<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>
<channel>
	<title>Comentários em: Desclicar</title>
	<atom:link href="http://aspirinab.com/valupi/desclicar/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://aspirinab.com/valupi/desclicar/</link>
	<description></description>
	<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 02:58:38 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.5.1</generator>
		<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/desclicar/#comment-19262</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jul 2007 13:57:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/desclicar/#comment-19262</guid>
		<description>Isabela, gostei muito do que explicaste. Obviamente, tens razão. Só que o meu protesto não ignora evidências; pelo contrário, investe contra elas, apesar de saber que para a maioria dos convivas se trata de pacíficos moinhos de vento.

No entanto, repito: 'clicar' pode ser substituído. No caso de ser comando (o de se pressionar um botão físico para que se active uma ligação no ecrã - e o caso que me importa), lembro que o desfecho da acção é sempre passível de endosso. Que acontece quando se muda de página web ou se activa um qualquer ficheiro (de som, vídeo ou texto, etc.)? O que seja, é sempre traduzível num outro verbo genérico e económico: abrir, ver, puxar, saber, tocar, ligar - qualquer um que remeta para o que estiver em causa como experiência. Vantagem? Várias que sintetizo numa: maior envolvimento e plasticidade da linguagem verbal - logo, melhor experiência de comunicação.

Engraçado é como saltas para a polaridade oposta na sugestão de neologismos. Afinal, o 'abrir' resolve na perfeição os comandos relativos às duas acções. Se bem intuo, acima racionalizaste o teu uso instituído, automático, e em baixo ligas-te à "poiesis" da língua...
__

susana, não é o pseudo-estrangeirismo que me incomoda, antes a preguiça mental, o chavão. E, acima de tudo, o pífio de nos estarem a pedir para "fazer um estalido"...

Quanto à tua sugestão, já a acolhi: uso a língua portuguesa, na sua glória expressiva.
__

Fernando, não vejo mal nenhum em que se use o verbo. Nem me passaria pela cabeça querer retirar à Língua um qualquer dos seus termos. Mas, pegando no teu exemplo, o "fez clique [entre duas pessoas]" já tem semântica distinta daquilo a que aludo. É só quanto ao contexto interactivo que reajo.

De resto, é como dizes e se observa: clicar veio para ficar. Por óbvias razões. Para o meu palato linguístico, é uma pobreza.
__

py, fazes tu muito bem em ser gamado. Prova que és generoso.
__

Primo, se bem te leio, não tens problema nenhum com os cliques. E fazes tu muito bem.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Isabela, gostei muito do que explicaste. Obviamente, tens razão. Só que o meu protesto não ignora evidências; pelo contrário, investe contra elas, apesar de saber que para a maioria dos convivas se trata de pacíficos moinhos de vento.</p>
<p>No entanto, repito: &#8216;clicar&#8217; pode ser substituído. No caso de ser comando (o de se pressionar um botão físico para que se active uma ligação no ecrã - e o caso que me importa), lembro que o desfecho da acção é sempre passível de endosso. Que acontece quando se muda de página web ou se activa um qualquer ficheiro (de som, vídeo ou texto, etc.)? O que seja, é sempre traduzível num outro verbo genérico e económico: abrir, ver, puxar, saber, tocar, ligar - qualquer um que remeta para o que estiver em causa como experiência. Vantagem? Várias que sintetizo numa: maior envolvimento e plasticidade da linguagem verbal - logo, melhor experiência de comunicação.</p>
<p>Engraçado é como saltas para a polaridade oposta na sugestão de neologismos. Afinal, o &#8216;abrir&#8217; resolve na perfeição os comandos relativos às duas acções. Se bem intuo, acima racionalizaste o teu uso instituído, automático, e em baixo ligas-te à &#8220;poiesis&#8221; da língua&#8230;<br />
__</p>
<p>susana, não é o pseudo-estrangeirismo que me incomoda, antes a preguiça mental, o chavão. E, acima de tudo, o pífio de nos estarem a pedir para &#8220;fazer um estalido&#8221;&#8230;</p>
<p>Quanto à tua sugestão, já a acolhi: uso a língua portuguesa, na sua glória expressiva.<br />
__</p>
<p>Fernando, não vejo mal nenhum em que se use o verbo. Nem me passaria pela cabeça querer retirar à Língua um qualquer dos seus termos. Mas, pegando no teu exemplo, o &#8220;fez clique [entre duas pessoas]&#8221; já tem semântica distinta daquilo a que aludo. É só quanto ao contexto interactivo que reajo.</p>
<p>De resto, é como dizes e se observa: clicar veio para ficar. Por óbvias razões. Para o meu palato linguístico, é uma pobreza.<br />
__</p>
<p>py, fazes tu muito bem em ser gamado. Prova que és generoso.<br />
__</p>
<p>Primo, se bem te leio, não tens problema nenhum com os cliques. E fazes tu muito bem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Pedro da Costa</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/desclicar/#comment-19261</link>
		<dc:creator>João Pedro da Costa</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jul 2007 12:05:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/desclicar/#comment-19261</guid>
		<description>O verbo «clicar», resultante de uma verbalização do substantivo «clique», continua a ser um léxico de origem onomotopaica.

E é nesse aspecto que partilho parte do teu lamento, primito. O que é verdadeiramente maravilhoso nas línguas é que, como disse Saussure, nem sequer as palavras de motivação onomotopaica (isto é: que procuram foneticamente reproduzir um determinado som) são comuns nas diversas línguas.

Um galo canta da mesma forma em Portugal ou em França. Contudo, dizemos «Cocorocó» e eles «Cocorico». Olha o ladrar de um cão, por exemplo. «Au-au», «Arf Arf», «Wof wof».

É por isso natural, mas de lamentar, que nas palavras de origem onomotopaicas nos limitemos haja uma tão flagrante coincidência.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O verbo «clicar», resultante de uma verbalização do substantivo «clique», continua a ser um léxico de origem onomotopaica.</p>
<p>E é nesse aspecto que partilho parte do teu lamento, primito. O que é verdadeiramente maravilhoso nas línguas é que, como disse Saussure, nem sequer as palavras de motivação onomotopaica (isto é: que procuram foneticamente reproduzir um determinado som) são comuns nas diversas línguas.</p>
<p>Um galo canta da mesma forma em Portugal ou em França. Contudo, dizemos «Cocorocó» e eles «Cocorico». Olha o ladrar de um cão, por exemplo. «Au-au», «Arf Arf», «Wof wof».</p>
<p>É por isso natural, mas de lamentar, que nas palavras de origem onomotopaicas nos limitemos haja uma tão flagrante coincidência.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: py</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/desclicar/#comment-19260</link>
		<dc:creator>py</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jul 2007 09:01:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/desclicar/#comment-19260</guid>
		<description>cu_mendador
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>cu_mendador</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: py</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/desclicar/#comment-19259</link>
		<dc:creator>py</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jul 2007 08:57:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/desclicar/#comment-19259</guid>
		<description>Partilhamos uma alergia comum por algumas figuras públicas...

Já quanto a clicar, sou gamado, em potência e em acto.

E por falar em 'figuras públicas', eu não aguento que os nossos impostos sirvam para pagar uma colecção meio xungosa, que foi feita de fuga aos impostos, e outros roubos por esse joe que quero que vaia se fudê.


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Partilhamos uma alergia comum por algumas figuras públicas&#8230;</p>
<p>Já quanto a clicar, sou gamado, em potência e em acto.</p>
<p>E por falar em &#8216;figuras públicas&#8217;, eu não aguento que os nossos impostos sirvam para pagar uma colecção meio xungosa, que foi feita de fuga aos impostos, e outros roubos por esse joe que quero que vaia se fudê.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Venâncio</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/desclicar/#comment-19258</link>
		<dc:creator>Fernando Venâncio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Jun 2007 17:42:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/desclicar/#comment-19258</guid>
		<description>Valupi,

«Clicar» veio para ficar. Desejo-te, pois, muitos decénios de desgosto. As duas comentadoras já te terão convencido da triste perspectiva.

De resto, o verbo é adaptadíssimo à nossa fonética. «Clicaste, pá?» «Cliquei. Eu clico sempre».

Pessoalmente, gosto da expressividade daquilo que exprime o entendimento imediato entre duas pessoas: «Fez clique».

P.S. Detesto, sim, «checar». Que talvez alguém ache catita. Mas, lá está, quem desconvence esses milhões de utentes brasileiros!?
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Valupi,</p>
<p>«Clicar» veio para ficar. Desejo-te, pois, muitos decénios de desgosto. As duas comentadoras já te terão convencido da triste perspectiva.</p>
<p>De resto, o verbo é adaptadíssimo à nossa fonética. «Clicaste, pá?» «Cliquei. Eu clico sempre».</p>
<p>Pessoalmente, gosto da expressividade daquilo que exprime o entendimento imediato entre duas pessoas: «Fez clique».</p>
<p>P.S. Detesto, sim, «checar». Que talvez alguém ache catita. Mas, lá está, quem desconvence esses milhões de utentes brasileiros!?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/desclicar/#comment-19257</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Jun 2007 15:48:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/desclicar/#comment-19257</guid>
		<description>eu gosto de "clicar". e nem tem que ser so' com o rato. como diz a isabela, nao ha' substituto rigoroso, o que faz sentido pelo lado onomatopeico. tu mesmo o dizes, ja' existia "clique" em portugues; entao porque tem que ser olhado como estrangeirismo? sugestao: inventa outro, melhor.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eu gosto de &#8220;clicar&#8221;. e nem tem que ser so&#8217; com o rato. como diz a isabela, nao ha&#8217; substituto rigoroso, o que faz sentido pelo lado onomatopeico. tu mesmo o dizes, ja&#8217; existia &#8220;clique&#8221; em portugues; entao porque tem que ser olhado como estrangeirismo? sugestao: inventa outro, melhor.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Isabela</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/desclicar/#comment-19256</link>
		<dc:creator>Isabela</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Jun 2007 14:17:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/desclicar/#comment-19256</guid>
		<description>Também tenho os meus ódios lexicais de estimação, mas uso clicar, e frequentemente. Não nego um certo incómodo, mas não existe em Português uma expressão equivalente. Porque clicar não é entrar, ver, saber, andar, saltar, abrir. Clicar é uma acção que repousa sobre o uso de um instrumento preciso. Clicar significa "pressione e largue", o que soa muito mal em português. É demasiado longo e explicativo. Penso que a certa altura temos de aceitar estrangeirismos, se não somos capazes de criar. Os portugueses são pouco criativos, ao contrário dos brasileiros e dos africanos que inventam que se fartam, e que inventam bem, na minha opinião. Há estruturas contra-natura, mas, sabes isso tão bem como eu, a língua está em mudança permanente, e o que é contra-natura também não sobrevive. Só sobrevive o útil e o fácil. Portanto, clicar vai ficar, para teu desgosto. Digo-te outra que já entrou, para meu desgosto (até fecho os olhos para não ver o que escrevo): tar. Tás bom? Tava fixe. Acredita. Isto já está.
Aproveito para sugerir um neologismo. Que verbo usas quando queres designar a acção de tirar a carica de uma garrafa de cerveja ou a patilha de uma lata da mesma bebida? Abrir? Não serve! Pouco expressivo. Sugiro descaricar a Superbock e despatilhar a Sagres.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Também tenho os meus ódios lexicais de estimação, mas uso clicar, e frequentemente. Não nego um certo incómodo, mas não existe em Português uma expressão equivalente. Porque clicar não é entrar, ver, saber, andar, saltar, abrir. Clicar é uma acção que repousa sobre o uso de um instrumento preciso. Clicar significa &#8220;pressione e largue&#8221;, o que soa muito mal em português. É demasiado longo e explicativo. Penso que a certa altura temos de aceitar estrangeirismos, se não somos capazes de criar. Os portugueses são pouco criativos, ao contrário dos brasileiros e dos africanos que inventam que se fartam, e que inventam bem, na minha opinião. Há estruturas contra-natura, mas, sabes isso tão bem como eu, a língua está em mudança permanente, e o que é contra-natura também não sobrevive. Só sobrevive o útil e o fácil. Portanto, clicar vai ficar, para teu desgosto. Digo-te outra que já entrou, para meu desgosto (até fecho os olhos para não ver o que escrevo): tar. Tás bom? Tava fixe. Acredita. Isto já está.<br />
Aproveito para sugerir um neologismo. Que verbo usas quando queres designar a acção de tirar a carica de uma garrafa de cerveja ou a patilha de uma lata da mesma bebida? Abrir? Não serve! Pouco expressivo. Sugiro descaricar a Superbock e despatilhar a Sagres.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
