Temos um homicida à frente do Governo, diz o CDS

“Costa tem cometido erros políticos que custaram vidas”


“cabe ao PCP, PS e BE avaliarem se a morte de 100 pessoas é grave”

Nuno Magalhães, presidente do Grupo Parlamentar do CDS

__

Que tenha reparado, socialistas e comunistas optaram por ignorar esta vil ofensa desta muito importante e muito representativa figura do CDS. Apenas o BE reagiu – Bloco acusa CDS de afirmações “obscenas” – e apenas em relação à declaração onde aparecia visado. É curto, é estranho, é mau.

Desde Pedrógão, a que se juntou Tancos, que PSD, CDS e comunicação social alinhada (por militância, oportunidade ou coincidência) exploram com intuito político e sensacionalista qualquer acontecimento que possa parecer negativo para o Governo e para o PS. Por várias e óbvias e universais razões, esse fenómeno é inevitável. Porque começa por ser incontrolável, nascendo de uma pulsão agressiva que é inerente ao conflito político. Havendo mortes e ameaças à segurança nacional, ainda mais intensa fica a pulsão para tentar aniquilar os adversários com golpes letais. Nas democracias e nos Estados de direito, tal faz-se não com armas que danifiquem tecidos e o funcionamento de órgãos corporais mas com palavras que intentam destruir a reputação dos adversários. Geralmente são insultos, com frequência no Portugal dos últimos 10 anos são calúnias relativas a corrupção, e até, estamos agora a descobrir quando Nuno Magalhães atribui a António Costa a responsabilidade directa pelas mortes nos fogos de 2017, podem tomar a forma de acusações de homicídio.

Também que tenha reparado, o líder parlamentar do CDS não se retractou, não contextualizou, não invocou ter sido mal citado ou mal compreendido, não pediu desculpas pelo que disse. Nem ninguém mais que associemos à direita partidária, mediática ou intelectual criticou sequer ao de leve e ao de longe às suas declarações. Porque concordam? Porque não repararam? Porque têm mais o que fazer? Creio que a resposta está na longa decadência da direita portuguesa, onde vemos políticos sem outra concepção da intervenção pública que não seja a de estar em permanente agonia pela conquista ou defesa do poder, e onde temos vedetas mediáticas direitolas, muitas com carteira de jornalista, que fazem da pulhice o seu ganha-pão pois há quem pague pelo que vão buscar aos seus medos e violência.

A direita portuguesa é neste momento um viveiro de indignidades ao mais alto nível partidário. Nuno Magalhães não é um solitário exemplo, é um exuberante sintoma.

25 comentários a “Temos um homicida à frente do Governo, diz o CDS”

  1. A sério que não passa pela cabeça do PS do Costa que isto sejam atentados terroristas encomendados pela direita ?
    E o roubo de Tancos uma encenação ?

  2. Quando o Lobo Xavier tem o topete de dizer,na Quadratura do Círculo, que se sente um combatente da Liberdade igual a não importa que preso político,depois da ameaça à integridade física que sofreu,no Palácio de Cristal do Porto,quando do comício do CDS lá realizado, vamos ficar surpreendidos pelos dislates dos videntes do grupelho?

  3. Tudo indica que há uma tentativa de aplicar o “método” que resultou com Sócrates: os ataques de carácter sobre situações morais como a “insensibilidade” e outros de Costa.
    Estão apostando forte no método na tentativa de virar a opinião pública e regressar ao “pote”. Claro que agora será bem mais difícil pois os portugueses aprenderam e registaram na pele com a prática deles e agora topam-nos mais asisadamente.
    Sim, agora não há Cavaco mas, caso o caldo se entorne novamente, o Marcelo fará gostosamente de Cavaco.

  4. «A direita portuguesa é neste momento um viveiro de indignidades ao mais alto nível partidário.»

    «Neste momento» ?! Então em que momento é que foi outra coisa ?

  5. Estava tudo preparado da parte da geringonça, para que esta desgraça nacional, não passasse de um passatempo de conversa à mesa do café ou em qualquer bate-papo tipo futebol, banqueiros e escandaleiras casapianas ou cachorros à mesa do resturante na assembleia da república.

    Mas que pouca vergonha e falta de humanidade de gente “fina”, que agora já quase nem quer aparecer em “direitos de antenas”.

    É este governo que está, é este governo que tem que assumir e não assobiar para o lado.

    Aquela gente humilde do interior desertificado, tem que ser urgentemente atendida.

    Já chega de pensar só em quem se sabe defender: função pública e outros encostados ao orçamento.

  6. Ó voz que se diz septuagenário, sabeis o que disserem os do governo anterior acerca dos septuagenários?

    Chamaram-lles “a peste branca”!

    Sabeis o que quer dizer e significa chamar a um ser humano porque já tem cabelos brancos, “peste branca”?
    Haverá maior desumanidade, maior falta de vergonha, maior canalhismo, maior filha-de-putismo e insensibilidade?

  7. Não restam quaisquer dúvidas o cerco a António Costa e ao PS foi habilmente
    montado! Os fogos abrandaram no período antes das autárquicas, apurados
    os resultados, 15 dias depois aconteceu a coincidência de sábado para domingo
    surgirem mais de 500 fogos com início na madrugada, aproveitando as correntes
    do vento (restos do Ofélia), diz a PJ que não encontra indícios de acção organizada!
    Mais 44 mortos e, a culpa passa inteira para o Governo, a exposição mediática con-
    tinua explorando a dor dos que sofrem, convocam-se manifestações “espontãneas”,
    e o povo vem à rua gritar várias coisas tais como; a culpa é do Governo que sabia
    que as temperaturas e as condições eram propícias a mais fogos, algo que o P. Mi-
    nistro já havia dito que poderia vir a acontecer mas, não tomou medidas para evitar!
    Depois temos o presidente Celinho muito agastado por ficar com a nódoa, dos mais
    de 100 mortos, durante o seu primeiro e, espera-se último mandato, a ir para o
    terreno consolar as vítimas com os seus afectos e beijinhos, dando voz a quem so-
    fre e simultaneamente encosta o Governo e dá apoio moral a uma moção de censura!
    Claro, tudo isto se deve a uma falta de resposta adequada por parte do PS já que,
    o Governo está ocupado em resolver os problemas quem já devia ter respondido ao
    brilhantinas do CDS devia ser alguém do PS mencionando o que foi e não foi feito
    pela anterior ministra sobre as florestas , já vi num blog, um requisitório de 20 pontos!
    Por favor, façam os TPC e, calem de vez os estarolas sem dó nem piedade, usem os
    tempos de antena, já que a comunicação social está nas mãos da direita … até as esta-
    ções públicas pagas pelos contribuintes estão ao serviço dos mesmos (RTP+RDP)!!!

  8. Os governos têm que governar e os partidos só devem tomar partido, neste caso…pelas vítimas.

    Porra para as duas pernas da geringonça e que tomem o partido das vítimas e obriguem o governo a não fuxgir a toda a sua responsabilidade de governar.
    Urgentíssimo.

    NãO FOSSE Marcelo e o assunto já tinha morrido…e mesmo assim, cuidado!

  9. ó peste grisalha porque não vais fazer uma jóia de trazer ó peito, à quinta pata do cavalo de D. josé e leva o teu tio célito pra lhe dar afectos nas bolas.

  10. Porra, José Neves,
    começo a ficar phodido,
    eu vou para dizer,
    passo por ti, está dezido.

    Encalho no setentão,
    bardacoiso da grisalha,
    merda prò cara de cão,
    envergonha a sua igualha,
    o gajo que vá prò caralha,
    estou rephodido
    com o sacana do malparido.

  11. Todas as tentativas de aproveitamento político de catástrofes naturais são simplesmente nojentas. E tanto histerismo tem sempre como única consequência não permitir discutir o que realmente importa. Como aliás é sempre o desejo de muitos. Ao ponto de podermos ver a muito cosmopolita Clara Ferreira Alves acenar com o recibo da taxa municipal de protecção civil e afirmar que tem o direito a não morrer por causa de qualquer cataclismo ou catástrofe?!?!?!?!? Porque pagou a taxa. A necessitar urgentemente de rever a definição de catástrofe. Em suma, deu para ouvir de tudo sobre os incêndios nos últimos dias. Quase tudo ao nível dos beijinhos do Marcelo. Infelizmente. Como um dos académicos mais reputados do país e co-autor de um dos relatórios, afirmar que o pior a fazer em caso de incêndio é fugir de casa?!?!?!?!? Porque como se viu em Pedrógão morreu muita gente na estrada?! E quantos teriam morrido noutros incêndio caso não abandonassem a habitação? Quando se fala muito na comunicação social… não se aproveita nada. Era mais importante discutir o país.

  12. Joaquim Camacho, quando chegas a esse estado (depois de saíres da taberna, parece-me) alguém deveria gritar-te:

    – Camacho, vai deitá-la!

  13. Agora o Costa é que tem a culpa .
    Apenas duas coisas se lhe podem apontar : não ter montado uma máquina para fazer frente ao inevitável aproveitamento político que iria ser feito da situação, e o erro crasso da nomeação das nomeações na PC, que podem ser vistos como nomeações partidárias.

    É assim : os verdes, o PAN e os ecologistas em geral, defendem o património florestal para isto e para aquilo, mormente para a sobrevivência dos animais, e a EDP aplaude com ambas as mãos e ambos os pés . Não limpa as áreas limítrofes aos caminhos por onde passam as linhas e os cabos de média tensão, e assim, mata dois passarinhos com uma pedra . Agrada aos ecologistas e poupa em despesas na limpeza e manutenção . Quando qualquer um de nós liga, um utensílio em casa ( um motor, um electrodoméstico, digamos que gaste 1000 ou 2500 watts,) essa potência é disponibilizada e entra na nossa casa ; logo que desligamos o interruptor, o fornecimento é interrompido . Vai para onde ? Adivinharam, é descarregado através dos cabos de média tensão, em zonas onde ninguém dá por ela . Essas descargas caso alcancem folhagem ou árvores, causam o que vimos . Porém, a culpa é das cegonhas …

  14. Caro Pimpaumpum,
    A electricidade não funciona assim como descreves. Nem nada.
    Quando se desliga um interruptor eléctrico pura e simplesmente essa corrente deixa de existir, isto é, deixa de circular nas linhas desde casa, ou onde quer que se desligue, até ao alternador da Central que alimenta esse circuito passando pelas várias redes de tensões diferentes. Pura e simplesmente esse alternador da Central Eléctrica que alimenta esse circuito deixa de produzir essa corrente.
    As correntes eléctricas desligadas não fazem nenhuma descarga em cabos de baixa, média ou alta tensão mas tão só podem produzir uma sobretensão entre contactos do interruptor desligado e provocar uma disrrupção entre contactos (a faísca) cujo valor dessa sobretensão depende do circuito dessa corrente desligada ser mais ou menos indutivo (predomínio de bobines) ou capacitivo (predomínio de condensadores).
    É complicado explicar o fenómeno eléctrico a não técnicos na matéria mas, espero, ter explicado de modo a perceber-se o suficiente.

  15. Pimpaumpum,
    Ainda acerca da culpa das cegonhas. Sim as cegonhas ou outras aves de elevada envergadura de asas podem estabelecer, inevitavelmente, um cuto-circuito entre cabos de cobre nu nas linhas aéreas, seja de que tensão for, caso toque em duas fases simultâneamente ou entre fase e neutro conforme a “ligação à terra” dessa linha. Em qualquer curto-circuito produz-se, intantaneamente, uma elevada corrente que pode queimar os cabos no local do curto-circuito e provocar incêndios.
    No caso de uma linha tocar numa árvore dá-se curto-circuito entre fase e a árvore se a linha for de “neutro ligado à terra” e não se dará se for de “neutro isolado”. Pode dar-se e é, provavelmente o caso, que com o vento ou crescimento das abas das árvores os ramos fiquem próximos dos cabos de tal modo provocar uma “disrrupção” entre o cabo e o ramo da árvore ( é o fenómeno das trovoadas: disrrupção eléctrica entre nuvens carregadas ou entre nuvens e terra). Neste caso produzir-se-á uma descarga eléctrica tão elevada que queimará e deita fogo a tudo que esteja no caminho da descarga.

  16. Não entendo. O CDS só disse o que é verdade. O que o PCP diria porque é a verdade. Custa-me ver o PCP alinhar com esta política de direita que custa vidas só para conseguir meia dúzia de benefícios para alguns.
    Uma política patriótica de esquerda não é nda disto. Cativações para conseguir o défice? Isto é política neoliberal. Não sei o que é feito da verdadeira esquerda portuguesa mas isto não é de certeza.

  17. «Desde Pedrógão, a que se juntou Tancos, que PSD, CDS e comunicação social alinhada (por militância, oportunidade, ou coincidência) exploram com intuito político e sensacionalista qualquer acontecimento que possa parecer negativo para o Governo e para o PS».

    E agora o comentador marcelo voltou ao activo e juntou-se também a esta canzoada. Finalmente caíu-lhe a máscara. Ainda bem, para os incautos…

  18. Olá, João Tiago, há quanto tempo!

    Fui eu que te trouxe para o CDS, lembras-te? Não sabia que eras assim tão estúpido…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *