O que nos vale é já ter acabado a impunidade

Joana Marques Vidal, de acordo com esta notícia: PGR angolana exige desmentido a Joana Marques Vidal, impediu que se pedisse formalmente à Procuradoria-Geral Angolana o interrogatório de Manuel Vicente no âmbito de um inquérito a Orlando Figueira relativo à suspeita de arquivamento de processos judiciais a troco de dinheiro.

Este episódio não gerou, que tenha apanhado, sequer uma opinião fugidia no comentariado nacional. Porém, o que na notícia se descreve é factualmente anómalo até para um leigo – como se prova pela posição da PGA. A influência de Angola na economia portuguesa esmoreceu com a baixa do preço do petróleo, mas as gigantescas fortunas na posse da elite angolana continuam a fazer-se presentes na nossa sociedade. Neste caso em que temos uma juliana onde aparecem angolanos poderosos, a procuradora-geral que foi escolhida pelo PSD e CDS para acabar com a impunidade socialista, o tal procurador acusado de corrupção que andava a emprestar dinheiro ao tal juiz que nunca recebeu empréstimos e que papa corruptos ao pequeno-almoço, e ainda o chibanço deste sobre o que lhe terá contado aquele a respeito de Proença de Carvalho (famoso manipulador de jornalistas e opinadores nessa organização mafiosa chamada Global Media, de acordo com o jornalismo de opinião praticado no Público do David Dinis), não há mais nada para explicar? Aquilo que aparenta ter sido a intencional criação de um erro no processo que poderá acabar por torná-lo inviável fica como um acontecimento que não desperta a curiosidade de jornalistas, deputados e governantes?

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12 comentários a “O que nos vale é já ter acabado a impunidade”

  1. Valupi, não sei se queres “dialogar” com a PGR portuguesa, com os bandidos do DCIAP de uma forma geral ou, ainda, se inconscientemente não te importas de meter ao barulho a ministra Francisca Van Dunen e o MNE Augusto Santos Silva (em último recurso chegar-lhe-ão as cenas de notificações e as cartas rogatórias de e para Angola mais a falta que elas fazem no âmbito da Operação Marquês…), até porque não se sabe se o assunto lhes caiu, ou lhes pode cair, no ou nos colo/s. Politicamente e em dose dupla, digo.

    Assim sendo, e como te disse que não sei, especulo se esta é uma maneira de meter tudo ao barulho num pacote embrulhado em papel de jornal mas parece-me que será, seguramente, um sintoma de falta de cabeça (ou a falta que ela faz, repetindo-me).

  2. bem , Deus , dai-me paciência…..não consigo perceber para que serve requentar comida ensonsa , enfim.

    “Esta missiva iria seguir os trâmites habituais: da PGR portuguesa para a PGR angolana. Só que esta carta nunca chegou a sair de Portugal. Joana Marques Vidal optou por perguntar diretamente ao seu homólogo angolano se existia alguma possibilidade de as autoridades daquele país cumprirem o que lhes é pedido na carta rogatória. “À luz da lei constitucional de Angola existe alguma possibilidade de ser levantado o regime de imunidade de que goza o vice-presidente de Angola? Em caso de um eventual pedido de extradição poderá equacionar-se a hipótese de deferimento?”, questionou.

    Dado a resposta vinda de Angola ser negativa, Joana Marques Vidal decidiu não enviar a carta, “para evitar a prática de actos inúteis e prevenir previsíveis demoras processuais.” Já a 30 de janeiro deste ano a carta rogatória é devolvida às procuradoras do DCIAP, com a menção de que não foi possível executar o que nela era pedido.”

    http://expresso.sapo.pt/revista-de-imprensa/2017-04-17-PGR-angolana-exige-desmentido-de-Joana-Marques-Vidal

  3. Não me consta que no caso de Sócrates (Processo Marquês) os senhores Procuradores tenham perguntado se “… existia alguma possibilidade de as autoridades daquele país cumprirem o que lhes é pedido na carta rogatória….” Segue carta rogatória e respondam quando entenderem, preferencialmente nunca.

    Dois pesos e duas medidas. Entretanto “pendura-se” o processo num cabide, o tempo que for conveniente, à espera que seque da tanta água que já meteu.

  4. Corvo preto, não seja tonto. Você é um tonto, só escreve tontaria. Fale de jardinagem e caminhadas e de vitor espadinha, deixe o resto para quem sabe. Tanta asneira se tem escrito aqui sobre processos judiciais, são francamente asneiras de tomo, e você é um dos que “sopeiriza” o tema.

  5. lamento soistrampa, mas o corvo negro é o unico a comentar decentemente este post e mais, a ir direito ao amago da questão: os dois pesos e duas medidas utilizados sem pudor para esmiuçar a política nacional !

  6. Isabel, seria decente era virgular e acentuar jeitosamente o seu comentário. O seu, que o do Corvo Negro nem é bem sobre a provocaçãozinha do Valupi, mas é sobre o que eu disse ontem. Fugazmente, aliás, que tem origem no gás natural mas que pode ser inflamável.

  7. isabel
    11 DE MAIO DE 2017 ÀS 16:37
    lamento soistrampa, mas o corvo negro é o unico a comentar decentemente este post e mais, a ir direito ao amago da questão: os dois pesos e duas medidas utilizados sem pudor para esmiuçar a política nacional !

    A Sr.ª. comentadora também gosta de jardinagem é? E que faz às ervas daninhas, diga, diga lá?

  8. Santo Deus ( provocação dirigida à Penelope, que noutro lado, se aventura a perorar contra a religião em geral ) tudo serve de arma de arremesso para denegrir a justiça portuguesa, no caso, até serve a “justiça” de um país africano, no estádio primário de jardim de infância ( ainda nos primeiros passos a gatinhar e com tremendos trambolhões no processo de aprendizagem da democracia ) .
    Tenha vergonha Valupi !

  9. jpferra, antes andavas de biberon mas és vegetariano agora?

    biberon (contra as birras do jpferra), mamadera (en Mexico, Argentina y Chile), mema (en Uruguay), mamila (en México), pepe (en Honduras), chupón (en Costa Rica), pacha (en El Salvador , Nicaragua y Guatemala), o tetero (en Colombia y Venezuela).

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