12 thoughts on “Exactissimamente”

  1. contestar o embuste da direita,é defender a verdade.neste silêncio cumplice não há inocentes.só a malta dos blogues nomeadamente o aspirina,é que desde o inicio contestaram a narrativa,da direita subscrita ontem mais uma vez por cavaco silva.

  2. “O socratismo tem assim tanta importância? Aparentemente, tem a importância suficiente para Seguro se ter “anulado” durante três anos e Costa estar a anular-se agora.

    Finalmente, vimos António José Seguro. Durante três anos, “anulou-se”, conteve-se, submeteu-se. Agora, ei-lo a criticar Sócrates, a atacar Soares, a dizer o que teve de calar, a provar do que é capaz, como a pirraça das directas daqui a quatro meses. Onde é que esteve este António José Seguro durante três anos? Onde é que estava este António José Seguro em Julho do ano passado, quando o Presidente da República lhe foi entregar o governo e ele mandou dizer que não estava em casa?

    E subitamente, deixámos de ver António Costa. O seu baile de debutante no Porto deixou meio mundo perplexo. As mesmas ideias de Seguro. Os mesmos elogios que Seguro fazia a Sócrates, os mesmos ataques que Seguro fazia à direita. Estará Costa a concorrer para ser, não o sucessor de Seguro, mas a segunda encarnação de Seguro? Onde está o António Costa que, segundo consta, se “dá” com a direita? Onde está o António Costa com pontos de vista próprios que aparecia às quintas-feiras nos canais de notícias?

    Tudo isto sugere que o problema do PS não é António José Seguro. O problema do PS é outro, e podemos, para simplificar, dar-lhe um nome: José Sócrates. Basta reparar nisto: da apresentação do programa de António Costa, as primeiras páginas dos jornais só retiveram um pormenor: o elogio a Sócrates. Isso quer dizer alguma coisa.

    O PS precisa de duas coisas para vencer eleições decisivamente e governar o país, sozinho ou coligado. A primeira é realismo. A liderança socialista não pode continuar a fingir que o país estava radioso em 2011 e que todas as aflições nacionais derivam unicamente do neo-liberalismo deste governo ou do egoísmo alemão. O mundo mudou e o PS precisa de mudar para continuar a ser relevante.

    A segunda coisa de que o PS precisa é de se reconciliar com a direita. O PCP nunca lhe dará um voto e o BE já não tem votos para lhe dar. Pelo contrário, desde 1975, as direitas estiveram sempre disponíveis para votar no PS ou governar com o PS. Se o PS quiser dirigir uma maioria europeísta, só pode contar com as direitas, ou por transferência de voto, ou por aliança partidária.

    O Partido Democrata italiano propôs um programa reformista, formou uma maioria aberta à direita, e esmagou a concorrência nas eleições europeias. O socratismo, neste momento, simboliza a impossibilidade de tudo isso em Portugal. Basta espreitar a missa negra que Sócrates reza todos os domingos à noite na RTP. Segundo Sócrates, a perfeição reinou em Portugal entre 2005 e 2011. Por ele, é inútil reexaminar políticas, trazer mais gente. O que o PS precisa é apenas de vingar a queda de 2011, derrubando o Presidente da República e o Governo, e de restaurar o passado.

    Dir-me-ão: mas o socratismo tem assim tanta importância? Aparentemente, tem a importância suficiente para Seguro se ter “anulado” durante três anos e Costa estar a anular-se agora. Porque Sócrates, enquanto problema, não é apenas o homem e as suas clientelas. É tudo o que ele, por ressentimento, se dispôs a representar: o sectarismo, a negação da realidade, a indisponibilidade para evoluir. Todos os partidos têm esses pendores desagradáveis, sobretudo quando tocados pela arrogância do poder. O socratismo é apenas a forma aguda que a doença tomou no PS.

    Um PS incapaz de se distanciar de Sócrates, isto é, do pior de si próprio, está destinado a repelir as pessoas sensatas e a mobilizar a direita. Quero admitir que António Costa percebe tudo isto. Mas é inquietante que não se sinta à vontade para resolver o problema desde já.”

  3. mentiras,”valupi e socratadas,a tua honestidade “foi para o teu cú e por isso só dizes merda!.seguro, pelos vistos é forte com os camaradas e fraco com os adversarios.quando antonio costa diz: “se pensarmos como a direita,acabamos de governar como eles” . é uma frase que resume um pensamento. é normal as criticas ao adversario que mais tememos.os socialfascistas do pcp estão na primeira linha da critica a tudo que venha do largo do rato.aproveita a abertura a não militantes e vai votar no teu “seguro de vida”

  4. acho que o observador tem menos leitores que o aspirina b e deve ser por isso que andam aqui a vender requentados do ramos, daquele a quem o espesso concelou a encomenda da reabilitação do salazar.

  5. ainda ontem a insuspeita mortagua do bloco,disse no debate na tvi que em 2007 quando a crise rebentou a divida publica estava controlada nos 72%. não entendo a narrativa encomendada pela direita ao “mentiras,valupis e socratadas! hoje a divida está nos 132% . a situaçao actual sugere este apelo:regressa socrates,antes que o pais desapareça como o avião!

  6. ainda ontem a insuspeita mortagua do bloco,disse no debate na tvi que em 2007 quando a crise rebentou, a divida publica estava controlada nos 72%. não entendo a narrativa encomendada pela direita ao “mentiras,valupis e socratadas! hoje a divida está nos 132% . a situaçao actual sugere este apelo:regressa socrates,antes que o pais desapareça como o avião!

  7. o socrates não só pôs seguro na lista de espera,como pôs o pcp com numeros pouco animadores.por falar no pcp, e em numeros,reparei nas ultimas eleiçoes ,que um militante do pc,recolhia de hora a hora,o numero de militantes que votavam por secçao.e depois transmitia os dados a um responsavel.estou a ver os faltosos sem motivo que o justificasse a serem chamados ao comité caviar.julguei que o célebre “controleiro” tinha sido demitido das suas funçoes,mas não, ele está vivo e bem vivo.está tudo explicado. viva a democracia “para pular”!

  8. “Um PS incapaz de se distanciar de Sócrates, isto é, do pior de si próprio…”

    É aqui que radica o erro, é aqui que te denuncias por militante da direita , do PCP ou apoiante de Seguro .
    Socrates não foi nem é o pior do PS. Esse papel cabe a Seguro e seus apoiantes. Cabe-te a ti, meu petas, se dele fores apoiante.
    Não é o PS que odeia e renega Socrates. És tu, é Seguro e os que o apoiam. Que são uma minoria. O que prova a falácia do teu raciocinio : uma maioria não têm de se distanciar do que não odeia. A minoria que o odeia é que tentou obrigar todos os outros a faze-lo. Claro que estaria condenada ao fracasso. Não percebo como não previram que isto iria acontecer.

  9. Para além de concordar com o texto… Eu já aqui escrevi, há uns anos atrás, que apesar de não concordar com algumas opções políticas de Sócrates, em matéria de crescimento da dívida pública Sócrates não tem a culpa que o PSD lhe põe nos ombros. De facto, olhando para a trajectória de crescimento da dívida, a tendência de crescimento (exponencial) da mesma vem do tempo do último governo de Cavaco Silva. Basta fazer um gráfico logaritmico da dívida, que logo esse facto se torna evidente.

    Por outro lado… será que a actual consolidação orçamental é mesmo real? Isto apesar de toda a fanfarra laranja, que assim vai tentando dar sentido ao enorme custo social da mesma. Será que as finanças públicas se tornaram sustentáveis? Os números, na verdade, não favorecem o governo de Passos Coelho. Eis uma reflexão que deveria ser feita com seriedade, evitando-se a propaganda baseada em bodes expiatórios ou em europeismos ingénuos.

    O europeismo ingénuo lusitano tem sido aquele sentimento de que queremos ter para nós todos os confortos da Europa do Norte, mas sem entender como configurar a nossa economia (que é, ou era, a de um país emergente) para os poder alcançar. Aliás, nisso de não entender como lá chegar a direita é muito, muito pior, que o PS. O PS, como sabemos, sucumbiu ao erro da moeda única. Mas não sem Vitor Constâncio, então Secretário-Geral do PS, de facto ter dado luta. Por outro lado, o PS tem a noção da importância do desenvolvimento social e humano de uma sociedade. Como hoje se observa, tal noção é algo que sempre iludiu o PSD e o CDS profundos que são, aparentemente, herdeiros dos temas políticos anti-revolucionários liberais: miguelistas, sidonistas, salazaristas, etc.

    Assim, o pensamento europeista da direita nacional é como o pensamento pró-romano dos germânicos do século V que, também eles, desejavam tomar posse dos confortos romanos. Mas, apenas com saques a Roma e à sua economia, nunca puderam alcançar o que tanto almejavam. O europeismo ingénuo poderá levar a nossa nação à ruína. O nosso mal tem sido o de que muitos dos programas políticos do chamado “arco do poder” assentam na exploração ad nauseam dessa pulsão simplista dos portugueses.

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