Queres ganhar 100 euros? Então participa no fantástico concurso “José Gil Hoje – A coragem de interpretar”

Estou disposto a dar 100 euros do meu bolsinho à melhor interpretação da seguinte frase de José Gil, hoje destacada na edição digital do Público:

Trava-se actualmente uma luta entre a democracia e o estilhaçamento do território mental das subjectividades identitárias.

José Gil, Visão, 12-06-2008

Não faço ideia se cometo uma ilegalidade, oferecendo dinheiro a estranhos (ou a conhecidos, talvez a familiares) através da blogosfera, mas até isso será ganho de informação se for o caso. Quanto à frase, esclareço que não a considero absurda, abstrusa ou absíntica — pelo contrário, e daí a curiosidade pela tua interpretação. Quanto ao prémio, 100 euros, maravilhoso, não é? O que é que tu não farias por 100 euros, tu aí na classe média e sem dinheiro para ires de carro para o emprego perdendo horas nas bichas e gastando combustível desalmadamente só para não teres de te misturar com o povo? Tu que estás sem dinheiro para comprar roupa a mais, comida a mais, estupidez consumista a mais, o que é que não farias por 100 euritos dos meus? Até farias a hermenêutica de uma frase do José Gil, confessa lá…

Caso este concurso tenha aqui sucesso, será proposto a um dos canais televisivos. Está na hora de alguém começar a pagar para que Portugal se torne numa nação culta e intelectualizada, e eu não me importo de ser o primeiro.

61 thoughts on “Queres ganhar 100 euros? Então participa no fantástico concurso “José Gil Hoje – A coragem de interpretar””

  1. LOLOL. Deixa-me pensar que eu preciso desses 100 Euros. Mas olha que não vale meteres familiares, não metas para aqui o teu primo que ele pode ganhar o pecúlio e isso é batota.

  2. José Gil não disse nada.
    Eu resumo o que ele disse: Trava-se actualmente uma luta entre a democracia e a democracia.

    O gajo é mesmo inteligente.

    (Envias-me os 100 Euros por correio ou queres que te dê o meu NIB?)

  3. creio que já usei essas palavras todas aqui no Aspirina, mas não concatenei a frase – fê-lo o Gil do medo de existir. Ele tinha feito o melhor diagnóstico do Portugal cavaquista: a perigosa dissociação crescente entre ser e parecer…

    Cavaco hoje leva com a prenda do Portugal que concebeu com os fundos comunitários e a Europa agradeceu, muitas estradas, muitas casas, muitos bmw e audi para gastar o que não produzimos: pitroil,

    quanto a mim Valupi sou gratuito, como dizes tenho roupa e outras coisas a mais, mas nem interpreto a frase não vá o diabo tecê-las, aliás tinha de pensar três vezes e só uma já me dá cabo do esquentador

  4. (continuem assim que os 100 Euros são para mim)

    Valupi, só não me peças para passar recibo verde. É logo uma batatada para as finanças. Não compensa.

  5. Pois eu queria ganhar os cem euros e ir fazer queixa ao Governo civil de que o concurso não estava legalizado, mas….
    fui atropelado pelos termos asbtrusa, absintica…(ainda estou à procura no dicionário) agora dizem-me que afinal não é um concurso, mas uma prestação de serviço. Bem tem 20% de retenção na fonte ou tenho de fazer “imobilização” durante uns tempos, apedrejando os outros competidores, que andam aqui pelo aspirina, até que o Governo ceda e me deixe ter o combustivel mais barato e redução nas portagens???´
    Hem????
    E agora como é que eu faço a hermenêutica? Sim como?
    Todo o resto é verdadeiro.
    E 100 euros são 100euros, que raio, já dá para comprar um barril de petróleo e refiná-lo, sempre é melhor do andar a gamar óleo das batatas fritas lá na cozinha.

  6. ora bem, para competir com a cláudia, aqui vai uma interpretação qualquer (claudia, lamento, mas a fasquia está baixa):
    a batata pré-frita congelada e o puré de batata liofilizado feito de flocos de proveniência plural e duvidosa andam à batatada.

    acho que o prémio vai sair à casa.

  7. “Trava-se actualmente uma luta entre a democracia e o estilhaçamento do território mental das subjectividades identitárias.”

    ora então, hermeneutiquemos: o homem quer dizer que a luta entre a democracia e o território mental das subjectividades identitárias está parado (travado) por causa duns estilhaços do vidro dum camião que ia a passar pelo piquete.

    ou é preciso fazer um desenho?

    N. o “território mental” é coisa de psiquiatras psicólogos e psicopedagogos. as “subjectividades identitárias” é que já não sei. eu é mais bolos.

  8. Ok eu que sou o rizota da gang,pàgo a cerveja com os 100 euros.
    Ele leu o livro de George Orwel 1984,depois para saber o que devia escrever nem menos compreender, caiu na 4 dimensiâo com os concelhos de Einstein. Agòra é tàtà

  9. Há um conflito crescente entre a democracia e uma explosão de particularismos tribais.

    Foi só isto que ele disse, textualmente, mas em mau português.

  10. Philòsofos escritores professoes jornalistas,sâo eles que mais utelizam o termo
    subjectividades identitàrias,mas ele teve muito azar,em o ter escrito onde nâo existe alguma causa para empregar,
    Quiz mostràr a sua philosifia de jornalista,onde a maioria dos seus leitores estâo-se nas tintas.
    Vai ser preciso alguem lhe dire,para nâo tentar fazer o seu Heidegger

  11. Valupi, o seu problema é que teve a ousadia de querer descodificar a frase como se ela contivesse apenas uma mensagem quando, na verdade, numa frase tão curta, o autor pretende enviar uma miríade de mensagens. Quer ver?

    “Trava-se actualmente”. Aqui o autor remete-nos para a escalada do preço dos combustíveis e, mais do que nos incitar a travar, informa-nos que efectivamente já se trava nos dias de hoje. Ou seja, passa-nos uma mensagem de modernidade, faz-nos sentir que a velocidade excessiva aumenta o consumo da viatura, liberta mais dióxido de carbono, contribui para o aquecimento global. É, pois, o contributo do autor para um mundo melhor.

    “uma luta entre a democracia”. Aqui o autor, sem qualquer espécie de equívoco, pisca o olho à actualidade. É quse impossível não vislumbrar que se refere à saída de João Moutinho do Sporting. Uma luta ganha pela democracia, se fosse em ditadura jamais seria possível (e aqui, para ilustrar a clareza da mensagemm chamo à colação o que se passou com Eusébio nos anos sessenta).

    “e o estilhaçamento do”. Aqui concedo, Valupi. Nesta frase está o cerne de todo o pensamento do autor. A interpretação desta frase está só ao alcance de espíritos iluminados. É bastante denso, vou poupá-lo à maçada que é a descodificação do pensamento que o autor explana nesta singela frase.

    (Já continuo. Tocou a sineta para o jantar. E não se pode fazer esperar um vol-au-vent de trufas…)

  12. Também queriam clareza… isso era se o homem escrevesse sobre sobre futebol no Correio da Manhã ou coisa parecida. Pode fazer-se uma coisa parecida com uma frase do Eduardo Lourenço.

  13. Eu concordo inteiramente com o Calhordas, mas prefiro ir aos clássicos para contornar este aparente problema das subjectividades identitárias.

    Por exemplo, Sócrates disse, com simplicidade proibida aos filósofos modernos da Sorbonne e de Nanterre: “uma vida não examinada não é vida nem é nada”. Na altura soou bem, estóico e tudo mais, mas lixou-se porque os seus inimigos estavam à coca. Um jornal de Atenas desse tempo, muito desconfiado, mandou o Hércules correr imediatamente à Universidade de Esparta e vasculhar nos registos dos diplomas. E este não esteve com meias – lançou tudo em disco que logo lançou para aterrar em cinco minutos perto do Parthenon, que é um edifío que não existia, mas faz de conta. Acabou em tragédia, como se sabe – estúpidos costumes das democracias antigas.

    É daí que vem o mal das pessoas se entredevorarem e de estilhaçarem e escaqueirarem tudo em Democracias com filósofos a mais e politicos de sobra. E não aprendemos, essa é que é a porra! mesmo com as ajudas densas de significado como a do José Gil.

  14. E aqui ajunto 25 euros se sàbem quem foi o escritor que citou.

    L’unico homem que tira lucros do capitalismo,é um vigarista,e vem milionàrio
    instantaneamente.

  15. Bom, parece-me que se trata tipicamente de um alandrear da jante com urdição de queque posterior, num meta-contexto em espiral jântica. Isto de um ponto de vista estritamente anacrobata, naturalmente. O autor pretende suscitar uma reacção de nível infra-falopiano quando recorre a hipálages redundantes, afagando simultaneamente a prótese gnoseológica que faz a ponte entre as entidades duais. Em suma, a simplificação extremada do hiper-axioma proposto esbarra na estagnação do oco significante auto-referencial, pelo que a conclusão apenas pode ser uma: 42. Q.e.d.

  16. Ah, típica reacção da Escola Transmogrificadora de Tirana, na sua corrente neo-geo-reducionista! Uma subjectividade identitária nunca resistiria a 41. Está provado.

  17. Recebi este billhete (não é só a Susana que recebe bilhetes…): «a democracia esté em perigo. A luta sai à rua amanhã, decidimos passar das palavras aos actos. Levanta uma “mauser” no sitio do costume.
    O conde Valupi paga 100 euros por cada “filho da puta”, de identidade subjectiva que enfiarmos no Campo Pequeno, para um espectáculo de variedades.»

    PS: Claro que o prémio é para uma instituição de caridade… (é chique)

  18. Valupi, sei que hoje é Sexta-feira dia 13, mas eu não supersticiosa e sei que os 100 Euros são meus. ( ihih)
    (Anda lá, manifesta-te, sai do silêncio que isto já deu o que tinha a dar)

  19. Para analizar as colisôes de particulas que vem ao rictimo de 600milhôes de vêzes por segundo,é preciso têr uma ajuda: em quem tenha uma grande capacidade de calculo. Eu estimo que o mais capacitàdo seja o Z,sem tirar as capacidades àh equipa de Einstein’s.
    Para produzir essas 4 grandes expériensas que representam,15.000.000gigaoctéctes por ano Z uma bôa job em perspectiva espéra-te,creio que é a unica maneira de ganhàres os 100 àh Claudia.
    PS foi o escritor John dos Santos filho de pai Portugues nascido nos U.S.A EM 1896 .Frequentou a Univercidade de Harvard e escreveu vàrios livros.Have a good luck man.

  20. Eu acho que o prémio devia ser dividido entre Claudia e Nik (e talvez também Susana), tirando um pouco de cada um, podemos concluir que :

    José Gil não disse nada, mas em mau português.

  21. eu estou contente é com o referendo celta, calhordus – não me arranjes trabalhos pá, ou seja se os deuses quiserem meter-me nesse caminho que descubram o meu nib (para eles não custa nada) metam lá e um dia quando eu estiver a buscar um tust está lá um tustalhão. Depois é só trabalhos, que tenho que pensar como é que redistribuo isso de forma justa e eu gosto é de estar de papo para o ar a passarem-me a mão pelo pelo e eu também e dar uma mordidinha enquanto estico uma pata

    e além disso hoje vou passar ao som do silêncio e a ver se tenho juízo e levo chapéu

  22. Ponto de situação:

    claudia – Não só foi a primeira candidata, como tem feito campanha a sua favor. Isso é meritório, mostrando confiança e espírito competitivo.

    z – Está numa secção de exibição, alheio à competição.

    maremoto – Tentativa de impugnação do concurso, felizmente abandonada graças às superiores capacidades dialogantes e negociadoras das autoridades.

    susana – Despique acirrado com a claudia, apresentando uma interpretação metafórica de assinalável recorte pantagruélico.

    shark – Repórter destacado para a cobertura do acontecimento.

    Animal – Honesto esforço de interpretação, assumindo certas limitações quanto às fontes de informação, mas propondo uma explicação que é fruto da contemporaneidade.

    calhordus – Optou por transformar a hermenêutica em exegese e tentou desconstruir o autor, no que é o mais completo exercício de pós-modernismo até ao momento. Também disponibilizou 25 euros de prémio para uma competição paralela, iniciativa que se aplaude.

    Nik – O único concorrente a levar a sério este concurso, oferecendo um tradução válida da frase em causa.

    Comendador – Entrada de leão, com pormenores técnicos de excelência, porém ficou-se numa incompletude que não permite avaliar da justeza da interpretação. Espera-se que este promissor concorrente volte ao palco e conclua o exercício.

    jcfrancisco – Popular que manda bocas da bancada, dando cor e garridice ao evento.

    SUBSTANTIA – Comentador convidado, iluminando o desenrolar da competição com a sua inigualável erudição e graça.

    Milu – Propôs que a competição se transformasse numa votação pública, não perdendo tempo a publicitar o seu voto e os laços de corrupção que o justificam.

    pedro,o cru
    – Arriscou uma interpretação axiomática, mas a qual lhe permitiu chegar a um resultado rigoroso. A linearidade e concatenação do seu raciocínio parecem imunes a dúvidas ou questões, o que não evitou um ataque do Animal.

    luis eme – Perigoso agitacionista, aproveitando a multidão reunida para espalhar panfletos subversivos.

    joão viegas – Elemento do júri que acumula com estatuto de concorrente. Apresenta uma interpretação elegante.

    __

    Vamos, então, aguardar mais um pouco para conhecermos o grande vencedor daquele que passa a ser o concurso José Gil Hoje – A coragem de interpretar.

  23. (Lamentavelmente, a Condessa de Blois estava presente no jantar. Tive que a levar a casa, estavam lá as gémeas, maneiras que só me consegui desembaraçar agora. Ainda a tempo de concluir, por felicidade.)

    “território mental” – Mais uma vez, a problemática do futebol, a actualidade. Certamente por gralha, surge a palavra “mental” em vez de “Emmental”, ou seja, território do queijo Emmental. Situando-nos espacialmente (cantão de Berna), o autor remete-nos para a selecção nacional. A escolha do tipo de queijo não é ingénua, revela a preocupação do autor com as idiossincrasias do nosso guarda redes.

    “das subjectividades identitárias” – Aqui o autor, num rasgo de clarividência, olha mais longe e debruça-se sobre a interpretação que a sua frase viria a ter aqui no Aspirina B. Naturalmente, respeitando a identidade de cada comentador, há um espectro de subjectividade na interpretação que o autor preconiza a anteriori. É a cereja no cimo do bolo.

    Em verdade vos digo, era só isto.

  24. OK Z tens duas probalidades mas uma sò posivel.
    Fazes-te esfregar os pêlos no peito e ondes tu o desejares;pêla minha amiga Paris Hilton com créme Olay para homens;ou tiràrte a acné com um novo producto nâo poluido pêla Manuéla Leite,thats is your choise

  25. Vocês desculpem, mas ri melhor quem ri por fim.
    Todos olharam para a complicação… quando a frase, de tão simples, brilha no escuro. Tem luz própria.
    Ora vejam:
    “Trava-se actualmente uma luta entre a democracia e o estilhaçamento do território mental das subjectividades identitárias.”
    Então não viram ?
    – Trava-se ! Aqui está a pista. Todo o resto é para impressionar incautos;
    Trava-se, abranda-se, refreia-se ou reduz-se, até parar !
    Antes dos estilhaços das ideias!
    Ou, simplificando: Andar não é preciso, pensar faz-se pensando!
    Já ganhei!

  26. Claudia fiz tudo o que é humanamente posivel,a història vai-se lembrar de mim e de ti,o cabêsa de turco tambem, a lei Romana no prencipio do século é bem clàra.
    Sò a paciênsia é que é ganhante,os Irish people vâo do seu làdo,um azàr numca vem sò,d’ont cry the life is too long

  27. A interpretação mais simples seria que a ideia de uma democracia europeia ainda não entrou no nossa cabeça formatada em territórios democráticos mais pequeninos , pá. Parece assim muito big para ser verdadeira.

  28. A palàvra democracia para mim desapareceu do vocàbilo àh muito tempo,a Àfrica do sul representa para mim, o que as antigas colònias podiam sêr se nâo fosse os amigos do antigo régime,tiràram um tiro nos pés, nâo existe alguma duvida que os politicos Portugueses nâo tem alguma competência para dirigir um pais.
    Eu vejo a déta que os Portugueses tem ,e os anuncios das càrtas de crédito portanto eles estâo prontos a fugir assim que virem a sôpa a fervêr.
    Deijamos de sonhar a déta é enorme,nâo têmos matérias primeiras as màquinas os que passam a mâo na vòssas còstas fugiram com élas onde a mâo d’òbra é redicula.Nâo vos preparàram para a famòsa globalisaçâo abandonàram-vos tudo simplesmente,résta-vos uma Europa Unida mas com condiçôes humanas,e respeitòsas para Portugal.

  29. Bem , e essa interpretação é baseada que ele estava a falar em temas como a Irlanda. Se estava a falar de democracia em Portugal ( e noutros lados) também se pode interpretar que a nossa ideia de democracia ( a do povinho como eu ) ainda está enraizada no território mental subjectivo de que “o povo é quem mais ordena” e afinal essa ideia é para estilhaçar pois a verdadeira democracia objectiva é “os políticos é que mandam , mesmo à nossa revelia , e em seu próprio benefício”. É toda uma mudança no conceito de democracia. Dificil de aceitar de facto , até pela raiz da palavra adulterada. Dá cá uma dissonância cognitiva estilhaçante.

  30. Se eu estivesse aqui no Aspirina, punha a seguinte frase:

    Por que razão os intelectuais são tão vaidosos?

    E punha, sei lá, um prémio de 100 Euros também.

    Mas voltando ao assunto, eu continuo a não ver vencedor, nem prémio aqui dentro…

  31. “Trava-se actualmente uma luta entre a democracia e o estilhaçamento do território mental das subjectividades identitárias”.

    Na minha singela forma de ver as coisas invisíveis, basta acrecentar “Governo” a espaços e tudo faz sentido. Senão, vejamos:

    Governo trava-se.
    Governo actual… Mente!
    Uma luta entre Governo, a Democracia e… o estilhaçamento.
    Governo: território mental das subjectividades identitárias.

    E cá está, só precisamos que o Governo apareça a espaços.

  32. Valupi .
    para mim os cem jà nâo conta.Nâo quéro fazêr figura de batoteiro encontrei num artigo feito por uma professora em Antropologia e sociadades,o sigificado de subjectividades identitàrias.Para acabar ele queria que perdêsemos “sêr fieis das nòssas tradiçôes” para integràr uma Euròpa multi-étnica.

  33. Ponto de situação:

    Comendador – Apresentou uma muito credível explicação para a interrupção, e terminou com o nível a que nos tem habituado.

    claudia – Fez um elogio à administração, o qual fica registado e terá influência no resultado final.

    calhordus – Comportamento errático e agitado, manifestando stress pré-traumático.

    MFerrer – Traído pelo próprio entusiasmo, não reparou que imitava uma ideia veiculada anteriormente pelo Comendador. Terá uma penalização, pese embora ter apresentado uma interpretação globalmente forte.

    Botafogo – Pensador dado a citações de autores clássicos.

    z – Continua igual a si próprio.

    isamar – Portuguesa entrevistada sobre a iniciativa, expressando a sua ansiedade.

    digo eu/diga eu – A primeira dupla de concorrentes, desenvolvendo dialecticamente uma tese de crescente complexidade e acutilância.

    vitoralmeida – Apresenta um exercício onde se utiliza artifício original (embora precisando de recorrer a subsídio do Governo) e dando origem a elaboração hermenêutica de qualidade.

    NIB – Gesto artístico surpreendente que une Duchamp a Marx, postulando que todo o saber humanista está actualmente devorado pelo capitalismo e que, portanto, o homem contemporâneo não passa de um número – ou seja, que cada um de nós terá o seu “Nib”.

    __

    Aguardemos mais um pouco, então. Está em causa um magnífico, fantástico e maravilhoso prémio de 100 euros.

  34. Valupi,

    A última frase que li, quando me preparava para ir para a cama, é que todos somos um número, neste caso um NIB.

    Por via das dúvidas vou reforçar a dose de ansiolítico.

  35. Penso que se trata da tentativa de afirmação de uma ideia de identidade própria, única, de cada grupo e em última análise de cada pessoa, como reacção à crescente globalização/homogeneização de ideias e individuações – o último reduto da democracia como activação de individualidades inter-ligadas por um veio de sobrevivência comum. Assiste-se, contudo, a um crescente atropelar dessas ideias por parte de governos e instituições económicas, em nome de valores como a segurança e a harmonização financeira globais, pelo que a democracia das pessoas se sente em perigo e reage – afinal, é a luta pela liberdade de cada um.
    Um alandrear da jante com urdição de queque posterior, como já tinha dito.

  36. O meu nome é Dr Jenkil e nas horas vàgas Os meus melhores amigos chamam-me Frankenstein.Mas vou vêr um Psyquiatra ao caso que o meu stress nâo dè algum resultàdo.

  37. “Trava-se actualmente uma luta entre a democracia e o estilhaçamento do território mental das subjectividades identitárias”.
    Hum…
    Será: “Devo ou não desenhar mais um tag nesta parede?”

  38. e agora a Alemanha deu o golpe final no tal estilhaçamento do território mental das subjectividades identitárias. e mesmo das objectividades. tá tudo a tirar as bandeiras da janela, a aproveitar o escuro da noite e amanhã já fingem que ninguém se lembra disto.

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