Prémio Confirmação – Blogosfera 2010

No dia 2 de Janeiro, mandei um abraço ao Carlos Santos, adentro das manifestações de estima da quadra e em correspondência a uma simpatia sua no A Regra do Jogo, blogue entretanto apagado. Na altura, saiu-me a fórmula Prémio Revelação, não por alinhar nessas populares correntes de premiação, muito menos por as iniciar, mas por ser uma expressão ilustrativa do percurso do Carlos na blogosfera. De facto, o que fez foi notável, desde que começou a invadir as caixas de comentários dos blogues políticos para deixar links dos seus textos, algures no princípio de 2009, até ao seu feérico apoio ao Governo e ao PS, tendo sido um dos mais activos promotores do Simplex. Após as eleições, entrou numa deriva política de 180º, alteração tão súbita e radical como não se via desde a conversão de Sabbatai Zevi ao Islão. Enfim, não mudaria nada ao que escrevi, pois o Carlos foi aquilo: uma inacreditável máquina de escrever, um polemista de vocação e um exemplo exterior de serôdia etiqueta com todos, camaradas e adversários.

Salto quântico para 17 de Fevereiro e a ranhosa calúnia publicada pelo Correio da Manhã, com o nosso Carlos como protagonista pimpão. Já tudo foi dito, os alvos reagiram de imediato, e até há bem pouco tempo pensei que, pura e simplesmente, iria desaparecer de cena por não ter mais ninguém que nele voltasse a confiar, nem sequer para lhe dizer as horas. Afinal, foi para o Corta-Fitas, um blogue ultramontano, e nele tem estado em acelerada mutação molecular para o absolutismo monárquico e o fundamentalismo católico. Isso quer dizer que estamos a lidar com uma personagem maior do que a vida, um ser que já não pisa o solo que pisamos, um ente cujo corpo é constituído exclusivamente por luz e sombra – o Zelig lusitano.

Acontece que o Carlos está a pedir-nos atenção. E aqueles que lhe são mais próximos, família e amigos, devem dá-la na medida das suas responsabilidades e capacidades. Urgentemente, suspeito. O mais grave no que lhe está a acontecer não é a lancinante auto-mutilação na sua dignidade, antes a exploração de que está a ser vítima por aqueles que lhe dão voz e importância, desde bloggers a jornalistas, passando por políticos. A violência deste abuso é espantosa. Que tipo de paralisia moral leva Carlos Abreu Amorim a recomendar a sua leitura, por exemplo? Como é que pessoas como José Adelino Maltez e Luís Naves, arautos da ética e do civismo, convivem calados com Francisco Almeida Leite, o qual recorre ao Carlos para tentar fazer política? O mundo é imundo.

Neste domingo, fui colocado na berlinda. O texto é um desastrado exercício de sensacionalismo alucinado. Na caixa de comentários, Paulo Querido e Nuno Ramos de Almeida têm a generosidade suficiente para entrarem em diálogo, com o Nuno a contar a história tal como ela aconteceu e é do conhecimento geral. Contudo, algumas das afirmações do Carlos a meu respeito são correctas, nomeadamente quando fala de emails que trocámos e de certas informações neles contidas. São vários, o último dos quais foi enviado por mim a 24 de Janeiro. Não lamento ter-me correspondido com o celebérrimo delator, pois não lamento a minha liberdade e a crença no carácter alheio, tendo até partilhado com ele a identidade de BI, profissão e local de trabalho – por nada terem de secreto e ele ter pedido esses dados. Lamento é perder mais tempo com um taralhouco deste calibre, embora lhe deseje completa recuperação.

Carlitos, vamos fazer assim: desafio-te a publicares a nossa correspondência. Apenas excertos, e ainda por cima sem citações, é pouco, é curto, é chocho. A audiência quer sangue, paixões funestas, grandes rasgos visionários. E eles existem na nossa correspondência, sei porque a estive a reler. A tua bravura, por certo, irá aceitar este desafio. Caso tenhas perdido os emails, terei todo o prazer em tos reenviar. Tens é de ser tu a publicar o material, já que te estás a servir dele com proveito e gosto. Esse projecto de transparência luciferina, que te convoca para o desvelamento da privacidade alheia, encontra em mim um oportuno parceiro de ventura e aventura no que à nossa correspondência diz respeito. Força nisso.

E não só, vamos também marcar um encontro. Pode ser onde quiseres. E podes levar amigos. Por exemplo, o Paulo Pinto Mascarenhas, outro grande estudioso da minha identidade. E quem mais se quiser juntar. Afianço-te que apareço sozinho. E tudo farei para te/vos convencer da minha unidade e sólida biografia. Acima de tudo, estou interessado em que não voltes a repetir serem o Valupi e o Rogério da Costa Pereira a mesma pessoa. O Rogério, com quem partilho um doloroso sportinguismo, não tem culpa nenhuma que eu escreva no Aspirina B, pelo que tenho de encontrar uma maneira de o livrar da tua perseguição. Percebes o problema, não percebes? Percebes, pois. És tão inteligente.

Bute lá resolver isto. Mas não me envies mais emails, não te vou responder. Já dei para esse peditório, o teu opus epistolar deixa de contar com a minha colaboração. De agora em diante, comunicamos de blogue para blogue, à vista desalmada, como bloggers. Os assuntos dos homens, tratamos à homem.

62 thoughts on “Prémio Confirmação – Blogosfera 2010”

  1. Incrível também a forma como o Santos conseguiu uma coluna de opinião no i, e depois vai para o blog dizer que o PPM é genial…
    Isto no tempo do Eça só não se resolvia à bengalada, porque do outro lado não há cavalheiro nenhum…

  2. Gosto imenso de gente com carácter e que sabe traduzi-lo pela escrita. Parabéns por isso que é muito.

  3. Mau mau, agora que eu estava a superar a nova crise de identidade – convencendo-me de quem realmente sou – vens-me com essa? Decidam-se, porra.

  4. Muito bem escrito, só músculo, sem osso, como habitualmente escreve e como gosto de ler.
    Mas há uma coisa que me começa a fazer uma leve “sombra”, ou “dúvida”, ou seja lá o que for: isto da “caça” a blogguers não cheira um bocadinho à caça às bruxas, a invasão de privacidade, à delação promovida a notícia de jornal? Há alguém que conviva bem com isto e durma tranquilo? Na própria AR as grandes questões são as escutas a este e àquele. Isto não está a ficar paranóico?

  5. Curiosa personagem, este Carlos Santos. Se fosse um romance, achava inverosímil este plot twist do seu percurso. Mas caramba, Val, que grande resposta, e grande desafio. Ler os teus posts pela manhã é um bálsamo.

  6. Muito bem! Muito bem, mesmo! Parabéns.

    [E o texto é só músculo e osso, senão como é que os músculos se aguentavam tão valentemente de pé? O que o texto não tem é ponta de gordura.]

    [E também eu acho que o CS não deve estar bem, porque nem os factos que os protagonistas lhe afirmam, ele aceita.]

    [E também eu me espanto como há quem possa contemporizar com o seu comportamento nos blogues]

    [E, vá lá saber-se porquê, eu não sei explicar, nunca me caiu no goto, nunca me caiu bem desde a mesurice inicial, não sei. Sei que nunca sequer coloquei o link do blog dele lá no meu Tzero]

  7. O Fossbury Flop de Carlos Santos.

    Mais uma vez, Val, pegas a canalha pelos cornos.

    Antes do 25 de Abril o Correio da Manhã era conhecido pelo Correio da Manha. Nos tempos do Salazar , conhecido pelo “Manholas”.
    A manha continua, agora disfarçada de Eduardo Dâmaso, que realmente parecia ir num sentido de honestidade.

    O Carlos Santos: fez um excelente trabalho num blog de apoio à eleição de Barack Obama.
    Depois apareceu a apoiar, parecia que de um modo empenhado e sério, o Governo.

    Depois o Fossbury Flop. Recordo-me de quando os saltos em altura eram com o atleta a olhar para a frente. Anda hoje me mete impressão que os saltos sejam para trás, a olhar para o Céu. É o que infelizmente se passa com Carlos Santos: cada vez mais para trás, olhos no firmamento, de onde espreitam, velando, os 3 pastorinhos. Tudo bons rapazes.
    No campo desportivo, olímpico, parece-me que o salto Fossbury Flop é contra-natura. No campo político é o regresso ao homem das cavernas. Pobre Carlos Santos, que se passou.

    A argumentação de Eduardo Dâmaso e Companhia é extraordinária, em uníssono com tudo o que se tem visto e ouvido sobre a Comissão de Inquérito, os julgamentos na Praça Pública “porque a justiça não funciona”, as acusações de que “são todos uns corruptos”, de que “os políticos querem é poleiro”. Veja-se aqualidade dos comentários à peça do Correio da Manhã.
    Duas ou três observações a propósito:

    1. A fonte utilizada para a denúncia. Como se prova a sua credibilidade? O Pacheco andar a urdir esta tese há não sei quanto tempo? É curto.
    2. A propósito:para estes impolutos denunciantes, certamente franciscanos reformados que se entregaram todos a Cristo, como o Frei Hermano, não ficaria bem mostrar a folha de recebimentos destas actividades de analistas, abruptos e quejandos?
    3. Não lhes passa pela cabeça que haja pessoas que não façam tudo senão por dinheiro?
    4. E que essas pessoas podem ser autenticas (fieis a si próprias) tomando as posições que entenderem não recuando por poderem parecer “mercenárias”?
    5. E que reservam o sacrossanto direito de ter posições diferentes (e igualmente perturbadoras dos filisteus e merceeiros) se, em seu juizo, entenderem mudar de opinião? Isto claro que se não aplica aos especialistas de Fossbury Flop.

  8. Pois. Mas por que é que os autores do Albergue são para aqui chamados com o que parece uma irónica dúvida sobre a sua ética? E para quê insinuar nem percebi o quê sobre o FAL e o Carlos Santos? Em suma, se há um problema connosco é tratá-lo também como homens. Misturar o Carlos Santos e pessoas da minha maior estima num blend manhoso é que não. Cumprimentos

  9. Nunca gostei do tipo e da sua mediocridade. Ainda hoje fico surpreendido com a atenção que lhe foi/é dada. Tem uma escrita compulsiva e um propósito demencial. Quanto à participação no I é pura irrelevância.

  10. Val,

    Obrigado! O que escreves sempre foi um bálsamo, mas hoje encheste-me de orgulho por ser teu leitor.

    Finalmente, alguem pega esse canalha de frente e lhe mostra a bengala. Com classe e serenidade.

    Cada letra que vertes na bolocoisa é uma humilhação para o invertebrado.
    Resta-me a ténue esperança que por ali ainda resida uma molécula de hombridade e que o verme rasteje para debaixo da pedra de onde saiu.

    Um enorme bem haja para ti Valupi.

    miguel

  11. Caro João Villalobos
    Provavelmente, Val associa o FAL a Carlos Santos porque FAL linka e insinua sobre os posts de Carlos Santos. Não lhe parece suficiente?

  12. Fernando P, desculpe meter-me na conversa, mas é a primeira vez que leio o que também se passou comigo. Desde que CS começou a aparecer, que o seu ar mesureiro me desagradou profundamente. Nem entendi a sua aceitação por bloggers que eu considero muito. Como sempre, a minha primeira hipótese é admitir que sou eu que não estou a ver bem a coisa. Quando estas cenas se revelaram eu nem queria acreditar que o meu “fílin” (como se canta agora por aí) estava mais do que certo.

  13. Val, eu repito o que já foi dito aqui: obrigado ! Deu à “canalha Carlos Santos” a resposta que merece: a pega pelos cornos!
    Mas “a coisa aqui está preta”, pois a difamação e a coscuvilhice pidesca dos que estão contra este Governo – e sobretudo contra o Primeiro Ministro – parecem estar em crescendo, na proporção dos dados estatísticos positivos sobre o país, e publicados todos os dias.

    É que afinal o balão “questão da mentira sobre o negócio TVI/PT” já está a acabar…

    Eu, pelo que o Val escreve, sei muito bem quem é!!! E nem imagina o quanto grata lhe estou por isso!

  14. “…dos dados estatísticos positivos sobre o país, e publicados todos os dias.”

    Onde? Daqueles manhosos? Feitos com a suprema capacidade tecnológica da máquina de propaganda deste governo?

  15. Tudo isto é surreal.

    Em todo o caso, há uma interrogação legítima: se Valupi é apenas uma pessoa, então não há como fugir à conclusão de que estamos diante de um génio.

  16. Soube da existência do Carlos Santos quando estive no 5 Dias nos inícios de 2009. Comentava todos os meus posts, sempre com um link para o blogue dele. Entre nós, autores do 5 Dias, chegámos a dizer que aquilo era SPAM, tal era a quantidade de links que ele fazia.
    Quando acabou o Simplex, pareceu-me que seria excelente o Aventar ter um apoiante de José Sócrates entre tantos anti-socratistas. Convidei-o na mesma altura em que convidei o José Reis Santos, que entrou e saiu do Aventar sem escrever um único post. Quando o Carlos Santos aceitou o convite, já tinha acontecido tudo o que se sabe e, depois, foi o que alguns sabem.
    Compreendo todos aqueles que se sentem ofendidos pelo facto do Carlos Santos andar a divulgar mails internos que não devia divulgar. O curioso é que alguns dos que se sentem mais ofendidos são exactamente aqueles que me fizeram exactamente o mesmo no Jugular.

  17. curiosamente, deixei no carlos santos um comentário a dizer que te conheço e ao rogério – e mais umas coisinhas – e o cs não o publicou…

  18. Valupi, pediste alguma pensão ao Estado? É que não consigo perceber porque anda tanto funcionáriozeco a exigir-te provas de vida.

    (gosto tanto de ter razão, esse tal cs sempre me pareceu um verme a deixar baba de links por onde passava…)

  19. (Fosca-se Peixa! Desde quando andas a comentar o Aspirina no meu computador??? Já viste o que arranjaste? Acabaste de chamar verme ao Carlos Santos e agora vais ter o gajo a mergulhar nas catacumbas blogosféricas para tentar perceber quem é essa tal Mente Quase Perigosa e vai pôr a boca na vuvuzela não tarda…)

    Para quem não percebeu a Mente ali em cima não é ela mas sou eu. Eheheheh…. Foi um grande post para eu ter comentado com uma identidade que não é a minha, vai na volta vou passar o resto dos meus dias a jurar que não sou a Peixa….)

  20. O marmeleiro está em todas aqui também deve estar. Aquela coisa mais parece movido por pulsões, num frenesim em crescendo susceptível, só pode, de epílogar em um qualquer gozo, quiçá um complicadíssimo prazer freudiano.
    EC Lasègue, médico psiquiatra francês explica tudo. Pelo que é suposto deduzir, estou convencido de que o síndroma do marmeleiro é um quadro clínico que é um desafio perfeito, a uma tese de doutoramento para os especialistas, da área da psicanálise de exibicionismo.

  21. Val,

    é abaixo de cão a revelação da correspondência, esclarece se é o tal que se dizia Dr. em economia?

    Pode ser a vista ou por baixo da mesa, também posso ir ao tal duelo?

    Um abraço.

  22. Vê-se mesmo que quem fez aquele comentário não fui eu. Acção no tribunal é o que se pede agora quando há questões relativamente a pensões.
    Provavelmente, o Valupi ainda vai ter que pedir ao tribunal que declare quem é ele.
    Eu ía-me rir à brava…

  23. Acção no tribunal é só em caso de união de facto mas parece-me que por aqui se trata de um casamento polígamo – o Valupi, que é o Rogério, afinal são vários eles e a esposa do Rogério (só por esta, e se eu fosse ela, ia à cara ao Carlos Santos) é casada com muitos.

    (isto está melhor que um blog cor de rosa)

    (olha lá, ó Peixa – nota a minha mão na anca – e porque raio se vê logo que não foste tu a fazer aquele comentário???!!!!!…. Queres dizer alguma coisinha???)

  24. Oh, miga – note-se aqui a provocaçãozita que se sabe que irá levar a interlocutora aos arames e mais além – falta-te o meu elan. Falta-te o meu brilho e delicadeza.

    E agora, acho que vou ali pintar as unhas de vermelho que eu não me meto nestas guerras. Politica não é, definitivamente, a minha praia. Eu é mais cremes e make-up e marcas e bijuterias e sapatinhos e clutches e póchetes…

  25. (o que é uma clutche??? caraças, não nasci para ser gaja…)

    E agora explica-me, devagarinho, como se eu fosse o carlos santos, como podes meter “elan”, “brilho” e “delicadeza” numa frase começada por “miga”…. Diz-me Peixa, quantas pessoas és tu?

  26. Mas já que aqui me enfiaram… O Valupi, que é não-sei-quanto gaijos, é esposo de quantas mulheres?

    (É que eu ainda gosto mais de esposo do que de esposa. E olha lá se eu gosto de Esposa!!!!)

    (Já agora: quem é mesmo o Valupi? É que o mesmo que o Val? E o tal Carlos? Tem alguma tara pelo Valupi que pelos vistos é o Val – para já não falar nos outros todos – ou é só niquento com demasiado tempo livre? E essa obsessão é de carácter intelectual, imbecil ou carnal?)

    (É que eu apanhei mesmo este comboio agora. O Poirot já fez o resumo e está prestes a revelar o assassino. Eu ainda nem sei o nome do capítulo…)

  27. Uma clutch que o singular é sem ‘e’ (as coisas que tu aprendes comigo…) são aquelas malinhas pequeninas sem asas que se usam com os vestidos de noite e que agora são vistas numa versão mais informal.

    (Ouve lá: tu chamaste-me GAJA????)

    E como tu bem sabes, eu sou muitas e não sou nenhuma. E a trabalheira que isso me dá…

  28. (hummm… elevaste o Valupi à categoria de gaijo?…..)

    (eu explico-te tudo, Peixinha. O que se passa aqui é que o Valupi, e já que queres tanto saber eu vou-te a modos que exemplificar, é assim tipo para ser aquele giro e alto com uma g’anda moto e Síndrome de Pretty Woman e o Carlos Santos é o outro, o pequenito com a placa solta e dono das bolachas Maria que eu tentei despachar para ti mas que não deslargou. Ora o Carlos Santos, lá debaixo, só via metade do Valupi e desatou a chamar-lhe Val na ilusão de que ele acabava nos joelhos. O interesse vira obsessão quando percebe que se ele só vê mesmo até aos joelhos há quem veja até lá acima e se o Val é uma seca o Upi é um doidivanas divertido, mas essa parte só sabemos nós, ele só adivinhava pelos sons que lhe chegavam lá abaixo quando a parte do tal síndroma começou a ser resolvida . É aí que o baixote das bolachas maria percebe que a diversão está toda lá onde a cabecinha dele não chega, na parte do Upi que às vezes vira Upi Upi, e começa a dar saltinhos e a pôr-se em bicos de pés e tanto se estica que consegue, sem deixar cair os óculos, vislumbrar umas cabeças. Vai daí bota de desatar a gritar que Valupi afinal são muitos. Preocupação acrescida dado que se são muitos vão papar-lhe as gajas todas e gajo, que é pequenito, sente-se prejudicado. E foi assim que no Domingo, e depois de ter ficado sem resposta às dezenas de sms que enviou, baixinho ressabiado decide explicar ao mundo que a razão para passar tanta fominha e não sacar umas gaijas não é ser patético, baixote e ter a placa a cair mas o tal de Val que afinal é vários Upi e lhe froquilhou o jogo todo.)

    (estás a ver como isto não tem nada a ver com política?)

    (as coisas que tu aprendes comigo!!)

  29. E eu vou-te responder como a outra ao Robert Redford – eu querer quero mas não tenho um milhão de euros para te dar…

  30. Ora então, vamos lá… (you’re gonna be sooooooo sorry… And kill me also… But then again… We all die in the end…)

    Não sou capaz… Sou demasiado tua amiga… Porque se não fosse, eu redordaria que o senhor da placa teve bem mais tempo de antena com uma determinada gaija gira que o tal gaijo da mota grande que se chama Val até aos joelhos e Upi daí para cima (e até me vou abster de perguntar em que parte começa o Upi porque há perguntas para as quais eu não quero mesmoooooooooooo saber a resposta).

    Moral: quer-me cá parecer que na vida, no BA e neste caso em particular se dá demasiado tempo de antena a gaijos desinteressantes, com placas soltas, com problemas de baixa auto-estima que só conseguem ser alguém (ainda que momentaneamente) usando de golpes baixos e dando secas de dimensões épicas às pessoas que gostariam de ser se um dia fossem pessoa.

  31. Estás a ver como percebeste tudo tão bem? Sou tão boa explicadeira.

    (e também percebeste que o pior pode mesmo não ser a morte….)

  32. (Podes dizer ao grande pensador do próximo tempo que amanhã levo-lhe bolo de cenoura mas do cor de laranja mesmo…)

    (e o que gosto de dar cabo de caixas de comentários sérias?…)

  33. A eloquência das suas palavras foram música para os meus ouvidos.
    Como já lhe disseram é por textos destes e outros tantos que tenho imenso gosto em acompanhar o seu blog.

  34. Eu não concordo com todos os posts do Val, alguns acho-os muito bons e um ou outro uma merda.
    O que não percebo é que como é que as pessoas vão para a blogosfera mostrar uma cusquice tão nojenta, tão baixa, e tão doentia. Se eu escrevesse uma coisa assim borrava a cara com merda.
    Também não acho que o Val está a ser assim tão corajoso, acho que está apenas a fazer uma coisa normalíssima, não tem nada que saber encontrar o tal Carlos e mete-lo na ordem. Mas desconfio que o gajo não aparece.
    Que é que as pessoas têm a ver com quem é ou deixa de ser o Val? Puta que pariu, é mesmo o tipo de merda que me mete o maior nojo. Só mesmo um filho da puta de um anormal que adora dar nas vistas é que não percebe que as pessoas têm o direito de estar sossegadinhas na sua vida sem ter necessidade de ter o seu nome escarrapachado num blogue, especialmente se não chamam filho da puta a alguém, como eu faço.

  35. Val, cheira a armadilha à légua. Já perceberam que não conseguem derrotar-te no campo das ideias, resta-lhes conhecer-te fisicamente para poderem atacar a pessoa que odeiam. Farão contigo o que fizeram a Sócrates, inventam-te amantes, comportamentos dúbios, pressionarão os teus patrões e os clientes da empresa onde trabalhas. Cuidado com essas ratazanas fascistas, são venenosas e movem-se nos subterrâneos da economia, da cultura, das finanças, dos jornais, etc.

  36. aposto 5 contra 500: a ZUZU anda por aqui.
    sugestão: eu e quem se candidatar, fazemos uma espera a esse tal CS. O Val pode fazer de cabo de forcados.

  37. puf, isto assim dá muito stress, nem pensar, eu faço amandando uma kpk vai que não vai e tá.

    Pois eu também sempre gostei muito do Upi, foi por isso Tereza. Nos momentos de ardor deixava cair o a e ficava Vlupiiiiii. Agora se são muitos já não sei. Seria notável vários conseguirem manter o estilo ímpar, ainda assim o Valupi saiu-me católico recente num post e depois já não era, mas com isto da liberdade religiosa não se pode dizer nada. Eu também vai tudo ao molhe e fé em Deus,

    agora tenho um bando de putos a passar-me na rua, todos contentes

  38. Devem regozijar-se com tal estudo. Há ainda quem se importe com bagatelas da blogosfera. O mundo real só conhece a aspirina c.

  39. A Comunicação Social, no seu conceito mais tradicional, encontra-se empenhada em pregar uma nova versão do apocalipse, da autoria de verdadeiros apóstolos da desgraça, organizados numa seita fanática com mais ódio a José Sócrates do que os talibãs ao George Bush. Contam, evidentemente, com o apoio discreto altas figuras do estado e do apoio parcial do poder judicial.
    Contavam, certamente, com maiores facilidades. E na verdade, como o Val em post anterior já o escreveu, nenhum outro político português da actualidade teria dimensão para resistir tão estoicamente às tentativas de assassinato político, continuadas e generalizadas, como o actual primeiro – ministro.
    Nesta perspectiva, adquirida a supremacia nos meios de comunicação social, constitui uma enorme perturbação para os tais profetas que existam pessoas que não temam a “excomunhão”, e continuem livremente a expressar pontos de vista contrários à “moral”. O povo, ou pelo menos parte significativa, não teme o “apocalipse”. E sem medo não existe verdadeira “fé”.
    Aqui chegados, entra o Val e o Aspirina, entre outros.
    Sim, o Val fala muitas vezes por mim, e acredito que por muitas outras pessoas. É seguramente a voz de muita gente indignada que engole em silêncio as patranhas que outros produzem.
    É a caneta daqueles que, como eu, não conseguem exteriorizar, na escrita, por falta de engenho e competência, emoções, angústias e indignação.
    E porque o faz com reconhecida competência, com enorme classe, sustentado em vastos conhecimentos, é um alvo.
    Não fora isso, e ninguém lhe ligaria patavina…

  40. para quem tem 2 dedos de testa e não é um vendido (ou seja, não é o caso do Valupi) percebeu-se desde o inicio que o CS era um vigarista. Diga-se que o valupi não é muito diferente dele, apenas escreve com mais estilo, mas não com mais lucidez.

  41. Nunca fui apreciador de touradas mas percebe-se que a parte mais comprometedora é o espernear do touro. A parte do espectáculo público é brejeira e impostora: olés daqui, pegas dacolá, bandarilhas assim e assado e venha uma orelha. A comunicação social procura o mesmo equilíbrio: artistas, touros e clientes.

    Só um palerma intelectualmente desleixado e movido por rastejantes intenções se permite afirmar que és virtual e produzido por vários indivíduos. Quer pela coerência da escrita, quer das ideias sobre um tão variado leque de temáticas. E que assim fosse onde é que estava o problema? E logo quando falamos de política, onde os partidos estão repletos de camafeus que se limitam a papaguear o dono.

    Inclino-me mais para um elogio envergonhado vindo directamente de quem se reconhece insignificante de capacidades para te refutar. É uma estratégia com barbas na nossa sociedade. Mas também só tem barbas. E lembra aqueles colegas de escola que todos tivemos: marrões, sempre no topo e nunca tiveram uma puta duma ideia para se fazer o quer que seja com jeito e que acabam cabotinos de mal dizer desprezados por todos.

    A procura de protagonismo cega bastante e é tão positivo que as luzes da ribalta iluminem tanto os exemplos de mérito como a porcaria para que seja bem evidente a diferença entre ambos. O facto da comunicação social preferir sobretudo a segunda opção tem razões do foro psicológico e de outras disfuncionalidades do meio.

    Saia mas é um Prémio Carreira para o fulano. Já está mais do que justificado, essa é que é essa. Ou então um cargo governamental do tipo secretário de estado. Da administração interna, por exemplo… Assentava que nem ginjas!
    (Olha o telefone, pá! Interferências e isso, pois, : )

  42. Valupi,
    tiro certeiro. Deixe-o a falar sózinho, a fazer as montagens de emails que quiser. Conheci-o na Regra de Jogo e sendo um talentoso economista, como pessoa – nos momentos em que a sabujice não lhe dobra a espinal medula até ao chão – é um pobre diabo que quando chegou à idade adulta não deixou de sonhar que é o super-homem e o grande justiceiro da batata. É uma pena, mas é inofensivo.
    felicidades

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