Prémio Meu Querido Mês de Agosto

Há um ponto, para mim, essencial, é que as pessoas leiam o programa. Apresentar-se um programa em plenas férias é convidar as pessoas a não ler. Não está a ver que as pessoas vão para a praia ler um programa eleitoral… Portanto, qualquer partido que tenha apresentado programas durante o mês de Agosto é pura e simplesmente com o objectivo de que não seja lido. E eu tenho um interesse muito grande em que as pessoas leiam o nosso programa.

Esta declaração de Ferreira Leite merece o prémio Meu Querido Mês de Agosto, galardão que recompensa as melhores exibições de um espírito veraneante, essa indulgência para com a lógica, o respeito próprio e a verdade. Como neste magnífico caso, onde a autora nos consegue dizer que não cumpriu com a data anunciada para a apresentação do Programa do PSD, finais de Julho, porque durante o mês de Agosto Portugal está a banhos. Este raciocínio já lhe tinha garantido o prémio, pelo que revela de sensatez e credibilidade, mas ter explicado que outros partidos se anteciparam na apresentação dos seus programas para que não fossem lidos é magistral. Há poucos políticos no Mundo a permitirem-se revelar semelhante descontracção e mentalidade pé-de-chinelo.

10 thoughts on “Prémio Meu Querido Mês de Agosto

  1. Ela não disse mentira nenhuma: em Agosto este país pára e migra rumo ao litoral. A questão é que ficamos todos a perceber, sem powerpoints e só com as suas palavras “naturais”, que ela também não vai mexer uma palha para mudar isso.

  2. A propósito, primo: que maravilha de filme. Arganil passou a fazer parte do meu imaginário e até confirmei o génio desse incompreendido pela inteligentsia que é o Marco Paulo. Tu já viste essa maravilha?

  3. agent, esta história de Agosto ser um mês em que está tudo na praia não é mais do que uma tanga. O PSD acha que tem vantagens em nada discutir a não ser as suspeitas acerca do carácter e honorabilidade de Sócrates.
    __

    Ainda não vi, primo, mas quero muito, claro. Pela apresentação, cheirei algo de novo na cinematografia nacional.

  4. Será que dá para acreditar, que alguém minimamente responsável possa afirmar semelhante coisa?
    E que dizer então que isto seja pronunciado por um candidato a primeiro ministro?
    Eu fico atónito, com tamanha infantilidade.
    Será que alguém poderá conscientemente, acreditar na competência desta senhora?
    Será que haverá alguém, que conscientemente ache isto defensável?
    Eu sentir-me-ia muito desconfortável se tivesse que apoiar, ou dar cobertura a semelhante figura, mas pelos vistos ainda há quem o faça sem se sentir incomodado.
    O que mais virá? Quem nos acode? Tenham dó, isto tem de ser levado a sério, não podemos branquear tamanha falta de competência.

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