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	<title>Comentários em: O PÚBLICO mudou; mas para melhor?</title>
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	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 21:34:13 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Movirmento Pela Net Mais Barata</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15396</link>
		<dc:creator>Movirmento Pela Net Mais Barata</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Mar 2007 11:51:18 +0000</pubDate>
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		<description>Sim, eu próprio não estou certo da mudança ser boa, mas há também inúmeras fontes exclusivamente de existência electrónica que oferecem comentários de fundo, reflexões ponderadas e de longa gestação. Não se trata de nenhuma conspiração capitalista, agora contra os pobres jornais em papel dos pobres trabalhadores outra vez explorados. Trata-se da racionalidade cultural a ser transformada pela racionalidade económica, e esta pela racionalidade tecnológica.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, eu próprio não estou certo da mudança ser boa, mas há também inúmeras fontes exclusivamente de existência electrónica que oferecem comentários de fundo, reflexões ponderadas e de longa gestação. Não se trata de nenhuma conspiração capitalista, agora contra os pobres jornais em papel dos pobres trabalhadores outra vez explorados. Trata-se da racionalidade cultural a ser transformada pela racionalidade económica, e esta pela racionalidade tecnológica.</p>
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		<title>Por: AJ</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15395</link>
		<dc:creator>AJ</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Feb 2007 21:23:28 +0000</pubDate>
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		<description>Mais parece uma revista com tanta foto a cores para "distrair" a atenção dos textos.
Quanto à "arrumação" do jornal parece-me não ter melhorado,antes pelo contrário.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mais parece uma revista com tanta foto a cores para &#8220;distrair&#8221; a atenção dos textos.<br />
Quanto à &#8220;arrumação&#8221; do jornal parece-me não ter melhorado,antes pelo contrário.</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15394</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Feb 2007 14:03:19 +0000</pubDate>
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		<description>Alex

Fruto da magnanimidade do Py, o qual avisa ter uma costela de Hefestion de modo a que ninguém possa depois invocar a Santa Ignorância, ganhaste um salvo-conduto neste caixa (mas só nesta, que o Natal já passou faz tempo).

Assim, em condições normais, passaria agora a explicar-te que a Internet é grande, tão grande que até lá cabe esta informação:

&lt;a href="http://select.nytimes.com/gst/abstract.html?res=F5091FFB395B0C728FDDA90994DE404482" rel="nofollow"&gt;http://select.nytimes.com/gst/abstract.html?res=F5091FFB395B0C728FDDA90994DE404482&lt;/a&gt;


Mas isso era se estivesses sem o salvo-conduto. Portanto, o que tenho para dizer-te é outra coisa, completamente diferente.


Compreendo, e na perfeição, que te poderei ter ofendido com aquela referência  à sujidade. Eu próprio hesitei muito antes de a escrever. Porque eu acho difícil falar dessas coisas. Pelo menos, falar delas em público. A sujidade dos jornais sempre me deixou envergonhado. Depois de ler um jornal, era frequente lavar as mãos 10 ou 15 vezes. Sentia-me um porco (mas não um javali, esclareço porque sei que o amigo Py está a escutar a conversa e esta nota é curial). Outra coisa sobre a qual nunca falei com ninguém diz respeito aos montes de jornais velhos que por vezes ficavam semanas ou meses sem se moverem. Era como se uma força os prendesse onde calhavam cair ou (explicação que prefiro por me parecer mais razoável) como se tivessem vontade própria e não quisessem sair de casa, nem sequer mudar de lugar.

Por tudo isto, dou-te razão. Foi um disparate ter dito o que disse. São coisas das quais não se deve falar.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alex</p>
<p>Fruto da magnanimidade do Py, o qual avisa ter uma costela de Hefestion de modo a que ninguém possa depois invocar a Santa Ignorância, ganhaste um salvo-conduto neste caixa (mas só nesta, que o Natal já passou faz tempo).</p>
<p>Assim, em condições normais, passaria agora a explicar-te que a Internet é grande, tão grande que até lá cabe esta informação:</p>
<p><a href="http://select.nytimes.com/gst/abstract.html?res=F5091FFB395B0C728FDDA90994DE404482" rel="nofollow">http://select.nytimes.com/gst/abstract.html?res=F5091FFB395B0C728FDDA90994DE404482</a></p>
<p>Mas isso era se estivesses sem o salvo-conduto. Portanto, o que tenho para dizer-te é outra coisa, completamente diferente.</p>
<p>Compreendo, e na perfeição, que te poderei ter ofendido com aquela referência  à sujidade. Eu próprio hesitei muito antes de a escrever. Porque eu acho difícil falar dessas coisas. Pelo menos, falar delas em público. A sujidade dos jornais sempre me deixou envergonhado. Depois de ler um jornal, era frequente lavar as mãos 10 ou 15 vezes. Sentia-me um porco (mas não um javali, esclareço porque sei que o amigo Py está a escutar a conversa e esta nota é curial). Outra coisa sobre a qual nunca falei com ninguém diz respeito aos montes de jornais velhos que por vezes ficavam semanas ou meses sem se moverem. Era como se uma força os prendesse onde calhavam cair ou (explicação que prefiro por me parecer mais razoável) como se tivessem vontade própria e não quisessem sair de casa, nem sequer mudar de lugar.</p>
<p>Por tudo isto, dou-te razão. Foi um disparate ter dito o que disse. São coisas das quais não se deve falar.</p>
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		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15393</link>
		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Feb 2007 13:49:45 +0000</pubDate>
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		<description>Está bem, o pyla tem costela de Hefestion e o Valupi tem-na de Alexandre. Justifica-se, portanto, que um sinta a dor (de corno) do outro.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Está bem, o pyla tem costela de Hefestion e o Valupi tem-na de Alexandre. Justifica-se, portanto, que um sinta a dor (de corno) do outro.</p>
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	<item>
		<title>Por: py</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15392</link>
		<dc:creator>py</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Feb 2007 12:21:44 +0000</pubDate>
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		<description>(este Alex é giro, Valupi, não te atires a morder à bruta, que eu tenho uma costela de Hefestion...)
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		<content:encoded><![CDATA[<p>(este Alex é giro, Valupi, não te atires a morder à bruta, que eu tenho uma costela de Hefestion&#8230;)</p>
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		<title>Por: Alex</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15391</link>
		<dc:creator>Alex</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Feb 2007 09:17:31 +0000</pubDate>
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		<description>Ó Valupi

Tu, quando és apanhado a dizer disparates, fazes sempre a fuga em frente vociferando à la Alberto João. Mas isso não te resolve os problemas. Dos exemplos cuja leitura sugeres, e ao contrário do que disparatadamente escreveste, não se fala de qualquer declínio da venda de jornais pelo facto de serem impressos, serem &lt;em&gt;«anti-ecológicos»&lt;/em&gt;, um &lt;em&gt;«desperdício»&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;«sujarem a casa e as mãos»&lt;/em&gt;, e outros disparates tais.

Não me digas que do artigo do Le Mode para o qual me remeteeste achas que o que este relato quer dizer é que o New York Times viu suas vendas diminuir por ser jornal-papel: &lt;em&gt;«In the US the scandal of Jayson Blair - a journalist who falsified facts, plagiarised articles and invented stories - did huge damage to the New York Times, which had often put his stories on the front page (7). This newspaper of reference among the professional classes went through enormous structural changes afterwards: executive editor Howell Raines and managing editor Gerald Boyd were forced to resign, and for the first time a post of ombudsman was created - Daniel Okrent, opinion columnist and former editor-at-large of Time Inc.»&lt;/em&gt;

Ou será que o teu inglês é do Cais do Sodré?

Uma conclusão que daqui se retira é que, lá nos Estados Unidos, os jornais têm os seus leitores em tal conta que o simples facto de um jornalista mentiroso e preguiçoso (tipo &lt;em&gt;copy &#038; paste&lt;/em&gt;, por exemplo), escrever nele algo falso, determina logo que seja posto no olho da rua, levando ainda à reestruturação da cadeia hierárquica respectiva.

Quanto ao segundo &lt;em&gt;link&lt;/em&gt; que apontas, lá se pode ler isto: &lt;em&gt;«The content make the difference, and this applies to any kind of media, printed, online, on air, carved in stone. The paper problem is a faux problem. All that voices going on the line of to hold a paper in yout hands still is another thing than reading a monitor screen are just, pardon my french here, &lt;strong&gt;crap&lt;/strong&gt;. Newspapers are losing readers because they are expensive, inaccurate (generally speaking), marketing-remote-controlled and miles away from the everyday life, and 21st century days, information needs. This is why.»&lt;/em&gt;

Achas que o texto supra tem alguma coisa a ver com os disparates que escreveste? Sobretudo quando afirma &lt;strong&gt;“The paper problem is a &lt;em&gt;faux&lt;/em&gt; problem.”&lt;/strong&gt;?

Achas?

Se não podes ser intelectualmente honesto, ao menos vê se consegues sê-lo «digitalmente». Sem ou com «ubiquidade». Que disso, sim, nos dás lições. Por descobrir.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó Valupi</p>
<p>Tu, quando és apanhado a dizer disparates, fazes sempre a fuga em frente vociferando à la Alberto João. Mas isso não te resolve os problemas. Dos exemplos cuja leitura sugeres, e ao contrário do que disparatadamente escreveste, não se fala de qualquer declínio da venda de jornais pelo facto de serem impressos, serem <em>«anti-ecológicos»</em>, um <em>«desperdício»</em>, <em>«sujarem a casa e as mãos»</em>, e outros disparates tais.</p>
<p>Não me digas que do artigo do Le Mode para o qual me remeteeste achas que o que este relato quer dizer é que o New York Times viu suas vendas diminuir por ser jornal-papel: <em>«In the US the scandal of Jayson Blair - a journalist who falsified facts, plagiarised articles and invented stories - did huge damage to the New York Times, which had often put his stories on the front page (7). This newspaper of reference among the professional classes went through enormous structural changes afterwards: executive editor Howell Raines and managing editor Gerald Boyd were forced to resign, and for the first time a post of ombudsman was created - Daniel Okrent, opinion columnist and former editor-at-large of Time Inc.»</em></p>
<p>Ou será que o teu inglês é do Cais do Sodré?</p>
<p>Uma conclusão que daqui se retira é que, lá nos Estados Unidos, os jornais têm os seus leitores em tal conta que o simples facto de um jornalista mentiroso e preguiçoso (tipo <em>copy &#038; paste</em>, por exemplo), escrever nele algo falso, determina logo que seja posto no olho da rua, levando ainda à reestruturação da cadeia hierárquica respectiva.</p>
<p>Quanto ao segundo <em>link</em> que apontas, lá se pode ler isto: <em>«The content make the difference, and this applies to any kind of media, printed, online, on air, carved in stone. The paper problem is a faux problem. All that voices going on the line of to hold a paper in yout hands still is another thing than reading a monitor screen are just, pardon my french here, <strong>crap</strong>. Newspapers are losing readers because they are expensive, inaccurate (generally speaking), marketing-remote-controlled and miles away from the everyday life, and 21st century days, information needs. This is why.»</em></p>
<p>Achas que o texto supra tem alguma coisa a ver com os disparates que escreveste? Sobretudo quando afirma <strong>“The paper problem is a <em>faux</em> problem.”</strong>?</p>
<p>Achas?</p>
<p>Se não podes ser intelectualmente honesto, ao menos vê se consegues sê-lo «digitalmente». Sem ou com «ubiquidade». Que disso, sim, nos dás lições. Por descobrir.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15390</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2007 23:29:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15390</guid>
		<description>Alex

Saúdo a tua entrada no maravilhoso mundo da Internet. Pelos meus cálculos,  ligaste-te pela primeira vez na vida no dia 23 de Fevereiro de 2007, por volta das 8 da noite, e, por algum misterioso processo que nem os deuses conseguiriam explicar, o primeiro texto que te apareceu à frente foi este meu humilde post. É por isso que não sabes nada de nada.

Assim, a tua primeira tarefa será a de ler este artigo  abaixo indicado, o qual é de um senhor chamado Ignacio Ramonet. Não te assustes, não tens de entender já qual a importância deste nome. Com tempo, e com sorte (aliás, com muito tempo e com muita sorte), vais lá chegar. Por agora, repara no que o senhor diz algures em 2005, portanto já a remeter para anos anteriores. Também te convido a leres com atenção a parte em que se discorre sobre o estado da imprensa nos EUA.

&lt;a href="http://mondediplo.com/2005/01/16press" rel="nofollow"&gt;http://mondediplo.com/2005/01/16press&lt;/a&gt;


Este segundo, e último exemplo, é um texto "ao calhas". É um dos milhares que repetem o mesmo. Lá dentro, recomendo-te o maior cuidado. Contém informações bombásticas quanto à saúde da imprensa escrita americana em papel.

&lt;a href="http://exploded.awcr.org/NYTonlineonly" rel="nofollow"&gt;http://exploded.awcr.org/NYTonlineonly&lt;/a&gt;


Continua a fazer descobertas por descobrir, pois bem precisas.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alex</p>
<p>Saúdo a tua entrada no maravilhoso mundo da Internet. Pelos meus cálculos,  ligaste-te pela primeira vez na vida no dia 23 de Fevereiro de 2007, por volta das 8 da noite, e, por algum misterioso processo que nem os deuses conseguiriam explicar, o primeiro texto que te apareceu à frente foi este meu humilde post. É por isso que não sabes nada de nada.</p>
<p>Assim, a tua primeira tarefa será a de ler este artigo  abaixo indicado, o qual é de um senhor chamado Ignacio Ramonet. Não te assustes, não tens de entender já qual a importância deste nome. Com tempo, e com sorte (aliás, com muito tempo e com muita sorte), vais lá chegar. Por agora, repara no que o senhor diz algures em 2005, portanto já a remeter para anos anteriores. Também te convido a leres com atenção a parte em que se discorre sobre o estado da imprensa nos EUA.</p>
<p><a href="http://mondediplo.com/2005/01/16press" rel="nofollow">http://mondediplo.com/2005/01/16press</a></p>
<p>Este segundo, e último exemplo, é um texto &#8220;ao calhas&#8221;. É um dos milhares que repetem o mesmo. Lá dentro, recomendo-te o maior cuidado. Contém informações bombásticas quanto à saúde da imprensa escrita americana em papel.</p>
<p><a href="http://exploded.awcr.org/NYTonlineonly" rel="nofollow">http://exploded.awcr.org/NYTonlineonly</a></p>
<p>Continua a fazer descobertas por descobrir, pois bem precisas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Pedro</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15389</link>
		<dc:creator>João Pedro</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2007 23:03:46 +0000</pubDate>
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		<description>O Público mudou para pior, não haja dúvida. Quando mais o leio mais me convenço disso. Introduziram imensa palha e retiraram coisas infinitamente mais úteis. A profusão do cores e pequenas informações só serviu para o tornar mais confuso.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Público mudou para pior, não haja dúvida. Quando mais o leio mais me convenço disso. Introduziram imensa palha e retiraram coisas infinitamente mais úteis. A profusão do cores e pequenas informações só serviu para o tornar mais confuso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Alex</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15388</link>
		<dc:creator>Alex</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2007 19:10:50 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;strong&gt;AI É?&lt;/strong&gt;

Nos Estados Unidos da América, por excelência a terra das novas tecnologias e da Internet, os jornais, ao que se sabe, continuam de boa saúde e recomendam-se.

Quer o Valupi fazer um pequeno exercício de raciocínio sobre o porquê disso?

Ou crê que na América não ligam a &lt;em&gt;«um dia de atraso num ambiente empanzinado de informação»&lt;/em&gt;, não querem saber se &lt;em&gt;«um jornal é anti-ecológico»&lt;/em&gt; ou não, e não se importam de viver com as mãos e a casa sujas.

O problema é outro, ó Valupi. Compare os jornais norte-americanos com os portugueses e descubra que lá nos &lt;em&gt;states&lt;/em&gt; os jornalistas trabalham que se desunham para produzir textos diferentes (diria únicos), no que a mesma matéria noticiosa recebe tratamento muito diferente de jornal(ista) para jornal(ista); lá não funciona o &lt;em&gt;copy &#038; paste&lt;/em&gt; habitual dos jornais portugueses.

Mas do que eu gostei mesmo na sua prosa foi aquela da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;«ubiquidade digital»&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Uma autêntica descoberta por descobrir.

Alex

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><strong>AI É?</strong></p>
<p>Nos Estados Unidos da América, por excelência a terra das novas tecnologias e da Internet, os jornais, ao que se sabe, continuam de boa saúde e recomendam-se.</p>
<p>Quer o Valupi fazer um pequeno exercício de raciocínio sobre o porquê disso?</p>
<p>Ou crê que na América não ligam a <em>«um dia de atraso num ambiente empanzinado de informação»</em>, não querem saber se <em>«um jornal é anti-ecológico»</em> ou não, e não se importam de viver com as mãos e a casa sujas.</p>
<p>O problema é outro, ó Valupi. Compare os jornais norte-americanos com os portugueses e descubra que lá nos <em>states</em> os jornalistas trabalham que se desunham para produzir textos diferentes (diria únicos), no que a mesma matéria noticiosa recebe tratamento muito diferente de jornal(ista) para jornal(ista); lá não funciona o <em>copy &#038; paste</em> habitual dos jornais portugueses.</p>
<p>Mas do que eu gostei mesmo na sua prosa foi aquela da <em><strong>«ubiquidade digital»</strong></em>. Uma autêntica descoberta por descobrir.</p>
<p>Alex</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sansão</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15387</link>
		<dc:creator>Sansão</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2007 13:05:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15387</guid>
		<description>Depois da aldrabice em que se meteu, duvido !

A pior marosca de sempre

Se algum dia existir um concurso para eleger a pior marosca de sempre, esta será uma forte candidata. Em resposta à eleição d’Os Grandes Portugueses, na RTP, o programa Eixo do Mal, transmitido na SIC Notícias e produzido pelas Produções Fictícias, iniciou em Dezembro do ano passado uma votação para eleger O Pior Português de Sempre, onde se propunha encontrar “a personalidade que mais contribuiu para a ruína do nosso País”.
Mas, apesar do símbolo da iniciativa e da insistência dos protagonistas do Eixo do Mal em que António de Oliveira Salazar deveria ser eleito como O Pior Português, os resultados da votação online no blogue oficial iam numa direcção diferente (a outra tese defendida por eles no programa era a que "os piores portugueses de sempre são os que votam em Salazar na eleição para os Grandes Portugueses"). Até que, uma semana antes do fim do escrutínio, foi anunciada uma fase extraordinária e criada uma votação nova, ignorando os mais de 26000 votos da anterior. Ao contrário da primeira, esta segunda votação nunca apresentou os resultados em tempo real. É também curioso que quando esta nova votação começou foi logo gravada uma reportagem sobre a eleição de Salazar como O Pior Português.
Na passada terça-feira, dia 13, foi dada por terminada a eleição. Nesse dia, pouco antes da transmissão do documentário sobre Salazar na RTP, a SIC Notícias emitiu uma gala onde, com pompa e circunstância, o Eixo do Mal anunciou o vencedor da votação do Pior Português: António de Oliveira Salazar, com 5132 votos (39.21%). Este "facto" fez a primeira página de jornais como o Público (na imagem). No entanto, no decurso de uma exaustiva e melindrosa investigação virtual, conseguimos ter acesso aos verdadeiros resultados das duas fases de votações, que podem ser vistos aqui:
Votação 1 (1 de Dezembro a 4 de Fevereiro)
Votação 2 (5 a 13 de Fevereiro)
Em ambas as votações o vencedor é outra figura bastante diferente, um tal de  Mário Soares. Se isto era tudo uma brincadeira, para quê a marosca? É evidente o conceito de democracia destes senhores. Epa, para a próxima tenham mais cuidado! É que nas eleições que temos tido em Portugal a coisa é feita de forma um bocadinho mais discreta… tão a ver?
Já agora, será que o vencedor d’Os Grandes Portugueses também será escolhido assim?
É também de referir o facto de Soares já ter sido eleito como O Pior Português de Sempre numa votação feita o ano passado no blogue Do Portugal Profundo.



</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da aldrabice em que se meteu, duvido !</p>
<p>A pior marosca de sempre</p>
<p>Se algum dia existir um concurso para eleger a pior marosca de sempre, esta será uma forte candidata. Em resposta à eleição d’Os Grandes Portugueses, na RTP, o programa Eixo do Mal, transmitido na SIC Notícias e produzido pelas Produções Fictícias, iniciou em Dezembro do ano passado uma votação para eleger O Pior Português de Sempre, onde se propunha encontrar “a personalidade que mais contribuiu para a ruína do nosso País”.<br />
Mas, apesar do símbolo da iniciativa e da insistência dos protagonistas do Eixo do Mal em que António de Oliveira Salazar deveria ser eleito como O Pior Português, os resultados da votação online no blogue oficial iam numa direcção diferente (a outra tese defendida por eles no programa era a que &#8220;os piores portugueses de sempre são os que votam em Salazar na eleição para os Grandes Portugueses&#8221;). Até que, uma semana antes do fim do escrutínio, foi anunciada uma fase extraordinária e criada uma votação nova, ignorando os mais de 26000 votos da anterior. Ao contrário da primeira, esta segunda votação nunca apresentou os resultados em tempo real. É também curioso que quando esta nova votação começou foi logo gravada uma reportagem sobre a eleição de Salazar como O Pior Português.<br />
Na passada terça-feira, dia 13, foi dada por terminada a eleição. Nesse dia, pouco antes da transmissão do documentário sobre Salazar na RTP, a SIC Notícias emitiu uma gala onde, com pompa e circunstância, o Eixo do Mal anunciou o vencedor da votação do Pior Português: António de Oliveira Salazar, com 5132 votos (39.21%). Este &#8220;facto&#8221; fez a primeira página de jornais como o Público (na imagem). No entanto, no decurso de uma exaustiva e melindrosa investigação virtual, conseguimos ter acesso aos verdadeiros resultados das duas fases de votações, que podem ser vistos aqui:<br />
Votação 1 (1 de Dezembro a 4 de Fevereiro)<br />
Votação 2 (5 a 13 de Fevereiro)<br />
Em ambas as votações o vencedor é outra figura bastante diferente, um tal de  Mário Soares. Se isto era tudo uma brincadeira, para quê a marosca? É evidente o conceito de democracia destes senhores. Epa, para a próxima tenham mais cuidado! É que nas eleições que temos tido em Portugal a coisa é feita de forma um bocadinho mais discreta… tão a ver?<br />
Já agora, será que o vencedor d’Os Grandes Portugueses também será escolhido assim?<br />
É também de referir o facto de Soares já ter sido eleito como O Pior Português de Sempre numa votação feita o ano passado no blogue Do Portugal Profundo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: sininho</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15386</link>
		<dc:creator>sininho</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2007 00:54:57 +0000</pubDate>
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		<description>São raros os que apreciam uma mudança no seu agradável quotidiano.

O jornal é bicho viciante. Vai de abraço até casa, faz-nos companhia ao pequeno-almoço, senta-se na sala connosco, vai e volta da praia, aquece a lareira do dia seguinte e chega mesmo a deitar-se na nossa caminha.

Tenho uma vaga ideia que esta não é a "primeira lavagem" de cara do Público.
Desta vez acho que ouve uma nítida tentativa de agradar ao Público... feminino. Será que vi mal!?

P.S. - Ainda bem que o SOL apareceu antes da mudança P.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>São raros os que apreciam uma mudança no seu agradável quotidiano.</p>
<p>O jornal é bicho viciante. Vai de abraço até casa, faz-nos companhia ao pequeno-almoço, senta-se na sala connosco, vai e volta da praia, aquece a lareira do dia seguinte e chega mesmo a deitar-se na nossa caminha.</p>
<p>Tenho uma vaga ideia que esta não é a &#8220;primeira lavagem&#8221; de cara do Público.<br />
Desta vez acho que ouve uma nítida tentativa de agradar ao Público&#8230; feminino. Será que vi mal!?</p>
<p>P.S. - Ainda bem que o SOL apareceu antes da mudança P.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: ...</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15385</link>
		<dc:creator>...</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2007 00:50:53 +0000</pubDate>
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		<description>Percebo-o.Digamos que os simbolismos e subtilezas que valorizo são outros. Quanto às cartas ao director, desde que escrevi certa vez uma(não necessariamente ao Público) e não foi publicada tive a firme certeza de que a amostra diária está a léguas de ser representativa da voz do «povo». Venham pois os comentários online que já é tempo.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Percebo-o.Digamos que os simbolismos e subtilezas que valorizo são outros. Quanto às cartas ao director, desde que escrevi certa vez uma(não necessariamente ao Público) e não foi publicada tive a firme certeza de que a amostra diária está a léguas de ser representativa da voz do «povo». Venham pois os comentários online que já é tempo.</p>
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	<item>
		<title>Por: py</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15384</link>
		<dc:creator>py</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2007 23:27:49 +0000</pubDate>
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		<description>'te manhã
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		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8216;te manhã</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15383</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2007 23:27:21 +0000</pubDate>
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		<description>Py

Manda por email para o Aspirina, e aproveita para esclarecer o que queres que se faça de especial, se há formatações a respeitar, etc.

Enfim, diz de tua justiça e fogo à peça.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Py</p>
<p>Manda por email para o Aspirina, e aproveita para esclarecer o que queres que se faça de especial, se há formatações a respeitar, etc.</p>
<p>Enfim, diz de tua justiça e fogo à peça.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>Por: py</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15382</link>
		<dc:creator>py</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2007 23:26:25 +0000</pubDate>
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		<description>fica já tratado:

Os fogos e o carbono

Os danos causados por ignorância são mais propriamente chamados erros
Aristóteles, Ética a Nicómaco

Em 1971, numa comunicação apresentada na Suécia, Lester Match afirmava que os cálculos, tendo em conta as trocas de dióxido de carbono (CO2) entre a biosfera e os oceanos, previam que a concentração de CO2 na atmosfera no ano 2000 atingisse as 380 ppm (partes por milhão). O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, no seu relatório apresentado em Fevereiro de 2007, refere que o CO2 é a componente antropogénica mais importante dos gases com efeito de estufa, e que a sua concentração atmosférica aumentou de um nível de cerca de 280 ppm, por volta de 1750, para um valor de 379 ppm em 2005.

Não foi portanto por falta de previsões atempadas que se não se contrariou o estado actual e o aquecimento global emergente, embora não seja despicienda a natureza conservadora dos testes (de hipóteses) estatísticos, tornando necessária uma enorme evidência para concluir, como hoje é adquirido, que é verosímil que as alterações climáticas ocorram por influência do homem.

Portugal, no Plano Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC 2006), aprovado pelo Governo em Agosto de 2006, apresenta para 2010 (o ano médio do período 2008-2012) a expectativa de sequestrar o equivalente a cerca de 3,36 milhões de toneladas de CO2 por via das actividades de florestação, reflorestação e desflorestação, previstas no nº 3 do artº 3º do Protocolo de Quioto – de contabilização obrigatória - a que se juntam outras 3,69 milhões de toneladas de CO2, associadas ao nº4 do mesmo artigo, relativas a políticas e medidas adicionais de gestão florestal, agrícola e de pastagens. No total é o equivalente a mais de 7 milhões de toneladas de CO2 por ano, que se prevê possam ser retidas nos sumidoiros vegetais, por acção da fotossíntese, complementada por boas práticas de gestão e biotecnologia. Este número é apresentado como um resultado final, líquido, que permite descontar outro tanto nas emissões industriais.

Interrogo-me, no entanto, se as emissões directas dos fogos florestais terão sido devidamente contabilizadas nesse balanço. Tomando como referência o cenário de 100000 hectares (ha) ardidos por ano, e os valores médios de conteúdo de carbono para as diferentes componentes dos ecossistemas silvestres na Europa,  infere-se uma estimativa grosseira: de que essa área ardida pode corresponder à emissão de cerca de 8 milhões de toneladas de CO2, ou até mais. Embora a economia dos fogos florestais ainda não internalize as perdas de biodiversidade ou a erosão dos solos, o mercado do carbono permite estimar o valor dessa emissão bruta: tomando como referência €12 por tonelada de CO2 (o valor utilizado no PNAC 2006), aquele volume de emissões dos arvoredos queimados perfaz quase 100 milhões de euros. Os mais de 400000 ha ardidos em 2003 teriam assim um valor estimável de cerca de 500 milhões de euros, só em carbono emitido!

De facto, não se vê porque é que a “indústria do fogo”, uma metáfora – alguns dirão: uma metonímia – para designar o conjunto de interesses e atitudes que relevam de uma cultura pirófila, não deve ser objecto do mesmo rigor de aferição que as indústrias propriamente ditas. Certo é que se pode admitir uma baseline própria dos ecossistemas mediterrânicos - em 1985, António Manuel de Azevedo Gomes, deputado socialista e catedrático do ISA, afirmava que 10000 ha seria o montante normal de área ardida no país, por ano, tendo em conta o clima, as espécies e a história. Hoje, com o aquecimento global, e a expressão crescente do eucaliptal, esse limiar será outro. Mas tem custos que não devem ser ignorados e, dir-se-ia mesmo, desde já acautelados, com investigação apurada e medidas de prevenção. Convém não esquecer que mesmo em Janeiro arderam 100 ha. Como será o Verão?


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>fica já tratado:</p>
<p>Os fogos e o carbono</p>
<p>Os danos causados por ignorância são mais propriamente chamados erros<br />
Aristóteles, Ética a Nicómaco</p>
<p>Em 1971, numa comunicação apresentada na Suécia, Lester Match afirmava que os cálculos, tendo em conta as trocas de dióxido de carbono (CO2) entre a biosfera e os oceanos, previam que a concentração de CO2 na atmosfera no ano 2000 atingisse as 380 ppm (partes por milhão). O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, no seu relatório apresentado em Fevereiro de 2007, refere que o CO2 é a componente antropogénica mais importante dos gases com efeito de estufa, e que a sua concentração atmosférica aumentou de um nível de cerca de 280 ppm, por volta de 1750, para um valor de 379 ppm em 2005.</p>
<p>Não foi portanto por falta de previsões atempadas que se não se contrariou o estado actual e o aquecimento global emergente, embora não seja despicienda a natureza conservadora dos testes (de hipóteses) estatísticos, tornando necessária uma enorme evidência para concluir, como hoje é adquirido, que é verosímil que as alterações climáticas ocorram por influência do homem.</p>
<p>Portugal, no Plano Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC 2006), aprovado pelo Governo em Agosto de 2006, apresenta para 2010 (o ano médio do período 2008-2012) a expectativa de sequestrar o equivalente a cerca de 3,36 milhões de toneladas de CO2 por via das actividades de florestação, reflorestação e desflorestação, previstas no nº 3 do artº 3º do Protocolo de Quioto – de contabilização obrigatória - a que se juntam outras 3,69 milhões de toneladas de CO2, associadas ao nº4 do mesmo artigo, relativas a políticas e medidas adicionais de gestão florestal, agrícola e de pastagens. No total é o equivalente a mais de 7 milhões de toneladas de CO2 por ano, que se prevê possam ser retidas nos sumidoiros vegetais, por acção da fotossíntese, complementada por boas práticas de gestão e biotecnologia. Este número é apresentado como um resultado final, líquido, que permite descontar outro tanto nas emissões industriais.</p>
<p>Interrogo-me, no entanto, se as emissões directas dos fogos florestais terão sido devidamente contabilizadas nesse balanço. Tomando como referência o cenário de 100000 hectares (ha) ardidos por ano, e os valores médios de conteúdo de carbono para as diferentes componentes dos ecossistemas silvestres na Europa,  infere-se uma estimativa grosseira: de que essa área ardida pode corresponder à emissão de cerca de 8 milhões de toneladas de CO2, ou até mais. Embora a economia dos fogos florestais ainda não internalize as perdas de biodiversidade ou a erosão dos solos, o mercado do carbono permite estimar o valor dessa emissão bruta: tomando como referência €12 por tonelada de CO2 (o valor utilizado no PNAC 2006), aquele volume de emissões dos arvoredos queimados perfaz quase 100 milhões de euros. Os mais de 400000 ha ardidos em 2003 teriam assim um valor estimável de cerca de 500 milhões de euros, só em carbono emitido!</p>
<p>De facto, não se vê porque é que a “indústria do fogo”, uma metáfora – alguns dirão: uma metonímia – para designar o conjunto de interesses e atitudes que relevam de uma cultura pirófila, não deve ser objecto do mesmo rigor de aferição que as indústrias propriamente ditas. Certo é que se pode admitir uma baseline própria dos ecossistemas mediterrânicos - em 1985, António Manuel de Azevedo Gomes, deputado socialista e catedrático do ISA, afirmava que 10000 ha seria o montante normal de área ardida no país, por ano, tendo em conta o clima, as espécies e a história. Hoje, com o aquecimento global, e a expressão crescente do eucaliptal, esse limiar será outro. Mas tem custos que não devem ser ignorados e, dir-se-ia mesmo, desde já acautelados, com investigação apurada e medidas de prevenção. Convém não esquecer que mesmo em Janeiro arderam 100 ha. Como será o Verão?</p>
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	<item>
		<title>Por: py</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15381</link>
		<dc:creator>py</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2007 23:24:19 +0000</pubDate>
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		<description>Ora bem, se os meus novos amigos digitais se sentem honrados com a minha colaboração, que outra coisa posso fazer senão corresponder?

Para mim os amigos são a coisa mais importante do mundo (javalis incluídos).

Além de que espero honrar o nome indígena que o Xatoo me deu.

E agora, posto aqui?
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ora bem, se os meus novos amigos digitais se sentem honrados com a minha colaboração, que outra coisa posso fazer senão corresponder?</p>
<p>Para mim os amigos são a coisa mais importante do mundo (javalis incluídos).</p>
<p>Além de que espero honrar o nome indígena que o Xatoo me deu.</p>
<p>E agora, posto aqui?</p>
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	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15380</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2007 22:43:10 +0000</pubDate>
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		<description>Xatoo [esqueci-me de ti, perdão]

Sim, mas não. Há também inúmeras fontes exclusivamente de existência electrónica que oferecem comentários de fundo, reflexões ponderadas e de longa gestação. Não se trata de nenhuma conspiração capitalista, agora contra os pobres jornais em papel dos pobres trabalhadores outra vez explorados. Trata-se da racionalidade cultural a ser transformada pela racionalidade económica, e esta pela racionalidade tecnológica.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Xatoo [esqueci-me de ti, perdão]</p>
<p>Sim, mas não. Há também inúmeras fontes exclusivamente de existência electrónica que oferecem comentários de fundo, reflexões ponderadas e de longa gestação. Não se trata de nenhuma conspiração capitalista, agora contra os pobres jornais em papel dos pobres trabalhadores outra vez explorados. Trata-se da racionalidade cultural a ser transformada pela racionalidade económica, e esta pela racionalidade tecnológica.</p>
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		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15379</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2007 22:20:35 +0000</pubDate>
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		<description>Fernando

Sei bem da tua predilecção. E nada tenho contra o teu gosto,  escusado será dizê-lo. Apenas acontece que para mim, que também o leio sempre, a leitura é desinteressante. Acho os textos pobres em ideias, e paupérrimos em boas ideias.

Contudo, é por te saber paladino desse articulista que também opto por fulanizar a questão. Não que ele precise de defesa, sequer eu tenho voz para o perturbar. Mas quando vem a propósito, eu malho no ferro. Um dia há-de arrefecer.

Quanto ao Paulo Moura, é uma figura que promete. Opta por um registo decididamente literário, o que é um bolsa de interesse para o leitor. Terá, só pode ter, outras facetas que eventualmente enriquecessem a arena da polémica, sentido primeiro da secção Ping-pong. Ou, afinal não, pois poderá achar fútil o bate-boca que o Rui Tavares (entre outros, claro, mas este descarada e pateticamente) tanto procura ter com as estrelas da freguesia. Ou, até, acontecer ao Paulo não ter vocação para temáticas politiqueiras.
__

...

Importa porque um jornal não é diferente de qualquer outra realidade, onde o todo é mais do que a soma das partes. No caso, diz respeito à experiência de reconhecer num jornal uma personalidade, feita de simbolismos e subtilezas.
__

Anonymous

É isso mesmo: o virtual não satisfaz, precisamos do peso e da textura.
__

Py

O Bartoon está no P2. Quanto a esse teu artigo, e qualquer outro, é contigo. Esta casa ficaria honrada com a tua generosidade.
__

Joao

Tem calhado, como também expliquei ao Fernando. De facto, a aversão começou aqui no Aspirina. Ele escreveu isto:

&lt;a href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/02/a_manha.html" rel="nofollow"&gt;http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/02/a_manha.html&lt;/a&gt;

E eu ripostei, lateralmente, isto:

&lt;a href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/02/pagar_o_galo_a_asclepio.html" rel="nofollow"&gt;http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/02/pagar_o_galo_a_asclepio.html&lt;/a&gt;


Depois foi curioso acolher a sua reacção moralista e primária na caixa de comentários, a que se juntou  o patrono Daniel Oliveira. Na altura estava longe de imaginar que ele viria a escrever no PÚBLICO.

Só voltei a falar dele aquando do referendo, e por causa de um seu texto que o Fernando publicou. Donde, se é verdade que não perco uma, não menos verdade é que não procuro nenhuma.
__

Admirador

Viva!
__

Sininho

Espero que vá bem, e cada vez melhor. Não se deseja o fim de um jornal a ninguém, muito menos o único que ainda dá vontade de ler.

Também o SOL vendeu que se fartou nas duas primeiras semanas, e depois...
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando</p>
<p>Sei bem da tua predilecção. E nada tenho contra o teu gosto,  escusado será dizê-lo. Apenas acontece que para mim, que também o leio sempre, a leitura é desinteressante. Acho os textos pobres em ideias, e paupérrimos em boas ideias.</p>
<p>Contudo, é por te saber paladino desse articulista que também opto por fulanizar a questão. Não que ele precise de defesa, sequer eu tenho voz para o perturbar. Mas quando vem a propósito, eu malho no ferro. Um dia há-de arrefecer.</p>
<p>Quanto ao Paulo Moura, é uma figura que promete. Opta por um registo decididamente literário, o que é um bolsa de interesse para o leitor. Terá, só pode ter, outras facetas que eventualmente enriquecessem a arena da polémica, sentido primeiro da secção Ping-pong. Ou, afinal não, pois poderá achar fútil o bate-boca que o Rui Tavares (entre outros, claro, mas este descarada e pateticamente) tanto procura ter com as estrelas da freguesia. Ou, até, acontecer ao Paulo não ter vocação para temáticas politiqueiras.<br />
__</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Importa porque um jornal não é diferente de qualquer outra realidade, onde o todo é mais do que a soma das partes. No caso, diz respeito à experiência de reconhecer num jornal uma personalidade, feita de simbolismos e subtilezas.<br />
__</p>
<p>Anonymous</p>
<p>É isso mesmo: o virtual não satisfaz, precisamos do peso e da textura.<br />
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<p>Py</p>
<p>O Bartoon está no P2. Quanto a esse teu artigo, e qualquer outro, é contigo. Esta casa ficaria honrada com a tua generosidade.<br />
__</p>
<p>Joao</p>
<p>Tem calhado, como também expliquei ao Fernando. De facto, a aversão começou aqui no Aspirina. Ele escreveu isto:</p>
<p><a href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/02/a_manha.html" rel="nofollow">http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/02/a_manha.html</a></p>
<p>E eu ripostei, lateralmente, isto:</p>
<p><a href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/02/pagar_o_galo_a_asclepio.html" rel="nofollow">http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/02/pagar_o_galo_a_asclepio.html</a></p>
<p>Depois foi curioso acolher a sua reacção moralista e primária na caixa de comentários, a que se juntou  o patrono Daniel Oliveira. Na altura estava longe de imaginar que ele viria a escrever no PÚBLICO.</p>
<p>Só voltei a falar dele aquando do referendo, e por causa de um seu texto que o Fernando publicou. Donde, se é verdade que não perco uma, não menos verdade é que não procuro nenhuma.<br />
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<p>Admirador</p>
<p>Viva!<br />
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<p>Sininho</p>
<p>Espero que vá bem, e cada vez melhor. Não se deseja o fim de um jornal a ninguém, muito menos o único que ainda dá vontade de ler.</p>
<p>Também o SOL vendeu que se fartou nas duas primeiras semanas, e depois&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Venâncio</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15378</link>
		<dc:creator>Fernando Venâncio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2007 22:03:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15378</guid>
		<description>Admirador,

1. Acha você, a sério, que um indivíduo de trinta e poucos anos não viu nunca rádios alimentados a pilhas?

2. Que quer você dizer com «prata da casa»? Que o Rui Tavares escreveu no Aspirina? Ou que alguém aqui escreveu no Barnabé?

3. Esqueça os «doutores». Tá?


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Admirador,</p>
<p>1. Acha você, a sério, que um indivíduo de trinta e poucos anos não viu nunca rádios alimentados a pilhas?</p>
<p>2. Que quer você dizer com «prata da casa»? Que o Rui Tavares escreveu no Aspirina? Ou que alguém aqui escreveu no Barnabé?</p>
<p>3. Esqueça os «doutores». Tá?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: sininho</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15377</link>
		<dc:creator>sininho</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2007 21:47:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/o-publico-mudou-mas-para-melhor/#comment-15377</guid>
		<description>Parece que o novo Público vai bem.
Toda a gente o comprou...
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que o novo Público vai bem.<br />
Toda a gente o comprou&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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