Exactissimamente

O suicídio do PSD

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Clara Ferreira Alves lembrou-se de algo que eu tinha esquecido, ou que me passou ao lado, uma declaração de Miguel Macedo que reza assim: “Portugal não pode continuar um país de muitas cigarras e poucas formigas“. Isto foi dito em Setembro de 2012, no período mais violento de toda a violência que o Governo de Passos decidiu impor aos portugueses naquela que era uma estratégia de aproveitamento da presença da Troika para levar a cabo um projecto de reengenharia social totalmente avesso ao programa eleitoral com que PSD e CDS foram a eleições. Programa esse que se reduzia a prometer o fim da austeridade sobre as “pessoas” e o seu deslocamento para o “corte de gorduras” no Estado. Trata-se do maior logro eleitoralista de toda a história da democracia em Portugal, é verificar.

Ora, dizia este senhor que habitamos num país onde abundam as cigarras e faltam as formigas. É a visão do castigo, da oligarquia, da exploração, do ódio. Um ódio pragmático, pois ao simpático Macedo nunca lhe passaria pelo bestunto dizer tal coisa antes de ser ministro de Passos. Pelo que importa continuar a recordar a experiência política, social e cultural por que passámos de 2011 a 2015. É uma contemplação luminosa acerca daqueles que nos tratam como gado para abate.

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8 comentários a “Exactissimamente”

  1. Reza, reza sim e reza assim, reza o Miguel Macedo que anda a luzir os bancos dos tribunais e também reza a Clara Ferreira Alves aparentemente. Mas, principalmente, rezas tu ó Valupi que continuas a pôr-te em pontas durante as “cerimónias” por alturas de trincar o croquete para te fazeres notado (unzinho, ai-ai!, como assim se já que nem um comentário eu consigo?) e, também, reza o José Sócrates cuja estória reza assim:

    Um diálogo daqueles que fariam as delícias do CM, difícil mas possível:

    – Olá, José, estás bom?
    – Miguel, diz?
    – Olha, os bancos do réus no Campus da Justiça são confortáveis.
    – Achas, a sério?
    – Sim…
    – Fui eu que os fiz, sabes?
    – …
    – Mas obrigado, mais tarde falamos que estou com pressa.
    Tchauzinho, e se falares com eles manda abraços meus!
    – Como, José?
    – Pede ao Miguel.
    – Eu peço?! A mim?
    – Não, ao Miguel, o Relvas.
    – Ah! E peço-lhe o quê?
    – … que dê um abraço ao Luiz, o Lula sabes?
    – Ah, abraços um companheirão!

    E lá foram à sua vida (fazer mais umas marotices, que esta malta não descansa).

  2. Valupi, publica o diálogo inédito do Miguel com o José (e dá-me novidades do Miguel e do Luiz, se puderes) e não sejas medroso. Até porque, provavelmente. mais um unzinho te espera… digo-te isto porque desconfio que não saibas, ainda.

    Notazinhas, canções de amigo. Eram 15:49, já lá vão três horas (há tanto tempo, senhores!). E, entretanto, o Glorioso continua em festa: gostaste da habitual visita ao sôtor Medina com a praça do Município cheinha e com o Zé Que Faz Falta ostentando um cachecol?

  3. Bem lembrado.
    Por vezes é salutar remeorar certos comentários, como este ou como de certas marquesas e outras mães de família que usam jeans para ir a certos bairros ou lenços de seda (a polémica continua), ou outros que advogam fechar a torneira da água enquanto lavamos os dentes como resposta para o frigorífico vazio, ou quem nos aconselhou a ir para o estrangeiro para alimentar a família e que usava um crucifixo a sair do bolso enquanto visitava selecionados lares de idosos, ou aquele de uma conhecida escritora que dizia na TV, visivelmente excitada, que cada um tem de pagar a sua saúde (possa ou não fazê-lo, bebé ou adulto, empregado ou desempregado, trabalhador ou pensionista, é irrelevante). Também há aquele que se queixava dos seus 10 mil euros para as despesas, mas aí entramos no hardcore da estupidez , não vale a pena.
    Caramba, que anos de chumbo estes medíocres nos obrigaram a suportar. Para enriquecer (mais) alguns.

    (mas afinal, quem está na lista dos panama papers e quem foi avisado do colapso do BES? Alguém tem pistas?)

  4. gostei sobretudo deste bocadinho , a lembrar que havia cigarras , sim , mas de outro tipo ( coisa que o povinho sabia/e de ginjeira e nunca produziremos o suficiente para manter os parasitas na dolce fare niente , seremos sempre uns” improdutivos” ) e que nos conduziram à bancarrota….

    ” Sabemos agora, por algumas investigações criminais, quem é que andava a viver acima das suas possibilidades, e não eram os pobres portugueses. Na frase imortal do ex-..”

  5. pois, filha, tu sabes é muito da poda…

    esta ferreirinha alves faz tanto parte da merda que critica como o próprio ppc (pobre passos coelho)

    a conversa desta velhaca é uma enxota permanente

    e ainda há quem lhe ponha o carimbinho de “exactíssimamente” – bravo, Valúpio!

    mas por mais que agora escrevinhes, clarinha, as tuas letrinhas mansas nunca mais terão a enganadora importância que já aparentaram ter

    Portugal deu a volta, já não é o que foi entre 2009 e 2015 – e a História não te pertence!

    enxerga-te, habitua-te e resigna-te, finória de contrafacção…

  6. Perplexidade 1)
    “Sem o PSD, as reformas de que o País necessita jamais serão feitas” (sic) – nesta frase genial (não estou a gozar!) está condensada toda a ideologia liberal lusa e toda a estratégia comunicacional de que a Direita portuguesa necessita. Brava, Clara! Toma já conta do PSD e obriga lá o chamuça a fazer “as reformas”, pàzinha!

    Perplexidade 2)
    “António Costa não tem ninguém com quem conversar à Direita” – COMO DISSE? Mas então o costalha de são bento não fala todas as semanas com o líder (estratégico) da Oposição, o comentador político Marcelo Rebelo de Sousa, hã, clarinha?!!

    Vá lá, mocita. Por uma vez na tua vida, não nos tomes a todos por parvos…

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