O Gomes Ferreira já foi servido, tragam agora o Medina Carreira e o Marques Mendes

A entrevista de José Gomes Ferreira a Paulo Campos é um documento notável. Sem dúvida, um dos melhores espectáculos de televisão dos últimos anos. E, para quem se interessar por política, economia, jornalismo e moral pública, trata-se de um objecto de análise e referência incontornável.

O entrevistador é um jornalista, especializado em temáticas económicas, que trabalha para o militante nº 1 do PSD. Seja por isso ou por outra causa qualquer, o nosso José permite-se praticar uma actividade profissional que extravasa o código deontológico dos jornalistas a partir logo do primeiro ponto:

1. O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.

A sua crescente fama, ao invés do preceito, tem vindo da promiscuidade e confusão entre o que seja notícia e o que seja a sua excitada opinião. Os tempos têm sido de instigação ao ódio e de populismos, e o valente José cavalga o tigre com a displicência dos deslumbrados. Foi com essa confiança, e esse cinismo letal, que partiu para o confronto com um adversário que julgava já derrotado à partida, o qual imaginou poder sovar do princípio ao fim e ainda dançar por cima do seu cadáver. Vai daí, a primeira pergunta a Campos foi um ataque sofístico em forma de fulanização hipócrita: Sente-se culpado por estarmos a viver esta austeridade, a qual é necessária para pagar dívidas?

Gomes Ferreira não abandonou esta tese durante toda a entrevista, nem mesmo quando foi confrontado com a sua vergonhosa ignorância e as suas distorções vergonhosas. A pergunta inicial apresenta as seguintes afirmações implícitas:

– Há culpados nomeáveis, singulares, da presente austeridade.
– A presente austeridade não corresponde em qualquer parte, maioritária ou relativa, às opções do actual Governo e às decisões dos partidos que constituem o actual Governo, antes é uma condição que nasce no passado e passa intacta para o presente na sua dimensão e tipologia.
– Paulo Campos é um dos principais suspeitos de ter causado a presente austeridade por actos que lhe podem ser pessoalmente remetidos.
– A presente austeridade consiste apenas num efeito do deve e haver das contas do Estado, não sendo preciso enquadrá-la e contextualizá-la nas crises económicas e financeiras que têm assolado o Mundo e a Europa nos últimos 4 e 2 anos e nas respostas da União Europeia a essas mesmas crises.

Havia boas razões para abandonar a entrevista sem sequer ter respondido à primeira pergunta, porque ela é um insulto e uma provocação. A primeira chunguice de muitas outras que continuaram a ser disparadas contra o entrevistado e terceiros. Acontece que Campos partiu imperturbável para uma exibição de responsabilidade, pedagogia, honestidade intelectual, acutilância e paciência que fica como uma revelação espectacular da sua capacidade politica. O modo como conseguiu apresentar os factos, todos com fonte explicitada quando não citada, e o modo como conseguiu rebater as falácias, todas sustentadas no erro e na deturpação, foi exemplar. Aliás, foi até inovador ao desmentir Gomes Ferreira abrindo o computador e passando um vídeo onde se mostrava o que segundos antes o jornalista tinha negado ter declarado. E esta foi a constante do episódio, com Campos a desmentir sucessivamente o seu interlocutor, a deixá-lo sem resposta, a deixá-lo literalmente aos papéis. Veja-se este exemplo que é um atestado de provincianismo e arrogância pacóvia cuja origem está num endémico estado de burrice:

[Campos explicou que nenhuma das PPP lançadas pelos Governos de Sócrates é responsável pela dívida actual, devido à forma de contabilização das PPP de acordo com a norma europeia, e para ilustrar dá o exemplo das PPP em Inglaterra – Gomes Ferreira tinha afirmado que as PPP de Sócrates eram as principais responsáveis pela dívida actual]

PC – […] Porque repare, senão então o que é que aconteceria às PPP inglesas? São 900 PPP, nós temos 36. Não aquele número que o Gomes Ferreira…

JGF – O que aconteceria?! O que aconteceu. Foram renegociadas e vão todos para tribunal. E cortaram-lhes os pagamentos.

PC – Não é verdade, isso não é verdade…

JGF – Não, pois… Eu também leio a imprensa internacional…

PC – Sabe quantas PPP foram feitas em Inglaterra nos últimos tempos?

JGF – Imagino, que nos últimos tempos não tenha sido quase nenhuma. Últimos tempos, últimos 2-3 anos, e tinham um ror de parcerias que nunca mais acabava.

PC – Está a ver como o Gomes Ferreira não tem os factos presentes? Nos últimos 2 anos, relatórios da UE, foram feitas 200 PPP na Europa. A maioria, quase 80, foram feitas no Reino Unido nos últimos 2 anos, em 2010 e 2011. Em Portugal foram apenas feitas duas em 2010 e 2011. Só para perceber. Portanto, as PPP não é uma invenção portuguesa.

Para além da relevância da matéria em causa e da urgência em se desmontarem calúnias embrulhadas em suposto conhecimento técnico e suposta probidade moral, o que este trecho também evidencia é a necessidade de pôr os conhecimentos e informações dos jornalistas à prova – e à cabeça deles todos este tipo de jornalista-justiceiro que se serve da promiscuidade entre os meios da imprensa e da política para reclamar um protagonismo que apenas alimenta a promoção da sua persona mediática à custa da degradação do espaço público e da qualidade da democracia. Aliás, o que o feroz José fez ao santo Campos, cobrindo-o de sórdidas insinuações e fugindo pateticamente das suas demonstrações de razão, expõe um indivíduo que não sente qualquer responsabilidade perante o público, a comunidade ou a sua consciência (admitindo que tem uma). Ele estava ali na entrevista a trabalhar para os colegas, amigos e famosos com quem esfrega as costas nos mentideros. O que o motivava era apenas a antecipação do que iria ouvir nos corredores da SIC e nos restaurantes de Lisboa, o que iria ler nos SMS e emails recebidos no seu telemóvel depois de ter tido a oportunidade de apanhar um criminoso do calibre desse terrível socrático.

Não é fácil escolher o momento mais simbólico da entrevista, pelo que vou entregar o Nobel da pulhice, ex aequo, a estas duas perguntas:

Não receia que por mudar o Procurador-Geral da República, seja uma Procuradora, que venha com outra vontade de ver as coisas, não tem receio?

Esta pergunta – análoga à que fizeram a Sócrates quando anunciou a demissão na noite da derrota eleitoral – transmite uma visão decadente, sórdida e até alucinada acerca do funcionamento da Justiça, onde as investigações do Ministério Público aparecem sujeitas ao arbítrio do Procurador-Geral. O jornalista está a veicular a mensagem de que Pinto Monteiro protegeu o Governo PS ao não dar mostras de uma vontade que Joana Marques Vidal poderá ter e a qual justificaria o receio de Campos. Aqui, José Gomes Ferreira é transparente e putrefacto: os crimes existem, um dos culpados está à sua frente e o Estado de direito é uma historieta para entreter os otários.

Voltaria a fazer tudo o que fez sabendo quão dura está a ser esta crise financeira do Estado, e cruzada com uma situação internacional nos mercados financeiros que está longe de estar estabilizada, voltaria a fazer o mesmo com esta ideia de que investir e gastar dinheiro em grandes obras iria dinamizar a economia?

O entrevistador tentou até ao limite do tempo disponível obter uma confissão de culpa, um pedido de desculpas, uma rendição. Chegou a este ponto: pedir responsabilidades por aquilo que não existia no passado – o seu futuro, este presente. Pelo que propõe um back to the future em matéria de contas públicas, pedindo ao entrevistado para se imaginar omnisciente, sabendo então o que todos sabemos agora. Só que este sofisma primário nem sequer é a maior aberração da pergunta. O que ela supõe e reforça é o argumentário da criminalização de governantes socialistas por causa das suas políticas de investimento público. Esta é a suprema perfídia da questão e a manifestação de um fanatismo inimputável e venenoso.

Paulo Campos foi perfeito. Inclusive na melindrosa, legitimamente duvidosa, revelação de estar a receber ajuda dos pais. Acontece que ele não planeou falar disso, tendo aparecido por insistência do Gomes Ferreira a respeito do seu nível de vida e actuais rendimentos. Pelo que acabou por prestar um serviço útil – pois ninguém vai negar a veracidade da divulgação, e ela tem interesse social – visto que os comentários do laranjal e da gente séria só conseguiram pegar nessa passagem para tentarem achincalhar o homem. Sinal do seu enorme, brilhante, triunfo.

32 comentários a “O Gomes Ferreira já foi servido, tragam agora o Medina Carreira e o Marques Mendes”

  1. Os políticos estão a pôr a rua contra o Gaspar.

    Mas o Gaspar está a fazer o julgamento sumário de todas das gerações de políticos desde os que compraram submarinos até aos que confundiam milhares com milhões.

    Não esquecendo aqueles que fizeram a rodagem ao carro e aqueles que faziam autoestradas a custo zero.

    Sem falar naqueles que ganhavam Câmaras encaixando amigos em empresas municipais.

    Tudo odeia Gaspar e usam o povo para queimar os caixotes do lixo!

  2. Val,eu não comento.Antes de o fazer tinha que ir ao focinho deste fdp.Lamento que a Sic televisão que vejo e respeito,não tenha tirado consequencias desta tentativa de assassinato politico.

  3. oh rural! quais julgamento sumário quais caralhos. o gaspar está a preparar a saída e para disfarçar a incompetência ameaça com mais regastes, a tradicional treta depois-de-mim-será-o-dilúvio. já agora podiam despachar o broges, o moedas, o relvas e o ferraz da costa que o rating da república subia uns às.

  4. Este Ferreira se tivesse levado com uma cadeira pelos cornos e acabasse ali a entrevista seria um ato de justiça. Uma enorme admiração e aplauso para Paulo Campos que com visivel esforço conseguiu manter a calma perante as provocações constantes deste grandecissimo filho de uma puta!!

  5. Grande verdade que disse o ignatz. O Gaspar já só está a tratar da sua vidinha, a demissão afigura-se inevitável, e os restantes também sabem que o prazo que têm tatuado na testa diz que a mama acaba depois do banquete de comissões que trará a venda da TAP a um traficante colombiano.

  6. Diz quem sabe que os documentos dos submarinos que desapareceram e que incriminavam claramente o Durão e o Portas estão guardadinhos em casa do Relvas juntamente com as escrituras da Coelha. O que explica muita coisa….

  7. equipamento militar, imobiliário, banca, secretas, “protecção”, a estes “goodfellas” só falta entrar no negócio da droga.

  8. Quem disse que só faltava entrar no negócio da droga ? Houve alguém que na passada
    segunda feira no programa Prós e Contras da RTP1, ao afirmar que o BPN era um banco
    de lavagem, deixou isso implicíto…mais, disse que o caso tem ramificações no Brasil !
    Toda a classe política no presente, em maior ou menor grau, é conivente com esta gen-
    talha que à pala de siglas partidárias vão sugando o País, cabendo-nos pagar agora a
    tal factura, que nasceu espontâneamente sem culpados visíveis ou incriminados!!!

  9. se for o caso, então temos o pacote completo. Embora o Soprano fosse mais completo: tinha o negócio do lixo, também (lixo para lavar é um conceito fantástico). Neste caso, talvez porque se confundem com o dito, não vislumbraram a oportunidade…
    Brasil connection, perdão, Pittsburgh connection:
    http://www.youtube.com/watch?v=B0WMl9No0mg

  10. Confere. Grande momento de televisão. Graças a a José Gomes Ferreira, não se tratou de uma entrevista mas sim de um debate, o que beneficiou Paulo Campos. E ainda bem.

  11. Depois de o Paulo Campos ter desmascarado o Marques Mendes no desvio da auto-estrada para as proximidades de Estarreja (só mais 500 milhões) este pequeno génio não vai cair na patetice de aceitar um debate com o Paulo Campos (viu o que aconteceu ao “especialista” José Gomes Ferreira e já pôs as suas barbas de molho).

  12. Ainda bem que se começa a pôr a mão na ferida: a ideia veio de fora, é uma forma encapotada de os serviços públicos gerarem mais-valias. Há aí uns génios que acham que isso faz aumentar o PIB, pois transforma serviços públicos em mercadorias. O Reino Unido foi e é o campeão das PPPs. Tudo isso acaba por ser uma maneira de a banca ir buscar mais-valias dinheiro à conta do investimento público.

    Por outro lado, o PSD sempre foi a favor das PPPs, lançou a maior parte delas, tem o Ferreira do Amaral a mandar numa das mais gastadoras PPPs de todo o sempre, a da Lusoponte. Agora é que andam a fingir que não concordam?! Por que é que Ferreira do Amaral não se demite da Lusoponte, se o seu partido é contra as PPPs?!

  13. Com pessoas como esta, mete-me nojo escrever o nome, vem para os órgãos de informação afirmar a existência de “cláusulas secretas” nos contractos das PPP, considerando que “não é aceitável” que haja condições escondidas em contractos de “um Estado democrático”. Chamado a depor só aceitou faze-lo por escrito talvez com receio do confronto com os deputados do partido socialista. É vergonhoso que lancem para a praça pública declarações e depois estas não as provar. Eu sei o que lhe fazia se não tivesse receio de vir a ser condenado por dar um soco na cara de um inimputável.

  14. sobre alguns comentários, mais em concreto lavagens, não esqueçam o ex-diretor da PJ, Fernando Negrão, que foi o garganta funda de fuga de informação para a comunicação social na véspera das buscas, tudo gravado pelo jornalistas mas sem valor provativo em tribunal por razões processuais….

  15. Manuel Pacheco,

    não estás esquecido, ainda bem que não te esqueceste aqui do estaminé. Puseste um dedo certeiro na ferida. Este vendido (até tenho vergonha de pertencer à mesma classe profissional, mas acho que ele abusa do direito de se auto-titular sociólogo); o que é verdadeiramente é um vendido, um mercenário sem ponta de deontologia. Tal como a tantos outros, deu-lhe jeito fazer falsas denúncias, para proveito próprio e prejuízo de todos nós.Mas valeu-lhe um emprego chorudo. É quanto vale a ética, nos tempos que correm.
    Já agora, estou à espera da ética dos deputados do CDS e mesmo do PSD, quando, depois de terem feito o discurso do “não aceitamos”,chegar a hora da verdade, a hora da votação do orçamento de estado.

  16. “ex”, mas com um papel fundamental na corrupção que denuncias, jrrc.
    Mas hoje saiu notícia de que a PJ descobriu corrupção dos juízes em casos que envolvem pelo menos um milhão de euros para o estado (nós). Particularmente grave por partir dos supostos guardiões da justiça.Claro que a corporação não se vai julgar a si própria e o crime fica sem punição. (é democracia? não. Mas a PJ fez muito bem o seu papel).

  17. O senhor Gomes Ferreira pertence aquele grupo de jornalistas(?) que ainda não percebeu que,a prazo, vão todos parar ao desemprego.
    Isto pela simples razão que as pessoas que actualmente os sustentam vão cansar-se da falta de seriedade profissional que os caracteriza e, quando tal acontecer, deixam de ser “lucrativos” para quem os emprega.
    E, nem sequer olham para os exemplos dos Saraiva, Fernandes e companhia e dos resultados a que as actuações desses senhores conduziram.
    Devo dizer que não tenho particular simpatia por Paulo Campos mas revolta-me o linchamento mediatico a que tem sido submetido no qual se destaca o sujeito em causa.
    Acresce que desconfio sempre de quem se arvora em jusiticeiro.
    Normalmente funcionam sempre em razão de algo que, sob essa capa, tentam esconder.

  18. João pft,segundo um mail por mim recebido,a Visão em 36 parcerias 26 rodoviarias e 10 publico privadas atribui a maior parte ao Ps.Não envergonha o ps,pelo contrario.A entrevista de Paulo Campos,teve a virtude de desmistificar esssa falacia do” deixar divida para os nossos filhos”. Segundo a direita trauliteira os nossos filhos mesmo com 40 anos,tinham tudo pago à nossa pala.Ainda à pouco tempo pagamos dividas de Salazar (fundadador do actual psd.)

  19. O.K., Nuno, a correcção é bem vinda. De facto, não estava a contar com as PPPs lançadas pelo governo de Guterres.

    Eu não tenho uma visão tão benevolente das PPPs. É um negócio onde um Estado limitado por política orçamental restritiva compra uma maior alavancagem financeira. Essa alavancagem é depois paga em mais-valias para os bancos que participam no “project finance”. Seria melhor que os Estados se pudessem financiar directamente no BCE para esses fins, apenas em projectos de viabilidade devidamente comprovada, como é evidente. Ficava mais barato porque evitava o pagamento das mais-valias financeiras.

    Não concordo em absoluto com o circo de recriminações em torno disto, pois foi uma opção de política nacional, devidamente validada por eleições e bastante difundida em campanhas eleitorais. A responsabilidade é de todos nós, pois.

  20. JoãoPFT estou de acordo que talvez fosse melhor fazer atraves do bce se fosse possivel. tinhamos só 20 km de auto estrada antes do 25 de abril.ou dar um exemplo: fazer viana /porto,( 64 km)demorava no minimo em” hora de ponta 2 horas. era uma estrada praticamente ligada por habitaçoes armazens etc.não se podia ultrapassr os 50 km hora. as multas eram uma constante,morria gente nas ambulancias que vinham para os hospitais do porto por demora, e nos automoveis por acidente, por ultrapassagens feitas em situaçao de desespero.quem nos visitava vindos da galiza? só um maluco. com a construçao da A 28 passamos a fazer este trajecto em menos de uma hora,com menos combustivel (era sem paragens e semaforos) a soma deste trajecto Porto /viana mais viana/ P.do Lima. ronda os 120 kmO turismo espanhol aumentou exponencialmente,as mortes diminuiram ,a importação de peças para automoveis reduziu. O seu custo a pagar em 30 anos: 318.6 milhoes de euros.Termino com esta pergunta? quanto custou o centro cultural de Belem nos nos anos 90? 60 milhoes de contos= a 300m de euros e a pagar durante a obra.O mausoleu da cgd em lisboa quanto custou? a pronto pagamento a expo quanto custou?A opçao pelas ppp rodoviarias e na saude foi uma grande aposta para o presente e futuro deste pais.Quem é do sul não sabe o calvario que ainda hoje é chegar a terras do interior norte.

  21. Já temos a nossa Fox news (ou varias, para ser mais correcto). Por alguma estranha razao continua a faltar um daily show luso. E pena

  22. “Mas hoje saiu notícia de que a PJ descobriu corrupção dos juízes em casos que envolvem pelo menos um milhão de euros para o estado (nós).”

    Há algum tempo atrás, o sociólogo AB denunciou publicamente a existência de juízes corruptos no nosso sistema judicial, porém, logo após a afirmação, foi obrigado a confessar que não conhecia nenhum caso.
    Desta vez, o sociólogo põe na ventoinha as cláusulas secretas nos contratos das PPP e, também desta vez, é obrigado a afirmar que não conhece qualquer cláusula secreta e coisa e tal.
    Com isto estou a criar a convicção de que o sociólogo sabe muito. Muito mesmo!

  23. ignaztia,
    o homem é um intuitivo e recebe por isso e para se desdizer e desde que paguem, ele diz e desdiz o que for preciso. Agora sociólogo , o tanas. Mercenário seria mais apropriado.
    Quanto à notícia, hoje não teve repercussão nenhuma na imprensa, vou acreditar que é por causa da greve da agência Lusa…

  24. edie,
    o homem é intuitivo e inteligente, bem que podia ser contratado pela PJ. o prejuízo seria do merceeiro que ficava a falar sozinho.

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