Por aqui é que vamos

“Os portugueses vivem aquém das suas possibilidades”

Costa – 2015

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O combate ideológico no Portugal de 2015 é este e mais nenhum. De 2008 à Troika, da Troika a Passos, uma direita decadente explorou as colossais crises internacionais e as inauditas golpadas internas para alcançar o que durante décadas julgou impossível obter apenas com o recurso ao voto: a degradação abrupta dos funcionários públicos, dos serviços do Estado, dos reformados e da classe média. Embrulharam na retórica vil do castigo histórico aos estroinas e madraços da ocidental praia lusitana, esse revanchismo contra o 25 de Abril, um desvario guloso que afundou o País no resgate de emergência – para o qual havia alternativa – e numa austeridade fundamentalista além-Troika que violou a racionalidade orçamental, económica e social. Usaram as nossas fraquezas endémicas e sistémicas para nos enfraquecerem ainda mais.

Antes de se discutirem os números futuros, quaisquer números, temos de acertar contas com quem nos tratou como gado para abate. Temos de restaurar o respeito por nós próprios.

4 comentários a “Por aqui é que vamos”

  1. Ena, fantastico Melga ! Vamos ter uma bussola ! Ninguém se tinha lembrado desta ! Uma bussola, Meu Deus. Afinal era simples. Era so isto. Estamos salvos. Jersusalém à vista.

    Hosana ! Hosana !

  2. É mesmo verdade, ó Melga!
    Dá uma dorzita no corno, mas terá que ser.
    E eu que sigo os bons exemplos nem me importo nada de te pedir desculpa. Dá-te jeito?!

  3. oh sana… oh sana, é o hotel do regime, onde reunia o partido do governo que nos livrou da troika e trouxe de novo a prosperidade e o emprego.

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