Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



Mistura-se a lógica com a paranóia, polvilha-se com lirismo, e obtém-se o génio. Sempre assim foi.


  1. 1 João Pedro da Costa

    Absolutamente maravilhoso. E giro.

  2. 2 susana

    é lindo.

  3. 3 catarina

    Caneco!

  4. 4 Sy

    Voltamos ao ancien régime da coisa?

  5. 5 Leão da Lezíria

    A história por trás da coisa diz que um estudo feito por uma rapaziada da Universidade da California concluiu que uma página em branco num monitor de computador significa um gasto energético de 74 W, decrescendo para 59 W se o fundo for negro.

    Com base nisto, o também americano Marl Ontkush fez umas contas e concluiu que se a página do Google passasse a ter fundo preto a poupança de energia eléctrica era de 750 MWh

    O final da história é esta nova imagem do Google. Não se nota já que a clima está diferente?

    (já agora, o estudo é este

    http://enduse.lbl.gov/Info/LBNL-48581.pdf)

  6. 6 claudia

    É tudo black, Valupi. Muito fixe.

  7. 7 sininho

    Preferia que me deixassem escolher a cor… lá chegaremos!

  8. 8 Fernando Venâncio

    Sim, só um pouco mais de azul, e serei nuvem.

    Mas é já outro mundo.

  9. 9 py

    atão e não dá para pôr aquilo a flashar?

  10. 10 susana

    todos insaciáveis…

  11. 11 py

    Sininho, sabes que sempre estive incondicionalmente ao lado dos touros nas touradas?

    Por isso, quando espetei a espada
    matei-me

    Ainda pensei em sacar da costela de visconde não-digo-de-onde, mas depois não gostei do fim, a marquesa já tinha caído dos saltos, …, também andei a terminar a Missão, noutro lado, o ostensório já está no chão,

    Todos os aprendizes de feiticeiro sabem que a semente tem de morrer para a planta vingar,

    cabeça de dragão em escorpião

    ——-

    puto danadinho, tu vê lá a água de granito, eu quando me falta fico desembestado, pó no sangue no me gusta. Só se dá mesmo valor quando se está longe, sem ele, o granito, claro. Agora ando sempre com cartas geológicas, ou pelo menos dou uma olhada. Mas tu é que sabes,

    Mao, não tenho nada de mais belo para oferecer-te do que as palavras do Nick, que te escrevi algures, e não devem ser repetidas.

    Deixo-te um texto do Symposium (Diotina), creio que não gralhei nada,

    Quando Afrodite nasceu, os deuses reuniram-se num festim onde, entre vários outros, se encontrava o Engenho, filho da Sabedoria. Depois de jantarem, eis que aparece a Pobreza a mendigar os restos – como é usual em ocasiões de festa.. .- e ali ficou, junto à porta. Entretanto o Engenho, já embriagado de néctar (pois vinho não havia ainda…) foi para o jardim de Zeus, e tão pesado se sentia, que adormeceu. Então a Pobreza, que na sua natural indigência meditava ter um filho do Engenho, deitou-se junto dele e assim concebeu o Amor.

    Eis a razão porque o Amor nos surge como companheiro e servidor de Afrodite: concebido nas festas em honra do seu nascimento, é, por natureza, um apaixonado do Belo, pois que Afrodite é bela. Por outro lado, a condição de filho do Engenho e da Pobreza ditou-lhe o seu destino. Condenado a uma perpétua indigência, está longe do requinte e da beleza que a maior parte das pessoas nele imagina… Rude, miserável, descalço e sem morada, estirado sempre por terra e sem nada que o cubra, é assim que dorme, ao relento, nos vãos das portas e dos caminhos: a natureza que herdou de sua mãe faz dele um inseparável companheiro da indigência. Do lado do pai, porém, o mesmo espírito ardiloso em busca do que é belo e bom, a mesma coragem, persistência e ousadia que fazem dele o caçador temível, sempre ocupado em tecer qualquer armadilha; sedento de saber e inventivo, passa a vida inteira a filosofar, este hábil feiticeiro, mago e também sofista!

    Deste modo, não é por natureza mortal nem imortal. No mesmo dia, tanto floresce e vive, segundo está senhor dos seus recursos, como morre para voltar à vida, graças à natureza de seu pai. “

    Valupi, the key is: teorema do ponto fixo de Banach

    Fernando, a morte não é nada pá, portanto,…

    É preciso dar cabo da ditadura do Levítico e Deuteronómio nas formas implícitas, repara que eu digo da ditadura, não digo da narrativa como é óbvio. O Lyotard teve razão durante umas décadas, que belo livrinho aquele, A Condição Pós-Moderna, mas as grandes narrativas só estavam adormecidas e ainda bem, sufocadas pela euforia consumista. Que pena sermos herdeiros do absurdo de Deus, Allah e JHVH serem o mesmo entre gente que não se entende. Aquilo é um traumatismo identitário num território que sofreu uma enorme pegada ecológica continuada, desde o berço da civilização da pedra.

    A verdadeira história do tabú-sexo não é apenas ‘prender as mulheres aos homens fracos’, aliás está um pouco mal dito porque as mulheres sabem fazê-las ardilosamente, mas também e sobretudo prender os homens fortes a algumas mulheres…, quando a alma deles é feita para andar a vaguear, think about

    Enfim são também regras de controlo da transmissão da propriedade em contexto de recursos escassos, formas de regulação de conflitos em panela de pressão

    Ao contrário do que dizia a zazie, não creio que venha aí o tempo do ‘sexo neutro’, mas antes do amor múltiplo, foi essa a minha luta. Que possam rapazes e raparigas dar beijos livremente por aí, como eles e elas quiserem, é a recompensa que espero possa vir a acontecer…

    Com ela espero ter vingado a morte de vários antigos amigos meus, induzidos ao suicídio por isto e mais aquilo, o ‘crime perfeito’ enquanto as hienas riam. Só realizei, desculpa o anglicismo, isso há pouco tempo, quando eu próprio percebi a teia que longamente alguns me tinham urdido. Também aproveitei para vingar-me de tantos beijos que não dei nas ruas, mas dei tantos nas matas J)), num certo sentido o secreto é mais intenso, mas comporta efeitos perversos que acho que é de libertar. O meu daimon trata de mim, no te preocupes, …

    O voto também fica à memória do Alan Turing. Não o conhecia de lado nenhum e de repente chegou-me por não sei quantos lados, que seja feliz

    Àquele que não-ouso-dizer-o-nome J é mesmo assim pá!, os melhores amigos fazem-se à porrada, e só resiste o que é bom, e logo se vê: tomorrow the future is uncertain just like yesterday, Dani Klein, Vaya com Dios

    Suzana: o py está cansado e vai dormir com(o) o Nick

    Sylvia, tinha para aí sete anos quando me siderei a ouvir a Bastos bater a bengala, enquanto gritava que as árvores morriam de pé… Fiz dela minha avó,

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