Canalhocracia

Ler O Jumento.

Voltar a ler o Eduardo.

Ler o Tomás, a quem devemos o carimbo.

Ler o Miguel.

Ler o Luís.

Ler o Gabriel.

Ler o Francisco.

Ler o Pedro.

Ler o Rui.

Ler o Ricardo.

Ler a Fernanda.

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É também ocasião para lembrar isto, que tinha deixado sem comentário. Trata-se do Mascarenhas a avisar a malta de ter enviado um email ao Valupi, não fosse acontecer-lhe alguma coisa má depois de tão arriscada missão e não haver suspeitos para interrogar. Ele cumpriu com o que anunciou, honra lhe seja feita: pediu-me a identificação, qual bófia de serviço. Tentei conversar com o sr. agente, mas o pavio era demasiado curto. Ele achava que eu tinha a obrigação de lhe responder sem fazer perguntas ou tecer comentários, estava cheio de pressa para concluir que me tinha apanhado – desistiu ao terceiro email. Ficou sem saber, por mim, o que pretendia. Mas, antes deste episódio, já o Mascarenhas me tinha oferecido um ambicioso título nascido da sua provável bravura: provavelmente o mais cobarde dos anónimos.

Que se passa com este labrego? O seguinte: convenceu-se, ou alguém o convenceu, de que o Valupi era o Rogério da Costa Pereira, que em tempos usou o pseudónimo Afixe (e que com ele chegou a escrever cá na casa). O que quero realçar com a recordação não é a capacidade fantasista, ou paranóica, do Mascarenhas. Não, nada disso. Trata-se de outra competência, a literacia. Considerou que os nossos estilos de escrita eram iguais, prova suficiente para que os seus dois neurónios ainda activos começassem a disparar acusações sem mais demora ou carência de confirmação.

O atestado de iliteracia do Mascarenhas teria graça se não estivesse na origem da pulhice contra o Jumento. É que ele até pode ser um excelente rapaz, mas assim tão burro torna difícil a leitura do jornal onde zurra nas parangonas.

32 thoughts on “Canalhocracia”

  1. Nem tinha visto isto. Já desanquei a porteira.

    Este nojo tem de ser travado por quem nada tem a ver com partidarite. E as pessoas só se lembram dos bufos quando lhes tocam à porta.

  2. Não vi esta gente tão indignada quando o DN publicou os mails privados de funcionários do publico. O que se alterou agora? Tendes consciência, parece-me que não! Mas se tendes não deve ser boa!

    Que raio de moral é esta que se critica uma e aplaude-se outra do mesmo calibre.

  3. Um dos meus sobrinhos terá descoberto na Net que o Valupi é (sem dúvida) o Jacinto Luca Pires. Isto dá para tudo…

  4. É o jornalismo de latrina que temos, sempre a chorarem e a fazerem queixinhas. Que cheiro a esgoto. E é certo e sabido que com a senilidade intelectual que grassa na nossa comunicação social a relação desta com com a blogosfera só pode piorar.

    Os senhores deputados não conseguirão arranjar um bocadinho de tempo para discutir a pressão, o condicionamento e a deformação que a comunicação social exerce sobre o cidadão comum e a liberdade individual? Está bem que isso não lhes interessa nada, mas pode muito bem ser que seja importante para o desenvolvimento da sociedade.

  5. Ibn,continuas com uma diarrei mental do caraças.Trata-te.Pede ajuda ao gajo da marmeleira,que tem o mesmo problema e anda a tomar um chá de osga muito bom.Um tal de Eça,tambem já experimentou,e pelos vistos fez-lhe bem.Agora, anda com aperto cerebral,paciência,são efeitos colaterais.

  6. Esta “coisa” da vogal transtornada, além de ser uma baixaria ética é completamente inestética.

    [E que tal escrever um post inteligível, sem usar um “izinho” sequer? Exercício interessante..]

  7. Já agora, sobre o PPM, vale a pena recordar o que o RAP uma vez disse dele

    “Uma nota final: estou muito habituado às críticas do PPM, que têm, aliás, sempre o mesmo sentido. Normalmente, comento-as aqui mesmo. Na televisão e na imprensa, costumo satirizar gente que a generalidade do público conhece, e que diz coisas ridículas. Enquanto o PPM continuar a preencher apenas um destes requisitos, pela minha parte também continuarei a responder-lhe apenas aqui no blog. Por isso, e para evitar confusões futuras, gostava de sublinhar o seguinte: se, um dia, eu interpretar uma personagem megalómana, moralista e que mente para fazer valer os seus argumentos, o mais provável é que eu não esteja a satirizar o PPM. Há mais Marias na Terra.”

  8. Caro Val,

    Exceptuando o (quase) sempre brilhante Tomás e o Rui (do Arrastão) os restantes «links» são assim para o pobrezito.
    Têm, no entanto, um traço que os une, quem escreve os «posts» que «linkou» assina-os.
    Assume quem é e as opiniões que tem.
    O autores que «linkou» assumem-se, eu assumo-me.
    O jumento, o Val e a maior parte dos comentadores não; a liberdade como eu a entendo está ligada a responsabilidade.
    O José Mário, o Fernando Venâncio, o Luís Raínha, o Moita de Deus, o Carmo Francisco, etc; «postam» e assumem o que escrevem ou escreveram; infelizmente na «blogosfera» há sempre quem prefira assinar como «jumento» ou «val» e mesmo assim acharem-se livres para dispararem em todas as direcções.

  9. Que queres dizer com “assumem-se, eu assumo-me”? Que é suposto ficar assumido dos caracteres “Pedro Oliveira” que não esteja assumido nos caracteres “Valupi”? Quantos Valupis conheces? Há mais Valupis no mundo ou mais Pedros Oliveiras? Que pretendes saber do Valupi que não sabes já? Se eu assinasse “António Silva” dormias mais descansado? Percorres a blogosfera à procura de pseudónimos? Qual é o teu problema, afinal?

  10. Vamos lá a ver se nos entendemos (esta conversa já se arrasta há imenso tempo).
    É diferente assinarmos com o nosso nome o que escrevemos.
    Se eu me cruzar na rua (ou nas bancadas de Alvalade) com o Carmo Francisco, com o Zé Mário, com o Fernando Venâncio ou com a Fernanda Câncio sei quem eles são e posso responsabilizá-los, dar-lhe os parabéns pelo que escrevem.
    Se me encontrar contigo não o posso fazer.
    Dir-me-ás: «eu sei lá quem é o Pedro Oliveira»
    Não sabes mas podes saber, tens o meu «e-mail»; tens fotografias minhas, tens a minha profissão, idade, etc, escarrapachada nos meus «blogs».
    Obviamente o ponto não sou eu nem a minha profissão.
    Imagina que eu sou funcionário bancário (por exemplo) que criava um «blog» chamado o asno e que colocava nele os extractos bancários dos clientes e informação confidencial à qual tinha acesso… seria «bufaria» ser denunciado por um jornalista que após um trabalho de investigação conseguisse desvendar a minha identidade e o meu local de trabalho?
    Sinceramente, Val, acho que quem não deve, não teme.

  11. Lamento esfriar o teu entusiasmo mas não me lembro de ter visto alguma fotografia tua. E se me interrogassem acerca da tua profissão não saberia o que dizer. Não tenho esse interesse, e não preciso de o ter para dialogar contigo se for o caso. Por outro lado, não sei o que te impede de me pedires uma foto autografada e até a morada. Quem sabe, podes ter sorte.

    É que o sofisma de onde partes implica que eu esteja a esconder a minha identidade ao optar por assinar com pseudónimo num dado blogue. Ora, porque dizes isso? Estás a dizer que ninguém conhece pessoalmente o autor Valupi? Ou dirias que alguns o conhecem, vamos supor dois ou três amigos? Nesse caso ainda continuaria a ser anónimo, para ti? Então, e que tal se te disser que dezenas de pessoas sabem quem é o Valupi, por se relacionarem comigo, ou com aqueles que comigo se relacionam, e aos quais nunca pedi sigilo fosse do que fosse? Continuo anónimo? Então, e se te disser que no meu local de trabalho sabem quem é o Valupi, e que regularmente partilho informações de carácter pessoal com pessoas as mais variadas que vou contactando sem nunca as ter visto antes? Ou seja, a partir de que quantidade de pessoas na posse dos meus dados biográficos é que tu consideras que deixei de ser anónimo? 100 pessoas? 1000? 1.000.000?

    Se conhecesses o meu nome de BI, a minha morada e o meu rosto, o Valupi continuaria a ser um anónimo para ti? Ou seria antes uma espécie de Miguel Torga, mas em bom? E se o problema é esse, a falta dos elementos que te afligem, porque não fazes por isso? Porque não te apresentas e estabeleces uma relação civilizada com a pessoa que queres conhecer? Porque raio os processos de relacionamento pessoal haveriam de ser neste caso diferentes só porque o meio de comunicação é a Internet?

    Mas, acima de tudo, tenho a dizer-te que a perseguição aos pseudónimos – que em nada são anónimos – é uma parolada anacrónica ou um moralismo ridículo. Espero que nunca chegues ao Governo, pois começarias por fechar a Internet a quem não tivesse uma ficha de identificação pendurada no browser.

  12. Espero que nunca chegues ao Governo, pois começarias por fechar a Internet a quem não tivesse uma ficha de identificação pendurada no browser. lol mto bom!

  13. «Ou seria antes uma espécie de Miguel Torga, mas em bom?»

    Val, és mais tipo António Gedeão, o sonho comanda a tua vida, sonhas que escrever sob pseudónimo é igual a assumires a tua identidade, provavelmente, na tua opinião, quem escreve em nome próprio, na «net» está errado, somos exibicionistas.
    Não respondeste à parte do sigilo…
    Prometo que não te aborreço mais com isto, pode ser que um dia tenhas coragem para sair do armário, eh, eh, eh.

    «Espero que nunca chegues ao Governo, pois começarias por fechar a Internet a quem não tivesse uma ficha de identificação pendurada no browser.»

    O que o browser, o meu computador é antigo, acho que não tem isso…
    Um dia bom, Miguel Torga da «blogosfera»

  14. Val, no que toca a esta questão com o PPM tens toda a minha simpatia, aquela simpatia que tenho sempre por gajos como tu, gajos com nome que querem ser anónimos, a serem chateados por gajos anónimos a quererem ter nome – como é o óbvio caso desse PPM!

    O mais interessante de tudo isto é que toda esta pressão sobre a identidade do Val é pior do que canalha, é rotundamente estúpida. Pois será que esta gente não entende o drama do Val? será que não entende que ele escreve o que tem escrito e da maneira que tem escrito não por ser anónimo para o povo em geral mas por ser conhecido por certas e determinadas pessoas?

    Realmente a cabeça de burro que o Tomás enfiou àquela malta assenta-lhes bem.

    O azar do Val, aquilo que lhe revolve as vísceras, é que tem que ter um olho nos burros e o outro nos ciganos. E que ciganos…

  15. Valupi,

    Nao ligue a estes frequentadores estrabicos de feiras. Ha que ter um olho no Cigano e e quanto basta; burros ha muitos.

  16. Mas vamos lá a saber que merda é esta: para eu abrir a boca na rua e mandar uma caralhada qualquer tenho que me identificar? Quem se cruza comigo a passar traços contínuos, a desrespeitar vermelhos e passadeiras a toda a hora e a mudar do centro para a periferia da rotunda à campeão quando chegou à sua saída, ou quem ocupa a passadeira ou o passeio todo com o seu jipe quando eu quero avançar com o meu carrinho de bé-bé tem o seu nome e morada afixado atrás do pára-brisas? Quem se senta no autocarro nos lugares dos deficientes e olha com ar de filho-da-puta para uma grávida preta porque tem de se levantar para lhe ceder o lugar também tem o dever de se identificar? Afinal o 25 de Abril fez-se para termos Liberdade, ou para termos a liberdade de exigir que os OUTROS, para poderem abrir a boca em público, tragam uma chapa na lapela a dizer “Sandra Cristina – moro na Brandoa e trabalho no «McDonald´s» da Tapada das Mercês”?

    É com esta merda de ideologia que querem deixar filhos melhores ao nosso Planeta?

    Parvo Pífio Mascarilhas, Editor de pasquins.

  17. pedro oliveira, não sei o que esperas te diga sobre o sigilo. Foste buscar uma situação que não me diz respeito, nem sei a que se refere. Mas se é ao Jumento, tens bom remédio: vai discutir esse problema com ele.

    Quanto à nossa questão, és tu que não respondes às perguntas que te faço directa, objectiva e relevantemente. Repara: que me importa a mim que tu divulgues o que bem entenderes a teu respeito? Tenho de te imitar? Se não tenho, qual é o teu problema, afinal? Precisas de algum dado biográfico meu? Se sim, que te impede de o pedires? Achas que vou fugir às minhas responsabilidades, sejam elas quais forem, porque utilizo um nome que não recebi dos meus pais, antes fui eu que escolhi? Se sim, donde vem a tua convicção? Já me viste a negar o acesso aos meus dados numa situação onde eles eram moral, cível ou pessoalmente necessários? Se viste, diz qual foi, para a podermos discutir. Se não viste, qual é o teu problema, afinal?

    Ainda por cima, o ridículo vai ao ponto de em poucos minutos, e só com o material publicado por mim no Aspirina, ficares a saber onde cresci, quais as escolas que frequentei, qual a universidade, qual o curso, qual o percurso profissional, qual a actual profissão, qual a revista onde colaborei, alguns trabalhos comerciais que fiz e várias pessoas dos meus conhecimentos e amizades. Pelo menos; que deve haver mais informações espalhadas, tanto o que se escreve e esquece.

    Mas talvez estejas a propor que o actual sistema onde se permite ter um blogue apenas através da posse de um email tenha de ser revisto. Talvez, para ti, só a quem entregar os dados pessoais constantes do seu BI se deve permitir o uso da Internet. Se é esse o teu plano, boa sorte, força nisso. Quem sabe, vai na volta tu é que estás certo.

  18. Val:

    Fica-te bem o nome :)

    Fazes muita falta na sociedade civil!

    E na tua linha…fazemos todos muita falta

    para produção de O2… ;)

  19. Valupi,

    em relação a este caso, é uma vergonha que seja um “blogger” a ter uma atitude inclassificável, acho que nem sequer é de bufaria, desce mais baixo ainda.

    e lá volta a velha questão dos “pseudónimos” e do anonimato à baila…

    o Pedro Oliveira tem toda a razão, naquilo que diz. há três formas de se estar na blogosfera: utilizando o nome próprio, utilizando um pseudónimo ou comentando no anonimato. cada uma delas tem uma legitimidade distinta, ponto final.

  20. luis eme, o pedro oliveira não disse que havia três formas de se estar na blogosfera e que a cada uma corresponde uma legitimidade distinta. Ele disse que só com a exposição do nome próprio se pode estar legitimamente na Internet (a blogosfera não esgota a Internet, nem se distingue de outras tipologias de comunicação digital onde as identidades são conferidas por caracteres). Claro, isso não impede que te revejas na sua opinião, bem pelo contrário.

    Quanto ao caso do Jumento, se é bufaria, delação ou outra coisa qualquer, será tudo e mais alguma coisa. Ver o jornal mais recente da imprensa portuguesa, onde era suposto ter voz a nova geração, a fazer uma capa daquelas (mas mesmo que fosse só uma notícia perdida lá para dentro!), é bem o retrato de um país adiado.

  21. Val, como sempre, o seu comentário é de mestre!
    Estes “inquisidores”, que são – como diz o José – anónimos à procura de nome, deu-lhes uma febre desde há uns meses: Andam frenéticos a atirar “bufarias” nos “seus blogues” e nos media tradicionais para ver se “conquistam” o cidadão que não tem acesso aos bastidores da informação. MAS O “ZÉ NÃO É PARVO”!
    O grande problema é que sendo necessário desmontar as pseudo-noticias-bufas, temos duplo trabalho – estar de olho neles, mas conseguir, por outro lado, levantar o olhar para as estradas que temos de abrir para um futuro melhor para o nosso país.

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