milhares e milhares de hectares dum país falsamente verde sem uma floresta que mereça esse nome e permita acabar com o sucesso da demência incendiária.
    Gostava que alguém falasse dos incêndios em França, Grécia, Espanha e Itália.
    Que espécies ardem por lá e como estão de mono arborização?

  19. Primavera,

    A comparação que sugere com os paises que refere não faz grande sentido. Explico..

    Os eucaliptos, p.e., para terem uma rentabilidade minimamente interessante precisam da conjugação de dois factores: temperatura e água. A maior parte da bacia mediterrânica tem temperatura, mas não tem água. O caso de Portugal ( sobretudo o centro/ norte ) é uma situação particular , pois a influencia atlântica disponibiliza mais água do que média mediterrânica, o que viabiliza o eucalipto. Ou seja: não é que os nossos vizinhos não tenham eucaliptos porque não queiram, mas porque eles não crescem ( porque lhes falta água ou sobra frio )….e como tal não interessam.
    Por outro lado, se quiséssemos comparar a gestão do pinhal do centro norte / nacional com outras grandes manchas europeias de mono-cultura( como Les Landes ( Sul atlântico de França), a comparação também não funciona para avaliar a gestão dos fogos, pois os níveis de humidade do verão a norte dos Pirenéus são manifestamente superiores aos nossos., o que reduz drasticamente o risco de propagação de fogos.

  20. Exactamente, J. Rodrigues. Portugal tem a felicidade de existir uma cultura rentável bem adaptada a uma parte do território a que, além desse, ainda ninguém foi capaz de identificar outro uso que não a agricultura de subsistencia braçal. Não caísse neve e geada além Pirinéus e lá estariam grandes plantações de eucalipto.
    Outra coisa. Só não arde o que já ardeu. Proporcionalmente, a área ardida de carvalho é superior à área ardida de eucalipto. Mas a capacidade de regeneração deste é superior a qualquer outra. Ardeu, cortou. Ao fim de 10 anos está pronto para cortar outra vez. Pouco se perdeu. Em todas as outras soluções o fogo causa mais prejuízos.

  21. Galuxo,

    Concordo no essencial. Responsabilizar o eucalipto pelos fogos equivale a dizer que arde pq há incendiários. São dois mitos. O problema ( que é a dimensão dos fogos….) reside no ordenamento e na gestão da particularidade geográfica/ecconómica do nosso território. Não na composição de per si do mosaico ou na causa primeira das ignições.

    Já agora uma nota mais em relação ao comentário da Primavera, relativamente aos sobreiros, e que é um outro mito, pois eles podem realmente resistir a um fogo. Mas desde que este seja de baixa carga térmica e quando a ultima tirada da cortiça já tenha vida bastante para proteger o lenho. Faça a estrada municipal que liga Monchique a Aljezur ( ou na zona se St Clara a Velha , ou em S Brás do Alportel ) e vai cruzar-se com larguissimas dezenas de ha de montado morto, quer nos fogos de 2003 quer no do ano passado.

  22. Muito certo, JRodrigues, a memória é curta. Deflagram incendios com igual violencia tanto em áreas de sobro, como azinho, como carvalhos, como giestal, como eucalipto ou pinheiro. São exemplo disso as áreas que referiu, ou a Serra de Grandola, ou a Serra de Portel, Montesinho, Gerês, o grande incendio Gavião-Nisa-Castelo de Vide- Marvão, e tantos outros. Tal como ocorrem igualmente em áreas cadastradas como por cadastrar. A “reforma florestal” agora aprovada representa a vitória da demagogia e da ignorancia neourbana sobre o país que sabe que o dinheiro não cai do céu. É o pisar de um risco vermelho que desqualifica tanto o Primeiro-Ministro como o Presidente da República e que lembra a falta que faz um estadista como José Sócrates no poder.

  23. Elucidada e agradecida.
    O pinheiro e o eucalipto que ardem como tochas são, apesar de tudo, o recurso mais fácil e rentável para o nosso país.
    A minha observação pontual nada significa.
    Quanto à falta de José Sócrates é de maior evidência quando as palavras e posturas dos primeiros dirigentes do país nestes momentos de caos soam sem dúvida a demagogia de pacote instantâneo.

  24. é. e os advogados têm uma atracção pelos criminosos. yo. e os ginecologistas são fascinados por vaginas. essa distorção parece o portugal do salazar. :-)

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