Pensava que era uma lenda urbana, mas aconteceu mesmo

PSD desafia Costa a retirar confiança à candidatura do PS a Loures

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Aconteceu, está acontecido. O PSD ficou indignado porque a candidata do PS em Loures abriu a boca e deixou escapar que admitia vir a aliar-se a André Ventura após as eleições. Nas imortais palavras de Pedro Pinto, presidente da distrital de Lisboa do PSD, eis o repto: “Queremos saber qual é posição do secretário-geral do PS nesta matéria e saber se vai tirar consequências políticas”.

O caso não é para menos. Pedro Pinto acha chocante que Sónia Paixão, pessoa que acumula a candidatura autárquica com ser funcionária da CML escolhida por Costa, se atreva a declarar a sua disponibilidade para vir a trabalhar com um candidato populista, demagogo, racista, militarista e defensor da pena de morte, entre outras barbaridades já ditas ou por dizer até ao último dia da campanha eleitoral. Naturalmente, o PSD tinha de reagir e chamar Costa às suas responsabilidades.

Vamos, então, aguardar. Com serenidade, mas igualmente com sentido de urgência. É um momento definidor para o futuro político de António Costa e respectivo legado do Partido Socialista em questões fundamentais atinentes à defesa da Constituição, dos direitos humanos e da mais básica decência cívica.

14 comentários a “Pensava que era uma lenda urbana, mas aconteceu mesmo”

  1. “vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado” e “acham que estão acima das regras do Estado de Direito.”

    Dizer isto é hoje impoliticamente correto, mas é a pura da verdade,,,
    A maior parte dos discursos politicamente corretos de hoje são a expressão de novos preconceitos sociais.

  2. Sónia Paixão já veio a público desmentir esta noticia, pode se ler no sua página do Facebook o seguinte:

    Esclarecimento:
    Em caso algum admito fazer coligação com o PSD e muito menos com André Ventura.
    Concorro a Presidente da Câmara de Loures. André Ventura concorre a vereador. Quem está coligado com o PSD é a CDU e Bernardino Soares. Aliás, a CDU não afastou a possibilidade de manter a actual coligação com o PSD, adiando a decisão para depois das eleições.
    O título da notícia do Observador é abusivo na medida em que nunca expressei essa intenção.
    Sónia Paixão

  3. o Observador a criar “factos”. Depois de Tancos, com os incêndios a extinguir-se, é preciso dar lume ao laranjal, que monta logo estas “encomendas” Tristes

  4. ppffff. :-) está esclarecido o abuso. mas e quê? os portugueses que não frequentam o FB não têm de ser esclarecidos? homessa! é bom que comecem a pensar nisso.

  5. olha , olha , o Costa está tramado aqui :) o deus da casa disse que ele não tem tomates e há que prová-lo , hein ? a natureza humana é ridícula , god.

  6. Mas, este Pedro Pinto não é o que foi derrotado em Sintra? O amigo antigo
    do Passoilo das travessuras na JSD? Será que se aguenta em bicos de pés?

  7. A entrevista da Sónia Paixão a que o provocador Pinto se refere é aquela em que ela diz que o Ventura não é candidato a presidente, mas a vereador (traduzido para totós: ela acha que o Ventura jamais será presidente). A maneira ambígua como o terá dito, ou seja, que o Ventura poderia dar “um bom vereador” mas nunca “um bom presidente”, é que deu luz verde ao provocador Pinto e à cloaca Observatória para tirarem as ilações merdosas a que já nos habituaram. Não há mais nada a dizer sobre isto, a não ser que a Sónia deveria ter talvez mais tento na língua, para não dar abébias nenhumas aos badalhocos provocadores do costume.

  8. Como vimos ontem na TV, ‘AMANHÃ’, nem sempre a forma de democracia aqui usada funciona.
    Nas eleições passadas o sistema foi reprovado por 53% dos eleitores que escolheram
    o NABO, N-ulo, A-bstenção, B-ranco, O-utros(nanopartidos).
    As soluções apregoadas ontem já foram utilizadas e o são ainda hoje em outros países e distritos.
    É o caso de uma AR com deputados “eleitos por sorteio, entre inscritos”.
    Na ISLÂNDIA a nova constituição foi redigida por representantes dos cidadãos, sem base política, com debates com quem lá quisesse estar,
    e sugestões vindas por email de qualquer eleitor registado.
    Na DINAMARCA as novas leis são AVALIADAS por grupos representativos dos por elas afectados,
    como professores, ou PMEs ou contribuintes e ainda por jovens advogados que defendem as causas
    dos que não têm recursos próprios e são subsidiados pelo governo. Tudo isto após uns 11meses,
    pois novas leis só valem por 13 meses, terão que ser re-redigidas e operacionalizadas por regulamentos para atender os objectivos da sua criação.
    Hoje autarcas e políticos são eleitos aqui pela sua oratória, mesmo que vazia ou mentirosa. E pelo neuro-marketing que custa balúrdios e é financiado pelos grandes construtores, malta do imobiliário, etc.
    Eis uma sugestão:
    https://www.vidaeconomica.pt/vida-economica-1/atualidade-40/abaixo-os-pm-vivam-os-reis-i
    Se lá puderam, pq é q não por cá? YES, WE CAN!

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