O melhor e mais fundo da política

Paulo Baldaia, honra lhe seja, foi a primeira figura grada da imprensa, e até agora a única adentro do meu conhecimento, a publicar uma opinião sobre o inadmissível despacho de arquivamento do inquérito a Dias Loureiro e Oliveira Costa. E nela deixa a pergunta que vai ao essencial de parte do que está em causa:

Alguém quer saber? Alguém com responsabilidade e poder para mudar o que está mal é capaz de explicar ao Ministério Público que um despacho de arquivamento não deve incluir um rol de acusações que a própria procuradora não pretende provar em tribunal?

O Estado de direito está a ser corrompido. Alguém quer saber?

Ora, ninguém quer saber. Ninguém quer explicar seja o que for ao Ministério Público que aluda, nem que seja no reverso das palavras ou pelo aroma, à defesa do Estado de direito e da cidadania, da dignidade e da liberdade. Ninguém. Alguém no Governo? Não temos conhecimento. Alguém nos partidos, qualquer partido? Não temos conhecimento. Alguém na academia? Talvez, mas, por favor, falem um bocadinho mais alto e com mais regularidade. Alguém em programas de televisão? Por vezes, mas sem conseguirem deixar de estar a representar para a televisão. Alguém na comunicação social, como aparentemente está aqui a fazer o Baldaia? Nim. É ler o seu texto e constatar como a intenção é boa mas a análise é superficial, a denúncia é pífia.

Não há escândalo perante um despacho escandaloso. Oito anos de investigação produziram uma sentença subjectiva que o Ministério Público deixa lavrada em esterco jurídico. A procuradora responsável pelo inquérito vem dizer à sociedade que os arguidos não devem gozar da presunção de inocência apesar da falta de provas para sequer avançar com uma acusação. Ficam para sempre condenados à suspeição, sem qualquer possibilidade de recurso ou cumprimento da pena.

Creio que o Paulo Baldaia, se está mesmo interessado neste assunto, pode contribuir com algo mais do que o meritório grito de indignação. Poderia, por exemplo, ajudar a compreender por que é que a Cofina/Correio da Manhã é esse esmagador fenómeno de popularidade e influência social que domina Portugal. Que alimenta um clima de caça a certos alvos políticos através de técnicas de calúnia que depois surgem referidas implicitamente pela própria Justiça para justificar certas penas. Tal como acaba de acontecer com Vara, um cidadão que se tornou num saco de encher no espaço público há anos e anos, o qual recebeu do Tribunal da Relação do Porto a confirmação de uma condenação inédita pela sua gravidade face aos supostos ilícitos em causa. Os juízes invocam um “sentimento de reprovação social” para com a criminalidade financeira que lhes serve para defenderem a pena de prisão efectiva durante 5 anos. Pois bem, onde foram esses juízes encontrar os indícios do tal sentimento de reprovação social? Houve reais, concorridas, sonoras manifestações nas ruas? Recebem correspondência da população a falar do assunto? Frequentam as redes sociais e andam a contar os comentários furiosos a esse respeito? Dispõem de qualquer metodologia estatística ou basta-lhes molhar o dedo na boca e esticá-lo à janela para saberem donde sopra o vento? Alguém faz a mais pequena ideia de quais sejam os processos sensoriais e cognitivos usados pelos juízes para detectarem “sentimentos”?

A Justiça portuguesa, tanto no Ministério Público como nos tribunais, está a ser fonte de crimes. A calúnia é crime. O preconceito pode ser criminoso ao gerar injustiças. Se o jornalismo não quiser ser cúmplice destes crimes tem de combatê-los fora das secções de opinião. Porque precisamos de outra munição. Precisamos de investigar aqueles a quem confiamos as investigações e os juízos sobre a liberdade e o património. É que a Justiça pertence ao melhor e mais fundo da política.

55 comentários a “O melhor e mais fundo da política”

  1. Uff!, custou mais foi.

    Paulo Baldaia I Love You 4ever?!

    Vou-te ler quando der.
    Seguiste os meus bons conselhos, certo?
    Ou lançaste mais umas pazadas de areia em nome do senhor José?

    ______

    Não trocaste o nome de Paulo por Pedro nem cenas assim? Se sim, corrige-os.
    (lembra-te do extra para os copos, Valupi)

  2. Eu considero que é tempo de a sociedade civil ACORDAR! Devemos fazer uma manifestação como a que Portugal fez nos idos da Troika sobre a TSU.

    Tantas vezes tem sido dito – mas não o suficiente – que as “classes” dos juízes e do Ministério Público foram as únicas que mantiveram e até aumentaram as regalias que usufruíam de antes da revolução de 24 de Abril!,,. E funcionam em corporação, sejam de ideário de esquerda ou de direita….. E , infelizmente, o país , como vê, caro Valupi, vive no TERROR de se ver apontado na praça pública…. É NECESSÁRIO QUE TODOS OS CIDADÃOS MOSTREM NA RUA QUE ESTE REGABOFE NÃO VAI CONTINUAR….. SOB PENA DE SE PERDER A BASE DA DEMOCRACIA – A DIGNIDADE INDIVIDUAL!

  3. 18:09, é mais que hora de acordar também acho.

    Mas essa manif de que falas não foi contra o José Sócrates? Se calhar, sim, mas andas confuso com essas cenas da troika. M12M?
    http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/11207/onde-para-geracao-rasca

    M12M, ou é do QSLT que querias falar?
    Ambas tiveram aparentemente 500 mil pessoas, jovens na sua maioria, seriam eles diferentes?
    (nem sabes como isso ofende que tiver o azar de te ler, senhor!)

    _____

    Ou é a procissão das Janeiras e de outros eventos etnográficos que querias falar, ocorridos em Évora presumo, e que durante algum tempo animaram as estradas e os caminhos deste nosso querido Portugal?

    Exemplo, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=iTeLqAEp4Qg

    M.G.P. MENDES, larga o vinho.

  4. Li-te e nem perdi muito tempo, Valupi, e tempo também não vou perder a comentar.

    Se te aprouver, ou a alguém, digo-te que o brilhantismo mora ao lado.
    O consenso, por Vasco Pulido Valente (onde o autor repisa a sua tese e ainda por cima, metendo-a em perspectiva, vê-se como se torna cada dia mais e mais excessiva).
    Aqui: http://observador.pt/opiniao/o-consenso/ , vale a pena.

    Nota. O texto é longo, e vi que o artigo está cheio de comentários dos leitores do Observador pelo que tem cuidado porque saiba-se lá o que dirão. Confesso que não vi por lá as cenas pré-2011, tenho de o ler melhor se der.

  5. Portanto, segundo os ILUSTRES SABEDORES E ARTICULISTAS temos que um despacho de arquivamento deve apenas dizer: ARQUIVE-SE, porque não há indícios que permitam ser sustentados probatóriamente em julgamento e com forte possibilidade de ganho. É isso?

    O PROBLEMA são pseudo analistas de matéria jurídica, como jornalistas e outros formalmente advogados, alguns dos quais nem redigem peças, porque se limitam a calcorrear a carteira de influências, vendendo nome!

    Ora PUBLIQUE-SE AQUI o DESPACHO DE ARQUIVAMENTO! Analisemo-lo DEVIDAMENTE e depois concluiremos se houve dolo de CALUNIAR quem quer que seja! E para aqueles que OUSAM comentar um despacho daquela ordem, que o façam com conhecimento técnico e da lei! O que permite a um MAGISTRADO EXPLICAR porque razão arquiva! Note-se que apesar do arquivamento, o magistrado não está proibido de explicar exatamente as suspeitas que incidem sobre o arguido e da impossibilidade de as provar! Deve, aliás fazê-lo.

  6. Oh galinácea pandega saloiada do caralho, (Valupias, Julinhas e Penélopas, …) não precisam de estar de cócoras a ouvir com toda a atenção no galinheiro o vosso chefe, este ou outro qualquer, ponham-se já a cacarejar e a comer o milho e o farelo encharcado em merdelim.

  7. ….. E não caguem sobre os pintos ex milionários do bacalhau que se encontram debaixo das vossas cloacas

  8. apanhei este comentário , algures num post do aspirinab . gostei . isto está tudo ligado , uns conspiram para dar cabo da Républica duma maneira e outros conspiram doutra :) e resulta , a coitada está de rastos com estas tricas e desmandos do legislativo executivo e judicial , e ainda por cima sem Monarquia que a possa substituir. Precisávamos doutro milagre em Fátima.

    http://aspirinab.com/valupi/o-enigma-dias-loureiro/

    “Eça de Queirós
    3 DE JULHO DE 2009 ÀS 17:26
    Distribuído por email

    Um bom símbolo da nossa miséria é o casamento entre a filha de Dias Loureiro, amigo íntimo de Jorge Coelho, e o filho de Ferro Rodrigues, amigo íntimo de Paulo Pedroso, irmão do advogado que realizou a estúpida e milionária investigação para o Ministério de Educação e amigo de Edite Estrela que é prima direita de António José Morais, o professor de José Sócrates na Independente, cuja biografia foi apresentada por Dias Loureiro, e que foi assessor de Armando Vara, licenciado pela Independente, administrador da Caixa Geral de Depósitos e do BCP, que é amigo íntimo de José Sócrates, líder do partido ao qual está ligada a magistrada Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, que está a investigar o caso Freeport.
    Talvez isto ajude a explicar muito do que se passa com a Justiça, a Economia, a Educação. Sobre a Educação, a minha área, vale a pena pensar um bocadinho. José Ricardo Costa, professor “

  9. Maria de Sempre, larga as ervas (e já agora lê até ao fim a confusão que vai pela tola do Manuel de Castro Nunes).

    Um entrevista?! Eheheheh, isto começa a parecer-se com um filme em que entra a quadrilha dos Irmãos Metralha.

  10. Vou fazer uma proposta fundamentada que enviarei formalmente ao Ministério Público, desafiando o Procurador da República Rosário Teixeira para uma entrevista pública. O tópico que desejo abordar é saber se existe ou não uma conjura programada do sistema judicial, através das instituições do topo da hierarquia, contra a República e o Estado de Direito. Prezaria que a minha proposta fosse aceite. Caso contrário, não recuarei um metro na minha denúncia. O sistema judicial, em Portugal, conspira de forma programada contra a República.

    Eheheheh, de facto que vapores báquicos meus senhores!

  11. Um dia trágico para a humanidade. A um crime hediondo sucede um crime mais hediondo ainda: a atribuição de culpas e punição sem ter a certeza de quem é o seu autor. O mainstream mediático e político ocidental tem as mãos encharcadas em sangue. Iraque e Líbia em repeat mode.

  12. O mais ridículo do caso das sucatas que serviu para punir “exemplarmente” os políticos envolvidos, não obstante as provas serem praticamente ao nível do “cheiro do ar ambiente” segundo a mais ou menos apurada pituitária dos juizes julgadores, foi o facto de uma lista de contactos do patrão sucateiro ter sido considerado como prova material da existência de uma “associação de malfeitores”.
    Os doutos juizes julgadores sabem concerteza de certeza feita que nenhuma pessoa individualmente vive sem uma lista de contactos que hoje está na sua agenda do telemóvel e ontem estava numa agenda pessoal. Sabem de certeza feita que nenhuma pequena ou grande empresa, nenhum banqueiro, nenhum jornalista, médico, advogado, magistrado, ministro ou primeiro ministro tem de possuir, inevitavelmente, uma lista de contactos e até muito restrita e pessoal para tratar os seus assuntos pessoais, familiares, empresariais ou estatais e sem a qual não podem realizar o seu trabalho diário.
    Sabem de certeza certa que se se puserem a tratar a agenda de contactos de qualquer empresário ou banqueiro ou político como prova de uma ligação entre malfeitores então poderão prender quem muito bem entendem e por esse meio intimidar todos os portugueses.
    Era de tal forma ridícula esta acusação e a respectiva pena dada correlativamente que até a nova sentença dos novos senhores da corporação julgaram melhor retirar, agora, este ridículo horror jurídico que era uma falsidade apenas para poderem justificar a tal “exemplaridade” face aos sentimentos do povão alheio que os juízes tomam e sentem como seus.
    Coitados dos juizes que tanto sentem e se preocupam com o sofrimento alheio do pagode quanto aos seus sentimentos morais contra os políticos mas nada se preocuparam quanto às suas condições de vida, desemprego, baixa de rendimentos e aumentos de horários desse mesmo povão enquanto, como intocáveis, exigiam a manutenção de suas mordomias salazaristas e reivindicavam aumentos salariais.
    O pobre desgraçado do sucateiro que subiu na vida a comprar ferro velho de porta em porta anos a fio é que é bandido enquanto os bandidos mesmo dão golpes em bancos e tornam-se milionários de repente com moradia no Estoril e passam por empresários de sucesso.
    Claro, tal ousadia de chegar a milionário a partir de comprador se sucata de porta em porta num triciclo motorizado, não podia ser verdade, tinha de haver factos de bandidagem pelo meio para poder alançar tal fim.
    Com o Vara a questão é parecida e é dita e redita no “cm” para os papalvos; como pode um pobre empregado bancário chegar a administrador de bancos? Claro, não se está mesmo a ver na cara que não tem pinta de salgado ou miguel relvas e que portanto, tal como o sucateiro, teve de haver banditagem pelo meio e a sentença “exemplar” prova-o à saciedade.
    Ainda neste caso, a pedido de Sócrates, Vara chefiou uma Fundação criada para gerir os milhões devidos ao Estado há anos pelo licenciamento como operadoras de telemóveis e que Sócrates utilizou para criar o e.escolinha e divulgar o “magalhães” pelas crianças sem poder de acesso a computadores.
    Claro o resultado de se meter com tais senhores habituados a tratamento de DDT foi a perseguição política vingativa e justiceira que ainda não terminou.
    Mas há-de terminar com a tomada de consciência do tal povão até aqui manipulado e, quando este estiver convicto do engano e manipulação a que foi submetido, vai haver muita explicação a prestar à verdade e à História.

  13. adoro o título que, fazendo jus ao texto, transporta-nos imediatamente para o espírito republicano que os políticos – ai! a ética da responsabilidade! – têm de ter.

  14. Lucas Galuxo às 3.22 disse tudo.
    Não esquecer Síria hoje.
    Hello trump em modo mais do mesmo cada vez pior.

  15. a questão que se coloca é: pode ou não um despacho de arquivamento de inquérito explicar os motivos pelos quais arquiva e indicar se lhe subsistem suspeitas ou não, bem como a apreciação que das mesma faz, na perspetiva do sucesso (ou não) da acusação em julgamento?

    a resposta é: SIM!

    Alguma dúvida?

  16. O melhor da crítica do Baldaia é a crítica ao governo ao pr e à ar. Só num país de idiotas é que se pode admitir que um PM e um PR continuem a sorrir de nenúfar em nenúfar enquanto inocentes vão para a cadeia, e não me refiro a Sócrates nem a Vara nem a qualquer politico, mas sim a cidadãos no dia a dia, é um terror ou pior uma lotaria, dependente do humor e preconceitos do sr. juiz, se for um jovem negro ou cigano, tá feito. Isto é um problema da justiça, logo um problema do sistema político. Pela enésima vez, Costa foi e é um cobarde.
    O pior do Baldaia é que faz parte da imprensa obviolactovegetativa. O óbvio só o é após reconhecimento da direita, até lá é um óbvio latente, vegeta. O reconhecimento do problema por parte de´um personagem de direita, Dias Loureiro, despertou a caneta do dragão. O mérito vai todo para Dias Loureiro.
    A esquerda sectária e dependente da Geringonça finge que não vê, não vá o Costinha não gostar, o que interessa é não incomodar os mil anos de felicidade e mel do Baba.

  17. Valupi, vê lá se adivinhas estas.

    1 – O que é que une Oliveira e Costa, Duarte Lima, Dias Loureiro, [Isaltino de Morais, Fátima Felgueiras,] José Sócrates, Armando Vara, Carlos Santos Silva, Lalanda de Castro, Joaquim Barroca, Henrique Granadeiro, Hélder Bataglia, Ricardo Salgado e os sôtores Daniel Proença de Carvalho, João Araújo e Pedro Delille?

    Resposta: ao contrário do que tentas infantilmente fazer crer no Aspirina B aos que te lêem por azar, não é a defesa das tuas tangas sobre o Estado de Direito e a difamação do bom nome (que na esmagadora maioria ou mesmo na totalidade dos casos nem existia há longo tempo, sequer!). É sim terem sido indiciados de corrupção, detidos preventivamente, acusados (é verdade que ali podes encontrar uma espécie de padrão sobre esse nobre arte criminosa que inspira os fugitivos, também), condenados nos tribunais portugueses, recorrentes e condenados, recorrentes e condenados e por aí fora. Ah, e deve-se ainda falar daqueles ou de outros advogados que fazem o que fazem porque são pagos para isso.

    2 – O que é que une Oliveira e Costa, Duarte Lima, Dias Loureiro, [Isaltino de Morais, Fátima Felgueiras,] José Sócrates, Armando Vara, Carlos Santos Silva, Lalanda de Castro, Joaquim Barroca, Henrique Granadeiro, Hélder Bataglia, Ricardo Salgado, os sôtores Daniel Proença de Carvalho, João Araújo e Pedro Delille e tu Valupi?

    Resposta: ao contrário do que tentas infantilmente fazer crer no Aspirina B aos que te lêem por azar, não é a defesa das tuas tangas sobre o Estado de Direito e a difamação do bom nome (que na esmagadora maioria ou mesmo na totalidade dos casos nem existia há longo tempo, sequer!). É sim terem sido indiciados de corrupção, detidos preventivamente, acusados (é verdade que ali podes encontrar uma espécie de padrão sobre essa nobre arte criminosa de que inspira os fugitivos, também), condenados nos tribunais portugueses, recorrentes e condenados, recorrentes e condenados e por aí fora e, ainda, aqueles ou outros advogados que fazem o que fazem porque são pagos para isso. Ah, e há sempre uns patetas para animarem a camarata. E és tu, pago ou à borla mas o chefe de orquestra.

  18. Cambalhota n.º 1, inteiramente à borla.

    […]

    Tem toda a razão. Os brilhantes Francisco José Viegas e João Pereira Coutinho, sob a magistral batuta de Constança Cunha e Sá, não têm feito outra coisa senão discutir o caso Freeport na sua minúcia e complexidade; já o tendo praticamente resolvido, mais fax menos email. Também estão a planear discutir com saudável desassombro os casos BPN, BPP, BCP, Moderna, Casino de Lisboa, casas camarárias, Portucale, Paulo Portas, Dias Loureiro, João Jardim, Valentim Loureiro e Isaltino Morais. Mas, primeiro, terão de reunir com Pacheco Pereira, Eduardo Cintra Torres, José António Saraiva e José Eduardo Moniz para obter autorização. É que isto do desassombro tem consequências que podem afectar a saúde de muito passarão, há que ter cuidadinho.

    A crespologia revela-nos, por proximidade conceptual, um vasto território de investigação, pardieiro onde se ajunta a fina-flor da ralé nacional. São estranhos bicharocos, só sobrevivem dentro dos televisores.

    Aqui: http://aspirinab.com/valupi/crespologia/ , aqui.

  19. Cambalhota n.º 2, inteiramente à borla.

    [….]

    Não há comparação entre os casos Freeport e BPN. No primeiro, estamos perante uma suspeita que cruza um Ministro, vários Secretários de Estado, inúmeros técnicos, autarcas, advogados e familiares de políticos. A gravidade do que está aqui suposto, envolvendo de forma cúmplice as figuras do Conselho de Ministros e a do Presidente da República, é inaudita e incomensurável. A ter acontecido o duplo chumbo ambiental do projecto de modo a que os promotores aceitassem pagar fosse o que fosse, as implicações atingem os próprios fundamentos do regime. E mais: a ter acontecido neste caso, presume-se que tenha acontecido em muitos outros. No segundo, trata-se de uma suspeita que recai sobre um administrador de uma entidade privada. De resto, foi o próprio que aumentou o peso da dúvida ao revelar bovinamente o modus operandi interno: ninguém reunia com ninguém, e Oliveira e Costa reunia com cada um em separado. Isto que foi dito publicamente já é assunção de corrupção, mesmo que mais nada seja apurado que incrimine Dias Loureiro. E se a logística da corrupção no Freeport parece inverosímil pela quantidade e perfil dos políticos responsáveis, já no BPN ninguém estranha que os negócios conduzidos por Dias Loureiro possam encobrir falcatruas.

    Aqui: http://aspirinab.com/valupi/espada-ou-pistola/ , aqui mesmo.

  20. Cambalhota n.º 3, inteiramente à borla.

    […]

    Muito bem. O eleitorado encarregar-se-á de julgar o seu mérito, caso se recandidate. Entretanto, convém também lembrar que este mesmo Cavaco, sempre a invocar a sua superioridade moral e intelectual, é o mesmo que não assumiu a ligação ao BPN através dos ganhos inexplicáveis na SLN, e é o mesmo que nunca se pronunciou, porque nunca sobre tal foi interrogado, a respeito da inexplicável escolha de Dias Loureiro para o Conselho de Estado, e ainda a sua inexplicável protecção ao mesmo quando já era público estarmos perante uma equívoca e sinistra figura.

    O pior, contudo, não está na paupérrimo patriotismo do actual Presidente da República. Já não poderá fazer muito mais mal a Portugal, a sua carreira está no fim da linha. O pior, o perigo maior, diz respeito aos que se calam e encobrem o inacreditável escândalo protagonizado por Cavaco e amigos, preferindo a devassa da privacidade de Sócrates e a violação do Estado de direito. Acerca destes hipócritas dispostos a tudo, os portugueses precisam de conhecer a verdade.

    Aqui: http://aspirinab.com/valupi/falar-verdade-aos-portugueses/ , exactamente aqui.

  21. Cambalhota n.º 4, inteiramente à borla.

    Na Visão fez-se uma correlação entre o custo do BPN para o Estado e as medidas de austeridade escolhidas pelo actual Governo – BPN: Os sacrifícios que nos podiam ter evitado. O artigo não contextualiza a nacionalização adentro das peripécias internas do banco nem no quadro político e económico ao tempo, tanto nacional como internacional, apenas cita um fragmento de uma declaração de Teixeira dos Santos relativa à bancarrota. A tipologia dos crimes cometidos, e por isso ter sido impossível naquela situação descobrir que os 700 milhões em falta eram apenas uma pequena parte do total, não são igualmente tidos em conta. O sentido do exercício fica assim sugerido: foi um colossal erro, que estamos a pagar com as medidas de austeridade, ter-se nacionalizado o BPN.

    Hoje, até a minha vizinha do quarto andar, ou a começar logo por ela, se indigna por terem nacionalizado o BPN em vez de seguirem o heróico exemplo do liberal Pedro, o qual, num contexto que não tem qualquer ponta de comparação com o do BPN, jurou que nem um cêntimo dos contribuintes seria metido no BES (ah, espera… se calhar… hum… quer dizer… bom, fica assim… está dito, está dito!). A sanha anti-Estado fez o seu caminho com a cumplicidade da esquerda pura e verdadeira e seu sectarismo imbecil. Mas mais e mais extraordinário: esta direita decadente conseguiu apagar a sua responsabilidade sociológica, no mínimo, quiçá política, e seguramente ideológica, no escândalo do BPN, através da perseguição a Constâncio e da culpabilização sistemática de Sócrates. Como é que tal foi possível? Como é que um caso que envolve directa ou indirectamente Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Rui Machete, Joaquim Coimbra, Arlindo de Carvalho, Daniel Sanches, Duarte Lima, Amílcar Theias, Tavares Moreira e Cavaco Silva consegue ser abafado no que respeita a fugas ao segredo de justiça (e ainda bem, mas registe-se como sintoma num país onde se aceita que a Justiça forneça material selectivo para queimar na praça pública alvos selectos) e transformar-se ao longo destes anos em mais uma arma de arremesso contra o PS? A resposta tem de incluir inevitavelmente a comunicação social. É a prova provada de termos uma imprensa dependente de agendas políticas diversas mas unidas, por acção ou passividade, num alvo comum. Está para nascer um órgão de comunicação social que faça jornalismo independente.

    Este é o charco infecto onde neste momento as lideranças do PS e do PSD chafurdam, atiçando as pulsões justiceiras contra os bodes expiatórios da sua predilecção – não por acaso, os mesmos. Eis o que o primeiro-ministro se permitiu dizer nos Algarves:

    […]

    Aqui: http://aspirinab.com/valupi/pedro-o-especialista-em-portugueses/ , aqui ainda.

  22. Cambalhota n.º 4, inteiramente à borla.

    […]

    Eis o berbicacho: ninguém, nem a própria Sarah Palin, acredita em Dias Loureiro. Ele até pode ser o inacreditável incompetente que assumiu ser, mas, por enquanto, a história por si contada é apenas uma mentira patética. Ter o Presidente da República a sancionar a sua palavra obriga a pôr em causa o discernimento da Presidência – e isto é apenas o mínimo, e apenas o começo de um processo que acaba de ganhar nova gravidade com a intervenção presidencial. Marcelo Rebelo de Sousa, no domingo passado, já veio dizer o óbvio: a ausência de reuniões na administração da SLN não é apenas uma peculiaridade do estilo mafioso, é uma ilegalidade de facto. Os administradores que alinharam são cúmplices activos, mesmo que em díspar grau, dos procedimentos que levaram Oliveira e Costa à prisão preventiva, posto que é aos administradores que primeiro compete o exercício da responsabilidade fiscalizadora. É por isso, pois, que se pagam balúrdios a esses passarões, pois é suposto que validem os processos e as contas das entidades que administram. Tudo aquilo que Dias Loureiro disse não ter feito, não ter de fazer, e até não fazer a menor ideia de como se faz. O mesmo Dias Loureiro que invoca uma duvidosa denúncia ao Banco de Portugal por sua iniciativa, mas que fica no SLN mais 4 anos – com acesso a toda a informação, meios e ocasiões para verificar a legalidade das situações que o envolviam – e chega a assinar fraudes. É esta, para já, a palavra protegida com selo presidencial.

    Não está em causa o apuramento das responsabilidades legais de Dias Loureiro no caso, se as houver, assunto para o qual cada cidadão tem de confiar nas autoridades, sendo intocável a presunção de inocência. O que está em causa é a chocante inabilidade política de Cavaco. Os pés de barro do cavaquismo não resistem à brisa da actualidade.

    Aqui: http://aspirinab.com/valupi/o-bpn-e-os-divorcios/ , por aqui.

  23. […]

    Nota: o dito jornalista, Vítor Gonçalves, é sobrinho de Dias Loureiro, pelo que, está tudo explicado: quem sai aos seus não degenera. Além disso escreveu em 2005 o livro “A agenda de Cavaco Silva”, no contexto da promoção da imagem de eleitoral de Cavaco como candidato à Presidência da República).

    Aqui: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1640820899469204&id=1524374434447185 , e esta que não sei se é originalmente uma nota Valupiana do Aspirina B porque ali não consta mas surge ainda no FB de um dos protagonistas dos lives privados.

    ______

    Em todo o caso, Valupi já pediram desculpas ao Vítor Gonçalves pela calúnia?
    (sabe-se de há muito que não)

  24. [Quinze minutos perdidos no Google, senhores.]

    Valupi, larga o vinho (e ganha tino para deixares de ser o chefe de orquestra dessa espécie de patetice retardada, se precisares de uns trocos experimenta pedir que há por aí gente decente ou que é bastante cristã e outras ainda que reúnem ambas as qualidades).

    “Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome” (Lucas 12:33).

  25. Ainda em tempo, as palavras-chave utilizadas foram “aspirina b” + “dias loureiro” + valupi.
    Outras combinações se podem fazer, é claro, e outros resultados ainda mais hilariantes se poderão seguramente encontrar.

    E sempre à borla, já disse isto?

  26. Conjunto de mortais, exercícios no solo e piruetas perante o gáudio da assistência seguida de uma súbita cambalhota n.º 6 de que resultou o internamento do artista devido ao denominado “efeito chicote”, número extra (de última hora, portanto).

    […]

    Sou daqueles que acredita piamente em Dias Loureiro. Por isso lhe quero manifestar pública solidariedade, coisa que não vejo a direita ranhosa fazer. A direita ranhosa utiliza invariavelmente o mesmo estratagema para lidar com as abundantes cagadas que produz: finge que a merda não existe. É a sua pulsão kitsch, tal como o definiu Kundera (ah, pois). Isso deixa o 2º arguido no caso BPN/SLN sem amigos, o que me parece homérica injustiça. É que ele já entrou na História como uma das mais extraordinárias figuras da política nacional. Como é que alguém cujos limites cognitivos estão à vista de todos, que admite candidamente passarem-lhe ao lado aspectos técnicos, legais e morais da sua actividade profissional, que exibe uma amnésia num grau já muito avançado, e que provavelmente sofre de Desordem por Défice de Atenção com Hiperactividade, chegou a dirigente do PSD, ministro de Cavaco, elemento do núcleo duro do PSD durante anos e anos, empresário de súbito e estranho sucesso e conselheiro de Estado?

    Há um enigma a rodear este ser de excepção. Como seria bom, magnífico, haver alguém capaz de falar verdade a seu respeito, contar os segredos de tão extraordinárias façanhas para nossa ilustração e encantamento. Alguém que colocasse a ética e a transparência nos negócios num plano superior e normativo. Alguém que tivesse assumido a missão de falar verdade aos portugueses, por exemplo. E é possível, apesar da elevada improbabilidade, que uma entidade assim exista à nossa volta, no mundo dos vivos, e não apenas na doce imaginação. É procurar.

    Aqui, exactamente aqui: http://aspirinab.com/valupi/o-enigma-dias-loureiro/ , merecida homenagem ao defunto professor José Hermano Saraiva.

    ______

    Lesão em Chicote da Coluna Cervical

    É o nome dado a uma lesão dos tecidos moles do pescoço. Geralmente é causada por uma extensão e flexão repentina do pescoço — um movimento rápido para frente e para trás. Por ser tão repentino, não dá tempo para o desencadeamento dos reflexos musculares normais de proteção. Este movimento súbito obriga a coluna a realizar um movimento anormal, e neste processo pode danificar os tecidos moles que mantêm a coluna estável (ligamentos, facetas, músculos).

    É uma lesão relativamente comum que freqüentemente, por falta de conhecimento sobre a condição, não é levado a sério nem tratado.

    Causas
    – Comumente, as lesões traumáticas da coluna cervical provêm de lesões dos discos intervertebrais, facetas e tecidos moles da coluna.
    – Lesão em chicote se refere a uma variedade de lesões cervicais associadas a torções súbitas do pescoço. –
    Muitas ocorrem devido a colisões de carro, ex.: uma batida no traseiro do carro que, muitas vezes, pode causar trauma das articulações intervertebrais, discos, ligamentos, músculos cervicais e raízes nervosas.
    efeito chicote na prática das artes marciais

    Outras causas comuns são:
    – lesão sofrida durante práticas esportivas, ex.: nos esportes de contato;
    – golpe acidental ou intencional à cabeça;
    – queda de uma altura, ex. no trabalho, de uma escada ou ao cair de um cavalo;
    – LER do pescoço, ex.: segurar o telefone com o pescoço;
    – abuso infantil, ex. batendo ou sacudindo uma criança.

    [As esmolas serão para os tratamentos médicos, se calhar.]

  27. Este escriba P Balaia não é o mesmo que V. uma vez aqui acusou de vendido, caluniador e tutti-quanti ?
    Pelos vistos, esta merda, serve, apenas e só – como dizia Pacheco Pereira, – para intimidar jornalistas já que mais quase ninguém lê isto .
    Então, pelos vistos, o mesmo Pedro Balela, juntou-se ao coro dos Indignados e pela luta do(a) Paladino(a) Pancas Valupia, dono e morgado desta choldra, pese embora nem um nem outro percebam patavina de Direito .
    Vão ambos viver para o condomínio do Inocentado . É garantido .

  28. Mais do que aos jornalistas e independentemente da separação e bem dos poderes a luta pelo Estado de Direito Democrático cabe antes de mais à AR. E nomeadamente a todos os deputados – representantes do eleitorado. Mas já era bom que muitos magistrados passassem a dizer à boca cheia o que dizem à boca pequena. Porque outra ideia perversa é alguém pensar que no edifício da Justiça todos aprovam a condução de meia-dúzia. Muito pelo contrário. Desde sentenças para servirem de exemplo até esta nova modalidade de arquivamento… parece que já vale tudo. Com a justiça a querer retomar o papel do Clero moralista de outrora. Quando a Justiça nunca foi comparável a nenhuma religião. Muito pelo contrário Justiça também é sinónimo de factos! Outra grande confusão que vai na opinião pública é que qualquer Inquérito visa acusar ou condenar alguém. Quando até o próprio termo aponta para esclarecimento. De factos, mais uma vez. E daqui os dois resultados possíveis. A acusação ou o arquivamento.

  29. Ora aí está!
    Mas um grupo poderoso de deputados tem-se oposto e bloqueado de forma sistemática qualquer tentativa de reforma no regime que permita, já não digo pôr um termo, mas conter em limites aceitáveis, a corrupção, e os escândalos, de cortornos mais ou menos variados, todos eles passiveis de condenação moral e ética .
    Enriquecimento ilícito? Ele é a inconstitucionalidade ( argumento grado aos chuchialistas ) até à falácia da impossibilidade do vir a acontecer algo de errado, por garantia dogmática da honestidade e respeitabilidade natural inerente à gente detentora de cargos de poder ( argumento mais grato a gente de direita ) .
    Banqueiros ? São todos pessoas honestas, responsáveis e conscientes .
    Viu-se !
    O povo é soberano e o Parlamento legisla em nome do Povo ?
    Duvido !
    Pelo menos, enquanto o poder legislativo estiver cativo de meia-dúzia de grandes escritórios de advogados , isso, é conversa fiada !
    E enquanto houver meia dúzia se criminalistas patológicos, na bafienta faculdade de Direito de Coimbra, que vêm obstáculos e objecto de censura, em tudo o que seja tentativa de dar ferramentas legais aos magistrados, para poderem eficazmente, combaterem o cancro que vai minando o País …

  30. «Então, pelos vistos, o mesmo Pedro Balela, juntou-se ao coro dos Indignados e pela luta do(a) Paladino(a) Pancas Valupia, dono e morgado desta choldra, pese embora nem um nem outro percebam patavina de Direito .»

    pimpampum, o Valupi não precisa de saber Direito para sodomizar a troupe do Aspirina B com tangas seguidas de patetices e mais patetices servidas ao quilómetro. Precisa é de um endireita que consiga a missão difícil ou impossível por meios clássicos de lhe endireitar a coluna.

  31. Relendo o que escreveu Paulo Guerra, devo clarificar que o meu comentário não significa que concorde com o que ele escreveu, apenos aproveitei a deixa para escrever sobre o Parlamento, que está e há muito tempo, ao serviço de partidos, ou seja, serve para arranjar tachos a uns tantos, estando a chamada democracia portuguesa sequestrada e ao serviço dos partidos políticos, a Partidocracia, e interesses mais ou menos difusos, e não como deveria ser, ao serviço do Povo . Aliás, o despudor e o descaramento chegou a nível tal, que já se vai sabendo com todo o à vontade e indiferença geral, quem serve quem, e porque está lá .
    Basicamente, grandes escritórios de advogados . E agora a perceber-se melhor o porquê de certas reformas e de como elas servem na perfeição os desígnios de alguns : simplexes, empresas criadas na hora, e off-shores cozinhados mais depressa do que o menú do dia em muitos restaurantes .
    Quanto ao resto, é uma lenga lenga de innuendos e convicções pessoais, sem qualquer densificação ( quem fala à boca fechada e quem fala à boca cheia ? O que dizem ? Que significa isso do discurso moralista ? ) Porventura quereria um discurso imoralista, perverso, pregador do incumprimento e da delinquência ?
    É que isso nem é preciso, já cá temos essa triste realidade .
    E a verdade é que não existe igualdade de armas, o País é um paraíso para a advocacia e um inferno para a magistratura, quem acusa que investigue ( mesmo que isso implique procurar uma agulha no palheiro, quando o arquitecto do palheiro, por vezes até exibe a agulha na mão e rí com desdém ) por conseguinte os FACTOS são estes : um grupo significativo de escroques deu cabo de um País, lucrou com a façanha, e agora o Povo paga os desmandos, os fautores estão fora da alçada da Justiça, – por isto e por aquilo, – escuso de esmiuçar, toda a gente sabe porquê, e para cúmulo da desgraça, um grupo de jornalistas coloca-se ao serviço dos infractores, e dedica-se e diverte-se a denegrir o trabalho da Justiça .
    Está na moda !

  32. Pimpampum, cada bola mata um, p’ra galinha e para o peru quem se livra és mesmo tu.

    “… e para cúmulo da desgraça, um grupo de jornalistas coloca-se ao serviço dos infractores…”

    Já eu não podia concordar mais e mais uma vez em relação à Santa Inquisição. Devem ser os inevitáveis recalcamentos da beca ser tão parecida com a batina. Realmente tem-se visto ao serviço de quem está o actual “jornalismo”. As aspas são só para evitar qualquer tipo de processo. Mas claro que um cidadão como o Pipampum não podia concordar mais com os julgamentos populares. Uma chatice o progresso. Desde a idade das trevas, com aquelas fogueiras tão lindas.

    “…e o Parlamento, que está e há muito tempo, ao serviço de partidos, ou seja, serve para arranjar tachos a uns tantos, estando a chamada democracia portuguesa sequestrada e ao serviço dos partidos políticos, a Partidocracia, e interesses mais ou menos difusos, e não como deveria ser, ao serviço do Povo . Aliás, o despudor e o descaramento chegou a nível tal, que já se vai sabendo com todo o à vontade e indiferença geral, quem serve quem, e porque está lá…”

    Apesar de não haver nada mais perigoso que este tipo de discurso para a própria Democracia, sobretudo hoje, também sabemos bem em que quadrantes da política estão mais enraizados os medos do Pimpampum.

    Finalmente e se a ideia da brincadeira era só afirmar que não faz a mais pequena ideia do que se está a passar na Justiça em Portugal não era preciso mais nada:

    “…o País é um paraíso para a advocacia e um inferno para a magistratura…”

    Como se lê aliás todos os dias no CM.

  33. è isso mesmo , Pimpampum , a democracia representativa dos interesses da escória. parasita. e claro , como há-de a Justiça agir numa teia peganhenta , nojenta , tecida pelos próprios legisladores ao serviço de vígaros e onde todos tapam todos ? os poderes Executivo e Legislativo podem ser uma nojeira , mas a Justiça não pode por o pé em ramo verde nem um cm para os apanhar ? pobre Povo.

  34. e sim , com a cobertura dos jornalixos que aspiram ao cargo de assessor num gabinete qualquer. porque o sonho dos milhentos licenciados em comunicação social não é investigar informar e chegar à verdade , o sonho é ser assessor de imprensa do ministro. e lambem botas pois lambem e escrevem o que lhes ditam.

  35. «Uma moto de água foi o único bem que foi encontrado em nome de Nuno Vasconcellos para responder por uma dívida pessoal de €9,7 milhões que o empresário tem no BCP. Já há muito que o presidente do grupo Ongoing, insolvente desde o verão de 2016, não tem bens em seu nome. Vasconcellos vive em São Paulo, onde também tem negócios em dificuldade, e quando vem a Portugal fica em Cascais, em casa da mãe, Isabel Rocha dos Santos, uma das herdeiras da antiga Sociedade Nacional de Sabões.»

    Aqui, de manhãzinha: http://expresso.sapo.pt/economia/2017-04-08-Lider-da-Ongoing-so-tem-uma-moto-de-agua-para-pagar-divida-de-97-milhoes-1 , exactamente ali.

    Valupi, acrescenta mais esta vítima do Estado de Direito e a difamação do bom nome e, quando recuperares a mobilidade física e intelectual para além de um indigente Exactissimamente tardio virgulado. Eu falo por mim mas espero que recuperes, que treines afincadamente e que prossigas esse admirável número no Aspirina B das cambalhotas, mortais e piruetas. Eu fiquei fã, admito! Chama-se aquele passoroco Nuno Vasconcellos diz o Expresso, recordo-me que era um empreendedor da Ongoing e que andava pela comunicação social e que pagava bons ordenados a algumas «figuras gradas» (?!) do jornalismo indígena e maus aos restantes presumo (sendo alguém de quem nunca decerto falaste, portanto) e que agora está a passar uns pesarosos momentos a viver numa favela com vista para a praia de Copacabana).

    Nota. E, sim, fazes bem em não ligar patavina aos gajos que vêem em todo o lado essa nobre arte criminosa que inspira os fugitivos, desconfia sempre!

    […]

    2 – O que é que une Oliveira e Costa, Duarte Lima, Dias Loureiro, [Isaltino de Morais, Fátima Felgueiras, Nuno Vasconcellos,] José Sócrates, Armando Vara, Carlos Santos Silva, Lalanda de Castro, Joaquim Barroca, Henrique Granadeiro, Hélder Bataglia, Ricardo Salgado, os sôtores Daniel Proença de Carvalho, João Araújo e Pedro Delille e tu Valupi?

    Resposta:

    [é para colorir, durante o fim-de-semana.]

  36. Valupi, acrescenta mais esta vítima do Estado de Direito e [d]a difamação do bom nome [e regressa depressa], quando recuperares a mobilidade física e intelectual para além de um indigente Exactissimamente tardio virgulado.

    [Assim, que me parece.]

  37. […]

    Já a apreciação dos eleitores
    sobre o desempenho de líderes e órgãos de soberania é
    unânime: todos (a começar no
    Presidente da República — que
    prossegue, imparável, a sua ascensão aos píncaros da popularidade) têm mais apreciações
    positivas do que há um mês.
    Um dado curioso: apesar de
    muito criticado por ter prolongado o prazo para a conclusão
    da acusação a José Sócrates, o
    Ministério Público é o que mais
    sobe em relação a março.

    Expresso, 8.4.2017, p. 15.

  38. ” Já eu não podia concordar mais e mais uma vez em relação à Santa Inquisição. Devem ser os inevitáveis recalcamentos da beca ser tão parecida com a batina. Realmente tem-se visto ao serviço de quem está o actual “jornalismo”. As aspas são só para evitar qualquer tipo de processo. Mas claro que um cidadão como o Pipampum não podia concordar mais com os julgamentos populares. Uma chatice o progresso. Desde a idade das trevas, com aquelas fogueiras tão lindas. ”

    Isso sr. (João?) Paulo Guerra, é o argumento típico de quem está nas cordas, e, consiste na utilização da falácia changing the object . Trata-se de mudar de assunto, para tentar fazer valer pontos, mudando o tópico da discussão.
    Alguma vez e em algum lugar me viu pugnar pela Igreja Católica e pela Inquisição ?
    Sucede, que, com relação à Instituição, até sou anti-católico, pese embora reconheça qualidade ao Papa Francisco e a certos clérigos nacionais tais como o cognominado, pelos chuchas, bispo vermelho, D. Manuel Martins, uma jóia de pessoa . E mais um punhado de outros .
    Já Feytores Pintos e outros, tais como o padre Malícias, confessor de Guterres, – e chucha -, esses não . Serão do seu agrado, talvez .
    Becas e batinas ? Qual a correlação ? Porque não também, cozinheiros, já que alguns também já usam agora, jalecos pretos .
    Cangalheiros e seguranças, também se costumam vestir de negro . Assim como ciganos . O Parlamento está muito aciganado, acho, – no sentido de infestado de negociantes e vendilhões .
    Sendo uma percentagem de magistrados, membros da Maçonaria, vem- me você falar de becas e batinas, estabelendo uma relação improvável entre religião católica e Direito . Isto sim, é discurso populista . De que o senhor me acusa, mais abaixo . Mas o discurso populista, é o seu, não o meu . Aliás, essa treta, é cassette de advogado especialista na tática da vitimização, muito em voga, e que recolhe adeptos e seguidores entre políticos e jornalistas ( alguns ) de quem os autores da cassette, se têm servido .
    Portanto, em relação aos qualitativos que me atribui, nem exactissimamente, nem cu de onça ( mais ou menos, medida aproximada . Ninguém chega perto para ter a certeza ) .

    ” Apesar de não haver nada mais perigoso que este tipo de discurso para a própria Democracia, sobretudo hoje, também sabemos bem em que quadrantes da política estão mais enraizados os medos do Pimpampum. ”

    Sim, perigoso, sem dúvida, para a democracia, a democracia degenerada, tal como v. a concebe, e tal como ela lhe serve os seus interesses, pessoais e partidários .

    ” Como se lê aliás todos os dias no CM. ”

    Não faço ideia do que se lê no CM . Tell me more ! Lê ? Se lê, por algum motivo é . Quem não gosta, não come . Mutatis mutandis, quem não gosta, não leia .
    As fontes em que bebo, são as da realidade quotidiana, e essas estão à vista de todos .

  39. Pimpampum, cada bola mata um, p’ra galinha e para o peru quem se livra és mesmo tu.

    A Igreja só serviu de metáfora. Estes são muitos piores.

    “As fontes em que bebo, são as da realidade quotidiana, e essas estão à vista de todos.”

    E ainda assim insiste em que não querer ver o que se passa com a Justiça em Portugal? Ao arrepio de qualquer Estado de Direito Democrático, com sucessivos atropelos às liberdades, direitos e garantias de qualquer cidadão. Conforme a Constituição. Todos devíamos saber muito bem onde este tipo de expedientes costuma conduzir… Mas muito provavelmente também subscreve a tese da grande dificuldade em combater o crime económico. Que por mais nomes que lhe atribuam sempre existiu. E ninguém tem tantos recursos para o combater como o Estado. O MP sempre pôde recorrer aos melhores consultores. Técnicos nas finanças, Banco de Portugal, CGD, etc. E quando através da promiscuidade com alguns media precisam de recorrer a ataques de carácter que nenhuma mente sã deseja ao pior dos inimigos só provam uma coisa: que nunca tiveram nada! E não devia ser preciso perceber alguma coisa de Direito pata intuir logo que os julgamentos populares nunca estiveram ao lado da Justiça. Tão pouco beneficiam qualquer processo mas enfim… Nunca foi esse o pretendido. E para que fique bem claro, condenar a corrupção não é um exclusivo de ninguém. Muito menos de de uma seita de canalhas mascarados de justiceiros.

  40. não tenho notícias de cidadão comuns a queixarem-se de atropelos e direitos e ronho nho ronho nho , só vejo cidadãos fora do comum ( digamos , anormais ) tipo políticos , banqueiros , ceos , gente que vive à conta do contribuinte . que discurso tão populista , credo .

  41. Os senhores procuradores da treta e os senhores meretíssimos sem mérito que conspurcam este blogue pretendem então agora que os deputados deixem de estar ao serviço do Povo e dos partidos ! ! Para passarem a estar ao serviço que quem? das vossas corporações, claro!!!

  42. Paulo Guerra, se existes, a que «seita de canalhas mascarados de justiceiros» te referes?
    Aos super-heróis, ao Mascarilha ou quiçá à quadrilha dos Irmãos Metralha?
    Ou é aos desgraçados do MP, se calhar?

    E que sabes tu dessas cenas complexas sobre o Estado de Direito e a separação de poderes, do jornalismo português em lato senso, de ambas as coisas, porque como um simples leitor do CM te confessas?

  43. O discurso da Justiça é uma mentira pegada, são uma corporação cheia de tiques totalitarios que vivem à pala do contribuinte e que não respeitam o Estado de direito. A síntese perfeita é o Alex, um asceta beato com salazar no coração e Kant de bolso, um fervor mistico que só podia dar merda dado o misticismo não precisar de provas nem de muitas evidencias, basta ser-se e já está. Perante um justo destes o Diabo não é uma má criatura.
    Toda a cultura vem do tempo do fascismo, nem houve vontade de reforma, só a recente mediatização do tempo social e político inquietou a corporação, dantes prendiam-se pilha-galinhas, agora prendem-se pilha-galinhas, politicos e tudo o que mexe em nome da imagem já desgastada. É a ideia de democracia, prender-se toda a gente, assegurando assim a igualdade perante o crime…perdão, perante a falta de lei, perante o discreccionarismo, perante a injúria, perante o nojo. A Joaninha faz de Diógenes e o CManhã de lanterna, uma imagem miserável pois é, num país decente a metafora irónica seria com o Mexia e a EDP, já que o outro Mexia vive no governo sombra, que era coisa q o Diógenes não curtia.

  44. Paulo Escamuças, escreveu :

    ” A Igreja só serviu de metáfora. Estes são muitos piores. ”

    Estes quem ?
    Refere-se a ” os gajos e os tipos ” ?

    ” E ainda assim insiste em que não querer ver o que se passa com a Justiça em Portugal? Ao arrepio de qualquer Estado de Direito Democrático, com sucessivos atropelos às liberdades, direitos e garantias de qualquer cidadão … ”

    A Igreja só serviu de metáfora, e esta lenga lenga imaginária supra, de metáfora serviu .

  45. O corvo negro, identifica comentadores como procuradores e meritíssimos .
    Deve ser com recurso a bola de cristal, digo, berlinde roubado por uma pêga .

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