As matrioscas da indústria da calúnia

O caluniador pago pelo Público, na cegueira do ódio com que constrói a sua marca, meteu-se num caneiro donde não se sabe quando e como conseguirá sair. A avaria que o levou para lá tem por título Dias Loureiro, a justiça e o jornalismo e consiste na escrevinhação desta pérola (assinada como “jornalista”): Daniel Proença de Carvalho, presidente do conselho de administração do grupo Global Media (Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF), obriga os trabalhadores com cargos de direcção e alguns avençados da opinião a sujeitarem-se às agendas de dois corruptos como Dias Loureiro e Sócrates, com os quais o Proença advogado tem e teve ligações profissionais e pessoais, estando este de Carvalho intencionalmente a contribuir para que o Ministério Público perca a actual liberdade (dada por Passos, Relvas, Portas e Paula Teixeira da Cruz) para investigar a bandidagem socialista e acabe por voltar aos tempos anteriores (quando Sócrates era primeiro-ministro) em que a Procuradoria-Geral da República não passava de um antro de corruptos ao serviço dos maiores criminosos que existem em Portugal. Isto foi escrito por um fulano que, para além do fel paranóide e pura canalhice com que trata o carácter de terceiros e do impante desprezo pelo Estado de direito que exibe enquanto liberal de pacotilha, aparenta também ignorar ser pago pela TSF, ignorar as posições políticas de Paulo Baldaia ao longo dos anos, ignorar que a TSF de Proença de Carvalho quis ter David Dinis como director (saiu porquê? foi censurado? pelo dinheiro da Sonae? gosta mais de jornais do que da rádio? encontrou a TSF cheia de socráticos a preparar um golpe por TGV?), ignorar a absoluta liberdade com que a TSF e a TVI (que ele não refere no sofisma como sonso desonesto que é) tanto exibem um programa onde se cultiva a obsessão caluniosa com Sócrates (Governo Sombra) como dão voz a Sócrates de acordo com as peripécias da judicial, social e politicamente importantíssima “Operação Marquês”. O caluniador pago pelo Público queixa-se por não viver num país com “delação premiada”, “figura do enriquecimento ilícito” e as cadeias cheias de corruptos – pelo menos, de alguns que persegue há anos. Afinal, ele abre os olhinhos e consegue vê-los à vista desarmada, eles andam por aí e até dão entrevistas a certos jornais amiguinhos. Isto deixa-o furibundo, pelo que trata de sacar mais uns cobres a teclar de forma a conseguir suportar esta choldra. Só que, desta vez, talvez tenha ido longe de mais. Talvez, dependerá da tolerância ou misericórdia dos seus alvos – Paulo Baldaia já mostrou que a coisa se resolve num bate-boca.

Como faz amiúde, o caluniador pago pelo Público foi encontrar alhures o conteúdo e a gana para conspurcar mais um bocadinho o semipasquim (afinal, o homem ganha aquilo com que se compram os melões assim, fazendo isto que faz). No caso, o que o encheu de bravura foi o texto, saído dois dias antes, de um caluniador muito mais importante do que ele: Eu não dou para o peditório de São Dias Loureiro. Aqui, o Zé Manel apresenta a mesmíssima teoria da conspiração: Daniel Proença de Carvalho usa a Global Media para favorecer os interesses de Sócrates e Dias Loureiro, desse modo sendo um espectacular cúmplice destas duas celebridades da alta corrupção. A tese é a de que o Daniel se serve do seu poder na comunicação social para atacar a Justiça e contribuir para que em Portugal a corrupção não possa ser punida por nos faltar a “delação premiada” e, quiçá, os autos-de-fé e um tribunal popular em cada bairro com abundante cordame armazenado para o gasto. Neste texto, aquele que foi fundador e director do Público (as voltas que a falta de vida dá), apela a que se leia outro texto da sua lavra – O livro de Saraiva e a hipocrisia dos jornalistas – onde detalha a calúnia usando como pretexto para as difamações um livro porcalhão e cometendo a proeza de dar o esgoto a céu aberto como referência a seguir para o tratamento mediático de Sócrates. Como é óbvio, o caluniador pago pelo Público não resistiu à pulsão de imitar o mestre.

Curiosamente, é o próprio Zé Manel quem nos ajuda a perceber como é que conseguiu reunir material para mais um prego no caixão onde enterrou a decência. Ao convocar Francisco Teixeira da Mota como autoridade jurídica – Navegar à bolina entre o direito comercial e o direito penal – chegamos a um tipo de caluniador altamente sofisticado. Apreciemos esta mimosa falácia:

"Isto é, nos termos da lei processual em vigor no nosso país, o MP, ao arquivar um processo, pode ter concluído que o arguido não praticou o crime (não estava lá, era impossível, tem um álibi inatacável), ou não houve mesmo crime (o objecto roubado, afinal estava guardado noutro lugar) e arquiva nos termos do n.º 1 do Art.º 277.º do Código do Processo Penal (CPP); ou pode ter concluído que os indícios que recolheu, seja da existência do crime, seja de quem o praticou, não foram suficientes e arquiva nos termos do n.º 2 daquele mesmo artigo.

No caso do processo em que era arguido, entre outros, o ex-ministro e ex-conselheiro de Estado Dias Loureiro, o MP arquivou o processo expressamente nos termos do Art.º 277.º n.º 2.º, isto é, não conseguiu obter indícios suficientes da prática de crime, mas não concluiu que não existia crime, nem que os arguidos no processo não o tinham praticado."

Eis o que a reputada fonte de ciência judicial está a dizer que a Lei diz: nos casos em que os arguidos não cheguem a ser acusados por falta de provas para tal, a dúvida sobre a sua inocência deve permanecer como suspeita validada pelas autoridades até ao fim dos tempos sem qualquer possibilidade de recurso. Foi aqui que o Zé Manel encontrou o terreno sólido onde podia levantar mais uma pulhice:

"Como Francisco Teixeira da Mota já explicou, com uma competência que não tenho, nos termos do art.º 277 do Código do Processo Penal (CPP) só há duas formas de arquivar um inquérito: concluir que não houve crime ou que o arguido não praticou o crime (n.º 1) ou concluir que os indícios recolhidos não foram suficientes para formular uma acusação, mesmo subsistindo suspeitas fundadas (n.º 2 do mesmo artigo)."

Como diz que disse? No texto da Lei não está nada que permita ao Ministério Público, no despacho de arquivamento de um inquérito à luz do n.º 2 do Art.º 277 do Código do Processo Penal, deixar para memória futura o rol das suspeições que ocuparam as cabeças dos procuradores e demais envolvidos no processo pela parte da investigação. E não está pela mais lógica das razões, a de não se ter conseguido provar que aquele arguido foi responsável seja pelo que for considerável ilegal – logo, a sua condição de inocente permanece intocável, independentemente do acervo de material probatório recolhido pelo inquérito, e deve ser defendida pelo Estado até ao máximo que for possível usando para o efeito a força da mesma Lei que o considerou legítimo suspeito. No entanto, o Chico Mota parte destemido e descontraído para a defesa da inclusão das suspeições no despacho de arquivamento, marimbando-se para o texto da Lei e seus limites interpretativos. Nessa operação, revela que o seu espaço mediático no semipasquim funciona a partir da construção retórica de uma percepção pública de jurisconsulto para efeitos de propagação de opiniões persecutórias. Quão persecutórias e com que alvos? Eis um exemplo rutilante tirado do mesmo exercício que inspirou o Zé Manel:

"A certa altura, a imagem que me ocorreu foi a da situação de uma pessoa que, afirmando querer simplesmente ir do Largo do Rato ao Marquês de Pombal para ganhar milhões, fez questão de passar por Setúbal ou por Fornos de Algodres, mudando de veículo várias vezes, distribuindo elevadas verbas nos apeadeiros e, conseguindo, no final, não chegar ao Marquês de Pombal e perder milhões!"

Ir do Largo do Rato ao Marquês para ganhar milhões. Bem esgalhado, pá. Apesar de sofisticada, esta vedeta não prima pela subtileza. Também ele os topa a todos, os corruptos que se abrigam debaixo do manto protector do Proença de Carvalho e quejandos. É por isso que se consola com a justiça possível num Estado entregue aos mafiosos, isso de, pelo menos, alguém conseguir mandar umas bocas para o ar enquanto se ilibam mais uns criminosos de colarinho branco por culpa dos políticos corruptos, ’tá claro. É este o caldo decadente que permite a vários “jornalistas” satisfazerem os seus rancores pessoais enquanto enchem os bolsos e passam por ter uma profissão. O nome deste negócio onde há quem pague para que se produzam conteúdos atentatórios da honra alheia com público garantido é “indústria da calúnia”. Este Teixeira da Mota, embora com a discrição dos grandes hipócritas, faz garbosamente parte dela.

Dito isto, e deixando de lado a miséria ética do ataque do Zé Manel ao Dias Loureiro sem referir os nomes Cavaco Silva e Passos Coelho e achando que já nos esquecemos do que fez e não fez no Público ao longo de vinte anos, há que louvar a denúncia que o Sr. Francisco deixa no final da sua ficção. Era tão bonito que ele fizesse alguma coisa a respeito, não era?

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24 comentários a “As matrioscas da indústria da calúnia”

  1. Com a ilustração do carácter de JMT que este seu texto oferece, fica difícil duvidar que a justificação para o seu salário no Público seja mesmo uma vingança da família Azevedo por José Sócrates não ter atendido os seus interesses na compra da PT.

  2. Que caraças, nem te li ia dizer, mas volto atrás e reescrevo, ou melhor li-te muito assim na diagonal para apanhar o link do JMT e deparei com uma salganhada de quem andou horas e horas a esgravatar na areia para levantar poeira (não uma galinha que debica e deita fora, mas como um animal Valupiano que se esponja na terra de patas para o ar para se coçar incomodado que está com algo).

    Imaginar-te explica bem qual é o teu papel ontem e hoje, no fundo.

    Quero dizer-te que li o artigo do JMT, não vou por ali no que às conclusões diz respeito, mas o problema Daniel Proença de Carvalho advogado-e-chefe-de-um-grande-grupo-empresarial-no-âmago-da-comunicação-social-portuguesa que tu linkas e idolatras agradecidamente existe e faz-se reflectir através de um jogo de espelhos que não é de agora (ao ex-PM, ao Dias Loureiro acrescentaria o Ricardo Salgado defendido pelo clã). De resto, a pergunta a fazer-te é mas qual foi o bicho que te picou?

    Sopas, precisas das coisas que se compram no supermercado?
    Ou continuas a exibir-te, em pontas, para alguém notar a tua presença na sala?
    (ali também há croquetes à borla, o que se calhar até vai dar ao mesmo).

    ______

    Nota. Se alguém estiver interessado que entre no link do JMT sobre o Dias Loureiro, Daniel Proença de Carvalho e mais o DN/TSF porque é o que interessa.

  3. ” para investigar a bandidagem socialista ” o Dias Loureiro é do PS ? não sabia , estou espantadíssima.
    o JMF está coberto de razão , o populismo das ” elites (????) ” , a por as barbas de molho , é a cena de cascar na Justiça. estou do lado da Justiça , contra a pulhitica , por enquanto estou , sem qualquer dúvida.

    ainda hoje o ex da comunidad de madrid foi dentro . tinha negócios com o brasil…

  4. Boa, Val…. Claro que aqui venho sempre…. mas já nem comento muito…. Já não tenho paciência nem é de utilidade aturar os morcões que descobriram o seu blogue para vomitar as inanidades em que espremem os poucos neurónios que ainda funcionam….

  5. agora, o texto postado….perdi-me na raiva que transpira…mas curiosamente lembrei-me que antes de se escrever,se devia ter conhecimento “de um algo, que não se aprende nas criticas políticas.”
    como diz a atriz…que maçada estes direitos e liberdades esquerdistas, que só são violados quando não se gosta do que os esquerdalha defendem…ou afundam…

  6. Cara yo, como vai? Perdoará esta abordagem, mas não sabe que Monsieur Sócrates se aconselhava como Durão Barroso e desabafava com a mulher deste? Portanto, ou portantos…

  7. Eu sou a maior voz da calúnia e não tenho jornal…esta esquerdalha da trampa deve ser reeducada..a trabalhar e com repelente a subsídios….

  8. Ó aeiou e demais nauseados com o escrito supra e super paranóico, o samba do crioulo louco é mais ou menos isto :

    ” No seu enredo, a música descreve como Chica da Silva obrigou a Princesa Leopoldina a se casar com Tiradentes, e este depois eleito como Pedro Segundo, quando procurou o padre José de Anchieta e, juntos, Anchieta e D. Pedro, proclamaram a escravidão – dentre outros disparates que reúnem num contexto personalidades de épocas e lugares distintos, em condições absurdas. ”

    Claro que toda a gente sabe que não há ligações de género algum entre Dani, Salso Banqueiro, Dias Queijeiro, Só Carteiro, e por aí adiante . Nunca se viram, nunca se falaram, e nem sequer se conhecem .
    E, por exemplo, o encontro entre Soares e Mota Pinto, nunca foi marcado nem nunca aconteceu, na casa do dani …

  9. o quê ? não me diga que é uma coisa deste género :

    “caso foi notícia, no início deste ano, na imprensa cor-de-rosa e sensacionalista: testes de ADN revelam que Vara é o pai biológico da filha de Ana Simões – ex-mulher de António José Morais, o antigo professor de José Sócrates na Universidade Independente (na qual o próprio Vara se licenciou, dias antes de assumir um lugar na administração da Caixa Geral de Depósitos). O caso corre nos tribunais com Morais a exigir a Vara e a Ana Simões uma indemnização equivalente ao que diz ter gasto a educar, durante seis anos, uma criança, agora com 11 anos, que não era sua.” :) :) :) :)

    http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/as-pedras-no-sapato-de-armando-vara=f825665

  10. JMT não ficou satisfeito com a sua exibição de carácter e repete
    https://www.publico.pt/2017/04/20/politica/noticia/a-falta-de-escrutinio-do-jornalismo-portugues-1769293
    Desta vez com alguma razão. Há, de facto, falta de escrutínio no jornalismo português. Eu, por exemplo, gostava de saber quanto ganha JMT pelas calúnias que escreve e diz. Será mais, ou menos, do que um político que vai a votos? Tem carteira profissional de jornalista? Quando foi a última notícia que escreveu? Porque raio se chama jornalista a quem vive da representação mediática de uma facção política, neste caso, a que manifesta ódio pelo melhor Primeiro Ministro que Portugal já teve?

  11. Eric
    4 DE MARÇO DE 2016 ÀS 13:22
    Valupi, coleccionas por paixão? Ou por interesse intelectual?

    Aqui, há um ano sensivelmente: http://aspirinab.com/valupi/durante-a-mordaca-o-cm-meteu-socrates-na-capa-a-cada-38-dias/ .

    ______

    Ora, depois de lindos posts como este na fase clinicamente obsessiva do Valupi, pode hoje dizer-se que ele melhorou ou piorou segundo a análise subjectiva mas reconheça-se que entrou definitivamente numa nova fase, a que chamaria cinicamente obsessiva!, e que agora se agarra com todas as forças às poucas bóias de salvação que lhe vão enviando personagens tão ilustres como o empregado Paulo Baldaia, o ex-sacana da Carlsberg, e nomeadamente o chefe Daniel Proença de Carvalho alma mater e curioso defensor de um emergente movimento português dos “com terra” apanhados na teias da lei (José Sócrates, Ricardo Salgado, Armando Vara, Carlos Santos Silva, Henrique Granadeiro, Lalanda de Castro, Hélder Bataglia e Joaquim Barroca, etc.).

    Ama-os tanto que, se tem o desvelo de linkar regularmente o chefe Daniel no Aspirina B porque o respeitinho é muito bonito, sobre o labor do empregado Paulo até parece que o plagia. Não, perceberam bem, disse que é um plágio mesmo. Quê, um plágio? Pois, desta vez não estou a me referir ao velho truque da arte da retórica (trata-se afinal do mesmo que o tipo do DN acusa de fazer o José Manuel Fernandes no Observador, ou seja: «que faz de conta que fala sobre justiça e Dias Loureiro para poder atacar o DN»…) em que se vai mudando a ordem dos ingredientes desde que se ponha José Sócrates no fim, et voilà!, assim percebem-se os truques utilizados nas saladas frias servidas regularmente pelo Aspirina B aos seus leitores. Um plágio, pois.

    Aqui, são quase frases inteiras e referências (vão desde o estatuto do JMT na TSF, do José Manuel Fernandes ao Francisco Teixeira da Mota o que, na profusão de links anteriormente postados, me tinham passado despercebidas: http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-da-direcao/interior/jornalistas-justiceiros-6228638.html .

  12. pimpampum, por isso mesmo eu não alinho nas conclusões do JMT. 2007, porquê? Se falamos de Daniel Proença de Carvalho é preciso recuar e recuar e, cuidadosamente, observar o que ele fazia na advocacia desde o longínquo ano de 1968, na política pós-25 de Abril e como empreendedor na comunicação social até chegar a chefe do Paulo Baldaia e guru do Valupi. Simultaneamente, como num jogo de espelhos.

    Eis o que dizia o esquerda.net em 2012 melhorado por mim de memória, assim de repente.

    […]

    No passado ocupou importantes lugares na vida política e económica portuguesa:

    1976-1977 – Diretor do Jornal Novo.

    1978-1979 – Ministro da Comunicação Social no governo de nomeação presidencial (pelo PSD).

    1980-1983 – Presidente da RTP.

    [1983 – Fundador do jornal Semanário cMarcelo Rebelo de Sousa, nomeadamente.]

    1985-1986 – Diretor da campanha presidencial de Freitas do Amaral.

    [1990-1992 – «A Sociedade Independente de Comunicação, de Francisco Pinto Balsemão, a Televisão Independente da Igreja Católica e a Rede Independente, liderada por Daniel Proença de Carvalho, eram as três candidaturas que se apresentaram a concurso para a atribuição das licenças para o terceiro e quarto canais de televisão, os primeiros privados em Portugal. O processo, que arrancou em dezembro de 1990 após resolução do Conselho de Ministros, culmina 14 meses depois, quando são divulgados o resultados do concurso. A SIC e a TVI são os embriões dos primeiros canais de televisão privada, a Rede Independente de Proença de Carvalho fica pelo caminho.» no DN online.].

    1996 – Mandatário nacional da candidatura presidencial de Cavaco Silva.

    1995-1998 – Mesa da Assembleia Geral do BTA

    1997-1998 – Mesa da Assembleia Geral do CPP (Crédito Predial Português)

    2008-2010 – Comissão de remunerações do BES (Banco Espírito Santo)

    2007-2008 – Presidente do conselho estratégico do Hospital Amadora-Sintra (Mello).

    2007-2012 – Presidente do Conselho de Administração da ZON.

    2004-2010 – Presidente do conselho consultivo da Explorer Investments, capital de risco.

    2005-2010 – Membro do Conselho de Administração da Sindcom investimentos indústria e comércio.

    2009 – Membro do Conselho consultivo da Fundação Galp´.

    [2014, hoje Global Media – Presidente da Controlinveste Conteúdos S.A., que detém títulos como DN, JN, O Jogo e TSF.]

    Em 1995, foi Daniel Proença de Carvalho que levou Dias Loureiro, como advogado, para o mundo dos negócios, depois de 8 anos nos governos de Cavaco.

    ______

    [A nota final, é uma cereja no topo do bolo mas está no original e deixo-a ficar].

  13. Em tempo, pimpampum. O JMT volta hoje ao tema no P. e, como já tinha feito no artigo anterior, em minha opinião coloca bem o problema. Voltará ao assunto no sábado, ver-se-ão as conclusões.

    É verdade. Mas o ponto
    central do meu texto em relação
    à postura do DN e da Global
    Media mantém-se. Por quatro
    razões. 1) Não é aceitável que
    o advogado de defesa de Dias
    Loureiro (Daniel Proença de
    Carvalho) seja presidente do
    conselho de administração de
    um jornal onde o seu cliente é
    entrevistado no dia seguinte ao
    arquivamento do processo-crime.
    2) Não é admissível que essa
    entrevista seja feita pelo director
    adjunto recorrendo a uma série
    de perguntas tão macias que
    mais pareciam cabides para Dias
    Loureiro pendurar a sua versão
    dos factos. 3) Não é prudente,
    neste contexto, que dois
    directores do grupo subscrevam
    em artigos de opinião a tese de
    Dias Loureiro e do seu advogado
    quanto ao comportamento do
    Ministério Público. 4) Não é
    descartável o facto de este caso e
    de as críticas ao Ministério Público
    serem decalcadas daquilo que se
    tem ouvido em relação à Operação
    Marquês — porque é aqui, de facto,
    que tudo se joga.

    Público, 19.4.2017, p. 48.

    _____

    Nota, supra. Ó Lucas Galuxo, que caraças!, eis mais uma prova se necessário fosse que és mesmo nharro e que não pescas nadinha do que verdadeiramente interessa.

  14. Pelo que alguns (ditos) jornalistas fizeram ou fazem ainda que é serem tendenciosos e se importarem pouco com a verdade mas apenas fazer aquilo para que se deixam pagar, há outros que vêem agora o exercício da sua profissão em risco quando tiverem de enfrentar a populaça na próxima campanha eleitoral.
    Reste-nos saber que há alguém que tem consciência de o que foi feito revolta o comum da maralha e esta pode vingar-se.

  15. Lucas Galuxo
    20 DE ABRIL DE 2017 ÀS 14:05
    Porque raio se chama jornalista a quem vive da representação mediática de uma facção política, neste caso, a que manifesta ódio pelo melhor Primeiro Ministro que Portugal já teve?”

    Quem foi? E quem poderia ter sido melhor que o “pai da liberdade”?

  16. Proença de Carvalho é o português vivo mais perigoso, mais nefasto. Tem evidentemente lacaios na comunicação social, o pior de todos dá pelo nome de podre marques lopes.

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