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	<title>Comentários em: Canalha graúda</title>
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	<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 00:56:36 +0000</pubDate>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-32185</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 21:33:27 +0000</pubDate>
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		<description>ganalha craúda</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ganalha craúda</p>
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		<title>Por: carmo da rosa</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31840</link>
		<dc:creator>carmo da rosa</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 13:23:14 +0000</pubDate>
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		<description>Susana,

Muito obrigado, já percebi do que se trata. É que no meu tempo só havia CHEFE DE TURMA…
 
Devo dizer que para desespero dos professores, escolhíamos amiúde o mais nabo: o gajo que não sabia jogar futebol; nem jogar ao pião; nem subir às árvores; nem roubar fruta; nem atirar pedras a grande distância; nem saltar três gajos agachados ao trinca-cevada e, detalhe importante, cair com os joelhos nas costas dos desgraçados, que é para eles amocharem e a gente SALTAR mais uma vez; nem atravessar a ponte D.Luís (no Porto) por baixo do tabuleiro superior; nem roubar tabaco; nem andar à porrada; nem contar anedotas; nem subir aos postes da iluminação pública; nem tocar à sebastiana - em cima destes postes…

Como vê, a juventude actualmente tem a vida facilitada, não tem tantas disciplinas e actividades circum-escolares…

RVN,

“Assisto, confortável. Portugal Ramos mais uma vez, (Sirah 2005, 14.5) uma fixação por estes dias (carmo da rosa, continuas escravo do real lavrador? teobar, talvez?).”

Trata-se de linguagem codificada? Vem a propósito de quê?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Susana,</p>
<p>Muito obrigado, já percebi do que se trata. É que no meu tempo só havia CHEFE DE TURMA…</p>
<p>Devo dizer que para desespero dos professores, escolhíamos amiúde o mais nabo: o gajo que não sabia jogar futebol; nem jogar ao pião; nem subir às árvores; nem roubar fruta; nem atirar pedras a grande distância; nem saltar três gajos agachados ao trinca-cevada e, detalhe importante, cair com os joelhos nas costas dos desgraçados, que é para eles amocharem e a gente SALTAR mais uma vez; nem atravessar a ponte D.Luís (no Porto) por baixo do tabuleiro superior; nem roubar tabaco; nem andar à porrada; nem contar anedotas; nem subir aos postes da iluminação pública; nem tocar à sebastiana - em cima destes postes…</p>
<p>Como vê, a juventude actualmente tem a vida facilitada, não tem tantas disciplinas e actividades circum-escolares…</p>
<p>RVN,</p>
<p>“Assisto, confortável. Portugal Ramos mais uma vez, (Sirah 2005, 14.5) uma fixação por estes dias (carmo da rosa, continuas escravo do real lavrador? teobar, talvez?).”</p>
<p>Trata-se de linguagem codificada? Vem a propósito de quê?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: sem-se-ver</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31768</link>
		<dc:creator>sem-se-ver</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 21:30:02 +0000</pubDate>
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		<description>*abandono, e não só insucesso</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>*abandono, e não só insucesso</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: sem-se-ver</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31767</link>
		<dc:creator>sem-se-ver</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 21:18:56 +0000</pubDate>
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		<description>quanto a isso, completamente de acordo.

há tanta gente a considerar que percebe imenso de ensino no nosso país, não é? de ensino e de futebol. 

quanto aos cef especificamente, já estão em prática na minha escola pelo 3º ano consecutivo (se me não engano), e as opiniões dividem-se: encontro coordenadores de cef's tão entusiastas quanto a silvia, e outros nem tanto.

para além da bondade da medida - sim, é importante combater o insucesso escolar - mantenho a posição acima descrita. por comparação com os restantes colegas do ensino regular, esses alunos são beneficiados. e é um remendo. que nunca deveria basear-se numa menor exigência curricular e de avaliação.

(mas deixemos isto, daqui a pouco parece que estamos numa sala de profs! :D</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>quanto a isso, completamente de acordo.</p>
<p>há tanta gente a considerar que percebe imenso de ensino no nosso país, não é? de ensino e de futebol. </p>
<p>quanto aos cef especificamente, já estão em prática na minha escola pelo 3º ano consecutivo (se me não engano), e as opiniões dividem-se: encontro coordenadores de cef&#8217;s tão entusiastas quanto a silvia, e outros nem tanto.</p>
<p>para além da bondade da medida - sim, é importante combater o insucesso escolar - mantenho a posição acima descrita. por comparação com os restantes colegas do ensino regular, esses alunos são beneficiados. e é um remendo. que nunca deveria basear-se numa menor exigência curricular e de avaliação.</p>
<p>(mas deixemos isto, daqui a pouco parece que estamos numa sala de profs! :D</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sílvia do  Carmo</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31765</link>
		<dc:creator>Sílvia do  Carmo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 20:55:58 +0000</pubDate>
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		<description>sem-se-ver,
Na minha escola, há muitos colegas que repudiam os CEFs pelas razões que aponta, ou porque sim ou mesmo porque não se querem chatear com novos programas, usar novas metodologias, novas estratégias de ensino com alunos problemáticos, enfim, porque é uma coisa nova...  e depois as mudanças dão muito trabalho, sobretudo aos que já estão bem instalados na carreira. (Imagine só que até me roubaram as fichas de sinalização dos alunos pré-candidatos...) Contudo, há colegas corajosos e ansiosos por integrarem a equipa pedagógica dos cursos.
Contudo, seria bom que todos conhecessem a estrutura curricular dos cursos, bem como os referenciais de formação e saídas profissionais, para depois opinarem publicamente sobre o assunto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>sem-se-ver,<br />
Na minha escola, há muitos colegas que repudiam os CEFs pelas razões que aponta, ou porque sim ou mesmo porque não se querem chatear com novos programas, usar novas metodologias, novas estratégias de ensino com alunos problemáticos, enfim, porque é uma coisa nova&#8230;  e depois as mudanças dão muito trabalho, sobretudo aos que já estão bem instalados na carreira. (Imagine só que até me roubaram as fichas de sinalização dos alunos pré-candidatos&#8230;) Contudo, há colegas corajosos e ansiosos por integrarem a equipa pedagógica dos cursos.<br />
Contudo, seria bom que todos conhecessem a estrutura curricular dos cursos, bem como os referenciais de formação e saídas profissionais, para depois opinarem publicamente sobre o assunto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: sem-se-ver</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31752</link>
		<dc:creator>sem-se-ver</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 19:06:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31752</guid>
		<description>susbcrevo, sílvia. não sendo eu prof de cef ou efa's, vejo o que os meus colegas trabalham e investem. 

mas descreio destes remendos. considero-os injustos perante os alunos dos cursos regulares que têm de trabalhar muito mais. e mais uma vez o sistema está a pôr a mão por baixo de alunos que se borrifaram para a escola o tempo todo. responsabilizando-os? não: dando-lhes mais uma oportunidade, e feita à medida - diminuindo mais e mais a complexidade dos conteúdos e o grau de exigência.

e suspiro pelos bons velhos tempos (sim, eram bons e velhos) em que o ensino estava dividido entre o ensino liceal e o técnico e comercial. enquanto tal não for de novo criado - e muito demorará a que os encarregados de educação voltem a interiorizar a noção de que nem todos têm ou  têm que ter apetência para seguir uma carreira universitária, e que por outro lado não há país que consiga sobreviver enquanto tal sem mão-de-obra especializada e preparada num ensino que lhes seja efectivamente dedicado -, enquanto tal não for de novo criado, manteremos um sistema penalizador para todos.

impressionante quanto as injustiças, que eram de carácter social e económico, que a divisão entre estes dois tipos de ensino no tempo do fascismo causaram, tenham traumatizado um povo inteiro ao ponto de nem governantes nem governados, pós 25 de abril, assumirem que esse foi o (segundo) erro crasso dos tempos do PREC no que se refere à educação. desde que ninguém fosse impedido, por razões socio-economicas, de seguir o ensino liceal ou de estar obrigado ao ensino técnico; desde que tal acontecesse por vocação, talento e ajuste às efectivas capacidades e qualidades dos alunos, qual seria o problema?

há coisas que me transcendem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>susbcrevo, sílvia. não sendo eu prof de cef ou efa&#8217;s, vejo o que os meus colegas trabalham e investem. </p>
<p>mas descreio destes remendos. considero-os injustos perante os alunos dos cursos regulares que têm de trabalhar muito mais. e mais uma vez o sistema está a pôr a mão por baixo de alunos que se borrifaram para a escola o tempo todo. responsabilizando-os? não: dando-lhes mais uma oportunidade, e feita à medida - diminuindo mais e mais a complexidade dos conteúdos e o grau de exigência.</p>
<p>e suspiro pelos bons velhos tempos (sim, eram bons e velhos) em que o ensino estava dividido entre o ensino liceal e o técnico e comercial. enquanto tal não for de novo criado - e muito demorará a que os encarregados de educação voltem a interiorizar a noção de que nem todos têm ou  têm que ter apetência para seguir uma carreira universitária, e que por outro lado não há país que consiga sobreviver enquanto tal sem mão-de-obra especializada e preparada num ensino que lhes seja efectivamente dedicado -, enquanto tal não for de novo criado, manteremos um sistema penalizador para todos.</p>
<p>impressionante quanto as injustiças, que eram de carácter social e económico, que a divisão entre estes dois tipos de ensino no tempo do fascismo causaram, tenham traumatizado um povo inteiro ao ponto de nem governantes nem governados, pós 25 de abril, assumirem que esse foi o (segundo) erro crasso dos tempos do PREC no que se refere à educação. desde que ninguém fosse impedido, por razões socio-economicas, de seguir o ensino liceal ou de estar obrigado ao ensino técnico; desde que tal acontecesse por vocação, talento e ajuste às efectivas capacidades e qualidades dos alunos, qual seria o problema?</p>
<p>há coisas que me transcendem.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Sílvia do  Carmo</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31751</link>
		<dc:creator>Sílvia do  Carmo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 18:47:19 +0000</pubDate>
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		<description>Susana,
Eu não sei o que alguns professores fazem com os CEfs e EFAs nas suas escolas. Aquilo que conheço é suficiente bom para que hoje eu esteja a coordenar um projecto CEF na minha escola, a levar a efeito já para o próximo ano lectivo. Sabe, é que eu não consigo ficar indiferente ao abandono escolar. Sofro muito quando isso acontece debaixo dos meus olhos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Susana,<br />
Eu não sei o que alguns professores fazem com os CEfs e EFAs nas suas escolas. Aquilo que conheço é suficiente bom para que hoje eu esteja a coordenar um projecto CEF na minha escola, a levar a efeito já para o próximo ano lectivo. Sabe, é que eu não consigo ficar indiferente ao abandono escolar. Sofro muito quando isso acontece debaixo dos meus olhos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: sem-se-ver</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31746</link>
		<dc:creator>sem-se-ver</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 17:39:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31746</guid>
		<description>sim, susana, há pelo menos duas máquinas dessas. está a ver? algo que a opinião pública não sabe e os professores, sim. e que os indigna terem que ser joguetes de manobras de obtenção artificial de sucesso escolar. mas que mesmo assim, claro está, têm que, enquanto profissionais honrados, dar o seu melhor (ensinar o melhor que sabem) perante estes alunos.

depois, querida:

1º - não, não me respondeu. porque o 'porquê?' a que não respondeu foi este (deixe ir à procura na imensidão de coments que este post já tem):
«impressionámo-nos tanto há uns anos com um primeiro-ministro que afirmou que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas e não temos agora a mesma reacção com esta senhora? porquê?»

2º:
«chamo, no entanto, a sua atenção para um facto (porque o é, um facto): a maioria dos professores não detém essa informação. a comprová-lo o que é dito pelos entrevistados ao acaso (não vou presumir uma manipulação em que a maioria tenha respondido como a sem-se-ver responderia e depois tenham escolhido mostrar apenas os mais básicos). ora isto vem confirmar a minha suspeita: a maioria dos professores não estava na manifestação pelas mesmas razões que a sem-se-ver.»

está tão enganada, minha cara amiga. todos os professores, porque detêm esta informação, é que estão de cabelos em pé e, diria, quase gagos. donde, quanto às ''entrevistas'' que temos visto nas reportagens, das duas uma: ou são efectivamente escolhidas a dedo para denegrir ainda mais os professores (supondo que nem todos respondem daquela maneira); ou o conjunto de factores de indignação e revolta são tantos que temos que nos remeter a um 'por tudo!' quando nos perguntam porque protestamos ou (afinal havia uma 3ª hipótese), é impossível arranjar uma qualquer fórmula airosa, sintéctica e suficientemente elucidativa para passar, em sound byte, contra os que a Ministra (já agora apetece-me sublinhá-lo) emite.

há pouco não salientei mais um aspecto que obviamente incomoda na passagem para o novo modelo de gestão; se no actual são os professores que avaliam o trabalho do CE e, por isso, de 2 em 2 anos, quando há eleições, ou mantêm a sua confiança na equipa (muitas vezes nem se mantém a equipa mas sim o presidente que se candidata com novos membros, pelo que, contrariamente ao que se diz por aí, os profs não têm qualquer dificuldade em aceitar que é o presidente do conselho executivo o efectivo 'director' da sua escola) ou não, surgindo novas equipas candidatas. com o actual modelo, e como já realçado, a posse e sua retirada depende do Ministério. acresce por último que caberá também ao director o direito de contratar / renovar ou não contratos dos docentes da sua escola. tudo bem, desde que eles não fossem avaliados por si mesmo e coordenadores por si designados, não acha?... 

complicadote, não é?...

e lá vou eu de novo. :-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>sim, susana, há pelo menos duas máquinas dessas. está a ver? algo que a opinião pública não sabe e os professores, sim. e que os indigna terem que ser joguetes de manobras de obtenção artificial de sucesso escolar. mas que mesmo assim, claro está, têm que, enquanto profissionais honrados, dar o seu melhor (ensinar o melhor que sabem) perante estes alunos.</p>
<p>depois, querida:</p>
<p>1º - não, não me respondeu. porque o &#8216;porquê?&#8217; a que não respondeu foi este (deixe ir à procura na imensidão de coments que este post já tem):<br />
«impressionámo-nos tanto há uns anos com um primeiro-ministro que afirmou que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas e não temos agora a mesma reacção com esta senhora? porquê?»</p>
<p>2º:<br />
«chamo, no entanto, a sua atenção para um facto (porque o é, um facto): a maioria dos professores não detém essa informação. a comprová-lo o que é dito pelos entrevistados ao acaso (não vou presumir uma manipulação em que a maioria tenha respondido como a sem-se-ver responderia e depois tenham escolhido mostrar apenas os mais básicos). ora isto vem confirmar a minha suspeita: a maioria dos professores não estava na manifestação pelas mesmas razões que a sem-se-ver.»</p>
<p>está tão enganada, minha cara amiga. todos os professores, porque detêm esta informação, é que estão de cabelos em pé e, diria, quase gagos. donde, quanto às &#8221;entrevistas&#8221; que temos visto nas reportagens, das duas uma: ou são efectivamente escolhidas a dedo para denegrir ainda mais os professores (supondo que nem todos respondem daquela maneira); ou o conjunto de factores de indignação e revolta são tantos que temos que nos remeter a um &#8216;por tudo!&#8217; quando nos perguntam porque protestamos ou (afinal havia uma 3ª hipótese), é impossível arranjar uma qualquer fórmula airosa, sintéctica e suficientemente elucidativa para passar, em sound byte, contra os que a Ministra (já agora apetece-me sublinhá-lo) emite.</p>
<p>há pouco não salientei mais um aspecto que obviamente incomoda na passagem para o novo modelo de gestão; se no actual são os professores que avaliam o trabalho do CE e, por isso, de 2 em 2 anos, quando há eleições, ou mantêm a sua confiança na equipa (muitas vezes nem se mantém a equipa mas sim o presidente que se candidata com novos membros, pelo que, contrariamente ao que se diz por aí, os profs não têm qualquer dificuldade em aceitar que é o presidente do conselho executivo o efectivo &#8216;director&#8217; da sua escola) ou não, surgindo novas equipas candidatas. com o actual modelo, e como já realçado, a posse e sua retirada depende do Ministério. acresce por último que caberá também ao director o direito de contratar / renovar ou não contratos dos docentes da sua escola. tudo bem, desde que eles não fossem avaliados por si mesmo e coordenadores por si designados, não acha?&#8230; </p>
<p>complicadote, não é?&#8230;</p>
<p>e lá vou eu de novo. :-)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31744</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 17:17:18 +0000</pubDate>
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		<description>sílvia, obrigada. como a sem-se-ver os referiu como máquinas de passar administrativamente os alunos, pus a hipótese de serem esses casos. pelos vistos há (pelo menos) duas máquinas dessas...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>sílvia, obrigada. como a sem-se-ver os referiu como máquinas de passar administrativamente os alunos, pus a hipótese de serem esses casos. pelos vistos há (pelo menos) duas máquinas dessas&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Sílvia do  Carmo</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31742</link>
		<dc:creator>Sílvia do  Carmo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 17:12:43 +0000</pubDate>
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		<description>Susana, gostei dessa do chocolate. Nunca pensei que as minhas boutades tivessem direito a memória. Mas tá bem. pronto.
 Aproveito para a informar que os CEFs (cursos de educação e formação de jovens) são uma alternativa ao ensino regular para alunos que se encontram fora da escolaridade obrigatória, em risco de abandono escolar,  sem, contudo, terem adquirido qualquer certificação que lhes permita a inserção no mercado de trabalho ou outra. Não os confunda com os EFAs (educação e formação de adultos)...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Susana, gostei dessa do chocolate. Nunca pensei que as minhas boutades tivessem direito a memória. Mas tá bem. pronto.<br />
 Aproveito para a informar que os CEFs (cursos de educação e formação de jovens) são uma alternativa ao ensino regular para alunos que se encontram fora da escolaridade obrigatória, em risco de abandono escolar,  sem, contudo, terem adquirido qualquer certificação que lhes permita a inserção no mercado de trabalho ou outra. Não os confunda com os EFAs (educação e formação de adultos)&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31738</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 16:46:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31738</guid>
		<description>carmo da rosa, mão de turma, posso responder, porque sou uma. claro, só o posso fazer mediante a minha experiência. na escola do 1º ciclo compete-me apenas fazer as actas das reuniões de pais, não tendo sido precisa para mais do que isto. no secundário estou presente nas reuniões do conselho de turma, onde se discute o conjunto/individualidade dos alunos, as medidas de intervenção para casos/situações problemáticas, etc.
aqui, apresento também a visão do lado dos encarregados de educação (e dos alunos, através destes, embora os alunos tenham representação no conselho) . prontifico-me também a ser veículo de transmissão de eventuais queixas ou sugestões vindas dos outros EE, embora deva dizer que estes não revelam grande interesse em apresentar a sua participação. por minha iniciativa, mas porque a "função" o permite, posso também apresentar propostas directamente junto dos EE, em casos que o justifiquem. e ainda aproveito para propor à escola ensaios e projectos, usufruindo da proximidade com o director de turma e do acesso privilegiado ao conselho executivo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>carmo da rosa, mão de turma, posso responder, porque sou uma. claro, só o posso fazer mediante a minha experiência. na escola do 1º ciclo compete-me apenas fazer as actas das reuniões de pais, não tendo sido precisa para mais do que isto. no secundário estou presente nas reuniões do conselho de turma, onde se discute o conjunto/individualidade dos alunos, as medidas de intervenção para casos/situações problemáticas, etc.<br />
aqui, apresento também a visão do lado dos encarregados de educação (e dos alunos, através destes, embora os alunos tenham representação no conselho) . prontifico-me também a ser veículo de transmissão de eventuais queixas ou sugestões vindas dos outros EE, embora deva dizer que estes não revelam grande interesse em apresentar a sua participação. por minha iniciativa, mas porque a &#8220;função&#8221; o permite, posso também apresentar propostas directamente junto dos EE, em casos que o justifiquem. e ainda aproveito para propor à escola ensaios e projectos, usufruindo da proximidade com o director de turma e do acesso privilegiado ao conselho executivo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: carmo da rosa</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31729</link>
		<dc:creator>carmo da rosa</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 15:41:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31729</guid>
		<description>Caro Valupi,

Continuando a nossa 'conversa' da famosa polémica dos cartoons, onde, sem querer, o coloquei à esquerda do espectro político – estas coisas hoje em dia, como imagina, estão sujeitas a inflação -  gostaria de lhe dizer, que de esquerda ou de direita, este texto é absolutamente excelente…

Com base neste texto não teria problemas nenhuns em lhe confiar a educação dos meus filhos… 

E faço minhas as palavras de Daniel Sá no dia 6 às 17:50 “pensar que é um desperdício se este texto, esta análise lúcida e exemplar, ficar apenas entre nós, os que por aqui passamos todos os dias.”

P.S.
O que significam estes neologismos: Director de turma, conselho de turma e mãe de turma?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Valupi,</p>
<p>Continuando a nossa &#8216;conversa&#8217; da famosa polémica dos cartoons, onde, sem querer, o coloquei à esquerda do espectro político – estas coisas hoje em dia, como imagina, estão sujeitas a inflação -  gostaria de lhe dizer, que de esquerda ou de direita, este texto é absolutamente excelente…</p>
<p>Com base neste texto não teria problemas nenhuns em lhe confiar a educação dos meus filhos… </p>
<p>E faço minhas as palavras de Daniel Sá no dia 6 às 17:50 “pensar que é um desperdício se este texto, esta análise lúcida e exemplar, ficar apenas entre nós, os que por aqui passamos todos os dias.”</p>
<p>P.S.<br />
O que significam estes neologismos: Director de turma, conselho de turma e mãe de turma?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31727</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 15:24:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31727</guid>
		<description>em-se-ver, respondi, só que respondi assim: 
&lt;em&gt;sem-se-ver, não posso responder à sua pergunta, a não ser assim: o facto de tantos profissionais se manifestarem contra não significa que a ministra esteja errada. do mesmo modo que se tivessem sido poucos a protestar não significaria que ela estivesse certa.
mas quanto ao respeito que reclama, estou completamente de acordo consigo. por causa dos bons professores e daqueles que não se acomodam. é verdade que a classe docente tem sido um bocado desconsiderada. é possível também que haja muitos docentes em parte responsáveis por esse descrédito. eu tenho-me cruzado com uma boa quantidade deles.&lt;/em&gt;

muito obrigada pelo que escreveu acima. é uma pena que não haja maior esclarecimento de todos esses pormenores.
chamo, no entanto, a sua atenção para um facto (porque o é, um facto): a maioria dos professores não detém essa informação. a comprová-lo o que é dito pelos entrevistados ao acaso (não vou presumir uma manipulação em que a maioria tenha respondido como a sem-se-ver responderia e depois tenham escolhido mostrar apenas os mais básicos). ora isto vem confirmar a minha suspeita: a maioria dos professores não estava na manifestação pelas mesmas razões que a sem-se-ver.

ora eu não digo que não haja imensas incorrecções neste modelo de avaliação, até já corroborei alguns dos protestos quer relativamente ao modelo, quer aos outros factores que tiveram efeito cumulativo no que acabou por explodir na forma deste protesto. o que vejo é que na maioria dos casos os docentes querem apenas manter as suas vidas tal como têm sido. o que até se compreende, a profissão é de elevado desgaste, sobretudo nos casos (em número elevadíssimo) em que não há vocação. convenhamos que ter um lugar no ensino sem ter vocação para tal, justifica os desabafos que tanto se ouve, mesmo nesta caixa de comentários: andamos nós ali a aturar os vossos filhos! (bom e também sei que isso não é canja, eu gosto muito de aturar os meus, mas é verdade que também ouço sempre nas respectivas escolas que eles têm sempre um sorriso e nunca são mal-educados. imagino com outros que conheço.)
quanto ao meu modelo, essa do «não fazeeeemos» tem alguma relevância, no entanto eu não creio que putos do 7º, 8º ou 9º o fizessem. mas a sua objecção quanto à subjectividade, acho que não. porque são considerados os conjuntos das turmas e os factores de compensação que tornariam cada escola num possível valor absoluto, de acordo com a população de alunos e suas características. permitiria ainda avaliar as discrepâncias que de fora são evidentes, quanto mais de dentro, e fazer uma separação das águas, com currículos alternativos. e teria ainda a vantagem de traduzir as verdadeiras habilitações literárias da malta toda.
os CEF, são o quê? estará a referir uma coisa feita para os adultos que abandonaram o ensino e que vieram agora obter o equivalente ao 9º ano com umas provas ad-hoc (ou quase)? tive a oportunidade de ver em que consiste essa coisa e é um escândalo, pois ficam com habilitações equivalentes às dos alunos de 9º ano, que apesar de tudo têm alguns conhecimentos pluridisciplinares, pessoas que apenas aprenderam a organizar dossiers.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>em-se-ver, respondi, só que respondi assim:<br />
<em>sem-se-ver, não posso responder à sua pergunta, a não ser assim: o facto de tantos profissionais se manifestarem contra não significa que a ministra esteja errada. do mesmo modo que se tivessem sido poucos a protestar não significaria que ela estivesse certa.<br />
mas quanto ao respeito que reclama, estou completamente de acordo consigo. por causa dos bons professores e daqueles que não se acomodam. é verdade que a classe docente tem sido um bocado desconsiderada. é possível também que haja muitos docentes em parte responsáveis por esse descrédito. eu tenho-me cruzado com uma boa quantidade deles.</em></p>
<p>muito obrigada pelo que escreveu acima. é uma pena que não haja maior esclarecimento de todos esses pormenores.<br />
chamo, no entanto, a sua atenção para um facto (porque o é, um facto): a maioria dos professores não detém essa informação. a comprová-lo o que é dito pelos entrevistados ao acaso (não vou presumir uma manipulação em que a maioria tenha respondido como a sem-se-ver responderia e depois tenham escolhido mostrar apenas os mais básicos). ora isto vem confirmar a minha suspeita: a maioria dos professores não estava na manifestação pelas mesmas razões que a sem-se-ver.</p>
<p>ora eu não digo que não haja imensas incorrecções neste modelo de avaliação, até já corroborei alguns dos protestos quer relativamente ao modelo, quer aos outros factores que tiveram efeito cumulativo no que acabou por explodir na forma deste protesto. o que vejo é que na maioria dos casos os docentes querem apenas manter as suas vidas tal como têm sido. o que até se compreende, a profissão é de elevado desgaste, sobretudo nos casos (em número elevadíssimo) em que não há vocação. convenhamos que ter um lugar no ensino sem ter vocação para tal, justifica os desabafos que tanto se ouve, mesmo nesta caixa de comentários: andamos nós ali a aturar os vossos filhos! (bom e também sei que isso não é canja, eu gosto muito de aturar os meus, mas é verdade que também ouço sempre nas respectivas escolas que eles têm sempre um sorriso e nunca são mal-educados. imagino com outros que conheço.)<br />
quanto ao meu modelo, essa do «não fazeeeemos» tem alguma relevância, no entanto eu não creio que putos do 7º, 8º ou 9º o fizessem. mas a sua objecção quanto à subjectividade, acho que não. porque são considerados os conjuntos das turmas e os factores de compensação que tornariam cada escola num possível valor absoluto, de acordo com a população de alunos e suas características. permitiria ainda avaliar as discrepâncias que de fora são evidentes, quanto mais de dentro, e fazer uma separação das águas, com currículos alternativos. e teria ainda a vantagem de traduzir as verdadeiras habilitações literárias da malta toda.<br />
os CEF, são o quê? estará a referir uma coisa feita para os adultos que abandonaram o ensino e que vieram agora obter o equivalente ao 9º ano com umas provas ad-hoc (ou quase)? tive a oportunidade de ver em que consiste essa coisa e é um escândalo, pois ficam com habilitações equivalentes às dos alunos de 9º ano, que apesar de tudo têm alguns conhecimentos pluridisciplinares, pessoas que apenas aprenderam a organizar dossiers.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: sem-se-ver</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31706</link>
		<dc:creator>sem-se-ver</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 11:31:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31706</guid>
		<description>susana,

não me respondeu ao meu 'porquê?'... :-) 

mas eu respondo-lhe, mesmo que tardiamente: sim, a comparação que propõe entre o que nas escolas chamamos CIF (Classificação Interna Final) e a CE (Classificação Externa em exame nacional), não só está prevista no actual modelo de avaliação como é já utilizada pelas escolas para aferir o seu comportamento, a esse nível, face aos resultados - regionais, nacionais... não sabia disso?... 

a única diferença é que a sua proposta é radical e fala em exames em todas as disciplinas! eia que revolução havia de ser! :D está preparada pró 'não fazemos, não fazemos, não fazemos não fazemoooossss' por parte dos alunos? com o apoio (quer apostar comigo?...) das Federações de Papás?

(a sério: sabe mesmo mesmo mesmo qual a medida, prática, simples e super eficaz, que poderia inverter - ou pelo menos contribuir decisivamente para - o laxismo, o facilitismo e a irresponsabilização dos alunos face aos seus deveres de aprendizagem? algo por que pugno há anos, e sou voz solitária a clamar no deserto: reintroduzir-se não só, não tanto, os exames nacionais a todas as disciplinas, sim, mas algo que existia antes do 25 de Abril e em má hora se perdeu: a possibilidade de que qualquer aluno pudesse dispensar de tais exames pela média (alta, naturalmente) exigida no final do ano.

era limpinho.)

quanto ao resto, espero que concorde comigo que uma avaliação do desempenho do trabalho de um professor unicamente, como propôs, usando esse critério, seria manifestamente incompleta, injusta e até arbitrária, pela imensa diversidade de variáveis presentes em qualquer exame (já nem invoco a incorrecção científica presente por vezes nalguns deles, como se recordará ter acontecido em anos recentes). contudo, usando igualmente outros parâmetros (que a mim não me repugna sequer que sejam os previstos neste modelo de avaliação, desde que redimensionados os pesos relativos, algo que não existe tal como está, e dele sejam depurados os - crasso erro , aliás - itens qualitativos que são de impossível avaliação por não-mensuráveis de per si), parece-me, pessoalmente, bem.

Mas vamos com calma. Disse por várias vezes aqui que os professores não têm apresentado propostas ou alternativas.

Deixe-me, antes, explicar-lhe (maneira de dizer, claro), por que é que elas são inúteis. E têm sido inúteis (as nossas propostas).

A Ministra tem uma qualidade óbvia – sabe o que quer e como o quer fazer. Chegada ao Ministério, deparou-se com uma situação que considerou penalizadora da qualidade do ensino e demasiado refém dos interesses dos docentes. Por outro lado, tinha orientações claras do Primeiro Ministro (como todos) para diminuir o número de docentes (funcionários públicos, portanto) e poupar nos salários, mas de preferência aumentando o número de alunos nas escolas, por razões sociais (vamos supor que sim) mas também estatísticas.

Começando pelo mais simples, aumentam-se os horários de permanência nas escolas dos docentes. Com tal restringe-se drasticamente o número de professores necessário em cada uma delas (e lançam-se uns milhares pró desemprego ou para o trabalho precário de serem contratados – com sorte, conseguindo um horário próximo de um completo em 2, 3 ou 4 escolas; na minha, há uma professora que dá aulas em mais duas, distanciadas entre si num raio de 150 kms).  Criam-se por outro lado uns célebres CEF (os tais mais de 30.000 novos alunos que a Ministra refere) que não são mais do que máquinas de passar administrativamente os alunos, não só pela simplificação extrema dos conteúdos como pela estrutura e regras de avaliação que quase implicam à partida que todos eles venham a ter ‘sucesso’).

Depois, toma medidas que são estruturadas; não se lhe pode apontar a crítica de serem medidas avulsas, pelo contrário: todas elas cumprem aqueles desideratos primeiros.

1ª medida, alterar o Estatuto da Carreira Docente. Com a introdução, pela primeira vez no nosso país, da distinção de categorias entre professores, isto é, com a institucionalização da categoria de Professor Titular, cumpre o objectivo economicista: não só pela existência de tal categoria mas o facto de estar limitada por uma quota muito restrita em cada escola, arreda – e para sempre, seja o professor Excelente ou Excelentíssimo – uma esmagadora maioria de docentes de poderem chegar a escalões mais altos na sua carreira – e nos seus salários. A esmagadora maioria de docentes poderá a partir de agora aspirar a ficar, unicamente, no actual 7º escalão.

Mas vamos concordar que tal é socialmente justo (?) ou economicamente incontornável (?). Vejamos então: no seguimento de tal Estatuto, havia que abrir concursos para Professor Titular. Tal foi feito. Alertou-se de todas as maneiras e feitios para a incorrecção e a grave injustiça – e também o ridículo absoluto – de: a carreira avaliada se cingir unicamente aos últimos 7 anos de serviço (nunca o Ministério conseguiu explicar este número – por isso, quando no Prós e Contras a Ministra afirmou – no que revelou mais uma vez a sua má-fé e como não deixa de recorrer à mentira quando se sente acossada – que tal se devera ao facto de não haver registos biográficos do docente anteriores a esse prazo (!!!!!), mesmo que o professor já o fosse há 10, 15, 20 ou 30, o que, naturalmente, penalizou e prejudicou muitíssimos docentes, e teve como resultado a obtenção de tal categoria por professores que circunstancialmente tinham tido mais cargos nos anos anteriores e não a terem obtido docentes com uma carreira melhor e mais rica; haver uma má ou deficiente distribuição de pontos (a carreira do professor foi avaliada por sistema de pontos, tipo, ser director de turma valia, imagine, 4 pontos, director de biblioteca 5, etc), no sentido em que certos cargos ou actividades não foram contemplados (o que causou injustiças, claro), ou foram atribuídos pontos a menos ou a mais a certo cargo, etc; e, por último, o facto de ser obrigatório tal concurso em todas as escolas, o que implicou que, por exemplo, em certas delas tenham obtido tal categoria docentes que estavam unicamente no 7º escalão e, noutras, muitos docentes (por via das quotas) que estavam em escalões superiores não a terem obtido.

Os concursos concretizaram-se porque o novo modelo de avaliação (que imagino já estivesse mais do que concluído) tinha que entrar em vigor neste ano lectivo, e a avaliação do docente vai passar a ser feita pelo Conselho Executivo e pelo Professor Titularo/Coordenador de Departamento ou Professor Titular com o qual aquele divida essa competência.. Não havia margem de recuo possível para a Ministra, sob pena de comprometer a política educativa por ela elaborada. Por isso, tivesse ou não o Concurso para Professor Titular sido eivado de erros e causado injustiças e lançado – pelo menos – o desconforto nas Escolas, nada se deveria rectificar. E não se rectificou.

Como disse acima, este modelo de avaliação não me parece, à partida, de recusar em absoluto. Nem a ninguém (não ouvi ninguém dizer isso, nem sindicatos nem escolas nem profs). Deve, sim, ser desburocratizado. Deve ser limpo de aberrações como a inclusão de certos itens qualitativos (como motivação e empenho e coisas assim). Não deve cindir sobre as notas quantitativas que os alunos obtêm, mas sim sobre o progresso do aluno, seja quanto a competências seja quanto a conhecimentos (o que é diferente). Deve re-distribuir os pesos a cada item, porque creio que ninguém de bom-senso pode considerar que é igualmente importante o trabalho com os alunos e a participação em actividades extra-lectivas promovidas pela Escola, por exemplo. Mas não desejo gastar demasiado tempo com este assunto, no sentido em que, quantas vezes, sinto que a opinião já está de tal maneira inscrita nas consciências das pessoas (a de que os professores não querem ser avaliados), que quando dizemos que queremos sim, mas não desta maneira ou pelo menos não desta maneira sem ajustes e correcções, as pessoas continuarão a afirmar que não queremos é ser avaliados.

Há ainda um outro aspecto – a acrescer ao desconforto existente nas escolas pelos resultados do Concurso para professor titular, muitos docentes se sentem repugnados por irem ser avaliados por quem não tem mais competência do que eles (exemplos são aos milhões...) nem, pelo menos isso, tiveram formação para avaliar um colega seu. Porque é diferente avaliar um colega ou um aluno, e quem afirmar o contrário não está a ser honesto. Em todo o caso, é preciso afirmar que, contrariamente ao que já li aqui, um professor de Filosofia não poderá nunca avaliar um de Matemática, porque estamos agrupados em Departamentos Curriculares. Por exemplo, poderei avaliar ou ser avaliada por um de Economia ou de História. E o que o Titular vai avaliar (ele, que é o Coordenador de Departamento) são competências de carácter pedagógico, e não científicas. Mesmo assim, será para eles muito complicado, imagino, de saber se a estratégia X foi a mais adequada para transmitir o meu conhecimento específico Y.

O mais grave deste modelo de avaliação não passa contudo, por aqui. 

Passa sim por um aspecto: o que este decreto-lei instituiu foi um conjunto de parâmetros globais de avaliação e emanou umas fichas que agora deverão ser, escola a escola, transformadas em instrumentos de medida concretos. E aqui, cara Susana, a porca torce por completo o rabo: sem orientações do Ministério, o improviso, a subjectividade, a total anarquia ao nível da interpretação e sua consecução em fichas de observação práticas é total e absoluta. Nunca um governo se tinha demitido a este ponto de regulamentar o que deveria ter sido regulamentado por ele. O caso da escola de Leiria foi um exemplo extremo, e extremamente infeliz, do que pretendo realçar aqui. 

E passa, por último, por esta imposição absurda de colocar já em prática este modelo – e tal como está - sobre os professores contratados (o Ministério recuou face aos professores do quadro, permitindo que ela venha só a ser aplicada no próximo ano lectivo) , ie, ir avaliar no 3º período todo um ano lectivo... Se a isto não se chama precipitação e teimosia...

Finalmente (que não o é, pois o novo Estatuto do Aluno também se integra neste quadro de política educativa, mas adiante, por agora), a gestão escolar.

O novo modelo cumpre um único objectivo, aliás assumido pela Ministra no Prós e Contras: poder, ela, demitir a direcção (a partir de agora, o/a director/a) de uma Escola. Tem, politicamente, razões para o desejar. Com o actual modelo tal estava-lhe interdito.

Não é este novo modelo que garante, por si mesmo, maior qualidade a gestão de uma escola. Tal como o anterior não o garantia – mas também não o impedia. O anterior dava às escolas a possibilidade de optar por uma direcção colegial (98% das escolas) ou unipessoal (2% das escolas). Qualquer que fosse o caso, os gestores das escolas tinham que ter, para tal efeito, formação em gestão escolar. E tinham-na. Os resultados da Inspecção Geral de Educação quanto à gestão das escolas publicas portugueses é estrondosamente positiva. Donde, sejamos claros: não foi por razões de incompetência que se mudou o modelo, mas por aquela acima apontada.

Que não me repugna. Penso que um ministro deve ter o poder de demitir quem tutela, se a incompetência deste a isso o obrigar.

Onde todos nós discordamos é neste duplo aspecto (e sim, dissemo-lo e foi essa a posição da esmagadora maioria das escolas nas reuniões com o ME – ESCOLAS, NÃO SÓ SINDICATOS, dado que houve reuniões entre o ME e os CE das escolas): 1º, no actual modelo a escola opta se quer que o presidente do conselho pedagógico é o director (presidente do conselho executivo) ou não; no actual, ele é sempre o presidente do conselho pedagógico, órgão de papel relevantíssimo na organização da escola. 2º, no actual modelo os coordenadores de departamento são eleitos pelos seus pares (colegas do Departamento); no actual, são nomeados pelo director.

Pelo que, espero que concorde comigo, há uma concentração excessiva, desnecessária e com resultados imprevisíveis (muito provavelmente incluindo os indesejáveis) de poder numa só pessoa. 

Ora, no que se refere à nossa recusa do modelo de gestão, ela passa por aqui. E foi dito, insisto; e não nos ouviram, mais uma vez.

Nem quando fomos 100.000 nos ouviram. Há quem o considere uma prova de determinação (por parte da Ministra). Há quem considere que a democracia está doente.

Eu faço parte deste último grupo.

(a acrescentar a outros motivos de luta e/ou de protesto que nos uniram, poderia também falar da nova lei do Ensino Especial ou a que vai equivaler ao assassínio do ensino artístico especializado. Mas, quem sabe, iria de novo ser acusada de só pensar em mim, nos meus privilégios, de não me interessar nem pela qualidade do ensino nem pelo presente e futuro dos meus alunos. O ódio e o preconceito têm muitos cambiantes, mas uma única origem: desconhecimento. Ou má-fé, claro, mas eu prefiro ser cândida e não pressupor tal em quem com tanta raiva se nos dirige ou pensa em nós.)

Sabe, Susana, o que mais me dói? Os alunos. Os eternos sacrificados de políticas educativas sucessivas que, contrariamente ao que propalam, não os servem. Os que os presumem à partida como incapazes e coitadinhos. Os que não fazem da exigência, rigor e responsabilidade a trave mestra de qualquer educação no que se refere a TODOS os seus intervenientes. Nos casos que agora nos movem eles estão lá, em pano de fundo. Sempre. Sei que muitos não acreditarão nestas minhas palavras (aliás, porque a minha classe é composta por muitos maus ou deficientes profissionais que contrariam o que eu vou dizer a seguir - e por isso todos nós desde há anos queremos um sistema de avaliação que os penalize e premeie a maioria, profissionais empenhados e honestos), mas: os alunos são a nossa razão de ser, percebe? 

Termino voltando à sua proposta: sabe como os professores se referem às notas dos exames dos seus alunos? ‘EU tive não sei quantas positivas ou não sei quantas negativas’. Sabia? Sabe quem são os primeiros a verem as pautas quando elas acabaram de chegar o ministério e antes de serem colocadas nas vitrines? Faz ideia das manifestações de alegria ou de abraço por uma má nota por um professor junto aos seus alunos?...

(caramba... como é que eu consigo transmitir aquilo que é uma EVIDÊNCIA nas escolas e não passa nunca cá pra fora?)

Enfim. Lá vou eu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>susana,</p>
<p>não me respondeu ao meu &#8216;porquê?&#8217;&#8230; :-) </p>
<p>mas eu respondo-lhe, mesmo que tardiamente: sim, a comparação que propõe entre o que nas escolas chamamos CIF (Classificação Interna Final) e a CE (Classificação Externa em exame nacional), não só está prevista no actual modelo de avaliação como é já utilizada pelas escolas para aferir o seu comportamento, a esse nível, face aos resultados - regionais, nacionais&#8230; não sabia disso?&#8230; </p>
<p>a única diferença é que a sua proposta é radical e fala em exames em todas as disciplinas! eia que revolução havia de ser! :D está preparada pró &#8216;não fazemos, não fazemos, não fazemos não fazemoooossss&#8217; por parte dos alunos? com o apoio (quer apostar comigo?&#8230;) das Federações de Papás?</p>
<p>(a sério: sabe mesmo mesmo mesmo qual a medida, prática, simples e super eficaz, que poderia inverter - ou pelo menos contribuir decisivamente para - o laxismo, o facilitismo e a irresponsabilização dos alunos face aos seus deveres de aprendizagem? algo por que pugno há anos, e sou voz solitária a clamar no deserto: reintroduzir-se não só, não tanto, os exames nacionais a todas as disciplinas, sim, mas algo que existia antes do 25 de Abril e em má hora se perdeu: a possibilidade de que qualquer aluno pudesse dispensar de tais exames pela média (alta, naturalmente) exigida no final do ano.</p>
<p>era limpinho.)</p>
<p>quanto ao resto, espero que concorde comigo que uma avaliação do desempenho do trabalho de um professor unicamente, como propôs, usando esse critério, seria manifestamente incompleta, injusta e até arbitrária, pela imensa diversidade de variáveis presentes em qualquer exame (já nem invoco a incorrecção científica presente por vezes nalguns deles, como se recordará ter acontecido em anos recentes). contudo, usando igualmente outros parâmetros (que a mim não me repugna sequer que sejam os previstos neste modelo de avaliação, desde que redimensionados os pesos relativos, algo que não existe tal como está, e dele sejam depurados os - crasso erro , aliás - itens qualitativos que são de impossível avaliação por não-mensuráveis de per si), parece-me, pessoalmente, bem.</p>
<p>Mas vamos com calma. Disse por várias vezes aqui que os professores não têm apresentado propostas ou alternativas.</p>
<p>Deixe-me, antes, explicar-lhe (maneira de dizer, claro), por que é que elas são inúteis. E têm sido inúteis (as nossas propostas).</p>
<p>A Ministra tem uma qualidade óbvia – sabe o que quer e como o quer fazer. Chegada ao Ministério, deparou-se com uma situação que considerou penalizadora da qualidade do ensino e demasiado refém dos interesses dos docentes. Por outro lado, tinha orientações claras do Primeiro Ministro (como todos) para diminuir o número de docentes (funcionários públicos, portanto) e poupar nos salários, mas de preferência aumentando o número de alunos nas escolas, por razões sociais (vamos supor que sim) mas também estatísticas.</p>
<p>Começando pelo mais simples, aumentam-se os horários de permanência nas escolas dos docentes. Com tal restringe-se drasticamente o número de professores necessário em cada uma delas (e lançam-se uns milhares pró desemprego ou para o trabalho precário de serem contratados – com sorte, conseguindo um horário próximo de um completo em 2, 3 ou 4 escolas; na minha, há uma professora que dá aulas em mais duas, distanciadas entre si num raio de 150 kms).  Criam-se por outro lado uns célebres CEF (os tais mais de 30.000 novos alunos que a Ministra refere) que não são mais do que máquinas de passar administrativamente os alunos, não só pela simplificação extrema dos conteúdos como pela estrutura e regras de avaliação que quase implicam à partida que todos eles venham a ter ‘sucesso’).</p>
<p>Depois, toma medidas que são estruturadas; não se lhe pode apontar a crítica de serem medidas avulsas, pelo contrário: todas elas cumprem aqueles desideratos primeiros.</p>
<p>1ª medida, alterar o Estatuto da Carreira Docente. Com a introdução, pela primeira vez no nosso país, da distinção de categorias entre professores, isto é, com a institucionalização da categoria de Professor Titular, cumpre o objectivo economicista: não só pela existência de tal categoria mas o facto de estar limitada por uma quota muito restrita em cada escola, arreda – e para sempre, seja o professor Excelente ou Excelentíssimo – uma esmagadora maioria de docentes de poderem chegar a escalões mais altos na sua carreira – e nos seus salários. A esmagadora maioria de docentes poderá a partir de agora aspirar a ficar, unicamente, no actual 7º escalão.</p>
<p>Mas vamos concordar que tal é socialmente justo (?) ou economicamente incontornável (?). Vejamos então: no seguimento de tal Estatuto, havia que abrir concursos para Professor Titular. Tal foi feito. Alertou-se de todas as maneiras e feitios para a incorrecção e a grave injustiça – e também o ridículo absoluto – de: a carreira avaliada se cingir unicamente aos últimos 7 anos de serviço (nunca o Ministério conseguiu explicar este número – por isso, quando no Prós e Contras a Ministra afirmou – no que revelou mais uma vez a sua má-fé e como não deixa de recorrer à mentira quando se sente acossada – que tal se devera ao facto de não haver registos biográficos do docente anteriores a esse prazo (!!!!!), mesmo que o professor já o fosse há 10, 15, 20 ou 30, o que, naturalmente, penalizou e prejudicou muitíssimos docentes, e teve como resultado a obtenção de tal categoria por professores que circunstancialmente tinham tido mais cargos nos anos anteriores e não a terem obtido docentes com uma carreira melhor e mais rica; haver uma má ou deficiente distribuição de pontos (a carreira do professor foi avaliada por sistema de pontos, tipo, ser director de turma valia, imagine, 4 pontos, director de biblioteca 5, etc), no sentido em que certos cargos ou actividades não foram contemplados (o que causou injustiças, claro), ou foram atribuídos pontos a menos ou a mais a certo cargo, etc; e, por último, o facto de ser obrigatório tal concurso em todas as escolas, o que implicou que, por exemplo, em certas delas tenham obtido tal categoria docentes que estavam unicamente no 7º escalão e, noutras, muitos docentes (por via das quotas) que estavam em escalões superiores não a terem obtido.</p>
<p>Os concursos concretizaram-se porque o novo modelo de avaliação (que imagino já estivesse mais do que concluído) tinha que entrar em vigor neste ano lectivo, e a avaliação do docente vai passar a ser feita pelo Conselho Executivo e pelo Professor Titularo/Coordenador de Departamento ou Professor Titular com o qual aquele divida essa competência.. Não havia margem de recuo possível para a Ministra, sob pena de comprometer a política educativa por ela elaborada. Por isso, tivesse ou não o Concurso para Professor Titular sido eivado de erros e causado injustiças e lançado – pelo menos – o desconforto nas Escolas, nada se deveria rectificar. E não se rectificou.</p>
<p>Como disse acima, este modelo de avaliação não me parece, à partida, de recusar em absoluto. Nem a ninguém (não ouvi ninguém dizer isso, nem sindicatos nem escolas nem profs). Deve, sim, ser desburocratizado. Deve ser limpo de aberrações como a inclusão de certos itens qualitativos (como motivação e empenho e coisas assim). Não deve cindir sobre as notas quantitativas que os alunos obtêm, mas sim sobre o progresso do aluno, seja quanto a competências seja quanto a conhecimentos (o que é diferente). Deve re-distribuir os pesos a cada item, porque creio que ninguém de bom-senso pode considerar que é igualmente importante o trabalho com os alunos e a participação em actividades extra-lectivas promovidas pela Escola, por exemplo. Mas não desejo gastar demasiado tempo com este assunto, no sentido em que, quantas vezes, sinto que a opinião já está de tal maneira inscrita nas consciências das pessoas (a de que os professores não querem ser avaliados), que quando dizemos que queremos sim, mas não desta maneira ou pelo menos não desta maneira sem ajustes e correcções, as pessoas continuarão a afirmar que não queremos é ser avaliados.</p>
<p>Há ainda um outro aspecto – a acrescer ao desconforto existente nas escolas pelos resultados do Concurso para professor titular, muitos docentes se sentem repugnados por irem ser avaliados por quem não tem mais competência do que eles (exemplos são aos milhões&#8230;) nem, pelo menos isso, tiveram formação para avaliar um colega seu. Porque é diferente avaliar um colega ou um aluno, e quem afirmar o contrário não está a ser honesto. Em todo o caso, é preciso afirmar que, contrariamente ao que já li aqui, um professor de Filosofia não poderá nunca avaliar um de Matemática, porque estamos agrupados em Departamentos Curriculares. Por exemplo, poderei avaliar ou ser avaliada por um de Economia ou de História. E o que o Titular vai avaliar (ele, que é o Coordenador de Departamento) são competências de carácter pedagógico, e não científicas. Mesmo assim, será para eles muito complicado, imagino, de saber se a estratégia X foi a mais adequada para transmitir o meu conhecimento específico Y.</p>
<p>O mais grave deste modelo de avaliação não passa contudo, por aqui. </p>
<p>Passa sim por um aspecto: o que este decreto-lei instituiu foi um conjunto de parâmetros globais de avaliação e emanou umas fichas que agora deverão ser, escola a escola, transformadas em instrumentos de medida concretos. E aqui, cara Susana, a porca torce por completo o rabo: sem orientações do Ministério, o improviso, a subjectividade, a total anarquia ao nível da interpretação e sua consecução em fichas de observação práticas é total e absoluta. Nunca um governo se tinha demitido a este ponto de regulamentar o que deveria ter sido regulamentado por ele. O caso da escola de Leiria foi um exemplo extremo, e extremamente infeliz, do que pretendo realçar aqui. </p>
<p>E passa, por último, por esta imposição absurda de colocar já em prática este modelo – e tal como está - sobre os professores contratados (o Ministério recuou face aos professores do quadro, permitindo que ela venha só a ser aplicada no próximo ano lectivo) , ie, ir avaliar no 3º período todo um ano lectivo&#8230; Se a isto não se chama precipitação e teimosia&#8230;</p>
<p>Finalmente (que não o é, pois o novo Estatuto do Aluno também se integra neste quadro de política educativa, mas adiante, por agora), a gestão escolar.</p>
<p>O novo modelo cumpre um único objectivo, aliás assumido pela Ministra no Prós e Contras: poder, ela, demitir a direcção (a partir de agora, o/a director/a) de uma Escola. Tem, politicamente, razões para o desejar. Com o actual modelo tal estava-lhe interdito.</p>
<p>Não é este novo modelo que garante, por si mesmo, maior qualidade a gestão de uma escola. Tal como o anterior não o garantia – mas também não o impedia. O anterior dava às escolas a possibilidade de optar por uma direcção colegial (98% das escolas) ou unipessoal (2% das escolas). Qualquer que fosse o caso, os gestores das escolas tinham que ter, para tal efeito, formação em gestão escolar. E tinham-na. Os resultados da Inspecção Geral de Educação quanto à gestão das escolas publicas portugueses é estrondosamente positiva. Donde, sejamos claros: não foi por razões de incompetência que se mudou o modelo, mas por aquela acima apontada.</p>
<p>Que não me repugna. Penso que um ministro deve ter o poder de demitir quem tutela, se a incompetência deste a isso o obrigar.</p>
<p>Onde todos nós discordamos é neste duplo aspecto (e sim, dissemo-lo e foi essa a posição da esmagadora maioria das escolas nas reuniões com o ME – ESCOLAS, NÃO SÓ SINDICATOS, dado que houve reuniões entre o ME e os CE das escolas): 1º, no actual modelo a escola opta se quer que o presidente do conselho pedagógico é o director (presidente do conselho executivo) ou não; no actual, ele é sempre o presidente do conselho pedagógico, órgão de papel relevantíssimo na organização da escola. 2º, no actual modelo os coordenadores de departamento são eleitos pelos seus pares (colegas do Departamento); no actual, são nomeados pelo director.</p>
<p>Pelo que, espero que concorde comigo, há uma concentração excessiva, desnecessária e com resultados imprevisíveis (muito provavelmente incluindo os indesejáveis) de poder numa só pessoa. </p>
<p>Ora, no que se refere à nossa recusa do modelo de gestão, ela passa por aqui. E foi dito, insisto; e não nos ouviram, mais uma vez.</p>
<p>Nem quando fomos 100.000 nos ouviram. Há quem o considere uma prova de determinação (por parte da Ministra). Há quem considere que a democracia está doente.</p>
<p>Eu faço parte deste último grupo.</p>
<p>(a acrescentar a outros motivos de luta e/ou de protesto que nos uniram, poderia também falar da nova lei do Ensino Especial ou a que vai equivaler ao assassínio do ensino artístico especializado. Mas, quem sabe, iria de novo ser acusada de só pensar em mim, nos meus privilégios, de não me interessar nem pela qualidade do ensino nem pelo presente e futuro dos meus alunos. O ódio e o preconceito têm muitos cambiantes, mas uma única origem: desconhecimento. Ou má-fé, claro, mas eu prefiro ser cândida e não pressupor tal em quem com tanta raiva se nos dirige ou pensa em nós.)</p>
<p>Sabe, Susana, o que mais me dói? Os alunos. Os eternos sacrificados de políticas educativas sucessivas que, contrariamente ao que propalam, não os servem. Os que os presumem à partida como incapazes e coitadinhos. Os que não fazem da exigência, rigor e responsabilidade a trave mestra de qualquer educação no que se refere a TODOS os seus intervenientes. Nos casos que agora nos movem eles estão lá, em pano de fundo. Sempre. Sei que muitos não acreditarão nestas minhas palavras (aliás, porque a minha classe é composta por muitos maus ou deficientes profissionais que contrariam o que eu vou dizer a seguir - e por isso todos nós desde há anos queremos um sistema de avaliação que os penalize e premeie a maioria, profissionais empenhados e honestos), mas: os alunos são a nossa razão de ser, percebe? </p>
<p>Termino voltando à sua proposta: sabe como os professores se referem às notas dos exames dos seus alunos? ‘EU tive não sei quantas positivas ou não sei quantas negativas’. Sabia? Sabe quem são os primeiros a verem as pautas quando elas acabaram de chegar o ministério e antes de serem colocadas nas vitrines? Faz ideia das manifestações de alegria ou de abraço por uma má nota por um professor junto aos seus alunos?&#8230;</p>
<p>(caramba&#8230; como é que eu consigo transmitir aquilo que é uma EVIDÊNCIA nas escolas e não passa nunca cá pra fora?)</p>
<p>Enfim. Lá vou eu.</p>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31695</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 02:41:46 +0000</pubDate>
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		<description>http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=926277&#38;div_id=291</description>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31694</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 02:35:51 +0000</pubDate>
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		<description>tufaste-me, rvn???

ora isso agora transmutou-se pessoal porque eu só tufo in abstractio

mas acrescento que não senti nada, deinde quo plura mens novit &#38; sus vires...

espera pelo gastão, que vais dizer ão ão</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>tufaste-me, rvn???</p>
<p>ora isso agora transmutou-se pessoal porque eu só tufo in abstractio</p>
<p>mas acrescento que não senti nada, deinde quo plura mens novit &amp; sus vires&#8230;</p>
<p>espera pelo gastão, que vais dizer ão ão</p>
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		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31692</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 00:47:09 +0000</pubDate>
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		<description>Fico vexadíssima nem imaginas o quanto fico vexadíssima. O que me vale é que tenho vexame melhor à espera no quarto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fico vexadíssima nem imaginas o quanto fico vexadíssima. O que me vale é que tenho vexame melhor à espera no quarto.</p>
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		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31690</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 00:43:31 +0000</pubDate>
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		<description>Falas, claro que falas, com quem quiseres e até podes continuar a intrometer-te à vontade em diálogos que não são contigo. O blogue é teu, eu sou apenas convidada da casa.

 E volto a explicar: eu é que não volto a responder-te .E avisei para que não pareça indelicadeza da minha parte. 

Não volto a responder-te apenas para não me chatear com o que é inútil. E aviso para não levares a mal. Assim já se sabe. É para evitar atritos desnecessários.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Falas, claro que falas, com quem quiseres e até podes continuar a intrometer-te à vontade em diálogos que não são contigo. O blogue é teu, eu sou apenas convidada da casa.</p>
<p> E volto a explicar: eu é que não volto a responder-te .E avisei para que não pareça indelicadeza da minha parte. </p>
<p>Não volto a responder-te apenas para não me chatear com o que é inútil. E aviso para não levares a mal. Assim já se sabe. É para evitar atritos desnecessários.</p>
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		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31687</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 00:38:39 +0000</pubDate>
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		<description>era o que faltava. podes-te calar sempre que quiseres, mas eu já te disse que falo o que quero e quando quero. és tu a responsável pelas tuas interpretações. se ficas vexada sempre que não percebes alguma coisa eu não tenho culpa nenhuma de esperar de ti compreensão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>era o que faltava. podes-te calar sempre que quiseres, mas eu já te disse que falo o que quero e quando quero. és tu a responsável pelas tuas interpretações. se ficas vexada sempre que não percebes alguma coisa eu não tenho culpa nenhuma de esperar de ti compreensão.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/canalha-grauda/#comment-31686</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 00:36:05 +0000</pubDate>
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		<description>Susana:

O diálogo acabou. A partir de agora não leves a mal eu não te dar mais oportunidade para "ironias" ou para me chamares estúpida à conta das ditas ironias mas kaput. Não há mais Susana a falar comigo.

Tens aí a rapaziada para te entreteres ou vais precisar de escolher outra gaja para descarregares esse sentido de humor tão fino que só o compreende quem estiver com pachora para te aturar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Susana:</p>
<p>O diálogo acabou. A partir de agora não leves a mal eu não te dar mais oportunidade para &#8220;ironias&#8221; ou para me chamares estúpida à conta das ditas ironias mas kaput. Não há mais Susana a falar comigo.</p>
<p>Tens aí a rapaziada para te entreteres ou vais precisar de escolher outra gaja para descarregares esse sentido de humor tão fino que só o compreende quem estiver com pachora para te aturar.</p>
]]></content:encoded>
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