O modus faciendi do blogue que ataca Sócrates

Este “post” – O modus operandi do blogger que defendia Sócrates – foi publicado há umas largas horas, ainda sem Sol, e continua cimeiro no blogue Observador manhã alta. Os bloguistas responsáveis por ele dão pelos nomes de Miguel Santos e Vítor Matos.

Para além de tentarem envolver de forma difamatória algumas pessoas num suposto problema policial ou judicial cujos contornos objectivos se desconhecem publicamente, o grosso do exercício consiste em repetir opiniões que foram publicadas num outro blogue onde escrevia um colega do Miguel e do Vítor, o Miguel Abrantes (nome blogosférico). Quando chegamos ao fim do lençol que despejaram ninguém pode ter a mínima dúvida: nesse tal blogue na berlinda havia muitas e boas opiniões. Se depois cada um gosta delas ou não, ou assim-assim, é com cada qual na boa tradição liberal.

O meu único lamento, questões deontológicas à parte que até num blogue como o Observador deviam ser respeitadas por módica salubridade cívica, reside na ausência de informações acerca do alcance mediático desse tal blogue tão opinioso. Afinal, era lido por quem? Por quantos? Qual era o seu poder de influência junto da população? Equivalente ao da BBC na Segunda Grande Guerra para os povos sob domínio alemão ou algo um bocadinho menos relevante? Será que ofuscava em audiências a nossa comunicação social, ou que fosse só a nossa imprensa, ou somente a televisão, ou então os jornais, ou alguma rádio daquelas que dão notícias? Ou seria esse blogue, tão atentamente lido na Casa Civil da “Inventona de Belém”, algo parecido com um daqueles restaurantes muita careirões e muita cagões onde são vão os ricalhaços, os famosos e alguns bloguistas disfarçados de jornalistas?

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57 thoughts on “O modus faciendi do blogue que ataca Sócrates”

  1. O quer me surpreende na peça do Observador, é a premissa da “ilegitimidade”. Alguém ser pago para defender JS no espaço público, e em particular de ser pago pelo próprio ou seus correlegionários, é “ilegitimo”, subentende-se! Mas então porque é que quem escreve no Observador , e é pago para destratar JS, é “legitimo”? !

  2. MRocha, o contexto da notícia remete para a suspeita de que esses pagamentos fariam parte do conjunto de provas de que o dinheiro em causa pertencia a Sócrates apesar de estar no nome de outra pessoa. É isso que está em causa para a investigação e acusação do MP (no plano formal, pois poderão ter outros objectivos).

  3. Valupi, sim, entendi. Mas, investigação do MP à parte, e no plano estritamente jornalístico, porque é que nunca vemos esses campeões da transparência a investigar os interesses de quem lhes paga os salários e perde dinheiro com isso ?

  4. Valupi, ainda não o li mas quando vi o título do artigo no Observador que, bondosamente, partilhaste com os milhares ou milhões de leitores do Aspirina B pensei que ele se referia a ti (há uma estranha vaidade por aí, sabes que essa é a minha opinião). No entanto, como é sobre o Miguel Abrantes, quero recordarte que uma parte do que perguntas já foi respondido algures por aqui. «Afinal, era lido por quem? Por quantos? Qual era o seu poder de influência junto da população?», perguntas hoje. Ora, estas sucessivas perguntas parecem que se complementam mas, na verdade, elas anulam-se. Ou seja, não sei como mas admito que é importante conhecer o “quantitativo” (pois sabe-se que ele é indeterminável por natureza nos dias que correm: mailing lists, links na selva do FB, etc.) é, por isso, mais importante pensar sobre o que nos diz o “qualitativo”. Se os tipos do Observador o fizerem (ou se tu e a Penélope o fizerem um dia para além dos panegíricos que vão postando), muito bem.

    Nota, intimista. Se permaneces, erradadamente!, imobilizado à espera que as coisas sobre o passado de José Sócrates ou o tempo presente dos teus suaves observadores e detractores Twitteanos e blogosféricos e tal sejam matéria de investigação jornalística ou académica, presumo que estarás bem enganado.

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    Fernanda Gomes
    28 DE OUTUBRO DE 2016 ÀS 16:41
    Li assiduamente o Câmara Corporativa.
    Os textos eram bem escritos, rigorosos, esclarecedores. Foram uma boa fonte de informação.
    Não, não era um blog a “glorificar” Sócrates, como muitos mentecaptos andam para aí a tentar convencer aqueles que não são capazes de pensar pela sua cabeça. Não enganava ninguém quanto à sua linha de orientação. Era honesto.
    Na altura, como agora, tanto se me dava que o autor se chamasse Miguel, Clarinda ou Joaquim. O que interessava era o teor do que lá estava escrito e que era verdadeiro.
    Só posso dizer que qualquer político que queira boa assessoria não deverá hesitar em contrata-lo.

    Eric
    28 DE OUTUBRO DE 2016 ÀS 17:04
    Fernanda, assino por baixo (e, não, não me interessa especular sobre o que cada um pensará hoje não sobre o [seu] passado mas sobre o presente e o futuro do país que não são essas as questões fundamentais por agora). Eu o disse em algum lado, penso que não aqui no Aspirina B, em que para muitas pessoas seguirem e/ou comentarem os posts do CC e de outros blogues de combate (entre os quais o Aspirina B, alegra-te ó Valupi!, num horizonte que por vezes chegava até ao… Jumento) acabaram por ser uma bóia de salvação para muitas pessoas se manterem lúcidas. Nomeadamente na fase terrível do pós-2011 (o longo período dos pontapés da PàF), já agora. Mas o CC acabou em 2015, no momento exacto decerto, e com o Miguel Abrantes [a] despedir-se em grande estilo.

    [Valupi, isto é sobre a natureza do CC, abreviado, que o tempo não dá para mais.]
    ignatz

  5. Foda-se, caralho, mas então O MEU DINHEIRO ESTÁ A SER UTILIZADO POR ESTES PULHAS PARA SE INVESTIGAREM COISAS DESTAS???

    E OS VERDADEIROS CRIMES, QUEM É QUE OS ESTÁ A INVESTIGAR???

    Que refinados filhos-da-puta são todos estes juíses e investigadoiros!

    Ass.: Núncio “dez mil milhões de Euros” (10 000 000 000!).

  6. Até ao 24 de Abril os “culpados” também eram definidos administrativamente e a priori pela PIDE/DGS, com base em preconceitos ideológicos, a sua defesa criminalizada e os seus amigos e defensores cobardemente perseguidos pela “justissa” oficial brutoguesa, mediante o uso ilegítimo das forças policiais e judiciárias.

    Nada de novo, portanto, na mentalidade luso-fascista.

  7. Ó comuna vesgo, esqueceram-se de ti…quantos subsídios já comeste à minha custa? Vai lá trabalhar a terra e defender as quotas do teu idolo Mário Soares…

  8. Zé Contribuinte (e votante)

    Há vagas para ti no casal ventoso…e espaço para tu gritares a ordinarice na AR…Vai até lá e defende o teu país, vá, vai…

  9. tramposo,
    seu ordinário do caralho:
    Vai trabalhar, MADRAÇO!
    Se calhar nem sabes o que isso é, vê-se bem que nunca passaste de um calaceiro, ou um PIDE piolhoso…

  10. Ah! Como ele reage, só um esquerdacho reage assim. Então, não devias estar a fazer barulho na AR? Vai até lá e defende o teu país, vai, mostra a tua inteligência capaz de mudar as coisas, diz o que pensas, mostra soluções, vai….olha, se eu fosse PIDE não estavas aí a escrever singelas idiotias. Yawn.

  11. Ah! O ignaraças, o badalhacz, voltou da reciclagem do bordel. O porcignatz zanga-se, ele vi perder o poiso, porque o “investigador anda atrás dos bloguiotas avençados.

    O bloguista defensor de Sócrates esqueceu-se de se meter com as farmacêuticas, ele que também as visava. Porque será? Não me digam que é porque uma delas empregou José Sócrates….

  12. Vindos das páginas dos classificados do P. online sobre a versão portuguesa do Survivor, quase ao minuto.
    (o reality choque propriamente dito deve estar para estrear)

    22 de Fevereiro de 2017, 13:59
    O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) rejeitou nesta quarta-feira um recurso do antigo primeiro-ministro José Sócrates relacionado com “prazos e procedimentos” da Operação Marquês, disse à Lusa fonte ligada ao processo.
    O Tribunal da Relação refere, num curto comunicado, que foi “negado provimento ao recurso”.

    22 de Fevereiro de 2017, 17:39
    A Procuradoria-Geral da República emitiu um comunicado anunciando que o Ministério Público levantou um incidente de suspeição destinado a afastar o juiz Rui Rangel da apreciação de matérias relacionadas com o ex-primeiro ministro José Sócrates e a Operação Marquês.
    “Fê-lo por considerar existir motivo sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade do magistrado judicial”, refere o comunicado.

  13. Eh pá esses gajos são uns tristes, é só submissão e humilhação.

    Muito melhor. Qual é o maior misterio da humanidade depois de Laura Palmer? Muito bem.Quem matou Kim-Jom nam?

    Existem 4 Hipóteses
    Ri Ji-hyon, Hong Song-hac, O Jong-gil e Ri Jae-nam

    Antes q saia o livro do Gonçalo Amaral vou apostar 5€ no placard no Ri Jae-nam e no Ri Ji-hyon. Razao, nao gosto de ditados, quem ri por último não pode continuar a rir melhor. Ponto.

  14. Porém, eu continuo a dizer: já que se defende tanto os que estão indiciados, digam-me lá quem é o cabeça do polvo..há um polvo, não há? Causa-me tanta confusão ver que figuras da alegada corrupção moderna viviam ou tinham habitação no Edifício Heron, como José Sócrates, Luis Cunha Ribeiro e Paulo Lalanda e Castro.
    Aquele último parece que anda em todas…eu não sei…só estou a basear-me no que leio na comunicação social.
    Aquele último também era o administrador de uma farmacêutica de produtos de excelência e empregou José Sócrates. Este último por sua vez tem um amigo generoso que o ajudou ( eu acredito nisso!! Mas há aqui um obstáculo: é que a sociedade atual tem comunas e xupialistas a mandar e eles acham que normalmente ninguém faz favores dessa ordem. Quem decide, torce o nariz…Esse tipo do “homem comum” é inconveniente de quando em vez. E quando se trata de “indiciar” para efeitos de atribuição de medida de coação penal diferente do TIR, o arguido está tramado. Demais a mais, com tanto caixote empilhado e gordo, só se retira o que se quer para uma medidazinha “à maneira”.

    Reflitamos sobre este assunto…

  15. Valupi, li ao fim da tarde o artigo do Observador (bastante útil, …!) e confesso que, por mim, gostei sinceramente de me (re)ver ao espelho.

    «Fernanda, assino por baixo (e, não, não me interessa especular sobre o que cada um pensará hoje não sobre o [seu] passado mas sobre o presente e o futuro do país que não são essas as questões fundamentais por agora).», esta frase mereceria que fosse sublinhada até ao mas.

  16. De seguida, Sócrates resumiu a nova obra: rebater a ideia de que foi ele o responsável pela abertura das portas à troika e de que a crise era só portuguesa, e atacar «a questão ideológica da ofensiva da direita contra a igualdade». Mas faltavam-lhe conteúdos, e pediu conselhos ao interlocutor. Peixoto estava disponível para tudo: «Ajudo no que for preciso, e o João Galamba de certeza que também ajuda». Mas, embora Galamba, seu conselheiro em política financeira enquanto fora chefe do Governo, lhe merecesse simpatia, Sócrates não o quis neste projeto: «Não, que ele fala muito. Temos de manter isto só entre nós».

    No jornal I, de 22.1.2017, online.
    https://ionline.sapo.pt/545109

  17. Não…esse não sabe. Eles até nem sabem de nada e devem remeter-se para desempenho de funções…
    Porém há um ou outro que tem de desempenhar um lugar importante no esquema da corrupção e outros serão apanhados por terem estado no local à hora errada.

    O Ministério Público – alguns do Ministério Público – tem de perceber que não é só chegar, meter a mão no caixote e tirar o que lhe convém. A PJ, essa, tem de aprender a investigar…melhor. Buscas e apreensões não está ao alcance de todos; as equações matemáticas devem ser formuladas corretamente; porém, estabelecê-las de qualquer forma e ligar o arguido aos vários processos, ainda que sendo atraente, corre o risco de descambar no descrédito da Justiça e na frustração da sociedade. Se o arguido não souber defender-se, está feito. E fica feito logo de início porque não tem tempo de aceder aos “caixotes”…da investigação. É indiciado e mais fragilizado fica processualmente, tudo agravado por tentativas dos advogados de o “livrarem” perante a comunicação social.
    Ora, os defensores e apoiantes de José Sócrates DEVIAM COMEÇAR por CONTESTAR o processo penal e a desigualdade de armas que existe entre o Ministério Público e o arguido. Também os blogues que se dedicam ao assunto. Em vez disso, perdem-se em discutir o “meio” do assunto e na crítica fácil à Justiça, não distinguindo que esta é o resultado de todos nós.
    No caso, a Operação Marquês, a Operação dos Visto Gold e a Operação O negativo tem pontos de ligação e muita trampa vai acontecer e uma delas é a facilidade com que se indicia e se buscam alguns animais de expiação.

  18. éstrampa, seu pulha, se foste mesmo um PIDE, como tudo aquilo que aqui vomitas dá a entender, dá graças ao S. Otelo por ainda estares vivo hoje, porque o que tu merecias mesmo era teres ficado lá em África feito em picado numa vala comum, ao lado dos inocentes que massacraste!

    Mas deixa lá, que não perdes pela demora – e tu bem o sabes, grande CABRÃO…

  19. Virgenzinha a.k.a. Ignatz, casota.

    Ah, e não uses o “éstrampa” senão da casota do cão vais direitinho para o xilindró sem wi-fi porque o dono disso é um tipo asseado.

  20. ehehehehehehehe. ui……..hum. “eh pá” tu és aquele que fugiste e não lutaste pelo país, uh? uh? ai se te apanho…

  21. esqueci de te dizer, ignotrampa, que de facto, em terreno asseado, tu não entras…és posto na parte inferior do esgoto…yawn.

  22. que valentões por aqui se mostram! Até dá náuseas. Afinal a Inquisição não se extinguiu. Aderiu ao FB, que sempre se poupa nas vestes.
    o Plenário continua pujante. É só “juízes” por aqui.

  23. eheheeheheeh. COMUNAS a chamarem labrego à minha pessoa…

    Os ditos democrats and liberals nos Estados Unidos são conhecidos por isso tudo…agressividade,má educação, agora até incendeiam nas ruas, vandalizam…Por isso, se lhes chama DEMONCRAPS, DEMOTARDS…entre outros. É viral. Yawn.

  24. não sei , eu acho que o Vara sabe muito , era tipo moço de recados e angariador de fundos para o partido , género porteiro , esses sabem tudo.

  25. valupi ,o teu blogue está uma merda! o teu grau de exigência está a baixar. e por isso vais acabar como chulo num bordel rasca na rua da banharia!

  26. uh…uh…TÓXÉ…mas se assim é, devias estar contente, estás finalmente no mundo em que te moves melhor…o da trampa…tu até coneches os bordéis da rua da banharia….ignônchio.

  27. Vim agora aqui e, para além de ter deparado com um tal tozé cheio de indignação com «a merda» vá-se lá saber porquê (qual, a da patine? qual, a que ele vê? qual, a dele?) tanto que até destina ao Valupi um lugar de empreendedor como chulo num bordel…, apenas para dizer que tinha visto ontem que a Fernanda Câncio voltou ao assunto Miguel Abrantes no Jugular. Aparentemente irritada, o que perceber-se-á ou não (em minha opinião, não), mas linkando-te num dos pontos mais fracos de um post matinal e apressado sobre o artigo no Observador.

    «maravilha pelo menos tão extraordinária como essa é que, numa notícia sobre um blogue, não exista, como valupi já frisou, qualquer reflexão ou elemento sobre a capacidade de influência deste, quer através das visualizações de que seria alvo — os jornalistas poderiam (deveriam) ter tentado revisitar os rankings de blogues ou falar com especialistas das plataformas que conheciam os números, por exemplo — quer através do efeito na opinião pública e publicada. nada, zerovzky.»

    Aqui:
    http://jugular.blogs.sapo.pt/onde-se-volta-ao-empolgante-assunto-3936812

    Nota. O JRodrigues que vinha ao Aspirina B procurar lã e saía tosquiado agora também anda a bordejar, não um naperon, mas um cachecol ao estilo do José Neves por aqui: nada o faz levantar a cabeça para tentar perceber o que lhe dizem e agora passou a incomodar a Fernanda Câncio.Valupi dixit, em cima: «o contexto da notícia remete para a suspeita de que esses pagamentos fariam parte do conjunto de provas de que o dinheiro em causa pertencia a Sócrates apesar de estar no nome de outra pessoa. É isso que está em causa para a investigação e acusação do MP (no plano formal, pois poderão ter outros objectivos)». Ui, relida agora a tua pretérita resposta saibam-se lá quais (eu inscrevo-me já, para o caso).

  28. Adenda, em tempo: http://www.cocanha.com/archives/4076
    (estamos de regresso a 2010, a tipa do blogue todo catita que também acompanhou o assunto fez questão de o linkar mais uma vez no Observador; a dita, como já tinha dito por aqui, andou pela caixa de comentários do Aspirina B… e o facto, como vês Valupi, constitui uma medalha Lénine, quase!)

  29. A Câncio devia ter juízo e deixar de ser facciosa. Uma coisa é defender o “amigo”, o que está bem; outra é defendê-lo cegamente e alardear a inocência do indivíduo numa fase de inquérito difícil e complexo. Compreende-se que o arguido se zangue, sobretudo se tiver a certeza que o Ministério Público estiver a trabalhar mal, porém ESTA NÃO É A FORMA DE O FAZER. Havia que discutir procedimentos, direitos e vantagens a favor da investigação e em desfavor do arguido, quando o princípio é o do se aproveitar tudo o que for a favor deste. Um “Miguel Abrantes” que aceita avença para dizer bem de alguém, arguido num processo de corrupção e branqueamento, convenhamos que não merece credibilidade, como não a merece quem o avençou. Então quando há pacto de silêncio dos arguidos, o que é um direito, pergunta-se o que vão dizer as testemunhas…! É legítimo ao MP pensar assim. Sobretudo quando há “arguidos” que “estão em todas”….há “arguidos que estão em todas”. Houve esquema de corrupção, é mais do que óbvio e o TRISTE é que os bloguistas em vez de investigarem com os elementos que teem ao alcance, preferem comentar “discursos” em vista da crítica à cor política que preferem.

  30. É isso que carateriza a portuguesada; vai para a rua felicíssima da vida em tempo de eleições, apoiar os bandalhos que teem comido à custa de todos e continuam a comer. BENDITOS JUÍZES que já chamaram a alguns POLÍTICOS CARREIRISTAS e POLÍTICOS PROFISSIONAIS. Depois temos outros TRAMPAS a sustentarem as suas defesas no seu curriculo profissional, alcançado com o conhecimento social e a falarem em ESTADO de DIREITO.

  31. As capas de jornal de que eu estava à espera:

    https://www.vercapas.com/capa/correio-da-manha.html
    (… atrasam … à espera das “cartas rogatórias” …)

    https://www.vercapas.com/capa/sol.html
    (… prazos da acusação comprometidos …)

    E agora eu pergunto:
    A Gerinçonça vai continuar a deixar a Corporação e o Esgoto a Céu Aberto em roda livre ?
    Desta vez foi uma visita a Angola … para a próxima vai ser, sei lá, … uma visita à Venezuela …

  32. eheheheh. A fonte do jasmin…o ” Correio da Manhã”…

    Será que o jasmim sabe o que é uma carta rogatória? E como o seu cumprimento não depende da magistratura portuguesa? E os efeitos que o cumprimento de tal carta pode ter no processo em Portugal?

    E que os arguidos nada teem que ver com essa tramitação? E que os mesmos vão ser interrogados?

    Ah! Havia tantos amigos, e tanto luxo, mas havia muito luxo, muito luxo mesmo…e tantos xuxas metidos na coisa…

  33. Uma visita a angola cheia de dores por a justiça se meter com os nossos bons amigos em jeito à la mãnha.
    Assim se vê a força dos interesses a falta de solidariedade com os amigos e a fragilidade institucional .
    Mas, eis que chega a esperança pt.
    Já vem de longe e bem guardada para para alongar o tema putrefato e o festim dos abutres.

  34. Ó Trampa

    Se tudo isso demora assim tanto … qual foi a pressa de prender o homem … naquela altura ?
    Quando se prende é preciso dizer ao preso “você vai preso porque cometeu o crime X na pessoa ou no facto Y, e (que configura uma moldura penal superior a 5 anos de prisão efetiva)….
    … além disso nós achamos que se não for preso você vai fugir, ou vai atrapalhar o que falta da investigação, ou vai continuar a cometer crimes, ou o poviléu vai ficar alvoroçado.

    … Ora o tal crime de corrupção, que configura mais que 5 anos de prisão efectiva (e que suportaria o outro crime, o de branqueamento) … COISO … não foi identificado e dito ao preso qual era … e hoje, quase 2 anos e meio continua a não ser, … e isso é CONTRA A LEI.
    Ou seja, o juiz decretou uma PRISÃO CONTRA A LEI, ou seja ILEGAL, ou como se diz agora, uma PRISÃO DE “PÓS-VERDADE”.

    Isto é um FACTO.
    Podes meter as “cartas rogatórias” no mesmo sítio onde meteste as outras. Aquelas de que o Teixeira estava à espera depois de mandar prender o Carlos Santos Silva, e de cujos resultados afinal já tinha conhecimento há mais de 1 ano.

    VERGONHA ALHEIA.

  35. Trampa

    Eu cá estou à espera do momento ZEN em que CAVACO é chamado à Operação Marquês.
    Motivo não falta.
    Afinal foi ele quem publicamente fez um frete ao banqueiro, … de quem o seu genro tinha recebido pouco tempo antes um empréstimo estranhíssimo de dezenas de milhões de euros para comprar um edifício público … se o Teixeira não estranha é porque alguma coisa o entranha … !

  36. Jasmim-Jasmim, não com o teu inigualável entusiasmo mas com boa vontade mas à borla, eis o que diz o Sol sobre o assunto. O artigo não é assinado pela Felícia Cabrita, é-o sim por uma ignota Joana Marques Alves, e o jornal foi ouvir o juiz Rui Cardoso sobre o 38.º recurso da dupla de sôtores que defendem José Sócrates (está em cima da mesa o recurso-XXL, o tal do jackpot) sobre a candente questão dos prazos.

    Iconografia, aqui: http://cdn.cmjornal.pt/images/2012-03/img_818x455$2012_03_24_20_16_00_303819.jpg , o rapaz é um anterior presidente do sindicato dos desgraçados do MP).

    Uma das principais acusações
    que José Sócrates tem feito ao Ministério Público, e que é motivo
    de vários recursos da defesa para
    os tribunais superiores, é o facto
    de já terem sido ultrapassados todos os prazos previstos na lei para
    os inquéritos criminais. No entanto, esses recursos têm sido recusados porque a própria lei – o
    Código de Processo Penal, no caso
    – atribui a esses prazos apenas
    um caráter indicativo.
    Na verdade, os prazos da investigação podem variar mediante
    uma série de fatores, como o facto
    de o arguido estar em prisão preventiva. «O prazo pode ser suspenso se houver cartas rogató-
    rias, por isso pode chegar a um
    tempo máximo de 27 meses» explicou ao SOL Rui Cardoso, ex-presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público. A lei diz
    que, nestes casos, o tempo total da
    suspensão não pode exceder metade do prazo normal, que seria 18
    meses – somando os nove meses
    aos 18 instituídos, chega-se a um
    tempo máximo de 27 meses.
    No entanto, o antigo responsável
    reforça o facto de os prazos dos inquéritos serem «meramente indicativos»e de o Ministério Público (MP), na generalidade dos inquéritos, respeitar os prazos legais.
    «Há outros em que, perante a
    sua extrema complexidade, isso
    não é possível. E acontece em
    Portugal e em todo o mundo»,
    quando a matéria a investigar implica dezenas de arguidos, perícias
    bancárias e fiscais e pedidos de ajuda judicial a outros países.
    Segundo Rui Cardoso, o artigo
    da lei que define os prazos prevê
    também que, caso estes sejam ultrapassados, a investigação continua.«É a própria lei que diz que
    os prazos são meramente ordenadores e que, se forem ultrapassados, o inquérito continuará. Continuando, mantém-se a
    possibilidade de realizar todas
    as diligências que podiam ser
    efetuadas até ao momento. Isto
    não se trata de uma questão de
    opiniões, é o que está na lei», disse o magistrado ao SOL.
    O antigo presidente do sindicato dá o exemplo do Brasil, onde
    mecanismos legais como a ‘colaboração premiada’ (acordar com
    o arguido uma pena menor, caso
    confesse e forneça provas dos crimes e de outros implicados) permitem alguma celeridade na obtenção de prova: «A lei já prevê
    várias formas de premiar quem
    colabore em julgamento. O que
    não temos é um modelo de colaboração durante a investiga-
    ção, pois o que existe é insignificante, não funciona e não está
    feito para funcionar», explica o
    antigo responsável. Quanto a esta
    fase do processo, a lei prevê apenas que exista a possibilidade de
    dispensa de pena caso haja uma
    colaboração por parte da pessoa
    visada num prazo máximo até 30
    dias depois do crime.

    Sol, 25.2.2017, p. 7.

  37. Ó Vogais

    Agora fizeste um alívio pior que os dos Eliseu. Em vez de chutares para a bancada, chutaste para fora do estádio.
    Essa dos prazos também merece troco, mas não foi disso que eu falei.
    Anda, argumenta aí que a prisão do homem foi dentro da Lei !

  38. Caro jasmim, não diga disparates…
    Quando souber o que é uma carta rogatória e os motivos pelos quais foi feita no concreto caso, pode analisar se há ou não justificação para a fazer; porém, não atrasa interrogatórios judiciais, quando o arguido está em território nacional. Portanto, remeto a sua “sabedoria” para o sítio onde me mandou.

    Quanto aos prazos de inquérito, este é outro tema que NUNCA foi devidamente tratado. Não são meramente indicadores, sob pena de prolongarem ad eternum uma investigação onde há arguidos – estatuto que fragiliza, humilha e causa danos ( em várias situações, designadamente se há prisão ou confinamento). Uma investigação prolongada esvazia de conteúdo o direito do arguido aos tribunais, ao Direito e à Justiça – que são direitos constitucionalmente consagrados. Acresce que defender a mera indicação do prazo para duração do inquérito bule com a possibilidade ( e necessidade) de se requerer a aceleração processual ( entre outros exemplos que se poderiam buscar na lei de processo penal)….para não falar da prescrição e extinção do direito de quiexa. Por isso, já que o arguido José Sócrates tem tantos apoiantes, SÕ tinha que aproveitar tal facto, e CONFRONTAR o país com o processo penal vigente e o que o mesmo pode gerar ao arguido, senão for devidamente conduzido, em vez de DESPERDIÇAR o tempo com agressividade, fúrias e conferências de imprensa que nada geraram. Mais: foi indiciado pela prática de factos, todos sabem que não teve acesso à documentação que o podia defender, porém, só tinha que calar-se e ESPERAR para se defender, após conhecer o conteúdo do Ministério Público.Enquanto isso, resolveu dar a conhecer ao Ministério Público a defesa, permitindo-lhe moldar uma mais do que certa acusação.

    Quanto a você…faça malha e não comente sobre o que não sabe..

  39. A matilha enraivecida e penetra em todo o seu esplendor rosnando vezes sem conta.
    Só a dignidade, segurança e capacidade intelectual do Homem faz esborrachar na parede tanta lama mal-cheirosa e acosso.
    Hoje há tvi ainda que com as perguntas parvas e insidiosas do costume :
    – é sempre um momento alto ouvir o desassombro e perceber a clareza de pensamento do Ex. Primeiro Ministro José Sócrates.

  40. Jasmim-Jasmim-Jasmim, um de nós pode esta em mau estado (julgo que não serei eu, mas) mas eu respondi a isto com uma críticazinha mais ou menos subliminar. Ou seja, porque tu que tinhas linkado o CM e o Sol, eu dei-me ao trabalho de ir ver qual a maldade que o cornudo do Diabo transmutado nos caracóis da Felícia Cabrita tinha engendrado desta vez. Usei “prazos” através do control Find, e nada; mesmo assim, li na diagonal a prosa da dita para ver se ao tema candente que te preocupa se a ele se referia directamente. Nada também, mas existe ao lado isso com o tal ex-do-sindicato e fiz o favor de to copiar para não ficares na ignorância de quem apenas conseguiu ler a capa… à borla. Era aqui que residia a crítica, para bom entendedor.

    Jasmin
    26 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 10:22
    As capas de jornal de que eu estava à espera:

    https://www.vercapas.com/capa/correio-da-manha.html
    (… atrasam … à espera das “cartas rogatórias” …)

    https://www.vercapas.com/capa/sol.html
    (… prazos da acusação comprometidos …)

    E agora eu pergunto:
    A Gerinçonça vai continuar a deixar a Corporação e o Esgoto a Céu Aberto em roda livre ?
    Desta vez foi uma visita a Angola … para a próxima vai ser, sei lá, … uma visita à Venezuela …

    [Sobre o alcance da segunda parte não o percebi nem o percebo, presumo que foi uma inspiração poética do momento… acontece!]

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