O fã nº 1 de Passos

"O problema não é a identidade de Passos, um político sério e ingénuo, a quem deveremos sempre o ter dito não a Ricardo Salgado."

"Passo já foi renovador liberal, hoje é um saudosista. [...] ele era novidade. A novidade liberal."

"Por outra vez na vida, era bom que houvesse ousadia para fazer renascer naquele partido grande um grande partido. Como Passos há sete anos ousou. E venceu. Onde estão os novos? Calculando a hora?"


Pedro Santos Guerreiro

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O rei dos trocadilhos diz que Passos, o maior mentiroso da história da democracia portuguesa (factual), é um político sério e ingénuo.

O rei dos trocadilhos diz que Passos, que chegou ao ponto de se colar a Sócrates para atacar Ferreira Leite e que é o responsável pelo maior aumento de impostos de que há memória, representou a “novidade liberal”.

O rei dos trocadilhos diz que Passos, que andou anos e anos a arrastar-se pelo complexo empresarial do baronato laranja e que só subiu ao poder graças a Relvas e seus métodos, transformou o PSD num grande partido.

O rei dos trocadilhos não é só o fã nº1 de Passos, é também um pândego que se entretém a apagar as responsabilidades de um traidor. Traidor no chumbo do PEC 4, traidor no programa eleitoral de 2011, traidor na governação em que fez dos portugueses os inimigos e dos fanáticos dos mercados os aliados, traidor na inacção e inépcia com que geriu as crises na banca, tomando as piores decisões exclusivamente por cálculo eleitoral.

Que trágica anedota esta nossa imprensa “de referência”.

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21 comentários a “O fã nº 1 de Passos”

  1. Ah, o Passos fez do PSD um grande partido. O que lhe terá acontecido? Olha o que eu ando a perder por não comprar o Expresso há anos.

  2. Segundo o Guerreiro do Expresso Passos tornou o PSD tão grande, tão grande, tão grande….que ofusca o Sol e nos mergulhou numa escuridão tão grande que ninguém vê esse tal grande partido…..

  3. Fã de Passos e fã do Burro do Caralho. E mais uma que jurava a pés juntos que o problema do GES era só na área não financeira. A poucos dias da resolução do BES.

  4. «Que trágica anedota esta nossa imprensa “de referência”.», ó Valupi chegas um bocado atrasado mas agora até parecias a opinativa Estrela Serrano numa das sua tiradas feminina!

    Já lhe ligaste e há novidades, afinal?

    Nota, filantrópica. O artigo é sobre o PSD e o regresso do Miguel Relvas (acho que o PSG está errado na avaliação que os portugueses fazem sobre aquele typo-de-tipo da “política” portuguesa, aliás), e é claro que sempre podes vender o teu peixe mas tens de contextualizar as coisas que vais postando no Aspirina B porque aqui não há só parvos. Juro!

    ______

    Relvas fez do seu vou-ali-e-já-venho um vou ali aos negócios
    e já venho para comandar o partido. O problema não é ele
    ainda insistir, é ele ainda existir

    O PS vive em apoteose. A sua não vã glória de mandar vem da teia política costurada pelo habilíssimo António Costa, que passou da
    roca ao tear improvável que tem
    mais três pontos de apoio: o PCP,
    que engole óleo de rícino, e o BE,
    que sacode o pó das penas sem
    abri-las — o quarto pé é Marcelo.
    Mas outra parte da estabilidade
    que aposta sobre entendimentos
    precários vem da oposição fraca.
    Vem do PSD.
    Passos Coelho é o contrário
    do que já foi. Já foi futuro. O
    problema não é a identidade
    de Passos, um político sério e
    ingénuo, a quem deveremos
    sempre o ter dito não a Ricardo
    Salgado. O problema é ser cinza
    depois da brasa, não aceitando
    que fogo nenhum reacende sem
    renovação de oxigénio. Passos
    já foi o renovador liberal, hoje é
    um saudosista. Por mais que as
    suas propostas de 2010 fossem
    aplaudidas ou vaiadas, por mais
    que ele fosse a voz convicta de
    outros ideólogos (Borges, Macedo
    ou Gaspar), ele era novidade. A
    novidade liberal. A novidade que
    interrompeu o ciclo dos líderes
    provisórios. Onde está hoje no PSD
    a novidade? Em Miguel Relvas?
    A sério, em Miguel Relvas?
    Em que estado tem de estar um
    partido para precisar que Relvas
    volte da sua travessia no oceano?
    Relvas sempre teve má
    imprensa e há boas razões para
    isso, desde interferências em
    jornais até usar de crachá uma
    licenciatura manhosa. Ser ou não
    licenciado não faz de uma pessoa
    melhor ou pior, e mesmo simular
    o que não se é mostra mais má
    aceitação que má consciência.
    O que no caso chocava era a
    confirmação da sensação de
    impunidade com que políticos
    albardam habilitações, como
    se supõem inoculados para se
    constituírem “facilitadores” de
    negócios difíceis. Passos não lho
    consentiu, afastou-o, Relvas não
    lhe perdoou: o mesmo homem
    que pôs Passos no poder quer
    agora tirá-lo de lá. E vem para
    pôr Montenegro, que por acaso
    é número dois de Passos e há
    de repetir que não faz mal a
    uma mosca até que a mosca
    caia no vinagre. Por que razão
    Marques Mendes e Marcelo
    fazem parte deste coro surdo
    que quer Montenegro há de ter
    melhor explicação do que querer
    torpedear Rui Rio. O que fez
    Montenegro não sabemos, nem
    o que ele pensa sobre o futuro do
    PSD. Talvez Relvas saiba.
    Relvas está de volta. Andou estes
    anos a fazer negócios e cumpriu
    a habitual condenação política
    que se resume a desaparecer
    dos holofotes e pronto, pena
    cumprida. Seja: o que Relvas fez
    entrementes fez entredentes.
    O homem das negociatas volta
    para as negociatas, porque a
    sua habilidade aparelhística é
    indubitável. O problema não é
    Relvas voltar à liça, é o PSD não
    ter caminho ambicioso próprio
    além do zero que representa o
    retorno ao passado. Por outra vez
    na vida, era bom que houvesse
    ousadia para fazer renascer
    naquele partido grande um grande
    partido. Como Passos há sete anos
    ousou. E venceu. Onde estão os
    novos? Calculando a hora?

    Expresso, 22.4.2017, p. 7.

  5. http://img.humanite.fr/sites/default/files/une-2017_04_24.png

    Olha, até o L’Humanité de hoje copia um ministro do grande José Sócrates!
    (ex-comunista e tudo)

    Valupi: faço aqui a minha contrição publicamente e tenho de te dar razão porque foste dos poucos que sempre acreditou no carácter visionário do ex-PM e, acima de tudo, na inspiração que constitui o seu pensamento político numa europa e num mundo em ruínas.

    Marine Le Pen… jamé!

  6. “Que trágica anedota esta nossa imprensa “de referência”.”

    Infelizmente não é apenas uma inofensiva “trágica anedota” mas sim uma trágica realidade para Portugal.
    Abrimos a TV e logo deparamos com estes “guerreiros” cobardolas que, como este promoveram passos e agora promovem o passismo como política de “um político sério e ingénuo, a quem deveremos sempre o ter dito não a Ricardo Salgado.”.
    Vemos ininterruptamente nas TVs a debitar sabichonas opiniões o guerreiro, a garrido, a outra helena, o pacheco, o lobo, e sobretudo os golpistas do moita de deus e a advogada porca e gorda (do independente que inventou um sósia do C. Cruz) e acima de todos o golpista-mor do jmf, infame traidor que intentou um golpe de Estado contra um governo legítimo, assim como o próprio cavaco silva que o apadrinhou.
    São estes mentirosos e golpistas políticos que nos aparecem continuamente na frente a dar lições de moral e sobretudo a cagar sentenças quando deviam ter sido julgados, condenados e engavetados em prisões dignas de quem fez mal aos portugueses.
    São estes os rostos que devíamos ver aos quadradinhos atrás das grades e, contudo, são outros e inocentes que são empurrados para lá em modo de catarse e expiação das traições destes facínoras.

  7. O psg não passa de mais um estipêndiado que vive da comunicação social!
    Continua a levar o andor do Passoilo, como se este fosse um político sério,
    mais não será do que um frete para o patrão o tal militante nº1 que odeia
    qualquer mudança! Borrou-se todo com os famosos papers do Panamá que,
    segundo ele, eram umas centenas de nomes a fugir com as massas ao fisco!!!

  8. O pasteleiro Beijoqueiro de nata anda por aí a querer vender a herética capa da CAIS, “Poop Francis e acólitos comedores”. Até dá engulhos a um santo de pau carunchoso.
    Valupia atira-te à água benta ou também vais arder.

  9. Claro que o/a PÂNDEGO(a) teve medo quando o “burro morreu e agora quem puxa a (geringonça) sou eu” o/a fizesse retroceder 100 anos, preferindo ficar à mercê da diabólica pirâmide Rothchild que lhe garante visitas guiadas em dia de especiais pontifícias abriladas paragens aos Prata Village and Solar dos Presuntos Concepts em vez das infectas punhetas de bacalhau, espécie de Kebabs com moscas emersas em água mijona às soleiras das portas e com direito às infernais charruscadas, domingueiras, azeiteiras e dormideiras Cruzes Quebradas Beaches Inhalation Peat Sulfate concepts. Descansa filha que a Emmanuel Macron partícula de deus vai amar-vos muito e DAVOS um altíssimo nível de vida com valentes saborosíssimos PECS de Sushi Grillos.

  10. Marines Le Pen jamé!

    25 de Abril sempre!

    Nota, a propósito. O Valupi é um género de administrador de um blogue como o Aspirina B que escreve até à náusea sobre o que nem interessa ao menino Jesus e que ignora olímpicamente e que menospreza, chegando mesmo a aviltar pela sua notória ausência, quase todo o resto que é o que é verdadeiramente importante. Há tipos assim, sabe-se: tipos que ostentam uma embalagem com um embrulho intelectual mas que, no seu interior, guardam apenas um espírito típico de um qualquer capataz ou de um feitor. Não percebo esta lógica anacrónica numa terra sem amos, onde os antigos escravos e os homens que já nasceram livres festejam hoje, com tons de voz diversos como deve ser, o dia da Liberdade fundamentalmente .

  11. Valupi, ainda mais a propósito: linda maneira de assinalar o 25 de Abril (ou de o envergonhares, conforme). Na base da CENSURA dos comentários por mais inócuos que eles sejam apesar de, alegadamente, só teres merdas sem jeito nenhum para defenderes. Com censura até para um gajo como tu o mundo seria tão mais fácil, tu que acharás que brilhas mais mas não se sabe no quê.

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