Chove. E sempre que chove oiço sempre as pessoas a dizerem sempre as mesmas coisas de sempre. Oiço ou ouço? Não interessa, porque elas não gostam da chuva. Ficam com uma cara triste e dizem “chove”, mas como quem diz “chove…”, não como quem diz “chove.”, muito menos como quem diz “chove!”. Porque trovoada não gostam elas da chuva? Qual foi o aguaceiro que lhes fez mal? Será que ninguém lhes explicou que os corações desenhados nos vidros embaciados por dedos enamorados vêm dos céus nublados? Uma vez fiz estas perguntas a uma dessas pessoas. Com o cuidado de falar tão baixinho que ela não me pudesse ouvir. Ela mesmo assim ainda disse “não ouço”. E eu disse ainda assim mesmo “não oiço”. Ela estava com uma cara triste. Triste como um daqueles dias de Sol em que não chove nem água. Ficámos sem nos conseguirmos ouvir. Apeteceu-me chover.
Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.
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Que giro… ou que giro!, se calhar.
O nosso Valupi consegue ser ainda melhor que o do BdE.
Valupi,
Tenho a certeza que anda por ai alguem a adivinhar chuva. Não precisavas era desperdiçar tantas palavras belas. Olha, o menino também tem um coração!
Susana, se calhar… calha bem!
Esse Valupi do BdE era um traste, John Peter da Costa!
Bomba, don’t you go soft on me, baby. ;)
Um gajo julga que se está a meter numa coabitação com um durão implacável e afinal…
:-)
Ora, ora, caro Luís, não há força maior, ou mais implacável, do que a ternura… :P
Também vinha estranhar, mas alguém se antecipou. “Este” Valupi é melhor. Como é que vocês fizeram, ó aspirinos?
Ganda texto, este.
Também já comecei a chover.
ML, deixas-me salpicado. Que bom.
Pois é, é mesmo bonito este pequeno texto. Pode chover sempre que tenha ideias destas.
Maria, agradecido por essas águas.
Valupi das Meiguices!!! ;)
Ah, sim! Apanhaste-me… :)