20 comentários a “Exactissimamente”

  1. Valupi, li só o primeiro parágrafo e travei.

    Gilberto Freyre, o quê?! Na tradição portuguesa, qual? A colonialista do tempo do fascismo à portuguesa no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos (ex-Escola Colonial e actual ISCSP)?! Valentim, 1978 conheces? Castelo, 1998 conheces?

    Desculpa, vende-se ainda na Fnac ou na Bulhosa.

    «O multiculturalismo, que na tradição portuguesa tornou célebre o nome de Gilberto Freyre, mal entendido no seu próprio Brasil,…»?!

  2. Impressiona-me que não faças uma chamada de atenção crítica para o primeiro parágrafo do artigo do senhor que, numa longa vida como a sua, repete umas cenas das décadas de 1950-1973. Ora, se o sentido crítico é uma coisa que naturalmente não se pedirá a um mecânico (seja ele operário ou engenheiro), entende-se, mas deveremos esperar o mesmo de ti?

  3. De acordo, mas tens a possibilidade de esclarecer na box do Aspirina B um “neurónio” ou outro.

    Este, por exemplo: qual é a «tradição portuguesa» de que fala o Adriano Moreira, ?
    A do ultimatum, a dos intelectuais da 1.ª República, a dos anos 1930 em que o Gilberto Freyre era enxotado, ou a sebenta com ares de coisa científica ensinada pelo ISEU do próprio Adriano Moreira e que a “sorte” ou o “azar” dos pré-guerras coloniais e o isolamento internacional tornaram no discurso oficial do Estado Novo?

    Sobre a “identidade” do Brasil o Casa Grande & Sanzala é outra cena, que deve ser contextualizada para se perceber, mas digo-te que é em dose cavalar.

  4. Vou ainda mais atrás, trazendo o Eduardo Lourenço à conversa.
    A dos estrangeirados, a do ultimatum, a dos intelectuais da 1.ª República, a dos anos 1930 em que o Gilberto Freyre era enxotado, …?

  5. Eric, a tradição portuguesa de que fala o Adriano Moreira é a tradição portuguesa de que fala o Adriano Moreira. A mesma lógica para qualquer outra dúvida de que padeças em resultado da leitura do primeiro parágrafo.

  6. É um belo texto, muito correcto e bonito, parece música celestial . Mas daí à prática …

  7. Na tradição portuguesa, qual?
    Na tradição do tempo de padre A. Vieira, de Pombal de Dom Joao VI, de Norton de Matos de Eusébio e da selecção de 1966 e do tempo de Luaty Beirão e do BES.

    Ó Eric da porra!

  8. que delicia de texto! :-) adorei ler e reler e ficar a pensar na pluralidade cultural do português, que vem de longe, não obstante o curso da história da humanidade. e na sabedoria do Giberto em relação à natureza humana também: os opostos que podem, e devem, harmonizar-se para o bem comum – paradoxalmente sem politica.

  9. A cena culturista nunca foi do meu agrado, quando ouvi um austríaco chanado Schwarz(preto)enegger a dizer num filme americano “Hasta la vista, baby”, em mau espanhol. Benneton is the only way.

  10. Para ter uma leitura mais completa e contextualizada (eu sei hoje é 6ªF ) talvez seja necessário ler em cronologia, este outro;

    http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/adriano-moreira/interior/desafio-a-autenticidade-5100243.html

    e principalmente este, ao qual me parece que está também a responder:

    http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/antonio-barreto/interior/integracao-e-multiculturalismo-5107031.html

    Entretanto o clown já marcou outro conselho de estado. Ah que saudades dos shows semanais da TVI! Isto vai ser bonito, vai eheheh
    O melhor é o Costa criar uma nova autarquia chamada Concelho de Estado e depois o Marcello vai para lá viver.

  11. Ó Relvas retornado, vai estudar!

    O Gilberto Freyre foi contemporâneo, aluno e discípulo do Franz Boas
    Não me pagam para te educar mas podes sempre googlar seguindo as tags (usa um -wikipedia),
    dedico-te um minuto por ordem alfabética:

    África
    Brasil
    Cláudia Castelo
    Franz Boas
    Gilberto Freyre
    identidade
    luso-tropicalismo
    Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas
    multiculturalismo
    negritude
    Portugal
    raça
    etc.

  12. Ó Eric, apreciei teres-me chamado retornado Relvas, é muito original, e gostei muito do último capítulo aquele do etc.

    Isto vai-me ser útil para as palavras cruzadas.

  13. Sim, continua a ler o que te ensina o CM e a exercitares a mona (e vem aqui de vez em quando, o Zé tal como os cromos fazem falta).

  14. Ó Valupi

    Então você não diz nada sobre a tentativa do Jornal Espesso de meter Sócrates no circo do Panamá ?
    Esses agora passaram a perna ao Manholas e são eles os dilectos assistentes do Ministério Público.

    Mais areia pros olhos dos parolos … e enquanto isto nem piam sobre os nome dos Ex-Ministros e de Um Presidente. Devem estar a negociar …

  15. [Introdução, em tons suaves.]

    Valupi, como podes ter decidido de repente pensar na vida sei lá eis mais uma página antológica no Aspirina B porque se sabe que recordar é viver. Tanto o Miguel Bandeira Jerónimo como o José Pedro Monteiro, actualizam as tuas leituras ali no fim.

    Nota. Ainda vais a tempo de postar um Exactissimamente, suavemente fazes uma merecida pausa nas cenas do guru Daniel Proença de Carvalho e do ex-PM e, por hoje, optas pela nobre ocupação de educador das massas em vez de te preocupares com quem as patinha.

    _____

    Eric
    14 DE ABRIL DE 2016 ÀS 14:53
    Valupi, li só o primeiro parágrafo e travei.

    Gilberto Freyre, o quê?! Na tradição portuguesa, qual? A colonialista do tempo do fascismo à portuguesa no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos (ex-Escola Colonial e actual ISCSP)?! Valentim, 1978 conheces? Castelo, 1998 conheces?

    Desculpa, vende-se ainda na Fnac ou na Bulhosa.

    «O multiculturalismo, que na tradição portuguesa tornou célebre o nome de Gilberto Freyre, mal entendido no seu próprio Brasil,…»?!

    Valupi
    14 DE ABRIL DE 2016 ÀS 14:55
    Eric, serás então alguém com bons travões.

    Eric
    14 DE ABRIL DE 2016 ÀS 15:05
    Impressiona-me que não faças uma chamada de atenção crítica para o primeiro parágrafo do artigo do senhor que, numa longa vida como a sua, repete umas cenas das décadas de 1950-1973. Ora, se o sentido crítico é uma coisa que naturalmente não se pedirá a um mecânico (seja ele operário ou engenheiro), entende-se, mas deveremos esperar o mesmo de ti?

    Valupi
    14 DE ABRIL DE 2016 ÀS 15:13
    Eric, de mim podes esperar que pense pela minha cabeça. E é essa a regra que sigo no trato com os outros.

    Eric
    14 DE ABRIL DE 2016 ÀS 15:28
    De acordo, mas tens a possibilidade de esclarecer na box do Aspirina B um “neurónio” ou outro.

    Este, por exemplo: qual é a «tradição portuguesa» de que fala o Adriano Moreira, ?
    A do ultimatum, a dos intelectuais da 1.ª República, a dos anos 1930 em que o Gilberto Freyre era enxotado, ou a sebenta com ares de coisa científica ensinada pelo ISEU do próprio Adriano Moreira e que a “sorte” ou o “azar” dos pré-guerras coloniais e o isolamento internacional tornaram no discurso oficial do Estado Novo?

    Sobre a “identidade” do Brasil o Casa Grande & Sanzala é outra cena, que deve ser contextualizada para se perceber, mas digo-te que é em dose cavalar.

    Eric
    14 DE ABRIL DE 2016 ÀS 15:33
    Vou ainda mais atrás, trazendo o Eduardo Lourenço à conversa.
    A dos estrangeirados, a do ultimatum, a dos intelectuais da 1.ª República, a dos anos 1930 em que o Gilberto Freyre era enxotado, …?

    Valupi
    14 DE ABRIL DE 2016 ÀS 15:35
    Eric, a tradição portuguesa de que fala o Adriano Moreira é a tradição portuguesa de que fala o Adriano Moreira. A mesma lógica para qualquer outra dúvida de que padeças em resultado da leitura do primeiro parágrafo.

    Eric
    14 DE ABRIL DE 2016 ÀS 15:42
    Pois, mas essa é a do Estado Novo e sobre ela eu diria malissimamente.

    _________

    OPINIÃO

    Um “humanismo” nada excepcional

    Associar a abolição da escravatura a um acto humanista dos portugueses é reproduzir acriticamente um velho discurso de excepcionalidade nacional.

    18 de Abril de 2017, 6:58

    Em 1960, Adriano Moreira, advogava que, ao contrário do que sucedia com trabalhadores brancos, os trabalhadores “indígenas” deviam continuar a ver os seus incumprimentos contratuais ser reprimidos através de sanções penais. A “posição psicológica” de ambos face ao trabalho era distinta, e merecia tratamento diferenciado. Em 1958, Afonso Mendes, administrador colonial e aluno de Moreira, escrevia: “Não haverá um único capataz que não tenha no seu activo uma razoável distribuição de bofetadas e pontapés.” Acrescentava que “a liberdade de trabalhar” para os “negros” era entendida “como liberdade de não trabalhar”. Mendes foi posteriormente nomeado director da inspecção de trabalho de Angola. Da autoria de autoridades oficiais, não de críticos do império, estas citações são conhecidas pelos que se dedicam à história imperial portuguesa.
    […]

    No P. online, 18.4.2017, aqui:
    https://www.publico.pt/2017/04/18/politica/noticia/um-humanismo-nada-excepcional-1769018

  16. Vi que o moço Miguel filho do José Romão (?), o Miguel da FDUL e que tem olho para os atributos do bello sexo e que exibirá, presumo, as respectivas tremuras escrevinhou também no P. sobre a escravatura. Diz nada na verdade, quer dizer trambolha mais uma vez, mas azarucho o dele porque desta vez levou uma rebocada de uma senhora que anda por uma universidade de São Paulo (feminista, não deve ser por acaso!) e coitado ainda deve estar dorido. Sabias dessas aventuras, Valupi? Se sim, não tinhas dito nada aos fãs como eu?

    Aqui, o coitado e comentado: https://www.publico.pt/2017/04/21/opiniao/noticia/escravatura-e-o-que-tambem-nos-deveria-indignar-hoje-1769482?frm=opi

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