10 thoughts on “Já chega, Sócrates”

  1. E coitadinho do Seguro, diz Marcelo, que carrega aos ombros o legado socrático esmagador. Não queria estar no lugar dele. Eu, diz Marcelo, quando fui lider da oposição (a Guterres) tinha atrás de mim a herança muito positiva de Cavaco Silva, de modo que foi fácil exercer a oposição. Agora o desgraçado do José Seguro…Tenho pena do homem.
    Porque incomoda tanto, depois de um ano brilhante de cavaquismo-passismo, a governaçâo socrática? Que pesará tanto no subconsciente, que consciência não têm, destes bandalhos?
    É preciso diversificar as exportações, apostar na inovação, na investigação científica! Dizem eles. E não foram estas as apostas ganhas do socratismo, interrompidas por estes bandalhos, com o único fito de derrubar um homem que teve a ousadia de governar com ideias e projectos consistentes?
    Os pulhas sabem bem o que fizeram, sabem que a História registará o facto e por isso tentam desesperadamente enlamear o socratismo, a ver se escapam de ficar tâo mal na fotografia!!!
    E a este ataque indecente ao “socratismo” que deveria orgulhar qualquer xuxa, os xuxas merdosos eleitos por merdosos xuxas, mantêm um merdoso silêncio de assentimento, como se os pulhas da esquerda e da direita estivessem a proclamar a mais cristalina das verdades.
    Chega a ser “comovente” o modo como a “direita” em peso e militantemente sai em desfesa dos seus, quando beliscados, como aconteceu com o Relvas. Se nos lembrarmos da atitude dos xuxas perante os ataques vergonhosos, seis anos a fio, a Sócrates, qualquer xuxa destacado que vier a ser vilipendiado sabe com o que pode contar por parte da xuxarada. Quem tiver espirito suicida, candidate-se a lideranças xuxas.

  2. marcelo com esse comentario,demonstrou que é um um vigaro inteligente como todos. reparem no que o diz politologo: Seguro tem um fardo medonho porque veio depois de Socrates e seu legado.eu como tive uma herança positiva deixada por cavaco, foi facil fazer oposição a guterres.Pergunto:então porque motivo foi corrido da liderança,não indo sequer a votos.Ele bem no fundo, está a criticar passos coelho. A Irlanda já vem dizer e bem, que quer renegociar a divida,tendo em conta o tratamento dado aos nossos vizinhos espanhois,onde nem sequer há memorando.Vamos a eles rapazes! não larguemos o coelho do continente,para ver se esse rapaz, tem um pingo de dignidade e faça o que tem que fazer.Quando a troika vier novamente a portugal, no aeroporto temos que ser aos milhares para mostrarmos a nossa indignação

  3. o gajo não pára. isso só irá acontecer quando os decisores internacionais derem ouvidos aos analistas cá do sítio e reconherem que a origem desta merda toda está no socras.
    (já viram o cabrão do coelho a dizer que, depois o presente espanhol de ontem, não há nada a ser negociado. saiu-me cá um masoquista, o filho da puta.)

  4. O Ps tem que governar contra tudo e contra todos.A direita quando está no poder,tem como oposição o ps e extrema esquerda o que é normal.Com essa oposição estão eles bem.Quando o Ps está no poder,tem como oposição, a direita o que é igualmente normal e a extrema esquerda numa posição ainda mais feroz do que a direita o que já não é nada normal, para quem se arroga em defensores da classe trabalhadora..A extrema esquerda só apoia medidas que sejam totalmente do seu agrado.Propostas melhores do que as vigentes, e que venham no sentido de melhores condiçoes de vida dos trabalhadores são na maioria das vezes chumbadas,porque não vão no rumo do quanto pior melhor. Quanto ao comportamento de José Seguro face ao legado de Socrates,é o normal vindo de uma pessoa com uma mente afectada pelo ódio ao anterior lider.Gostava de pôr esta questão: governava ou não mais à esquerda o Ps se não tivesse a sua esquerda esses dois partidos? lembro que a simples coligação com a UDS de Lopes Cardoso,traduziu-se numa profunda derrota para o Ps.

  5. Este post recordou-me, vá lá saber-se porquê, o período que se seguiu às eleições de 2005 em que Sócrates esmagou o Flopes e o Marques Mendes assumiu a chefia do PSD e da oposição. Fui ler umas velharias pela imprensa da época e aconselho os meus amigos a fazerem o mesmo.

    Eleito o governo Sócrates, foi pouco depois adoptado um pacote de medidas de saneamento das finanças públicas e de combate ao défice, que os governos do Barroso e do Flopes tinham deixado em 6,7% do PIB (2004). Quando em Maio de 2005 o IVA foi aumentado de 19 para 21%, Marques Mendes atacou de imediato essa e outras medidas, considerando-as “erradas” e acusando Sócrates de faltar à sua palavra de não aumentar os impostos (Sócrates referira-se aos impostos sobre o rendimento). A direita juntou-se assim desde muito cedo à esquerda irresponsável para denunciar e combater todas as medidas que durante o ano de 2005 se começaram a aplicar e a agendar para reduzir o défice das contas públicas.

    Em Setembro de 2005, MM era já obrigado a reconhecer a eficácia dessas primeiras medidas, pois o défice previsto para esse ano indicava uma descida de mais de dois pontos percentuais relativamente ao ano anterior. Contudo, MM não deixou de atacar as “medidas dolorosas” e os “cortes orçamentais” (aquilo que hoje se diz que Sócrates não fez…), pois aproximavam-se as eleições autárquicas de Outubro de 2005, que foram o primeiro teste eleitoral do pequeno político empertigado. MM tentou então alarmar o eleitorado com acusações a Sócrates de estar a esconder medidas de austeridade e de contenção orçamental (sobretudo cortes nas verbas do OE para as autarquias) que, segundo ele, o governo iria adoptar após as eleições autárquicas. Nunca se ouviu um aplauso desse filho da mãe às medidas de contenção orçamental do governo de Sócrates que entre Abril de 2005 e princípios de 2008 beneficiaram claramente o país. MM sempre aproveitou essas medidas do governo para fazer demagogia barata em coro com os irresponsáveis do costume.

    A demagogia do MM não conhecia limites. Qualquer meia décima de crescimento sasonal da taxa de desemprego (então um terço da actual) lhe servia para fanfarronadas “social-democráticas”, com piscares de olhos lúbricos a Louçãs e Jerónimos. A coligação negativa medrava a olhos vistos, infelizmente para ela ainda sem maioria no parlamento.

    Em 2006 deu-se um episódio interessante, quando Sócrates, antecipando-se cinco (5) anos a outras entidades e aos dirigentes do PSD nacional, acusou MM de “apoiar a indisciplina financeira” na Madeira e de dar cobertura “à resistência ao cumprimento da lei” por parte de Alberto João Jardim (Público, 7 de Novembro de 2006). Compreende-se bem a sanha peçonhenta do velho bananeiro madeirense contra Sócrates, que foi o primeiro a denunciar alto e bom som aquilo de que Jardim é hoje finalmente acusado por Bruxelas e pela troika.

    Se MM por acaso tivesse chegado ao poder em 2005, que teria feito? Em matéria de saneamento das contas públicas, teria – no melhor dos casos – feito algo de semelhante ao que os socialistas fizeram, ou seja, tudo aquilo que MM censurou no governo de Sócrates…

    Em relação à Madeira o cobardola do MM teria feito 100 vezes pior do que Sócrates.

    No ano de graça de 2008 o preço do petróleo passou para o dobro, rebentou o maior escândalo financeiro português de sempre (BPN) e começou a crise financeira internacional cujas consequências ainda estamos a viver. Suponhamos que em 2008 MM ainda não tinha sido largado borda fora pelos seus correligionários e que era PM. Que teria acontecido? Como teria MM lidado com a maior fraude da nossa história, cometida por dezenas de amigos e colegas do seu partido, e com os escândalos do BCP, BPP, etc? Creio que a primeira medida teria sido culpar Constâncio (coisa que a oposição da direita e da esquerda irresponsável realmente fizeram) e colocar gente de sua total confiança no B de P, para abafar as escandaleiras quanto fosse possível.

    O resto nem o consigo imaginar, apenas lamento que o PSD não tivesse estado realmente no poder, pois teria sido um espectáculo imperdível. Com a chegada em 2009 e 2010 das consequências da crise a sério, dobrada de crise das dívidas soberanas na Europa, MM ou quem ainda estivesse no lugar teria levado um chuto tal que ainda hoje não teria voltado a aterrar. O PSD teria implodido com grande estrondo e desaparecido do mapa, de preferência para sempre. A direita teria levado a maior tareia desde 1974.

    Pelos vistos, Sócrates não devia ter ganho as eleições de 2005. Devia ter deixado os PSDs ganhar. Devia tê-los deixado pousar. Devia ter esperado pela crise, para então dar cabo deles sem dó nem piedade, como eles merecem. Mas quem ia adivinhar?

  6. Observador,foi bom ter ido ao canal memoria,para recordar a alguns ingenuos de que massa são feitos os crapulas que debitam comentarios neste pais.Nós que andamos nos blogues,ainda podemos dizer algo tambem em nome de muita gente humilde cujo unico direito que tem neste momento,é não ter que comer e calar.Apetece-me perguntar: Oh portugal portugal, do que é que tu estás à espera.

  7. É esta verdade histórica do Observador que ensombra os dias da vitória clara da direita. E vai continuar a ensombrar. Por isso as parangonas dos jornais, aberturas de telejornais e comentários de todos os marcelos vão continuar a falar do Freeport, Face Oculta e desvios colossais. Eles sabem que não será fácil rasurar os factos marcantes da primeira legislatura socrática, a da maioria absoluta. A outra, curta e subjugada pela crise e pela oposição em maioria parlamentar, já não é socrática.
    Penso que Sócrates e os seus companheiros do governo cometeram o terrivel erro de acreditar na decencia do presidente Cavaco e numa réstia de patriotismo das oposições à direita e à esquerda. Para não falar da traição de uma ala larguissima de socialistas, entre eles Soares, Alegre e Seguro.
    Todos eles, desde o presidente Cavaco até Seguro, fizeram as suas jogadas políticas de conveniência, pouco se importando com os destinos do país, no meio de uma crise internacional gravissima. Os mesmos que agora apelam à UNião Nacional como forma de enfrentar a crise.
    Considerando as “memórias” do Observador, dir-se-ia que o BPN tinha tudo para fazer implodir o PSD e vai acabar por fazer implodir toda a esquerda.
    Jogada de mestre. Com os esquerdalhos a aplaudir. Não admira que o Relvas, apanhado no meio de um turbilhão de mentiras e falsidades, declarasse, antecipando o desfecho como certo, que iria sair mais reforçado do imbróglio. E saiu, tal como PSD e Cavaco, do BPN e da Inventona.
    Miséria moral neste Portugal laranja. Miséria moral.

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