Baratas tontas

O BE, o partido dos professores, mandou a Ana Drago dizer umas inanidades face à decisão do Tribunal Constitucional a respeito da golpada eleitoralista contra a avaliação. Nada mais. Nem sequer deu um sinal de responsabilização, ou mera consciência, pela tentativa ilícita de interromper a meio do ano o processo sem ter apresentado qualquer outro modelo alternativo.

O BE, o partido da grande esquerda, recusou-se a negociar o pacote de medidas com a UE e FMI, só para descobrir que continuava em queda nas sondagens, para além de ver aumentada a contestação interna a Louçã. De repente, quer saltar para dentro do comboio em andamento, perto da estação de chegada, para poder dizer que não negociou com os malandros mas tinha propostas magníficas que os malandros recusaram.

O BE, o partido que desaparecerá no dia em que Louçã cair de podre, foi a maior desilusão desta legislatura. Desperdiçaram os duzentos mil votos que tiraram ao PS em Setembro de 2009 – sacrificados no altar da megalomania de um fanático que preferiu aliar-se a esta miserável direita para boicotar e derrubar o Governo em vez de tentar uma negociação com o PS e o PCP que realizasse nalguns objectivos a expectativa do seu eleitorado.

8 thoughts on “Baratas tontas”

  1. Desculpe coriigir mas há que dizer “BE , o partido de ALGUNS professores”. Eu conheço vários, bons professores que nada têm o tiveram que ver com o BE e que, pelo contrário, apreciaram o bom trabalho da Ministra Mª Lurdes Rodrigues e da sua equipa.

  2. E eu que cheguei a pensar neles com alguma esperança! Não fosse a minha grande admiraçâo pela qualidade, surpreendente, da governaçâo de Sócrates e até podia ter votado BE, uma vez que não tenho partido e exerço o meu dever de acordo com o que “vejo”. Safei-me de uma grande envergonhadela. Pior mesmo, foi ter acreditado no Nobre , que se tem revelado um verdadeiro tonto.
    Ando preocupado. O PSD está balcanizado e o PS está ser massacrado nos média. Não percebo qual a intenção de Cavaco (Catroga faz por ele). Sabe que o PSD est’a entregue a fedelhos inconscientes, não sendo alternativa neste momento e atira o País para eleições. Alguém que me explique o que se passa. Estou quase a convencer-me que Cavaco é, neste momento, o inimigo nr 1 de Portugal. A par dos especuladores financeiros. Nâo me saem da memória os seus inqualificáveis discursos.
    Gostava que a gente honesta deste país parasse para pensar no presidente que elegemos. E nós precisavamos tanto de um PR neste momento de desavenças politicas e em que o PSD está entregue a saltimbancos.

  3. A perigosíssima extrema esquerda, aquela que nada como os macacos, a que se diz herdeira de não sei quantas Internacionais e manipulou a corporação da maioria dos professores, tem um plano e quer levá-lo a cabo:
    Entrgar o País à Direita revanchista para poder ter alguma esperança de flutuação. A questão é que, como todos os afogados, têm o péssimo hábito de não morrer sozinhos…
    Chapeau Val!

  4. Como sempre deixei claro acho que a forma como o governo tratou os professores na legislatura anterior foi vergonhosa.
    Por isso, acho que com alguma independência posso afirmar que os partidos da oposição se portaram de forma indecorosa e eleitoralista, mas julgo também que a coisa não vai surtir efeito, se há coisa que os portugueses não são é burros!

  5. Muito bem, Valupi.

    O comentário que vou fazer a seguir não tem a ver com o BE, mas com o que disse o Mário lá atrás e que me parece pertinente.

    Mário, acompanho-te na tua preocupação. Catroga é o braço de Cavaco a dirigir a rapaziada da São Caetano. Cavaco nunca verdadeiramente abandonou o gostinho de ser primeiro-ministro. Sempre esteve desconfortável, sem jeito, na função de Presidente da República. Sempre foi notória a sua intenção de tudo fazer (a inventona das escutas nós conhecemos, mas, e o que não conhecemos?) para colocar o PSD no poder e ficar ele ao comando na retaguarda: primeiro, o objectivo (ideal para ele) era colocar lá Manuela Ferreira Leite. Não conseguiu. Agora, aproveita a infantilidade e inexperiência de Passos, Relvas, Marco António & Cia e as respectivas asneiradas, para, através do Catroga, incutir uma certa direcção (a dele, ditada entre outras coisas, pela vingança) àquelas cabeças e realizar finalmente o seu desejo.

    O esquema parece ter sido este: através dos discursos incendiários da eleição e da tomada de posse, dar uma ajuda para que os rapazes avançassem e, em contrapartida, Passos, que, no início até antagonizava Cavaco, aceitaria o Catroga e as orientações “experientes” de Cavaco. A sede de poder levou Passos e seus amigos a aceitar o negócio. O resultado está totalmente à vista.
    Agora a estratégia parece ser a de propalar que a situação do país é muito pior do que o governo diz (apesar de os dados serem todos confirmados pelas instâncias europeias), martelam e remartelam esta tecla, escrevem cartas atrás de cartas para instalar a desconfiança e a descredibilidade. Pode ser que se lixem. Mais uma vez. Penso que a maioria das pessoas começa a ficar farta destas técnicas rasteiras de fazer política. E o PSD definitivamente e, apesar da mudança de líderes, parece não conhecer outras.

  6. Este miserável golpe da Avaliação dos Professores é apenas mais um dos motivos que me levam a nunca mais votar no Bloco de Esquerda. Cumpriu a sua missão, nos tempos de Durão Barroso, Bush e Aznar, mas agora desapareça de uma vez e dê lugar a quem queira, à Esquerda do P. S., ajudar a procurar e a viabilizar soluções políticas eficazes e verdadeiramente de Esquerda democrática, num Mundo cada vez mais carente delas.

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