O Povo Certo

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Recebi gordas lágrimas neste sábado, 17 de Março. Foram oferta do Fernando Mendes, na comemoração da milionésima emissão d’O Preço Certo. No final duma rapsódia de edições anteriores, homenagem que antecedeu o epílogo do concurso, a qual foi embrulhada no enjoativo Tudo o que eu te dou do enjoativo Abrunhosa, os que enchiam o Coliseu do Porto prolongaram a salada de imagens com uma juliana de vozes. Continuaram a capella, e a câmara foi para cima do rosto do Fernando. Aquele rosto que, mesmo quando descontraído, parece sempre contorcido, atingiu uma nova capacidade plástica e enfiou-se todo por debaixo das pálpebras, tentando conter a solidão derretida. Nesses longos segundos em que ficou perdido e esmagado pela apoteótica alegria do povo, eu imaginei uma Nação a fazer as pazes com a sua gente.


O 25 de Abril trouxe vários malefícios (para atalhar, dizer já que todos os malefícios juntos não justificariam abdicarmos do menor dos benefícios). Um deles foi a descolonização de Portugal, província aquém-marina. Descolonização feita ainda mais à pressa do que a das colónias, e com o efeito de ter causado 9 milhões de entornados. O que se abandonou foi a essência da cultura, a alma popular. De um dia para o outro, fados, revistas e toiradas passaram a ser espectáculos reaccionários. Havia dinheiro para grupos de teatro que escolhessem Brecht, para grupos de música que recuperassem melodias esquecidas há séculos, para artistas de rua incomodativos e aparvalhados. Para o que fosse amado pelo povo, nada — nem um elogio. A esquerda conseguiu, da noite para o dia, descaracterizar o País. E os efeitos duram até hoje, pois a frágil indústria do entretenimento à portuguesa foi completamente destruída. Os modelos produtivos substitutos só conseguiram criar a subsídio-dependência. Hoje, não temos dramaturgos, não temos encenadores, não temos argumentistas, não temos realizadores, não temos actores, não temos cantores, não temos técnicos, não temos público. E das artes ditas eruditas é melhor nem falar, até porque elas não sabem ouvir. Eis a obra cultural da esquerda, a terra queimada.

Sobraram os televisores, claro. Com cores, e mais baratos, invadiram tudo e todos. Neles apareceu o Herman José. Foi durante 20 anos a única super-estrela em Portugal. E foi durante 10 anos um cómico de génio, no período de 1975 a 1984, entre o dueto com o Nicolau Breyner (Sr. Feliz, Sr. Contente) e as Hermanias. A partir daí terá sido mal aconselhado, ou não se deixou aconselhar, e o humorista desapareceu. O que ficou é algo que não dá gosto ver, constrange, é patológico.

Foi preciso esperar por 2003 para se descobrir outro talento para a comédia, e ele dá pelo nome de Ricardo Araújo Pereira. Este amigo é um caso raro de capacidades complementares, pois escreve e representa com igual brilho. Até agora, tudo lhe foi fácil, porque isto é a parvalheira. Mas a comédia é o género popular mais ingrato, consumindo energias a um ritmo avassalador. Temos de esperar para saber se o Ricardo vai crescer para lá da (ainda, e afinal) banalidade onde construiu a novel carreira — este, um outro assunto, para outra ocasião.

E quanto ao Fernando Mendes? Admiro o Fernando desde o Nós os Ricos. Em conversa com alguns amigos representantes do gosto urbano uniformizado, recebi regulares admoestações perante tal preferência. E para mim era evidente: estava ali o último representante do estilo revisteiro, e também do estilo cinematográfico das comédias dos anos 30, 40 e ainda 50. É que o espírito era o mesmo, do palco da revista para o estúdio de filmagens. Consistia nesse feito duplo hoje impossível de encontrar, olhe-se para onde se olhar: a arte de representar a fala “natural” (o que implica um exercício de canto, de modulação da voz, de domínio de timbre e dicção); e a arte de nos rirmos uns com os outros, não uns dos outros (ou seja, a inteligência de usar o humor para reforçar a comunidade, em vez de o usar para contagio do estéril cinismo).

Pois bem. N’O Preço Certo encontramos um anacronismo cultural, servido com todas as marcas do produto genuíno — cheio de “imperfeições”. De tal modo é feito “à antiga portuguesa” que tem sido o bombo da festa dos pseudo-guardiões do pseudo-“bom gosto”, os quais acham “vergonhosa” a sua existência na televisão pública. Chegam ao ponto de se queixarem das ofertas dos concorrentes, achando-as “excessivas” (as quais consistem nuns doces, livros, galhardetes, material de promoção turística dado pelas Câmaras, etc.). Que filhos da puta! Que falta de discernimento e de coragem. Com tanta miséria com que gastarem o tempo, andam a cuspir-se para cima do ecrã por causa de uns chouriços que lhes passam à frente. Mas percebe-se: estes taralhoucos não sabem, nem nunca saberão, que quem faz as oferendas é que exerce o poder, ficando para quem as recebe a responsabilidade de as dignificar.

Esquecendo a imbecilidade comum, o que há a realçar é o acontecimento de celebração do povo — que a cada emissão se consegue realizar. E o segredo é simples de descobrir: humildade e autenticidade. Fernando Mendes não tem uma pinga de vaidade, tudo nele é verdadeiro, igual por dentro ao que está à vista por fora. Depois, como representante da tradição portuguesa, o humor sai-lhe inocente, brincalhão, pateta, auto-referenciado, cúmplice. Por isso nos ligamos imediata e profundamente a ele, porque estamos a comunicar. Encontramos uma abertura onde se dá a comunhão, onde a identidade se faz sangue, corpo, riso. É ver o entusiasmo das mulheres, e em especial das matronas, perante este barrigudo, meia leca, que nos devolve a simples e cândida alegria lusitana.

E não esquecer: aquele de quem as mulheres gostam, é sempre uma excelente pessoa.

20 comentários a “O Povo Certo”

  1. Aplaudo este trabalho de Valupi, por conter, em si mesmo, uma seriedade tentada.
    Já dos conteúdos duvido.
    Fazer a apologia dos valores culturais tradicionais era, já em 1974, agitar uma bandeira anacrónica.
    A cultura genuinamente popular, rural, telúrica, já tinha morrido em 74, no deserto criado pela emigração.
    A música já tinha sido substituída pelas litanias nostálgicas da mala de cartão, e o fenómeno pimba, mais tarde avassalador, já tinha raízes.
    A brejeirice malandra dos cantos populares já estava a ser destronada pela obscenidade alarve que ainda hoje acompanha as bebedeiras juvenis de quantos doutores e engenheiros andam por aí.
    A revista à portuguesa, essa suburbanidade, nunca poderia ter sobrevivido à ‘revolução’. Subitamente, tornou-se um símbolo tacanho da pequenez lusíada. E era-o.
    E o tempo acabou a definir claramente a dramática divisão em que a ‘sociedade portuguesa’ se consome. Dum lado a cultura dum Portugal urbano, dito letrado e bem- pensante, com a sua literatura, o seu teatro (porque o vai havendo, Valupi!) a sua música, os seus rituais. E do outro a cultura do Portugal rural, mesmo se metade desta ruralidade habita em ambiente urbano.
    Estes dois países não se entendem mutuamente, não se reconhecem nem se encontram. Compartem um convés transitório, à espera de que um deles acabe lançado ao mar.
    A fulgurância de ‘estrelas’ como Toni Carreira mostra o fenómeno exemplarmente. O vazio estético absoluto a mover multidões. Menos claro mas igualmente exemplar é o desdém ‘popular’ pela cultura dita letrada, citadina, mais elaborada e erudita. Por isso faltam plateias no teatro, na literatura, na música. Na arte em geral o que há são nichos de mercado.
    A televisão, com o fenómeno das privadas, é o dramático ponto de encontro dos despaisados. É o grande arrastão que procura a síntese impossível do entretenimento e da cultura, da educação cívica e da alienação, dos interesses e das audiências, e acaba a tudo sacrificar aos lucros.
    O futuro não é brilhante, e não vai lá sem algum sangue.

  2. o texto é uma belíssima crítica. talvez a crítica, para ser crítica, não deva mesmo ser instituição.

    quanto ao fernando mendes, o pretexto, não me provoca grande riso, mas simpatia sim, sem dúvida. deve ser mesmo boa pessoa. :)

    (tiozinho, fernando? hum, não me pareceu…)

  3. Certo, Susana. Também hesito na atribuição. Mas ela intentava (e intenta) provocar o autor a mostrar a carinha.

  4. Caríssimo “não sei quem és, mas gostava muito de saber”,

    Com certeza. Não mudaria uma vírgula ao teu comentário. Nos anos 60, até, já a cultura rural estaria a fenecer na memória colectiva. Contudo, a minha tese não se elabora a partir da dicotomia das culturas rural/urbana. Por exemplo, a revista, o fado, mesmo as touradas (aqui, diferenciando da “festa brava”, a feira e a romaria, esta com uma fundamental dimensão rural), são fenómenos urbanos. E correspondem à tradição da indústria cultural portuguesa (como, durante um par de décadas, também o cinema).

    A cultura rural foi caracterizada pelo calendário religioso (as festas) e pelo trabalho agrícola (os cantares e danças). Este Portugal rural nunca entrou na cidade. O folclore foi sempre estigmatizado. Porém, era (e é!) um filão criativo à disposição do lirismo e da sátira nacionais.

    O que eu vejo no Fernando Mendes é o mesmo espírito que faz o sucesso – portanto, a actualidade – das comédias portuguesas postas em celulóide pelo António Silva e Vasco Santana (entre muitos outros, mas sem a importância carismática destes dois). Aquele humor é de adesão imediata, porque muito trabalhado na caracterização, na tipagem, e sem agressividade psicológica. Cria figuras universais, paradigmas de carne e osso. E a Língua sai muito bem tratada na sonoridade (este, um aspecto bem mais importante do que possa parecer – pois tem implicações variadas nos processos de comunicação).

    Não é, precisamente, deste tipo de material que se tem feito a grande literatura, desde Homero?…
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    Fernando,

    Eis a tua generosidade em acção. Sorte a minha.

    Entretanto, também acho evidente que o convidado mistério não é o nosso titio.
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    susana,

    Coro com o elogio.

    Se puderes, gostava que desenvolvesses mais um bocadinho este ponto: “talvez a crítica, para ser crítica, não deva mesmo ser instituição.” Fiquei curioso.

  5. a critica nos jornais e demais meios de comunicação social (mas penso sobretudo nos jornais, pois não me estou a lembrar de situações de efectiva pretensão crítica na televisão e na rádio, que vejo/ouço pouco) raramente é crítica. por acaso depois lembrei-me do eduardo cintra torres, que costuma ser objectivo. de um modo geral, parece-me, a crítica é comprometida, quando convertida em instituição. ninguém quer comprometer-se com um juízo arriscado, não venha o futuro desdizer a aposta; e poucos arriscam um elogio fora do mainstream, não vá o presente ser fonte de constragimento. por outro lado, um fenómeno interessante que (ainda) se verifica nos blogues é a independência, a individualidade no gosto, o prazer de ir contra à corrente – talvez porque ninguém paga aos que aqui escrevem?

  6. (faltou-me concluir) a crítica, quando instituição, tem o hábito de se tornar acrítica: cai mais na recensão, na troca de galhardetes, na constatação. não sendo, assim, crítica na sua verdadeira acepção.

    (e o anonymous, porquê «caríssimo» e não «caríssima»…?)

  7. No caso, Susana, é mesmo ‘caríssimo’. Há quem sustente que isso fica estampado no discurso, denunciado na tournure da frase, que há escrita masculina e feminina, eu sei lá. Quase intuo que sim, mas não tenho a certeza, por isso não arrisco.
    O que acho notavelmente certeira é a tua frase, se expurgada do advérbio de dúvida:’talvez a crítica, para ser crítica, não deva mesmo ser instituição’.
    Por um lado, acho que não pode ser instituição, a não ser em regime totalitário. Em regime que o não seja, falta sempre ao crítico uma base de poder e autoridade, que avalize uma norma estética e imponha o critério do crítico. O saber, a cultura, o senso, a estatura construída, sabemos como tudo isso é friável nos tempos que correm.
    A crítica é assim, sempre, um ‘arriscanço’. E ainda bem que o é. O que me parece que há-de esperar-se do crítico, não é que ele produza a palavra definitiva. Mas tão só que ele nos diga a palavra que pensa, e não aquela que convém, ou a que lhe é mais útil.
    A nossa dimensão é paroquial, o que só favorece o espírito de capela. Depois ele há a vida, às vezes a carreira, e sempre uma imagem a retocar e a compor. Isso faz-se mais facilmente com inanidades do que com punhadas duras. Já se sabe que o vento de frente prejudica qualquer maratonista.
    Uma conclusão parece-me lícita: o crítico mais na berra, com mais abrangente consideraçãozinha, é por certo o que mais inanidades nos impinge, e mais merdices nos induz a trazer para casa.
    Nota 1- Até hoje, só ouvi um crítico pôr claramente em cima da mesa a questão do génio criativo a que o Lobo Antunes acedeu. Com pezinhos de lã, não deixou de dizer que precisaremos de algumas décadas para tirar o definitivo talho à coisa. E não está, aqui, muito longe de nós.
    Nota 2- Houve um crítico de televisão, o Castrim, que não tirava o chapéu a eminências e dizia o que tinha a dizer. Não sei se o rigor ideológico que habitava era ou não a sua bengala de arrimo. Talvez fosse, e alguma coragem pessoal. Ou seria desespero?

  8. susana,

    Concordo contigo. Os compromissos parecem inevitáveis – o que trará, será?, as inevitáveis excepções. Por exemplo, era um fanático leitor do invocado Mário Castrim, mas teria de voltar à releitura para conseguir descobrir, agora, qual o grau da distorção ideológica. O mesmo para o caso do Carlos Porto (crítico de teatro no mesmo Diário de Lisboa), igualmente radical no juízo de valor – porém, não faço a menor ideia se ele era “objectivo”, nem o que tal designação implique. Tal como não sei medir a “independência” do Eduardo Cintra Torres – podendo até nem sequer fazer sentido estar a usar essa categoria, pois poderá corresponder a uma situação de completo absurdo: nenhum crítico profissional é independente, porque não o poderá ser enquanto for pago (como referes).

    A questão é muito mais interessante, e muito mais vasta, do que as banalidades que escrevinho acima, como é óbvio. Só acrescento o seguinte: o texto “O Povo Certo” não alcança o estatuto da crítica, por não pretender ser rigoroso em sentido académico (está, aliás, cheio de pontos não fundamentados, outros exagerados e mesmo alguns factualmente errados) – é, antes, um texto panegírico; um abraço.
    __

    ‘Caríssimo’,

    A temática da crítica também reclama uma basilar justiça: a de reconhecer ao critico o papel de divulgador; logo, de pedagogo. Por aqui, apenas se pede ao crítico sensibilidade e bom-senso.

    Noutras andanças, é exactamente como bem escreves: o crítico que influencia será aquele que for imune às influências.

  9. ser objectivo, no caso, seria ser crítico, estabelecer um juízo; sobretudo ser imune às influências, como referes.
    de acordo, não é académico, mas tem esse princípio do juízo de gosto – e até mesmo de valor – e, nesses dois pontos, está livre e fundamentado, ainda que com algum lirismo a substituir tecnicalidades (mas isso… é mais forte, não?) :D

  10. Mas quem são os tais “dos pseudo-guardiões”? Quem é que, de entre a malta com dois deditos de testa, é que tem falado disto?

  11. Com que então a malvadda da esquerda queimou a terra da pobre cultura portuguesa? Sobra-te sempre Fátima, o Estádio da Luz, o Campo Pequeno, as casas de fado e o Parque Mayer…
    De todos estes antros de espectáculos, cheira-me que apenas o último morreu. e de morte natural e há muito atrasada.

  12. Anonymous

    Tens de procurar. Se tiveres dois dedos de testa, encontras em dois segundos.
    __

    Primo, e para quando essa inevitável obra-prima?

  13. Adoraria ler a apologia da Fátima Lopes. É mais um personagem de ficção da RTP tal como o Fernando Mendes.

  14. “a frágil indústria do entretenimento à portuguesa foi completamente destruída (…) Eis a obra cultural da esquerda, a terra queimada”

    ganda bojarda!
    e que tal uma treslidela à “Indústria da Cultura” de Adorno?
    quem financia o què?
    Porque é que o José Mário Branco não é “subsidio-dependente”? Nem o Zeca o foi enquanto vivo? (mas que agora todos os valupis neoliberais se fartam de citar, depois de morto)
    Esses é que são os ícones da verdadeira esquerda – não aqueles que a direita nos quer impingir como sendo “a esquerda”

    e porque é que o Fausto, tendo a obra que tem sobre a nossa saga dos descobrimentos, p/e não foi convidado para a Expo sobre os Oceanos?
    Então quem é que fez a politica da terra queimada cultural? foram os artistas que por serem de Esquerda foram excomungados, ou foram os departamentos culturais que DEFINEM e financiam as politicas culturais?

  15. xatoo

    É verdade, ganda bojarda. Mas essa era a intenção. E tu, na linha de raciocínio que apresentas, não me ficas atrás.

    Dizer que a “esquerda” (e o que é a esquerda?…) é responsável seja pelo que for (ainda para mais, por uma “terra queimada”), não passa de uma provocação – e muito básica. Porém, a discussão parece-me legítima, pois algo de bom se perdeu com o 25 de Abril: essa ligação entre a erudição e a cultura popular, que uma indústria do espectáculo forte promove.

  16. OLA EU SOU DE TORRE DE MONCORVO E GOSTO MUITO DO SEU PROGRAMA,E O SENHOR É UM HOMEM FIXE GOSTAVA DE O CONHECER.PORQUE EU COMEÇO A RIR COM AS SUAS PIADAS,O SENHOR É MUITO DEVERTIDO E ALEGRE.XAU E UM ABRAÇO E BEIJINHOS PARA AS MENINAS.

  17. boa tarde sr fernando mendes
    estou a residir na africa do sul,na cidade do cabo, gosto muito de ver o seu programa.
    so tenho pena que nao seja em direto.
    mas nos aqui longe ja nos vamos habituando a receber certos shows com bastante atraso.
    nao escrevi para criticar mas sim para elogiar o seu trabalho, tive opurtunidade de o ver ao vivo mas ja ha muitos anos na revista prova dos novos em companhia com a marina mota.
    tenho bastantes saudades de ver uma boa revista a portuguesa.
    desejo as melhores felicidades e devo dizer que aqui na parte mais ocidental de africa o sr tem muitos admiradores continue o seu bom trabalho e parabens ao preco certo, os meus cumprimentos para o resto da equipe, ou seja miguel e companhia.
    um grande abraco e um MWHA! MWHA !
    maria

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