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	<title>Comentários em: Sócrates fuma, mas não trava</title>
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	<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 04:30:46 +0000</pubDate>
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		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35844</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 13:33:25 +0000</pubDate>
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		<description>Soraia? amiga? tragas? desistência? ménage? auxílio? 
citando z: hum..</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Soraia? amiga? tragas? desistência? ménage? auxílio?<br />
citando z: hum..</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35843</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 12:59:00 +0000</pubDate>
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		<description>Parece-me, shark, que te fazes convidado para o "menage à trois". Ora, não sei o que pensa o Rui do assunto, mas eu proponho que tragas também a tua amiga Soraia, não vá haver alguma desistência ou pedido de auxílio.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parece-me, shark, que te fazes convidado para o &#8220;menage à trois&#8221;. Ora, não sei o que pensa o Rui do assunto, mas eu proponho que tragas também a tua amiga Soraia, não vá haver alguma desistência ou pedido de auxílio.</p>
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		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35830</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 May 2008 18:37:55 +0000</pubDate>
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		<description>sharky,
(antes de mais nada tira a mão daí, estão todos a olhar)
Quanto à pergunta propriamente dita, e perante esse teu frémito nas partes com a hipótese de culisão, eu cá sugeriria 'adelgaçada', isso, 'meretriz adelgaçada'. Parece-te bem? Assim com'assim, de puta não passa e sempre culide menos.
abracitos, tubarão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>sharky,<br />
(antes de mais nada tira a mão daí, estão todos a olhar)<br />
Quanto à pergunta propriamente dita, e perante esse teu frémito nas partes com a hipótese de culisão, eu cá sugeriria &#8216;adelgaçada&#8217;, isso, &#8216;meretriz adelgaçada&#8217;. Parece-te bem? Assim com&#8217;assim, de puta não passa e sempre culide menos.<br />
abracitos, tubarão.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: shark</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35824</link>
		<dc:creator>shark</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 May 2008 14:47:53 +0000</pubDate>
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		<description>Ò Rui, meretriz delgada serve para dizer puta fina sem colidir com as sensibilidades mais atesoadas?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ò Rui, meretriz delgada serve para dizer puta fina sem colidir com as sensibilidades mais atesoadas?</p>
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		<title>Por: shark</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35823</link>
		<dc:creator>shark</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 May 2008 14:46:12 +0000</pubDate>
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		<description>Pronto, e agora andam-me estes aqui aos beijinhos na boca e eu, assumido fã do casal, a consumir-me num ciúme desmesurado enquanto me acaricio nas partes.
Falo, claro, das partes menos claras dos raciocínios que me ocorrem quando assisto, em silêncio, a convites subliminares (imperetríveis entre jornalistas e publicitários) embutidos na alusão a divergências do passado que resultaram em convites para o Aspirina.
O Benfica já tem treinador e vocês lagartos aqui entretidos a prepararem a época enquanto a malta se dispersa pelo que realmente é essencial.
(Faço bem de despeitada, não faço?)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pronto, e agora andam-me estes aqui aos beijinhos na boca e eu, assumido fã do casal, a consumir-me num ciúme desmesurado enquanto me acaricio nas partes.<br />
Falo, claro, das partes menos claras dos raciocínios que me ocorrem quando assisto, em silêncio, a convites subliminares (imperetríveis entre jornalistas e publicitários) embutidos na alusão a divergências do passado que resultaram em convites para o Aspirina.<br />
O Benfica já tem treinador e vocês lagartos aqui entretidos a prepararem a época enquanto a malta se dispersa pelo que realmente é essencial.<br />
(Faço bem de despeitada, não faço?)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35809</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 19:36:36 +0000</pubDate>
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		<description>valupi,
"Pectus est quod disertos facit". Talvez o meu precise de eco, talvez a minha o invente para dar ao dito uma razão para falar. Porque sim, é de facto a falar que a gente se entende. Contigo? Um prazer, sempre. 

(há muito, já, que passei o ponto de recuperação)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>valupi,<br />
&#8220;Pectus est quod disertos facit&#8221;. Talvez o meu precise de eco, talvez a minha o invente para dar ao dito uma razão para falar. Porque sim, é de facto a falar que a gente se entende. Contigo? Um prazer, sempre. </p>
<p>(há muito, já, que passei o ponto de recuperação)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35808</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 17:54:12 +0000</pubDate>
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		<description>Quando escrevi o meu &lt;a href="http://aspirinab.com/valupi/um-discurso-de-despedida-falhado/" rel="nofollow"&gt;primeiro poste por aqui&lt;/a&gt;, não brincava ao afirmar que tudo seria brincadeira. 

Se tiveres tempo a mais, e reconheceres que já enlouqueceste para lá de qualquer recuperação, podes passear-te por &lt;a href="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/059061.html#comments" rel="nofollow"&gt;esta "brincadeira"&lt;/a&gt; entre mim e o Luis Rainha, uma de várias desse calibre. Meses depois, convidava-me para o projecto de um blogue colectivo, que veio a ser este. Como vês, é a falar que a gente se entende.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quando escrevi o meu <a href="http://aspirinab.com/valupi/um-discurso-de-despedida-falhado/" rel="nofollow">primeiro poste por aqui</a>, não brincava ao afirmar que tudo seria brincadeira. </p>
<p>Se tiveres tempo a mais, e reconheceres que já enlouqueceste para lá de qualquer recuperação, podes passear-te por <a href="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/059061.html#comments" rel="nofollow">esta &#8220;brincadeira&#8221;</a> entre mim e o Luis Rainha, uma de várias desse calibre. Meses depois, convidava-me para o projecto de um blogue colectivo, que veio a ser este. Como vês, é a falar que a gente se entende.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35807</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 15:45:25 +0000</pubDate>
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		<description>val, meretriz idosa,
(resposta exemplar, esta tua; própria da puta velha e sabidona que tu és, digo eu... :-)))
Claro que sim, esse foi também o meu entendimento da primeira e da segunda vez que referiste as tais expressões, como quem não quer a coisa. Convirás que esta terceira vez poderia ser um sublinhado ou pior. Dizes-me que não é e eu fico feliz. Está resolvido e ultrapassado (nem foi preciso eu deixar de fumar). Odeio mal-entendidos no geral, mais ainda quando envolvem aqueles por quem tenho especial apreço e admiração.
O que não é o teu caso, evidentemente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>val, meretriz idosa,<br />
(resposta exemplar, esta tua; própria da puta velha e sabidona que tu és, digo eu&#8230; :-)))<br />
Claro que sim, esse foi também o meu entendimento da primeira e da segunda vez que referiste as tais expressões, como quem não quer a coisa. Convirás que esta terceira vez poderia ser um sublinhado ou pior. Dizes-me que não é e eu fico feliz. Está resolvido e ultrapassado (nem foi preciso eu deixar de fumar). Odeio mal-entendidos no geral, mais ainda quando envolvem aqueles por quem tenho especial apreço e admiração.<br />
O que não é o teu caso, evidentemente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35803</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 14:39:34 +0000</pubDate>
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		<description>Rui, és contumaz (o que não tem mal, atenção). Tudo o que digas a respeito das expressões que usaste deves aplicá-lo no entendimento do seu uso por mim. Escreveste na brincadeira? Então, eu também. Aliás, onde leste que eu as interpretei diferentemente? Em lado algum, porque limitei-me a pedir-te mais do mesmo. Mas se as escreveste e não explicaste, para quê explicar agora? É que eu limitei-me a citar-te, pelo que confio plenamente nos significados e intenções que lhes atribuiste, sejam eles quais forem.

De resto, as saladas são presença obrigatória numa dieta mediterrânica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rui, és contumaz (o que não tem mal, atenção). Tudo o que digas a respeito das expressões que usaste deves aplicá-lo no entendimento do seu uso por mim. Escreveste na brincadeira? Então, eu também. Aliás, onde leste que eu as interpretei diferentemente? Em lado algum, porque limitei-me a pedir-te mais do mesmo. Mas se as escreveste e não explicaste, para quê explicar agora? É que eu limitei-me a citar-te, pelo que confio plenamente nos significados e intenções que lhes atribuiste, sejam eles quais forem.</p>
<p>De resto, as saladas são presença obrigatória numa dieta mediterrânica.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35802</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 14:17:59 +0000</pubDate>
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		<description>valupi,
Ouch, duplo, triplo Ouch! Talvez por ter agora provado um gole da minha própria medicina eu me veja obrigado a esclarecer aquilo que não julgava necessário. Refiro-me ao que escrevi sobre a 'prestação autista e embriagada' mais a 'defesa disparatada', expressões que me parece terem caído mal ou sido lidas com uma carga que de todo eu quereria emprestar-lhes. Escrevi-as na brincadeira, eram a salada e não o bife. Por isso, se de alguma forma te sentiste por elas agredido, crê que não era essa a minha intenção. Se fui leviano na utilização das palavras, ao ponto de ter sido possível uma interpretação séria e literal da tua parte, pelo facto peço desculpa. Retiro e ponho flores. Ouch!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>valupi,<br />
Ouch, duplo, triplo Ouch! Talvez por ter agora provado um gole da minha própria medicina eu me veja obrigado a esclarecer aquilo que não julgava necessário. Refiro-me ao que escrevi sobre a &#8216;prestação autista e embriagada&#8217; mais a &#8216;defesa disparatada&#8217;, expressões que me parece terem caído mal ou sido lidas com uma carga que de todo eu quereria emprestar-lhes. Escrevi-as na brincadeira, eram a salada e não o bife. Por isso, se de alguma forma te sentiste por elas agredido, crê que não era essa a minha intenção. Se fui leviano na utilização das palavras, ao ponto de ter sido possível uma interpretação séria e literal da tua parte, pelo facto peço desculpa. Retiro e ponho flores. Ouch!</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35794</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 13:04:51 +0000</pubDate>
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		<description>Rui, há algo de inquietante nisso de te sentires obrigado a gastar mais de 10.000 caracteres (e estou a ser parco na estimativa, pois me escapam os ensaios de resposta que foram para o galheiro, referidos por ti, mas lembro que cada caracter implica um toque no teclado) para explicares uma opinião sobre um texto de 576 sinais gráficos, dos quais citaste menos de 100. E a inquietação não é para os teus leitores (pelo menos dois, neste caso, eu e tu), os quais gostarão de ler pelo prazer de te ler, mas para a tua gestão do tempo.

Quanto ao que escreves, é a confirmação do espelho. Afinal, és tu o autista, o bêbado, o disparatado. Não por teres as ideias que expressas, mas por achares que eu tenho as ideias que me atribuis. O poste acima fala de uma notícia e do seu efeito na blogosfera. Tu queres falar de Sócrates e do seu efeito em ti. Para isso, falas também de mim e do que deliras a meu respeito a partir de escritos fragmentados e desconexos, interpretados à tua maneira. Ora, por mais interesse psicológico que tenha esse espectáculo da tua admiração masoquista pela figura (ah, pois...), confesso-te que não é o meu registo nem o meu prato preferido. Sócrates, para mim, é apenas o melhor primeiro-ministro desde o Cavaco minoritário, e até agora, mas não passa de mais um político em quem nunca votei nem irei votar.

Não, claro que não espero que entendas a minha posição. Basta-me que comeces por entender a tua.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rui, há algo de inquietante nisso de te sentires obrigado a gastar mais de 10.000 caracteres (e estou a ser parco na estimativa, pois me escapam os ensaios de resposta que foram para o galheiro, referidos por ti, mas lembro que cada caracter implica um toque no teclado) para explicares uma opinião sobre um texto de 576 sinais gráficos, dos quais citaste menos de 100. E a inquietação não é para os teus leitores (pelo menos dois, neste caso, eu e tu), os quais gostarão de ler pelo prazer de te ler, mas para a tua gestão do tempo.</p>
<p>Quanto ao que escreves, é a confirmação do espelho. Afinal, és tu o autista, o bêbado, o disparatado. Não por teres as ideias que expressas, mas por achares que eu tenho as ideias que me atribuis. O poste acima fala de uma notícia e do seu efeito na blogosfera. Tu queres falar de Sócrates e do seu efeito em ti. Para isso, falas também de mim e do que deliras a meu respeito a partir de escritos fragmentados e desconexos, interpretados à tua maneira. Ora, por mais interesse psicológico que tenha esse espectáculo da tua admiração masoquista pela figura (ah, pois&#8230;), confesso-te que não é o meu registo nem o meu prato preferido. Sócrates, para mim, é apenas o melhor primeiro-ministro desde o Cavaco minoritário, e até agora, mas não passa de mais um político em quem nunca votei nem irei votar.</p>
<p>Não, claro que não espero que entendas a minha posição. Basta-me que comeces por entender a tua.</p>
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		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35785</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2008 23:08:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35785</guid>
		<description>val,
(tristes dias tristes, estes últimos, para mim; para mais desinspirados, no que toca à escrita, que me sai toda escanifobética, forçada, meio acrílico meio betão armado, em parvo; se isto te soa a desculpa é porque é uma; acredita que ataquei a tua resposta de umas doze ou vinte maneiras e nenhuma me satisfez... tal como o que se segue não o faz. Mas é preciso é calma, que a malta ainda é nova e o teu socrático amigo vai com toda a certeza andar por aí a fazer muitas mais asneiritas destas, iguais ou parecidas. Da próxima vez sairá melhor.)

Val
No bairro dos teus afectos, para quem vê de fora como eu, a casa Sócrates não é nenhuma mansão de luxo cintilante. Que ele mora lá, no aconchego da tua preferência, isso é certo e vê-se bem, é facto indiscutível para quem quer que te leia com a mesma regularidade com que tu o proteges e promoves. Mas, como escolheste dar uma fachada modesta e discreta a essa casafeição, quem perseguir o brilho do oiro como referência não vai lá chegar nunca. Está condenado a perder-se nas avenidas dos teus amores, nas praças e jardins das tuas amizades ou nas vielas dos teus ódiozinhos de estimação (onde mora o jmf, por exemplo), que aposto serem escuras como breu. Perigosas, até, em dias de vento norte.
Acontece porém que, na tinta corrida destas nossas conversas aspirínicas, nas suas reticências e interrogações, num ou outro desabafo escanfiado na intimidade das tuas entrelinhas eu tenho vindo a constatar que o nosso José é afinal um edifício bem sólido nesse bairro do teu gostar, com alicerces numa profunda convicção de competência e talhado para um determinado futuro (que terás até desenhado junto com a casa, palpita-me, a condizer ou mesmo em função de, não me espantaria). Se o fizeste por simpatia pessoal, convicção política, comunhão intelectual ou lá pelo que te apeteceu, isso é assunto que só a ti dirá respeito e a ninguém mais. Eu, constatado o facto, arquivo a informação e sigo viagem, ao teu lado se for o caso, entre nós tudo intacto e transparente como sempre, como dantes. Embora siga no comboio discordante, naturalmente, em tudo o que diga respeito ao assunto José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, Primeiro Ministro, Secretário Geral do PS, Engenheiro e fumador, residente no bairro dos teus afectos em edifício sólido de fachada e alicerces. Neste particular, lamentavelmente, separa-nos uma trave mestra e não um mero pauzito que se ajeite para não se dar pela coisa. Porquê, vamos tentar perceber?

Tens razão no óbvio (o que já era meia razão para não teres nenhuma, só por isso): é uma merda de notícia de merda, aquela do cigarro. O tipo de cusquice que reescreve a história desta iniciativa diplomática, trocando o esperado papaguear dos objectivos diplomáticos por aquilo que objectivamente aconteceu de inesperado, logo e por isso notícia. Ora vê: Portugal foi à Venezuela numa representação (repara nas palavras) de alto nível. Viste o nivel? Salvou-nos o termo de comparação, já que ao lado de Hugo ‘por qué no te callas’ Chavez, qualquer sapo tem pinta de príncipe. Mas o nível da nossa delegação ficou para sempre graduado em nicotina e alcatrão, mais a hipocrisia e falta de educação que saltaram nas respostas e justificações dos uns e dos outros. Era fatal, de resto: basta nivelar por baixo à partida para tudo sair rasteiro, por genuína vocação de chinelo da política à portuguesa. E aproveitamento político, jogo sujo, baixaria, houve? Oh, porra, se houve, foi da esquerda e da direita e mais de baixo e mais de cima, o fartote do costume na baixa política do mais alto nível nacional. Lá choveu mocada, piada, insinuação, ironia, acusação, remoque e o diabo a oito, que quatro era pouco para uma cagada desta envergadura. 

’Os moralistas saíram à rua de braço dado com os ressabiados, todos com archotes na mão’, dizes tu e dizes bem, a meu ver. Serão certas e exactas à vírgula, estas tuas palavras, estou em crer. E o retrato que elas pintam resulta tão verdadeiro que, se pecar, será seguramente por defeito, que os excessos ficaram todos por conta da revanche saloia que saiu à rua na boleia da notícia do ‘Público’. Tudo isto será certo, nem discuto o pormenor. 
Só que não é possível esgotar toda a discussão no mensageiro, chega de massacre também por aí. É que são já tantas as vezes que espancas o ceguinho, que te tornaste vítima de ti próprio na josémanuelfernandização do teu pensar, ajuizar, opinar, avaliar. E, ajuizando pelo que escreves, lá se te escapa o essencial no fim das contas. Porque assim queres, evidentemente, escolheste colocar-te aí, neste xadrez. E vê o resultado prático. Amanhã, se o jornal descobrir e mostrar que Sócrates fez batota nos exames para a carta de condução, tu vais achar que é mais uma filha-da-putice e que o jornalista é um bufo josémanuelfernandizado. Depois de amanhã, se o jornal descobrir e mostrar que Sócrates furou uma fila e passou à frente de dezoito velhinhas (duas delas ceguinhas, cinco paralíticas e uma virgem) que ali esperavam há três noites e três dias para não perder a vez, tu vais achar que é mais uma filha-da-putice e que o jornalista é um bufo josémanuelfernandizado. E depois de depois de amanhã, quando o jornal descobrir e mostrar que Sócrates surripiou o chupa-chupa de uma criancinha que não tinha mais nenhuma alegria na vida a não ser aquele chupa-chupa, a última prenda da mãe moribunda, tu vais achar que é mais uma filha-da-putice e que o jornalista é um bufo josémanuelfernandizado. E vais até ter alguma razão, provavelmente, nisso e noutras manobras de bastidores que toparás e denunciarás. Mas não sais daí, apontaste o dedo e empacaste feito mula.

Haverá aproveitamento político sim, haverá chicana grosseira e pura maldade, sim, tudo isso e muito mais à roda do mesmo, de cada nova escorregadela, indiscutível e indesmentível, uma e outra e outra e outra. Cada cavadela sua minhoca. Tudo estorietas de merda, traquinices saloias, deslumbramentos pueris, José-espertices de merda, que não valem um peido, perdoarás a expressão. São os projectos na Guarda, é o cartãozinho de visita do Secretário de Estado, os subsídios concedidos que não sei quê, o engenheiro projectista que sim mas pois, o espanholês porreiropá ou o tu cá usted lá com o ridículo, o cigarrinho proibido que não sabia, palavra de honra, a sério? peço muita desculpa e resolvo já, vou deixar de fumar!, é só aventura parola atrás de aventura parola e todas com um ponto em comum: o deslumbramento saloio de quem, chegado ao poder com que sonhou desde que era pinto de sousa, se comporta galo de suza no poleiro. Como se uma impunidade de imperador fosse uma espécie de prémio que lhe é justo e devido pelo esforço dispendido para largar de vez a humildade original, condição que aparentemente lhe é vital para se sentir à altura das alcatifas que hoje pisa. Sem qualquer recordação ou cheiro dos tapetes da infância. 

Moralista merdoso nas regras que apregoa, tiranete de novela mexicana, exige ao povo uma postura de sacrifício diário que ele próprio não é capaz de ter num voo de oito horas. Apanhado, não escolhe a honestidade da franqueza, carrega no play da tanga habitual e consegue o mais difícil: ficar ainda pior no retrato. Alguém devia recordar a este jovem aprendiz de feiticeiro o ABC da governação, para que de uma vez por todas esta peça de artilharia entendesse que não são sorrisos e palmadas nas costas de estadistas a sério que o transformam num deles, por mais intimidade que insista em aparentar, só para gáudio da pategada nacional. Diabo, já não há cu para o ouvir perorar ao país (naquele tom, sempre igual, de falsa sinceridade) o que este pode e deve fazer por si e pelas suas ambições, ao invés de o ver e ouvir dizer, finalmente e de uma vez por todas, o que raio pode e deve e quer ele fazer pelo país que o elegeu patrão do bote, sim, mas na convicção de que o homem sabia navegar e nos levaria a bom porto. Preciso de te lembrar o que saiu na rifa? Melhor não, faz como eu: cala-te e nada, ou é certo que nos afogamos ambos à espera.

Sim, é uma merda de estorieta de merda, esta do cigarrinho a bordo do avião, fretado ou não. Mas o que faz dela uma estória para a História é o conjunto de aldrabices do próprio, o paleio de artista de variedades, a prestação onde nem uma acerta no cesto, é tudo à trave, à tabela, ao lado. Ao fundo. Nem um pingo de honestidade existe naquele jorro de disparate e demagogia de trazer por casa. Não sabia que estava a infringir a lei? Importa-se de repetir? Pede desculpa se por acaso cometeu uma infracção? Não incomodava os outros passageiros porque eles disseram que não se importavam? Mas agora não se fuma nos aviões, a sério? E, cerejinha no topo deste bolo de nós: o problema vai ficar resolvido definitivamente porque decidiu deixar de fumar? Valupi, querido e lúcido amigo, diz-me: é possível ser mais ridículo? Achas mesmo que era possível estar pior, quer no acto quer na posterior justificação do mesmo? Achas mesmo que este homem revelou nível pessoal e político para o cargo que ocupa?

Eu sei que as reacções políticas estiveram longe de serem bons exemplos e que a chicana tomou conta da arena onde o debate devia ser um exercício de inteligência e de dignidade inter-pares. Eu sei que não terá havido inocência em muitos dos ataques que Sócrates sofreu, na sequência de mais esta cagada pública, desta feita num palco internacional. E sei que nestas coisas de pecados ninguém devia mexer nas pedras, quanto mais atirar a primeira. O assunto todo tresanda a fervor inquisitório e a virtude de folhetim. Mas porra, verdadeiramente dramático é sermos governados por alguém que pode até ser injustamente acusado de fazer batota nos exames para a carta de condução, furar uma fila e passar à frente de dezoito velhinhas doentes, ou mesmo surripiar o chupa-chupa de uma criancinha, pode tudo isto ser uma injustiça desta vez; mas cujo comportamento pessoal vem revelando, de si e do seu carácter, a cada nova argolada conhecida e a cada novo esforço para negar o óbvio, que era perfeitamente possível ter sido tudo verdade, tudinho, incluindo a batota, as velhinhas e o chupa-chupa. Porquê? Porque é um homem sem pudores com a mentira, quando necessária. E até tu próprio, acérrimo defensor, repara que não te revoltas com o que ele faz, achas natural e conducente com o seu carácter: só te incomoda a pretensa ‘filha-de-putice’ do jornal que insiste em contar a toda a gente aquilo que tu, lá no fundo, gostavas mesmo era que fosse segredo de Estado.

Ná! Não me levarás contigo.

Abraço-te, no entanto, apesar deste pesar. Nunca deixei de ouvir Ray Charles, admiro e respeito Stevie Wonder e tenho uma edição original da biografia de Hellen Keller. Diz-me, porque deixaria de ser teu amigo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>val,<br />
(tristes dias tristes, estes últimos, para mim; para mais desinspirados, no que toca à escrita, que me sai toda escanifobética, forçada, meio acrílico meio betão armado, em parvo; se isto te soa a desculpa é porque é uma; acredita que ataquei a tua resposta de umas doze ou vinte maneiras e nenhuma me satisfez&#8230; tal como o que se segue não o faz. Mas é preciso é calma, que a malta ainda é nova e o teu socrático amigo vai com toda a certeza andar por aí a fazer muitas mais asneiritas destas, iguais ou parecidas. Da próxima vez sairá melhor.)</p>
<p>Val<br />
No bairro dos teus afectos, para quem vê de fora como eu, a casa Sócrates não é nenhuma mansão de luxo cintilante. Que ele mora lá, no aconchego da tua preferência, isso é certo e vê-se bem, é facto indiscutível para quem quer que te leia com a mesma regularidade com que tu o proteges e promoves. Mas, como escolheste dar uma fachada modesta e discreta a essa casafeição, quem perseguir o brilho do oiro como referência não vai lá chegar nunca. Está condenado a perder-se nas avenidas dos teus amores, nas praças e jardins das tuas amizades ou nas vielas dos teus ódiozinhos de estimação (onde mora o jmf, por exemplo), que aposto serem escuras como breu. Perigosas, até, em dias de vento norte.<br />
Acontece porém que, na tinta corrida destas nossas conversas aspirínicas, nas suas reticências e interrogações, num ou outro desabafo escanfiado na intimidade das tuas entrelinhas eu tenho vindo a constatar que o nosso José é afinal um edifício bem sólido nesse bairro do teu gostar, com alicerces numa profunda convicção de competência e talhado para um determinado futuro (que terás até desenhado junto com a casa, palpita-me, a condizer ou mesmo em função de, não me espantaria). Se o fizeste por simpatia pessoal, convicção política, comunhão intelectual ou lá pelo que te apeteceu, isso é assunto que só a ti dirá respeito e a ninguém mais. Eu, constatado o facto, arquivo a informação e sigo viagem, ao teu lado se for o caso, entre nós tudo intacto e transparente como sempre, como dantes. Embora siga no comboio discordante, naturalmente, em tudo o que diga respeito ao assunto José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, Primeiro Ministro, Secretário Geral do PS, Engenheiro e fumador, residente no bairro dos teus afectos em edifício sólido de fachada e alicerces. Neste particular, lamentavelmente, separa-nos uma trave mestra e não um mero pauzito que se ajeite para não se dar pela coisa. Porquê, vamos tentar perceber?</p>
<p>Tens razão no óbvio (o que já era meia razão para não teres nenhuma, só por isso): é uma merda de notícia de merda, aquela do cigarro. O tipo de cusquice que reescreve a história desta iniciativa diplomática, trocando o esperado papaguear dos objectivos diplomáticos por aquilo que objectivamente aconteceu de inesperado, logo e por isso notícia. Ora vê: Portugal foi à Venezuela numa representação (repara nas palavras) de alto nível. Viste o nivel? Salvou-nos o termo de comparação, já que ao lado de Hugo ‘por qué no te callas’ Chavez, qualquer sapo tem pinta de príncipe. Mas o nível da nossa delegação ficou para sempre graduado em nicotina e alcatrão, mais a hipocrisia e falta de educação que saltaram nas respostas e justificações dos uns e dos outros. Era fatal, de resto: basta nivelar por baixo à partida para tudo sair rasteiro, por genuína vocação de chinelo da política à portuguesa. E aproveitamento político, jogo sujo, baixaria, houve? Oh, porra, se houve, foi da esquerda e da direita e mais de baixo e mais de cima, o fartote do costume na baixa política do mais alto nível nacional. Lá choveu mocada, piada, insinuação, ironia, acusação, remoque e o diabo a oito, que quatro era pouco para uma cagada desta envergadura. </p>
<p>’Os moralistas saíram à rua de braço dado com os ressabiados, todos com archotes na mão’, dizes tu e dizes bem, a meu ver. Serão certas e exactas à vírgula, estas tuas palavras, estou em crer. E o retrato que elas pintam resulta tão verdadeiro que, se pecar, será seguramente por defeito, que os excessos ficaram todos por conta da revanche saloia que saiu à rua na boleia da notícia do ‘Público’. Tudo isto será certo, nem discuto o pormenor.<br />
Só que não é possível esgotar toda a discussão no mensageiro, chega de massacre também por aí. É que são já tantas as vezes que espancas o ceguinho, que te tornaste vítima de ti próprio na josémanuelfernandização do teu pensar, ajuizar, opinar, avaliar. E, ajuizando pelo que escreves, lá se te escapa o essencial no fim das contas. Porque assim queres, evidentemente, escolheste colocar-te aí, neste xadrez. E vê o resultado prático. Amanhã, se o jornal descobrir e mostrar que Sócrates fez batota nos exames para a carta de condução, tu vais achar que é mais uma filha-da-putice e que o jornalista é um bufo josémanuelfernandizado. Depois de amanhã, se o jornal descobrir e mostrar que Sócrates furou uma fila e passou à frente de dezoito velhinhas (duas delas ceguinhas, cinco paralíticas e uma virgem) que ali esperavam há três noites e três dias para não perder a vez, tu vais achar que é mais uma filha-da-putice e que o jornalista é um bufo josémanuelfernandizado. E depois de depois de amanhã, quando o jornal descobrir e mostrar que Sócrates surripiou o chupa-chupa de uma criancinha que não tinha mais nenhuma alegria na vida a não ser aquele chupa-chupa, a última prenda da mãe moribunda, tu vais achar que é mais uma filha-da-putice e que o jornalista é um bufo josémanuelfernandizado. E vais até ter alguma razão, provavelmente, nisso e noutras manobras de bastidores que toparás e denunciarás. Mas não sais daí, apontaste o dedo e empacaste feito mula.</p>
<p>Haverá aproveitamento político sim, haverá chicana grosseira e pura maldade, sim, tudo isso e muito mais à roda do mesmo, de cada nova escorregadela, indiscutível e indesmentível, uma e outra e outra e outra. Cada cavadela sua minhoca. Tudo estorietas de merda, traquinices saloias, deslumbramentos pueris, José-espertices de merda, que não valem um peido, perdoarás a expressão. São os projectos na Guarda, é o cartãozinho de visita do Secretário de Estado, os subsídios concedidos que não sei quê, o engenheiro projectista que sim mas pois, o espanholês porreiropá ou o tu cá usted lá com o ridículo, o cigarrinho proibido que não sabia, palavra de honra, a sério? peço muita desculpa e resolvo já, vou deixar de fumar!, é só aventura parola atrás de aventura parola e todas com um ponto em comum: o deslumbramento saloio de quem, chegado ao poder com que sonhou desde que era pinto de sousa, se comporta galo de suza no poleiro. Como se uma impunidade de imperador fosse uma espécie de prémio que lhe é justo e devido pelo esforço dispendido para largar de vez a humildade original, condição que aparentemente lhe é vital para se sentir à altura das alcatifas que hoje pisa. Sem qualquer recordação ou cheiro dos tapetes da infância. </p>
<p>Moralista merdoso nas regras que apregoa, tiranete de novela mexicana, exige ao povo uma postura de sacrifício diário que ele próprio não é capaz de ter num voo de oito horas. Apanhado, não escolhe a honestidade da franqueza, carrega no play da tanga habitual e consegue o mais difícil: ficar ainda pior no retrato. Alguém devia recordar a este jovem aprendiz de feiticeiro o ABC da governação, para que de uma vez por todas esta peça de artilharia entendesse que não são sorrisos e palmadas nas costas de estadistas a sério que o transformam num deles, por mais intimidade que insista em aparentar, só para gáudio da pategada nacional. Diabo, já não há cu para o ouvir perorar ao país (naquele tom, sempre igual, de falsa sinceridade) o que este pode e deve fazer por si e pelas suas ambições, ao invés de o ver e ouvir dizer, finalmente e de uma vez por todas, o que raio pode e deve e quer ele fazer pelo país que o elegeu patrão do bote, sim, mas na convicção de que o homem sabia navegar e nos levaria a bom porto. Preciso de te lembrar o que saiu na rifa? Melhor não, faz como eu: cala-te e nada, ou é certo que nos afogamos ambos à espera.</p>
<p>Sim, é uma merda de estorieta de merda, esta do cigarrinho a bordo do avião, fretado ou não. Mas o que faz dela uma estória para a História é o conjunto de aldrabices do próprio, o paleio de artista de variedades, a prestação onde nem uma acerta no cesto, é tudo à trave, à tabela, ao lado. Ao fundo. Nem um pingo de honestidade existe naquele jorro de disparate e demagogia de trazer por casa. Não sabia que estava a infringir a lei? Importa-se de repetir? Pede desculpa se por acaso cometeu uma infracção? Não incomodava os outros passageiros porque eles disseram que não se importavam? Mas agora não se fuma nos aviões, a sério? E, cerejinha no topo deste bolo de nós: o problema vai ficar resolvido definitivamente porque decidiu deixar de fumar? Valupi, querido e lúcido amigo, diz-me: é possível ser mais ridículo? Achas mesmo que era possível estar pior, quer no acto quer na posterior justificação do mesmo? Achas mesmo que este homem revelou nível pessoal e político para o cargo que ocupa?</p>
<p>Eu sei que as reacções políticas estiveram longe de serem bons exemplos e que a chicana tomou conta da arena onde o debate devia ser um exercício de inteligência e de dignidade inter-pares. Eu sei que não terá havido inocência em muitos dos ataques que Sócrates sofreu, na sequência de mais esta cagada pública, desta feita num palco internacional. E sei que nestas coisas de pecados ninguém devia mexer nas pedras, quanto mais atirar a primeira. O assunto todo tresanda a fervor inquisitório e a virtude de folhetim. Mas porra, verdadeiramente dramático é sermos governados por alguém que pode até ser injustamente acusado de fazer batota nos exames para a carta de condução, furar uma fila e passar à frente de dezoito velhinhas doentes, ou mesmo surripiar o chupa-chupa de uma criancinha, pode tudo isto ser uma injustiça desta vez; mas cujo comportamento pessoal vem revelando, de si e do seu carácter, a cada nova argolada conhecida e a cada novo esforço para negar o óbvio, que era perfeitamente possível ter sido tudo verdade, tudinho, incluindo a batota, as velhinhas e o chupa-chupa. Porquê? Porque é um homem sem pudores com a mentira, quando necessária. E até tu próprio, acérrimo defensor, repara que não te revoltas com o que ele faz, achas natural e conducente com o seu carácter: só te incomoda a pretensa ‘filha-de-putice’ do jornal que insiste em contar a toda a gente aquilo que tu, lá no fundo, gostavas mesmo era que fosse segredo de Estado.</p>
<p>Ná! Não me levarás contigo.</p>
<p>Abraço-te, no entanto, apesar deste pesar. Nunca deixei de ouvir Ray Charles, admiro e respeito Stevie Wonder e tenho uma edição original da biografia de Hellen Keller. Diz-me, porque deixaria de ser teu amigo?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35783</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2008 19:49:56 +0000</pubDate>
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		<description>Rosa,
Não há nada para agradecer, faça antes o favor de não ligar a esse provocador de tijela e meia que está apenas a arreliar-nos aos dois. Porquê? Ora, porque chove lá fora e ele não pode ir brincar para o jardim, porque a taxa de inflacção subiu, porque a gasolina subiu, porque o Sporting não sobe, porque porque porque porque.... 
Pense comigo, Rosa: desde quando é que um biltre desta envergadura (de mamar tão doce, eu sei..) necessita de uma razão para arreliar as pessoas? Ná! Não lhe ligue, não passe cartão... Mas ligue ao Hernâni, não se deixe intimidar pela guarda avançada. 

Ocasionalzucho,
Caríssima figura, vá por mim: não podia estar mais errada nesse achar que eu me passo "quando mexem nos enviados especiais". Acredite ou não (paga o mesmo) não tenho pretensões a guardião da honra do convento dos jornalistas, nem sequer moral para me prestar a tal frete. Mas se por acaso trágico um caso pontual assim o justificasse, ponho sérias reticências que o fizesse para defender o Luciano Alvarez, que bem dispensa protecções da minha parte ou outras do mesmo quilate. No entanto já estamos de acordo mais à frente, quando diz que "A notícia é de merda". Também acho. "O relevo é ridículo", diz a seguir, logo antes de "o mensageiro mostrou uma excelente vocação para bufo"; pois bem, aqui voltamos ao desacordo, nada a fazer. A questão de ser ou não bufice não é pacífica para mim, não estou certo de que não teria eu próprio noticiado aquela informação, numa circunstância semelhante (embora também não possa dizer de caras que o faria, quando à partida me parece uma atitude merdosa).
Já o relevo foi o correspondente e proporcional à notícia, pese de merda. Logo, se quiser uma solução de compromisso podemos quedar-nos por "o relevo é de merda", como a notícia. Mas não é ridículo, é merecido e justificado pelo duplo, triplo significado do facto que dá origem à notícia que dá origem ao relevo. Um facto, esse sim, indiscutivelmente de merda. E que dá origem a esta merda toda.

Nik,
Pois eu cá fiquei a matutar naquela bronca que levei por causa dos comentários e das manas moderação e a outra que nunca lembro o nome, as tais que eram virgens nos ouvidos, lembras-te? Pois bem, numa atitude de firmeza que até a mim me impressionou, e em homenagem ao meu caríssimo co-comentador (continuo a adorar esta cacofonia do cucumentador) resolvi escancarar as portadas do 7vidas a todos os destemperos, incluindo os teus. Mandei as manas para a cozinha e acabou-se a falsa virgindade de uma vez por todas. Só não botei um capachinho à porta a dizer wellcome, que aqui na minha casa ninguém come ninguém anunciado assim à descarada. Fico então a aguardar a tua visita, se tal te aprouver, claro. E toma lá abracito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rosa,<br />
Não há nada para agradecer, faça antes o favor de não ligar a esse provocador de tijela e meia que está apenas a arreliar-nos aos dois. Porquê? Ora, porque chove lá fora e ele não pode ir brincar para o jardim, porque a taxa de inflacção subiu, porque a gasolina subiu, porque o Sporting não sobe, porque porque porque porque&#8230;.<br />
Pense comigo, Rosa: desde quando é que um biltre desta envergadura (de mamar tão doce, eu sei..) necessita de uma razão para arreliar as pessoas? Ná! Não lhe ligue, não passe cartão&#8230; Mas ligue ao Hernâni, não se deixe intimidar pela guarda avançada. </p>
<p>Ocasionalzucho,<br />
Caríssima figura, vá por mim: não podia estar mais errada nesse achar que eu me passo &#8220;quando mexem nos enviados especiais&#8221;. Acredite ou não (paga o mesmo) não tenho pretensões a guardião da honra do convento dos jornalistas, nem sequer moral para me prestar a tal frete. Mas se por acaso trágico um caso pontual assim o justificasse, ponho sérias reticências que o fizesse para defender o Luciano Alvarez, que bem dispensa protecções da minha parte ou outras do mesmo quilate. No entanto já estamos de acordo mais à frente, quando diz que &#8220;A notícia é de merda&#8221;. Também acho. &#8220;O relevo é ridículo&#8221;, diz a seguir, logo antes de &#8220;o mensageiro mostrou uma excelente vocação para bufo&#8221;; pois bem, aqui voltamos ao desacordo, nada a fazer. A questão de ser ou não bufice não é pacífica para mim, não estou certo de que não teria eu próprio noticiado aquela informação, numa circunstância semelhante (embora também não possa dizer de caras que o faria, quando à partida me parece uma atitude merdosa).<br />
Já o relevo foi o correspondente e proporcional à notícia, pese de merda. Logo, se quiser uma solução de compromisso podemos quedar-nos por &#8220;o relevo é de merda&#8221;, como a notícia. Mas não é ridículo, é merecido e justificado pelo duplo, triplo significado do facto que dá origem à notícia que dá origem ao relevo. Um facto, esse sim, indiscutivelmente de merda. E que dá origem a esta merda toda.</p>
<p>Nik,<br />
Pois eu cá fiquei a matutar naquela bronca que levei por causa dos comentários e das manas moderação e a outra que nunca lembro o nome, as tais que eram virgens nos ouvidos, lembras-te? Pois bem, numa atitude de firmeza que até a mim me impressionou, e em homenagem ao meu caríssimo co-comentador (continuo a adorar esta cacofonia do cucumentador) resolvi escancarar as portadas do 7vidas a todos os destemperos, incluindo os teus. Mandei as manas para a cozinha e acabou-se a falsa virgindade de uma vez por todas. Só não botei um capachinho à porta a dizer wellcome, que aqui na minha casa ninguém come ninguém anunciado assim à descarada. Fico então a aguardar a tua visita, se tal te aprouver, claro. E toma lá abracito.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Rosa Santos</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35634</link>
		<dc:creator>Rosa Santos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 14:28:10 +0000</pubDate>
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		<description>Para: Valupi
Oi! Não sei se passa, era muita sorte! A T.V.I. só quer é chare paqui, chere pali.. 
Quando alguém necessita de uma informação é só blá.. blá.. e não têm sequer a dignidade de dar resposta, pois sei que o e-mail em relação ao assunto do tal contacto que pedi do Sr. Hernani, foi lido, pois lido foi! Mas responder algo custaaaa.. tantoooo..., que não se dão ao trabalho, enfim!... Como estamos na China, a resposta tarda, mas não chega nunca.
Xau bom fim de semana para todos
Rosa</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para: Valupi<br />
Oi! Não sei se passa, era muita sorte! A T.V.I. só quer é chare paqui, chere pali..<br />
Quando alguém necessita de uma informação é só blá.. blá.. e não têm sequer a dignidade de dar resposta, pois sei que o e-mail em relação ao assunto do tal contacto que pedi do Sr. Hernani, foi lido, pois lido foi! Mas responder algo custaaaa.. tantoooo&#8230;, que não se dão ao trabalho, enfim!&#8230; Como estamos na China, a resposta tarda, mas não chega nunca.<br />
Xau bom fim de semana para todos<br />
Rosa</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35616</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 23:22:49 +0000</pubDate>
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		<description>Rosa, obrigado por agradeceres. Pode ser que isso dê uma força ao nosso amigo para voltar a passar por cá.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rosa, obrigado por agradeceres. Pode ser que isso dê uma força ao nosso amigo para voltar a passar por cá.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: JRRC</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35614</link>
		<dc:creator>JRRC</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 22:29:42 +0000</pubDate>
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		<description>Foi uma tragédia nacional! Um bando de malfeitores reuniu-se num avião para fumarem um charro às escondidas. Foram delatados. Eu acho que foram delatidos, porque só os cachorros obedecem à voz do dono. O dono tocou a rebate sacudindo um pasquim. Aqui del'Rey que um fumador era muito conhecido por não ligar patavina ao dono. Tudo acaba em bem na casa de banho: faltava papel higiénico e um pasquim é um pasquim...amen</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Foi uma tragédia nacional! Um bando de malfeitores reuniu-se num avião para fumarem um charro às escondidas. Foram delatados. Eu acho que foram delatidos, porque só os cachorros obedecem à voz do dono. O dono tocou a rebate sacudindo um pasquim. Aqui del&#8217;Rey que um fumador era muito conhecido por não ligar patavina ao dono. Tudo acaba em bem na casa de banho: faltava papel higiénico e um pasquim é um pasquim&#8230;amen</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Rosa Santos</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35609</link>
		<dc:creator>Rosa Santos</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 19:43:40 +0000</pubDate>
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		<description>Para: rvn, por acaso agradeci logo na hora. Se não foi parar no lugar certo, peço desculpa e aqui fica mais uma vez o meu agradecimeñto.
Rosa</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para: rvn, por acaso agradeci logo na hora. Se não foi parar no lugar certo, peço desculpa e aqui fica mais uma vez o meu agradecimeñto.<br />
Rosa</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35608</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 19:37:08 +0000</pubDate>
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		<description>ao menos ficámos todos a poder fazer não-sei-quê contra a lei e pedir desculpa pelo desconhecimento, é uma nova etapa no Estado de Direito, sem dolo. Eu acho piada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ao menos ficámos todos a poder fazer não-sei-quê contra a lei e pedir desculpa pelo desconhecimento, é uma nova etapa no Estado de Direito, sem dolo. Eu acho piada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: shark</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35605</link>
		<dc:creator>shark</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 17:49:15 +0000</pubDate>
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		<description>Valupi: todo o cuidado seria pouco, compincha.

Nik: tens razão e é pena. Não por ser tua a razão, mas por teres muita (neste contexto e noutros que se vão somando como sinais preocupantes da bosta em que resultam os grandes "impérios" financeiros da Comunicação Social que, na prática, equivalem à escala nacional e por exemplo ao investimento dos patos bravos da construção civil em jornais regionais que depois servem para lamber com notícias uns generosos cuzitos autárquicos).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Valupi: todo o cuidado seria pouco, compincha.</p>
<p>Nik: tens razão e é pena. Não por ser tua a razão, mas por teres muita (neste contexto e noutros que se vão somando como sinais preocupantes da bosta em que resultam os grandes &#8220;impérios&#8221; financeiros da Comunicação Social que, na prática, equivalem à escala nacional e por exemplo ao investimento dos patos bravos da construção civil em jornais regionais que depois servem para lamber com notícias uns generosos cuzitos autárquicos).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nik</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35604</link>
		<dc:creator>Nik</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 16:58:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/valupi/socrates-fuma-mas-nao-trava/#comment-35604</guid>
		<description>Para a próxima meto menos maiúsculas. As minúsculas já são suficientemente eloquentes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para a próxima meto menos maiúsculas. As minúsculas já são suficientemente eloquentes.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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