3 thoughts on “Paralelas”

  1. Quando tinha doze anitos, uma priminha que à época já andava na faculdade e costumava passar as férias de verão lá em casa, resolveu que eu já poderia ter alguma utilidade e não se coibiu de explorar reiteradamente o meu limitado potencial .
    Dois anos mais tarde, foi a minha explicadora de matemática ( ao tempo já casada e com os trinta feitos )que achou que eu teria melhor aproveitamento no sofá que na álgebra.
    Ao tempo em que já era estagiário em certo departamento da administração pública, a minha superior hierárquica ( engenheira na casa dos quarenta, casada e com dois filhos, …) depois de investidas quase diárias e sem a resposta esperada da minha parte( na verdade eu até admitia que estivesse a perceber tudo mal…), houve um dia em que, já toda lixada, se virou para mim e não esteve com meias palavras: “Ouve lá, tu és panasca?”
    Passados uns anos, estava eu a tomar um copo ao balcão do Speakeasy, quando foi abordado por uma dama muito bem apessoada que para inicio de conversa me lançou a seguinte pergunta: “Sabes foder?”
    E isso para não falar daquela prima da minha ex a quem tinha dado boleia para o Algarve e que entendeu por bem que a melhor forma de passar o tempo na fila para sair da 25 Abril seria fazendo-me uma mamada.Ou da mulher daquele amigo que…
    Bom, fiquemos por aqui, pois isto de assédio, como se sabe, é uma cena exclusiva de gajos.

  2. todas as mulheres passamos por esse tipo de situação e as normais lidamos com isso de forma perfeitamente natural , não somos desvalidas nem vamos olhar para o secxo masculino como um inimigo da mulher como essa cambada de lésbicas quer. uma nova era victoriana pela mão de gayzada que quer separar as mulheres dos homens ? olha , tomem , e agora imaginem um desenho dum manguito.

  3. nunca é tarde.

    convém, no entanto, ficar bem vincada a distinção entre piropo e assédio – o assédio é sempre uma iteração no tempo e/ou na frequência. há piropos felizes, e isolados no emissor, que fazem rir.

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