<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários em: O imperador e o moleiro</title>
	<atom:link href="http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 20 Mar 2010 00:48:41 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.1</generator>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
		<item>
		<title>Por: LT</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63713</link>
		<dc:creator>LT</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 12:57:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63713</guid>
		<description>Como é que um blog pela Democracia, é tao a &quot;voz do dono&quot; dos poderes instalados? Alguns de voces sabem muito, mas ainda ha muita gente, a quem é dificil dar a palha... ou isso, ou deviam provar do que dao a comer... Cumprimentos :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como é que um blog pela Democracia, é tao a &#8220;voz do dono&#8221; dos poderes instalados? Alguns de voces sabem muito, mas ainda ha muita gente, a quem é dificil dar a palha&#8230; ou isso, ou deviam provar do que dao a comer&#8230; Cumprimentos :)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: &#38;</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63288</link>
		<dc:creator>&#38;</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 10:31:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63288</guid>
		<description>mas traquinas, o tal museu até pode contar isso tudo que estás a dizer, e outras coisas. Também acho que muita coisa que o Vox diz é relevante. Tenho para mim por absolutamente adquirido que a verdade vem sempre ao de cima, mesmo que demore tempo. Esse museu aliás devia ser um espaço de discussão aberto. Agora os museus também vão ser online, não sei como vai ser isto. Tenho ali uns jardins maravilhosos para estudar mas é só depois, agora é deixar programado que vou estudar,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>mas traquinas, o tal museu até pode contar isso tudo que estás a dizer, e outras coisas. Também acho que muita coisa que o Vox diz é relevante. Tenho para mim por absolutamente adquirido que a verdade vem sempre ao de cima, mesmo que demore tempo. Esse museu aliás devia ser um espaço de discussão aberto. Agora os museus também vão ser online, não sei como vai ser isto. Tenho ali uns jardins maravilhosos para estudar mas é só depois, agora é deixar programado que vou estudar,</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: tra.quinas</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63270</link>
		<dc:creator>tra.quinas</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 00:08:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63270</guid>
		<description>&amp;, vês.
De ver claro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&amp;, vês.<br />
De ver claro.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: tra.quinas</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63269</link>
		<dc:creator>tra.quinas</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 23:59:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63269</guid>
		<description>&amp;, não vez problema com o museu do salazar porquê? O que é que há de bom para enaltecer no salazar? Estás preocupado com a História? Mas isso não está já feito nos museus da resistência? Para o resto não existem já a Torre do Tombo e um sem número de arquivos nacionais insuspeitos?

Por essa ordem de ideias a Europa toda devia fazer museus ao hitler. Qual é a distinção? A grandeza da barbárie, ou a quantidade de pares de peúgas pessoais?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&amp;, não vez problema com o museu do salazar porquê? O que é que há de bom para enaltecer no salazar? Estás preocupado com a História? Mas isso não está já feito nos museus da resistência? Para o resto não existem já a Torre do Tombo e um sem número de arquivos nacionais insuspeitos?</p>
<p>Por essa ordem de ideias a Europa toda devia fazer museus ao hitler. Qual é a distinção? A grandeza da barbárie, ou a quantidade de pares de peúgas pessoais?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: tra.quinas</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63267</link>
		<dc:creator>tra.quinas</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 23:50:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63267</guid>
		<description>Será possível conceber um sistema mais desonesto e corrupto do que os que não permitem a expressão de opinião dos seus cidadãos? Haverá melhor forma de promover a mãozinha pelas costas e o compadrio do que a que Salazar utilizou?

Mas alguma vez, alguma ditadura se estabeleceu ou conseguiu sobreviver sem recorrer ao estabelecimento e promoção de um sistema de elites e castas, sejam políticas, religiosas, económicas, militares ou outras? Não há nada nestas questões em que o Salazar tenha falhado. 

Pelo contrário, muito do que a nossa sociedade ainda tem para pagar em termos de corrupção remete-nos para a ditadura do Salazar mas o que não falta neste país são pessoas que não apreciam nem partidos nem monarcas. Gostam é de rédea curta e vá de esporas nos quadris. Está bem, senhores... são a seguir.

Dizem... mas ele mal ganhou para umas meias. Faz lembrar-me a história do chefe da quadrilha que ficava sempre na rua a ver se vinha alguém. Quando os bandidos foram apanhados ele não era bandido nem tão pouco cúmplice provado. Neste tipo de situações de pouco serve a já longa história do imperador e do moleiro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Será possível conceber um sistema mais desonesto e corrupto do que os que não permitem a expressão de opinião dos seus cidadãos? Haverá melhor forma de promover a mãozinha pelas costas e o compadrio do que a que Salazar utilizou?</p>
<p>Mas alguma vez, alguma ditadura se estabeleceu ou conseguiu sobreviver sem recorrer ao estabelecimento e promoção de um sistema de elites e castas, sejam políticas, religiosas, económicas, militares ou outras? Não há nada nestas questões em que o Salazar tenha falhado. </p>
<p>Pelo contrário, muito do que a nossa sociedade ainda tem para pagar em termos de corrupção remete-nos para a ditadura do Salazar mas o que não falta neste país são pessoas que não apreciam nem partidos nem monarcas. Gostam é de rédea curta e vá de esporas nos quadris. Está bem, senhores&#8230; são a seguir.</p>
<p>Dizem&#8230; mas ele mal ganhou para umas meias. Faz lembrar-me a história do chefe da quadrilha que ficava sempre na rua a ver se vinha alguém. Quando os bandidos foram apanhados ele não era bandido nem tão pouco cúmplice provado. Neste tipo de situações de pouco serve a já longa história do imperador e do moleiro.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: &#38;</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63251</link>
		<dc:creator>&#38;</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 20:23:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63251</guid>
		<description>(caro Vox, salva-o o duplo d porque se fosse só um o Edie é a; não sou de forma alguma monárquico, enjôo só de pensar, gosto de trepidações republicanas cada 5 anos e,mbora tenha em mãos um estudo dos jardins das Necessidades e da Ajuda; a Restauração foi da independência embora paradoxalmente a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, apesar do bonito nome, poder contrariar isso mesmo, veremos. )</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>(caro Vox, salva-o o duplo d porque se fosse só um o Edie é a; não sou de forma alguma monárquico, enjôo só de pensar, gosto de trepidações republicanas cada 5 anos e,mbora tenha em mãos um estudo dos jardins das Necessidades e da Ajuda; a Restauração foi da independência embora paradoxalmente a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, apesar do bonito nome, poder contrariar isso mesmo, veremos. )</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Edie</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63250</link>
		<dc:creator>Edie</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 20:23:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63250</guid>
		<description>Vox,

não tenha problemas com a idiotice, que não é por se ser o último a falar que se adquire essa qualidade.

Mas toda a gente sabe que Salazar era um grande socialista! O senhor não?
As tiranias são todas parecidas e o aproveitamento que se faz de um pensamento não corresponde ao pensamento.

Os nacionais socialistas sabiam-no muito bem...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vox,</p>
<p>não tenha problemas com a idiotice, que não é por se ser o último a falar que se adquire essa qualidade.</p>
<p>Mas toda a gente sabe que Salazar era um grande socialista! O senhor não?<br />
As tiranias são todas parecidas e o aproveitamento que se faz de um pensamento não corresponde ao pensamento.</p>
<p>Os nacionais socialistas sabiam-no muito bem&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vox</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63247</link>
		<dc:creator>Vox</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 19:28:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63247</guid>
		<description>Sr. Eddie, 

Epá, isso não se faz, que deslealdade!
Eu tinha dito que não tencionava voltar mais aqui mas depois, por uma questão de curiosidade e para ver quem é que tinha tido a última palavra em relação à minha modesta pessoa (lembrei-me de Ambrose Bierce e da definição que ele dá de falta de senso e de última palavra), cá estou eu, correndo o risco calculado e assumido de ser eu a ter a última palavra, e como tal, o idiota :)  Mas enfim ...

E para mais, que eu nem sequer anunciei que saia desiludido e amargurado, caso em que o Sr., justificadamente, poderia ter escrito algo como isto,
Até parece que vai de saída para Morador (you know, C.S. Lewis, Tolkien, O Senhor dos Anéis) atirar o anel para o fogo e todos estão a dizer adeus porque podem nunca mais o ver outra vez, mas se o virem regressar, será visto como um herói, porque salvou metade da Terra ...

Olhe só quem o Sr. foi chamar à colação!
C.S. Lewis.

Se me permite, aconselho-o, a, da próxima vez, ser mais cuidadoso na selecção das suas fontes para citação, pois que o texto que o Sr. escolheu, está a ser aproveitado a bel-prazer, para todos os gostos.  :)

Aqui, por exemplo,

http://www.independent.org/blog/?p=1089

está a ser utilizado para fins de oposição ao sistema de Segurança Social que o Presidente Obama quer implementar nos Estados Unidos.

Veja por favor as ligações  &quot;We’re All Sick and Government Must Heal Us&quot; e  &quot;Health Insurance before the Welfare State: The Destruction of Self-Help by State Intervention,&quot;.

Leia o comentário de RickC, que transcrevo em português: 

&quot; Eu já tinha parte desta citação no meu livro de notas de citações favoritas. Obrigado pela citação completa. Lewis tinha muitas mais coisas interessantes a dizer acerca do ... oops ... socialismo ... &quot;  :)

Veja também esta (Segurança Social aumenta a pobreza):

http://www.independent.org/newsroom/article.asp?id=2302

Caro amigo, - creio que já posso falar assim, -  &amp;

Restauração?
Epá, tudo menos isso!
Monarquia não!
É que o pretendente ao trono (como se essa coisa de trono existisse em Portugal) já afirmou que, quando não está em Sintra, está Nelas. :D 

E depois, isso da monarquia, era coisa que ficar-nos-ia caríssimo (bem sei, bem sei, temos 1 PR no activo e 3 na reforma, a auferirem o mesmo vencimento do activo, e mais algumas mordomias, coisa de pequena monta) mas que diabo, uma monarquia que se preze requer títulos de nobreza e damas de honor e pajens e o diabo a quatro, nem pensar! 

Melhor reflectindo: o que temos no activo, cumpre já uma regra, - não escrita - é a chamada hermenêutica jurídica, no seu grau de maior profundidade :D que diz que ex-Primeiro-Ministro, tende para terminar a carreira como Presidente da República, de preferência, cumprindo dois mandatos seguidos - porque não há mais - e se isto não é aproximação à perpetuação no Poder - pérfido defeito da monarquia - já é algo parecido :)

Saudações.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sr. Eddie, </p>
<p>Epá, isso não se faz, que deslealdade!<br />
Eu tinha dito que não tencionava voltar mais aqui mas depois, por uma questão de curiosidade e para ver quem é que tinha tido a última palavra em relação à minha modesta pessoa (lembrei-me de Ambrose Bierce e da definição que ele dá de falta de senso e de última palavra), cá estou eu, correndo o risco calculado e assumido de ser eu a ter a última palavra, e como tal, o idiota :)  Mas enfim &#8230;</p>
<p>E para mais, que eu nem sequer anunciei que saia desiludido e amargurado, caso em que o Sr., justificadamente, poderia ter escrito algo como isto,<br />
Até parece que vai de saída para Morador (you know, C.S. Lewis, Tolkien, O Senhor dos Anéis) atirar o anel para o fogo e todos estão a dizer adeus porque podem nunca mais o ver outra vez, mas se o virem regressar, será visto como um herói, porque salvou metade da Terra &#8230;</p>
<p>Olhe só quem o Sr. foi chamar à colação!<br />
C.S. Lewis.</p>
<p>Se me permite, aconselho-o, a, da próxima vez, ser mais cuidadoso na selecção das suas fontes para citação, pois que o texto que o Sr. escolheu, está a ser aproveitado a bel-prazer, para todos os gostos.  :)</p>
<p>Aqui, por exemplo,</p>
<p><a href="http://www.independent.org/blog/?p=1089" rel="nofollow">http://www.independent.org/blog/?p=1089</a></p>
<p>está a ser utilizado para fins de oposição ao sistema de Segurança Social que o Presidente Obama quer implementar nos Estados Unidos.</p>
<p>Veja por favor as ligações  &#8220;We’re All Sick and Government Must Heal Us&#8221; e  &#8220;Health Insurance before the Welfare State: The Destruction of Self-Help by State Intervention,&#8221;.</p>
<p>Leia o comentário de RickC, que transcrevo em português: </p>
<p>&#8221; Eu já tinha parte desta citação no meu livro de notas de citações favoritas. Obrigado pela citação completa. Lewis tinha muitas mais coisas interessantes a dizer acerca do &#8230; oops &#8230; socialismo &#8230; &#8221;  :)</p>
<p>Veja também esta (Segurança Social aumenta a pobreza):</p>
<p><a href="http://www.independent.org/newsroom/article.asp?id=2302" rel="nofollow">http://www.independent.org/newsroom/article.asp?id=2302</a></p>
<p>Caro amigo, &#8211; creio que já posso falar assim, &#8211;  &amp;</p>
<p>Restauração?<br />
Epá, tudo menos isso!<br />
Monarquia não!<br />
É que o pretendente ao trono (como se essa coisa de trono existisse em Portugal) já afirmou que, quando não está em Sintra, está Nelas. :D </p>
<p>E depois, isso da monarquia, era coisa que ficar-nos-ia caríssimo (bem sei, bem sei, temos 1 PR no activo e 3 na reforma, a auferirem o mesmo vencimento do activo, e mais algumas mordomias, coisa de pequena monta) mas que diabo, uma monarquia que se preze requer títulos de nobreza e damas de honor e pajens e o diabo a quatro, nem pensar! </p>
<p>Melhor reflectindo: o que temos no activo, cumpre já uma regra, &#8211; não escrita &#8211; é a chamada hermenêutica jurídica, no seu grau de maior profundidade :D que diz que ex-Primeiro-Ministro, tende para terminar a carreira como Presidente da República, de preferência, cumprindo dois mandatos seguidos &#8211; porque não há mais &#8211; e se isto não é aproximação à perpetuação no Poder &#8211; pérfido defeito da monarquia &#8211; já é algo parecido :)</p>
<p>Saudações.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Tertúlia at Aspirina B</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63221</link>
		<dc:creator>Tertúlia at Aspirina B</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:54:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63221</guid>
		<description>[...] diz a nossa amiga Carmen Maria, neste recanto da casa conversa-se com entusiasmo e galhardia. Foi precisamente para esse convívio [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] diz a nossa amiga Carmen Maria, neste recanto da casa conversa-se com entusiasmo e galhardia. Foi precisamente para esse convívio [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Edie</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63219</link>
		<dc:creator>Edie</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:20:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63219</guid>
		<description>Of all tyrannies, a tyranny exercised for the good of its victims may be the most oppressive. It may be better to live under robber barons than under omnipotent moral busybodies. The robber baron&#039;s cruelty may sometimes sleep, his cupidity may at some point be satiated; but those who torment us for our own good will torment us without end, for they do so with the approval of their own conscience.

C.S.Lewis

Vox, um grande ponto final para si também.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Of all tyrannies, a tyranny exercised for the good of its victims may be the most oppressive. It may be better to live under robber barons than under omnipotent moral busybodies. The robber baron&#8217;s cruelty may sometimes sleep, his cupidity may at some point be satiated; but those who torment us for our own good will torment us without end, for they do so with the approval of their own conscience.</p>
<p>C.S.Lewis</p>
<p>Vox, um grande ponto final para si também.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: &#38;</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63218</link>
		<dc:creator>&#38;</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 11:59:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63218</guid>
		<description>Bom dia amig@s. Eu também gostei de falar com o Vox, tem lá coisas que é bom não esquecer, outras não esquecer de lembrar. E escreve bem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia amig@s. Eu também gostei de falar com o Vox, tem lá coisas que é bom não esquecer, outras não esquecer de lembrar. E escreve bem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carmen Maria</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63214</link>
		<dc:creator>Carmen Maria</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 11:24:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63214</guid>
		<description>Val,

Boa conversa que deu este texto!!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Val,</p>
<p>Boa conversa que deu este texto!!!!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Manuel Pacheco</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63213</link>
		<dc:creator>Manuel Pacheco</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 11:22:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63213</guid>
		<description>&amp; 
Estou consigo a cem por cento. Só quer saber da vida alheia quem tem rabos-de-palha. E o provérbio de: Chama-lhes antes que chamem a ti, cada vez tem mais valor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&amp;<br />
Estou consigo a cem por cento. Só quer saber da vida alheia quem tem rabos-de-palha. E o provérbio de: Chama-lhes antes que chamem a ti, cada vez tem mais valor.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carmen Maria</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63209</link>
		<dc:creator>Carmen Maria</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 11:03:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63209</guid>
		<description>&quot;Contra o PSD é que é o elas, nunca se demitem, arrastam-se agarrados ao casco até à última&quot;. A esta palavras de &amp; apenas acrescento: Tal como o Salazar</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Contra o PSD é que é o elas, nunca se demitem, arrastam-se agarrados ao casco até à última&#8221;. A esta palavras de &amp; apenas acrescento: Tal como o Salazar</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: &#38;</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63206</link>
		<dc:creator>&#38;</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 10:49:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63206</guid>
		<description>Caro Vox,

Olhe que frequentar um blog bom faz bem, aumenta-nos a literacia, a mim pelo menos foi assim, estimula-nos os neurónios, obriga-nos a repensar coisas .... Claro que há o problema do tempo, mas isto é facultativo a menos das nossas imposições de consciência, não o esqueçamos. Isto é liberdade.

A história far-se-á, devo ter sido dos pouquíssimos tipos de esquerda que não tomou posição pública contra o museu de Santa Comba, não porque admire o homem, mas porque também sou contra a diabolização e obliteração do passado. Tudo tem a sua razão de ser e escamoteá-lo é não aprender com o passado. E há sempre coisas interessantes a aprender.

Salazar não abandonou o poder porque tinha medo(s). Não acho bom conselheiro. Vivia em palácios, tinha comida e tudo tratado, vivia como um príncipe, não tinha filhos, andava sempre a pensar nos dinheiros do Estado não precisava de pensar nos seus, excepto não perder o emprego. Agarrou-se-lhe que nem uma lapa. a ninfa da ribeira é que às tantas achou que tinha de intervir, não por acaso no forte de Santo António da Barra.

A democracia terá sido muito, mas muito, mais integrativa do que o Estado Novo, basta ver o fluxo de migrações. Comporta, associada, a democratização da corrupção, que é uma chatice, tem que ir sendo domada. Mas é um problema muito antigo, desde o Império Romano por demais conhecido. 

Quanto ao problema das escutas ao José Socrates cá. Não tenho qualquer dúvida de que foi montada como manobra política para atingi-lo, não ver isso é não querer vê-lo. No entanto não vejo televisão, atenho-me a notícias escritas pelo que não conheço a toada, excepto de vez em quando quando apanho um naco num restaurante.

Devemos todos impôr-nos reserva moral para comentar o que o homem terá dito em conversas privadas, porque afinal até ninguém sabe bem, inventam-se notícias como sabe, acrescentam-se pontos e contos. Que eu saiba não foi dito nada que nenhum de nós não dissesse em conversa imaginária genérica.

Lembro-me bem de José Socrates durante o consulado do Burroso naqueles debates com o Santana Lopes na SIC a propósito das escutas do Casa Pia ter afirmado alto e bom som que queria falar ao telefone com toda a liberdade. Acho muito bem, dentro do resguardo dele.

Recuso-me a entrar na devassa doentia das conversas privadas.

Além disso os casos contra o PS têm logo efeitos imediatos. Caiu a ponte de Entre os Rios e o Coelho demitiu-se logo com aquela famosa e lúcida frase: a culpa não morre solteira. Falou-se da sisa do Vitorino e o ministro da Defesa foi-se. Contra o PSD é que é o elas, nunca se demitem, arrastam-se agarrados ao casco até à última,

enfim os meus votos são de que se saia disto por cima,

vem aí a Restauração.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Vox,</p>
<p>Olhe que frequentar um blog bom faz bem, aumenta-nos a literacia, a mim pelo menos foi assim, estimula-nos os neurónios, obriga-nos a repensar coisas &#8230;. Claro que há o problema do tempo, mas isto é facultativo a menos das nossas imposições de consciência, não o esqueçamos. Isto é liberdade.</p>
<p>A história far-se-á, devo ter sido dos pouquíssimos tipos de esquerda que não tomou posição pública contra o museu de Santa Comba, não porque admire o homem, mas porque também sou contra a diabolização e obliteração do passado. Tudo tem a sua razão de ser e escamoteá-lo é não aprender com o passado. E há sempre coisas interessantes a aprender.</p>
<p>Salazar não abandonou o poder porque tinha medo(s). Não acho bom conselheiro. Vivia em palácios, tinha comida e tudo tratado, vivia como um príncipe, não tinha filhos, andava sempre a pensar nos dinheiros do Estado não precisava de pensar nos seus, excepto não perder o emprego. Agarrou-se-lhe que nem uma lapa. a ninfa da ribeira é que às tantas achou que tinha de intervir, não por acaso no forte de Santo António da Barra.</p>
<p>A democracia terá sido muito, mas muito, mais integrativa do que o Estado Novo, basta ver o fluxo de migrações. Comporta, associada, a democratização da corrupção, que é uma chatice, tem que ir sendo domada. Mas é um problema muito antigo, desde o Império Romano por demais conhecido. </p>
<p>Quanto ao problema das escutas ao José Socrates cá. Não tenho qualquer dúvida de que foi montada como manobra política para atingi-lo, não ver isso é não querer vê-lo. No entanto não vejo televisão, atenho-me a notícias escritas pelo que não conheço a toada, excepto de vez em quando quando apanho um naco num restaurante.</p>
<p>Devemos todos impôr-nos reserva moral para comentar o que o homem terá dito em conversas privadas, porque afinal até ninguém sabe bem, inventam-se notícias como sabe, acrescentam-se pontos e contos. Que eu saiba não foi dito nada que nenhum de nós não dissesse em conversa imaginária genérica.</p>
<p>Lembro-me bem de José Socrates durante o consulado do Burroso naqueles debates com o Santana Lopes na SIC a propósito das escutas do Casa Pia ter afirmado alto e bom som que queria falar ao telefone com toda a liberdade. Acho muito bem, dentro do resguardo dele.</p>
<p>Recuso-me a entrar na devassa doentia das conversas privadas.</p>
<p>Além disso os casos contra o PS têm logo efeitos imediatos. Caiu a ponte de Entre os Rios e o Coelho demitiu-se logo com aquela famosa e lúcida frase: a culpa não morre solteira. Falou-se da sisa do Vitorino e o ministro da Defesa foi-se. Contra o PSD é que é o elas, nunca se demitem, arrastam-se agarrados ao casco até à última,</p>
<p>enfim os meus votos são de que se saia disto por cima,</p>
<p>vem aí a Restauração.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: tra.quinas</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63195</link>
		<dc:creator>tra.quinas</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 02:18:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63195</guid>
		<description>Vox, para mim escusas de atirar areia aos olhos porque eu, nestas circunstâncias, tenho sempre aqui ao jeito os óculos de protecção. Se me falas das filas para apoios sociais quando atravessamos uma das maiores crises internacionais das últimas décadas que afecta sobremaneira o emprego, tenho que te lembrar que o salazarismo até ao racionamento de alimentos e medicamentos teve que recorrer.

Em relação aos restantes itens do meu anterior comentário anoto que preferiste fazer vista grossa pelo que me considero desde já esclarecido.

Como certamente saberás a pobreza ultrapassa em muito a questão da alimentação, incluindo aspectos como o acesso à habitação, ao ensino, à justiça, condições e segurança no emprego, infra-estruturas e serviços básicos... em suma, tem a ver com qualidade de vida: anseios humanos e condições para a sua concretização. Encontrar semelhanças entre o 24 de Abril e a situação que temos hoje é como, desculpa-me a expressão, comparar o cu com a Expo 98.

É do conhecimento público que não é ainda famosa a nossa actual posição nos rankings europeus relativos à pobreza e exclusão social. Nem tão pouco nos relativos ao fosso entre ricos e pobres e às desigualdades na distribuição do rendimento. Contudo, as estatísticas não mentem e em qualquer desses itens estamos muito melhor hoje do que nos tempos da ditadura.

O estado novo sempre teve pânico da modernidade e do desenvolvimento por recear que pudessem pôr em causa os seus pilares básicos de raiz moralista religiosa e pseudo histórica de que resultou, como herança, um país feudal afastado a milhas em desenvolvimento do resto da Europa e em que só um certo conceito de ruralidade boçal era visto com bons olhos. Não! Obrigado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vox, para mim escusas de atirar areia aos olhos porque eu, nestas circunstâncias, tenho sempre aqui ao jeito os óculos de protecção. Se me falas das filas para apoios sociais quando atravessamos uma das maiores crises internacionais das últimas décadas que afecta sobremaneira o emprego, tenho que te lembrar que o salazarismo até ao racionamento de alimentos e medicamentos teve que recorrer.</p>
<p>Em relação aos restantes itens do meu anterior comentário anoto que preferiste fazer vista grossa pelo que me considero desde já esclarecido.</p>
<p>Como certamente saberás a pobreza ultrapassa em muito a questão da alimentação, incluindo aspectos como o acesso à habitação, ao ensino, à justiça, condições e segurança no emprego, infra-estruturas e serviços básicos&#8230; em suma, tem a ver com qualidade de vida: anseios humanos e condições para a sua concretização. Encontrar semelhanças entre o 24 de Abril e a situação que temos hoje é como, desculpa-me a expressão, comparar o cu com a Expo 98.</p>
<p>É do conhecimento público que não é ainda famosa a nossa actual posição nos rankings europeus relativos à pobreza e exclusão social. Nem tão pouco nos relativos ao fosso entre ricos e pobres e às desigualdades na distribuição do rendimento. Contudo, as estatísticas não mentem e em qualquer desses itens estamos muito melhor hoje do que nos tempos da ditadura.</p>
<p>O estado novo sempre teve pânico da modernidade e do desenvolvimento por recear que pudessem pôr em causa os seus pilares básicos de raiz moralista religiosa e pseudo histórica de que resultou, como herança, um país feudal afastado a milhas em desenvolvimento do resto da Europa e em que só um certo conceito de ruralidade boçal era visto com bons olhos. Não! Obrigado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vox</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63194</link>
		<dc:creator>Vox</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 01:53:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63194</guid>
		<description>Caro &amp;

Obrigado pelas suas gentis palavras, e a minha satisfação, e o meu sincero agradecimento, por ter encontrado uma pessoa educada, e que utiliza a Internet como meio civilizado, de comunicação.

Deparei-me com este Blog por acaso. Não tenciono permanecer como leitor assíduo deste nem tampouco de outros Blogs, pois que considero que, na sua esmagadora maioria, exigem uma tremenda, e infelizmente, muitíssimas, vezes, inútil perda de tempo.

Impõe-se uma clarificação quanto à minha alegada admiração por Salazar.

Não é tanto a obra do homem.  

Restringe-se apenas e tão só, àquilo que considero algumas qualidades, essencialmente, rigor e sentido de responsabilidade de Homem de Estado, aquilo que os americanos caracterizam como, statesman. 

Chego a essa conclusão, por comparação: eu vivi 16 anos sob Salazar, 6 anos sob Marcelo Caetano, e 34 em Democracia.

Assim sendo, poderá pois, em bom rigor, dizer-se que, resulta, em grande parte, já nem tanto da admiração em sí, mas por um termo de comparação, da decepção, em face da actuação (ou falta dela) dos homens políticos do pós 25 de Abril.

Um dia far-se-á a história (já muitos de nós estamos em condições de fazer um balanço e o nosso próprio julgamento) e ver-se-á quem foi quem, e quem falhou, e onde.

Como bem disse o juiz que participou no debate que serviu de tema ao comentário inicial que encabeça este quadro de comentários: &quot;as Instituições não falham, são os homens que falham&quot;. 

Certo: sem honestidade, não há regime político, por mais perfeito que ele pretenda ser, que resista.

Talvez, também por causa desse problema da honestidade (melhor dito, da falta dela) um diplomata venezuelano, disse: &quot;não há pior regime do uma democracia laxista sem um poder judicial forte&quot;.

Quanto ao futuro, não estou assim muito optimista.

O país defronta uma grave crise e sinceramente não vejo saída.

Sinceramente, não sei que recursos temos e em que áreas nos poderemos especializar para tentar sobreviver, como nação independente, e próspera.

A questão essencial suscitada com o caso que deu origem a este quadro, envolve a questão da confiança, e simultaneamente, a falta dela, a desconfiança.

Sabemos que a pessoa em causa, não é igual na lei (goza de prerrogativas especiais quanto ao regime de escutas) mas é igual perante a lei (em caso de prevaricação).

Historicamente, e não obstante 34 anos de democracia, os portugueses sabem, que, de um modo quase geral, não existe igualdade perante a lei, e, falando prosaicamente, os ricos e os poderosos, vão-se safando sempre.

Costuma dizer (o Povo) :  as prisões não foram feitas para os ricos.

O Povo tem, pois, uma profunda, e justificada, desconfiança em relação à questão da igualdade perante a lei, e grassa nas massas, a sensação da impunidade.

Isso tem o efeito preverso de arrastar mais prevaricadores, e deu já até, lugar a um perverso juízo de valor, uma aceitação e admiração em relações aos prevaricadores, um &quot;Princípio&quot; que reza mais ou menos assim &quot;fez ele muito bem, o Mundo é para os chico-espertos&quot;.

Nada de bom, pois, para o futuro ...

Trata-se, de uma questão de confiança.
Confiança em relação a dois Magistrados de topo da hierarquia do Estado.

Um (o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que não sei se terá chegado sequer a escutar o teor das conversas). Outro, o Procurador-Geral da República, que penso terá escutado, e que em tempos disse - em relação ao caso Freeport - que se tratava de um processo como outro qualquer.

O antecessor no cargo, Souto Moura, posteriormente, disse mais ou menos isto: não, não é um processo como outro qualquer.

Penso que recolocou bem a questão.

Afirmou o Bastonário da Ordem dos Advogados, no debate em causa: O Direito é o alicerce que cimenta as muralhas da República (não é uma transcrição verbatim, ele disse algo do género).

E se as escutas em causa tiverem o potencial de causarem um escândalo tal, que tem ele mesmo o poder de pulverizar as muralhas da República (entenda-se, do regime)?

Nessa hipotética eventualidade, não será legítimo a todos nós, interrogar-mo-nos, se o(s) envolvido(s) não terão, antes de proferirem a decisão, ponderado e depois decidido, limitados por esse terrível potencial de destruição?

Daí que, fica sempre uma dúvida insuportável a pairar no ar ...

Uma coisa é certa: cada um de nós, sabe aquilo que somos. E na maioria das vezes, sabemos o que nos rodeia.

Foi um prazer.
Cordiais saudações.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro &amp;</p>
<p>Obrigado pelas suas gentis palavras, e a minha satisfação, e o meu sincero agradecimento, por ter encontrado uma pessoa educada, e que utiliza a Internet como meio civilizado, de comunicação.</p>
<p>Deparei-me com este Blog por acaso. Não tenciono permanecer como leitor assíduo deste nem tampouco de outros Blogs, pois que considero que, na sua esmagadora maioria, exigem uma tremenda, e infelizmente, muitíssimas, vezes, inútil perda de tempo.</p>
<p>Impõe-se uma clarificação quanto à minha alegada admiração por Salazar.</p>
<p>Não é tanto a obra do homem.  </p>
<p>Restringe-se apenas e tão só, àquilo que considero algumas qualidades, essencialmente, rigor e sentido de responsabilidade de Homem de Estado, aquilo que os americanos caracterizam como, statesman. </p>
<p>Chego a essa conclusão, por comparação: eu vivi 16 anos sob Salazar, 6 anos sob Marcelo Caetano, e 34 em Democracia.</p>
<p>Assim sendo, poderá pois, em bom rigor, dizer-se que, resulta, em grande parte, já nem tanto da admiração em sí, mas por um termo de comparação, da decepção, em face da actuação (ou falta dela) dos homens políticos do pós 25 de Abril.</p>
<p>Um dia far-se-á a história (já muitos de nós estamos em condições de fazer um balanço e o nosso próprio julgamento) e ver-se-á quem foi quem, e quem falhou, e onde.</p>
<p>Como bem disse o juiz que participou no debate que serviu de tema ao comentário inicial que encabeça este quadro de comentários: &#8220;as Instituições não falham, são os homens que falham&#8221;. </p>
<p>Certo: sem honestidade, não há regime político, por mais perfeito que ele pretenda ser, que resista.</p>
<p>Talvez, também por causa desse problema da honestidade (melhor dito, da falta dela) um diplomata venezuelano, disse: &#8220;não há pior regime do uma democracia laxista sem um poder judicial forte&#8221;.</p>
<p>Quanto ao futuro, não estou assim muito optimista.</p>
<p>O país defronta uma grave crise e sinceramente não vejo saída.</p>
<p>Sinceramente, não sei que recursos temos e em que áreas nos poderemos especializar para tentar sobreviver, como nação independente, e próspera.</p>
<p>A questão essencial suscitada com o caso que deu origem a este quadro, envolve a questão da confiança, e simultaneamente, a falta dela, a desconfiança.</p>
<p>Sabemos que a pessoa em causa, não é igual na lei (goza de prerrogativas especiais quanto ao regime de escutas) mas é igual perante a lei (em caso de prevaricação).</p>
<p>Historicamente, e não obstante 34 anos de democracia, os portugueses sabem, que, de um modo quase geral, não existe igualdade perante a lei, e, falando prosaicamente, os ricos e os poderosos, vão-se safando sempre.</p>
<p>Costuma dizer (o Povo) :  as prisões não foram feitas para os ricos.</p>
<p>O Povo tem, pois, uma profunda, e justificada, desconfiança em relação à questão da igualdade perante a lei, e grassa nas massas, a sensação da impunidade.</p>
<p>Isso tem o efeito preverso de arrastar mais prevaricadores, e deu já até, lugar a um perverso juízo de valor, uma aceitação e admiração em relações aos prevaricadores, um &#8220;Princípio&#8221; que reza mais ou menos assim &#8220;fez ele muito bem, o Mundo é para os chico-espertos&#8221;.</p>
<p>Nada de bom, pois, para o futuro &#8230;</p>
<p>Trata-se, de uma questão de confiança.<br />
Confiança em relação a dois Magistrados de topo da hierarquia do Estado.</p>
<p>Um (o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que não sei se terá chegado sequer a escutar o teor das conversas). Outro, o Procurador-Geral da República, que penso terá escutado, e que em tempos disse &#8211; em relação ao caso Freeport &#8211; que se tratava de um processo como outro qualquer.</p>
<p>O antecessor no cargo, Souto Moura, posteriormente, disse mais ou menos isto: não, não é um processo como outro qualquer.</p>
<p>Penso que recolocou bem a questão.</p>
<p>Afirmou o Bastonário da Ordem dos Advogados, no debate em causa: O Direito é o alicerce que cimenta as muralhas da República (não é uma transcrição verbatim, ele disse algo do género).</p>
<p>E se as escutas em causa tiverem o potencial de causarem um escândalo tal, que tem ele mesmo o poder de pulverizar as muralhas da República (entenda-se, do regime)?</p>
<p>Nessa hipotética eventualidade, não será legítimo a todos nós, interrogar-mo-nos, se o(s) envolvido(s) não terão, antes de proferirem a decisão, ponderado e depois decidido, limitados por esse terrível potencial de destruição?</p>
<p>Daí que, fica sempre uma dúvida insuportável a pairar no ar &#8230;</p>
<p>Uma coisa é certa: cada um de nós, sabe aquilo que somos. E na maioria das vezes, sabemos o que nos rodeia.</p>
<p>Foi um prazer.<br />
Cordiais saudações.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: &#38;</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63182</link>
		<dc:creator>&#38;</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 22:14:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63182</guid>
		<description>Caro Vox,

Sei reconhecer um adversário à altura. Gosto, aprende-se sempre.

Consigo perceber a sua admiração por Salazar mas não a posso subscrever, pelas razões que disse acima; existe uma grande dificuldade na Vida que se chama dialéctica e já Glaucon dizia a Socrates na Republica que era a ária que teríamos de aprender.

Nela, e ao contrário da lógica linear aristotélica, as coisas viram ao contrário, basta dar-lhes tempo suficiente. É assim que um providencial pai da pátria que não saiba sair a tempo transforma-se num padrasto ditador e vingativo, para não usar outros termos. Aplica-se a qualquer um denominado de esquerda ou direita.

Quanto à guerra colonial e à perda dos territórios africanos como lhes chama, era inevitável, a bem ou a mal. Houvera esse horizonte e talvez se tivesse conseguido evitar a guerra colonial ou minorar os seus efeitos.

Portugal era no contexto dos anos sessenta e setenta um país invulgarmente atrasado em todos os critérios quantitativos de desenvolvimento excepto no volume das resrrvas de ouro do Banco de Portugal, aliás entidade privada até eo 25 de Abril. Em minha opinião a grande riqueza de um país é, para além da Língua e da História, as suas gentes, e o nível de civilidade de uma nação mede-se antes do mais por como as trata.

Sim, a democracia que temos é muito imperfeita mas o simples facto de podermos aqui trocar idéias por escrito, é um bem, que não seria possível nos tempos de Salazar, não falo da internet, falo da censura. A liberdade é uma força inelutável como uma correnteza torrencial, assim caem regimes e muros. Outros sucedem-se na espiral dialéctica e assim vamos, façamos votos de que para melhor.

Embora haja aí um 2012 a espreitar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Vox,</p>
<p>Sei reconhecer um adversário à altura. Gosto, aprende-se sempre.</p>
<p>Consigo perceber a sua admiração por Salazar mas não a posso subscrever, pelas razões que disse acima; existe uma grande dificuldade na Vida que se chama dialéctica e já Glaucon dizia a Socrates na Republica que era a ária que teríamos de aprender.</p>
<p>Nela, e ao contrário da lógica linear aristotélica, as coisas viram ao contrário, basta dar-lhes tempo suficiente. É assim que um providencial pai da pátria que não saiba sair a tempo transforma-se num padrasto ditador e vingativo, para não usar outros termos. Aplica-se a qualquer um denominado de esquerda ou direita.</p>
<p>Quanto à guerra colonial e à perda dos territórios africanos como lhes chama, era inevitável, a bem ou a mal. Houvera esse horizonte e talvez se tivesse conseguido evitar a guerra colonial ou minorar os seus efeitos.</p>
<p>Portugal era no contexto dos anos sessenta e setenta um país invulgarmente atrasado em todos os critérios quantitativos de desenvolvimento excepto no volume das resrrvas de ouro do Banco de Portugal, aliás entidade privada até eo 25 de Abril. Em minha opinião a grande riqueza de um país é, para além da Língua e da História, as suas gentes, e o nível de civilidade de uma nação mede-se antes do mais por como as trata.</p>
<p>Sim, a democracia que temos é muito imperfeita mas o simples facto de podermos aqui trocar idéias por escrito, é um bem, que não seria possível nos tempos de Salazar, não falo da internet, falo da censura. A liberdade é uma força inelutável como uma correnteza torrencial, assim caem regimes e muros. Outros sucedem-se na espiral dialéctica e assim vamos, façamos votos de que para melhor.</p>
<p>Embora haja aí um 2012 a espreitar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vox</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63181</link>
		<dc:creator>Vox</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 20:46:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63181</guid>
		<description>Sr. Margarido: 

Eu não sou sectário, apenas constato que o sr. não demonstrou que a chamada democracia que temos (que eu considero uma pseudo-democracia) não incorreu e continua a incorrer nos mesmos erros e vícios que criticava ao regime anterior, deposto em 25 de Abril.

Sr. Eddie:

O senhor não consegue quantificar quanto ouro foi roubado aos judeus nem tampouco quanto desse ouro foi utilizado para pagar a Portugal, por conseguinte, estamos conversados. Ponto final.

Sr. Traquinas:

O Sr. fala da fome e da miséria do passado, e actualmente, as filas à porta do Banco Alimentar contra a Fome, da Caritas e organizações congéneres, dos Centros de Desemprego, são sinais de quê?
De fartura?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sr. Margarido: </p>
<p>Eu não sou sectário, apenas constato que o sr. não demonstrou que a chamada democracia que temos (que eu considero uma pseudo-democracia) não incorreu e continua a incorrer nos mesmos erros e vícios que criticava ao regime anterior, deposto em 25 de Abril.</p>
<p>Sr. Eddie:</p>
<p>O senhor não consegue quantificar quanto ouro foi roubado aos judeus nem tampouco quanto desse ouro foi utilizado para pagar a Portugal, por conseguinte, estamos conversados. Ponto final.</p>
<p>Sr. Traquinas:</p>
<p>O Sr. fala da fome e da miséria do passado, e actualmente, as filas à porta do Banco Alimentar contra a Fome, da Caritas e organizações congéneres, dos Centros de Desemprego, são sinais de quê?<br />
De fartura?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vox</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/o-imperador-e-o-moleiro/#comment-63179</link>
		<dc:creator>Vox</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 20:22:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/?p=14149#comment-63179</guid>
		<description>Caro &amp;

Exactamente, Magalhães Mota.
Creio que ele e Sérvulo Correia abandonaram o PPD, e fundaram a ASDI.

Quanto à sua frase: &quot; Mas não posso compreender que depois de arrumada a casa, digamos 10, 15 anos, não tivesse sabido retirar-se em eleições democráticas. &quot;:
Eu penso que somente nos anos sessenta e parte de setenta, a casa estava mais ou menos arrumado (excepto, claro, o problema da guerra em África).
E as eleições antecipadas, mesmo até a eleição de Humberto Delgado em fins de 50, a meu ver, apenas apressariam, a perda dos territórios africanos.

Quanto à questão das camisas de seda:

Isso, - e os charutos cubanos -, ficou a cargo do Mário Soares.

Salazar, não nos esqueçamos, nunca teve ao dispôr os meios monetários que tiveram Cavaco, Soares e Guterres.

E mesmo que os tivesse tido, penso que não os deixaria malbaratar, irresponsável e  alegremente, como os três acima citados deixaram.

Não podemos comparar o montante do &quot;ouro nazi&quot; com os descomunais fundos comunitários.

Portugal foi sempre, e ainda o é hoje, um país pobre.

A ninfa de Bicesse morreu virgem.
Aliás nem creio que valesses 20 CUS.
1 CU (plural de CUS) significa, currency unit. Mirabolante e divertida conclusão a que se chega, pela tradução para português do plural da palavra inglesa ass (asses), retradução para inglês, e nova tradução para português (que pérfido círculo vicioso!).

Retomando o tópico inicial deste quadro de Comentários:

Afinal, parece que na história, o Moleiro acabou mal.

Não havia Juízes em Berlim.

Ou melhor, havia, mas eram da confiança do Imperador, dito por outras palavras, a Corte e o Sistema, de que o Imperador era apenas um parte, é que os tinham lá colocado.

Tanto quanto se sabe, concluíram que isso de escutar as palavras do Imperador, é coisa que não pode estar ao alcance de qualquer um. O Imperador negou que tivesse mencionado seja o que fosse acerca do moinho, aliás, ele nem sequer era da área da engenharia hidráulica, nem tampouco da engenharia mecânica (este aspecto das habilitações estava já envolvido em polémica) embora, tivesse, isso sim, simpatia pela eólica e energias renováveis (daí, que até tinha, em princípio, simpatia pelo moinho).

E então, o malfadado moinho, - que era a prova, - foi mandado destruir.

Afinal, não havia sequer, moinho algum!

Os magistrados locais, da área do moinho, também acabaram mal.

Quem se safou, foi o assessor do Presidente, que foi promovido, isso, depois de ter sido despromovido na sequência de um caso de suspeita de espionagem, em ele se que se tinha estatelado a todo o comprimento numa casca de banana, que, segundo se suspeita, quiçã os espiões do Imperador, que já teriam conhecimento prévio, lhe tinham colocado no caminho. 

Quanto ao Bengaleiro, digo, Bastonário da Ordem dos Advogados,  esse saiu pronta e alegremente  em direcção ao tasco mais próximo, onde, em redor de uma mesa de mármore e de uns couratos,  local mais que perfeitamente adequado ao seu peculiar estilo, continuou a sua cruzada pessoal em relação aos juízes, debitando: cambada de patifes, bandidos, escroques, são todos uns filhos da pu...

Nunca se chegou a saber de nada sobre a conversa entre o Imperador e o administrador do banco (que no currículo apenas tinha como habilitações uma licenciatura da área do Cardeal Mazzarino coisa que à partida causava perplexidade e estranheza como factor determinante na nomeação). Mas também isso do currículo, acabou também por ser interpretado, como nada mais que uma  excentricidade, acontecimento em que aliás, o banco era já fértil, pois que um ex-administrador havia exigido um corpo de segurança pessoal em número de elementos nunca inferior ao número de seguranças de um líder de um cartel de Merdellin, e bem, assim, um helicóptero. 

Cordiais cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro &amp;</p>
<p>Exactamente, Magalhães Mota.<br />
Creio que ele e Sérvulo Correia abandonaram o PPD, e fundaram a ASDI.</p>
<p>Quanto à sua frase: &#8221; Mas não posso compreender que depois de arrumada a casa, digamos 10, 15 anos, não tivesse sabido retirar-se em eleições democráticas. &#8220;:<br />
Eu penso que somente nos anos sessenta e parte de setenta, a casa estava mais ou menos arrumado (excepto, claro, o problema da guerra em África).<br />
E as eleições antecipadas, mesmo até a eleição de Humberto Delgado em fins de 50, a meu ver, apenas apressariam, a perda dos territórios africanos.</p>
<p>Quanto à questão das camisas de seda:</p>
<p>Isso, &#8211; e os charutos cubanos -, ficou a cargo do Mário Soares.</p>
<p>Salazar, não nos esqueçamos, nunca teve ao dispôr os meios monetários que tiveram Cavaco, Soares e Guterres.</p>
<p>E mesmo que os tivesse tido, penso que não os deixaria malbaratar, irresponsável e  alegremente, como os três acima citados deixaram.</p>
<p>Não podemos comparar o montante do &#8220;ouro nazi&#8221; com os descomunais fundos comunitários.</p>
<p>Portugal foi sempre, e ainda o é hoje, um país pobre.</p>
<p>A ninfa de Bicesse morreu virgem.<br />
Aliás nem creio que valesses 20 CUS.<br />
1 CU (plural de CUS) significa, currency unit. Mirabolante e divertida conclusão a que se chega, pela tradução para português do plural da palavra inglesa ass (asses), retradução para inglês, e nova tradução para português (que pérfido círculo vicioso!).</p>
<p>Retomando o tópico inicial deste quadro de Comentários:</p>
<p>Afinal, parece que na história, o Moleiro acabou mal.</p>
<p>Não havia Juízes em Berlim.</p>
<p>Ou melhor, havia, mas eram da confiança do Imperador, dito por outras palavras, a Corte e o Sistema, de que o Imperador era apenas um parte, é que os tinham lá colocado.</p>
<p>Tanto quanto se sabe, concluíram que isso de escutar as palavras do Imperador, é coisa que não pode estar ao alcance de qualquer um. O Imperador negou que tivesse mencionado seja o que fosse acerca do moinho, aliás, ele nem sequer era da área da engenharia hidráulica, nem tampouco da engenharia mecânica (este aspecto das habilitações estava já envolvido em polémica) embora, tivesse, isso sim, simpatia pela eólica e energias renováveis (daí, que até tinha, em princípio, simpatia pelo moinho).</p>
<p>E então, o malfadado moinho, &#8211; que era a prova, &#8211; foi mandado destruir.</p>
<p>Afinal, não havia sequer, moinho algum!</p>
<p>Os magistrados locais, da área do moinho, também acabaram mal.</p>
<p>Quem se safou, foi o assessor do Presidente, que foi promovido, isso, depois de ter sido despromovido na sequência de um caso de suspeita de espionagem, em ele se que se tinha estatelado a todo o comprimento numa casca de banana, que, segundo se suspeita, quiçã os espiões do Imperador, que já teriam conhecimento prévio, lhe tinham colocado no caminho. </p>
<p>Quanto ao Bengaleiro, digo, Bastonário da Ordem dos Advogados,  esse saiu pronta e alegremente  em direcção ao tasco mais próximo, onde, em redor de uma mesa de mármore e de uns couratos,  local mais que perfeitamente adequado ao seu peculiar estilo, continuou a sua cruzada pessoal em relação aos juízes, debitando: cambada de patifes, bandidos, escroques, são todos uns filhos da pu&#8230;</p>
<p>Nunca se chegou a saber de nada sobre a conversa entre o Imperador e o administrador do banco (que no currículo apenas tinha como habilitações uma licenciatura da área do Cardeal Mazzarino coisa que à partida causava perplexidade e estranheza como factor determinante na nomeação). Mas também isso do currículo, acabou também por ser interpretado, como nada mais que uma  excentricidade, acontecimento em que aliás, o banco era já fértil, pois que um ex-administrador havia exigido um corpo de segurança pessoal em número de elementos nunca inferior ao número de seguranças de um líder de um cartel de Merdellin, e bem, assim, um helicóptero. </p>
<p>Cordiais cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
