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No jornalismo, em casos como o do Freeport (ou do BPN), há quem valorize o que acusa e há quem valorize o que iliba. O que não se pode fazer é, em casos como o Freeport (no que diz respeito a Sócrates por exemplo) valorizar o que iliba, e no caso do BPN (no que diz respeito a Dias Loureiro por exemplo) valorizar o que acusa. Como não se pode exigir responsabilização ética (para além da legal) nuns casos e noutros não. No comentário passa-se o mesmo, mas o comentário é opinativo, enquanto que se supõe que o jornalismo é informativo.

Pacheco

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Não há comparação entre os casos Freeport e BPN. No primeiro, estamos perante uma suspeita que cruza um Ministro, vários Secretários de Estado, inúmeros técnicos, autarcas, advogados e familiares de políticos. A gravidade do que está aqui suposto, envolvendo de forma cúmplice as figuras do Conselho de Ministros e a do Presidente da República, é inaudita e incomensurável. A ter acontecido o duplo chumbo ambiental do projecto de modo a que os promotores aceitassem pagar fosse o que fosse, as implicações atingem os próprios fundamentos do regime. E mais: a ter acontecido neste caso, presume-se que tenha acontecido em muitos outros. No segundo, trata-se de uma suspeita que recai sobre um administrador de uma entidade privada. De resto, foi o próprio que aumentou o peso da dúvida ao revelar bovinamente o modus operandi interno: ninguém reunia com ninguém, e Oliveira e Costa reunia com cada um em separado. Isto que foi dito publicamente já é assunção de corrupção, mesmo que mais nada seja apurado que incrimine Dias Loureiro. E se a logística da corrupção no Freeport parece inverosímil pela quantidade e perfil dos políticos responsáveis, já no BPN ninguém estranha que os negócios conduzidos por Dias Loureiro possam encobrir falcatruas.

Pacheco Pereira nivela os casos, equipara-os, diz que é farinha da mesma saca. É uma espantosa ofensa, mais uma, de alguém que afirma não acreditar na palavra de Sócrates – logo, que também não acreditará na palavra de Rui Gonçalves, Pedro Silva Pereira e seja quem for que diga alguma coisa que desmonte a suspeita-certeza que o desvaira. Em tempos idos, tal afronta seria imediatamente resolvida com um duelo.


  1. 1 Nik

    Pacheco diz não acreditar em Sócrates desde a história da sua licenciatura (toda ela posta em causa, e não apenas o modo como um teste de Inglês Técnico, enviado por mail, foi aceite pelo professor).

    Pacheco não diz, nota bem, onde é que Sócrates enganou, cometeu infracção ou mentiu nessa história da U. Independente. Basta-lhe dizer: “U. Independente” – e todo o resto, que não diz o que é (tá queto!), se presume, se imagina e se assume como provado. Pacheco é um manipulador, um retinto spin doctor, um jogador de vermelhinha, ao insinuar novas mentiras ou novas ilegalidades de Sócrates com base em antigas insinuações e suspeições que ele próprio alimentou, mas nunca provou.

    Qualquer aproximação ou equiparação abusiva que Pacheco tente fazer entre Sócrates e o trafulha notório Oliveira e Costa, que está preso e bem, tem um único intuito: denegrir Sócrates. Ele usa Oliveira e Costa para denegrir Sócrates!

    Pacheco é um manipulador e como tal ficará para a história. E para a historiografia, onde tem mostrado a sua grande capacidade como investigador, mas em que se tem entretido a tentar provar, com base em suspeições que ele próprio alimenta, que certos crimes da PIDE foram ajustes de contas entre comunistas. A mesma causa que Salazar avançou para o assassinato de Delgado: ajustes de contas entre oposicionistas.

    Esperava-se agora de JPP, depois da biografia de Cunhal, uma biografia de Salazar ou, depois da história da clandestinidade sob Salazar, uma história da PIDE. Tá queto! Podemos esperar sentados. JPP como historiador só se interessa pelos mesmos assuntos por que a PIDE, como polícia política, se interessava.

  2. 2 z

    é a lógica do abade, sempre a lógica do abade, teriam que lhe beijar o anel para sua senhoria permanecer obesamente perfumada

  3. 3 aires bustorff

    Minha opinião,
    é que este texto do dito PP
    comprova que todas estas atoardas do freeport
    SÓ surgiram
    com unico e exclusivo fim de tentar apagar o BPN e o que lhe está ligado…
    Aliás a sua falta de substancia ficou completamente demosntrado entrevista de PSPereira
    PP é fixe, afinal…
    abraço

  4. 4 DSC

    Não deixa de ser curioso os bancos referidos pelo tio de sócrates donde, eventualmente, as offshores foram criadas……..

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