Entretanto, num Universo paralelo

O Supremo Tribunal de Justiça decidiu esta quinta-feira que o juiz Carlos Alexandre está impedido de continuar a intervir no processo que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates, a chamada “Operação Marquês”.

A deliberação do Supremo surge após um pedido nesse sentido por parte de José Sócrates, que entende “existir motivo sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade” do magistrado do Tribunal Central de Investigação Criminal no DCIAP em Lisboa, responsável pela “Operação Marquês”.

O facto de o juiz de instrução se ter pronunciado obscena e manhosamente sobre o caso numa entrevista televisiva à SIC, em 2016, em tom insinuante e sarcástico, afirmando que “não tinha amigos, amigos no sentido de pródigos” nem “fortuna herdada dos meus pais ou de meus sogros”, e de não ter forma de obter dinheiro a não ser “através do trabalho honrado e sério”, pesou na decisão de afastamento do juiz.

Nas suas declarações estava implícita a recusa de respeitar o estatuto de inocente até trânsito em julgado de uma eventual condenação de Sócrates a partir deste processo, refere a defesa no seu pedido de afastamento: “Mesmo depois de se pronunciar publicamente sobre um processo em curso e de pôr em causa a objectividade e a adequação legal das suas decisões como juiz de instrução, o senhor juiz não se inibiu, intencionalmente, de fazer afirmações vexatórias da inocência e dignidade do arguido”. As objecções da defesa não se ficam por aqui: referem o facto de Carlos Alexandre e Cavaco terem uma relação de promiscuidade institucional, onde o primeiro vertia para o segundo teorias conspirativas acerca de Sócrates, o que significa que havia um relacionamento pessoal entre ambos que ultrapassava o mero conhecimento social.

O Supremo Tribunal de Justiça vem agora dar razão a José Sócrates, ao concluir existir, de facto, “um risco real do não reconhecimento público da imparcialidade” de Carlos Alexandre. “Encontra-se afectada, de forma grave e séria, objectivamente, a confiança pública na administração da justiça e, em particular, a imparcialidade”, escrevem os conselheiros do Supremo. “É de admitir, a partir do senso e da experiência comuns, que qualquer cidadão de formação média da comunidade possa contestar a imparcialidade” do magistrado, prosseguem, invocando a máxima segundo a qual à mulher de César não basta ser séria, sendo também necessário parecê-lo. Um dos conselheiros aproveitou ainda para escrever nas margens do acórdão, com uma Futura azul emprestada por um jornalista na ocasião, o seguinte provérbio: “Tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta”, mas escusou-se a dar explicações.

Com base neste universo

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40 thoughts on “Entretanto, num Universo paralelo”

  1. Para quem ainda tinha dúvidas sobre a postura da corporação neste processo, só por má-fé as pode manter. Depois disto continuaremos a ouvir alguns a repetir a ladainha “à justiça o que é da justiça “. Mas esta cena de haver um tribunal superior que mantém um juiz da Relação em funções ao mesmo tempo que o considera inapto para desempenhar o seu papel devia fazer essa gente corar de vergonha.

  2. “É de admitir, a partir do senso e da experiência comuns, que qualquer cidadão de formação média da comunidade possa contestar a imparcialidade” do magistrado…

    O Mrocha e outras derivâncias ignôncias como Jrodrigues, eteceteratz, veio aqui comentar. Porém, como a decisão lhe agrada, o ignôncio lá opina, o que está muito bem. O que não está bem e isso mostra a cegueira, que também é dolosa, do personagem. O trampita há uns dias atras indignava-se com o “homem comum” e até mencionava o “incomum”. Não aceitava o critério que eu ligeiramente mencionava…
    Agora, o trampita que chama “básico” aos outros NEM SE APERCEBE QUE TODA A DECISÃO SE BASEIA NO CRITÉRIO EM CAUSA. E comenta…comenta!

  3. Bem, ó simpatizantes da inocência provada com as bocas do povo, sem necessidade da apreciação judiciária…

    vejam que se trata de proteger a “confiança” do público, não está em causa a competência do juíz. Na verdade, asneira do Sócrates, outra! Se o que se lhe seguir não gostar da coisa…!Hum! ?Porém, entretanto, o público já se calou com a história da “perseguição”… Devia ter ficado quietinho, muito quietinho, porque ele vai a julgamento, e vai ser condenoado, essas defesas na tv não pegam…não pegam.
    Uma coisa é procedimento e outra é factos e ao que parece há alguns, até se misturam com outras operações e famosos de outras operações. Ó senhor sócrates fique quieto, não se mexa mais, e reconheça os cadeaux envenenados…

    Mas clarissimo, os chupialistas já clamam vitória….

  4. Será como dizes, éstrampa. Mas no meio da tua verborreia passas ao lado do essencial: como é que o tal “homem comum” entende que um tribunal superior considere um juiz incompetente e o mantenha em funções ? É que sobre isto nada dizes. Embora salte à evidência que se trata duma situação que não encaixa no tal “senso e da experiência comuns”.

  5. MRocha
    “devia fazer essa gente corar de vergonha”

    E você devia confinar-se ao quarto de banho, bem próximo da sanita, para não causar mais estragos ao andar de baixo. Yawn.

  6. E sobre o teu “senso comum”, és trampa, aí tens exemplo de como há juristas com outra visão das tuas “evidências”.

    «O senso comum não é um recurso escasso. Bem pelo contrário, é a sua abundância e fácil acessibilidade que o transforma num poderoso instrumento persuasivo que dispensa o debate, evita a ponderação de outras possibilidades e apazigua a inquietação da dúvida. Claro que, frequentemente, o senso comum também evita esforços desnecessários e, então, preferimos designá-lo por bom senso. O sentido partilhado – menor denominador comum de outros sentidos possíveis – valida-se pelo próprio ato de partilha de uma evidência anónima. Galileu foi perseguido por afirmar que a Terra girava à volta do Sol e Fernão de Magalhães empreendeu a penosa viagem de circum-navegação para que a cartografia se resignasse a admitir que a Terra, afinal, era redonda.»

    Leia mais: Miséria da política! http://www.jn.pt/opiniao/pedro-bacelar-de-vasconcelos/interior/miseria-da-politica-5365923.html#ixzz4b1FnHjPx
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  7. MRocha
    11 DE MARÇO DE 2017 ÀS 12:13
    Será como dizes, éstrampa. Mas no meio da tua verborreia passas ao lado do essencial: como é que o tal “homem comum” entende que um tribunal superior considere um juiz incompetente e o mantenha em funções ? É que sobre isto nada dizes. Embora salte à evidência que se trata duma situação que não encaixa no tal “senso e da experiência comuns”.

    eheheheheheh

    Nota ao ignôncio: OUTRAVEZ: NÃO SE TRATA DE INCOMPETÊNCIA. OUTRA VEZ: NÃO SE TRATA DE INCOMPETÊNCIA.

    A verborreia só existe do seu lado, e é má…

  8. Ó Mrocha, ó trampita, então, queres que se analise o objeto da causa com base em notícias do facebook e outras do género…?

    Hum, como diz o teu santo ídolo, ” é abracadabrante”…eheheheheh. Quando ouvi a expressão em tom de falsete, disse cá para comigo: o princípio da imediação da prova vai-te condenar…ai vai, vai….

    trampita, cala-te…

  9. “OUTRAVEZ: NÃO SE TRATA DE INCOMPETÊNCIA. OUTRA VEZ: NÃO SE TRATA DE INCOMPETÊNCIA.”

    Então trata-se do quê, luminária ?! Se a premissa básica para o exercício de funções de um juiz é a sua imparcialidade, como é que declará-lo parcial ( e logo incapaz de julgar objectivamente ) não é declará-lo incompetente para a função ?!

  10. “Um dos conselheiros aproveitou ainda para escrever nas margens do acórdão, com uma Futura emprestada por um jornalista na ocasião, o seguinte provérbio: “Tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta”, mas escusou-se a dar explicações.”

    Pois a frase é algo estranha…eu pediria a aclaração do acórdão e aí veríamos se o dito explica ou não…

  11. Tenho um vizinho que tem um rafeiro que me faz lembrar o és trampa: de portão fechado, parece capaz de devorar qualquer mastim que passe na rua; de portão aberto, mete o rabo entre as pernas e foge de qualquer cachorro de leite.

    Queres vir conhecé-lo aqui a Estremoz, és trampa ? Depois da visita ao cobardolas do teu parente sabujo, até te pago uma mini para refrescar-te o regresso.

  12. MRocha
    11 DE MARÇO DE 2017 ÀS 12:31
    “OUTRAVEZ: NÃO SE TRATA DE INCOMPETÊNCIA. OUTRA VEZ: NÃO SE TRATA DE INCOMPETÊNCIA.”

    Então trata-se do quê, luminária ?!”

    ehehehehhehe. Luminária? hum? sim, sou m círio que podia elucidar-temas depois ficavas a saber como eu…não partilho o meu arranjo inteletual com comunas inteletualmente desarranjados. yawn.

  13. MRocha

    ehehehhe, és alentejano, tá explicado, não pensas e és lento e comuna.

    Portão aberto…dizes muito bem, o meu está sempre aberto e olha que “ladro” e “mordo”, eheheheheh.
    Mini? Isso é bebida de comuna. Nem te tira a azia ao olhares para os …latifundios…
    volta para a sombra do sobreiro e conta as vacas do dia anterior…

  14. Excelente resposta, és-trampa! Porque é que não dizes antes que a tua competência se esgota nas funções de troll, cobardolas?

  15. Mrocha

    Troll és tu e apanhas traulitada a torto e a direito mas como qualquer cão sarnoso voltas a exibir o teu desacerto inteletual…yawn.

  16. Antes rafeiro sarnoso e livre que caniche amestrado pelo assobio do dono.

    E agora vou tratar dos porcos, que é coisa bem mais higiénica que aturar-te a vacuidade da prosa .

  17. MRocha

    Tratas de porcos?! Excelente. Aproveita a oportunidade e aprende com eles, pois são animais muito inteligentes. Um tirocínio com frequência diária é recomendável…

  18. Depois de sacrificarem o Desembargador Rangel, tiveram vergonha de deixar este como parece tinham deixado num primeiro momento no caso de “justiça”mais manipulado, encomendado, vergonhoso e pidesco de que há memória em democracia ou ditadura.
    O fim parece à vista pois nada mais se pode dizer ou fazer para, sem julgamento, ACUSAR o Ex. Primeiro Ministro José Sócrates com o à vontade dos pasquins e todas e todos os estercos que pululam em espaços onde sem cabimento e se vão impondo de forma repetitiva e histérica.
    O ditado deve ser coisas entre juízes. Coisas corporativas. Qualquer outra intenção manhosa só prova a escassez de isenção do bando a que José Sócrates estará entregue.

  19. Valupi, li ontem e considerei que esse tipo de post é uma espécie de última pazada de areia que tu e a Penélope vão despejando a partir da camionete que têm no Aspirina B sobre o desenrolar do processo de investigação na Operação Marquês. Recordemos, até para amansar as emoções: o score é de 37-1, neste momento, e esse eventual recurso que situas num universo imaginário em que é tentado o afastamento do juiz Rui Teixeira também já foi apresentado pela defesa de José Sócrates e… chumbado. Ou seja, inclui-se nesse número quase redondo que é o 37.

    Nota, duas. Se precisares de outras leituras, é verdade que se há alguém que vive num “universo paralelo” e aparentemente não sou eu. E dizer-te que hoje vi na RTP 1 e na SIC imagens do sôtor Araújo a reagir às novidades sobre um derradeiro (?) interrogatório à pessoa do ex-PM e que terá lugar nesta segunda-feira, mas digamos que o vi bastante mais sóbrio (desceu à terra, como tu?).

  20. Valupi, para veres como é palpitante o assunto para os portugueses que tomam banho pelo menos uma vez por semana, a prosa sobre o tal convite para o ex-PM ir tomar chá com os desgraçados do MP na segunda-feira tem apenas um comentário no P. online. Unzinho, a contar desde 11 de Março de 2017, 11:59 (o perfil falso é de um clone dos pândegos daqui, os passados e os presentes).

    Aqui: https://www.publico.pt/2017/03/11/sociedade/noticia/socrates-sera-ouvido-pelo-ministerio-publico-na-segundafeira-1764866

  21. Com base em quê algumas cabeças afirmam a inocência de josé Sócrates…e criticam ferozmente o trabalho do MP? Note-se: não se inclui o procedimento utilizado, que esse é de facto e de direito, vergonhoso….

  22. Jasmin
    11 DE MARÇO DE 2017 ÀS 19:34
    Tal e qual o processo intentado contra o Marquês de Távora.

    Você merecia prisão preventiva por escrever isso…ah! Argolada freestyle, sem dúvida…

  23. “Até agora o eng. José Sócrates tem sido notificado através do Correio da Manhã, agora é notificado através do seu advogado … já é um pequeno progresso” !

  24. Deu-lhes uma fúria interrogatória agora no “fim do prazo” e até o Joaquim Barroca foi notificado para comparecer no dia 17 para ser novamente “interrogado”.

    Acho que posso apostar em como, contra todas as manchetes, não vai haver acusação no dia 17 de Março de 2017.

    PS: Marquês de Távora, sim, acusado de traição à pátria, e os traidores eram os acusadores. Aqui também já se começou a ver que quem acusa é quem é …

  25. “Com base em quê algumas cabeças afirmam a inocência de josé Sócrates…e criticam ferozmente o trabalho do MP? Note-se: não se inclui o procedimento utilizado, que esse é de facto e de direito, vergonhoso….”

    Ó Trampas

    Tu respondeste a ti próprio.
    Afirmam a inocência, até prova em contrário (prova que ainda não foi produzida, tás a ver ?)
    E criticam ferozmente o trabalho do MP com base …no procedimento utilizado que é DE FACTO E DE DIREITO …VERGONHOSO. Vês como tu sabes !

  26. Valupi, eu que exultei com o tom mais sóbrio do sôtor Araújo nas imagens diurnas passadas na RTP 1 e na SIC tenho de fazer uma correcção depois de ver estarrecido mais um happening do senhor na TVI.

    Não sei se embalado pela artificialidade que a Judite de Sousa confere, aparentemente, aos momentos em directo (quem sabe!) devo dizer que o senhor vive de facto noutra dimensão. E digo-o reafirmando que o faz, não sei se de propósito ou se por negligência profissional, objectivamente em desfavor da teia em que se enrolou José Sócrates (uma outra possibilidade passa por, eventualmente, nada haver para ganhar na Operação Marquês e a defesa prever desde já uma condenação e ir de em recuso em recurso até que a morte nos separe… é o que se passa com Duarte Lima e Oliveira e Costa, por exemplo).

    Seja como for, digo que algo de simbolicamente mais grave se passou, no fim da entrevista, quando João Araújo se lembrou de evocar nem mais nem menos o sobrinho-neto de Pinheiro de Azevedo. Não pela sua condição política, visto tratar-se de um ex-PM também; nem pelo seu carácter icónico já que poucos dividendos seriam creditados ao seu constituinte por um defensor atirar, atabalhoadamente, para uma nebulosa (fumaça) os espectadores que têm hoje quase 60 anos ou os que lêem jornais (o que, sendo uma imagem interessante, torna mais densa a artificialidade da coisa porque poderíamos pensar se alguém vai reaparecer longos anos depois como se fosse uma espécie de romeiro garrettiano numa noite de nevoeiro e se, perguntado, respondesse apenas: ninguém!); ou de ser suficientemente ambíguo quando referiu o seu empenhamento (meramente profissional, ouvi bem?) como advogado, coisa que não tinha feito até agora. Mas porquê, então?

    Ora, nesta altura do campeonato, considero eu que não se poderá resumir o facto a uma gaffe e que, portanto, não se poderá desculpar um qualquer advogado que se queira passar por respeitável pelo insólito facto de se diminuir, a sim mesmo, ao citar um grunho de nome Bruno de Carvalho como sendo o seu presidente (cito-o de memória: «como disse o tio-avô do MEU PRESIDENTE»…). Quem, porra?! Eanes, Soares ou Sampaio? Não, porra que é mesmo o grunho sportinguista e isto assim não pode ser.

    E assim, livre como um passarinho, decreto definitivamente que há algo ali que profundamente não me agrada. Assim de repente, parece tratar-se de uma certa alarvidade mais polida que o original. Menos desbragada na maior parte das vezes (o episódio com a Tânia Laranjo terá sido uma excepção?), mas em todo o caso um certo ar de alarve que me faz mal.

  27. O Jasmim é coxo da cabeça…Ó Jasmim, você é muito coxo. Eu sei o que você não sabe…você fala, fala, mas e dizer? Uma notazinha para si: o homem não vai mais preso durante o inquérito, pois pode ser conduzido através de chauffeur do Dciap ao Dciap . Porém, uma vez lá, não é obrigado a falar, tá a ver a “coisa”?
    É que o silêncio não pode ser aproveitado contra o arguido, mas o RUÍDO SIM, e o seu beloved guy FALA MUITO, e é muito histérico…no meio disso tudo figure o Sr. Procurador a pescar, a pescar, a pescar…ele só tem de fazer a acusação…quem faz o julgamento é outro…tá a ver? E quando chegar ao julgamento, o seu beloved love vai espernear e o juíz vai dizer-lhe para se conter…abre a boca como não deve, vai “olho da rua” e o advogado também, se for o caso…tá a ver? Viu mesmo?

    COMUNAS venham cá agora falar de corporações ou gazear o ar…

  28. «Antes de não gostar do Bruno de Carvalho já não gostava dele. Cheirava-me a fraude, soava-me a bazófia de quarta categoria. Chungaria engravatada.

    Depois ganhou. Depois acalmou. Depois, na ânsia de se apresentar como o novo Pinto da Costa, começou a mostrar que era meio tonto. E agora provou que é completamente chanfrado da corneta.»

    [ http://aspirinab.com/valupi/bronco-de-carvalho/ , aqui. ]

  29. «Não dá sequer vontade para brincar com o uso criativo das vírgulas, porque é legítimo ser-se analfabeto e, apesar disso, ser-se presidente do Sporting. O que não pode passar sem denúncia, que espero venha a ser judicial, é este apelo ao ódio usando para o efeito a sua família, no caso a filha acabada de nascer. Estamos no domínio do grotesco, ou do paranóico ou alucinado em sentido patológico.

    A figura que esta figura está a fazer é não só patética e indigna, é também aquilo que pode ser visto como um pedido de ajuda involuntário. Manifestamente, Bruno de Carvalho não aguenta a pressão do cargo, em especial as frustrações inevitáveis que tal função acarreta. A sucessão de conflitos com pessoas que estão sob a sua responsabilidade profissonal, criando novos problemas onde eles não existiam e exibindo uma pulsão megalómana destrutiva, precisa de ter um fim pela mão dos sócios.»

    [ http://aspirinab.com/valupi/a-loucura-e-de-cada-um-o-clube-e-dos-socios/ , aqui. ]

  30. «Aqui, permita-me o leitor um ponto prévio. Independentemente da maior ou menor proximidade ideológica, da convicção pessoal de cada um em relação à culpabilidade ou inocência de José Sócrates, não devemos deixar de lamentar o tempo que toda esta investigação demorou. É, manifestamente, demais. Três anos sem uma acusação e com medidas de coação e até uma prisão preventiva pelo meio é algo que não abona a favor do nosso sistema judicial.»

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    Ou é o Valupi a fazer das suas?

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