Bute lá ajudar o PSD

A Manela foi a Fátima e regressou de joelhos. As suas declarações não equivalem à revelação de um segredo, pela simples razão de não haver segredo algum para ser revelado: a sua liderança é um falhanço. Sim, foi um alívio ver Menezes sair pela esquerda baixa, mas a senhora não tem quem a ajude. Perante a evidência de lhe ser mais vantajoso estar calada, assim prolongando aquilo que agora se tem a certeza de ser apenas uma ilusão, deveriam ter sido os lugares-tenentes a blindar o castelo. A Comissão Política poderia ter protegido a chefe avançado para o combate, para evitar o esboroamento do mito ao mesmo tempo que se simularia uma nova dinâmica. Isso teria assustado o PS, pois, e pela primeira vez, se estaria a fazer oposição inteligente a Sócrates. Incrivelmente, não só ninguém se chega à frente, como não há qualquer ideia que seja bandeira deste consulado. E da parte dos publicistas engajados a miséria é igual, com Pacheco Pereira, o mais assanhado e o que estaria em melhores condições de ser catalisador, a exibir uma confrangedora e pateta inépcia.

Não se pode ambicionar convencer o eleitorado do centro quando se nega a realidade ou não se consegue lidar com dificuldades. O silêncio do PSD sobre o que se passa na Madeira é desonroso. O modo como tentam sacudir a água do capote no caso BPN, uma pérola do cavaquismo e do centrão, é escabroso. O apoio à estratégia reaccionária dos sindicatos da educação é escandaloso. E por aí fora, que há muitos outros adjectivos acabados em “oso” para aplicar e eu tenho de ir almoçar. Por exemplo, estas declarações em Fátima são um monumento do argumentário chungoso:

Uma acção em que nós estivemos, em que interviemos, foi passada como 14ª notícia durante quatro segundos na televisão, quando já ninguém vê a notícia e ainda foi passada no exacto momento em que começou o jogo do Sporting-Benfica. Isto foi feito ao maior partido da oposição, com media assim é muito difícil fazer passar a mensagem.

Há-de vir o momento em que com seriedade, profundidade e conhecimento apresentamos as propostas ao País [não o tendo feito ainda] porque até às eleições eram todas adoptadas por este Governo socialista.

Temos de concordar com ela: passar mensagens quando começa o Sporting-Benfica é muito difícil. E é a própria a confirmar que o Governo aplica todas as boas ideias a que puder deitar mão. A solução passará, eis o meu contributo, por reduzir a frequência com que esses dois clubes se encontram, antes de mais, e depois nas eleições entregar a cada eleitor, juntamente com o boletim de voto, o programa do PSD. Finalmente, no recato e segurança da cabine de voto, ler as promessas da Manela e votar em conformidade.

15 thoughts on “Bute lá ajudar o PSD”

  1. O Osga é um bocadito para o kinky ! E idealiza nos outros as suas próprias fantasias. Veja lá se 150 mil não são de mais, por muito treino que tenha.

  2. A dama tem azar. Logo lhe foi calhar o derby na rifa. Ela que nem lhe ocorreu o calendário da bola, que anda tão atarefada a pensar nas soluções originais que nos vai dizer lá mais pra diante. Em época de defeso, digo eu!
    E confessa-nos que o Governo – os malandros! – querem é boas soluções para os problemas do País. Ora já se viu o desaforo?! Boas soluções?!
    As boas ideias é como o dinheiro do BPN. Não se pode dizer onde está!
    As boas ideias é como o candidato à CML. Não se pode dizer quem vai ser!
    As boas ideias é como fazer Obras Públicas sem dinheiro. Não se pode dizer quais!
    As boas ideias é como baixar o desemprego. Bem, isso já não vale a pena que está a reduzir…
    MFerrer

  3. se foseem todos pró … é pá, deixem a mulher em paz. sempre é melhor que este PM que é pura e simplesmente um cagalhão com olhos

  4. Osga, cu não leva acento, embora seja dado ao assento.
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    Jeronimo, o/a Osga é um optimista. Prefere grandes números.
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    MFerrer, nem mais. A senhora é um desastre. E pronto.
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    Eduardo Lapa, escreveste muito bem. Um gajo nem sabe o que pensar desta atitude.
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    Rui, não me escapou, como poderia?! Mas já estava tudo a malhar nessa parte, a qual, de resto, talvez justificasse imediata despedida. Claro que ela poderá alegar que o contexto remete para um outro entendimento da frase, menos literal, mas a verdade é a de que ficamos a acreditar que a senhora quando fala diz mesmo o que pensa. E isso, no caso dela, é assustador.
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    lindo, o que dizes é muito feio.

  5. pois eu quero é que o psd nacional saia com um atestado de óbito político desta coisa toda, lixo Sempre me disseram que o Cavaco é um tipo honesto e leal, dentro da sua matriz conservadora e meio quadrada, mas eu ligo às qualidades humanas. aproveito para dizer que nessa esfera o presidente da câmara da minha terra, também é do psd e também acho que sempre foi leal.

    mas são os únicos casos que conheço, embora admita que haja mais; o cavaquismo como expressão política e ideológica foi do pior: o chico-espertismo em pleno, o que conta é só o carcanhol, e espertos são os que enganam os outros, etc., a matriz do logro – usar os dinheiros da Europa para fazer coisas boas a prazo para os outros, mas não para Portugal: desmantelar a frota de pesca e ceder quotas, arrancar oliveira e vinha para meter eucaliptal a rodos para alimentar uma indústria muito poluente, fazer estradas boas (essa parte eu gosto) para comprar buereré de carros do melhor, fazer arder o país para comprar meios aéreos, sei lá que mais

    depois dentro do psd eles comem-se uns aos outros que é a prova provada dessa matriz, o feitiço contra o feiticeiro, ao menos

    o PS governa ao centro, sendo isso um outro equilíbrio, e vá lá sempre é melhor numas tantas coisas

    mas eu quero puxar à esquerda e voto Bloco

    Valupi: não queres reflectir um dia sobre o triângulo ‘liberdade, igualdade, fraternidade’,

    eu sinceramente para triângulo de valores ainda acho muito bom, e como acho mais elegante o triângulo do que o quadrado não me apetece acrescentar mais nenhum,

    tenho esperança que depois da queda do muro e agora da queda das bolsas e do embuste financeiro se pudesse entrar num novo equilíbrio mais simpático, de que a eleição do Obama seria um ícone

  6. mas aquela do ‘não pode ser a comunicação social é seleccionar o que transmite’ é t
    ao burra, tão burra, que até corei

    que seria então a seleccionar? uma tutela controlada pela avó, pois claro, a bem dos costumes, salazarenta

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