17 thoughts on “Serviço público”

  1. Quem não tiver paciência para ler o artigo todo (certeiro mas compridote) pode ir directamente aos comentarios, que ainda são a prova mais eloquente do atraso descomunal que temos nesta matéria e da boçalidade ambiente neste triste pais. E’ urgente agir para acabar com esta situação e acabar de vez com este triste vestigio do nosso fascismo mental.

    Boas

  2. nunca consegui, e não consigo, perceber o que tem que ver a cor da pele com o viver, com o sentir, com o pensar. lá onde trabalho todos os dias travo lutas também pelos comentários racistas. e é engraçado que o primeiro argumento que lhes surge é o mesmo da caixa de comentários: eles lá são mais racistas do que nós. que é isto? e se forem, isso afaga o nosso? depois há um médico indiano já a caminho dos oitenta, que diz sabiamente: eu sou um emigrante há mais de cinquenta anos no país errado, com gente errada, onde a minha cultura não é aceite. é um homem picante, claro está, no modo de pensar e de tratar os pacientes: continua a insistir, naquilo que mais nenhum médico do trabalho insiste, na parte de relacionar a sexualidade com o trabalho. e chovem reclamações sobre o médico preto. eu digo: mais vale um preto sábio do que um branco ignorante. e compro problemas. muitos.

  3. Serviço público?
    Que tontice!

    Olinda: Em que país trabalha? Claro que a cor da pele nada tem a ver com o viver, com o sentir, com o pensar. Mas tentar impor o nosso modo de viver, de sentir e de pensar aos outros é complicado, é falta de respeito pelos outros.

  4. enquanto não trabalharem eles próprios o seu complexo de inferioridade não vão longe. dada a sua susceptibilidade a interacção com eles torna-se cansativa , temos de medir o que dizemos e como o dizemos , às tantas evitamos a relação. . tive essa experiência há pouco , interpretam coisas perfeitamente inocentes como tendo duplo sentido ,estão sempre à espera que sejamos racistas : as relações perdem a naturalidade e ficam dolorosas.

  5. é dos tais casos em que se aplica mesmo a “profecia que se auto realiza” : interiorizaram de tal forma que os brancos são racistas ( desde pequenos a ouvir a lenga lenga de que não são aceites ) que isso se torna realidade nas suas consequências…

  6. Não tenho paciência para o discurso do costume. Se querem que as mentalidades se alterem, que o pensamento seja outro, então comecem a agir de forma diferente: deixem de ser parvos, ignorantes, preconceituosos e acima de tudo as eternas vítimas de um sistema que eles querem que perdurem. Sim, querem que o sistema perdure para nunca, mas nunca serem confrontados com as suas atitudes.

  7. Atenção, atenção, abertura de um grande concurso internacional. Oferece-se recompensa para quem descobrir, na Internet ou noutro sitio qualquer, um post/discurso/artigo de opinião/livro/panfleto/declaração a que o comentario acima, de Maria Lopes, apesar de não dizer rigorosamente nada, não responda com uma aparente pertinência.

    Oferecem-se prémio que poderão ir até : uma bica.

    Boas

  8. trabalho no meu Portugal, eu mesmo. e no meu Portugal o uso do conhecimento ( servirá de alguma coisa o conhecimento se não for para acrescentar conhecimento?) não é imposição – é sabedoria e respeito. porque o melhor é sempre o melhor para todos.

  9. Olinda:
    Que trabalha em Portugal nunca tive dúvida (melhor, em que países não trabalha). É que noutras paragens não teria condições (medo) para travar lutas por comentários racistas (racismo no sentido contrário ao que está implícito no seu comentário inicial).
    E olhe que demasiadas vezes o uso do conhecimento (há que ter cuidado para evitar a presunção) não é sabedoria e respeito: é domínio e humilhação. A História está cheia de exemplos.
    Geral:
    Numas tantas situações até concordo com a Maria Lopes. Basta andar por aí para vermos que estamos a nivelar por baixo.

  10. basta andar por aí, e por aqui, eu mesmo, para saber que a história está cheia de más práticas e de ignorância. o conhecimento traz a revolução no pensamento e a evolução. criar âncoras a pretexto de âncoras é a maior âncora de todas – não perceber isto é regredir completamente ao imperialismo, a tal História que não se quer. é que se agirmos, não consoante o que pensamos e sentimos, apenas de acordo com o que nos fazem somos uma merda e ser essa merda, estou certa, é a verdadeira humilhação.

    do particular para o geral é que se vai fazendo História.

  11. Olinda ….. mas ainda não alcançaste o básico do conhecimento… o homem não muda , portanto , evolução ? vira o disco e toca o mesmo , seja em batuque , vira discos , cassete , mp3 e tal . só muda o suporte :)

  12. Olinda:
    O escravo toma o lugar do senhor. E logo o escravo adopta as práticas do senhor que antes criticava, invertendo os papéis, esquecendo o seu anterior discurso, mas gozando ao máximo o seu novo estatuto. Pior: muitas vezes os que mais bramavam são os mais perigosos, os mais sacanas.
    O povo, mesmo sem grande conhecimento, é sábio dizendo: “não sirvas a quem serviu”.
    O onde se lê “escravo” podia-se ler “proletário”, ou “subordinado”, ou “colonizado”, etc.
    A História está cheia de exemplos.

  13. Pois. De onde se depreende que libertar os escravos é perigoso e contraproducente pois não acaba com a escravatura, antes pelo contrario. Ja mata-los…

    Boas

  14. não sei porquê , veio-me à cabeça isto :) :)

    “”A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão.” Aldous Huxley.

    e gostei muito de ler isto , o sítio onde roubei a citação à letra

    http://obviousmag.org/genialmente_louco/2015/servidao-voluntaria-o-olhar-de-bauman-e-huxley-sobre-a-sociedade-de-consumo.html

  15. sois peritos, yo e eu mesmo, a desconversar. estavamos a falar de racismo e de discriminação – agora já vão na segunda vaga esquecendo a terceira. eu cá, e todos os que se opõem ao racismo e à discriminação – tão evoluídos que somos! viva! -, já passei para a quarta. e esta, hein? :-)

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