O presidente cabrão

«A fase crítica por que passámos deixou marcas e sequelas profundas. Devemos, pois, permanecer atentos e vigilantes, designadamente em matéria de disciplina das contas públicas e de controlo do endividamento externo, para não cairmos de novo numa 'situação explosiva', risco para o qual alguns alertaram os Portugueses em devido tempo.»

Cavaco, Dia de Portugal, 2014

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O termo “cabrão”, de acordo com o Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, pode servir para identificar uma “pessoa de má índole, mal formada, que age de forma reprovável ou considerada como tal“. Também se aplica a uma “criança que berra muito“.

O actual Presidente da República não se cansa de repetir que as causas para a crise portuguesa estão na “indisciplina” e no “descontrolo” das contas públicas. Mais repete ter sido ele quem alertou para o problema assim que o mesmo passou a existir.

Ora, quando é que começaram os avisos a serem lançados aos 4 ventos? Tomando como referência a expressão-fetiche “situação explosiva“, temos que foi a partir do discurso de Ano Novo de 2010, ano eleitoral para as presidenciais e inerente plano para derrubar o Governo logo a seguir à reeleição. Antes, não havia risco de explosão. No discurso de Ano Novo de 2009, em cima da crise internacional que rebentara no final de 2008 e ano eleitoral para as legislativas, Cavaco mostrava-se preocupado com a “verdade” e com os filhos e os netos, fazendo perfeita sintonia com o discurso de Ferreira Leite. E no discurso de Ano Novo de 2008 a situação do País estava tão boa, tão espectacular, que ele até teve tempo para destacar o problema dos acidentes rodoviários como questão da maior importância nacional.

Quer isto dizer que foi o Governo minoritário de Sócrates, o qual tomou posse no final de Outubro de 2009, o responsável pela “situação explosiva”. Governo esse que terá escolhido ser “indisciplinado” e “descontrolado” na gestão das contas públicas quando teria sido tão fácil ser “disciplinado” e “controlado”. Bastava ter dado ouvidos àqueles que alertaram os portugueses, entre os quais se encontram Cavaco, António Borges, Medina Carreira e Miguel Relvas, entre muitos outros que, felizmente, estão agora ao lado de Passos e Portas a corrigir todos os erros dos malvados dos socialistas (de raça socrática, não confundir com os verdadeiros socialistas que não querem nada com essa gente).

Moral da história: um Presidente da República que não passa de um chefe de facção, e que nesse papel se presta a qualquer vilania para favorecer os seus, ficará para a memória colectiva como o presidente cabrão.

Para eventuais dúvidas semânticas, consultar um bom dicionário.

17 thoughts on “O presidente cabrão”

  1. Está muito bem caracterizado! Cavaco agarra-se à sua
    narrativa dos roteiros mas, primeiro deixa-se cair no
    chão para gerar/neutralizar o descontentamento dos
    portugueses em relação ao que tem sido o seu compor-
    tamento de cobertura a um governo que, sistemática-
    mente pisa a Constituição e, destrói o País!
    Todavia, não vai a tempo de “retocar” o seu retrato na
    História da nossa Democracia, um fraco presidente!!!

  2. mesmo com esta campanha presidencial, o ps de socrates,nas tres ultimas sondagens da catolica, para as legislativas de 5 de junho de 2011,teve os seguintes resultados: 1 de maio: ps parte à frente com 36% psd 34% .22 de maio: ps 36%, psd 36 as mentiras a dar frutos.29de Maio de2011 (a 7 dias das eleiçoes) as mentiras evidentes, e a impossibilidade de a extrema esquerda se coligar com o ps determina o valor da ultima sondagem. resumindo : ao entrar para as eleiçoesa governaçao ps tinha a aprovaçao dos portugueses.depois foi aquilo que se viu!

  3. Não se entende o choque e menos ainda se vai entender quando o governo mudar e a lógica governamental continuar a ser a mesma já que dos compromissos assumidos por este governo o ps não demarcou de um único.

  4. Tal como demonstrou hoje Ricardo Araújo Pereira no Melhor que Desfalecer, não há nada melhor para sacar umas palmas ao povo que um fanico.
    Aprende Seguro!

    Fora de brincadeira, o esplendor presidencial do Prof. Dr. mostrou mais uma vez toda a sua capacidade de marcar a actualidade política, social e mediática, não dizendo absolutamente nada.

  5. Cavaco Silva foi o homem que conduziu Portugal à adesão apressada e irresponsável ao euro. Se chegámos sem margem para aguentar a crise financeira de 2008, a culpa disso foi, em grande parte, de Cavaco Silva.

    Portugal hoje não tem plano B. Agarra-se ao euro, como um naufrago a um destroço de madeira. Quanto tempo vamos ter até à próxima crise financeira internacional? Nessa altura, o mercado de crédito vai secar para Portugal, tal e qual como aconteceu em 2008. O que dirá, então, o partido laranja? Que a culpa é dos juízes!…

  6. com esta narrativa presidencial,um partido com um minimo de deçência,não pode responder positivamente aos “apelos vagais” de cavaco silva, para o compromisso.enquanto a verdade não for resposta,nunca haverá consenso na sociedade portuguesa.

  7. joãopft.quais são as hipóteses de um plano b e em que moldes? uma moeda a circular no pais e outra para o exterior,como alguem já defendeu?

  8. o plano b é pôr a social democracia a governar a europa e acabar com as chapeladas liberais que têm imposto governos de direita aos países mais fracos com chantagem financeira.

  9. Cavaco é um fraco. É um indivíduo sem cultura e sem pensamento que se alimenta apenas de um rancor provinciano, revelador de um carácter malformado.

    Não é por acaso que desfalece. Desfalece porque malvadez o consome.

  10. talvez a malvadez o consuma, mas a “reação vagal” foi apenas um sintoma público da doença que quer manter privada. Diagnosticada antes de ganhar o segundo mandato, e em evolução. Não tem condições.

  11. Alto e esguio como a figura que nos apresenta desfalece com as mordidas que dá a ele próprio e que acabará por se envenenar. Triste figurinha a de um Presidente que deveria ser de todos nós e que nem chega a ser de ele próprio. Está-lhe no sangue ser assim mesmo, infeliz, nada inteligente o pior de todos…

  12. fogu, fogu pá, num concordu nada cum esse adjetibo pá, oube, até parece que istáze a elogiar a mulher do gajo, tá beie?

  13. ò ignatezes, oube, pá, o balupi encontrou o nome perfeito pra tie, meue, hum, oube, tu andas sempre a mudar de niqueneime mas podes usar estoutro que te caie muito beie. fogu, fogu, tás identificadu, ó Jé bicos, hum? oqueie. olha cu Freud e a academia de ciençias de lisvoa andabam de mãos dadas, tás a bere? fogu, fogu, a ciençia debe muito a gajus como tue, pá, a gente temus que tagradecere pá, pur seres cubaia, e permitires identificare os desbios da ispécie. oube, cum o 44 preso, a vara em quarentena, o ferro descaído, o costa enculhido, a murreirita a discutir cum a ótra – a gomes, cumo se foçem da madragoa, o cabacu a dizer que num há ninguéie cu substitua pá, e tu, grande democrata comuna e xuxa a cuçare a micóza todus os dias, pá, o país afunda-se. num te priocupes cum o gaju de machamá, é inexpressibu, tás a bere, hum? oqueie.

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